Redação Pragmatismo
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Europa 12/Mar/2015 às 11:11
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A vida de um lixeiro na Suécia

“Se eu tenho idéia do que seria a minha vida em uma sociedade menos igualitária? É claro que sim”. Saiba como vive um lixeiro na Suécia

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Mats Björnborg, lixeiro na Suécia (Imagem: Pragmatismo Político)

Cláudia Wallin, DCM

O lixeiro sueco Mats Björnborg finalmente retorna meu telefonema, depois de duas semanas de espera. “Estava de férias”, desculpa-se ele. Agradeço a ligação, e pergunto onde foi o merecido descanso. “Fui esquiar em St. Anton, nos Alpes austríacos”, responde Mats, sem a mais pálida idéia da convulsão catatônica que sua declaração poderia desatar nos seletos círculos de brasileiros já arrepiados diante da possibilidade de esbarrar com o porteiro em Nova York.

Para as patroas, seria talvez recomendável um botox emergencial contra rugas de expressão, diante da revelação dos hábitos da minha ocasional faxineira: Beata, parte do contingente de poloneses que veio ganhar a vida na Suécia nos últimos anos, costuma passar as férias de verão na Grécia. Horror, horror.

São cenas da vida real em uma sociedade menos desigual, onde a diferença entre os mais ricos e os mais pobres não costuma ser abissal, e na qual o princípio da dignidade humana e do acesso a direitos básicos do cidadão não é restrito aos salões daqueles que se julgam mais escolhidos por Deus do que o povo de Israel.

Vou ao encontro do lixeiro Mats em um aconchegante café da ilha de Södermalm, no centro de Estocolmo. É o lugar habitual da pausa diária de meia hora que ele faz com os companheiros de trabalho, e ao redor da mesa oito lixeiros conversam animadamente.

A poucos passos dali, fica o apartamento alugado de quarto e sala que Mats mantém como base na cidade. A cerca de 40 quilômetros de Estocolmo, como vejo nas fotos do smartphone que ele acaba de sacar do bolso, o lixeiro divide com a mulher uma casa em madeira com 250 metros quadrados de área, sauna e uma pequena piscina.

Se eu tenho idéia do que seria a minha vida em uma sociedade menos igualitária? É claro que sim”, diz Mats.

Porque em uma sociedade desigual, nem todos têm direito a uma vida digna. Também sei que em uma sociedade menos igualitária, as pessoas têm que morar trancadas em condomínios, atrás de muros e guardadas por seguranças, para se proteger dos pobres que não têm nada. Como imagino que seja o Brasil.”

Aqui (na Suécia), você raramente vê a polícia, e existe menos violência”, ele acrescenta. “E os policiais são ok. Ninguém tem medo de atravessar a rua em frente a um carro da polícia, nem mesmo quando o sinal está fechado para o pedestre.”

Filho de um mecânico de automóveis e uma secretária, Mats tem 55 anos de idade e há 35 trabalha em um dos caminhões de coleta de lixo na capital sueca.

Muitas pessoas não planejam exatamente suas vidas, e acabam parando em algum lugar na sociedade”, ele diz, entre lentos goles de café.

No meu caso, eu tinha acabado de cumprir o serviço militar e procurava emprego, quando encontrei um amigo que fazia serviço temporário numa empresa de coleta de lixo. Minha idéia era trabalhar lá durante o verão. Mas acabei ficando.”

É um bom emprego, como diz Mats. O salário é de 34 mil coroas suecas, o equivalente a cerca de 11,7 mil reais por mês. É pouco menos do que ganha a sua mulher, que recebe 40 mil coroas suecas como médica veterinária. Juntos, os dois dividem todas as contas – incluindo o aluguel do apartamento na cidade, no valor de 6,7 mil coroas suecas, e os pagamentos do financiamento da casa.

Depois de quitar as contas do mês, sobram no bolso de Mats aproximadamente 10 mil coroas suecas para comprar alimentos e cobrir outros custos, como idas eventuais a restaurantes e teatros. Ou ainda os gastos com seu hobby favorito: comprar peças avulsas e reformar sua mutante coleção de motocicletas da linha Harley-Davidson. Atualmente, ele tem quatro na garagem de casa.

Não tenho filhos, mas isso não afetaria minha situação econômica de forma significativa. Porque toda criança na Suécia tem acesso a médicos, dentistas e educação gratuita, além de uma ajuda de custo mensal do governo”, observa ele.

No dia seguinte, reencontro Mats para fazer a ronda do fim do expediente. Na cabine do caminhão de lixo, ele está acompanhado pelo colega Niklas, um másculo cidadão que trabalha de saias e blazer.

No primeiro prédio em que entramos para o recolhimento das caçambas, Mats diz: “Eu ganho mais para entrar aqui, porque o lixo fica do outro lado do pátio”.

Como assim?

Porque eu tenho que caminhar mais, então ganho mais para isso”.

Como assim?

A minha empresa tem uma lista detalhada de todos os locais por onde passamos, que inclui informações sobre as distâncias que temos que percorrer desde a porta do prédio até o local onde recolhemos o lixo”, diz Mats, que é funcionário de uma das empresas privadas que fazem a coleta de lixo na cidade.

Em Estocolmo, não é permitido depositar caçambas ou sacos de lixo nas calçadas. Então, em alguns prédios preciso dar 15 passos para chegar até o depósito de lixo. Em outros, 20 passos. Está tudo documentado. E se em alguns lugares eu precisar abrir alguma porta trancada a chave para recolher o lixo, ganho 40 öre (centavos) extras”, acrescenta ele, destacando a força dos sindicatos suecos. De volta à cabine do caminhão, vejo centenas de chaves, e desisto do cálculo mental.

O dia de Mats começa às 5:30 da manhã, quando ele chega à garagem dos caminhões da empresa. “Tomamos um café, lemos os jornais e às 6 horas começamos o trabalho”, ele conta.

A jornada de trabalho dura cerca de sete horas, de segunda a sexta-feira. E como todo sueco, Mats tem direito a cinco semanas de férias por ano.

Em impostos, ele paga cerca de 30% sobre o valor do salário. E como qualquer cidadão, tem direito a um sistema de saúde amplamente subsidiado, em que uma internação hospitalar custa 80 coroas suecas – o equivalente a menos de 30 reais.

E por que o sujeito que limpa as ruas não deveria ter direito à saúde? Por que as pessoas não deveriam ter as mesmas oportunidades? Por quê?”, repete Mats.

Todos têm o mesmo valor. Ninguém é melhor do que ninguém. Todos nós somos seres humanos. Eu trabalho duro, e sou bom no que faço. Algumas pessoas nascem em famílias mais pobres. Mas todos na Suécia podem construir sua própria vida.”

Já foi melhor: como as estatísticas da OECD apontaram recentemente, a Suécia vem registrando o mais rápido crescimento da desigualdade, em relação aos demais países europeus. O sentimento de exclusão é particularmente forte nas classes mais baixas, cada vez mais formadas por famílias de imigrantes que chegam ao país.

A Suécia atravessa um período de mudanças”, diz a cientista política Jenny Madestam, da Universidade de Estocolmo.

A sociedade sueca não gosta de desigualdade, porque desigualdade é sinônimo de injustiça. E ainda somos uma sociedade extremamente igualitária, uma vez que estávamos bastante à frente dos demais países europeus. Mas estamos de certa forma deixando de ser um modelo extremo. Isso não significa que queremos um sistema como o do Brasil, e sim que estamos ficando mais parecidos com outros países europeus”, ela acrescenta.

Além de oito anos consecutivos de governo da aliança de centro-direita, Madestam observa que a social-democracia sueca – reconduzida ao poder em setembro passado – caminha na direção de uma política mais centrista, em meio a uma nova realidade também influenciada pelos processos que se desenvolvem na ordem global.

Temos que aguardar para ver se o novo governo social-democrata da Suécia irá retornar às raízes do movimento, ou se vai se posicionar mais ao centro do espectro político”, diz a cientista política.

A própria sociedade se transforma, avalia Jenny Madestam. E o debate sobre alguns princípios sagrados da ideologia sueca, como a relativamente baixa diferença entre os salários das diferentes categorias profissionais, começam segundo ela a deixar de ser tabu. Atualmente, já se discute a possibilidade de um maior grau de diferenciação salarial.

As novas gerações começam a questionar uma ideia fundamental da sociedade sueca: a de que ninguém deve ganhar substancialmente mais do que ninguém, tanto no setor público como no privado, e incluindo aqueles que optam por carreiras que exigem períodos mais longos de estudos e formação. A cultura sueca é a de que você pode ter mais status, mas não deve ganhar muito mais do que os outros. Aparentemente, no entanto, muitas pessoas vêm se tornando mais individualistas”, indica a cientista política.

O salário médio (sem adicionais ou horas extras) de um policial ou de um professor é de cerca de 30 mil coroas suecas, segundo dados de 2013. Uma enfermeira recebe em média cerca de 27 mil coroas, e um médico aproximadamente 45 mil coroas.

Pode ser que alguns estejam insatisfeitos pelo fato de não ganharem muito mais do que os profissionais que passaram por um período mais curto de formação educacional – diz Robin Travis, chefe da seção de Política e Direito do Serviço de Pesquisas do Parlamento sueco:

Mas por um lado, é preciso notar que enfermeiras, assim como policiais, por exemplo, recebem mais por gratificações por horas extras ou adicionais noturnos. E por outro lado, é extremamente bom para a sociedade que o sujeito comum tenha dinheiro. Porque dessa forma ele se torna um consumidor, com potencial de criação de empregos para outras pessoas”, argumenta Travis.

Pelos números da Agência Central de Estatísticas da Suécia (Statistiska centralbyrå), o salário médio no país é de 27,3 mil coroas suecas mensais (aproximadamente 9,6 mil reais).

Apenas 10% da população sueca ganha salários superiores a 43,3 mil coroas suecas mensais. Noventa por cento dos trabalhadores recebem quantias inferiores a este valor”, diz Daniel Widgren, analista da agência.

Pergunto a Jenny Madestam qual é o salário médio de um cientista político como ela.

Cerca de 35 mil coroas suecas”.

É quase o mesmo que ganha um lixeiro em Estocolmo, comento.

Sim, exatamente”.

Acha injusto ganhar quase o mesmo que um lixeiro?

De alguma forma, pode parecer estranho um sistema no qual as carreiras que exigem um longo período de formação, como a minha, não sejam mais bem remuneradas. Por outro lado, tenho muito mais liberdade em meu trabalho do que teria em funções que não exigem o mesmo grau de escolaridade”.

Seja como for, qualquer mudança significativa no sistema salarial seria uma batalha a ser travada com os combativos movimentos trabalhistas suecos”, pontua Madestam.

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Comentários

  1. stella Postado em 12/Mar/2015 às 11:53

    Nossa, tudo que acabei de ler é tão surreal para minha realidade, quase inacreditável. Em pensar que aqui no Brasil as pessoas nem olham no rosto de um gari, como se ele fosse o próprio lixo. Suécia é o país dos sonhos.

    • Marcos Vinicius Postado em 12/Mar/2015 às 12:16

      E ainda tem gente que diz assim: "Ah, mas no Brasil não dá certo tal coisa, pois aqui não é a Suécia" e blá blá blá, porém defende coisas que não deram certo por lá, assim como não deram certo em outros países, como a pena de morte, modelo rodoviarista de cidades, etc.. Muita contradição.

    • estacio Postado em 12/Mar/2015 às 13:53

      Sonho para suecos... a nós cabe realizar os sonhos de um Brasil melhor!

  2. Pedro Postado em 12/Mar/2015 às 12:39

    Muitas carreiras exigem formação longa e não remuneram tão bem. Tempo de formação não justifica remuneração. Na verdade quem cuida disso é o mercado. Todavia, o sistema sueco é lindo, tomara que eles continuem mostrando ao mundo como se faz uma sociedade.

  3. Jorge Hakim Postado em 12/Mar/2015 às 13:12

    Essa é a verdadeira Europa vencedora que conseguiu vencer a desigualdade, miséria e injustiça, tomara que as futuras gerações brasileiras tentem ser mais iguais, pois a nossa tem que queimar e jogar no lixo.

  4. poliana Postado em 12/Mar/2015 às 13:39

    fico imaginando a vida de um coxinha aki no brasil: um mundo cor de rosa, cheio de mimos, com tudo tendo q girar ao seu redor, e a birra ao perceber q a classe baixa está tendo acesso a bens q antes só eles tinham. como deve ser cruel!

    • eu daqui Postado em 13/Mar/2015 às 10:39

      É que tem gente que só é feliz se se sentir superior Enquanto outros só são felizes sentindo-se independentes. Estes são exceções em nosso país incusive entre os mais pobres. Tanto somos exceções que somos sempre considerados, em qualquer camada social ou grupo, como os "problemáticos". Principalmente quando se trata de mulher.

  5. Estacio Postado em 12/Mar/2015 às 13:51

    A Suécia é um país 10 vezes menor que o Brasil em extenção e população. Para o Brasil ser uma "suécia" precisa ser 10 vezes melhor? Para serem bem melhor que o Brasil eles precisam de menos escolas, hospitais, policiais, lixeiros etc etc... Lá uma estrada de 100 km é uma grande rodovia, aqui no Brasil 100 quilometros é uma estradinha do interior. Lamentavel a mania de brasileiros se rebaixarem perante outros paíse com outras condições, é como ficar olhando para a vida dos milionários da cidade onde moramos e envergonhados porque não somos eles. Vamos trabalhar e melhorar nossa vida, nosso país resolvendo nossos problemas que não são suecos... "Bota 200 milhoes de suecos lá prá ver como fica!"

    • Gustavo Postado em 13/Mar/2015 às 16:09

      Totalmente de acordo! E ainda tem os diferentes contextos históricos em que o Brasil e a Suécia se desenvolveram.

      • Gidele Postado em 13/Mar/2015 às 21:52

        Aqui no Brasil é abrangente o modelo de coronéis e escravos......

    • Glenda Postado em 14/Mar/2015 às 04:05

      Suécia tem uma população menor do que São Paulo. Fácil de ser administrada.

  6. deisi Postado em 12/Mar/2015 às 13:54

    Exato Poliana, esse é o maior mal dos coxinhas, descrição perfeita! Só acrescentaria que também acham que politica é como campeonato de futebol. Não aceitam perder, se bem que é a quarta, é pra coxinha espernear e chorar muito.

  7. Thiago Teixeira Postado em 12/Mar/2015 às 13:58

    Fico imaginando a vida de um lixeiro do seu condomínio.

    • eu daqui Postado em 13/Mar/2015 às 10:43

      O lixeiro do seu é rico?

  8. Gabriel Postado em 12/Mar/2015 às 14:25

    Isso sim é um sonho para seguir. Não deveríamos fazer faculdade para garantir o futuro, para ter o dinheiro necessário para viver uma vida digna. Mas sim pelo prazer do ofício, muitos entram em medicina hj em dia pelo dinheiro, não por querer salvar vidas, não por amor a biologia humana, mas pelo cheque de cada paciente. Direito nem vou falar, a concentração de pessoas que só procuram dinheiro e oportunidades nessa faculdade é surreal, muitos poucos realmente vão lá pois amam a justiça, pois querem assegurar a todos que o justo será feito. Por ai vai.

    • José Ferreira Postado em 12/Mar/2015 às 14:45

      Nem por isso aqueles que fizeram faculdade merecem estar na mesma linha de quem não passou do Ensino Médio. No dia em que o "modelo sueco" for adotado no Brasil, muitos vão parar de estudar e o nosso país irá para a falência (financeira e intelectual). Em outros aspectos (que a Suécia tem de bom) não temos como ter, pois a Suécia tem suecos e o Brasil tem brasileiros, o que faz muita diferença.

      • poliana Postado em 12/Mar/2015 às 15:00

        santo vira latismo! típico!!!

      • Luiza Postado em 12/Mar/2015 às 15:32

        Fofura, não é por que tu tens preguiça de pensar que todo mundo é assim. Se só estudaste pra ganhar dinheiro, tu és a própria falência intelectual do país. Garanto que, dada a oportunidade DE VERDADE, muita gente preferiria estudar a ficar ociosa. E dado que um dos "maiores filósofos" no Brasil parece ser o Olavo de Carvalho, que acredita que a Pepsi usa fetos humanos como adoçante e que há uma grande conspiração para o fim da igreja católica, eu não acho que a intelectualidade brasileira possa falir mais. Não te desesperes, porque esse risco não corremos.

      • Gabriel Postado em 12/Mar/2015 às 16:30

        Se dinheiro é a única coisa que te inspira, sinto muito. Mas a maioria dos brasileiros é feito de sonhos, tem um prazer único em algum ofício. Nada é mais inspirador e motivador que o verdadeiro desejo. Um médico que está por dinheiro nunca vai se dedicar como aquele que ama o que faz. Eu vejo simplesmente o oposto de você. Todos os setores teriam uma alta de rendimento inacreditável, pois todos estariam fazendo aquilo que lhe nutre a alma.

      • Gabriel Postado em 12/Mar/2015 às 16:37

        E sim, todos tem que estar na mesma linha. Todos são humanos, todos merecem dignidade no seu viver. Sei q é um choque para vc, mas os marginalizados tem sentimentos como os ricos, tem desejos como os ricos, tem talento bruto para realizar coisas maravilhosas como os ricos. Sim todos merecem viver com tranquilidade, com segurança.

      • Gabriel Postado em 12/Mar/2015 às 16:46

        Por fim, sim somos brasileiros, maravilhosos conterrâneos de Machado de Assis, Cartola, Chico Buarque, Elis Regina, Zumbi, Carlos Drummond, Monteiro Lobato, Augusto dos Anjos, Cecilia Meirelles, Clarice Linspector, Artur Ávila (recente ganhador do equivalente ao prêmio novel de matemática), Mário Schenberg, Carlos Chagas, a lista é infinita. Mas claro esses fizeram por amor, não por dinheiro.

      • Eduardo Ribeiro Postado em 13/Mar/2015 às 09:38

        "mimimi é impossível multiplicar riqueza dividindo-a". "mimimi é impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade". "mimimi por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber".

      • eu daqui Postado em 13/Mar/2015 às 10:41

        Viralatas ou não, brasileiros são historica e culturalmente muito diferentes de suecos. Isso é fato. Qualquer importação de modelo aqui iria ter que ser adptada a nossas singularidades.

      • Ricardo Postado em 13/Mar/2015 às 13:41

        Isso só prova a IMORALIDADE de nossos estudantes. Sabe qual a diferença essencial dos suecos?! O médico sueco, por exemplo, não estuda "para ganhar dinheiro", como o brasileiro, mas para exercer a profissão. Esse é o ponto que ninguém toca, porque tá cômodo pra muita gente (vai falar isso para alguém que cursa medicina pra vc ver...). Se vc tem alguma dúvida a respeito, leia Kant.

      • Glenda Postado em 14/Mar/2015 às 04:06

        Queridos, a Suécia tem uma população menor do que São Paulo. Fácil de ser administrada.

      • Gabriel Postado em 14/Mar/2015 às 11:13

        Glenda, na sua lógica então os EUA é uma merda.

  9. Luiz Souza Postado em 13/Mar/2015 às 02:57

    O mais importante: suecos pagam 30% de impostos num país sem carências. E num país tão carente de infraestrutura como o Brasil há escroques prometendo diminuição da carga tributária. PS: E eu ainda descobrirei O MOTIVO da fixação dos direitistas por papel higiênico.

  10. flavio santos Postado em 13/Mar/2015 às 09:16

    A Europa vai quebrar.E esse lixeiro vai pro museu...

  11. Igor Postado em 13/Mar/2015 às 10:10

    Adorei a matéria! Esse texto é um TAPA NA CARA daqueles que acham que o socialismo é a única solução. Viva a Suécia!

    • Leandro Postado em 13/Mar/2015 às 11:49

      Igor, a Suecia só é assim graças a mais de 40 anos de governo socialistal, de tipo social-democrata. . Social demicracia de esquerda, vale lembrar, não como a do PSDB nem a do PT.

    • Ricardo Postado em 13/Mar/2015 às 13:36

      Cara, a Suécia, como SOCIAL-DEMOCRACIA (e isso é CONSENSO entre os estudiosos), é justamente o resultado das experiências socialistas (assim como os direitos sociais como a previdência e os direitos trabalhistas). É, digamos assim, o mais próximo que conseguimos chegar do socialismo. Não vai dizer que a Suécia é um país liberal, né?! Poupe-nos disso.

  12. Gualberto Cesar dos Santo Postado em 13/Mar/2015 às 10:44

    É com medo de que no Brasil os lixeiros tenha além de voto vez. O Direito de ter com igualdade os benefícios do trabalho que efetuam. Com todos os rigores que tem que possuir, desde equipamentos, descanso e alimentação. Os ricos do Brasil não querem dividir as riquezas e sim represá-las para que eles sejam o tais beneficiados. Por isso são contra Lula, Dilma, PT e todos que querem que milhões de irmãos nossos saiam dos porões da miséria e tenha acesso ao patamar da sustentabilidade social.

    • Thiago Postado em 13/Mar/2015 às 14:40

      Não adianta Ramphastos, você tá perdendo seu tempo. 70% dos que lêem Pragmatismo estão completamente absorvidos por essa retórica da "elite do mal" que odeia o PT porque odeia os pobres e etc...eles nunca conseguirão sair disso. Antigamente eu sentia um pouco de raiva dessa burrice, agora eu tenho algo muito próximo à pena...

  13. Afonso Postado em 13/Mar/2015 às 10:46

    A julgar pelo texto, que destaca o incômodo da "elite burguesa brasileira" diante da ascensão dos menos favorecidos, podemos deduzir que o PT, em doze anos no poder, conseguiu aproximar a realidade do Brasil com a da Suécia! parabéns PT!

  14. Thiago Postado em 13/Mar/2015 às 14:43

    confesso que não conheço muito da política sueca, mas fiquei na dúvida: será que lá os diretores de estatais levam milhões de propina? Será que membros do governo dão mesada a parlamentares para terem suas leis aprovadas? Tenho a suspeita que não.