Redação Pragmatismo
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Educação 17/Apr/2015 às 12:55
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A escola pública sem provas, turmas e matérias

Para entender como funciona a escola pública sem provas, turmas e disciplinas é preciso deixar de lado a visão tradicional de educação

educação escola pública são paulo municipal
Imagem: Pragmatismo Político

Para conhecer a  Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Amorim Lima, na zona oeste de São Paulo, é preciso deixar de lado a visão tradicional de escola. Aqui não há provas, os alunos aprendem matemática debaixo de uma árvore e as salas não têm carteiras organizadas em fileiras. Nessa escola, cada um aprende no seu ritmo, compartilha as experiências com o grupo e pede ajuda para o professor-tutor.

E quem explica tudo isso é a Maria Vitória de Oliveira, 8, e a Thabbata Neves, 9, que nos recebem no pátio para apresentar a escola. “Aqui eles fazem um projeto diferente de todas as outras escolas, então eu gosto daqui por isso. Eu aprendo bastante coisa“, diz Maria Vitória.

A escola funciona há dez anos como um projeto experimental na rede municipal de São Paulo e foi inspirada na Escola da Ponte, do educador português José Pacheco. Entre os principais objetivos desse modelo pedagógico estão o desenvolvimento da autonomia intelectual dos alunos e a troca de saberes.

De portas abertas

Há um clima de liberdade e informalidade, com uma aparente desordem, em toda a escola. Crianças circulam a todo momento pelo prédio e a sala da direção está sempre aberta para o aluno que precisar pedir qualquer tipo de ajuda (do estojo perdido à cartolina para a atividade em sala).

A escola que eu estudava antes era outra coisa, lá era todo mundo em fileira, aqui é em grupo, todo mundo pergunta, todo mundo responde“, diz Thabbata. “Não tem prova, a única prova é o roteiro, aqui a gente é praticamente livre, não fica muito tempo dentro da sala, só na aula de pesquisa.”

A chamada aula de pesquisa é o momento em que os alunos estudam os conteúdos e fazem exercícios. Eles também têm aulas de brincadeira, de capoeira, teatro, dança, grego e latim. Há oficinas de inglês, texto e matemática. Pode até não ter prova, mas os alunos são avaliados nas atividades em grupo, no processo de execução do roteiro e nas atividades finais.

Um roteiro, vários caminhos

No início do ano, cada aluno recebe um kit com os livros didáticos da sua série e os roteiros que precisa seguir. Esses roteiros são preparados e encadernados pela própria escola, são eles que vão direcionar o estudo e a execução de exercícios. Organizados por temas – em vez de disciplinas — eles são interdisciplinares e costumam exigir que o aluno pesquise em livros de diversas matérias.

Por exemplo, se o tema é Segunda Guerra Mundial, os alunos terão conteúdos não só de história, mas também de geografia, física e matemática.

Todos eles precisam ser cumpridos, mas a velocidade e o caminho que cada aluno fará pelo material estudado pode ser bem diferente. O ritmo e o processo de cada um é respeitado.

Ao final de cada roteiro, os alunos precisam completar um quadro de resumo e fazer exercícios sobre conteúdo estudado, formando um arquivo de trabalhos que é chamado de portfólio. Quem erra ou esquece algo precisa voltar e rever o conteúdo.

Os “salões”

As salas de aula são diferentes dependendo da etapa de ensino. As turmas mais “tradicionais” são o 1º e o 2º ano do ensino fundamental. Nessa fase, os professores apresentam os primeiros roteiros para os alunos. É um período de introdução do modelo pedagógico e de adaptação para as próximas séries.

Quando a criança completa o ciclo de alfabetização, ela entra em uma nova classe, que reúne alunos do 3º, 4º e 5º anos do ensino fundamental. É o “salão” do ciclo 1. Há outra com estudantes do 6º ao 9º, ou ciclo 2 do ensino fundamental.

Cada uma dessas salas é grande e os alunos são dispostos em grupos de até quatro pessoas (muitas vezes de idades e séries diferentes). Cada um tem seu próprio roteiro de estudos, mas o objetivo é que eles consigam se ajudar e resolver problemas e tirar dúvidas entre si. Um professor fica à disposição dos alunos para tirar dúvidas.

Leia também: As famílias que decidiram não matricular seus filhos na escola

Na teoria, parece fácil, mas há quem não se adapte ao projeto. “Tem pais que não querem de jeito nenhum que a criança venha pra cá, porque não gostaram, não compreendem“, diz a diretora Ana Elisa Siqueira.

Marcelle Souza, UOL

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Comentários

  1. Marcello Souza Postado em 17/Apr/2015 às 13:44

    Boa tarde, Seria bacana ter mais informações sobre esta escola. Há quanto tempo está em vigor esse projeto? Quais são as ponderações e resultados alcançados? Tem algum indicio de que o projeto vai sofrer expansão? Há indicadores comparativos entre os resultados deste modelo e do modelo tradicional? Quanto aos ingressos, basta ser morador da região? Como funciona?

    • Tiago Postado em 21/Apr/2015 às 00:10

      Existe uma escola de ensino profissionalizante em Recife-PE que segue o mesmo princípio e outras no Brasil. A comparação com a escola tradicional é difícil , pois o que temos que avaliar é a capacidade dessas crianças de racionar o mundo ao seu redor e críticar apartir da sua própria percepção. É sem dúvida outro tipo de cidadão que pensa e não repete.

      • Marcello Souza Postado em 22/Apr/2015 às 16:35

        Obrigado pela resposta, Tiago. Gostei mesmo do formato apresentado, e sei que a comparação é difícil. Ao meu ver, esses jovem devem está mais preparados que os das escolas tradicionais. Mas como quantificar isso? Não há nenhuma maneira de medir esses resultados? Por mais tradicional que a maioria dos sistemas de avaliação sejam, toda a sociedade vão "avaliar" esses jovem por esses formatos (vestibular, enem, etc.), Como está sendo o desempenho deles frente aos demais? Como esses jovens está se saindo ao voltar para o ensino médio no modelo tradicional? Ao meu ver eles devem está se saindo tão bem ou melhor que os demais. (Que pelo que entendi essa escola só vai até o 9º ano). Quantos desses jovens estão seguindo carreira academia, principalmente na área de pesquisa? Como medimos isso? Com mensurações deste tipo, mesmo não sendo a mais adequada, poderia tornar mais fácil expandir o projeto e até convencer pessoas como a Maria (que postou logo a baixo) que este é um modelo mais adequado do que, infelizmente, ela e a maioria de nós passamos. Se puder me informar o nome desta escola profissionalizante que você citou, estou muito interessado em saber mais informações. Estou entrando agora no ramo pedagógico e este seria um prato cheio para uma pesquisa na área de educação. Abraços.

    • Noeli p Postado em 21/Apr/2015 às 17:48

      Técnica do ensina pensar,refletir,julgar,agir!Excelente!

  2. poliana Postado em 17/Apr/2015 às 15:26

    zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

  3. Rodrigo Postado em 17/Apr/2015 às 15:33

    (Outro Rodrigo) Já há resultados comparativos com as demais escolas, que seguem o método tradicional?

    • Pedro Ramos Postado em 21/Apr/2015 às 09:37

      Sim. A nota da escola é muito superior à média das outras redes públicas. http://www.qedu.org.br/escola/193855-emef-amorim-lima-des/compare

    • Rita Postado em 21/Apr/2015 às 14:59

      O resultado é visível na minha filha q estuda lá comparado a outras crianças de outras escolas. Estou satisfeita com o projeto e com a escola.

  4. Peterson Silva Postado em 17/Apr/2015 às 16:10

    Olha, se não ficarem igual a você a escola já cumpriu sua função educativa.

    • poliana Postado em 17/Apr/2015 às 16:20

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!! mitou, peterson!!!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkk

    • Antonio C. Postado em 17/Apr/2015 às 23:57

      Mandou bem Peterson! Uma das melhores respostas que já vi,direto e LETAL!

    • Josué Danich Postado em 20/Apr/2015 às 23:07

      eu tenho o vídeo dessa discussão: https://www.youtube.com/watch?v=e8jS2DJfw_M

    • paulo Postado em 21/Apr/2015 às 16:52

      Nossa... Essa foi na jugular do cara... Parabéns Peterson!

    • andrea sant anna Postado em 22/Apr/2015 às 07:36

      Perfeito!

  5. Rocken Postado em 17/Apr/2015 às 16:19

    E os conservadores piram com essas ideias, a logica deles é sempre fácil de entender, se baseia em, "minha escola não era assim, eu sou perfeito, logo, esta escola é ruim pois quem vai nela não fica perfeito como eu"

    • Antonio C. Postado em 17/Apr/2015 às 23:50

      Rocken só troque o "perfeito" na frase por "idiota", aí sim fica PERFEITO!!!

  6. simone Postado em 17/Apr/2015 às 16:51

    Rodrigo, procure conhecer estes projetos, pois dão certo sim, aqui em Piracicaba onde moro tem um projeto parecido e os professores já foram até premiados pelos resultados positivos... então antes de ser um critico negativo se informe.

    • Diogo Postado em 20/Apr/2015 às 08:45

      resultados positivos sem avaliação ? curioso.

    • Felipe Postado em 20/Apr/2015 às 16:36

      Nego não dá o braço a torcer, acha que tudo que se faz no Brasil é de qualidade inferior.

    • Alice Postado em 21/Apr/2015 às 15:25

      Olá Simone que projeto eh esse por gentileza, peça a eles entrarem em. Contato conosco no Amorim lima, eu sempre bom essas interações entre escolas

  7. Fernanda Postado em 17/Apr/2015 às 16:51

    Que legal! Ainda não tenho filhos, mas desde que comecei a acompanhar os filhos dos meus primos e suas transformações após inicio no ensino tradicional, mais eu penso em educar meu filho numa escola com proposta diferente, como a da matéria. Muito bacana, espero que encontre mais informações e que essa forma livre de educar cresça no nosso país.

  8. Thiago Teixeira Postado em 17/Apr/2015 às 16:52

    Concordo maria. Hoje estão vestindo camisa da seleção e fazendo passeatas fascistas nas ruas, fazendo self com policiais para serem bem vistos em suas empresas e pelo patrão.

    • Priscila Postado em 17/Apr/2015 às 21:29

      Admiro vc Thiago... A comparação não faz sentido!

  9. Pedro Silva Postado em 17/Apr/2015 às 18:42

    A escola realmente precisa mudar. Eu acredito que já há projetos feitos por pessoas bem intencionadas, mas infelizmente o nosso país não tem tratado com a devida seriedade a educação. Na escola em que trabalho, por exemplo, estamos às voltas com o ProEMI (Programa Ensino Médio Inovador), nunca tivemos cursos preparatórios e as diretrizes, no caso dadas pelos estados, são confusas. Pra começar Fundamental e Médio de deveria ser todo federalizado, isso sim. Mas fiquei interessado por esse projeto. Tragam mais matérias.

    • Michelle Postado em 20/Apr/2015 às 22:46

      Oi Pedro, tudo bem? Procure pelas escolas: Colégio Viver, Escola Oficina Pindorama, Escola Àgora. Escola Lumiar, Projeto Arariba (Ubatuba) e tem + uma escola pública que encontrei na net nesta semana (se eu achr a reportagem te passo). Também tem um grupo no face de educadores e interessados por educação bem bacana. Abraços

  10. Priscila Postado em 17/Apr/2015 às 21:28

    Maria, vc não sabe nada... Pesquise sobre a Escola da Ponte, leia o livro do Rubens Alves "A escola que sempre sem imaginar que existia"... Antes de tirar conclusões precipitadas, se informe... O projeto é maravilhoso...

    • Samira Postado em 20/Apr/2015 às 23:35

      Isso mesmo!

  11. Deisi Postado em 18/Apr/2015 às 08:35

    Pra Coxinha o bom é a progressão continuada do estado de São Paulo, onde os alunos chegam no quinto ano sem saber ler, impressionante. Muito legal o método tomara de certo, acredito que o aluno consiga aprender mais, do que estudar para passar.

  12. Nesar Yasin Postado em 20/Apr/2015 às 19:37

    Com todo respeito aos comentários feitos vou tentar expor meu pensamento a respeito como educador que sou. Trabalho em escola pública no RS e vivenciei metodologias milagrosas de ensino onde alunos de 6º,7º,8º e 9º ano eram colocados em uma mesma sala ,assistindo uma mesma aula com 2 ou até professores,sob a a legação que isso seria inovador e que eles estariam prontos em até 6 meses a irem direto para o Ensino Médio. Amigos,não há milagre na educação e nem fórmulas mirabolantes que possam transformar alunos que mal sabiam escrever em gênios prontos a frequentarem o ensino médio,Muitos alunos foram aprovados sem condição alguma e fui testemunha disso, o que me causou uma grande revolta e senso crítico a estas inovações criadas por pseudo-intelectuais da educação. A Nossa realidade educacional vai além de formulas milagrosas,mas sim,parte do interesse do aluno em aprender e uma educação,digo educação,que deve vir de casa,da família. Hoje temos um depósito de alunos em sala de aula,muitos deles estão ali apenas para que as famílias possam receber as tais bolsas isso ou aquilo ,atrapalhando o aprendizado de quem realmente quer assimilar conhecimento e seguir adiante nos estudos. Concordo com um comentário feito aqui onde a pessoa pergunta se houve um comparativo entre o nível de aprendizado destes alunos vítimas destas formulas mirabolantes e outros da forma tradicional pois com certeza isso nunca foi feito e as avaliações feitas em nível internacional,mostra que a educação brasileira é uma das piores do mundo. Outro fator que me irrita é fazerem comparações com países de primeiro mundo,metodologias aplicadas na Finlândia,Inglaterra,ou outro país europeu.Amigos,não viagem,nestes páises não existe uma realidade chamada impunidade juvenil,não existem alunos armados em sala de aula,drogados e agressivos contra os educadores como existe no Brasil,sem falar em termos de remuneração e preparo. Enfim,faço uma pergunta aos pseudo-intelectuais e críticos do sistema educacional menos liberal .Por que os alunos de escolas militares ou sistemas mais rígidos possuem as melhores avaliações em provas se este sistema é falido e ultrapassado? VOU RESPONDER,PORQUE HÁ DISCIPLINA,COBRANÇA POR PARTE DA FAMÍLIA E PRINCIPALMENTE RESPEITO AOS EDUCADORES.

    • Carlos Correa Postado em 20/Apr/2015 às 21:33

      Nesar, você começou falando que não há milagres em educação, mas acaba chancelando esse sistema de ensino ultra tradicional, flagrantemente castrador das inovações intelectuais dos educandos, mero repetidor de um mundo ecologicamente degradado pelo homem e socialmente injusto.

    • Alex Postado em 20/Apr/2015 às 21:54

      "Educação vinda de casa" é um PRIVILÉGIO que nem todas as crianças têm, e a julgar pelos comentários que eu ouvia a respeito dos meus colegas na escola, a maioria das crianças não tem, mesmo em um nível sócio-econômico acima da média. A escola deve desistir do aluno porque ele não tem uma condição familiar ideal? E os alunos dos quais a escola desiste hoje, que destino terão amanhã? Acho mais eficiente não desistir dos alunos hoje para não lotar as prisões de amanhã. É muito fácil para uma escola ter notas altas em testes padronizados se ela desistiu previamente de todos os alunos que poderiam prejudicar o resultado.

    • DAMIÃO Postado em 20/Apr/2015 às 22:37

      PORQUE SÃO TREINADOS (CONDICIONADOS) IGUAIS AOS ANIMAIS NOS CIRCOS DA VIDA.

    • Karrn França Postado em 21/Apr/2015 às 13:31

      Desculpe, colega! Sou professora tbm, mas acho esse seu pensamento bem de Brasil-colônia, vc diz para nao nos espelharmos em paises desenvolvidos. Vamos nos espelhar em quem, então? Concordo com vc que nosso ensino está longe de ser o ideal de algo realmente eficiente, mas por isso mesmo defendo e admiro quem trásnovas propostas procurando melhorias. Não é pq vc vivenciou um experimento que não deu certo que todos os que aparecerão serão necessáriamente ruins. É necessáruo fazer comparações em relação ao q temos agora (ensino tradicional) sim. Agora vivem com essa mentalidade atrasada é que não mudará o quadro em que nos encontramos. São pessoas que pensam como vc e q estão direta e indiretamente ligados com a educação é que faz que esta não evolua. Os tempos são outros, as pessoas são outras, a realidade é outra e temos que evoluir junto. Essa estagnação de ideias e ideais que nos encontramos é que faz com que nosso país se encontre nesse quadro 'lindo'.

    • Jader José de Mello Postado em 21/Apr/2015 às 17:11

      "Não existem milagres, ou fórmulas milagrosas." Quem pode avaliar o projeto são os professores do Ensino médio, assim como a avaliação da educação do primeiro ao quinto ano (no Paraná é municipal), pode ser feita pelos professores do sexto ao nono ano. Na teoria tudo funciona.

  13. Francisca Postado em 20/Apr/2015 às 19:48

    Acredito que esse deveria ser o modelo de educação. Prova não prova nada! E em muitos casos só assustam os alunos.O aluno pode ser excelente e na hora de um exame não conseguir se sair bem. Sem contar aqueles que não sabem muito e acabam se dando bem com as "colas". Claro que cada um tem uma opinião sobre o assunto mas acho muito importante a gente se informar sobre o que desconhecemos. Países como a Finlândia e Suécia, que possuem uma educação exemplar, adotam modelos parecidos a muito tempo e os resultados são excelentes.

    • Everson Sanchez Postado em 21/Apr/2015 às 04:13

      EXATAMENTE Francisca, Vejamos a nossa historia, a cultura, os sistemas de provas VIVENCIADA e avaliada pelos mestres do passado que era de uma forma direta, sem papel e caneta, observando e corrigindo a viva voz, onde cada avaliado tem suas próprias característica e momento no seu desenvolvimento pessoal. E falo isso olhando o passado de varias culturas, dentre elas a nossa dos Índios. Porém mestres são mestres, ensinam por amor e prazer e a recompensa e mais do que o salario. Quem sabe o que aprendemos no banco das escola e o moderno é o que se propõe seja a retomada do tradicional.

  14. Ines Postado em 20/Apr/2015 às 19:56

    Pelo que entendi, isso é um projeto e, como tal, o tempo vai dizer se é viável ou não. Apoio totalmente!

  15. Leandro Postado em 20/Apr/2015 às 22:24

    Um projeto português implementado para ensinar uns aos outros se ajudarem e buscarem conhecimento juntas. Idiota útil, a senhora sabe o que significa por acaso? Vai dizer que os alunos do Colégio particular Ítaca em São Paulo também são idiotas úteis por seguirem o mesmo sistema?

  16. diego Postado em 20/Apr/2015 às 22:35

    Maria você podia sair do senso comum. A realidade educacional brasileira está em estado de apoplexia. Temos a obrigação de pensar em alternativas. Na Grécia antiga se aprendia artes, ciência, filosofia, matemática e tudo de forma interdisciplinar. Essa é a forma mais complexa e menos fragmentada de aprendizagem existente. No mundo atual quem pensa com complexidade sem perder a profundidade conseguirá decifrar os problemas conjunturais que vivemos e a escola tradicional definitivamente não é mais capaz de enfrentar tais problemas.

  17. Michelle Postado em 20/Apr/2015 às 22:36

    Oi Diego, também já tive este pensamento. Hoje acredito muito que o Brasil têm competência para engajar projetos inovadores e, para que isto aconteça só depende de nós (brasileiros). Assim como a diretora da escola Amorim Lima fez, "arregaçou as mangas" e foi a luta. Copiei para você um depoimento do Carlo, que foi aluno de uma escola particular e que também tem uma proposta inovadora... Carlo S, 27, é engenheiro de processamento da Petrobras. Ele saiu da Ágora em 1995 e concorda que a mudança teve suas dores, como ter de se acostumar às provas e ao ambiente menos acolhedor de outras escolas. No entanto, credita ao colégio alternativo sua formação crítica e até a sua escolha profissional. "O foco humanista não descartava a ciência exata. Foi a professora de matemática de lá que fez com que me apaixonasse pela engenharia", diz ele, que cursou sua graduação na Unicamp.

  18. Franco Pontes Postado em 20/Apr/2015 às 22:49

    Semelhante ao PBL (Problem Based Learning), metodologia que alcança otimos resultados quando o tutor avalia de forma honesta.

  19. zabelinha Postado em 20/Apr/2015 às 23:31

    Se leu o texto, devia ter percebido, tem 10 anos que essa escola funciona, e se a bandeira que os paulistanos levantam fosse vermelha os mesmos estariam em uma realidade melhor, podendo tomar banho mais de uma vez por dia por exemplo...

  20. Fernando Postado em 20/Apr/2015 às 23:48

    Ainda bem que escola tradicional fez uma pessoa assim, "não idiota" como você, né Maria? Meus dois filhos estudam nessa escola e te garanto, eles vão segurar muita bandeirinha vermelha na vida, mas também vão segurar bandeiras amarelas, roxas, azuis, marrons, pretas e de todas as cores que aparecerem, por que lá eles estão aprendendo a fazer escolhas por conta própria, por curiosidade, não ficam tirando conclusão sobre coisas que eles não conhecem. Uma outra coisa. Indiretamente você chamou meus filhos de idiota. Você gostaria que tratassem os seus dessa maneira? Pensa ai.

  21. Luciana Candido Postado em 20/Apr/2015 às 23:50

    A ignorância me cansa a escola do Alckmim é melhor, atarracada de alunos e eles só reprovam no último ano de cada ciclo e são cheias de analfabetos funcionais assim que é bom né?

  22. Siney Postado em 20/Apr/2015 às 23:56

    Projeto interessante, espero que der certo. Que se agregue na luta para melhoria da qualidade na educação brasileira.

  23. Evrson Sanchez Postado em 21/Apr/2015 às 04:00

    Na verdade Maria é o contrario disso. Se observar um pouco verificara que uma escola de lideres, de jovens pensantes que independe de adultos, eles se resolvem e junto com outros jovens encontram soluções para os problemas diários apresentados, respeitando a individualidade de cada um. Uma escola focado em doutrinas, em conceitos ideológicos e teológico tradicionais, essa sim uma ameaça e os jovens terão apenas "COMIDA" como meio de educar, um pão com mortadela, seria muito, serve um pão seco para esse caso kkkkkkkkkkkkkkkkkk

  24. Marcia Postado em 21/Apr/2015 às 04:03

    Eu trabalho na Inglaterra como Montessori teacher em uma Montessori pre-escola e o nosso sistema e bem parecido com esse...e posso dizer ( e nao pq e Inglaterra, pq se tratam de criancas de 2 a 6 anos de idade que nao diferem muito entre si em qualquer parte do mundo em questao de aprendizado) que funciona sim!!!! Tenho alunos de 4 anos que estao lendo e tudo pq querem ler. Como adultos sabemos que quando queremos aprender, tudo e mais rapido, do que qdo algo nos e imposto, como na escola tradicional. Minha filha de 11 anos estuda aqui numa escola tradicional e e uma das melhores da turma, mas ela sempre reclama que a escola e "boring", isto e, entediante. Tenho certeza, com conhecimento de causa, que isto nao aconteceria numa escola como a do artigo, onde os alunos tem liberdade de escolha e principalmete numa escola onde se respeita o ritmo de aprendizagem do aluno!!! Muito bom saber que existem escolas assim tb no Brasil...pena que sou do Sul, pq senao qdo voltar, com certeza matricularia minha filha numa escola assim...porque nesse tipo de escola, se forma cidadaos, nao robos que nao sabem pensar por sua propria cabeca!!

    • Clara Postado em 21/Apr/2015 às 08:51

      Marcia, estou no ultimo ano de arquitetura da unicamp e como trabalho final de graduação estou desenvolvendo uma escola Montessori na região de Campinas. Como parte da monografia há um questionamento envolvendo o método tradicional adotado e as escolas novas. Eu poderia enviar uma entrevista a você por e-mail? Seria muito enriquecedor para meu trabalho entender como é a estrutura de escolas Montessori, já que no Brasil elas são adaptadas, e só consigo estudar os projetos arquitetônicos próprios para elas através de livros e sites, sem haver diálogo com alguém que trabalhe numa instituição dessa. Você respondendo positivamente passarei meu facebook para entrarmos en contato. Obrigada

  25. Vinícius Postado em 21/Apr/2015 às 09:12

    Cala a boca! Professores e profissionais da área da educação e pesquisa reconhecem que prova é sistema falido de avaliação. Essa robotização do padrão de ensino é que cria idiotas. Um monte de idiota que aprende só a decorar e colar.

  26. Adriana Postado em 21/Apr/2015 às 09:36

    O método atual de ensino está obsoleto, ultrapassado. Partindo da premissa que a educação básica seria ensinar o básico para formar cidadãos aptos para viver em sociedade, vemos que essa didática não mais cumpre essa função, pois o mundo de hoje mudou MUITO, desde a revolução industrial. As inovações são muitas e rápidas o que torna qualquer coisa "velha" antes de completar 3 anos. As crianças já nascem como nativas digitais e não conseguem compreender o motivo de ter que decorar e aprender coisas que não sabem para que servem e quando perguntam, nem o professor sabe! Não é eliminar o professor, nem a educação básica, nem negar o acesso ao conhecimento humano, tão vasto. É mudar a forma de ensinar, com o professor orientando o caminho para levar ao conhecimento produtivo, útil e o aluno aprender porque gosta. Chega desse ensino "profissional", de massa, que só forma mão de obra barata e "pronta" para o trabalho. Ensinar é dar escolhas às crianças, que definirão o que serão quando adultas. Chega de números e provinha disso, provinha daquilo que só geram dados estatísticos e currículos ocultos para alcançar metas que não levam em consideração a qualidade, nem se importam que o aluno tira um "notão" e, na semana seguinte, já esqueceu tudo o que decorou. Resumindo, ensino que não serviu para nada, só para dar ao governo justificativas de que "estou investindo em educação e atingindo as metas da Unesco. " Leiam mais sobre. Procurem algo sobre Mark Pensky. O problema de ensino é MUNDIAL. Estudos e projetos para mudança no método estão ocorrendo por todos os países.

  27. Schrley Postado em 21/Apr/2015 às 11:28

    Apoio e exercito minha prática para desenvolver a autonomia e essência do Ser. As crianças de hoje já estão plugadas, e essa educação que não dar conta...Porquê? Já perceberam que elas já nascem mandando no adulto? Comportamento a ser estudado, e não rejeitado, novos tempo de comunicação, linguagem e educação...

  28. eliane Postado em 21/Apr/2015 às 11:42

    A Finlândia possui atualmente um dos melhores sistemas educacionais do mundo e esperam até 2020 terem consolidado a implantação do método de ensino muito parecido com esse de São Paulo. ..sem módulos disciplinares e sem o modelo engessado de avaliação. ...Bom saber que no BRASIL tem um grupo de educadores com essa iniciativa também!

  29. Estevan Suzini Postado em 21/Apr/2015 às 12:22

    E sempre tem alguém para desferir um comentário de ordem política, pergunto agora: você leu lá em cima que essa concepção de escola partiu de um português e que esta fica na cidade de São Paulo, tente entender que a mesma não pretende formar pessoas partidárias a algum regime politico como você alega em seu comentário, trata-se apenas de uma outra concepção para o método de ensino. Você não precisa matricular seus filhos nessa escola, ninguém lhe obrigará a fazer isso, apenas procure se informar sobre métodos de ensino, processo ensino aprendizagem e você perceberá que o conhecimento advém de outras esferas e formas de ensino. Não enxergue política em tudo, podemos estar acima destas questões.

  30. AnaB. Postado em 21/Apr/2015 às 12:53

    Você conhece a escola, Maria, acompanha os resultados de aprendizagem das crianças de lá, para poder afirmar isso? se não acompanha, seu comentário é leviano; se acompanha, o comentário é mentiroso...

  31. Patricia Postado em 21/Apr/2015 às 14:52

    Você é muito idiota mesmo! Não tem o que dizer, aí resolver vomitar besteira. Vai pesquisar e você vai ver que existe, em vários lugares do mundo, escolas desse tipo. Idiota é você que deve ter ido na escola e nem sabe escrever direito.

  32. Julia Postado em 21/Apr/2015 às 16:57

    Maria voce precisa conhecer o projeto da Escola da Ponte de onde saem os melhores alunos do secundario em Portugal

  33. joao Postado em 21/Apr/2015 às 19:00

    Revolução escolar=combate de evasão escolar , tudo que os alunos precisam para se interessarem por escola , seria a descoberta para menos violência uma escola interessante?

  34. Fernanda Boff Postado em 21/Apr/2015 às 20:33

    Maria meu filho estuda nesta escola e posso de garantir que ele está aprendendo a cada dia, e que seu conhecimento se amplia a cada aula. Não seguro a" bandeirinha vermelha e nem pão com mortadela ele não gosta" Seria muito bom se você conhece a escola e tenha certeza que será muito bem vinda. Há vários projetos na escola "Mandalar", " Artes e Ciências" Ioga, Musica. Venha nos conhecer. !!

    • Marcello Souza Postado em 22/Apr/2015 às 13:47

      Adorei a ideia do projeto. Então transfiro a você a pergunta, Fernanda. "Seria bacana ter mais informações sobre esta escola... Quais são as ponderações e resultados alcançados? Tem algum indicio de que o projeto vai sofrer expansão? Há indicadores comparativos entre os resultados deste modelo e do modelo tradicional? Quanto aos ingressos, basta ser morador da região? Como funciona?

  35. Roberto Pedroso Postado em 22/Apr/2015 às 08:43

    Projeto interessante semelhante ao projeto português da Escola da Ponte e Escola Âncora aqui no Brasil,ambos tentam combater o conceito estrutural da escola reprodutivista.Estranho algumas pessoas acima se dizerem professores e não mencionarem que este projeto faz clara oposição aos conceitos reprodutivistas presentes no sistema de educação.

  36. Samuel Alencar Postado em 30/Jul/2015 às 03:25

    OÁSIS EDUCACIONAL!