Redação Pragmatismo
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Racismo não 24/Mar/2015 às 17:13
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Vídeo registra bate-boca sobre cotas e racismo em sala de aula na USP

‘Eu só quero ter aula’. Tem gerado bastante polêmica um vídeo gravado por um estudante do curso de Administração da USP dentro da sala de aula. A discussão registrada estimula a reflexão sobre um perfil de estudante que as melhores universidades do Brasil têm selecionado em seus vestibulares: o maníaco das horas-bunda

usp vídeo estudantes racismo

Henrique Braga*, Brasil Post

Nos últimos dias, tem gerado bastante discussão um vídeo [assista abaixo] gravado por um estudante do curso de Administração da USP. Nele, um grupo de estudantes negros toma alguns minutos da aula para, em linhas gerais, abordar o racismo estrutural da Universidade de São Paulo, mas são interrompidos pela professora e também por alguns alunos que, nas suas palavras, “querem ter aula”. O episódio evoca uma série de temas e, entre todos eles, quero aqui destacar um perfil de estudante que as melhores universidades do País têm selecionado em seus vestibulares e, cumprindo sua função social, seguem formando em seus espaços acadêmicos: o maníaco das horas-bunda.

A expressão “horas-bunda”, curiosamente, aprendi com um excelente professor da faculdade de Letras, na própria USP. Ele, professor-titular nas três estaduais paulistas, insistia conosco na necessidade de não vermos a sala de aula como um fim, mas como um dos espaços de aprendizado. Dizia ele que muitos alunos agiam como se o simples ato de sentar-se numa sala de aula fosse o suficiente para serem bons estudantes e, para debochar dessa atitude, ele a tratava carinhosamente como um acúmulo de “horas-bunda”.

No famigerado vídeo, um jovem adulto universitário, usa o argumento do “quero ter aula” para silenciar o protesto dos jovens negros. Convidado a refletir sobre a realidade que o cercava, ele limitou-se a dizer que a aula de microeconomia não era adequada para aquele tipo de debate. No entanto, vale destacar que, antes de ele se manifestar, a reação da própria professora certamente o encorajara, pedindo que os jovens se retirassem em nome da sacrossanta aula, que não podia parar.

Sem querer reduzir esta reflexão a um julgamento sobre a colega professora, sugiro que pensemos além: a Universidade de São Paulo não seria um espaço cuidadosamente moldado para que as questões sociais não intervenham jamais no processo tecnicista de reprodução do conhecimento? Como de outro modo professora e aluno se sentiriam tão confortáveis para negar poucos minutos àqueles que, em busca de apoio e combatendo a exclusão, adentraram aquele espaço? Aliás, se a USP – principal universidade de um dos países mais desiguais do mundo – levasse a sério sua relação com a sociedade toda e não apenas com as elites, a questão do acesso ao ensino superior não seria prioritária, ao contrário do que se vê no vídeo?

Sem saber, o jovem que registrou o embate entre os grupos nos brindou com uma síntese de um coquetel perigosíssimo: uma instituição ainda elitista, em meio a um país que vem lutando para combater as desigualdades que o assolam, cujo sistema de ingresso privilegia estudantes moldados na cultura do “senta e estuda”, da passividade diante de um saber pronto, cultuada nas “melhores escolas do país” – ou pelo menos das que mais aprovam nos mais concorridos vestibulares.

VEJA TAMBÉM:
(1) A necessidade das cotas raciais num país como o Brasil
(2) Por que as cotas incomodam tanto?

Não é exagero, portanto, deduzir que a falta de criticidade no espaço acadêmico parece começar com vestibulares que favorecem uma formação vitoriosa no ensino do Ciclo de Krebs, dos ácidos desoxirribonucleicos e das guerras da Mesopotâmia, mas deficiente para formar cidadãos críticos e capazes de resolver civilizadamente os conflitos da vida em sociedade. Em vez da cidadania, as indispensáveis “horas-bunda”. E vamos seguindo sem questionar as estruturas de poder e de exclusão, sem refletir sobre nossos problemas sociais (que deveriam sim ser objeto de estudo numa faculdade de economia) e sem sequer definir qual é o real papel da escola na realidade brasileira. A “Pátria Educadora” vai em frente, reduzida a um slogan cafona incapaz de dar conta de uma realidade caótica e desoladora, em que a aula de microeconomia jamais pode ser interrompida pela vida real, que seguirá batendo à porta. Cada vez mais forte.

Vídeo:

*Henrique Braga é Professor, redator em A Bolha de S. Paulo e militante no coletivo REVIDE

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Comentários

  1. Vanessa Souza Postado em 24/Mar/2015 às 17:18

    Sou professora de História na rede estadual de ensino de São Paulo e durante uma aula, em que preparava a turma para a apresentação de um seminário, um aluno, num tom de piada, me perguntou se eu conhecia algum filme sobre o Mandela. Após a pergunta, percebi o desconforto de outro aluno por causa desta e percebi que esse era um apelido dado a ele com o intuito de humilhá-lo por ser negro. Quando percebi que os alunos estavam usando o Nelson Mandela como forma de xingamento (!) e todo o significado daquela situação, parei o que estava fazendo, adiei por alguns bons minutos o seminário a ser apresentado e promovi uma reflexão junto aos alunos para que compreendessem o que aquela situação representava e para impedir que aquilo voltasse a ocorrer. De repente, aparentemente, aquele não era o momento para falar sobre racismo, afinal, tínhamos um tempo escasso para que os alunos apresentassem o seu trabalho, entretanto, como professora que pretende formar cidadãos que contribuam para melhorar a sociedade que vivem não pude privá-los daquele momento, daquela reflexão. Resultado: Faz mais de um ano que isso aconteceu e meus meninos não esqueceram daquele episódio e, pelo menos, que eu tenha presenciado, nunca mais vi sair da boca deles comentários preconceituosos ou piadas racistas... Temos que desmistificar a ideia de que aula, ensino, é apenas um apanhado de conteúdos a serem despejados, mas qualquer oportunidade de discussão de um tema pertinente à construção de uma sociedade melhor, mais igual e mais justa, vale mais que mil aulas sobre Segunda Guerra Mundial ou Guerra Fria...

    • Gabriel Gabo Postado em 24/Mar/2015 às 17:23

      Muito bacana seu relato, Vanessa! Respeito pelo resto da minha vida aos educadores!

      • Carlos Postado em 25/Mar/2015 às 03:27

        Daqui a mais ou menos 50 anos conflitos sangrentos acontecerão. O radicalismo nos oprimidos é plantado para que os opostos colham o direito de reivindicar o sangue. 1. Um professor universitário que não tem autonomia para atrasar sua aula em 20 minutos é um estúpido ou partidarista. 2. Tendo aula de microeconomia e estudando no Vértice não sabe fazer regra de 3 ou, então, crê que pobre e negro é preguiçoso.

    • Rodrigo Postado em 24/Mar/2015 às 17:46

      Parabens professora. Sugiro humildemente mostrar aos alunos alguns bons documentarios e filmes que existem sobre a vida de Mandela. Apesar de eu achar que para chegar ao poder ele teve que fazer os desejos da realeza Britanica, ele representa um modelo de luta sem armas pelo racismo e principalmente pelo dominio do povo branco sobre o negro.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 24/Mar/2015 às 17:47

      Perfeita. Parabens pela atitude. Uma pena a professora do vídeo não ser alguém com a sua mentalidade.

      • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 13:58

        poderiam ser trocadas com certeza... iria pelo menos diminuir a nojeira do preconceito.

    • Assis Rocha Postado em 24/Mar/2015 às 18:35

      Parabéns , Vanessa Souza . Cumpriu o papel de educadora de fato .

    • Leticia Postado em 24/Mar/2015 às 18:38

      Bacana isso, pena que a professora desse vídeo não pensa e nem atua como você .

      • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:08

        professora desde que entendo por gente, é tida como uma segunda mãe... e ensino superior pressupoe-se que é um ensino aprimorado, valorizado e digno de ser tido como SUPERIOR.... e pelo que vi no vídeo não tem nada disso....Este debate me deixa cada vez mais convencido que as universidades brasileiras não formam para a vida em sua plenitude, os mestres doutores, só por ter estes títulos se acham superiores aos alunos, como se os títulos os tornassem inatingíveis, como se deuses fossem... deveriam entender que os títulos os fazem mais capazes de formar cidadãos e não futuros deuses alheios aos problemas que deveriam ser solucionadores....

    • Juliana Ladeia Postado em 24/Mar/2015 às 18:48

      Obrigada, Vanessa!!!!

    • Leopoldo Postado em 24/Mar/2015 às 19:01

      Parabéns pela atitude, foi combativa à intolerância demonstrando empatia e respeito. Mudar comportamentos é mais eficaz assim, com exemplos.

    • Maria Regina Cortez Postado em 24/Mar/2015 às 19:09

      Parabéns Vanessa Souza!!! O seu relato é de uma "Educadora", isso faz toda a diferença.Os alunos trazem para a sala de aula tudo que lhes interessa saber, o educador processa e lapida os temas. Muito bom!!!

    • Bruna Postado em 24/Mar/2015 às 19:52

      Parabéns! Seria um privilégio assistir uma aula sua. Obrigada, ainda existem professores educadores.

    • Amanda Postado em 24/Mar/2015 às 20:09

      Vanessa, obrigada!!!

    • Paulo Postado em 24/Mar/2015 às 22:23

      Sim, Vanessa! Sim! Parabéns. Mas é pena que, como um todo, a estrutura do sistema educacional esteja falida há tempos. É pena também o fato de ser cada vez mais difícil (devido a uma extensa lista de problemas) a permanência na docência de professores com atitudes como a sua.

    • Estevan Postado em 24/Mar/2015 às 23:04

      Parabéns Colega Professora!

    • Luciano Postado em 24/Mar/2015 às 23:16

      Nossa que orgulho ter EDUCADORES "escrevi até em caixa alta porque voce merece" como voce. Parabéns precisamos de mais pessoas assim como voce.

    • Ubiratan Postado em 25/Mar/2015 às 00:01

      Perfeito. Perfeito! Deveria, iclusive, dar aula para a professora da USP.

    • Francisco Postado em 25/Mar/2015 às 00:12

      A questão é bem simples, vivenciei durante toda a minha infância a intolerância sobre a minha cor de pele e também sobre a minha classe social, mas consegui superar e aprender com isso, mas isso é minha história ou seja passado, vendo o hoje o problema é que nós sempre agimos pensando em uma etnia ou outra, mas quando vamos pensar como raça? Afinal somos seres humanos certo? Negros agora querem ser superiores ao branco ou qualquer outro que esteja no caminho de seu interesse, o que difere dos brancos? Me sinto envergonhado hoje observando que os negros que lutaram para uma sociedade justa não pela cor de pele mas sim pelo valor da vida, pelos direitos de igualdade e liberdade a todos, sendo pisoteados por uma discussão que tem como final apenas mais ódio. Me surpreende você professora falar sobre respeito ao próximo e esquecer que o docente ficou encurralado e sem poder exercer o que mais ama que é ensinar, afinal direito e respeito a todos, não é?. Olhar a raça humana e pelo bem dela significa cuidar de todos e do futuro de todos, relações pessoais apenas eu vi no vídeo e como disse antes sobre minha vida é passado, mas não nada de como podemos fazer para cuidar das crianças da periferia para que tenham condições de não depender de ninguém e não serem obrigados a passarem por essa palhaçada? Como sempre o papel dos preconceituosos é sempre atacar o seu ponto de vista. Isso é lamentável.

    • Fernando Postado em 25/Mar/2015 às 00:20

      Que belo depoimento. Sou estudante de história do segundo período, e, acredito que chamar alguém de Mandela soa elogioso, pois quem conhece a história de Mandela sabe bem o que eu estou dizendo.

    • Paulo Postado em 25/Mar/2015 às 00:27

      Vanessa você é linda....

    • Diogo Postado em 25/Mar/2015 às 09:39

      2 situações completamente diferentes. No seu caso ocorreu uma situação em sala de aula, que lhe incluiu. Era sua obrigação como educador intervir. Outra coisa foi o que ocorreu na sala de aula da USP, e não é a primeira vez que esse mesmo grupo promove esse tipo de constrangimento como se qualquer um branco tivesse culpa da sua situação. Não confundamos as bolas.

    • luciana Postado em 25/Mar/2015 às 11:43

      Parabéns!

    • andrew swan Postado em 25/Mar/2015 às 11:49

      Bravo.

    • Daniela Fernandes Postado em 25/Mar/2015 às 12:40

      Com lágrimas nos olhos,te aplaudo Vanessa!!!

    • Alfredo Postado em 25/Mar/2015 às 13:56

      Concordo, desde q seja feito na escola que é o melhor momento, não na faculdade. A proposta é outra, os valores ja formados.

    • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 13:56

      PROFESSORA, (Escola Estadual)O SLOGAN "PÁTRIA EDUCADORA", QUE O AUTOR CHEGA A DIZER QUE ESTÁ SE TORNANDO CAFONA, COM A SENHORA PARECE QUE NÃO É... POIS É ISTO QUE TEM QUE SER FEITO E NÃO A DA "professora" Universidade de São Paulo- USP. Mas só pelo final do vídeo podemos ver que quem o fez o fez com preconceito nojento, e pobres manifestantes negros, pedindo apoio de reacionários preconceituosos para que os ajude a defender seus direitos.Daqui a alguns anos os que se acharam no direito de gritar contra o pedido deles, vão ser os economistas que farão previsões sempre em prol de uma elite nojenta e preconceituosa. 2015.2016.2017. LULA DE NOVO NOS BRAÇOS DO POVO.....E uma pergunta, porque a USP, sendo pública não cumpre a Lei de cotas de minorias... ou o dinheiro público de São Paulo não é do POVO, ou pobre, preto e periferia não é POVO?????

    • Thiago Lopes Postado em 26/Mar/2015 às 09:39

      Precisamos de mais professores com o vc, Vanessa. valeu!!!

  2. Rodrigo Postado em 24/Mar/2015 às 17:28

    (Outro Rodrigo) Não criticando o fundo de direito, o fundamento da discussão, mas apenas a forma em que as "partes" elegeram para dialogar: infelizmente, não apenas quanto ao racismo, mas quanto a qualquer outro tema, de direitos humanos a política, de religião a sexualidade, de trivialidades quaisquer à qualquer outro assunto, é assim que hoje construímos um "processo lógico-discursivo". De repente, no início, meio ou fim, um ou outro interlocutor começar a gritar, ao que o outro fala mais alto, um outro xinga, quiçá partem para a agressão física e pronto...O tema objeto da discussão é esquecido e resta apenas a agressão. Reflitamos sobre nosso proceder, sobre nossa visão do outro ser humano, sendo ele um igual ou um inimigo a ser combatido. P.S.: critico igualmente apenas e tão somente a conduta e o fim atingido na discussão em questão e nas demais que diariamente vemos, mas não o tema, que merece profunda análise social e governamental. P.S.2: não falo de discutir cotas, mas de discutir a atenção que a educação vem recebendo por parte de Municípios, Estados, DF e União (responsabilidade conjunta).

    • Anonimo Postado em 24/Mar/2015 às 20:39

      Precisamente! Os dois grupos não estavam dialogando, e sim ofendendo uns aos outros. Observe que os estudantes negros, que exigiam respeito e atenção à sua causa, negavam esses mesmos direitos para os outros alunos. "Ontem, logo após a aula começar, ela foi interrompida por um membro do centro acadêmico que avisou que o debate sobre cotas seria hoje. Depois dele ir embora, os membros desse movimento interromperam a aula para começar o debate lá mesmo." O post nem chegou a abordar o que foi dito na descrição do vídeo, que mostrava que um outro horário já havia sido marcado para a discussão sobre cotas e mesmo assim, a aula foi interrompida e iniciaram a discussão ali mesmo. Finalmente, como pode o autor chamar os alunos de "maníacos das horas-bunda"? De onde saiu a dedução de que eles estavam na sala de aula apenas para cumprir as ditas "horas-bunda" e não para estudar seriamente? Concluindo, o debate já estava marcado para um outro momento, e não era para acontecer durante outras aulas. Como um dos estudantes disse, se não dá para discutir o assunto em uma semana, por que então discutí-lo durante uma aula de microeconomia?

      • Paulo Postado em 24/Mar/2015 às 22:58

        Concordo que a discussão tenha se distanciado um pouco daquilo que seria o objetivo da visita dos alunos à sala: eles queriam divulgar e alertar que o diálogo sobre a questão da entrada afirmativa na universidade estava (ou seria) discutida por um grupo fechado e sem a devida divulgação para a comunidade acadêmica. A professora interrompe e diz que ali não seria o lugar para o debate, já que ela tinha que dar sua aula. A pergunta é: qual seria o lugar "adequado" para o debate? Se a universidade, como instituição científica, acadêmica e cultural, que teoricamente reuniria a camada da sociedade mais bem preparada para o debate, cerceia e restringe esse tipo de interação para local e hora pré determinados, ela restringe o livre pensar e o aprendizado. Esse é o tipo de educação que está falido. Educação voltada simplesmente para mercados. Com a figura do professor autoritário (termo da pedagogia), centralizador do saber. Alunos que só desejam anotar e absorver o conteúdo repassado (há gerações) para depois medirem seus "conhecimentos" em uma "prova" que não prova nada. Nessa lógica o tempo é curto demais para a reflexão. "A prova é na semana que vem", avisou a professora.

      • luis Postado em 25/Mar/2015 às 08:39

        Vejam como são as coisas: um grupelho invade a sala de aula para falar do assunto que eles querem e quem é autoritário é o professor que quer dar sua aula. A única coisa que os militantes tem a seu favor é que são em grande número, barulhentos e violentos. O professor, por outro lado, é PAGO PELO ESTADO COM O DINHEIRO DOS NOSSOS IMPOSTOS para dar aula naquele horário específico e foi impedido, ou seja, a sociedade como um todo perdeu dinheiro nessa brincadeira. É a mesma coisa que eles invadissem o corpo de bombeiros para discutir questões raciais e não deixassem os caras apagarem um incêndio-bunda, como diria o autor do texto.

      • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:16

        Ao luis, o dinheiro que paga a professora é o mesmo que dá o direito as cotas, e que a USP sendo pública não acata. E se a MESTRA, fosse um pouquinho menos intransigente e concedesse 15 minutos para que fosse dado o recado que nada mais era um apelo para que os alunos os apoiasse em seus direitos, não haveria bate boca algum, e este vídeo nojento produzido com o único intuito de promover o movimento do autor, que é anti democrático não teria existido. E TEMOS QUE ENTENDER QUE DINHEIRO PÚBLICO NÃO É SÓ O FEDERAL, É O ESTADUAL E O MUNICIPAL TAMBÉM.....e pergunto: Se fosse marcado um horário para que fizesse o apelo estes alunos e a MESTRA iriam ouvi-lo??? Duvido.

      • luis Postado em 25/Mar/2015 às 22:29

        Duvide a vontade, Eduardo, mas o mundo não pode correr em volta de suas dúvidas. Se fosse marcado um horário e ninguém fosse, aí sim poderiam fazer algum ato mais forte. A mestra poderia ser o mais complacente possível que eles sairiam insultando e xingando ao menor sinal de contradição. Pode ter certeza.

  3. Carioca Postado em 24/Mar/2015 às 17:36

    Artigo muito interessante e ao mesmo tempo preocupante. E demanda muita reflexão sobre o papel da educação universitária no nosso país. São poucas universidades que são receptivas às questões afrodescendentes, pois como o próprio texto afirma, a universidade é o retrato fiel da casa grande. É um fim e não um meio para questionamento e propostas para dirimir mazelas sociais. Ingressei na Faculdade de Direito na UERJ e o lema era: A UERJ é o Congo, pois sendo uma universidade estadual e pioneira no Rio ao adotar o sistema de cotas sociais - escola pública - e raciais - negros/índios - era alvo de preconceito por alguns alunos das federais. Mesmo com a inclusão de políticas públicas afirmativas, a Faculdade de Direito permanece sendo a mais renomada do Estado e mais concorrida. Com isso, foi possível a diversificação da comunidade universitária q só abarcava um alunado economicamente privilegiado. Pelos corredores da faculdade de Direito ou Medicina, não havia fotos de formandos negros, agora se tornou uma realidade. Por fim, não conheço a USP, mas imagino q seja o supra sumo do sectarismo social, especialmente pela forma de adestramento estudantil ao se vislumbrar uma vaga do vestibular. Um modelo que apenas adestra, mas não provoca nenhuma reflexão, tornando os meios acadêmicos meros Casarão da Normose; da Massificação intelectual. E não do local que deveriam circular ideais e afins. Como teremos uma sociedade mais igualitária ou menos injusta se o CR é baseado nas horas-bunda mole.

    • Vanzye Fargom Postado em 25/Mar/2015 às 11:23

      Sou professor da Rede Pública Municipal de Salvador. Quando cursei História, na UFBA - Universidade Federal da Bahia, na época havia bronca e ressentimento por parte de segmentos politizados de estudantes com o fato de os Campus dos chamados cursos “elitizados” (medicina, engenharia, direito, arquitetura...) serem possivelmente melhor assistidos e/ou melhor estruturados do que o nosso. Por conta dessa possível melhor estruturação espacial supunha-se também uma possível superioridade na qualidade do ensino e dos saberes ali construídos. Estudei na Escola de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, uma chácara urbana encravada em meio a comunidades afrodescendentes, popularmente chamada de “São Lázaro”. Nós de História compartilhávamos o Campus com o pessoal de Filosofia, Ciências Sociais e Psicologia. Desde o meu primeiro dia lá em “São Lázaro” eu soube já de cara que eu não trocaria aquele arborizado, misterioso e energético Campus por nenhum outro da UFBA, sobretudo por aqueles onde estudavam os burgueses abastados. Quanto à qualidade e relevância do que os chamados Campus “elitizados” produziam, isso nunca foi parâmetro para a minha medida da relevância do que fazíamos lá em “São Lázaro”. Na verdade eu já considerava a possibilidade da mediocridade subjacente ao viço aparente da “grama do vizinho”. Quando comecei a cursar as disciplinas fora do meu Campus de origem deparei-me com amordaças parecidas com essa documentada nesse vídeo, mas não exatamente por causa de cotas. Na Escola de Belas Artes, por exemplo, eu e um grupo de colegas de “São Lázaro” fomos cursar uma disciplina chamada “História da Arte”. E eis que um grupo de alunos burgueses estudantes de arquitetura, que se sentiam literalmente donos do Campus de Belas Artes, foram taxativos, já na primeira aula, dizendo-nos que esse negócio de “História da Arte” lá estava por fora. Tomaram um seminário nosso de assalto e anunciaram que a conversa ali seria arquitetura em seus aspectos apenas e estritamente técnicos. Disseram-nos sem o menor constrangimento que não podiam perder o precioso e monetário tempo deles com abordagens que não lhes interessavam; afirmaram que ali éramos visitantes e que tínhamos que nos adaptar. Lutamos pelo semestre inteiro para que eles aceitassem a verdade de que ali era um espaço público, que éramos todos alunos da UFBA e que não estávamos invadindo o quintal da propriedade privada de nenhum deles. Eu e os meus colegas de História éramos todos negros provindos de segmentos populares e eles todos brancos endinheirados, olhando única e exclusivamente para o próprio umbigo; e, o pior, tentando apropriar-se de forma exclusiva e arbitrária de algo pertencente a todos, mantido e sustentado por todos os cidadãos baianos e brasileiros, o que é o caso de uma universidade pública. Quando chegamos na Escola de Economia para completar as disciplinas da grade curricular deparamo-nos com o tecnicismo levado às últimas conseqüências. Fomos literalmente proibidos de fazer qualquer abordagem histórica ou social da economia, embora logo em frente à Escola de Economia da UFBA esteja a conhecidíssima e soteropolitana Praça da Piedade, point de mendigos, crianças e adolescentes infratores. O fato é que nos meus tempos de UFBA um dos poucos lugares onde se debatia de fato a cidade e o país era em São Lázaro. Eu estou impressionado, perplexo com o fundamentalismo da direita brasileira. Vivemos um dos piores momentos da nossa história. O Brasil está irrespirável!

      • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:20

        e a questão tenho certeza não é que a USP é melhor que esta ou aquela, é que o dinheiro do povo a sustenta e o que é direito do povo tem que ser acolhido e oferecido, é isto..... mas enquanto elegerem os que elegem lá vai ser difícil..... e amigo nosso país não está irrespirável não, alguns o querem assim, mas não vão conseguir.

  4. Jonas Portugal Postado em 24/Mar/2015 às 17:54

    Parabéns Vanessa Souza pela sua colocação, devemos sim criar meios para que o preconceito seja excluído da sociedade, mas a maneira que os jovens negros se posicionaram foram simplesmente agressivos, e não é dessa maneira que eles irão mudar o mundo!

    • Vanzye Fargom Postado em 24/Mar/2015 às 19:21

      Mas quem interrompeu de forma brusca irônica, intolerante, preconceituosa e debochada foi o branco da USP. Faltou ficar claro ali no bate-boca que a USP é uma Universidade pública. A USP não é propriedade particular nem da professora nem dos alunos brancos que lá estudam. A professora revelou-se despreparada e extremamente amadora, alienada e sem bagagem para mediar a discussão. Decepcionante!

      • Neide Postado em 24/Mar/2015 às 23:16

        Concordo com vc, Vanzyie!

      • Diogo Postado em 25/Mar/2015 às 09:43

        Esse grupo causa tulmutos em outras aulas, não foi a única, querer chamar alguém de opressor é uma piada de mal gosto, esse caso deve ser levado a reitoria para que os alunos que ultrapassaram os limites dos seus direitos sejam penalizados.

    • Neide Postado em 24/Mar/2015 às 23:10

      Se vc estivesse na situação deles será que seria menos agressivo?!

  5. rodrigo Postado em 24/Mar/2015 às 18:04

    Acho que tudo tem seu lugar. Se queriam protestar ou discutir sobre assuntos que não são tema da aula, deveriam marcar essa discussão para outro local não durante a aula. É por isso que o país tá uma zona. É liberdade demais e trabalho e estudo de menos

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 24/Mar/2015 às 20:53

      Rodrigo, o início da tua frase responde o local do questionamento: "Ächo que tudo tem seu lugar" e o lugar e momento era exatamente ali. Foi ali que surgiu a explosão e foi ali que não não se podia perder tempo quando na verdade ninguém estava perdendo e sim ganhando. Lamentável que a sala dividida em negros para um lado e brancos para o outro o ato de se chegar a um esclarecimento tenha sido aos berros que se cruzavam. Este tipo de debate tem que continuar ali ou fora dali em horário pré-estapebelido pela direção da Universidade. Nestes casos se faz necessário mudar até o currículo para que brancos entendam que não é número de horas que vai contar, mas se vamos ter uma sociedade que se aproxime da igualdade. O que diria Rui Barbosa que se formou em direito, brilhou aqui e fora do país. O debate tem que continuar porque basta riscar um fósforo e o fogo pega. Este vídeo mostra a intolerância na hora da fala e o introsamento que até o momento não aconteceu, só faltou uma parede divindo as cores.

      • Ubiratan Postado em 24/Mar/2015 às 23:59

        Perfeito!

  6. Ana Cordeiro Postado em 24/Mar/2015 às 18:17

    Esse link é bem apropriado: http://rescola.com.br/finlandia-sera-o-primeiro-pais-do-mundo-a-abolir-a-divisao-do-conteudo-escolar-em-materias/

    • Paulo Postado em 25/Mar/2015 às 10:18

      Muito bom, Ana! Valeu!

  7. Danielle Postado em 24/Mar/2015 às 18:19

    Concordo com o Outro Rodrigo, o debate acaba onde a agressão começa.

    • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:23

      Bastava a professora (mestra) dizer, vamos dar a vocês 10 minutos para expor e depois tenho que continuar meu trabalho.... nada disto tinha acontecido, nem esta matéria no PP;

  8. Eduardo Ribeiro Postado em 24/Mar/2015 às 18:21

    O argumento "mimimi não sou contra a luta de vocês, mas quero ter aula, não atrapalha" é da mesma natureza do "não sou contra manifestação, mas não pode fechar ruas, avacalhar o trânsito e atrapalhar quem ta voltando pra casa depois do trabalho". E não por acaso é a mesma laia que usa esses dois argumentos. A verdade é que os caras ali são contra as cotas e querem passar a falsa idéia de que essa "invasão" pra dar um informe é um negócio "oohhh!!! que absurdo...surreal", algo inédito, "só o movimento negro faz isso"...e porra, nada mais mentiroso. É algo até comum. Aliás, vai ver se alguem reclamou uma semana antes quando a aula terminou 2 HORAS ANTES (aos 10:20 do video). Ninguém achou ruim. Mas tirar 15 minutos pra falar de cotas..."aaai meu...que nada a ver....eu quero aula de microeconomia meu...tudo tem sua hora e lugar...".

  9. Vega Schaffer Postado em 24/Mar/2015 às 18:29

    Chega! Eu, como professor, cancelo a aula, dou falta a todos e os deixo debatendo.

    • Victor Postado em 24/Mar/2015 às 20:20

      Que eu nunca seja seu aluno...

  10. Vega Schaffer Postado em 24/Mar/2015 às 18:32

    Até que fizeram! Ou eles vão para o debate, ou sempre serão "coitadinhos". Debatam!!!

  11. Matheus Magalhães Postado em 24/Mar/2015 às 18:40

    Sou estudante do curso de Filosofia e posso atestar que acontecem muitas interrupções no meio da exposição dos conteúdos, as vezes até mesmo pelos professores que fogem do assunto para tratar de outras situações (as vezes, mais proveitosas as interrupções que os conteúdos normativos, as vezes nem tanto). É comunicado de festa pelos veteranos para lá, é comunicado de evento para cá e tudo mais. Creio que na USP seja ainda mais comum. Não me incomodo com isto porque, como o texto exemplifica, as horas-bunda são a ruína da academia. O que quero dizer é que, muito provavelmente, o rapaz nunca antes encarnou o papel de paladino do cronômetro. Se isto realmente é verdadeiro, fica claro que o problema dele nunca foi sobre perder minutos de aula, mas sim com o teor da fala dos colegas. Já no início, ele manda os candidatos negros estudar do que ficar se "vitimizando", deixando clara sua posição. Muito provavelmente, ele E a professora não teriam se incomodado tanto se a aula fosse "sequestrada" por alunos de outros semestres para tratar de algum evento. Hoje em dia festas universitárias são assunto mais "dentro da proposta" do que um debate sobre a inclusão dentro da própria academia. Não sou hipócrita, adoro me divertir, mas se tem espaço pra decidir quanta bebida comprar, TEM QUE TER espaço SEMPRE para uma discussão como esta.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 24/Mar/2015 às 18:50

      É o que eu acabei de dizer: as interrupções são absolutamente comuns. Não é possível que alem de virgens em manifestações ("ai, esses 35,00...compraram os manifestantes"), nunca frequentaram uma aula de qualquer coisa. Se fosse pra falar sobre uma cervejada, uma festa, open bar, com gente de bem, branca, da elite, seriam bem vindos e a interrupção agradaria a todos. Largar a aula 2 HORAS ANTES DO HORÁRIO é beleza. Playboyzada vazando da aula feliz da vida. Parar 15 minutos pra falar sobre o problema das cotas, "aainn, quero aula de microeconomia...estão me atrapalhando". O que eu vi no video foi apenas "racistinhas fazendo racistices" e procurando descupinhas pra tal ato deplorável..

      • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:30

        xará, concordo com você... essa turma não aprendeu que dinheiro público é do povo.... será que dinheiro faz parte de economia????? devia ser isto que aprenderiam naquela aula.....

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 24/Mar/2015 às 21:01

      Um professor universitário deve estar preparado, ainda mais sabendo que esta é uma situação nova no país. Tudo que precisava era que houvessem um mediador (professor ou mesmo um aluno) e o debate seguisse não importando que o conteúdo programado para o dia fosse adiado. Mostraria que aquele espaço (a universidade) é o local mais que apropriado para se tirar dúvidas, não importando o assunto.

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 24/Mar/2015 às 21:08

      Matheus Magalhães, estou me preparando para passar uns dias em Caen/Normandia/França. Lá existe uma Universidade de Filosofia Popular e os assuntos são os mais diversos. O brilhante diretor e fundador da Universidade, dá acesso para quem quiser ouvir as aulas, como vai haver uma interrupção estou lendo sobre as palestras atuais para não chegar só com a minha mala. Na França se debate Filosofia desde criança e aqui precisa entrar para o currículo para evitar casos como este que aconteceu em São Paulo.

    • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:27

      discussão sim teria que ser marcada para um horário e local, mas o que queriam era pedir aos alunos que estes os apoiasse junto a direção da universidade.... apenas isto, teve debate porque foram recebidos de forma OLHO POR OLHO.... se foram deseducados parando a aula não deveriam ser deseducados em não escuta-los....

  12. Renato Postado em 24/Mar/2015 às 18:43

    Não concordo de forma nenhuma. Uma coisa é ter um debate amplo. Aos 10 minutos, o único sensato se levanta e cala a todos com suas palavras. O resto começou a gritar e a querer empurrar uma ideologia (Que não discordo) goela abaixo de quem ali estava presente. Gritar "Quando o oprimido fala, o opressor se cala", no contexto que ali estavam ficou completamente fora de tom, se tornando aqueles que deveriam dialogar os opressores. O jovem que ali estava sentado tem tanto direito de se expressar quanto aqueles que estavam tomando o controle de uma aula para exporem suas ideias. No final, como falei antes, o único sensato e que eu aplaudiria de pé, seria o jovem que aos 10 minutos do vídeo expôs pelas dificuldades que passa por ser negro. Artigo fraco e sem sustentação.

    • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:36

      e quanto ao direito as cotas nas escolas públicas onde fica.... ou a USP não é uma escola pública... direito por direito sou mais a igualdade que a Constituição Federal diz.... TODOS NÓS SOMOS IGUAIS PERANTE A LEI, SEM DISTINÇÃO DE COISA ALGUMA(grifo meu).... não haveria debate se houvesse sensatez da mestra....(empregada do povo)

    • Ana Leis Postado em 25/Mar/2015 às 15:21

      Puxa! Até que enfim uma pessoa sensata, estava perdendo as esperanças de alguém que esteja descolado dessa falsa realidade que está sendo criada! Quando eu ouvi o rapaz dizendo que "o outro não é igual a ele, porque é branco e não mora em comunidade", nessa hora me deu dor no estômago! É nesse instante que se percebe o ponto que as pessoas estão chegando, de alimentar disputas raciais, se colocando acima dos outros por serem pobres e acharem que tem direitos a tudo, inclusive de tirar o que é dos "brancos", pois ficou claro na hora em que impôs a presença deles em sala de aula! Poderiam ter chamado a professora fora de sala e pedido um tempo no fim da aula, até porque escutaria quem quisesse, em vez da invasão para impor presença e pensamentos! Nem a professora é obrigada a ceder seu espaço se não quiser, mas a maioria aqui acha errado ela não ter o direito de negar! Isso está se tornando perigoso e as pessoas estão entrando neste jogo e alimentando cada vez mais as diferenças inventadas, não percebendo que só existe problemas no caráter, na personalidade e no jeito de ser e não na cor!!!

  13. Luciana Postado em 24/Mar/2015 às 18:44

    Em primeiro lugar, a atitude da 'professora' mostra logo o nível de envolvimento de uma das maiores universidade públicas desse país com uma questão tão importante para a sociedade hoje. Que tipo de educador 'lava as mãos' e diz que a aula dela 'não é hora nem lugar para se falar'' sobre as cotas? Não passa de uma replicadora de conteúdo arrogante e alienada. Poderia ter aproveitado a oportunidade, dado ao grupo o direito da fala e sido mediadora. Bastavam 20 a 30 minutos, mas ela preferiu se colocar de fora, deixar os ânimos dos jovens se exaltarem e ainda, no final, dizer que ia chamar os seguranças. Uma despreparada, que só existe dentro de uma redoma como a USP e outras centros acadêmicos semelhantes.

    • Ana Leis Postado em 25/Mar/2015 às 15:38

      Coitada da mulher, agora recusar qualquer coisa é crime! As pessoas que são mal educadas de interromperem a aula alheia e a professora que é errada! Essa noção de educação de respeitar o direito alheio, também se aprende no colégio, não é apenas as disciplinas escolares! As pessoas agora são obrigadas a aceitar qualquer causa social, só porque a maioria concorda e acha inadimissível que todos não estejam abertos a ela! A idéia é conscientizar as pessoas e não impor e empurrar goela a baixo! As atitudes desses jovens negros me lembrou as atitudes dos jovens brancos ricos! Acho que são eles que precisam refletir sobre a forma que estão conduzindo essa questão, pois a maioria não entendeu a fala dele, de que "ele não é igual ao rapaz branco, por não serem da mesma cor e não terem condições financeiras iguais"! Parece que as pessoas só estão olhando para frente e esqueceram de olhar para os lados! Cotas sociais é importantes serem discutidas sim, mas não desta forma, até porque participa quem quer!

  14. Leticia Postado em 24/Mar/2015 às 18:50

    Oi ???? Vc leu o que vc escreveu ????a que ponto chegamos.que autoridade tem este grupo por se achar "superior" por ser negro de interromper uma professora de exercer sua profissao??? Isto sim é racismo. Esse seu comentário e que e racista . Racista e sem nexo !!!Que absurdo né Maria ??? "Esse grupo"(de negros),se acham superiores( aos brancos), interromperem uma "professora" em exercício . Coitada dela e de vc .

  15. Joao Postado em 24/Mar/2015 às 18:51

    O que mais me faz rir de pessoas arrogantes e limitadas como esse rapaz que grava o vídeo, é da inocência de não saber, ele, que em qualquer lugar do mundo, suas características e o tratamento dispensado a ele seria de um mestiço, latino, meio-negro,minoria. Somente em Sampa ele se sente 'branco'. Pobre, ele.

    • Leticia Postado em 25/Mar/2015 às 03:30

      João você mitou.Ele tem tudo menos espelho !!!

  16. Natalia Postado em 24/Mar/2015 às 18:57

    A "cara de pau" do autor do vídeo é incrível... estamos na Universidade para sermos formadores de opinião e não robôs em uma aula sistematizada sem nenhuma abertura para um debate dessa importância.

  17. Onda Vermelha Postado em 24/Mar/2015 às 19:16

    É verdade Eduardo. Isso ocorre com alguma frequência numa universidade. A aula é interrompida e não é para discutir "política", não! O pior é que a USP me parece ser o último bastião do Tucanistão um tanto quanto impermeável a mudanças. Não por outra razão é defendido por unhas e dentes pela elite paulistana. Como se desejasse manter a USP com uma espécie de cota às avessas, exclusiva para os egressos dessa mesma elite. O vídeo expõe que a fórmula está caducando. Não dá mais! Os negros também querem seu "espaço" e fazem muito bem em lutar por ele. O “estudante” que desejava “apenas” assistir a sua aula e a professora de “Microeconomia” poderiam, por exemplo, sugerir como tema qual seria o impacto das políticas públicas de ações afirmativas como as cotas raciais/sociais na distribuição de renda do país e, em particular, nesse segmento da sociedade...mas não, preferiam continuar no seu “mundinho” cor de rosa. Ou seria branco?

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 24/Mar/2015 às 21:14

      Perfeito, Onda Vermelha, este é exemplo do despreparo do professor, que o aluno tanto fazia questão de que não fosse interrompido. Desisti há muitos anos de um pós-graduação, porque a atitude dos professores era lamentável. Soube depois que um casal de japoneses deram continuidade.

  18. Luiza Postado em 24/Mar/2015 às 19:35

    Gente que nunca estudou ou teve contato com a faculdade não faz idéia, mas realmente não sei de onde tiram esse "caráter elitista" que acham que ela tem. Quem diz isso nunca pisou na FFLCH, né? Aliás, acho muito pertinente o que o cara falou: a aula de microeconomia certamente não é adequada para aquele tipo de discussão. Ou qualquer outro tipo de discussão de minoria. Aliás, forçar as pessoas que estão na sala a debater sobre um assunto que não seja o da aula é uma falta de respeito com os alunos e com o professor. Quem está interessado no tema que vá sozinho ao debate, não cabe a um grupo de alunos interromper a aula para falar o que quiserem, seja sobre qualquer assunto.

    • Paulo Postado em 24/Mar/2015 às 23:50

      Hummm... Então as universidades (ou faculdades) do Brasil nunca foram redutos da elite? Sei... Segundo vc, a aula de microeconomia não seria adequada para qualquer tipo de discussão de minoria. Mas eu questiono: as minorias são tão excluídas ao ponto de não terem relevância econômica? Qual a cor predominante dos moradores de vilas e favelas do Brasil? Qual a formação escolar desse contingente? Quais atividades econômicas estão mais presentes nas favelas? Qual é a renda média e o poder de compra desses moradores? Isso tudo não tem nada a ver com economia? Não seria um recorte étnico-social numa análise econômica? Só uma correção: nós negros não somos minoria, pelo contrário, somos a maioria da população, com pouco mais de 50,7% de representatividade. Negros são minoria em universidades, na TV, nos postos de chefia, na política, nos bairros de classe média alta (ou de ricos) etc. É isso que deve mudar na nossa sociedade. Esse debate deveria ser levado desde as salas de aula até o horário nobre da TV aberta. Debate de verdade, sem querer tapar o sol com peneira.

      • Onda Vermelha Postado em 25/Mar/2015 às 02:34

        Perfeito Paulo! Estou dando um joinha pra você. Show!

      • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:41

        eles não sabem nem quem dinheiro público é do povo.... pelo visto. E pra que esquentar cabeça com isto que você disse em seu comentário, depois de formados vão falar só pra classe deles mesmo... o resto ah.... é o resto... vide o fim do vídeo....

      • Ana Leis Postado em 25/Mar/2015 às 15:57

        O que as pessoas ignoram é que não é a pobreza a causa das comunidades serem como são, mas a forma de pensar das pessoas que moram nela. Por mais que critiquem a elite, elas possuem outro pensamento sobre riqueza, não me refiro ao trato com as pessoas em termos de caráter e etc, mas a forma como elas se colocam diante da riqueza, como se merecessem aquela vida, já a maioria das pessoas pobres tem avessão a riqueza - que não é assumida - e acham que nasceram para morrerem pobres. Por isso que os negros são minorias, porque eles se colocam como minoria e acham que não merecem conquistar determinada coisa na vida, porque acham que os brancos são mais fortes, são melhores e etc. O problema não é social e sim pessoal. Isso fica claro na fala dos jovens negros, eles quase levantam um troféu por serem negros e pobres e se colocam diferentes dos outros brancos. Isso está sendo alimentado pelas pessoas e está se tornando um problema social, daqui a pouco estaremos vivendo com bairros de brancos e de negros que não se misturam. Não se resolvem problemas sociais desta forma, impondo presença em sala de aula e tirando o poder da professora diante dos seus alunos em seu espaço, que pega até muito mal para eles e o que lembra a atitude dos que acham que tem poder intimidando os outros, mas convidando as pessoas a aderirem sua causa com liberdade e respeito.

  19. bruna Postado em 24/Mar/2015 às 19:54

    Mesmo considerando todo a importância que o tema merece, os alunos estavam ali para assistir aula. A professora estava lá para dar aula, inclusive sendo paga para isso. Você Pode obrigar uma turma de 50 pessoas a parar o que está fazendo e refletir e discutir um assunto, por mais importante que ele seja? Sou a favor das cotas, a favor da discussão, mas não sou a favor a discussão forçada.

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 24/Mar/2015 às 21:25

      Ela está paga para saber lidar inclusive com este assunto que é por demais delicado. Veja que por pouco a aula não pega fogo. Não existe uma discussão forçada quando todos são jovens e sadios. Ninguém ali iria morrer do coração. A falta de discussões e a integração entre brancos e negros levou a uma gritaria incontida. Nào podemos acussar quem quer que seja, pois despreparo existe, a realidade existe: uma turma divida com brancos para um lado e negros para o outro, uma turma que ainda não engoliu a mistura racial, uma turma que precisa saber discutir e ter alguém para conduzir o debate.

  20. mauricio augusto martins Postado em 24/Mar/2015 às 19:54

    Mais uma vez, eu disse, Mais Uma Vez, a USP-tucanalha, leva Pau em Brown e Paulo Freire, e principalmente sobre Microcrédito cuja "repórter" da TV-curtura-SP, confundiu com "Auto-Ajuda" isto posto ao seu Criador, num programa chamado "Roda Presa", uma longínqua e oposta alusão a música Roda Viva de Chico Buarque de Holanda, como dizia um personagem do Jô Soares:"Num Trás a Mafia para o Brasil, que Esculhamba, a Máfia...", isto posto, não quer dizer que o Brasil esculhamba, ou seja menor que ninguém, o problema é que temos coxinhas demais, só isto...maumau

  21. paulo Postado em 24/Mar/2015 às 19:58

    pior que o cara tem razão, elas foram la gritar e irritar , se fossem ao menos organizados e se vitimizando, quer entrar numa faculdade, estuda, tem biblioteca publica, faz seu esforço, não é a cor da pessoa que vai definir se ela é pobre ou rica, inteligente ou burra

    • Eduardo Ribeiro Postado em 24/Mar/2015 às 22:00

      É..."meritocracia"...quem se esforça consegue...e quem não "chega lá" é porque é vagabundo que não correu atrás...tá sertinho...

    • Paulo Postado em 25/Mar/2015 às 00:07

      É xará... A isonomia impera nesse mundo capitalista, não é mesmo? Todo bairro de periferia tem uma biblioteca pública, um museu, um teatro, um complexo poliesportivo... Por que pensar em alterar a estrutura social para o coletivo sendo que dá pra se esforçar e romper as barreiras invisíveis dessa estrutura com esforço próprio e meritocracia, não é mesmo?

  22. rafael aparecido Ciola Postado em 24/Mar/2015 às 20:17

    Acredito que é muito pertinente a discussão. Contudo em horário certo. O padeiro levanta de manhã e deve fazer o pão, caso contrário a padaria não funciona. Em uma aula, deve ser dado a aula. O Brasil é um país atrasado em ciência e tecnologia. Vamos parar de arrumar Desculpas pra fazer as coisas e vamos agir. Questões de desigualdade devem ser discutidas, mas com horários pertinentes. Sou branco e era ajudante de pedreiro, sentei a banda na cadeira e estudei. Hoje sou doutorando em química em um programa de conceito máximo...

    • Onda Vermelha Postado em 25/Mar/2015 às 15:34

      Parabéns pelo seu exemplo de esforço e dedicação Rafael, mas você é uma EXCEÇÃO que portanto, não explica todo esse processo de exclusão de imensas parcelas pobres e negras de nossa universidades que vem sendo combatida de forma mais intensa nos últimos 12 anos.Desejaria muito que mais exemplos como o seu virassem realidade, mas a verdade é que essa competição é muito DESIGUAL, e não pode nem será superada apenas meramente pelo "esforço individual" cada um. Daí a necessidade de implementação de políticas públicas de ações afirmativas como as cotas raciais/sociais. E como já muito bem explanado por outros comentaristas o cidadão que gravou vídeo, em verdade, queria "interditar o debate" não porque estava interrompendo sua aula se "Microeconomia", mas substancialmente porque era contrário as cotas e suas próprias convicções. Parabéns pelo seu exemplo de esforço e dedicação Rafael, mas infelizmente você é uma EXCEÇÃO que, portanto, não explica todo esse processo de exclusão de imensas parcelas pobres e negros de nossas universidades que vem sendo combatida de forma mais intensa nos últimos 12 anos. Desejaria muito que mais exemplos como o seu viessem a se tornar realidade, mas a verdade é que essa competição é muito DESIGUAL, e não pode nem será superada apenas e meramente pelo "esforço individual" cada um. Daí a necessidade de implementação de políticas públicas de ações afirmativas como as cotas raciais/sociais. E como já muito bem explanado por outros comentaristas, o cidadão que gravou vídeo, em verdade, queria "interditar o debate" não só porque estava atrapalhando sua aula se "Microeconomia", mas substancialmente porque aquele debate era contrário as suas próprias convicções. Até porque conforme “denunciado” por um estudante "negro" outras aulas já haviam sido interrompidas e não havia se dado o mesmo tipo de reação. No fundo, só mais do mesmo, é só o status quo tentando manter seus privilégios enquanto ”vitimiza” a si mesmo e “criminaliza” que está sendo oprimido, no caso, os negros, que botaram o boca no trombone pra denunciar que a USP estava, mais uma vez, escamoteando o debate sobre as cotas no âmbito da universidade.

  23. Guilhermo Postado em 24/Mar/2015 às 20:38

    Mas as cotas já não estão institucionalizadas? Sim! Então pra que esse escândalo? Sò não se pode querer que todos concordem.

    • Onda Vermelha Postado em 25/Mar/2015 às 02:44

      Tens certeza? Em condições isso foi feito na USP? Foi amplamente discutido na comunidade acadêmica ou a portas fechadas para que depois fosse "vendida" como um grande avanço no processo de inclusão dos negros na universidade? Bobinho...

  24. Calixto Postado em 24/Mar/2015 às 20:44

    O sujeito que estava filmando ainda mandou a máxima: ``Qual a dificuldade de entrar? Estuda ae champs.`` Desprezível.

  25. John Pacheco Postado em 24/Mar/2015 às 20:44

    Se fazer de coitado não vai mudar a situação, o movimento é valido mas a forma como foi apresentado o conteúdo causou um impacto negativo e não atingiu o alvo, apenas criou um ambiente dividido, da pra imaginar como ficou o convívio dessas pessoas é momento de sentar pensar no que foi dito fazer as devidas reparações e reorganizar o movimento, pois não queremos mais problemas, problemas já temos, queremos agora soluções!

  26. victor Postado em 24/Mar/2015 às 20:47

    A que ponto chegamos... que autoridade tem este grupo de brancos de importar mão de obra escrava para criar colônias de exploração, roubar riquezas, implantar uma religião, dentre tantas outras barbáries. E ter de ver "maria", se mobilizando com a causa do pobre garoto -coitadinho- que filmou a ação opressora do grupo dominador de bilhões de negros dominadores, privando o direito de ter sua educação...

    • Fabiana Soares Mathias Postado em 25/Mar/2015 às 15:25

      Leticia e Victor, sensacionais, ehheheh

  27. Robinson Bizzi Postado em 24/Mar/2015 às 20:58

    "A USP já tem cotas, e isso vai acabar baixando a qualidade do ensino..." Triste e vergonhoso ver um estudante de uma universidade pública - ele estuda de graça, com o dinheiro do povo pagando sua formação - expondo de maneira tão tacanha e rasteira a sua ignorância e falta de consciência social e politica, um completo alienado! E encerra com uma pérola da imbecilidade: "fortalecendo o movimento Fora Dilma". A Globo/Veja/Folha não fariam melhor. Ou pior, sei lá...

    • Paulo Postado em 24/Mar/2015 às 23:52

      Exatamente. Concordo com vc.

  28. Daniela Sala Postado em 24/Mar/2015 às 21:02

    Falta de tolerância dos dois lados, que existem sim no Brasil. Falta de generosidade e de sensatez de uma professora que se esqueceu que, antes de ser professora, ela é uma educadora. Portanto, cabia primeiramente à ela questionar: Será que meia hora, ou quarenta minutos que fossem, para uma breve reflexão sobre a dificuldade de acesso à universidade pela origem étnica iam de alguma maneira comprometer a formação dos alunos do curso de Administração? Afinal, eles não estão estudando para atuar na sociedade, e para trabalhar para esta sociedade? Do contrário, o que estariam todos eles fazendo ali? Somente perseguindo um diploma? Só isso? A despeito de notar que alguns ali pareciam estar com falas preparadas e com muito ódio; ódio que apenas serve de combustível para reforçar a ideia de Brasil dos brancos e Brasil dos negros;, o enfrentamento da questão racial não poderia se dar num ambiente (teoricamente) mais rico que uma universidade, ainda que fosse num intervalo muito reduzido de tempo. Infelizmente, a situação se tornou um horrendo espetáculo de ignorância e intolerância mútuas . Enfrentar a questão racial não se reduz à troca de insultos mútuos, à enumeração das injustiças históricas, à desqualificação das políticas afirmativas,e muito menos ao deboche que ficou evidente de parte à parte.

  29. ADAMENON SOUZA NUNES Postado em 24/Mar/2015 às 21:41

    Sou negro e pobre com orgulho , mas também sou professor, Graduado em Letras Pós graduado em Linguistica, e quando eu me formei não precisei de ficar correndo atrás de cotas de governo algum, por que antes de eu ir ao banco de uma faculdade eu me esforcei para ter uma boa base, e tenho maior orgulho de ter estudado meu ensino médio e fundamental e escolas publicas.

    • Onda Vermelha Postado em 25/Mar/2015 às 02:56

      Parabéns pra você, Adamenon, mas você é uma regra ou exceção? Acho que você já sabe a resposta. Portanto, a implantação de uma política de cotas raciais não diminui nem desmerece seus beneficiários. Pelo contrário! Torço muito para que num próximo tenhamos muitos professores negros nas universidades a ponto de você poder entrar numa sala de professores e não se sentir um dos unicos de sua cor. Ok? Valeu!

    • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Mar/2015 às 10:01

      Belissima história, parabens por ela. Péssima aplicação da história no contexto discutido. Você é rara exceção, meu caro.

    • Thiago Teixeira Postado em 25/Mar/2015 às 11:38

      E você tem orgulho de só branco ter acesso a educação pública superior de qualidade? Eu também fui o único aluno negro do curso de engenharia, nem se falava em cotas ou ENEM e não tinha nenhum orgulho de mim, muito pelo contrário, nojo daquilo tudo e por isso saio ai me glorificando.

  30. Silvia Rego Postado em 24/Mar/2015 às 23:13

    Todo professor deveria assistir esse filme: https://youtu.be/Q56IneXPCVk

  31. Randy Postado em 24/Mar/2015 às 23:31

    FEA e seu festival de lixo... parabéns...

  32. Ubiratan Postado em 25/Mar/2015 às 00:09

    Cara realmente babaca. Marcar hora para falar sobre racismo. Esse é um tema que deveria ser intensamente discutido. E para o que encerrou o vídeo, sem comentários.

  33. luis Postado em 25/Mar/2015 às 00:30

    Se eu fosse aluno dessa classe, ficaria espionando um desses militantes o dia inteiro. Aí a hora que ele estivesse transando com a namorada, eu ia invadir o quarto dele e falar: "Bom dia, vamos falar sobre o racismo?" ahuahauahuahauahuahau

  34. Pedro Postado em 25/Mar/2015 às 01:05

    Tipo assim: os cursos não tem interdisciplinaridade, um biólogo não tem obrigação, pelos viés da vida, de saber a História de seu país, a Geografia, algo da física quântica, que seja. Se perdeu, em meio a uniformes, muros e alarmes, a vida e o amor em educar. Sou de Assis e faço História na Unesp. Em nosso Campus foi colocado - estrategicamente - cursos de Ciências Biológicas e Biotécnologia. O PSDB, junto a seus pares de empresários, diluiu todo tipo de Greve em nosso Campus - Campi esse, que é a maior marca de resistência na Ditadura Militar brasileira - colocando, planejadamente, cursos que trariam filhos de conservadores, com muitas "horas-bundas" e diferentes de nosso pensamento social.

    • luis Postado em 25/Mar/2015 às 01:19

      Deixa ver se eu entendi: o PSDB, maquiavelicamente, colocou no seu campus cursos que atraíram filhos de conservadores que agora não deixam mais vocês entrarem em greve?

      • Beto Postado em 25/Mar/2015 às 02:28

        Hahah Luís esse cara nem foi pra uma faculdade! Não saber a diferença de campus para seu plural, eh foda em "universitário"! "diluiu todo tipo de Greve em nosso Campus - Campi esse, que é a maior marca de resistência na Ditadura Militar brasileira "

      • luis Postado em 25/Mar/2015 às 08:27

        Isso porque teoricamente um historiador deveria ter aulas-bunda de ltatim também, ou é o pessoal de letras? Não lembro :(

  35. fikah rois Postado em 25/Mar/2015 às 01:36

    Acho legítimo o debate negro, mas muito do movimento se apropria de horários nao oportunos, como esse. Atrapalha a aula sem autorização da Prof foi um ato desprezível...

  36. [email protected] Postado em 25/Mar/2015 às 07:04

    As discussões são essenciais, as reflexões precisam ser estimuladas, mas o que o vídeo mostra um radicalismo absurdo em pleno horário de aula. Discussões e reflexões devem ter espaço na Universidade, mas não em horário de aula. A histeria mostrada no vídeo exclui diálogo e bom senso, não leva a reflexão alguma, perda de tempo.

  37. Pereira Postado em 25/Mar/2015 às 09:42

    Isso que dá a ideologização de esquerda. Só pode gerar esse tipo de conflito ! Não acredito que em meio a uma aula possa se passar uma mensagem contra racismo em poucos minutos. Estão apagando meus comentários. Que delícia !

    • Thiago Teixeira Postado em 25/Mar/2015 às 11:05

      Ow PP???? Não façam isso com o Pereira. Sem o Pereira o site fica sem graça, por favor.

      • Rodrigo Postado em 25/Mar/2015 às 15:28

        (Outro Rodrigo) kkkkkkkkkkkkkkkkk

  38. Pereira Postado em 25/Mar/2015 às 09:45

    O ódio dos negros contra o rapaz chega a assustar. Insultos por parte do grupo contra o corajoso estudante mostra o "altíssimo" nível que se encontra nossa educação Paulo freiriana. E ainda tem uma que pede para o mesmo não se irritar, quando estava quase sendo linchado. Absurdo, o cara estva tentando provar que era igual.

    • Thiago Teixeira Postado em 25/Mar/2015 às 11:03

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk PEREIRA?????? Você é muuuuuuuito louco!!!!!!!!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Sou seu fã!!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:43

        e vc ainda comenta é pra rir mesmo....

  39. Pereira Postado em 25/Mar/2015 às 09:54

    USP não passa de um centro de formação de militantes de esquerda desmiolados, como os que aparecem ameaçando o estudante que grava.

  40. Mario Postado em 25/Mar/2015 às 10:33

    A abordagem deste grupo que sequestrou a aula e' equivocada. O problema nao e' com a USP. O problema esta' na formacao basica. Quando o aluno chega na hora de que querer entrar na Universidade ja' e' demasiadamente tarde para consertar um problema que se instaurou atravez dos anos formativos de um jovem. Fiz o meu bacharelado no Rio Grande do Sul aonde podia-se contar nos dedos o numero de negros em toda a Universidade. Mesmo assim, posso afirmar que no Brasil daquela epoca NAO existia qualquer discriminacao para ingressar na Universidade. Nem perguntavam a cor do individuo. Era so' tirar nota suficiente no vestibular que estava dentro. Um processo de selecao bem simples e objetivo. Eles deveriam estar protestando junto ao governo e o Ministerio de Educacao para melhorar o ensino publico basico no Brasil. Isto SIM seria uma discussao positiva! Atrapalhar a aula dos demais que querem aprender e' pessimo.

    • Daniel Postado em 25/Mar/2015 às 12:55

      Estão querendo fatiar o povo brasileiro. Esquecem-se que a CF/88 prevê que: "II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;" Deveriam se esforçar para melhorar o ensino básico (fundamental e médio) e não forçarem a entrada em uma Universidade que é, reconhecidamente por todos os vestibulandos, como uma das mais concorridas do País. Muitos brancos que desejam ingressar na USP tbm são reprovados, logo isso não é apenas uma questão que envolve cor da pele. MELHOREM O ENSINO BÁSICO E PERMITAM QUE TODOS CONCORRAM EM IGUALDADE DE CONDIÇÕES. Continuar discutindo a questão da cor da pele é transferir para o povo (brancos e negros - todos iguais, seres humanos) um conflito sem fim, causado única e exclusivamente pelos poderes estatais omissos em suas obrigações constitucionalmente impostas. A questão é simples: a divisão está em quem pode consumir e quem não pode consumir, seja negro, branco, pardo, albino. Infelizmente é assim. O meu desejo é por IGUALDADE DE CONDIÇÕES PARA QUE CADA UM, INDEPENDENTE DA COR DA PELE, POR SEU PRÓPRIO ESFORÇO, BUSQUE SUA FELICIDADE. SIGAMOS OS DIZERES DE ULPIANO: "viver honestamente,não ofender os demais e dar a cada um o que lhe pertence." NA MARRA NÃO SAI NADA! FORMAÇÃO BÁSICA É O COMEÇO DE TUDO! Garantir a entrada na Faculdade apenas, não resolve o problema de ninguém, nem de brancos, nem de negros.

  41. Mário (O pretinho) Postado em 25/Mar/2015 às 11:32

    O que acho engraçado nessas discussões sobre cotas é que as pessoas fingem ou então não leram a lei direito. A partir daí começa a surgir um monte de mitos e bagunça. Vamos refletir sobre as cotas: A lei fala sobre cotas para quem se autodeclarar preto, pardo e indígena. Não é só para pretos, é para preto, PARDOS e INDÍGENAS. O que é ser pardo? Ser pardo não é ser preto, ser pardo é ser mestiço, não existe uma cor para pardo. Se o cidadão se autodeclara pardo por ser afrodescendente, então ele é pardo, independente de sua cor. O próprio IBGE admite não ser possível diferenciar por meio de fenótipo quem é ou não pardo. O fato é que pela própria definição de pardo, nada impede que uma pessoa branca, de olho azul se autodeclare parda de forma legítima por ser afrodescendente. Até porque apenas 7% se autodeclara pretas e mais ou menos 43% se declaram pardas. Além disso, existe uma discussão mais ampla, que diz respeito aos caboclos, que também estão sendo considerados pardos sem ter uma gota de sangue afro. Primeiro grande mito: Dizer que as cotas irão favorecer a entrada de pessoas pretas na universidade. Portanto já passou da hora das pessoas pararem de ficar postando fotos onde pessoas pretas não aparecem nesse ou naquele lugar, isso é ridículo. Muito provavelmente em todas essas fotos, embora não tenham pretos, deve ter um monte de pardos. É fácil perceber que o objetivo da lei é tentar minimizar um problema histórico gerado pela escravidão e NÃO afirmar que os “pretos são coitadinhos, vítimas de um preconceito insano e diário por cada homem branco do Brasil e que todos os pretos sofrem humilhações diárias enquanto todos os brancos são os carrascos e crueis vitoriosos”. É triste ver essas militâncias insistindo nessa tese, não é bem por ai. Até porque se isso fosse verdade não teríamos pessoas pretas ricas ou no poder, também não teríamos pessoas de pele pretas amigas, casadas, namorando, etc. com pessoas brancas. O grande problema que impede os pretos, brancos e qualquer um de avançar é a POBREZA e não a cor da pele. Nunca vi um preto rico dizer que não conseguiu educar seu filho porque os melhores colégios do Brasil negou a vaga por ele ser preto. Ainda que exista aqui e ali algum tipo de preconceito racial, o principal abismo que impede o avanço das pessoas é a POBREZA. Se a escravidão nunca houvesse existido não haveria nenhum sentido falar em cotas raciais. Sendo a pobreza o maior impedimento, o correto seria falar sobre cotas sociais unicamente. Porém a escravidão existiu, embora alguns insistam em negar, e gerou uma dívida enorme, um problema histórico. Nesse caso as cotas raciais são totalmente justas, já que todos os contemplados (pretos, pardos e indígenas), independente da cor da pele, carregam em suas veias as chagas, a tristeza e a miséria que a escravidão gerou e que passou de geração a geração. Essa correção é necessária! Por sorte essa correção não veio tão tarde assim, já que a grande maioria que é preta, parda e indígena ainda são os que engordam a estatística dos mais pobres. O que não gosto nessas discussões sobre cotas é ver um grupo que insiste em tirar o foco das coisas, insiste em colocar o preto como vítima, insiste em querer apagar o pardo ou o índio da história, insiste em criar bagunça e supervalorizar um preconceito que atualmente no Brasil tem muito mais a ver com ser POBRE do que ser dessa ou daquela cor. Comparar no Brasil, esse país miscigenado como é, as dificuldades do fator cor de pele com o fator POBREZA, é o mesmo que comparar o tamanho de uma bolinha de gude com a Lua. Continuemos a lutar por um Brasil mais justo, unificado, participativo, já que cotas raciais ou mesmo sociais é somente um paliativo necessário e não a solução definitiva. Temos que ampliar as discussões políticas e cobrar dos governantes honestidade, transparência e investimentos em educação para que o preto, pardo, indígenas, ou de qualquer outra cor possam concorrer de igual com qualquer um, com base unicamente na meritocracia.

  42. Gustavo Ramos Postado em 25/Mar/2015 às 11:33

    Vocês já pararam para pensar que estão sendo tão preconceituosos quanto aqueles que pretendem denunciar? Não sei como vocês chegaram a conclusão de que o aluno que reclamou (aliás a professora reclamou antes e foi silenciada pela turma) só estava interessado em acumular "horas-bunda". Algum de vocês cogitou as seguintes possibilidade: 1) ele não ser preconceituoso; 2) dele estar interessado na aula? E se eu dissesse que os alunos negros só estavam interessados em fazer bagunça (assumindo uma versão como verdadeira e fechando os olhos para as demais possibilidades), eu seria considerado preconceituoso não é? Para mim o que houve foi histerismo. O histérico não reage ao que percebe e sim ao que imagina.

    • Onda Vermelha Postado em 25/Mar/2015 às 17:04

      Você realmente se deu ao trabalho de assistir ao vídeo? O cara do início ao fim deixou claro que era contrário as cotas e ficou claríssimo que o que desejava mesmo era "interditar o debate". E no final ainda mandou um "Fora Dilma!".Ou será que você acredita que se aula fosse interrompida falar da próxima "chopada" ele reagiria da mesma forma exigiria sua aula de "Macroeconomia"?

  43. Thiago Teixeira Postado em 25/Mar/2015 às 11:34

    Não acho nada de mais interromper uma aula para discutir um assunto extracurricular. É muito comum isso nos meios acadêmicos, e a discordância, debates, desde que em alto nível são sadios para a sociedade. Vai ter reaças na sala de aula (ainda mais na USP), vai. Vai ter professores coxinhas e intolerantes tipo meu mundinho não quero que invadam, normal. Vai ter radicalismo como as minas dos movimento Black (amei o visu delas) também vai! O que não podemos aceitar são insultos e baixaria, que foi o que ocorreu neste vídeo dos dois lados. Mas no final o coxinha se entregou quando disse "FORA DILMA".

    • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:45

      coxinha da asa, aquela onde aplicam hormônio pro pinto crescer e engordar.....

  44. Luis Postado em 25/Mar/2015 às 11:48

    Alunos que querem assistir aula agora são racistas. É tragico o nível a que descemos.

    • Eduardo Postado em 25/Mar/2015 às 14:46

      não é nada disso, o querer assistir aula no contexto é apenas uma forma de dizer: saiam não me interessa seus problemas.....

    • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Mar/2015 às 14:55

      Ele realmente acreditou que os meninos da FEA, coitados, queriam apenas assistir sua aula de economia em paz...sabe de nada....

    • Thiago Teixeira Postado em 25/Mar/2015 às 15:16

      E se fosse ao contrário? E se um grupo de brancos entrasse numa sala de aula na periferia cheia de negros e dissessem que são contra as cotas raciais, e um dos alunos respondesse: "Você perdeu a eleição, saia que quero assistir a aula", o que você diria? Se não sabe o que é racismo, por favor, não tente inverter as bolas.

      • Luis Postado em 27/Mar/2015 às 15:44

        Nesse caso, eu também acho que os brancos deveriam sair da sala de aula. Pode parecer incompreensível para sua cabecinha, mas meus padrões de julgamento não mudam dependendo da pessoa que pratica a ação.

  45. Andre Postado em 25/Mar/2015 às 14:37

    O grupo "visitante" perdeu a razão ao desrespeitar a professora, que estava ali cumprindo seu papel, e também os alunos que estavam ali para assistir aula. Se fosse em minha sala de aula eu mesmo teria posto eles para fora da sala. Eles só diminuíram o valor da causa deles com esse comportamento radical . Eles não podem querer impor a presença deles guela abaixo, faltando com educação e respeito com os demais. Se eles querem mudar o sistema , teriam que começar dando o exemplo. Eles podem montar forums de debate , manifestações , distribuição de panfletos , mas tudo com data e hora marcados , atraindo a quem realmente está interessado na causa e quer participar. O bate-boca e o caos causado com certeza não ajudaram em nada .

  46. Pereira Postado em 25/Mar/2015 às 14:50

    O "alto" nível dos estudantes brasileiros. Não é atoa que estamos nos últimos lugares em questão de educação.

  47. Pereira Postado em 25/Mar/2015 às 14:53

    Ir na reitoria e pedir um auditório para fazer um debate, simpósio ou encontro e debater seriamente o assunto nada. TEM QUE SER NO GRITO E NO INSULTO ! Esse é o modus operandi da esquerda.

    • Orlando Postado em 25/Mar/2015 às 15:00

      Cada um luta com as armas que tem... A intervenção foi muito válida. Basta ver a repercussão. No final da gravação a confissão do Fora Dilma que na verdade significa fora cotas raciais, fora projetos sociais.

  48. Silva Postado em 25/Mar/2015 às 14:57

    Maria você provoca ânsia de vomito, por mais que tente não consigo entender seu comentário. Quantos anos você tem? Se for adolescente talvez tenha salvação.

  49. walter Postado em 25/Mar/2015 às 16:13

    Existe uma infeliz incapacidade de pessoas adultas terem um debate sem que isso desabe em ofensas pessoais. Normalmente, porque ambos os lados são incompreendidos e travam um duelo quando deveriam juntos tentar encontrar uma solução. Claro que do lado dos negros há uma luta pelo ingresso na Universidade, claro que pelo lado dos estudantes brancos um inconformismo por estudarem muito e verem alguém que estudou menos ocupar a sua vaga. Isso não quer dizer que uns queiram entrar de modo fácil e outros sejam racistas. Somente que há justiça e injustiça em ambos os casos. Ao meu ver, não deveríamos ter faculdade gratuita no Brasil, todas deveriam ser pagas. (quem não tem condições, receberia um financiamento).

    • Eduardo Ribeiro Postado em 25/Mar/2015 às 16:22

      "...alguém que estudou menos ocupar a sua vaga..."

  50. luciano Postado em 27/Mar/2015 às 18:35

    Na boa , acho que essa situação poderia ser evitada se simplesmente se ouvisse o discurso do rapaz até o final, e se entendesse qual a reivindicação do movimento negro. Afinal eu não posso ceder 20 min. de uma aula minha , sendo que eu tenho o ano inteiro de aulas, durante 4 ou 5 anos, para ouvir pessoas que estão lutando para começar a ter essa aula que eu ja consegui?Quanto ao rapaz que dizia querer ter aula, me coloco no lugar dele pois sou branco e me considero igual a todos independente de raça ou cor, ou seja, não tenho preconceito, mas, em minha humilde existência, eu aprendi uma coisa a respeito desse tema, que o fato de o preconceito não existir em mim não significa que ele não exista em algumas pessoas e instituições, e isso posso afirmar categoricamente por ja ter presenciado atos de preconceito contra negros até mesmo por parte de familiares meus, e isso não significa dizer que quem administra ou integra essas instituições são , pessoalmente, preconceituosos, mas ele esta embutido nos setores da sociedade através da exclusão imposta aos negros, por razões sociais históricas, durante o seculo passado.Temos que fazer a seguinte reflexão: ninguém grita sem que lhe pisem o pé. Ao ver aquela menina negra exaltada, esbravejando palavras desmedidas para pedir o direito de cursar o ensino superior, penso que devemos ter uma atitude terna e compreensiva, e saber que a revolta é gerada por situação em que o individuo se sente acuado, sem alternativa, com a sensação de que seu discurso e seu pleito não interessa ao "outro lado". Se atentarmos ao dado que o rapaz negro cita de que mais da metade da população do Brasil é negra ou mestiça, e quando analisamos a proporção de negros e brancos no que diz respeito ao acesso a bens, serviços, educação superior e posições expressivas na sociedade essa proporção vai para além dos 90% a favor dos brancos, podemos concluir que algo está errado. Ou será que pele branca está associada a maior capacidade mental? É óbvio que não!! Mas temos que dar destaque nesse caso, fora o preconceito, a péssima qualidade do ensino público em Sao Paulo, em que alunos chegam ao 6º ano do fundamental semi-analfabetos. Muitos destes tendo que conciliar o ensino médio com trabalho para ajudar nos estudos e no orçamento da familia. É óbvio que esse estudante chega ao vestibular em condições bem inferiores a alunos que tiveram acesso a ensino particular. Este debate é de responsabilidade de todos nós, pois isso envolve problemas que estão cada vez mais se agravando em nossa sociedade como drogas e violencia. Fico com a frase que bradou a jovem negra " estão nos matando"!!

  51. Salomon Postado em 28/Mar/2015 às 12:51

    É só ler o clássico Casa Grande e Senzala (ponto).