Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 08/Mar/2015 às 11:58
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Igualdade entre homens e mulheres na economia só será atingida em 81 anos

Relatório da ONU que avaliou a equidade de gênero em 167 países estima em 81 anos o prazo para se atingir equidade de gênero na economia

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A igualdade entre homens e mulheres tem avançado lentamente, conclui relatório das Nações Unidas (ONU) que avaliou a equidade de gênero em 167 países. O documento será apresentado segunda-feira (9) pelo secretário-geral Ban Ki-moon, em referência ao Dia Internacional da Mulher comemorado hoje (8).

O relatório destaca que, no ritmo atual, serão necessários 81 anos para se alcançar a paridade de gênero na economia e 50 anos para a igualdade na representação parlamentar.

O levantamento é um balanço da aplicação das normas adotadas pelos países na Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, em Pequim, na China, há 20 anos. Lá, foi pactuada uma plataforma de ação para ser cumprida pelos governos, iniciativa privada e sociedade.

“Há uma lacuna decepcionante entre as normas e a implementação da Plataforma de Ação de Pequim, e um fracasso coletivo de liderança nos progressos para as mulheres”, disse a diretora executiva da agência da ONU para Mulheres, Phumzile Mlambo-Ngcuka, na sexta-feira (6). “Os líderes com poder para fazer essas ações falharam com mulheres e meninas”, avaliou.

Em 1995, 189 países assinaram a Plataforma de Ação de Pequim. De la para cá, a ONU mostra que houve poucos progressos para acabar com leis discriminatórias, aprovar leis contra a violência dirigida a mulheres e meninas. No entanto, a ONU reconhece que caiu a mortalidade materna, aumentou o número de jovens em escolas primárias e a participação de mulheres mercado de trabalho.

“Os ganhos contrastam com o fato de, apesar da melhoria de educação, as mulheres têm alguns dos piores empregos, enquanto o fosso salarial entre os gêneros é um fenômeno mundial”, diz a agência, em comunicado divulgado pela ONU Mulheres. A estimativa é que elas ganham salários 77% menores do que o dos homens.

“Deixe-me sugerir três requisitos essenciais [para equidade de gênero]: vontade e liderança política inabaláveis; aumento dos investimentos na agenda para as mulheres e meninas e uma forte responsabilização que inclui a sociedade”, diz a diretora Phumzile Mlambo-Ngcuka.

Agência Brasil

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 09/Mar/2015 às 07:34

    Cala a boca vocês, COXINHAS, e faça silencio para nossa presidentA pronunciar a maioria da população. Vocês são minoria com complexo de maioria.

  2. Thiago Teixeira Postado em 09/Mar/2015 às 07:36

    Se depender dessa banalização da causa feminista pelos enrustidos de plantão tipo, já que mulher quer direitos iguais, então viaje de pé no busão, esse número pode nunca ser atingido, tendendo ao infinito (como dizia minha professora de Cálculo 1).

  3. BRUNO SILVA Postado em 09/Mar/2015 às 08:01

    Otimo já veio os coxinhas se meterem em assuntos serios e por mais que o protestos possa acontecer isso é outro assuntos que não tem nada haver com o texto acima, e outro isso apenas demonstra que vcs não tem senso para refletir sobre a realidade e se monstram ignorantes a partir que o pais está com graves problemas socias e o das mulheres é um dos que varios que precisam ser discutidos. Respeitem a opinião dos outros e acima de tudo aceite que ela foi eleita democraticamente e isso não vai mudar que em 2018 vcs poderam tentar novamente. Até lá vamos lutar por uma sociedade e um pais melhor para todos , principalmente fazer que as mulheres tenham direitos iguais nos trabalhos.

  4. eu daqui Postado em 09/Mar/2015 às 12:56

    Mulher querer independencia em vez de querer a desgraça da indepedennte pode acelerar esse processo.......