Redação Pragmatismo
Compartilhar
Protestos 16/Mar/2015 às 15:38
39
Comentários

Reinaldo Azevedo chama a PM para impedir jornalista de cobrir manifestação

Anita Krepp, ex-funcionária da Folha, saiu de casa neste domingo, como profissional, para cobrir a manifestação anti-Dilma em São Paulo. Anita não sabia, mas já a caminho do protesto, no vagão do metrô, seria impedida de exercer livremente a sua profissão após se envolver em uma confusão com Reinaldo Azevedo, blogueiro da Veja

reinaldo azevedo anita manifestação dilma
O blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, a caminho da manifestação anti-Dilma (reprodução)

Viomundo

Anita Krepp é jornalista. Ela foi demitida da Folha de S. Paulo em novembro de 2014, quando o jornal fez o seu último corte. Atualmente, ela cobre movimentos sociais por conta própria. Depois, distribui o material para redes sociais.

E foi como profissional que, neste domingo, 15 de março, Anita foi à manifestação anti-Dilma na Avenida Paulista. Para chegar lá, usou metrô. E já no vagão mesmo ela começou a fotografar e filmar.

Por acaso no mesmo vagão estava o jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Veja e Folha de S. Paulo. Ele não gostou. Embora se arvore de paladino da democracia e da liberdade de expressão, ele chamou a polícia e ameaçou Anita, dizendo que ela ” acertaria as contas com a Justiça”.

Segue o relato de Anita Krepp:

1. Reinaldo Azevedo chamou a polícia para me tirar do metrô porque eu tirava fotos e filmava a movimentação no vagão no qual por acaso estava ele.

2. Depois de sair escoltado pelos seguranças do metrô, como se eu, munida de um celular, oferecesse algum perigo, Reinaldo Azevedo fez nova queixa à base policial que estava entre Paulista e Consolação, desta vez, um sargento primeiro tentou impedir que eu seguisse pela Paulista e depois pediu meu documento e me fichou. Azevedo, então, começou a me filmar e dizer que eu acertaria contas com a Justiça, pois ele tinha testemunhas.

A última pergunta que lhe fiz:

– O senhor está irritado assim por que estou com camiseta vermelha [comum, sem nenhuma identificação?]

3. Ah… Depois de me filmar subindo as escadas do metrô, o Reinaldo me disse:

– Vou colocar você no meu blog, isso não vai ficar assim!

Será que Reinaldo Azevedo vai dar uma de Serra e sair pedindo cabeça de jornalista por aí?

A íntegra do depoimento de Anita:

Desde que eu saí da Folha, no passaralho de novembro passado, sigo cobrindo protestos, manifestações e outros eventos político-sociais por conta própria, para registrar um momento que de repente só passou na minha frente. E foi exatamente o que aconteceu hoje.

Estava na linha vermelha do metrô em direção à República, e depois, à Paulista, para cobrir o protesto marcado para este 15/3, filmando as pessoas quase todas vestidas de verde e amarelo, quando de repente entra no vagão o bastião dos manifestantes no jornalismo brasileiro: Reinaldo Azevedo, blogueiro da Revista Veja e colunista da Folha de S. Paulo.

Segui filmando e fotografando o vagão, desta vez, dando foco ao ilustre personagem. A gente toda o saudava e dizia coisas como “reinaldo, você nos representa”. A casualidade seria apenas cômica não fosse a ira de Azevedo, que passou a me fotografar. “Vou tirar fotos suas porque se você fizer alguma merda com a minha imagem, eu te processo” disse.

Descemos na mesma estação para fazer baldeação e como as pessoas seguiam pedindo fotos, autógrafos e o bajulando de todas as maneiras possíveis, acreditei que aquele personagem poderia continuar rendendo e segui de perto o jornalista.

Incomodado com a minha presença, sempre a pelo menos dois metros de distância, Azevedo pediu que eu saísse da estação e respondi que não, afinal, sou cidadã, e que assim como ele (que também filmava e fotografava a movimentação das pessoas), tenho direito de usar o metrô e fazer registros respeitando limites.

Quando descemos na estação Paulista, Reinaldo puxou meu braço até chegarmos perto dos seguranças do Metrô. Azevedo se queixou aos guardas, de que eu o estava perseguindo havia três horas, e eu respondi que apenas estava trabalhando e o havia encontrado há poucos minutos.

Os seguranças me perguntaram se eu era jornalista e eu disse que sim. Me perguntaram para qual veículo eu trabalhava e respondi que agora sou freelancer, mas que havia trabalhado para a Folha até ano passado. Me liberaram, e seguiram escoltando Azevedo até a saída da estação, quando ele começou a me filmar, dizendo:

– Vou filmar bem você e te colocar no meu blog. Isso não vai ficar assim!

Já na esquina da Consolação com a Paulista, o jornalista pediu ajuda à polícia, fazendo a mesma queixa que havia feito aos seguranças do Metrô.

Um policial tentou me impedir de seguir pela Paulista, mas não permiti, dizendo que não estava fazendo nada de errado e que eles não poderiam me impedir de seguir. Outro policial impediu que eu passasse e me pediu documento. Me fichou e disse que faria o mesmo com Azevedo. O que na verdade não aconteceu.

Ao perceber que a ira do jornalista estava crescendo, perguntei se toda aquela animosidade se devia ao fato que eu estava usando uma camisetinha vermelha. Se fosse esse o problema, eu poderia trocar de roupa.

Já na Avenida Paulista, o blogueiro começou a encontrar amigos e a apontar para mim, de longe. Senti que minha integridade física poderia entrar em risco, caso seguisse trabalhando à sua vista em meio àquela aglomeração de gente que sequer admitia que alguma peça de roupa atravessasse a manifestação. Ao caro colega de profissão, um recado: foi a ausência do ideal democrático que me assustou, não você.

SAIBA MAIS: Os protestos no Brasil sob a ótica da mídia internacional

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Walter Postado em 16/Mar/2015 às 16:06

    Ficou p. da vida por ser flagrado usando transporte de massa. Confere produção?

  2. Félix Postado em 16/Mar/2015 às 16:08

    No metrô? Tinha que fotografar! Alguma foto do Diogo Mainardi? Publiquem!

    • Marco Antonio Postado em 16/Mar/2015 às 16:25

      Deixa para lá. Ele é a copia paraguaia do Diogo Mainardi.

  3. Thiago Teixeira Postado em 16/Mar/2015 às 16:08

    O caso não me espantou nem um pouco. Como sempre, a Veja e seus jornalixos nada acrescentam para o Brasil.

  4. Ricardo Postado em 16/Mar/2015 às 16:13

    História sem pé nem cabeça....

    • Leonardo Alves Postado em 16/Mar/2015 às 19:41

      Na verdade, patética. Super mal articulada. Fail.

  5. Carvalho Postado em 16/Mar/2015 às 16:22

    "Vou colocar você no meu blog, isso não vai ficar assim!" (PEREIRA, Téo, 2015)

    • Lila Postado em 17/Mar/2015 às 00:49

      Kkkkkkkkk

  6. Victor hugo Postado em 16/Mar/2015 às 16:30

    Ah sim, e vocês acreditaram também quando ela coincidentemente fotograva e (pasmem!) em todas as fotos o tal sujeito (que nem sei quem é) aparecia.. Ah, vá. Parem de ser parciais. Onde diz nesse site que é pró-governo? Fazem o mesmo que tanto criticam. Estão pior que rede Globo se bobear.

    • Marcos Vinícius Postado em 16/Mar/2015 às 16:32

      Mas a troco de quê ela inventaria essa história? Qual seria a sua hipótese preferida?

      • Eduardo Postado em 16/Mar/2015 às 17:42

        Isso é óbvio, criar uma treta com o Reinaldo

  7. Onda Vermelha Postado em 16/Mar/2015 às 16:43

    Quando o próprio "jornalista" , Reinaldo Azevedo, se torna ele mesmo, mais "importante" do que a própria noticia que deveria produzir temos casos como esse ...infelizmente!

  8. Danilo Postado em 16/Mar/2015 às 16:47

    Não tenho nem um pouco de simpatia por esse jornalista, mas seria bom ouvir a versão dele da história, não acham?

  9. Bruno Postado em 16/Mar/2015 às 16:48

    "Vou colocar você no meu blog."Ai que medo.Vai fazer o que chamar sua gang de reaças pra bater?Pior covarde é aquele que banca de machão.Garanto que se fosse com o pessoal da CUT IA SAIR CORRENDO QUE NEM O CAGÃO DO RETARDADOS ON-LINE.

  10. poliana Postado em 16/Mar/2015 às 17:14

    qta arrogância desse senhor!! inacreditável!!!!! gostaria de saber qual foi o "crime" q a citada jornalista cometeu!!!!

    • Bruno Postado em 16/Mar/2015 às 17:32

      Você segue uma pessoa que claramente é uma "personalidade da direita nacional", fica tirando fotos sem parar e acha que isso é liberdade de expressão? Liberdade de expressão é criticar ele, não usar sua imagem como bem entender. A dupla moralidade e deturpação completa de tudo sempre assusta.

      • poliana Postado em 16/Mar/2015 às 17:43

        1. Reinaldo Azevedo chamou a polícia para me tirar do metrô porque eu tirava fotos e filmava a movimentação no vagão no qual por acaso estava ele...................................... vc n percebeu q ela estava tirando fotos de todo o vagão, e não somente do azevedo?

      • poliana Postado em 16/Mar/2015 às 17:52

        outra coisa, bruno..ele tb disse q colocaria a jornalista (em foto ou vídeo, n sei) no blog dele..logo, ele cometeria o mesmo crime q ela? n entendi seu raciocínio...imagine se todo famoso q fosse fotografado por um paparazzo e tivesse sua foto divulgadas em sites e revistas, processassem o veículo ou o paparazzo...esta é apenas uma foto do azevedo num metrô de sp...qual é o crime?

      • Onda Vermelha Postado em 18/Mar/2015 às 10:57

        Bruno você mesmo deu a razão dele ser fotografado "personalidade de direita nacional". Logo, ele era, naquele momento, uma figura pública num local público(metrô ) se dirigindo a um evento aberto ao público. E acho que a questão aqui não seria exatamente de "liberdade de expressão ", mas talvez de liberdade de imprensa da jornalista que se não estou enganado se identificou como tal. Ok?

  11. Eduardo Ribeiro Postado em 16/Mar/2015 às 17:46

    Puxa vida, que surpreendente. Ele é sempre tão simpático, amigável, um cara de classe...e no seu blog, lá ele desfila uma inteligência, uma educação...olha, estou estupefato com tamanha mudança de comportamento.

    • Elias Montakis Postado em 16/Mar/2015 às 18:47

      E seu eduardo , ele e tao gente boa, ne? OUTRO DIA, ELE AFIRMOU QUE O PT DEVERIA MORRER E DE O LAMARCA ERA UM MONSTRO! E pago para inventar mentiras contra o governo e a qualquer um que nao seguir a cartilha neo liberal reacionaria ! Muito fino, elegante, chamou o Guevara de assassino. Cara, este crapula, nao tem moral ou carater!

      • Luis Postado em 16/Mar/2015 às 23:55

        Brasil, o país onde dizer que um partido que rouba bilhões de reais deveria morrer, ser extinto, que um homem que tortura barbaramente e mata um inimigo desarmado é um monstro e chamar de assasino um revolucionário que manda fuzilar centenas de pessoas desarmadas e se vangloria abertamente disso é prova de depravação moral.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 17/Mar/2015 às 10:52

        Poxa...não é que temos um fã do Tio Rei que disfarçou, tentou mas não conseguiu se controlar? O depravado moral que afirmou que em termos democráticos e eleitoreiros a opinião do povo não lhe interessa, e que busca diariamente uma forma de eliminar o povo da democracia. Um energumeno que se afirmar que 2+2=4, a obrigação moral de TODO brasileiro é passar a duvidar da matemática imediatamente. Mas...incrivelmente temos um fã dele aqui.

  12. Eduardo Postado em 16/Mar/2015 às 17:54

    Por acaso no mesmo vagão estava o jornalista Reinaldo Azevedo.. Óbvio que o papel dessa menina era o de importunar ele pra depois se fazer de vítima. "POR ACASO"... Pragmatismo como sempre sendo tao imparcial quanto a veja.

    • poliana Postado em 16/Mar/2015 às 18:31

      ah tá...na vdd, a vida dela, 24h por dia, é perseguir todos os passos desse senhor...daí ela armou todo esse flagra, deu um jeito de fazê-lo andar de metrô pra poder fotografá-lo ali nakele momento. ok, eduardo. pobre azevedo...tem uma psico perseguindo-o...aciona a lei joão da penha já!

    • Leonardo Alves Postado em 16/Mar/2015 às 19:39

      Pois é.. esse "por acaso" é no mínimo suspeito.

  13. Rodrigo Postado em 16/Mar/2015 às 18:33

    (Outro Rodrigo) O "Portal imprensa", no mesmo sentido, já publicou o "causo". Mas com outra redação e fala da mesma, afirmando outros ocorridos (ela efetivamente buscou fotografá-lo, diz). Também há diferenças na narrativa no "literatortura" e no "Viomundo", neste ela confirmando que o seguiu e foi tirando mais fotos, acrescentando ainda o que ainda não tinha falado: que teria sido puxada pelo braço)... Qual versão é a verdadeira dentre as, até aqui, 4 versões? P.S.: ao menos o Portal Imprensa diz ter procurado a outra parte, a fim de ouvir o relato do mesmo (o famoso "outro lado").

  14. enganado Postado em 16/Mar/2015 às 18:36

    Ele só ameaça mulher, faça comigo, porque boas porradas não há juiz que as consiga tirar. Aliás o machão é favor do partido daquele que chama mulheres de "leviana", isto com certeza é fruto da criação e/ou do ambiente familiar. Pior, esse aí ainda tem cara frouxo.

  15. jarau Postado em 16/Mar/2015 às 19:16

    Nem sei quem é este Merda.

  16. Eduardo Postado em 16/Mar/2015 às 19:18

    Falam que lutam por liberdade de Expressão, mas para eles e sua turma... pros outros grilhões e grades.......

  17. Leonardo Alves Postado em 16/Mar/2015 às 19:38

    Estória bastante mal contada, vamos combinar. É a versão dela. O bom senso diz que devemos ouvir a dele.

    • Thiago Teixeira Postado em 16/Mar/2015 às 19:55

      Ouvir Reinaldo Azevedo? Onde há bom senso nisso? Esse cara não tem credibilidade alguma.

  18. Marilia Oliveira Postado em 16/Mar/2015 às 20:18

    Mas que sonso...

  19. Samael Postado em 16/Mar/2015 às 22:42

    Olha gente... Não gosto desse cara também MASSSSS.... É proibido fazer imagens dentro do metrô de SP e ele devia saber disso, pra fazer imagens dentro do metrô tem que pedir autorização, no caso ele chamou os seguranças, eles encaminham pro Delpom e lá o a PM assumi.

  20. Luis Postado em 16/Mar/2015 às 23:30

    Porquê não postam a resposta dele? "O que vou relatar aqui tem testemunhas: - dezenas de pessoas que iam para o protesto; - seguranças da Linha Amarela do metrô; - Policiais militares. Estava indo à manifestação, em companhia da minha mulher, num vagão da Linha Vermelha do Metrô, quando percebi alguém com um celular quase colado à minha orelha. Em companhia de outra jovem, a moça então dizia: “Olhe, Reinaldo Azevedo indo para a manifestação. Deve ser a primeira vez que pega metrô na vida.” E com o celular ali, colado à minha orelha. Tanto é assim que esta imagem, de autoria da moça — e dá para perceber que eu não sabia que estava sendo fotografado —, corre por aí. O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), me dizem, a publicou em seu Facebook como se fosse um absurdo eu estar num vagão de metrô. Fiquei incomodado. E seguiu-se um diálogo: — Algum problema, moça? — Estou cobrindo a manifestação. — Não! Você está me incomodando. — O metrô é público. — Mas eu não sou. Já fez a foto? Então chega! — Estou trabalhando. — Para quem? — Para a Folha de S.Paulo. — É? Qual é o seu nome? Cadê a identificação? — Você acha que eu vou dizer? — Chega, conseguiu o que queria! — Você está bravo só porque eu estou de vermelho? — Você tá maluca! — Você está bravo porque eu sou negra? — Tenha dó! — Você não gosta de dividir o espaço com um negro? Sim, a moça estava pronta para arrumar um barraco e me acusar de racismo. Assim mesmo, meus caros! Tenho as testemunhas todas, que se prontificaram a comparecer em juízo se eu tomar esse caminho. Chegamos à Linha Amarela do Metrô. Confesso que a reação à minha presença na plataforma até me constrangeu um pouco. Fui saudado por centenas de pessoas. Acenei, discretamente, posei para alguns selfies e pronto. E assim é não porque eu lidere alguma coisa, mas porque a realidade está se encarregando de demonstrar qual visão sobre o Brasil estava certa e qual estava errada. Não me refiro, claro!, à “minha” visão, mas àquela que remete a um país democrático e plural. Volto. Eu, de fato, estava indo trabalhar. Escreveria a respeito. Ela continuou colada a mim dentro do vagão da Linha Amarela, com o mesmo comportamento. Chegou a hora de dizer o seu nome e mostrar o seu rosto: segundo consta, Ana Krepp. Teria feito jornalismo no Mackenzie e, consta, saiu publicado em algum lugar, já trabalhou na Folha, de onde teria sido demitida. Nem vou me incomodar de perguntar ao jornal se isso é verdade porque não tem importância. Fato: ela não é jornalista da Folha. Tinha sido escalada para me importunar.Não desistiu. Colou em mim ao descer do trem. Fiz o que as pessoas decentes fazem: sentindo-me assediado, incomodado, sem saber com que propósito e por quem, acionei a segurança da linha amarela. Tenho aqui o nome do profissional que me atendeu. Expliquei a situação. Eles recomendaram que eu e minha mulher esperássemos, déssemos um tempo. Pois a Ana Krepp não teve dúvida. Quando parei, esperando passar o fluxo, ela também parou. A pauta era eu. A pauta era me provocar. A pauta era arrumar confusão comigo num ambiente que poderia desencadear um tumulto. E esse era meu maior temor. A segurança do metrô pode atuar, de maneira limitada e sem prerrogativas de polícia, só na área da estação. Muito bem. Desci na estação Trianon, ela sempre grudada a mim, de celular em punho e fazendo comentários agressivos com a sua amiga. Encontrei, então, um grupo de policiais e fiz, mais uma vez, o que fazem as pessoas normais quando estão sendo assediadas: “Aquela moça está me importunando desde a Linha Vermelha do Metrô”. O policial foi falar com ela. À diferença do que se diz por aí, não “fichou” ninguém. Fez com ela o que fez comigo: pediu nome e número de RG, nada mais. Mas não pensem que ela se intimidou, não! Ela queria confusão. Ela perseguia uma manchete: “Em tumulto liderado por Reinado Azevedo, militante petista é agredida porque estava de camiseta vermelha e é negra”, como ela fazia questão de anunciar." Parece muito mais factível que essa versão divulgada pela própria moça. Estudo na USP, CONVIVO esse tipo de gente (militantes esquerdistas caricatos) TODO dia e essa moça se comporta exatamente do mesmo modo como muitos patetas da minha faculdade. Some-se o fato que o cara em questão é o Reinaldo Azevedo, por quem todo esquerdista que conheço nutre um ódio insano por ele ousar ter uma opinião diferente. Com tudo isso, acredito sem problemas que a moça agiu como relatado por ele.

    • Onda Vermelha Postado em 18/Mar/2015 às 10:40

      Luis este caso envolve alguma controvérsia, mas muitos juristas e jornalistas diriam que o Reinaldo Azevedo é um figura pública num local público. Logo, o que vale pra ele vale para os outros, por mais que muitos de nós sequer desejassem saber absolutamente nada sobre ele. Diferentemente, foi caso do José Dirceu, figura pública, que teve sua privacidade violada num quarto hotel pela Veja. Que voltou a repetir tal expediente repulsivo recentemente com a família do Lula e, supostamente, constrangida pela repercussão negativa da nova investida fez um mea culpa que ninguém acreditou.

  21. luciano Postado em 17/Mar/2015 às 08:58

    Espero que a Anita nao publique nada que denigra a reputaçao desse senhor, para nao se rebaixar ao nivel de jornalistas como..... Reinaldo Azevedo por ex.

  22. Marlon Bravo Postado em 18/Mar/2015 às 10:49

    Foi como se o golpe já tivesse rolado ! Faltou só levar pra ser torturada !

  23. Igor Postado em 18/Mar/2015 às 11:22

    Essa moça está querendo seus 15 minutos de fama. Simples assim.