Redação Pragmatismo
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Barbárie 16/Apr/2015 às 11:14
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As suspeitas e manipulações no caso Verônica Bolina

Humilhada e espancada pela polícia, Verônica Bolina teve seu cabelo raspado, foi fotografada com os seios expostos e o rosto completamente desfigurado

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A modelo Verônica Bolina

Renan Quinalha*, PONTE

Mais uma vez, uma travesti tornou-se visível aos olhos da sociedade e dos poderes públicos não pelo reconhecimento de sua existência e pela garantia plena de sua cidadania, mas por conta da violência brutal que sofreu enquanto estava sob custódia de forças de segurança pública.

Trata-se do caso de Verônica Bolina, que foi detida no último domingo (12/04) sob acusação de ter entrado em conflito com uma vizinha. Além disso, ela também é acusada de ter atacado e arrancado a orelha de um carcereiro quando estava sendo transferida de cela no 2º Distrito Policial, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo.

Se apurada sua responsabilidade por esses atos ilícitos, Verônica deve ser processada em conformidade com a lei, que prevê procedimentos e sanções que obrigam a todos, inclusive os agentes públicos.

No entanto, foram veiculadas, nos últimos dias pelas redes sociais e pela imprensa, imagens chocantes de seu corpo nitidamente torturado e de seu rosto totalmente desfigurado. Verônica aparece com mãos e pés algemados, jogada no chão e cercada por policiais armados (essas imagens não serão publicadas por Pragmatismo Político). Ela foi exposta nua nas fotografias, com seus seios de fora, suas calças rasgadas e com seus cabelos, antes longos, cortados.

A narrativa oficial, como tantas outras versões policiais de violência estatal que oscilam entre o cinismo e a fantasia, é a de que Verônica teve de ser contida mediante uso da força em virtude do risco que ela oferecia aos agentes públicos envolvidos.

Em primeiro lugar, o uso legítimo da força pela polícia deve ser feito de modo proporcional e razoável, dentro dos limites legais. Para “conter” uma pessoa que esteja cometendo um ato ilícito, não se justifica desfigurar um rosto com tantos golpes e pancadas. É também de responsabilidade da polícia não permitir que ela seja agredida por outros detentos.

Um segundo aspecto a ressaltar são as violências simbólicas e morais, mas não menos graves, que uma polícia despreparada para lidar com a diversidade de identidade de gênero praticou neste caso. Ao cortar os cabelos de Verônica, destituindo-lhe, forçosamente, de um traço social importante de sua identidade, os agentes públicos envolvidos transgrediram normas estabelecidas pelo próprio governo do Estado de São Paulo quanto ao tratamento de travestis e transexuais no âmbito do sistema prisional nos termos da Resolução SAP – 11, de 30-1-2014.

Resta evidente que por preconceito e por ignorância os agentes envolvidos tiveram como objetivo não apenas “conter” Verônica, mas humilhá-la publicamente e submetê-la a condições degradantes simplesmente porque ela tem uma identidade de gênero distinta de seu sexo biológico, desafiando as normas de regulação das sexualidades baseadas no patriarcalismo, na heterossexualidade e na cisgeneridade.

A exposição dela em fotografias tiradas quando ela se encontrava dentro de dependências policiais e sob custódia do Estado tornam, objetivamente, este responsável também por essa exposição em estado de extrema vulnerabilidade.

Ontem veio a público um depoimento de Verônica em que ela mesma teria “confessado” seus crimes. Ela diz que estava “possuída” e que a polícia apenas fez seu papel ao “contê-la”. Ela afirma que “todo mundo está achando que eu fui torturada pela polícia, mas eu não fui. Eu simplesmente agi de uma maneira que eu achava que estava possuída, agredi os policiais, eles só agiram com o trabalho deles. Não teve agressão de tortura. Cada ação tem uma reação, eu agredi e fui agredida. Eles tiveram que usar das leis deles para me conter, então não teve de nenhuma forma tortura. Eu só fui contida, não fui torturada”.

verônica bolina vitor teixeira
(Charge: Vitor Teixeira)

Obviamente, que ouvir vítima é uma fase fundamental da investigação e um importante instrumento para empoderamento para reparação das violências sofridas. No entanto, um depoimento dado após tamanho trauma, em estado de fragilidade física e emocional, provavelmente em surto pela alegação de estar “possuída”, com a vítima ainda em poder dos mesmos agentes públicos, em flagrante contraste com que as imagens demonstram, não pode ser alçado sem maiores questionamentos à condição de verdade oficial.

Não podemos assumir acriticamente enquanto cidadãos e muito menos como autoridades investidas do dever funcional de garantir a apuração desse caso, especialmente a Coordenadoria para Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, a versão de que a vítima é responsável por ser barbaramente agredida. Bem sabemos como violências sob esse recorte de gênero estão sempre acompanhadas de discursos perversos de culpabilização da vítima e de especulação sobre sua moralidade sexual.

Em situações de violência institucional do Estado, o ônus da prova deve ser invertido, de modo que não recaia, sobre os ombros da vítima já afetada física e psicologicamente, o dever de comprovar esses fatos diante das dificuldades em obter tais evidências contra o Estado. Este tem maiores condições e deve ser cobrado para comprovar que não houve excesso e abuso policial.

Este caso não pode ser dado como se já estivesse resolvido com o depoimento de Verônica em uma gravação realizada pela autoridade policial ainda com ela detida. Uma investigação profunda e séria precisa ser levada a cabo, com participação dos órgãos oficiais de proteção e promoção dos direitos de pessoas LGBT dos diversos níveis de governo (municipal, estadual e federal) para apuração e responsabilização rigorosa.

Além disso, é preciso garantir um acolhimento psicológico e jurídico adequado para Verônica, de modo a impedir que novas violações de direitos sejam praticadas. Seu depoimento precisa ser colhido livre de pressões e longe desse contexto de fragilidade em que ela se encontra, sujeita a pressões e até ameaças eventualmente.

Verônica tem razão em um aspecto. Os policiais usaram “as leis deles”. Contudo, essas leis policiais não são as mesmas do Estado Democrático de Direito, que deve assegurar, conforme os tratados internacionais e a Constituição de 1988, a defesa dos direitos humanos de todas as pessoas, independentemente de a pessoa encontra-se em situação de privação de liberdade por ter cometido qualquer crime.

Ninguém perde, ou ao menos deveria perder, sua cidadania por ser travesti, por ser negra ou por estar presa. Nessa tripla condição social, Verônica nos denuncia, com seu próprio corpo, os tratamentos mais preconceituosos e desumanos dispensados por nosso Estado, que ainda prefere a exceção das violências contra LGBTs, negras e presas à democracia.

VEJA TAMBÉM: Pedreiro e executado pela PM: a farsa de um crime revelada

*Renan Quinalha é advogado e militante de direitos humanos. Organizou, com James N. Green, o livro “Ditadura e Homossexualidades: repressão, resistência e a busca da verdade” (EdUFSCar, 2014).

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Comentários

  1. Matheus Magalhães Postado em 16/Apr/2015 às 11:31

    É preciso, como diz a expressão americana, um enorme "leap of faith" para acreditar que policiais armados não tinham como deter uma única pessoa sem precisar espancá-la primeiro. É como naqueles programas que mostram o dia a dia da polícia: com a câmera ligada, as detenções são exemplares. Desliga e o prazer sádico destes agentes começa a se desvelar. De cara, eles já sentem ódio de trans (vide a divulgação absurda das fotos e o ato de cortar o cabelo como forma de humilhação e punição por ser travesti) e a mínima premissa é prerrogativa para partirem para a violência. É óbvio que ela foi coagida, basta ler o depoimento. É uma pessoa que vive com um mundo que passa o tempo todo lhe atacando a autoestima e lhe retirando o senso de cidadania. Eu acredito que ela foi REALMENTE coagida, mas, mesmo que não tenha sido, a realidade lhe coage a pensar que estar errada e merece ser punida por tal o tempo todo. Ela poderia ter matado 50 crianças; isto não faz a mínima diferença. O tema universal deste fato reside na conduta da polícia e em como eles realmente habitam em uma república paralela, onde as nossas leis gerais não tem validade (e digo universal porque isto se verifica no mundo inteiro). O tema cultural no âmbito brasileiro nos traz a triste realidade de ser trans neste país e que um processo agressivo de desumanização segue em curso.

    • Karina Postado em 16/Apr/2015 às 11:51

      Ótima reflexão, Matheus.

    • Luciana Vassallo Costa Postado em 16/Apr/2015 às 11:52

      Perfeito, Matheus!

    • Julio Cesar Soares Postado em 16/Apr/2015 às 12:04

      Você queria então que os policiais atirassem nela? Independentemente do gênero que habita aquele corpo, fisicamente Verônica continua a ser um homem... e forte. O tratamento que ela recebeu foi certamente desproporcional, mas é isso que se recebe quando se arranca metade da orelha de alguém que está ali somente para trabalhar. Não é o mundo ideal, mas é o mundo real, policiais não são monges budistas... ninguém é! Fora a cretinice que é afirmar saber o que aconteceu de verdade sem ter estado lá e pior, julgar em cima dessas suposições, devemos considerar a possibilidade de ela ter meramente ter recebido um em resposta à suas ações, como muitas vez vemos, e independente de seu sexo ou sexualidade.

      • Adriana Postado em 16/Apr/2015 às 12:32

        Concordo!

      • Marina Postado em 16/Apr/2015 às 12:42

        Um tiro possivelmente não a teria matado e não faria com que ela passasse por tamanha humilhação. Eu preferia morrer com uma bala do que ser torturada desta forma. Independente do que ela tenha feito, se a polícia decidir fazer "justiça" estaremos definitavemte no fundo do poço.

      • Jader Postado em 16/Apr/2015 às 13:02

        Discordo. E sua crítica se volta contra você, pois, a menos que possa ter estado lá, também não pode afirmar que ela não foi provocada para agir com tamanha violência contra um carcereiro (se levarmos em consideração o desrespeito com o qual as mulheres trans, travestis e demais LGBTs são tradados). Além disso, é fato que travestis são hostilizadas apenas por serem travestis, são humilhadas e mortas, e no caso de Verônica ainda há um agravante, ela é negra. Há inúmeros casos de violência contra mulheres negras, como o daquela dona de casa que foi arrastada por policiais, presa à sua viatura. Verônica é uma travesti negra. As próprias fotos denunciam a situação desumana, isto é, os fatos falam por si. Não é preciso estar lá para poder afirmar que essa barbaridade foi movida por preconceito, negligência e despreparo.

      • Leonardo Postado em 16/Apr/2015 às 13:07

        Julio Cesar Soares apoia policial que foge dos seus compromissos. Parabéns Julio, cidadão de bem você

      • Sylvia Postado em 16/Apr/2015 às 13:26

        "é isso que se recebe quando se arranca metade da orelha de alguém que está ali somente para trabalhar. Não é o mundo ideal, mas é o mundo real, policiais não são monges budistas... ninguém é! " Cretina é a polícia, Julio, e o Estado que sempre finge não ver nada. Um cidadão, que mesmo tendo errado e por isso ter sido aprisionado, sob guarda do Estado e da polícia não pode ser agredido pelo Estado e pela polícia. O tratamento que Verônica e muitos recebem foi desproporcional, foi errado. Não há justificativa. Se ela agrediu algum policial ou qualquer outra pessoa, que fosse melhor algemada e controlada, obviamente sem violência, e então julgada. Em hipótese alguma um representante do Estado pode agredir um cidadão ou "dar uma resposta as suas ações" da forma como bem entender, sendo que, pelo contrário, a polícia e o Estado devem garantir a sua, a nossa segurança. Acho que você deveria rever urgentemente os seus conceitos. Todos sabemos muito bem como o Estado representado pelas polícias agem erroneamente com detidos que estão sob sua guarda, principalmente se forem minorias como mulheres, pobres, negros, prostitutas, transexuais, travestis, gays, etc. A polícia está, MAIS UMA VEZ, errada e também deve ser condenada. Infelizmente muitos ficam reproduzindo este discurso de ódio e de "quem faz, leva". Não é assim que deve ser não. Por mais errado que alguém possa agir, todos temos direitos que devem ser respeitados, legitimados e garantidos! Punitivismo por punitivismo, tem-se a pena de morte, os linchamentos, o "olho por olho, dente por dente". É mesmo certo isso? Estagnar ou retroceder? Lamentável.

      • André Oliveira Postado em 16/Apr/2015 às 13:29

        Concordo Plenamente Julio Cesar Soares. Quem comete delitos indiferente da sexualidade, deve ser punido proporcionalmente. Primeiramente se fosse uma pessoa de bem não precisaria passar por isso, pois nem seria detido(a).

      • Matheus Magalhães Postado em 16/Apr/2015 às 13:44

        Posso ter cometido algum julgamento sem ter todos os fatos e, por tal, peço reservas para a leitura do meu comentário. Mas a sua reprimenda serve, também, para você. Até agora está tudo envolto em uma névoa espessa. Temos as fotos, o depoimento dado sob possível coação e clara confusão traumática, uma infração por parte dela que ainda não foi validada oficialmente e pode ter sido bastante embelezada "na boca do povo" e uma cronologia bastante confusa dos eventos. É bom lembrar que até chegar ao agente penitenciário, pelo que diz a maioria dos relatos, ela já tinha sido espancada brutalmente, ou seja, se isto se confirmar, ela definitivamente não foi espancada por ter mordido a orelha mas sim por ter resistido à prisão. Não existe endosso nenhum em qualquer código de conduta policial que legitime tanta agressividade para deter um suspeito DESARMADO. Ela é forte? Por tal motivo os policiais (no plural) aprendem a imobilizar, levando em conta situações em que se deparam com pessoas com força física elevada. Além disso, existem métodos que não dependem de confronto físico para imobilizar. A questão não é ela não ser punida pela possível agressão à vizinha ou a mordida; o que estamos debatendo é a terrível realização que dá conta do fato de que é mais do que comum policiais agirem conforme um código próprio, guiado por sua visão de mundo. No momento em que o órgão que detém o monopólio da força não é mais guiado por um regime neutro de leis que se atentam à direitos individuais dos objetos desta repressão, vamos estar nas mãos de um julgamento pessoal ou, mesmo, de uma identificação ideológica da pessoa que detém o direito de te prender (e matar, se for preciso). Pelos elementos da história que já estão disponíveis, não é difícil concluir que houve excessos absurdos. Como explicar as fotos, por exemplo? Colocaram uma pessoa desfigurada após ser espancada, semi-nua, no chão e tiraram fotos para colocar na internet. Com que propósito? Que determinação da lei isto satisfaz? Teria sido feito se fosse um heterossexual cisgênero? Aí entra a motivação transfóbica que estamos discutindo.

      • Alex Postado em 16/Apr/2015 às 13:48

        por que não um tiro na perna? além do mais, os cabelos cortados já apontam o que ocorreu de verdade sob tortura!

      • Alex Postado em 16/Apr/2015 às 13:49

        e, sabe-se lá o que ele fez para ela arrancar-lhe parte da orelha! atoa que não foi a agressão dela.

      • Thobias Postado em 16/Apr/2015 às 14:11

        Como é que você tem certeza que o cabra da orelha arrancada estava "alí só pra trabalhar" (e o modo como você escreve deixa claro que você quis dizer que o homem é,sem dúvida e qualquer julgamento, inocente)!? os poliça também tão lá, meu irmão, "só pra trabalhar", e veja só no que dá! Aliás... que trabalhinho danado esse eim?

      • Eduardo Ribeiro Postado em 16/Apr/2015 às 14:31

        Julio Cesar acreditando na cronologia "oficial" dos fatos. Com certeza é muito natural que durante uma troca de cela a Veronica DO NADA simplesmente partisse pra agressão na base de mordidas na orelha do carcereiro. Aliás, dane-se a ordem cronológica real. Uma pessoa sob CUSTÓDIA DO ESTADO não pode simplesmente ser espancada. Porra.

      • André Postado em 16/Apr/2015 às 16:37

        Oq vc me diz do cabelo raspado e as fotos com seus seios a mostra? Precisa disso para conter alguém?

      • Paulo Rozendo Ferreira Postado em 16/Apr/2015 às 19:26

        Você ficou muito dolorido, e quanto o caso de Amarildo, você acha que um homem desnutrido tinha condições de se rebelar contra várias guarnições?

      • João Oliveira Postado em 19/Apr/2015 às 20:48

        ....Também dizer que ela mereceu esse tratamento sem estar lá é no minimo, leviano e ver apenas um lado. A policia não pode tratar um preso/detido desta forma, deve sim apenas tranca-lo, aonde seja seguro e pronto!!

      • Betsy Postado em 19/Apr/2015 às 21:41

        Julio e diga se de passagem que é um homem com quase dois metros de altura com músculos bem definidos por viver o dia todo malhando.....

      • Betsy Postado em 19/Apr/2015 às 21:42

        http://noticias.r7.com/sao-paulo/eu-abri-a-porta-e-ela-disse-que-ia-me-matar-diz-idosa-agredida-por-travesti-em-sao-paulo-19042015

    • Hevandro Postado em 16/Apr/2015 às 12:17

      Excelente Matheus! haja leap of faith!

    • Edemar Motta Postado em 16/Apr/2015 às 12:19

      Puliça é puliça. Temível, quando deveria ser respeitável.

      • eu daqui Postado em 17/Apr/2015 às 09:47

        Puliça ou não, o respeitável sempre é temível praquele que não é respeitável. E vice versa.

    • Leninha Assis Postado em 16/Apr/2015 às 13:39

      Concordo plenamente com vc Matheus Magalhaes....sao tantas injusticas neste pais, esse caso e estarrecedor. Compadeco-me com estas pessoas, ja sao tao marginalizadas pela sociedade, mas vindo de quem deveria proteger a vida e realmente assustador. Pobre vida humana...

    • Taynara Postado em 16/Apr/2015 às 13:57

      Faço de suas palavras, as minhas. Tá óbvio que aquele relato dela foi sob pressão e coagimento dos agentes em questão.

    • Rosy Postado em 16/Apr/2015 às 14:50

      Exatamente! E o pior é ver muita gente aplaudindo o que fizeram com ela, como se a polícia tivesse a autoridade de prender, julgar e punir....isso não é justiça, isso é vingança, sadismo, covardia e homofobia nojenta!

    • Ana Braga Postado em 16/Apr/2015 às 15:09

      Perfeito! Sábias palavras!

    • carmen Postado em 16/Apr/2015 às 16:16

      Mateus Magalhães concordo plenamente. Penso que uma reação vêm de uma ação. Então oq fez esse carcereiro para ela ter essa reação? ??

      • Artur Postado em 19/Apr/2015 às 10:19

        De acordo com essa matéria (http://noticias.r7.com/sao-paulo/eu-abri-a-porta-e-ela-disse-que-ia-me-matar-diz-idosa-agredida-por-travesti-em-sao-paulo-19042015) vizinhos de Veronica disseram que ela espancou a idosa devido a um surto de crack. Então é POSSÍVEL que ela tenha atacado o guarda por estar drogada, sem que este tenha provocado.

    • Vinicius Postado em 20/Apr/2015 às 10:13

      Detalhe: O mesmo usava peruca nas cadeias não é permitido o uso de perucas. Centenas de presos tem o mesmo tipo de tratamento e ninguém escreve uma virgula sobre isso. A pergunta que eu faço é a seguinte seriam todos Verônica se Verônica não fosse um travesti?

    • Thulio Postado em 21/Apr/2015 às 01:55

      Eu sou Homossexual, assumidamente Homossexual; Não concordo com o que a polícia fez, porque tortura não e punição no Brasil; Entretanto a minha mãe foi vítima de Pancadas, ela tem 68 anos e sabe o que deu a Maria da Penha dela? Nada!!! Se o meu cunhado que a espancou tivesse levado o mesmo que a verônica, eu estarei com a minha consciência bem mais tranquila.

    • Isabelle Postado em 21/Apr/2015 às 19:04

      Nada justifica terem raspado a cabeça da travesti, mas não se sabe o que de fato aconteceu. Entretanto te pergunto: você chegou a ver o estado em que ela deixou a tal idosa de 73 anos? Como você mesmo disse "tivesse assassinado 50 crianças" ainda assim a polícia não poderia agir como agiu. Mas a maneira gratuita como ela espancou aquela senhora indefesa, mostra o quanto essa pessoa estava completamente fora de si e sabe-se lá o que foi preciso para contê-la. No mais, longe de mim justificar a violência policial mas acho revoltante o pseudointelectualismo de esquerda se apressar em tentar transformar essa monstra em heroína ou símbolo de alguma coisa. Tem muitas travestis que sofrem a mesma violência todos os dias e que são pessoas generosas e boas. Porque não usam exemplos melhores?

  2. Luana Maia Postado em 16/Apr/2015 às 11:38

    Quem garante que ela não foi coagida a dar essa declaração? Muito estranho, e o cabelo dela? Na hora de conter precisou corta-lo?

    • Samara Postado em 16/Apr/2015 às 15:11

      Penso a mesma coisa. E o cabelo? E mais, ela prestou depoimento onde? Na delegacia? Ela ainda estaria sob custódia da polícia. Tá muito estranho isso.

  3. márcia dias Postado em 16/Apr/2015 às 11:41

    Sou mãe de três seres humanos, brancos, classe média, educados, cuidados pelos pais e bem tratados pela vida e digo que fiquei com MUITO MEDO. Medo de um dia um filho meu por qualquer razão cair nas mãos de BANDIDOS como esses, de farda, o que os torna ainda piores. Eles não sabem a diferença entre um ser humano e um objeto qualquer, porque eles NÃO SÃO HUMANOS! Precisam responder por seus atos! O Estado precisa agir a favor dos cidadãos!

    • ana maria Postado em 02/May/2015 às 22:47

      de uma coisa você pode ter certeza márcia, o tratamento dos seus '' três seres humanos'' será completamente diferente, pelo simples fato (como você frisou) de serem BRANCOS, DE CLASSE MÉDIA.

  4. Mozart Gomes Postado em 16/Apr/2015 às 11:43

    O Pragmatismo Político publica isso como se não tivesse nada a ver com isso. O PT está desde 2003 no poder e o que fez pra reduzir a violência policial? Sei que a PM é do Estado, do PSDB não espero nada, mas não sejam hipócritas, o PT apoiou os abusos da polícia contra os protestos de junho, o Ministro Eduardo Cardoso ofereceu a Força Nacional pra ajudar na repressão, colocou o exército para garantir os lucros da FIFA, Apoiou a repressão do seu aliado RJ. Nenhuma palavra sobre os ativistas presos sem provas nenhuma. Não sei quem é pior o PSDB por apoiar a violência policial ou o PM por apoiar também e ser hipócrita.

    • Julio Cesar Soares Postado em 16/Apr/2015 às 12:11

      Chupa, Mozart! Se todas as polícias estatais são assim, por que a culpa é exclusiva do PT?

      • eu daqui Postado em 17/Apr/2015 às 11:13

        Chupe vc e também dê aos criminosos: o recrudescimento da impunidade da hediondez por causa do nazicoitadismo é coisa do governo do pt sim. Enquanto quem arranca uma orelha tem tudo arancado, criminosos muito mais perigosos nada perdem e ainda ganham. E é claro que a hediondez de um lado só pode gerar a hediodez como resposta do outro lado. Assim, o governo petista também é culpado pelo que aconteceu com a Bolina, sim. Nazipetista não serve nem pra chupar os próprios pares, que dirá pra pensar...........

    • Suzy Postado em 16/Apr/2015 às 12:41

      Agora tudo é o PT. Vixe.

    • Alex Postado em 16/Apr/2015 às 13:51

      muito bem dito.

    • mir kos Postado em 16/Apr/2015 às 14:04

      Kua kua kua! O pt o pt o pt....blá blá blá vê se cresce, homem!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 16/Apr/2015 às 14:33

      Sei que a PM é do Estado, do PSDB, mas acho interessante trazer o PT para o assunto, pois desejo transferir a culpa deste e de todos os problemas unica e exclusivamente para o PT, ok?

      • poliana Postado em 16/Apr/2015 às 14:48

        como sempre, os coxinhas se dão um tiro no pé, eduardo. chega a ser ridículo: "Sei que a PM é do Estado"...mas a culpa é do pt...rsrsrsrsrsrsrs

      • Eduardo Ribeiro Postado em 16/Apr/2015 às 16:16

        Eu ainda morro um dia com as declarações desses caras...

    • Vinicius Postado em 20/Apr/2015 às 10:16

      Acho que o PT é pros Coxinhas o que o DIabo é pra Universal puts grilo cara o PT é corrupto e tals mas dê à César o que é de César

  5. Paulo Postado em 16/Apr/2015 às 11:44

    Rasparem a cabeça do Camacho ou tirarem o cavanhaque do Beira-mar nem pensar? Covardia e despreparo, entre outras coisas.

  6. kika Postado em 16/Apr/2015 às 11:52

    Não sabia que para conter alguém é necessário raspar o cabelo dela. U.u Discurso mal escrito, ein "pessoas que estão apenas fazendo seus trabalhos"...

  7. Bruno Postado em 16/Apr/2015 às 11:54

    Quanto a orelha do carcereiro... Ninguém diz nada...

    • Rodrigo Postado em 16/Apr/2015 às 12:16

      Disseram no terceiro parágrafo.

    • Felipe Postado em 16/Apr/2015 às 12:23

      Foi comentado sim, volta e lê de novo meu jovem. O texto diz que Verônica mordeu a orelha do carcereiro quase decepando ela. E Verônica vai responder por esse ato e pelos demais que praticou ou vier a praticar. E o Estado agora deve dar todo respaldo ao servidor, atendimento médico e psicológico. Afastamento para tratamento de saúde. E ainda bem que nada mais grave aconteceu ao servidor. E quanto a Verônica? Mas o que você quer que se diga exatamente? Que ela mereceu o tratamento que recebeu? Que foi pouco? Se tá com dó leva pra casa?

      • William Postado em 16/Apr/2015 às 15:25

        Só uma correção Felipe, não existe amparo ou respaldo a nenhuma das partes por partes do Estado. O servidor, no caso agente penitenciário ou policial militar, não recebe nenhum atendimento médico ou psicológico, a não ser que pague do seu bolso. Não existe nenhum tipo de programa por parte do governo nesse sentido. Na minha opinião os dois lados estão errados e cada um que se vire para provar que sua versão está certa. Santo não há nessa história.

      • gillopes Postado em 16/Apr/2015 às 16:26

        E desde quando se morde uma orelha sem razão nenhuma. Alguma coisa seria houve

    • eu daqui Postado em 17/Apr/2015 às 11:14

      Estou falando da orelha do servidor aqui o tempo inteiro, mas ainda acho que a reação foi brutalmente desproporcional.

      • Rosali de Rosa Cantlin Postado em 17/Apr/2015 às 18:40

        Vai ver que ela mordeu a orelha do servidor porque é parente do Aníbal, o canibal. Ah, mas não pode ser, porque o canibal é branco...é... então deve ser mesmo por estar "possuída". Possuída de ódio desses policiais covardes. Arrancou pouco. Devia ter arrancado a orelha toda. Fazer o serviço bem feito.

    • Rosali de Rosa Cantlin Postado em 17/Apr/2015 às 18:34

      Poe mim, ela teria arrancado não a metade da orelha, mas o órgão sexual do carcerero inteiro. Perder metade da orelha é muito pouco para esses covardes que atacam as pessoas que estão sob sua guarda. Os policiais, com raras excessões, são muito mais bandidos do que os bandidos a quem dão voz de prisão. Cambada de milicos dos infernos. Bicho ignorante. Se servisse para alguma coisa não seria milico.

  8. Yoshio Carneiro Postado em 16/Apr/2015 às 11:54

    Pois é, a mulher "não sabia falar tortura" mas sabia falar "não quero ser usada para fins políticos". HAHAHAHAHAHAHAAH

  9. JULIO DIOGENES Postado em 16/Apr/2015 às 11:54

    O que ela fez não dá direito sequer para terem raspado a cabeça dela, uma vez que isso é proibido segundo nova resolução da justiça, o caso da idosa deve ser julgado por um juiz, Veronica não deve ser condenada por pela PM. Alguém sabe quando espancaram e rasparam a cabeça dela ? Foi antes ou depois dela ter rancado a orelha do cara ?! Neste áudio dá para ouvir nitidamente uma mulher, a coordenadora da secretaria dos direitos dos LGBT´s do estado induzindo ela a falar " Toda ação tem uma reação, eu agredi e fui agredida..." https://www.youtube.com/watch?v=cBVFTmEVKiI&feature=youtu.be

  10. Eduardo Vasconcelos Postado em 16/Apr/2015 às 11:59

    Maus policiais devem ser sumariamente expulsos da força pública policial. Elementos como esses, denigrem a imagem do toda a corporação. A sociedade cobra providências cabíveis.

    • poliana Postado em 16/Apr/2015 às 14:49

      precisamos desmilitarizar a nossa polícia militar, o mais urgente possível, eduardo. do jeito q tá n pode ficar não. um absurdo atrás do outro..quero ver até qdo isso...

  11. newton Postado em 16/Apr/2015 às 12:06

    Nao defendo travesti, mas isso foi uma covardia, mais uma merda feita por essa policia imunda, que se acha acima de tudo e todos. Quem faz uma coisa dessas com um ser humano merece é uma bala bem no meio da cara. Essa policia de SP é um bando de fdp, tem horas que a gente, pessoas do bem sente tanta raiva, que chega a cogitar que ficar do lado do bandido é melhor que o da policia. Depois aparecem mortos ou são mortos quiném ratos e a imprensa sensacionalista mostra como coitados. Ninguém morre de graça, a gente colhe o que planta.

    • mir kos Postado em 16/Apr/2015 às 14:05

      " não defendo travesti" . ? ? ?

  12. mark Postado em 16/Apr/2015 às 12:06

    https://www.facebook.com/somotodosveronica/timeline

  13. Dalva Postado em 16/Apr/2015 às 12:12

    Que pena desta garota. Tosar o cabelo dela foi muita crueldade. expô-la nua e cheia de hematomas é de enojar qualquer ser humano.

  14. mauricio augusto martins Postado em 16/Apr/2015 às 12:28

    Sum Pablo Del PCC-tucanalha, último reduto da malditadura...maumau

  15. Gustavo Postado em 16/Apr/2015 às 13:11

    O PP recentemente mostrou (link abaixo) como nossa sociedade está doente. http://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/04/o-mundo-obscuro-da-internet-onde-o-odio-tem-vez.html

  16. ketillyn belchior Postado em 16/Apr/2015 às 13:16

    Entao além de raspar a cabeça, descigurarao o rosto dela afs Querem respeito como foi pouco a orelha do carcereiro, poque oque fizeram com ela nao é humano. Gente isso tem que acabar... #SomosTodosVerónica

  17. Marc Postado em 16/Apr/2015 às 13:16

    Discordo plenamente deste argumento de que a policia é despreparada é preparada e muito bem preparada, pra agir criminosamente contra os criminosos e infelizmente contra o cidadão principalmente o das classes sociais mais baixas e pertencentes a minorias. Instituição que claramente dá sinais de falência e precisa ser revista todos sabem e veem isto !

  18. Hander Junior Postado em 16/Apr/2015 às 13:27

    Um absurdo. Infelizmente, como estudante de Direito, acredito que o Brasil não tem "cura". A cada dia as atrocidades aumentam, e pioram!

  19. Mara Postado em 16/Apr/2015 às 14:01

    Dúvido que ela tenha ficado desfigurada só pq eles tentaram conte- la . Para ela arrancar a orelha do agente no mínimo ela estava algemada sem poder se defender... TA muito mal contado!

  20. José Ferreira Postado em 16/Apr/2015 às 14:17

    Essa história está tenebrosa, mas não se deve jogar instantaneamente a culpa da Polícia. O rapaz arrancou a orelha do carcereiro e provocou os outros presos. Antes de se fazer as devidas investigações, certos grupos acusam a Polícia. Esses mesmos grupos se são tão bons, deveriam providenciar a plástica para o carcereiro.

    • warley Postado em 16/Apr/2015 às 14:55

      E A POLICIA UM IMPLANTE DE CABELO P/ VERONICA ! Policiais estao propícios a essas situacoes josé ate coisa pior como levar um tiro e isso nao dá o direito deles fazerem isso com a veronica.

    • Maria Luiza Postado em 16/Apr/2015 às 15:13

      Não se deve jogar a culpa na polícia pelo fato deles não terem atacado o psicológico da Verônica, não? Ahhh verdade, eles não abrem a boca! Tenha santa paciência José, plástica para o carceireiro?!?! A Verônica está completamente desfigurada! Se parar para pensar, a imagem não é o pior. Acredito que você não tenha idéia da tortura que é viver num país onde você não é aceito. Sabe como começa essa história? Quando somos pequenos e não nos identificamos com os padrões impostos pela sociedade. Crescemos num círculo onde constantemente somos arremessados para fora. Até o dia que nos aceitamos. Parece que melhora, não? Não! se pisarmos fora da linha novamente sofremos abuso tanto da polícia quanto de cidadão que não conseguem se colocar no lugar do próximo. Você consegue ao menos imaginar a consequencia psicológica na vida dessa pessoa??? Me desculpe, mas o carceireiro consegue viver sem um pedaço da orelha e a Verônica, conseguirá viver quanto tempo sem auto estima, com a face destruída e presa no meio de homens que viram a situação exposta pela polícia? Você acha que eles são capazes de fazer o quê com ela?

  21. Raphael Postado em 16/Apr/2015 às 14:38

    sempre o mesmo papo e bla bla , policia opressora e reacionária ou bandido bom é bandido morto... a questão é simples, a mulher supostamente agrediu um carcereiro, a reação deveria ser proporcional, a moça teve seus cabelos raspados, bom isso não pode, é fato. Mas ai vem alguém e diz que ela usava aplique, são questões devem ser averiguadas. Outra no momento que a pessoa esta detida é dever do Estado sua proteção. No que diz respeito as fotos, isso também se enquadra na proteção do Estado, e no direito de imagem e intimidade da ofendida.

  22. Daniel Postado em 16/Apr/2015 às 14:54

    Os guardas erraram feio ao espancá-la. Vocês erram feio ao chamá-la de modelo. Ela é garota de programa e isso não é sinonimo de modelo.

    • eu daqui Postado em 17/Apr/2015 às 11:16

      E isso muda o que? A questão aqui não é de denominação mas de legalidade e proporcionalidade.

  23. Acácia D. Postado em 16/Apr/2015 às 15:06

    Inadmissível. Olhei as imagens no google e JURO, travou o grito!! Que a espécie humilhada, esnobada, se levante, a história conta que, quanto mais pisado você for, maior será seu destino. Que a Justiça desse país faça por merecer, o mundo não suporta tamanha monstruosidade.

  24. marcos Postado em 16/Apr/2015 às 15:08

    Primeiramente, não acho coerente me posicionar de forma objetiva quanto a atitude "ilícita" dos agentes, assim como a luta (literalmente) travada por verônica na busca pela garantia de seus direitos como pessoa, independente do gênero ou orientação sexual. Fato é que vivemos em uma sociedade violenta, na qual toda generalização institucinal é fadada à burrice. Não acho lúcida a condenação genérica feita por alguns comentários àqueles que levam a sério o profissionalismo da atividade policial, independente da esfera de atuação. Assim como também não acho justo o tratamento extremamente abusivo direcionado a Verônica, apenas como forma de se vingar de seu comportamento agressivo e descontrolado. Essa retomada moderna do famoso "olho por olho..." tem resultado em um conflito cada vez maior e direto entre as forças estatais e os cidadãos famintos por direitos e liberdades. No entanto, se os agentes do Estado que são responsáveis por garantir o controle e a manutenção do bem estar social não o estão cumprido, a culpa está no Estado e não no indivíduo. O policial, seja ele militar ou não, não é um alienígena que desce de sua nave em um batalhão e sai às ruas caçando "vagabundos". Ele é, embora não saiba, mais uma vítima de um sistema estatal que perpetua um ciclo de violência histórico como sendo algo cultural em nossa sociedade. Estamos falando de uma sociedade que possui a terceira maior população carcerária do mundo, e um índice anual de homicídios que supera os de conflitos e guerras diretas. Infelizmente, talvez por todo um contexto histórico de violência policial ao longo de nossa formação democrática, construímos uma imagem violenta e imutável da forma que o Estado atua na promoção da segurança pública. Mas se a nossa revolta é contra o Estado, não é coerente crucificarmos aqueles que "arriscam" suas vidas por nós apenas por um deslize que é pessoal e não institucional e genérico. Por fim, restringindo o debate ao caso em questão, Verônica é NATURALMENTE um homem (e dos grandes)! A polícia, como representante do Estado, possui a função-obrigação de gatantir a manutenção de uma sociedade ordeira e para isso usa das forças legitimas e necessárias. Como julgar o que foi necessário para neutralizar a violência injustamente imposta por verônica, se o máximo que temos são relatos e posicionamentos incitados por um sentimento de revolta, vitimismo e até mesmo burrice? O Estado, por meio de seus representantes, possui a capacidade e o dever de fiscalizar e punir os excessos que são cometidos por aqueles a quel Ele delega poder. E cobrar isso é um direito nosso como cidadãos! Agora, se o Estado, que "nada" mais é além de uma representação física e metafísica da vontade e soberania do povo (eu, vc, Verônica e até o puliça) estamos no lugar errado. Talvez o melhor a se fazer é largar esse "jeitinho brasileiro" e tentar a vida lavando pratos em um " Pub" norueguês!

  25. danilo guachinim Postado em 16/Apr/2015 às 15:24

    Na moral não gosto desse tipo de pessoa homossexuais mais não gosto de covardia e repúdio quem acha que pode bater em outro ser vivo independente do que ele é, esses polícias são os msm que batem e matam todos os dias jovens nas favelas e nas ruas independentemente da cor e da classe social eu desejo morte a todos os polícias filhos da puta

  26. Vinicius Postado em 16/Apr/2015 às 15:31

    Sou um defensor dos direitos iguais, bem como dos direitos básicos. Infelizmente erraram na abordagem, aconteceu isso tudo com ela, não por ser um travesti, mas por "mexer" com os todo poderosos PM's. Ela agiu descontroladamente, sim, mas isso é o que se espera de quem irá enfrentar a lei. Infelizmente não poderíamos esperar algo pior ainda, de quem tem por dever defender a lei, mas é essa a verdade não só do Brasil. Esses seres se sentem no direito, de agirem ainda pior que os próprios bandidos, sendo que estão fardados e recebem salários (que não são bons, mas isso já é pauta pra um outro tópico) para defender a lei e não jogá-la ralo abaixo da mesma forma como qualquer bandido faz cotidianamente.

  27. danilo Postado em 16/Apr/2015 às 15:32

    Não sou a favor dos homossexuais mais não aceito nenhum tipo de violência, mais posso ser muito violento pra defender alguém a ou alguma coisa verônica essa guerra também é minha, nossa polícia e uma bosta que morram todos

  28. gilberto Postado em 16/Apr/2015 às 16:01

    Olha, se eu fosse Policial e um qualquer, homem, mulher ou derivados, tentando resistir ao cumprimento de uma ordem me arrancasse um pedaço da orelha, eu tentava deixa-lo sem nem um dente na boca. Isso não tem a ver com sexo, cor ou outro fator, tem a ver com um brutamontes com chiliques, que já havia importunado uma vizinha ao ponto de ser necessário a vinda da Polícia, daí vê-se a qualidade da figura. Aqui se defende muitas vezes e cegamente delinquentes só por esses pertencerem a uma ou outra Classe, mas não vejo apresentarem opinião de como agir em cada caso... só querem tratamento digno. tratamento digno é para quem se comporta dignamente.

    • vanessa Postado em 16/Apr/2015 às 16:43

      E por que cortar o cabelo e deixar a pessoa nua? Acha realmente que agiram c proporcionalidade?

  29. Fred Castilho Postado em 16/Apr/2015 às 16:02

    O Bolsonário curtiu tudo isso!

  30. André Postado em 16/Apr/2015 às 16:04

    "Hugo [Victor Hugo] recorda que, quando tinha dezesseis anos, viu uma ladra que um carrasco marcava com ferro em brasa: 'Ainda conservo no ouvido, quarenta anos depois, e sempre conservarei na alma, o espantoso grito da mulher. Era uma ladra; mas, a partir daquele momento, tornou-se para mim uma mártir.'" Noberto Bobbio

  31. Marcela Postado em 16/Apr/2015 às 16:20

    Concordo com você Gilberto. Ela agrediu o policial que também é humano e tem direitos também. Senhor arrancar a orelha é uma barbárie, onde já se viu isso? Não digo que ela merecia tudo o que passou, mas com certeza ela merece uma punição, talvez de um grau menor. Crime é crime, opção de gênero sexual já é outra coisa, não pode misturar as bolas. E generalizar os policiais também é inconveniente, infelizmente há muitos que não fazem jus à farda, mas há muitos que arriscam a vida diariamente para lutar por uma sociedade que já desistiu deles. Me digam, quando precisam de ajuda, quando suas casas são roubadas para quem vocês ligam?? Depois de ter esculachado eles em matérias suspeitas e com a maior cara lavada. Lamentável.

    • eu daqui Postado em 17/Apr/2015 às 09:40

      Pois então que tivesse ela perdido uma orelha também. Vc sabia que um dos critérios que a psiquiatria forense usa pra classificar a motivação do crime como inveja é a desfiguração de um rosto bonito? Inveja pra mim é a mais vil das deformações e aberrações morais.

  32. Thiago Teixeira Postado em 16/Apr/2015 às 16:24

    Está nítido, a Direita e seu fundamentalismo religioso acham que estão acima dos direitos humanos, impuseram um tratamento cruel ao transexual do tipo: "Ai traveco, agora tu vai virar homi aqui na cadeia". Vestiram ela de bermuda, camisa masculina e chinelo. Agora ... e o Pedrinho Matador? O Picadinho? O bandido da luz vermelha? O Fernandinho Beira mar como já mencionado nos comentários? Tiveram o mesmo castigo?

    • José Ferreira Postado em 16/Apr/2015 às 16:45

      O Bandido da luz vermelha está comendo "grama pela raiz" agora.

    • Vinicius Postado em 20/Apr/2015 às 10:57

      Todos na cadeia usam a mesma roupa, verônica usava peruca na prisão o uso é proibido. É cadeia ou São Paulo Fashion Week tomem noção.

  33. Jose Antonio Postado em 16/Apr/2015 às 16:59

    Está tudo muito claro. O Estado de São Paulo é um estado em que as instituições estatais, TODAS elas, estão dominadas pelo fascismo. Esse governador sabe muito bem o que se passa nas corporações policiais a ele subordinadas. O caso Pinheirinho deixou claro que existe uma verdadeira máquina de moer a cidadania que une os extremistas do Judiciário, do Ministério Público , da Polícia militar e do Executivo. Esta máquina está agindo impunemente, assassinando centenas de pessoas todos os dias e tentando calar através do comprometimento de uma mídia de natureza e índoles também fascistas.

    • Vinicius Postado em 20/Apr/2015 às 10:59

      Bem Lembrado o caso pinherinho não teve tanta repercurssão quanto esse caso e foi um absurdo dos maiores, mas o que são famílias sem moradia, pra importância de 1 travesti... Nojo dessa mídia fascista.

  34. Carlos Postado em 16/Apr/2015 às 21:09

    Foram agentes e não policiais, ela não é santa agrediu uma idosa arrancou a orelha de um agente mas não merece ser espancada.

    • eu daqui Postado em 17/Apr/2015 às 09:36

      Pois então que fosse punida conforme as normas legais vigentes e até perdesse uma orelha também. E nada mais.

      • Vinicius Postado em 20/Apr/2015 às 11:00

        No caso ela teria que perder a orelha e ficar com traumatismo craniano como fez com a idosa.

      • eu daqui Postado em 23/Apr/2015 às 11:13

        Mas ela foi torturada por causa do que fez com a idosa ou por ser travesti? Pq quem é mulher nesta m de país sabe que uma mulher (ou similar) é atacada pelo simples fato de ser mulher e não por ter feito errado ou certo.

  35. Antonio Palhares Postado em 17/Apr/2015 às 11:26

    Gostaria muito de ver uma reportagem do mesmo tamanho da idosa que foi agredida.Porque ninguem liga para as vitimas dos meliantes.Porque ela/ele reagiu quando ia ser transferida de cela? Precisava ter mordido a orelha do agente naquelas proporções? Este comportamento não potencializou a reação dos colegas do agente, que dai a/o espancaram alem dos limites para a devida contenção?Para mim este individuo é meliante simplesmente pelo fato de ser meliante e não pelo fato de ser travesti.Foi parar em uma delegacia poque agrediu uma idosa.Os agentes da lei deveriam ter mais cuidado e mais profissionalismo ao lidar com estas situações.

  36. Eduardo Postado em 17/Apr/2015 às 12:31

    Trágico e lamentável é, além de tudo, ver pessoas que ainda tentam defender a ação da polícia. Nas manifestações vimos, inclusive com cartazes, as pessoas referindo aos policiais como anjos da guarda. Parece que a polícia nunca confundiu furadeira com metralhadora e assassinou o cidadão. Parece que nunca pegou gente honesta como se bandido fosse e prendeu, torturou e matou. Parece que nunca arrastou gente no camburão. Parece que nunca comemorou o fato de matar gente como se fossem troféus. Parece que nunca sufocou suspeitos e criminosos na viatura até a morte! Não digo que ela seja inocente. Se for culpada, que seja processada e punida dentro da lei, assim como devem ser os héteros, os brancos, os negros, os bandidos, os políticos e os da classe média. Mas uma pergunta não quer calar: qual o motivo de terem raspado o cabelo dela dentro do contexto da resistência, periculosidade ou do crime cometido?

    • Antonio Palhares Postado em 17/Apr/2015 às 13:08

      Boa tarde Eduardo. O nome deste rapaz é Charleston,não vou mais me referir a ele como travesti.Ele não teve o cabelo cortado porque simplesmente usava perucas.A idosa agredida por ele,com sua propria bengala,foi quebrada em tres pedaços,ainda esta hospitalizada. A outra mulher de 56 anos,tambem agredida encontra-se hospitalizada. Sem contar que houve outra vitima.Um rapaz de 19 anos. Sei muito bem o que nossos politicos e os agentes do estado cometem contra nosso povo,neste caso quem deu o "START" foi o senhor Charleston. Um abraço fraterno.

  37. SilD Postado em 17/Apr/2015 às 12:51

    Isso é só mais um indicador de que ainda vivemos na Idade Média. A fina casca de verniz começa a descascar. Só falta agora; enforcamentos, esfolas e queimas em praça pública para o deleite das massas. Nojo é o que sinto. Nojo e desprezo por está sociedade hipócrita em que vivemos.

  38. Amanda Postado em 19/Apr/2015 às 15:14

    Gostaria de ver uma matéria falando sobre a IDOSA MULHER que foi agredida, seu estado de saúde e o que levou a agressão de uma idosa, fato que estão todos esquecendo na ãnsia de atacar a polícia. Menos viés político e mais compromisso com os fatos. Bolina foi presa porque quase matou uma idosa.

  39. Fernando Postado em 23/Apr/2015 às 00:17

    Total apoio aos policiais e verdadeira vitima deste casa, ou seja, a senhora que foi espancada. Se vc um heterossexual que tivesse cometido o crime que esse homossexual cometeu, aposto que o ocorrido não estaria sendo tão comentado. A verdade é que mais uma vez estão tentando se fazerem de coitadinhos exigindo direitos ao mesmo tempo em que tiram os direitos de outros cidadãos. Direitos iguais!!! Cometeu um crime, provocou, quase matou alguém e feriu um servidor publico, não importa quem for tem que pagar.

    • eu daqui Postado em 23/Apr/2015 às 11:14

      Mas tem que pagar preferencialmente dentro das normas legais. Ou o estado de direito não é pra todos?

  40. Zeca Postado em 27/May/2015 às 09:10

    Vou só falar uma coisa: tô CHOCADO c/a opinião pública neste caso. VCS NÃO SABEM DE NADA E FICAM JULGANDO! Pior: levaram o caso como se fosse algum ato homofóbico!!! QUE ABSURDO!!! É o preconceito às avessas!!!! Este ser humano mordeu a orelha da idosa e agrediu diversas pessoas no condomínio, ANTES de ir para a cadeia, alegando que "o diabo mandou". Quem estava lá SABE DISSO. E vcs tentando adivinhar o que pode ter sido, já emitindo opiniões a esmo!!!! Trata-se de um caso de uma pessoa COM PROBLEMAS MENTAIS, sem critério algum na crueldade nos momentos de surto. Odeio polícia, são geralmente PODRES, mas neste caso específico, o rumo que a opinião pública quer dar é REVOLTANTE de tão errado. Não se trata de nenhuma espécie de homofobia aqui, é apenas um caso de uma pessoa mentalmente prejudicada e potencialmente lesiva nos surtos. Ela arrancou o pedaço da orelha do carcereiro TAMBÉM, e não quis cuspir pra fóra pra eles tentarem o reimplante no rapaz. Alegou DE NOVO que o diabo que mandou!!!! NÃO JULGUEM SEM SABER A VERDADE. Tô chocado c/tudo que li na internet sobre esse caso, e o rumo que querem dar SEM SABER O QUE ACONTECEU REALMENTE!!!! Vamos lutar pela causa, OK, mas este caso não serve de parâmetro ALGUM pra isso. ABSURDO!!!