Redação Pragmatismo
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Mundo 10/Mar/2015 às 15:20
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Apresentadora enfrenta entrevistado que a insultou ao vivo

Ao vivo, apresentadora libanesa enfrenta convidado que a mandou calar a boca durante entrevista sobre a adesão de cristãos ao Estado Islâmico no Oriente Médio

apresentadora vídeo estado islâmico líbano

Revista Fórum

A apresentadora libanesa Rima Karaki, da Al-Jadeed TV, enfrentou o machismo ao vivo em pleno Dia Internacional da Mulher, no último domingo (8). Em meio a uma transmissão, ela rebateu os insultos do estudioso muçulmano sunita Hani al-Seba’i.

Karaki entrevistava al-Seba’i sobre a adesão de cristãos ao Estado Islâmico no Oriente Médio. Quando viu que o especialista começou a tergiversar, demorando a chegar ao cerne da questão, a âncora pediu educadamente que ele “se concentrasse no presente”. “No momento, que slogans são usados para atrair (cristãos) para esses grupos?”, perguntou, tentando retomar o assunto principal.

Foi aí que o estudioso se irritou e passou a ofender Karaki. “Escute bem, não me interrompa. Vou responder como quiser. Que tipo de comportamento é esse? Não vou responder da maneira como você quer, porque estou aqui para apresentar a ideia em que acredito”, disse.

Sem perder a tranquilidade, a repórter explicou a al-Seba’i que o respeitava e entendia seu desejo de responder à pergunta de forma completa, mas que o tempo era restrito. O entrevistado, no entanto, retrucou novamente, e acusou Karaki de agir como os “ricos e poderosos”.

Em seguida, a apresentadora cedeu e disse que daria mais tempo a al-Seba’i. “Vá em frente, mas não me dê adjetivos. Nesse estúdio, eu comando o show. E, em seu benefício, estou avisando que não temos tanto tempo para discutir a história, se não, não falaremos da nossa questão”, asseverou.

O estudioso, então, “baixou o nível” da conversa. “Você está pronta? Cale a boca para que eu possa falar”, afirmou. Karaki contestou: “Como pode um xeique como o senhor mandar uma apresentadora de TV calar a boca?”.

Não contente, o muçulmano continuou. “É indigno para mim ser entrevistado por você, uma mulher que…”. Nesse momento, o microfone foi cortado e Karaki concluiu: “Ou não existe respeito mútuo, ou a conversa acaba”.

Assista, abaixo, ao vídeo com legendas em inglês:

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Comentários

  1. Guilhermo Postado em 10/Mar/2015 às 15:43

    Ia dizer que não houve machismo, apenas falta de educação do entrevistado. Mas no final vi que pode mesmo ter sido falta de educação + machismo.

  2. Dinah Caixeta Guimaraes Postado em 10/Mar/2015 às 15:58

    Eu ja mandava ele calar a boca ,machista escroto do caralho!Eu odeio essa religiao que despreza as mulheres em detrimento de um profeta ignorante ,machista.

    • Fabio Postado em 10/Mar/2015 às 20:37

      Eu odeio todas as religiões.... especialmente essa. Errado! Não odeio todas. Aquelas que não tentam influir no modo de vida de seus fiéis e aquelas que pregam a tolerância (talvez o budismo..), são toleráveis, talvez acrescentem alguma coisa à humanidade. O resto é responsável pelo atraso do mundo, desde sempre.

    • Thiago Teixeira Postado em 11/Mar/2015 às 08:37

      E a apresentadora tirou de letra!!!! Mas no fundo ela queria mandar o cara calar a boca!

  3. Alexandre Lopes Postado em 10/Mar/2015 às 16:00

    No início, parecia haver uma disputa ideológica ( e talvez até haja um antagonismo de visões de mundo ) , mas ele perdeu completamente a razão quando se comportou de modo grosseiro e machista ao mandá-la calar a boca .

  4. Tchekowski Postado em 10/Mar/2015 às 16:06

    FHC e Aloysio Nunes (PSDB-SP) querem ver Dilma sangrar, enquanto Beto Richa (PSDB-PR), José Serra (PSDB-SP) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) preferem a degola.

  5. Alexandre Lopes Postado em 10/Mar/2015 às 16:08

    Não quero legitimar a atitude desse senhor , mas , muitas vezes , grupos hegemônicos podem usar mulheres ou gays para entrevistar certas pessoas , de modo a provocá-las e fazer com que elas pisem em cascas de banana, percam a razão e não consigam , portanto , defender suas ideias . Sei lá, pode ter havido maldade por parte da apresentadora e do órgão de imprensa também . É fato que existe muito machismo no mundo , mas querelas como essa, envolvendo questões complexas e relevantes, não podem ser resumidas de forma simplista ( machismo vs vítima ) . Até acredito que ele seja um machista, mas isso não pode ser motivo para desqualificá-lo completamente , enquanto debatedor .

  6. Rocken Postado em 10/Mar/2015 às 16:31

    se o microfone dele não fosse cortado bem na hora saberíamos se ele foi realmente machista, se eu for entrevistado pela Sheherazade, uma hora eu vou dizer algo como: "você é uma mulher que representa o setor de conservadores falsos moralistas", se cortarem no "mulher" não vão ouvir o resto, e o irônico é que só apareceu este artigo aqui no PP por puro preconceito aos homens islâmicos, um preconceito compreensível é claro, pois todas as religiões tem pessoas estupidas, mas o cara é aparentemente um historiador de Londres, talvez tenha respeito pelas mulheres e vocês aqui julgando pelas aparências, e eu sinceramente não vi o ódio tipico dos preconceituosos na cara dele na parte sem áudio, ele deve ter falado algo sobre as visões politicas desta mulher ou do canal em que ela trabalha, algo que faríamos aqui com a Patricia Poeta. Foi ridículo por parte da Revista Fórum e do PP trazer isso como machismo, este tipo de coisa é fundamentalista e faz perder toda a credibilidade do movimento de esquerda e feminista, foquem no mundo real por favor, os resultados são melhores desta forma

    • Alexandre Lopes Postado em 10/Mar/2015 às 20:06

      Esta aí. Gostei da argumentação do rocken. Me persuadiu!

    • Thiago Teixeira Postado em 11/Mar/2015 às 08:21

      Quem quer tirar a credibilidade da atitude machista deste escroto é o senhor. Não interessa se a moça trabalha para o PiG ali babá, ou se ela é uma Sherazade, não se trata uma mulher dessa maneira, jamais.

  7. Thiago Teixeira Postado em 11/Mar/2015 às 08:32

    Não vi nada de mais na interrupção dela, o programa é ao vivo, e tem um certo tempo para rodar a matéria e o "estudioso" aparentou querer se auto promover em seus devaneios. Já pensou se os políticos de esquerda tratassem os jornalistas do PiG dessa forma?

  8. João Paulo Postado em 11/Mar/2015 às 09:19

    Achei a primeira interrupção grosseira da apresentadora e incensurável a resposta do interlocutor. Não importa se ela é mulher ou não. Igualdade é isso. Engolir desaforo (que ela provocou), tal qual qualquer homem. As mulheres devem ter todos os direitos do mundo, porém também os ônus. Se julga as respostas ruins, não chame o especialista. É o mesmo problema da mídia idiota do Brasil e, provavelmente, do mundo: querem tratar assuntos complexos com respostas prontas em dois ou três minutos e, se for conveniente, distorcer tudo posteriormente. Outrossim, valendo-se de mulheres, a rede Bobo atacava os candidatos à Presidência e a Governador grosseiramente.