Redação Pragmatismo
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Contra o Preconceito 21/Apr/2015 às 19:59
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Como é ser mãe de uma menina transgênero

“Mas mãe, eu sou menina!”. Mulher compartilha as dúvidas e alegrias de aceitar que sua filha é transgênero desde os quatro anos, e aposta nas pesquisas que apoiarão sua decisão

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Marlo Mack compartilha as dúvidas e alegrias de aceitar que sua filha é transgênero desde os quatro anos, e aposta nas pesquisas que apoiarão sua decisão

Quando o suicídio da adolescente transgênero Leelah Alcorn ganhou as manchetes, meus amigos que têm filhos não-transgênero fizeram questão de me parabenizar pela maneira que educo minha filha: “Isso não vai acontecer com ela porque você está agindo de maneira diferente”, disseram. Pode ser verdade, mas eu ainda não tenho certeza. A verdade é que ninguém tem.

Minha filha, aos três anos, me disse que era uma menina. Ela me olhou nos olhos e disse, “Mamãe, alguma coisa deu errado na sua barriga que me fez sair menino ao invés de menina”. Ela queria voltar para dentro de mim para que ela pudesse sair de novo, como menina.

Desde os dois anos ela vinha implorando para que eu a vestisse com as roupas bonitas que ela via as outras menininhas vestirem e ficava obcecada com as coisas que meninas costumam amar, como princesas e fadas e cor-de-rosa. A princípio eu presumi que tudo aquilo era só uma fase. Eu disse que ela podia gostar de rosa e brincar com as bonecas, mas ela tinha um corpo de menino, então ela era menino. Quando ela continuou a afirmar que era menina, eu fiz o que os pais fazem – eu fui consultar especialistas. Eu levei minha filha para nosso pediatra e mais de um terapeuta, inclusive um psicólogo que se especializava em trabalhar com crianças como a minha – garotos que se sentem garotas, garotas que se sentem garotos.

Eu procurava respostas desesperadamente para minha longa lista de perguntas: será que eu devo permitir que minha filha troque de gênero aos quatro anos, ou devo obrigá-la a viver como menino? Que chance havia de que ela mudaria de ideia? Haveria algum dano a longo prazo se nós mudássemos de garoto para garota e então de volta para garoto? Por outro lado, quais eram os riscos de forçar uma criança a continuar a viver como garoto quando isso lhe causava tanta angústia?

Em todos os casos, os especialistas que eu consultei ofereceram as mesmas respostas para minhas perguntas. Eles não sabiam. Eles deram de ombros pedindo desculpas, deram alguns conselhos vagos, e admitiram que não há na verdade qualquer pesquisa confiável sobre crianças como a minha.

Então eu tive que improvisar. Meu impulso inicial não foi muito diferente daquele dos pais de Leelah Alcorn. Eu cheguei à conclusão de que minha filha era provavelmente um tipo mais incomum de garoto – quem sabe um garotinho gay que necessitava minha orientação. Essa é a premissa por trás da agora infame “terapia de conversão” a que Leelah Alcorn teve que se submeter numa tentativa de curá-la de sua identidade transgênero. E apesar disso disparar alarmes entre aqueles que consideram isso tão antiético e desumano quanto as terapias propostas pelo movimento “ex-gay”, a realiade é que esse tipo de tratamento ainda é praticado e promovido por alguns dos profissionais médicos mais influentes que trabalham atualmente com crianças transgênero.

Quando famílias com crianças pequenas como a minha buscam respostas na Clínica de Identidade de Gênero de Crianças e Adolescentes no Centro de Saúde Mental de Toronto, são recebidas por funcionários que não gastam tempo discutindo os lados positivos ou negativos de se experimentar com o sexo oposto. De acordo com o diretor da clínica, dr. Kenneth Zucker, uma vida adulta como transgênero constitui um resultado negativo, o resultado infeliz de um sistema familiar patológico centrado na mãe (claro…). Zucker argumenta que crianças como a minha não deveriam ter permissão para brincar com “brinquedos de menina” nem ter acesso a roupas ou cores femininas. Pelo contrário, esses jovens clientes são incentivados a se envolverem em atividades estereotipicamente masculinas e devem passar mais tempo com seus pais. Mãe como eu são aconselhadas a fazerem terapia para se arrancar a fonte do problema pela raiz, provavelmente um desconforto com masculinidade internalizado ou quem sabe um desejo intenso mas reprimido de que a criança fosse de outro gênero. Ainda mais confuso é o fato de que Zucker já escreveu que a arma do crime pode ser “indisponibilidade materna” ou, por outro lado, “excesso de proximidade” materno. (Apenas para você não cometer o erro de pensar que Zucker é um pária nos recantos distantes da prática freudiana, considere que em 2012 ele era membro do grupo de trabalho sobre desordens sexuais e identidade de gênero da Associação de Psiquiatria Americana, o painel de experts que literalmente escreveu o livro sobre como os profissionais da saúde mental devem avaliar e tratar os clientes transgênero.)

Logo no início eu experimentei uma variante mais suave do sistema de Zucker com minha filha. Eu tentei incentivá-la a fazer atividades mais “masculinas”, sugeri aulas de caratê quando ela pediu para entrar na aula de balé (nós chegamos a um meio-termo matriculando-a numa aula de ginástica olímpica mista). Ela queria um guarda-roupa todo cor-de-rosa; eu insisti em vermelho, roxo, azul pastel. Eu a incentivei a brincar mais com meninos e a passar mais tempo com seu pai.

Mas, em última instância, eu não consegui suportar a ideia de negar a minha filha as coisas que ela amava nem aguentei vê-la tão infeliz. Seu último natal como um garoto foi um desastre. Depois de abrir todos os presentes, ela sentou-se melancolicamente entre as pilhas de papel de embrulho rasgado e avaliou a coleção de caminhõezinhos novinhos em folha, equipamentos de esporte, blocos de montar, e bonequinhos de dinossauro. “Papai Noel não recebeu minha cartinha?”, ela perguntou.

Eu observei enquanto ela corajosamente tentava juntar algum entusiasmo por um caminhãozinho com rodinhas roxas e eu jurei que Papai Noel jamais destroçaria o coraçãozinho da minha filha novamente.

Mas o ponto decisivo de verdade aconteceu por volta de um ano depois que ela me contou que era uma menina pela primeira vez. Eu participei de um grupo de apoio para pais de crianças transgênero ou de gênero fora dos padrões e ouvi uma história que me deixou acordada à noite pelas semanas seguintes. Uma jovem mãe estava sentada na minha frente, do outro lado da mesa, soluçando enquanto abria o coração e nos contava o que aconteceu com sua filha de cinco anos quando um psicólogo local aconselhou um tratamento similar ao proposto por Zucker.

Eu escondi todas as bonecas dela, todas as coisas de que ela mais gostava. Eu disse a ele que ele era um menino e pronto, porque foi o que o psicólogo aconselhou que eu fizesse”, ela disse. Em poucos meses, aquela criança parou de falar e foi diagnosticada com depressão profunda. “Eu quase o perdi”, ela disse.

Essa história me assombrou porque minha filha havia começado recentemente a entrar num processo semelhante. Depois de meses lutando comigo (“Eu sou menina!”), a criança estava desistindo. Ela deixou de me corrigir quando eu usava o “nome de menino” que ela odiava, dava de ombros quando eu sugeria novamente que ela fizesse caratê, e observava silenciosamente com tristeza o brilho do rosa proibido no corredor “de meninas” da loja de brinquedos. Outra mãe do grupo de apoio havia presenciado o mesmo fenômeno com sua filha e descreveu isso perfeitamente: “Minha filha de quatro anos parecia ser um velho cansado”.

Eu decidi que já não dava mais. Eu sentei com minha filha, olhei nos olhos dela, e perguntei pela última vez: “Você quer mesmo ser menina?”.

Eu não quero ser menina, mamãe”, ela disse. “Eu usou menina.”

Três anos mais tarde, eu sou a mãe de uma filha transgênero de sete anos, esplendidamente feliz e confiante. Ela está entre as primeiras da classe, é popular na escola, e um sucesso em todos os aspectos. Eu tive a sorte de viver numa cidade que tem uma comunidade de famílias com crianças transgênero cúmplice e unida. Nós nos encontramos mensalmente para conversar sobre nossas lutas e nossos medos, trocamos anedotas, e incentivamos uns aos outros. Sentimos pesar pelos filhos e filhas que perdemos e nos deliciamos com os que ganhamos inesperadamente. Levamos nossos filhos para brincarem nas casas uns dos outros para que eles conheçam outras crianças como eles. (Se você quer saber como é alguém feliz de verdade, esteja no quarto quando duas garotas transgênero de seis anos se encontram pela primeira vez.)

Nós temos quase certeza de que estamos no caminho certo. Esperamos que sim, cheios de esperança. Nossos filhos, que já foram miseráveis num gênero, agora estão decolando no outro. Os pais “veteranos” – aqueles com filhos pré-adolescentes ou adolescentes cujos filhos fizeram a transição há mais de cinco anos – nos contam como seus filhos estão vivendo e eu fico pasma por como as vidas deles parecem ser totalmente comuns, como eles têm que lidar com os desafios prosaicos da adolescência: notas, comparação com os colegas, namoro, vestibular.

Mas apesar do retrato cor-de-rosa, a verdade é que na maior parte dos dias nós estamos voando cegos – e isso é muito assustador. Mesmo com todos os casos e histórias de sucesso que recolhemos, sem qualquer pesquisa consistente que nos apoie, nós pais ainda somos facilmente considerados (por Zucker e outros profissionais) como pais superliberais e sem pulso, ou birutas patológicos que de alguma forma corromperam e manipularam seus filhos para que vivessem como vivem agora.

Recentemente eu ouvi uma palestra de Aidan Key, um ativista transgênero famoso que foca seu trabalho em crianças como a minha. “O mundo está vigiando seus filhos”, Key disse para uma sala cheia de pais de crianças transgênero. “Eles são a primeira geração de crianças com a permissão para viverem em outro gênero. Seus filhos estão fazendo história.”

Suas palavras me deixaram arrepiada. Eu senti orgulho e medo: se tivessem essa escolha, quantos pais fariam a opção de seus filhos serem as cobaias num fascinante experimento social? Se houvesse a opção, claro, nós preferiríamos ter alguma ideia do que nos aguarda no futuro, algum indício de que meus amigos estão corretos quando me dizem que minha filha “não vai acabar como a Leelah, tadinha”.

Uma luz no fim do túnel apareceu no ano passado quando eu fiquei sabendo de uma pesquisa sendo feita na Universidade de Washington em Seattle. Conduzida pela psicóloga Dr. Kristina Olson, o TransYouth Project (projeto transjovem) é um estudo longitudinal a longo prazo de crianças dos EUA inteiro que fizeram a transição para outro gênero ainda no início da infância. Eu matriculei minha filha nele imediatamente.

Olson planeja acompanhar minha filha por toda a infância e além, conforme ela passa pela puberdade, atravessa o ensino médio, e entra na faculdade. A equipe de Olson vai conferir como está minha filha todos os anos, registrando seu desenvolvimento enquanto ela navega pelo mar revolto da pré-adolescência, tem seu coração partido por um garoto (ou garota?) no ensino médio, completa 18 anos e decide se quer realizar a cirurgia de adequação de gênero.

Olson admite que seu estudo tem limitações. “Como cientista, se eu vivesse num mundo imaginário, o estudo que eu realizaria dividiria essas crianças aleatoriamente em dois grupos: um que teria a permissão para viver no gênero diferente daquele com que nasceu, e outro que não. Mas eticamente nós jamais poderíamos fazer esse estudo, então nós fazemos o melhor possível.” Quem sabe um dia um pesquisador estudará esses dois grupos já adultos, fará comparações entre ele, e nós teremos uma boa noção de quem fez a aposta certa. (Não deve surpreender a ninguém que eu acredito que descobrirão que os métodos de Zucker são ineficazes e errôneos, se não danosos, pura e simplesmente.)

Enquanto isso, o estudo de Olson já revelou algumas coisas sobre as vidas das crianças vivendo como transgênero. Seus primeiros resultados, publicados na revista científica Psychological Science, valida minha própria experiência como a mãe de uma dessas crianças. “Em todas as avaliações que fizemos”, ela diz, “não é possível distinguir grupos de controle ou irmãos dos participantes transgênero da mesma idade. O que esses dados nos dizem é que essas crianças não estão apenas passando por uma fase. Pelo contrário, sua identidade de gênero parece ser uma convicção profunda.”

Eu prevejo que a pesquisa de Olson vai ser um marco histórico no debate sobre como cuidar da melhor maneira de crianças como a minha. “Em dez anos”, ela diz, “nós seremos capazes de começar a responder as perguntas que todos estão fazendo: como vai ser a vida de uma criança que, logo cedo, se identifica como transgênero? E como as decisões dos pais vai influenciar a vida dessa criança?”
Como a história de Leelah Alcorn já nos mostrou, compreender melhor as crianças transgênero não é apenas um exercício acadêmico interessante; é, literalmente, uma questão de vida ou morte.

Marlo Mack, Advocate. Tradução: Marcio Caparica, Ladobi

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Comentários

  1. José Ferreira Postado em 21/Apr/2015 às 22:59

    Tem gente que acha que alguém de 16 anos não pode pagar pelos seus crimes como adultos, mas acham que, com quatro anos de idade, alguém pode se definir como "transgênero". Dois pesos, duas medidas.

    • João Paulo Postado em 22/Apr/2015 às 03:24

      Verdade. Isso é loucura e nos remete à história "João/Joana" (procurem por John Money no Google). Uma criança de 04 anos mal sabe falar e não sabe (ou não deveria saber) como vem ao mundo; daí, esse prodígio diz que quer "voltar para dentro da mãe". Criança de 04 anos não sabe o que é transgênero; não faz aula ou escolhe entre karatê ou de ginástica olímpica ou de balé; não pede boneca ao invés de caminhãozinho; etc. O ser humano tem suas particularidades, mas também tem suas regras comuns de conduta. Homem age como homem e mulher age como mulher desde que o mundo é mundo. O que se deve combater é a segregação, o preconceito. É admitir a pluralidade de opiniões e liberdades. A premissa é de que um menino é um menino. Acaso ele julgue pertencer ao gênero feminino, isso é outra história. Agora, taxar um menino de menina aos 04 anos de idade revela problemas mentais da mãe e um pai ausente.

      • B. Franco Postado em 22/Apr/2015 às 10:34

        Será que foi uma ironia e eu não entendi? Com que tipo de crianças você está convivendo, cara? Seu comentário é um tanto cruel e disfarçado de racional.

      • Carolina Postado em 22/Apr/2015 às 10:54

        Ou só deixa obvio o seu preconceito. Aquilo que você não entende é realmente mais dificil de aceitar. Abre a cabeça.

      • Carla Luz Postado em 22/Apr/2015 às 11:46

        Qual o grande problema com um menino que sente vontade de brincar de boneca ou usar vestido? É só uma criança e não deveria existir esse papo de coisa de menino e de menina, ninguém deveria crescer pensando com o que pode brincar ou não. Essas crianças e nem seus pais são o problema da situação, o grande problema é querer impor um comportamento que não faz sentido! A futilidade do que vestir não deveria causar tanta polêmica, se a pessoa se sente feliz assim, qual é o grande questão pra você? Conviva com uma criança assim, e você entenderá do que se trata o assunto.

      • Carla Luz Postado em 22/Apr/2015 às 11:47

        E José, essa sua comparação é totalmente esdruxula

      • Iza Regis Postado em 22/Apr/2015 às 12:03

        Tenho 18 sobrinhos, sinceramente, com 4 anos eles sabem de onde vinheram, o que gostariam de ganhar de presente, se querem set sereias ou o huck. Não consigo imaginar o mundo limitado das crianças que o João Paulo conhece. Não se sinto por elas ou por ele.

      • Alonso Marinho Postado em 22/Apr/2015 às 12:39

        Essa de que "desde que o mundo é mundo" só cola com os ignorantes mesmo. Ué desde que o mundo é mundo tínhamos escravos (uma prática de quase 10 mil anos), mulheres eram cidadãs de segunda classe e matar pessoas diferentes era hábito, isso quer dizer que fizemos mal em quebrar essas "tradições milenares da humanidade"? Sério use qualquer argumento pra disfarçar sua homo-transfobia menos onde que as coisas sempre foram de tal forma ok?

      • João Paulo Postado em 22/Apr/2015 às 17:24

        Eu conheço crianças de 04 anos com maturidade de crianças de 04 anos. Nenhuma delas fala sobre identidade sexual. Se algumas pessoas têm 18 sobrinhos, todos eles com amplos conhecimentos de vida; se vocês conhecem crianças de 04 anos que sabem que menino tem "piu-piu" e menina "não tem piu-piu", entre outras crianças superdotadas, tenham certeza que vocês conhecem crianças excepcionais. Ou que são submetidas a conversas inadequadas para sua faixa etária. Uma coisa é deixar um menino brincar de boneca (se esse é o desejo da criança, deve ser respeitado). Outra coisa é chamar um menino de "ela", porque a mãe ACHA que seu filho é trans. Quem vê preconceito no que digo ou é mal intencionado ou ignorante.

      • Ana Paula Postado em 10/May/2015 às 20:37

        Uma criança com 4 anos não deveria saber como vem ao mundo? Criança tem que ser retardada? Pena dos teus filhos!

    • Humberto Amorim Postado em 22/Apr/2015 às 10:03

      Se definir? Para de ser ignorante... Ninguem escolhe genero, a pessoa nasce assim, caso contrario voce realmente acha que elas optariam por uma vida muito mais dificil e sofrida? Regada a preconceito em qualquer lugar que va? Seja mais adulto que isso

      • Luiza Postado em 22/Apr/2015 às 13:20

        Tome o meu like!

      • patricia Postado em 10/May/2015 às 13:48

        Concordo . E por isso que o termo opção sexualidade deve ser substituído por orientação sexual. Não acho que ninguém opta por levar uma vida de discriminação e ódio por que quer. A pessoa nasce assim e pronto.

    • Leonardo Postado em 22/Apr/2015 às 12:02

      Transfobia velada detectada

    • Roberta Postado em 22/Apr/2015 às 12:23

      É que a maioria dos transgêneros adultos dizem serem assim desde que se lembram. Sexualidade não é questão de educação nem oportunidade, os crimes sim. Meritocracia só não existe pra quem usa dela.

    • Luiza Postado em 22/Apr/2015 às 14:21

      Ninguém se define como transgênero, pequeno gênio. As pessoas só são. Ou tu, homem-hétero-cis "perfeito", algum dia sentou pra pensar e disse "é, eu queria ser homem mesmo"? Faz um favor pra humanidade e fica quieto.

    • Rogerio Postado em 24/Apr/2015 às 11:14

      Os países de maioria muçulmana, tidos como retrógrados, não aceitam o homossexualismo (na religião) mas aceitam na boa a transgenia. Tanto que foi nesses países que surgiu a cirurgia de mudança de sexo. Os evangélicos aqui poderiam perfeitamente rever seus conceitos sobre os transgêneros. Não se pode falar em opção nesse caso. Nem pecado. Roberta Close não é o que chamam de "viado" (com "i" pois vem de transviado). Nem Ariadna, Lea T , etc... São cromossomicamente homem mas se identificam como mulher. Isso se chama de disforia de gênero. A redesignação sexual, com hormônios, plástica e cirurgia é o tratamento para o problema.

  2. Fernanda Postado em 22/Apr/2015 às 00:37

    Você leu o texto, José Ferreira? Se leu, acho que não entendeu. Fiquei com os olhos marejados, o relato é muito emocionante.

    • Silva Postado em 22/Apr/2015 às 17:39

      O tal José Ferreira se diz historiador, na verdade é um reacionário em tempo integral.

      • José Ferreira Postado em 22/Apr/2015 às 17:55

        Pena não poder lhe mandar uma cópia de meu diploma. É verdade que sou historiador, mas não preciso ser fã do Lênin, Stalin para isso.

    • patricia Postado em 10/May/2015 às 13:50

      Eu também . Chorei

  3. Guilhermo Postado em 22/Apr/2015 às 09:49

    Acho que os pais agiram de forma correta. Ao menos assim, puderam ver a criança feliz novamente. Infelizmente, ele sofreria preconceito de qualquer forma, sendo um menino efeminado ou uma menina trans. Assim, ao menos os pais aceitaram que ela fosse "menina", o que acabou por fazê-la feliz.

  4. gilberto Postado em 22/Apr/2015 às 10:37

    "Minha filha, aos três anos, me disse que era uma menina. Ela me olhou nos olhos e disse, “Mamãe, alguma coisa deu errado na sua barriga que me fez sair menino ao invés de menina” Ao ponto que chegou a precocidade para os transgêneros, me preocupa o fato que minhas filhas, já todas passadas dos 20 anos e que na infância até brincavam de carrinho e jogavam a bola, ainda pensem que são mulheres.

    • Bruno Postado em 22/Apr/2015 às 12:42

      Gilberto, fico muito feliz por suas filhas não serem transgênero, pois pelo seu comentário poderiam ser mais uma Leelah Alcorn. Abra sua mente e pare de enxergar o mundo em azul e rosa.

  5. Pereira Postado em 22/Apr/2015 às 11:57

    Se uma criança de 4 anos pode trocar de sexo, é porque já tem estimulos sexuais, prazer e etc. Essa é uma das portas de entradas para a legalização da pedofilia. Já existe campanha ferrenha,por parte das esquerdas, nos EUA para a legalização da pedofilia. O John money, que alguém ali citou, retirou os órgãos sexuais de um garoto a força. Para provar que ele poderia ser criado como menina e o gêmeo como menino sem nenhum problema.

    • Karine Jung Postado em 22/Apr/2015 às 13:12

      Você leu o texto? Ela queria se VESTIR como menina, BRINCAR com brinquedos de menina, o texto só cita a troca de sexo falando da adolescência da criança, citando o que provavelmente ela vai desejar.

      • Pereira Postado em 22/Apr/2015 às 13:27

        Esse tipo de coisa que o texto fala, serve como desculpa para que esquedistas malucos legalizem pedofilia nos EUA. Como uma criança de 4 anos sabe o que quer vestir e brincar ? Agora um menino que brinca de boneca é porque obrigatoriamente quer trocar de sexo ? Onde está o discurso contra o sexismo ? Se um pai incentiva seu filho a brincar com carrinho é sexista, porém, se o mesmo pai acha bonitinho seu filho "transgênero" brincar de boneca e deixa de incentivá-lo a fazê-lo então é porque deve ser homfóbico.

      • Pereira Postado em 22/Apr/2015 às 13:31

        E so o menino se tornar apenas homossexual sem transgenia ? Ele só é homoessexual e não quer sua genitália masculina cortada. Como fica então ?

      • Pereira Postado em 22/Apr/2015 às 13:36

        Todo o mundo se baseia, pelo fato do menino gostar de brincar com bonecas, ele obrigatoriamente quer ser um transgênero. Coitado do menino que gosta de fingir que é o namorado da bárbie, esse deve ter seus testículos sumariamente cortados e criado como menina. Meu filho mesmo, eu vi na escolinha, ele fingia que era um bombeiro e salvava as bárbies das meninas no caminhão. Pelo fato dele colocar as bárbies no caminhão, eu devo concluir que ele gosta de brincar de bonecas, logo será um transgênero. Esse é o hospício em que vivêmos.

    • Patricia Postado em 10/May/2015 às 13:55

      Meus Deus vc he ignorante de propósito ou nasceu assim. Esse foi o pior comentários de todos, e olha tem muito lixo por aí.

  6. Alessandra Postado em 22/Apr/2015 às 11:57

    ... Emocionada com a história. Só quem "consegue" ouvir uma criança sabe do quanto elas dizem de si mesmas e de nós. Crianças são sujeitos, não são objetos que agem de acordo com nossa vontade. Nós, os adultos, somos responsáveis por sua segurança e bem estar. Devemos prover seu alimento e orientar suas escolhas. Mas, obrigá-las a gostar de determinado brinquedo ou cor, não acho muito saudável. Lamentável comparar a identidade tansgenero com a questão da maioridade penal, só demonstra o quão ignorantes e preconceituosos são.

  7. junipero Postado em 22/Apr/2015 às 16:21

    Há uma imensa diferença entre ser uma menina transgenera, e se vestir de menina. Uma criança independente do gênero, sente vontade constante de descobrir tudo e sequer compreende os pormenores a respeito da sexualidade. É bem triste quando uma criança guia um adulto a respeito da sexualidade. Obviamente existem crianças que desde o nascimento se mostram avessas ao gênero de órgão (pênis/vagina). Muitas crianças não compreendem que um homem foi menino e uma mulher uma menina. Longe que querer parecer preconceituoso, já que sempre defendi o direito sobre o gênero, esse está parecendo um caso onde o mãe está maravilhada com a onda de “aceitação” por parte da sociedade quanto aos transgeneros, e está se precipitando um pouco ao definir uma criança de quatro anos como transexual. O mais adequado nesse caso, é um acompanhamento mais longo e de perto da mente da criança ( e da própria mãe. Não é novidade um menino querer se travestir. Alguns fazem isso por simples curiosidade, raiva (quando esnobado por alguma menina), inveja, ciúme, nostalgia, desejo de ter uma irmã, ou uma “namorada”, querer parecer engraçado ou esperto (crê que pode enganar, ou fazer rir se travestindo), agora dizer que isso é “querer trocar de sexo é ser muito precipitado, um conceito aceitável nem mesmo para pessoas tidas como superficiais. A transgenia é algo serio e complicado, e é muito mais do que querer se vestir de mulher. Um homem é rotulado ao nascer pelo seu órgão, mas isso obviamente não basta para alguém ser um homem. Isso é uma conquista de uma vida, e muitos sequer conseguem, por mais que se rotulem machos (há até exemplos aqui mesmo). É necessário que a sociedade o veja como homem, que os pais o criem como homem, que ele se veja psicologicamente como homem, e que seu corpo funcione biologicamente e endocrinologicamente como homem. Depois dessas e outras peneiras, pode-se dizer: eis um homem. E o mesmo se aplica a uma mulher. Entre os dois extremos de homem e mulher estão vários fenômenos biológicos, não incomum em toda a sorte de vida na natureza, o trangenero. Crer que isso é impossível de ocorrer é algo que só é confortável a uma mente assustada que crê, possa ferir a próprio idoneidade sexual ao aceitar que exista algo que ela não compreenda de completo, ou que simplesmente não possa aceitar por conceitos pessoais, mas que por conforto do ego, procuro subterfúgios pseudocientíficos para reafirmar a posição infantil que tem sobre a vida sexual dos diferentes dela.

  8. Joao Postado em 24/Apr/2015 às 09:05

    trilhões de estrelas no céu e o mundo continua pequeno para cabeças pequenas.