Redação Pragmatismo
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Racismo não 06/Mar/2015 às 19:29
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A necessidade das cotas raciais num país como o Brasil

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Priscila Bezerra*, Geledés

Estava eu, me preparando para dormir, quando resolvo dar aquela “última passada” no FB e me deparo com uma postagem que dizia:

“Sou negra, e para mim, em vez de cotas, deveriam dar passagens de volta pra África para aqueles que choram pelo passado que nem viveram”.

Tá, e daí? E daí que eu simplesmente não consegui dormir e quase sucumbi ao ímpeto de me levantar à 1h da madruga, para tentar escrever num texto tudo aquilo que eclodia em minha mente após ler tamanha prova do que, eu humildemente, chamaria de pura ignorância histórica, falta de identidade, falta de conhecimento e reconhecimento sobre a nossa própria história.

Eu queria muito, muito mesmo, ter alguma competência intelectual para produzir algo que colaborasse para o esclarecimento sobre o quão positiva, necessária e justa é a implantação de cotas raciais num país como o Brasil, onde sequer temos a capacidade de entender quem é e quem não é parte da população negra.

Bem, em minha mente, o processo histórico da humanidade me oferece argumentos simples, porém suficientes para entender que as cotas, não somente estas, mas todo o processo de políticas de reparação e ações afirmativas envolvendo os negros, são plenamente plausíveis e, assim sendo, merecem o devido respeito e o mínimo de conhecimento histórico, por parte daqueles que pretendem argumentar contra os mesmos.

Digo argumentar porque, admiradora da História, como tenho a ousadia de me enxergar, não me permito paciência para ouvir achismos sem qualquer embasamento que justifique a reprodução de tais tipos de “opinião”. Aliás, ter opinião não é crime não, moços e moças! Entretanto, seria de bom tom e muito mais louvável que suas opiniões fossem articuladas e apresentadas depois de muita leitura, muita pesquisa e muita troca de conhecimentos.

Veja bem, conhecimentos não são aquelas coisas mal pensadas e formuladas e que são excrementadas no feed de notícias de suas redes sociais. Não! Isso não! Apenas parem! Reprodução de discursos sem questionamento sobre os mesmos, sobre quem os forjou, com base em que os forjou, por quê os forjou e com que intenção os forjou, não é maneiro não!

Então, vamos lá! Como professora que sou, não tive a honra de ser registrada com o nome Maria, mas não perco a “mania de ter fé na vida”, como diz o grande artista Milton Nascimento. Para início de conversa, pergunto a você, caro leitor: você acredita que a condição social e econômica dos seus avós, teve alguma influência ou impacto para que os filhos dos mesmos, ou seja, seus pais, estivessem hoje na condição social e econômica que estão? ( ) Sim ( ) Não.

Você acredita que, sendo seus pais quem são, tendo as profissões que têm, a escolaridade que têm, a visão de mundo que têm, a condição de classe social e econômica que têm, influenciou ou influenciará no seu futuro, na classe social e econômica que você será enquadrado devido às condições financeiras que você apresentará dentro da sociedade em que vive? ( ) Sim ( ) Não.

Vou tentar ser mais vulgar. Pergunto: Você acha que ser filho de família predominantemente branca, de classe média alta ou elite, moradora das áreas mais nobres e de maior custo de vida do país, teria algum impacto no seu futuro, na sua educação, na sua profissionalização e por fim na classe social e econômica em que as pesquisas do governo te enquadrarão?

Você acredita na maior tentativa de coação moral, contra as minorias sociais, de todos os tempos, a meritocracia? Esta reproduz a ideia de que em nossa sociedade tanto faz ser homem ou mulher (nem vou falar sobre tudo que há na questão de identidade de gênero entre ser homem e ser mulher), ser negro ou branco (nem vou falar sobre tudo que há na questão de identidade étnica entre ser negro e ser branco), ser rico, classe média, pobre ou miserável, ser natural das regiões norte e nordeste ou sul e sudeste, o que conta é o esforço individual de cada ser.

Cada um é aquilo que tratou de ser. Cada um está justamente onde merece. Mas, tenho a impressão que o buraco é bem mais fundo do que tentam nos fazer crer. Voltando às questões que lancei bem aqui acima, vamos tentar traçar uma rota para organizar nossos pensamentos e argumentos.

Eu, particularmente, responderia SIM às duas primeiras questões: sim, a condição de classe social e econômica dos meus avós tiveram influência direta na vida dos meus pais, assim como, a condição social e econômica dos meus pais tiveram influência direta no meu enquadramento social e econômico na atualidade. Seria ingênuo e até ignorante da minha parte acreditar que sendo meus pais, filhos de famílias pobres, na fase adulta da vida, seriam reconhecidos em classes sociais e econômicas diferentes.

O mesmo ocorre comigo e meu irmão, como poderíamos fazer parte da elite hoje se nosso histórico familiar se encontra todo em outro lugar? É claro que, é algo razoável que uma geração viva melhor que a anterior, pelo menos é bem comum que isso aconteça, mas, ao olharmos o tabuleiro de cima, as melhorias não nos trazem um afastamento significativo de nossas raízes. Pois bem, se para mim e para você, o passado tem um peso, tem uma influência, uma participação, por que para os negros – leia-se afrodescendentes: pretos e pardos – esse passado não teria nenhuma ligação para seu atual contexto social, econômico, cultural e político?

Por que cometer a grosseria intelectual de dizer que os negros de hoje nada tem a ver com os nossos ancestrais africanos e que, portanto, não devem receber nenhum tipo de reparação histórica pelo contexto que os empurrou e encurralou até aqui? Será que a ligação dos afrodescendentes de hoje está tão longe assim dos africanos que foram alijados de sua condição de humanos, mesmo esta sendo um bem inalienável? Será que o meu marido negro, filho e neto de negros, está realmente muito distante dos escravizados que fazem parte de sua história familiar, de sua árvore genealógica?

Afinal, a escravização do negro africano no Brasil, foi teoricamente abolida há 127 anos. Poxa, 127 anos é muita coisa, nem respinga mais nada em nós depois de tanto tempo! Será? Voltemos a citar o meu marido. Ele tem 30 anos. Gostaria de citar as idades certinhas de seus pais, avós, bisavós e tataravós, mas, no momento, não há possibilidade para obter tais informações, mas seu avô paterno completou há quatro meses, 90 anos, assim, dá para imaginar que os bisavós paternos do meu digníssimo, teriam aí, por baixo, 110 anos, portanto, provavelmente, vivenciaram a escravização do negro africano em nosso país.

Partindo daí, sigo uma linha de raciocínio que para mim, soa como lógica: Os bisavôs e bisavós do meu marido tiveram uma condição de vida que influenciou sim na condição de vida dos seus avôs e avós, um deles é esse senhorzinho que acabara de completar noventa anos.

Logo, a condição de vida dos avôs e avós do meu marido, foi determinante para a consolidação da vida do meu sogro e sogra como ela é hoje e, portanto, determinante para que meu marido e seus irmãos estejam na classe social e econômica que estão neste exato momento histórico.

Tudo bem até aqui? Vamos prosseguir. Que há uma ligação direta e inegável entre as condições de vida das diversas gerações que compõem uma família, creio, está claro. Agora, basta discutirmos sobre que condições são essas de que falo e que, a meu ver, dão todo o embasamento para o estabelecimento de cotas raciais nas universidades e em concursos de acesso a cargos públicos.

O dia era 13, o mês era Maio e o ano era 1888. Após pressões do movimento abolicionista, um membro da família Real, a Princesa Isabel, assina a tal abolição da escravatura. O Brasil estava no final do seu período imperial, estávamos às portas da República. E os negros, ex-escravizados, agora livres, viveram felizes para sempre. Viva à igualdade de oportunidades entre negros e brancos no Brasil! Viva! Mas e aí, o que a versão histórica do Homem Branco Europeu, colonizador, tenta esconder entre as fissuras dessa versão contada a nós?

É historicamente sabido por todos, que a o braço que construiu o Brasil, foi o braço negro dos africanos. Negros estes que foram impiedosamente extraídos de seu local de origem, da sua comunidade, da sua família, da sua cultura, das suas formas de organização social, dos seus deuses e de si mesmos. Foram cerceados da sua condição humana e passaram a ser objetificados, coisificados. Foram entulhados no interior de navios e foram atravessados pelo Atlântico em condições que nenhum inseto, por mais asqueroso que nos pareça, mereceria passar. Foram desembarcados num mundo totalmente desconhecido e inimaginável para a lógica de vida que tinham em seu continente, a África.

Os que conseguiram sobreviver à viagem do diabo até a terra desconhecida, além de chegarem nesta, como peças a serem negociadas, ainda se viam impossibilitados de sequer compreender linguisticamente o que ouviam ao redor. Eram adquiridos por senhores brancos como instrumentos de desenvolvimento de trabalhos que tinham um tempo de vida útil bem curto, dentro de poucos anos eram considerados inúteis, bons para serem jogados no lixo, serem substituídos, como um maquinário bem gasto e sem peças para fazer reparos.

Então, esses escravizados, considerados não humanos e nem animais, tinham o “toque de Midas” ao contrário, tudo que fosse relacionado ao negro era considerado: sujo, profano e demoníaco. Esses negros, desde o início resistiram à condição a que foram submetidos. Eram fugas, greves, negras abortando, assassinatos de senhores brancos, movimentos e revoluções. Para manterem sua fé, fizeram malabares e nos trouxeram o que chamamos de sincretismo religioso.

Foi com muita luta, muita resistência e muita união que os escravizados, ao longo de séculos, conseguiram se libertar. Claro, não podemos ignorar o contexto político econômico que fez com que a Inglaterra, dona do mundo capitalista à época, pressionasse o Brasil para o fim da escravidão, não por um sentimento humanístico, mas por simples interesse econômico: mais homens livres, trabalho remunerado, mercado consumidor aumentando. Simples assim!

Daí que chegou o grande dia e a tal Princesa Isabel assinou o documento que deixava livre todos os escravizados do Brasil. E é aí que pecam aqueles que não enxergam a necessidade das políticas de reparação para os negros. O que aconteceu depois do 13 de maio de 1888, estavam todos os escravizados livres para usufruir das mesmas e idênticas oportunidades de vida que os brancos que se sentiram no direito de dominá-los por mais de 300 anos?

A escravidão foi abolida e com ela toda a visão e todo o sentimento de asco, repulsa, desconsideração e desprezo que os brancos, senhores de escravos, construíram, disseminaram e reforçaram culturalmente no decorrer de trezentos e cinquenta anos e várias gerações, com relação aos negros? Você acredita mesmo que aqueles que viam os negros como suas posses, seus objetos, suas coisas das quais usufruíam como bem achasse melhor, do dia 13 de maio de 1888 em diante, passaram a ver esses mesmos negros, como humanos detentores dos mesmos direitos de dignidade à vida que eles?

Você realmente acredita que a partir do 13 de maio de 1888, esse homem branco, que se acreditou superior ao negro africano durante trezentos e cinquenta anos, achou justo que “seu patrimônio” passasse a ser considerado gente e que assim deveria ser tratado como igual? Você jura para mim que acredita que esses escravizados, a partir do 13 de maio de 1888, foram conduzidos às instituições de ensino do Brasil para que pudessem passar pelo processo de escolarização formal e profissionalização que, provavelmente, os levariam a uma condição de vida equiparada a do homem branco que até ontem era o dono do mundo? Você realmente entendeu, naquela aula de História, que os negros escravizados, humilhados, odiados, assassinados durante trezentos e cinquenta anos, foram tranquilamente inseridos na sociedade brasileira após o bendito 13 de maio de 1888 e assim acolhidos com todo o respeito e irmandade que o homem branco poderia oferecer?

Se sim, se você realmente acredita nisso tudo, há duas possibilidades: ou você realmente tem dificuldades em entender processos históricos, ou seus professores de História do colégio foram displicentes e/ou negligentes em demasia.

Após o tão aclamado 13 de maio de 1888, não houve a integração do negro à sociedade brasileira, muito pelo contrário, o que houve foram pencas de “planos infalíveis” para a eliminação desses negros da sociedade. Eles não foram contratados como trabalhadores assalariados, para tal, abrimos as portas para imigrantes europeus, que além de dignos de usufruir de pagamentos pelo seu trabalho, também dariam uma forcinha no processo de branqueamento da população que se formava.

Aos negros, não foram oferecidos moradia, trabalho, educação, saúde, nada! Depois que a escravidão foi abolida, os negros foram jogados à própria sorte, visto que não eram mais propriedade dos senhores e estes não tinham obrigações com os mesmos e isso era algo natural, o que não foi natural, foi o governo, o Estado brasileiro, não oferecer aos ex-escravizados, qualquer projeto de inserção na sociedade brasileira. Será que é tão difícil enxergar que os negros não tiveram vez em nossa sociedade, após o 13 de maio de 1888?! Durante o período em que foram escravizados, foram impedidos por lei de se escolarizarem, não tiveram chance de serem sequer alfabetizados.

Os muitos ofícios que sabiam exercer lindamente, não lhes serviram como fonte de renda, para isso, trouxemos o branco europeu pobre. Eram negros pelas ruas batendo cabeça, entregues à fome, às múltiplas formas de violência, humilhação, subalternização, etc. Aí você me diz: ah, mas isso já tem quase 130 anos. Pois é, 127 anos não são o suficiente para reparar os estragos de mais de 300 anos de subjugação, invisibilização, violação de direitos e dignidade dos negros que foram obrigados a fazer o nosso país.

Voltando à família do meu marido, os bisavôs e as bisavós dele foram escravizados e quando libertos não tiveram nenhuma chance de integração na sociedade em que viviam. Não foram inseridos tranquilamente no mercado de trabalho, não tiveram acesso à escola, quiçá à educação superior! Não tiveram direito a oferecer moradia digna, alimentação digna, cuidados básicos de saúde dignos aos seus filhos, avós do meu marido. Depois, os avós do meu marido filhos de ex-escravizados, tiveram uma vida livre, sofrida e miserável onde ainda carregavam os estigmas da ideia do branco europeu sobre o que era ser negro. Também, de maneira quase óbvia, não tiveram acesso à educação formal e, seus filhos, meus sogros, não tiveram uma vida muito diferente.

Filhos de uma família de negros, pobres, sem estudo e que ainda têm dificuldade de ser aceitos na sociedade brasileira, também tiveram uma vida livre, sofrida e miserável. Não sei muito, mas sei que minha sogra foi o que chamamos de boia fria, denominação para trabalhadores rurais que recebem um tratamento que não muito raro e sem requerer muito esforço, pode ser comparado à escravização vivida duas gerações anteriores a sua. E dessa forma, a vida do meu marido e dos meus cunhados, também não foi um rio de oportunidades. São homens e mulheres livres, sofridos e, se comparados ao todo branco da nossa sociedade, miseráveis. Estes, já tiveram acesso à educação formal, porém, pelo histórico sócio-econômico da família, estudaram em escolas públicas.

Precisaram trabalhar desde muito cedo, pois com os salários pagos ainda hoje à população negra do nosso país, tinham a necessidade de somar renda em casa para ter o mínimo de dignidade. Meu marido, foi agraciado com um dom, é artista e enveredou pelo caminho da tatuagem e está, apesar de muita dificuldade, alcançando algum reconhecimento na área em que atua. Seu sonho? Cursar artes plásticas numa universidade. Infelizmente, pagar por uma formação superior em artes, está fora das nossas possibilidades, ao mesmo tempo, uma universidade pública, fica difícil, pois para termos uma vida digna, ele trabalha seis dias por semana, doze horas por dia.

Mas, se algum dia houver a possibilidade dele cursar artes numa universidade pública do nosso país, eu acho completamente justo e digno que ele concorra por cotas raciais, não porque eu acredite que ele seja incapaz, mas em nome do passado que, mesmo ele não tendo vivido, exerce força suficiente sobre a vida dele hoje. Sim, é em nome de seus pais, avós e bisavós e tudo que a eles foi negado antes e após o 13 de maio de 1888 que acredito ser justo, digno e louvável que ele e todos os negros que estão onde estão devido à escravização de seus antepassados, usufruam de políticas reparadoras.

É como se toda essa historia que escrevi, pudesse ser ilustrada como uma grande corrida onde os brancos deram a largada em 1538 (no contexto brasileiro) e os negros tivessem sido impedidos de largar no mesmo instante que os brancos. Agora, o que as políticas reparadoras fazem, é pegar esses negros que não puderam largar na corrida em 1538 e os coloca ao lado do branco, na altura em que ele está e, a partir daí, depois que o almejado processo de equiparação social, econômica e política for completo, os negros passarão a correr por si só, sem interferências.

Mas, enquanto o negro for mais da metade da população brasileira e ainda assim for o percentual mínimo nos setores privilegiados, for a maior parte das classes social e economicamente vulneráveis, receber os mais baixos salários, mesmo sendo a maior parte da massa trabalhadora do país, possuir os mais baixos níveis de escolarização entre outras coisas, as cotas, assim como todas as políticas de reparação e ação afirmativa, serão necessárias, dignas e justas.

*Priscilla Bezerra é Professora de História e Mestranda do PPGEDUC pela UFRRJ.

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Comentários

  1. Wagner Portal Postado em 06/Mar/2015 às 17:17

    Concordo com toda a sua argumentação a respeito da dívida que a sociedade possui com a população negra e também com o ponto de vista que algo precisa ser feito, pra ontem. Gostaria, porém, de ampliar a discussão com o seguinte questionamento: entre "oferta de cotas para negros nas universidades e concursos públicos" e "educação básica gratuita e de qualidade", qual das alternativas a senhora acha mais vantajosa e por que? Desde já, obrigado. Wagner

    • Onda Vermelha Postado em 06/Mar/2015 às 22:41

      Wagner acho posso responder pela articulista. É simples! Ambas as alternativas são importantes e NÃO são excludentes. Pelo contrário! Portanto, não há porque privilegiar uma em detrimento da outra. Permitir o ingresso massivo de negros ao ensino superior ou ao serviço via cotas raciais é tão importante quanto oferecer ensino básico de qualidade de forma a impedir a reprodução das desigualdades sociais e raciais tão bem descritas no texto. Ok?

      • Yhanno Postado em 11/Mar/2015 às 10:33

        Onda Vermelha, sua contra argumentação do Wagner, é clara como a neve, e lucida coma a lua. Brilhante e parabéns.

      • Vitor Postado em 11/Mar/2015 às 12:27

        Inevitavelmente, pelo simples fato da educação pública ser precária e que as vagas preenchidas pelas cotas serem dos alunos (independentes da cor) provindos do sistema público, temos níveis de reprovação, evasão e jubilamento maiores e queda na qualidade dos profissionais (provindos do sistema público, que fique claro que não é uma relação racial) . Isso é um fato! A decisão de se ter cotas atesta que a demanda social supera a exigência (internacional, inclusive) por profissionais cada vez mais qualificados - não só no quesito técnico, mas principalmente cultural (falar inglês, por exemplo). Outro programa que sou contra é o FIES. Incentiva alunos de baixa renda a "pegar empréstimo" que muitas vezes não conseguirá pagar, tanto pelo altíssimo valor que as faculdades (cada vez mais caras e de menor qualidade) cobram quanto pela evasão do curso antes de seu término. Sou aluno de engenharia de uma faculdade particular e presenciei vários colegas desistirem do curso pelo grau de dificuldade que eles tinham justamente por não ter tido anteriormente uma educação de qualidade. É triste a situação de nosso país em relação à educação. O que está sendo feito (cotas e FIES) irá ajudar algumas pessoas sim, mas também, acredito, terá suas repercussões negativas e os defensores desses programas não as consideram, além de parecer que não se preocupam com a necessidade de uma reforma educacional urgente!

      • Victor Verardo Postado em 11/Mar/2015 às 12:45

        Onda Vermelha, gostaria de fazer uma complementação que me parece válida. Por mais que o investimento em "educação básica e gratuita de qualidade" seja aumentado, aqueles que hoje possuem seus 20 e poucos anos não poderão usufruir dessa medida, portanto as medidas são complementares, ao ponto que uma beneficia a faixa etária dos jovens adultos (cotas para universidades e concursos públicos), e outra beneficia as gerações futuras.

      • Onda Vermelha Postado em 11/Mar/2015 às 22:52

        Vitor(POSTADO EM 11/MAR/2015 ÀS 12:27) é bem provável que você tenha razão, em parte, e que o índice de reprovação em cursos de engenharia seja, realmente, muitos elevados em comparação a outros cursos de nível superior, e isso ocorre não só nas universidades privadas. Nas públicas que ,em tese, recebem alunos mais qualificados pela exigente seleção, o índice de reprovação nos primeiros períodos é altíssimo e é algo já conhecido. A razão, sem dúvida, está no fato de que um Curso de Engenharia EXIGE uma forte base matemática para se enfrentar, por exemplo, disciplinas como Cálculo I, II, III, etc. E base matemática, por melhor que seja, mesmo que o estudante seja muito bom no ensino secundário, não ouvi ninguém que tenha dito que “tirou de letra” quando se defronta com o nível encontrado logo no início de um curso de engenharia. Solução: aula de reforço para os recém-chegados, por exemplo, Cálculo Zero, muitas horas estudo e dedicação, se possível com ajuda e solidariedade dos colegas e professores! Acho que não tem outra solução em curto prazo. Em longo prazo melhoria do ensino médio, claro, e Olimpíadas de Matemática como motivação como vem fazendo o Governo Federal! Vamos chegar lá! Também fui aluno de engenharia e pulei fora porque vi que não era pra mim. Quanto ao FIES a questão, de meu humilde ponto de vista, é de aperfeiçoamento do programa, e não de extinção do mesmo. E pelo o que já foi divulgado pelo novo ministro do MEC, Cid Gomes, algumas medidas já foram implementadas, como exigir uma pontuação mínima, acho que 450 pontos no Enem como condição para requerer o benefício para novos estudantes. Além disso, não conceder a possibilidade de utilização do FIES para aquelas faculdades/cursos que tenham baixa avaliação segundo os critérios do próprio MEC. Penso que essas duas medidas, dentre outras que estão sendo formuladas darão mais sustentabilidade a esse sistema de forma a reduzir a inadimplência e evasão do ensino superior. Por último, cabe lembrar que dependendo do curso escolhido a concorrência entre candidatos cotistas já está exigindo a mesma pontuação daqueles candidatos que disputam as vagas da ampla concorrência segundo o último Sisu. Ou seja, o sistema de cotas ainda está engatinhando e seus desafios são enormes, mas já é possível perceber que não há essa queda vertiginosa do nível de ensino que alguns propalavam para se contrapor ao sistema. Pelo contrário, o índice de evasão é menos entre cotistas. Ok?

      • Onda Vermelha Postado em 11/Mar/2015 às 22:53

        Victor Verardo(POSTADO EM 11/MAR/2015 ÀS 12:45). Concordo integralmente com você!

    • Marco Postado em 11/Mar/2015 às 10:50

      E por que você apresenta essas alternativas como se fossem mutuamente excludentes?

    • Meire Bessa Postado em 11/Mar/2015 às 10:53

      Prezado Wagner; Respondo por mim e não pela autora do texto mas, entendo que se tivéssemos uma "educação básica gratuita e de qualidade", não seria necessário o emprego das cotas e creio que poucas pessoas estariam brigando por elas. Esta opção com certeza seria a mais certeira para que todos tivessem acesso a informação fazendo com isso uma população mais exigente evitando tanta ignorância nas decisões politicas.

      • Adyneusa Postado em 20/May/2015 às 00:21

        Caro, você não acha ue o motivo de nunca ter sido investido na educação, como melhorar o ensino, não seria uma forma dos neo liberais terem achado para privatizar o ensino, privilegiando a classe média e ricos? deixando os pobres a mercê da sorte? aí, integra os negros tbm.

    • ifemelu Postado em 11/Mar/2015 às 11:24

      As cotas são medidas paliativas, e devem ser acompanhadas por reformas a longo prazo. Essas sim, com investimento maciço na educação pública, para que então haja um equilíbrio e igualdade de direitos e enfim ambos, brancos e negros, poderem ser inseridos na sociedade com as mesmas oportunidades. Mas por hora, mas recuperar todo esse histórico brutal e minimizar o abismo existente, deve-ser promover sim intervenções imediatistas.

      • Maria zelia Postado em 24/Mar/2015 às 19:38

        Concordo plenamente com sua opinião, que aliás é a mais plausivel para o momento que atravessamos , com falta de boas escolas públicas e com os professores mal pagos.....Professores da ed. básica lutam há anos por melhores salários,eaté o momento governadores ainda não pagam o piso(PNE) que nunca têm dinheiro para cumprimento da lei,embora os politicos,deputados, senadores, ministros ,vereadores etc. têm verbas e benesses e a cada dia mais trabalham só para eles mesmos.......

    • Paulo Xavier Postado em 11/Mar/2015 às 14:39

      Mesmo que seja agora oferecido educação básica de qualidade, o efeito dela será sentido entre 15 ou 20 anos e então te respondo com outra pergunta, e a geração atual de negros será abandonada? A cota é destinada à geração atual de negros.

    • Universitária observadora Postado em 11/Mar/2015 às 15:50

      Concordo com você, Cotas não ajudam a alguém conquistar uma "vida melhor" ou diminuir a desigualdade, para passar por uma faculdade é preciso ter o ensino fundamental e médio bom primeiro, porque se não o estudante "cai" na faculdade sem saber por onde começar e como estudar. Apoiaria cotas em bons ensinos médio e fundamental, faculdade é pra estudar algo para o resto da vida! Como vou decidir o que quero ser se nem sei qual a matéria que mais gosto? No que me destaco? Por isso que não são poucos os universitários abandonam a faculdade que estão e começam outra ou que poucos terminam a graduação no tempo estipulado pelo curso(ou seja, sem pegar recuperações) ou o numero de jovens que abandonam os estudos porque conseguiram um emprego. Por isso é bonita a ideia das cotas, mas não é pratica ou funcional. Pelo menos não as cotas universitárias.

      • Onda Vermelha Postado em 12/Mar/2015 às 01:00

        Universitária observadora às razões que explicam a evasão em cursos superiores não necessariamente estao relacionadas às cotas. Esses índices são elevados mesmo entre não cotistas dependendo do curso/instituição. E segundo alguns estudos tem forte relação com condições socioecômicas dos universitários e a insatisfação com escolha da carreira ainda num momento de pouco amadurecimento. Pelo contrário, levantamentos já apontam para um menor indice de evasão justamente entre os cotistas porque estes tendem a valorizar mais a oportunidade de ascensão ao curso superior. A evasão entre cotistas está substancialmente relacionada a condições socioeconômicas de se mater no curso escolhido. Daí muitas universidades estarem estruturando a assistência estudantil como determina a lei cotas para dar solução a este problema.

      • Luiz Souza Postado em 13/Mar/2015 às 04:00

        "Como vou decidir o que quero ser se nem sei qual a matéria que mais gosto." As cotas contemplam indivíduos adultos que frequentaram a escola e que, por incrível que pareça, sabem o que querem. Nenhuma criança preta recém-alfabetizada será guindada à Universidade. Céus!!!

    • DANIEL DOS SANTOS Postado em 11/Mar/2015 às 16:43

      EDUCAÇÃO BÁSICA GRATUITA E DE QUALIDADE... UMA UTOPIA EM NOSSO PAÍS.. VAMOS NOS ATER AO ESTADO DE SÃO PAULO, QUE É GOVERNADO PELO PSDB HÁ 20 ANOS.. INDO PARA 24 ANOS... O QUE FIZERAM DE PRÁTICO PARA MELHORIA..?? A BURRICE CONTINUADA...?? FALO COM PROPRIEDADE POIS SOU FUNCIONÁRIO PÚBLICO DA EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO.. GERENTE ESCOLAR.. QUE ASSISTE A CADA DIA QUE PASSA O GOVERNO SUCATEAR AS ESCOLAS.. CONDIÇÕES DE TRABALHO E DESVALORIZA OS PROFESSORES... EDUCAÇÃO BÁSICA GRATUITA DE QUALIDADE SERIA SIM MUITO BOM.. SE FOSSE REALIDADE... E ENQUANTO ISTO NÃO ACONTECE.. O QUE SE FAZ PARA REPARAR 350 ANOS DE INJUSTIÇAS CONTRA OS NEGROS... ?? NADA.. ?? AS COTAS VIERAM PRÁ ISTO.. REPARAR ESTA DESIGUALDADE SECULAR... E AINDA NOS DIAS DE HOJE.. O NEGROS QUE ESTÃO CONSEGUINDO ALGUMA ASCENSÃO GRAÇAS ÀS POUCAS POLÍTICAS DE AFIRMAÇÃO.. SÃO DISCRIMINADOS EM UNIVERSIDADES.. SHOPPINGS.. ENFIM.. AINDA PREVALECE EM NOSSO PAÍS AQUELA MÁXIMA RIDÍCULA.. NEGRO PARADO É SUSPEITO.. CORRENDO.. É BANDIDO.. FOGO NELE..!!!

      • Luiz Souza Postado em 13/Mar/2015 às 04:06

        Somos burros mas votamos nos fascistas do bico longo. Votamos porque somos burros; Somos burros porque Mário Covas destruiu a escola paulista; Com nossas escolas destruídas, falta-nos discernimento. Sem discernimento, tornamos a votar nos fascistas do bico longo. Com uma bela bala de borracha en el culo e fedendo gás lacrimogêneo.

    • Marcia Maretti Postado em 11/Mar/2015 às 16:51

      Gostaria de responder: as duas! Mas você pode perceber que o tempo das duas são diferentes. Logo, a curto prazo cotas, e, para sempre, educação pública de qualidade.

  2. Gabriel Gabô Postado em 06/Mar/2015 às 17:33

    A minha intenção não é criar polêmica, mas qual o problema com as cotas com base em rendas? Um modelo pré-definido nesse atual momento que estamos não acho mais tão favorável à igualdade e oportunidades sociais. Obs.: Concordo com todo o contexto histórico do texto

    • Peterson Silva Postado em 06/Mar/2015 às 17:58

      Porque as cotas para negros não são só para ajudar quem vive historicamente em condições piores, mas para _ativamente_ promover igualdade racial na sociedade como um todo - ou seja, se hoje você raramente vê doutores, médicos, engenheiros, juízes, parlamentares, etc negros, a ideia é justamente favorecer a ascenção social de negros em geral para que, a longo prazo, você tenha uma melhor distribuição desse tipo de atribuição e profissão (alto pagamento, prestígio) em toda a sociedade. Porque o preconceito não está apenas numa visão arbitrária, como também na construção diária de estereótipos e noções sobre o que é "normal" - e o que é "normal" hoje em dia é ver negros como empregados, auxiliar de serviços gerais, porteiros, caixas, catadores de lixo, garis etc; não há nada de errado com essas profissões nas atividades em si, obviamente, mas elas não são especializadas, não pagam bem (promovendo a _manutenção_ de negros em condições de pobreza), não são cargos de autoridade, muitas vezes não são um trabalho encarado como fim em si mesmo (ninguém faz um bico de médico ou se torna publicitário porque é o que dá pra fazer; é algo que você quer, é relativo a uma identidade, a um estilo de vida, a um papel e propósito dentro da sociedade).

      • Fatima Postado em 11/Mar/2015 às 12:51

        Concordo, nenhuma faculdade ou cursinho coloca uma placa na frente dizendo "poíbida a entrada de negros" a pessoa tem que querer e estudar muuuito, como eu tenho feito para conseguir passar em um concurso (e faculdade pública), nos concursos que tenho feito tem a cota para negros, mas são poucos que se inscrevem como tenho visto. Independente da raça tem que ter vontade de crescer e não ficar esperando pela boa vontade ou pelas pessoas se penalizarem por causa da sua origem.

      • Paulo Postado em 11/Mar/2015 às 12:58

        Cota é uma medida paleativa. De que adianta disponibilizar as cotas, sendo que os que se beneficiam delas não estão preparados para cursar os cursos? Deveria se investir desde o ensino funamental, dando a partir dali suporte as crianças (todas, desde negros, brancos, pardos índios e amarelos)... Defender as cotas é aceitar e encobrir a falência do ensino no nosso país... E em relação a povo oprimido em épocas passadas, deveríamos ter cotas para indígenas, devido a colonização, cotas para cristãos, pelo que passaram nas mãos dos egípcios, cotas para cientistas, massacrados por anos pela igreja católica, cotas para bolivianos que são feitos de escravos desde o início do século até hoje por brasileiros, cotas para judeus devido ao holocausto, cotas para mulheres que desde o começo da humanidade são oprimidas e subjugadas por nossa sociedade machista,entre outros casos em que a sociedade tem que se desculpar com certas atrocidades que fez em relação a determinados povos... Mas não vejo nenhum de vocês defendendo esse direito, que pelo que vejo é o mesmo direito que os negros tem... O problema que leva a discriminação é a ignorância e a solução nunca serão as cotas... O que combate ignorância é o conhecimento. Conhecimento que deve ser dado desde os primórdios da formação como indivíduo de... O legal é ver que o ser humano defende apenas aquilo que lhe trará benefícios, e se "esquece" que outros seres humanos por serem quem são, também foram oprimidos por uma sociedade ignorante... Mas o que vale é defender somente o que lhe é conveniente não é mesmo?

    • Lusifran Postado em 11/Mar/2015 às 10:36

      Gabriel, existe a cota baseada em renda, é uma porcentagem das cotas gerais. Cotas para negros alunos de escolas públicas, cotas para alunos de baixa renda provenientes de escola pública e alunos de escolas públicas sem baixa renda. Não entendi a sua colocação. essas cotas existem.

    • Ronaldo Paranha Postado em 11/Mar/2015 às 13:41

      Temos cotas com base na renda, o que apresenta no Brasil é uma desinformação quanto ao sistema de cotas as Universidades adotam cotas por renda, basta olharmos o SISU.

    • Jucielle Postado em 11/Mar/2015 às 16:11

      Palmas. Tbm gostaria de saber qual o problema, Gabriel. Existem negros ricos e pobres brancos, afinal, a regra tem exceções.

  3. José Ferreira Postado em 06/Mar/2015 às 17:38

    Primeiro: Negros não são metade da população (são 8%, segundo o IBGE) e "pardos" não são negros. Segundo: Esse texto trata todos os brancos como opressores, que devem ser punidos por algo que muitos não fizeram (lembre-se que existem brancos pobres, que não ficarão ricos simplesmente por serem brancos. Terceiro: Eu não estou mandando ninguém para África, mas, se você analisar, os negros no Brasil vivem melhor que em Angola, por exemplo.

    • Peterson Silva Postado em 06/Mar/2015 às 17:52

      Primeiro: essas "caixinhas" sobre quem é e não é negro são classificações absolutamente arbitrárias diante da complexidade do tema. Segundo: Não, o texto não trata todos os brancos como opressores, até porque a) existe uma diferença entre ser privilegiado e ser opressor b) existem brancos pobres, mas ser um branco pobre é objetivamente mais fácil do que ser um negro pobre, então não compare 'maçãs com laranjas' e c) quem aqui está falando de punição, maluco? É muita cara de pau dizer que favorecer um nicho historicamente desfavorecido (pra não dizer f*dido mesmo) da sociedade, que tem muito menos condições iniciais de ascender socialmente (e muitas vezes de sequer ter uma vida digna), é "punir" alguém - ou será que conviver com negros em espaços onde antes eles simplesmente não estavam inseridos é punição para você?

      • José Ferreira Postado em 06/Mar/2015 às 17:57

        A punição é que os brancos pobres são prejudicados em processos seletivos por conta de alguns brancos ricos.

      • Peterson Silva Postado em 06/Mar/2015 às 18:00

        Sim, e eu sou prejudicado na fila dos correios porque idosos passam na minha frente. Que injustiça.

      • poliana Postado em 06/Mar/2015 às 18:49

        Perfeito peterson. Vc, como sempre, brilhante em seus argumentos!

      • Felipe Postado em 06/Mar/2015 às 19:16

        Caraca! Mudou minha visão sobre o assunto. O texto é bom, mas os seus dois comentários realmente são "fodas!". Eu nunca fui contra as cotas, porém achava a solução errada para o tema, já que sou branco, pobre, descendente de negros (também pobres), mas a soma dos dois comentários fez eu realmente entender o porque as cotas fazem sentido. valew Peterson

      • luis Postado em 06/Mar/2015 às 19:36

        Já falei isso aqui: sou descendente de italiano e minha famiglia nunca escravizou ninguém. Sou até a favor das cotas, mas com data pra acabar! Não adianta o governo ficar dando cota e não melhorar a educação de base, o acesso, etc. E quem falar que eles estão fazendo isso, é maluco!

      • José Ferreira Postado em 07/Mar/2015 às 10:20

        Os processos seletivos (que não tem cotas) escolhem de forma justa, pois, na hora de responder as questões da prova, não há diferenciação da cor/raça/time de futebol/sexo. A competência não tem cara, tem inteligência.

      • Marcel Postado em 11/Mar/2015 às 11:00

        Argumentações brilhantes, Peterson. Abraços.

      • Paulo Postado em 11/Mar/2015 às 12:40

        Ser branco pobre é mais fácil que ser negro pobre? Não te entendi...

      • Grace Postado em 11/Mar/2015 às 12:59

        compactuo com seus pensamento, Peterson. Perfeito!

      • anderson Postado em 11/Mar/2015 às 14:27

        Ótimo!!!

    • linaldo martins Postado em 06/Mar/2015 às 23:23

      QUANTA MERDA!TENHO UMA LEVE IMPRESSÃO QUE TÚ É PRETO...COM A MENTE ESCRAVIZADA!ANGOLA,ABESTADO...CRESCE MAIS QUE O BRASIL E AQUELAS IMAGENS QUE A GLOBO TE MOSTRA DA AFRICA É PRA QUE TÚ FIQUE IMAGINANDO QUE A MISERIA ESTÁ LÁ.Ñ...JOSE FERREIRA...A MISERIA PRETA ESTÁ E´AQUI NO TEU PAÍS.VAI ESTUDAR SOBRE AFRICA E PARA DE FALAR MERDA!ESTUDA E TENHA CONTEÚDO NO QUE FALAS...ISSO É É SÓ BOBAGEM DE UM BOBO INACULTURADO!

      • José Ferreira Postado em 07/Mar/2015 às 10:18

        Não precisa gritar, pois não sou cego. Eu não costumo ver a Globo, e faz muito tempo que eu não vejo um programa desse canal. Alguns países africanos crescem mais do que o Brasil, mas temos que ver todo o contexto. Um índice de crescimento do PIB de 1% na Europa é muito, pois os países são desenvolvidos, mas um índice de 5% em Angola é o esperado, pois o país passou por uma longa guerra civil desde a independência e está em processo de recuperação. O termo certo é "negro", mas eu não sou negro (o Governo me chama de "pardo") e sou descendente de brancos pobres, índios e negros.

      • Kelsen Postado em 11/Mar/2015 às 17:55

        Linaldo provavelmente nunca esteve na Africa, mas diz como se tivesse ido a todos os lugares por lá...eu já estive na Nigeria, Africa do Sul e Camaroes e com pouquissimas exceções na AS todos os lugares são tão miseráveis ou piores que o nosso sertão e nossas favelas

    • Camila Brunett Postado em 09/Mar/2015 às 12:43

      Peterson, como faz pra casar com você *-*

    • LEANDRO Postado em 11/Mar/2015 às 11:02

      José Ferreira, acredito haver um equívoco na sua informação. http://www.senado.gov.br/senado/datasenado/noticia.asp?not=12 Mas o melhor da notícia, além de constatar que a população nergra é maior no Brasil, é a divulgação de um estudo que diz que a população negra é maior, mas quanto a renda só irá se equiparar em 2040... Os brancos não são opressores, não é culpa deles, não! Mas... Temos uma herança opressora, desde o Brasil Colônia, com um déficit histórico, que sim, é bem opressor! Quanto aos negros que vivem em Angola, ou na maioria dos países da África, fica meu sentimento de tristeza, pois seria mesmo ótimo pra eles viverem como no Brasil, afinal, viver melhor do que eles não é algo tão difícil assim... Seu comentario quanto a isso, me fez pensar que eu e meus ancestrais deveríamos agradecer e "não reclamar", pois tivemos o privilégio de fazer uma viagem confortável em um navio negreiro, para que nossos netos pudessem ter uma vida "melhor" no Brasil... Até!

    • Maclaurence Dias Postado em 11/Mar/2015 às 11:05

      os negros no Brasil vivem melhor que em Angola, por exemplo. Discordo o viver bem é um conjunto de fatores e mais importante acho q é a realização das necessidades de cada um, referindo-me propriamente na questão segurança, auto-estima, auto-realização, necessidades sociais. Apesar do Brasil ser um país subdesenvolvido e avançado em aspectos tecnológicos e tudo mais q acompanha a globalização nos dias de hj não faz q com q o negro Brasileiro viva melhor em relação ao Angolano, porque Angolanos são felizes do jeito e o melhor de tudo é q la se tem a integração social todo mundo e aceito na sociedade da forma q é e vive. Dizer q não se deve comparar Brasil Angola por enquanto porque Angola é uma nação nova e se acompanhas história sabes q Angola é o país q mais surpreende a nível do mundo uma nação apenas com 13 anos de paz e com ganhos significativamente altos em relação a vários países espalhados pelo mundo q nunca passaram por situações do gênero e a qualidade de vida é pessima. Mais lembra q para o ser humano o importante são as realizações de suas necessidades sobre tudo q mais alimenta a alma do ser humano é a integração social estar dentro da sociedade independentemente de ser ou não ser, amigo o q adianta o Brasil ter shoppings de extrema qualidade, universidades de extrema qualidade e o negro não ser bem vindo a estes locais?? O negro ser visto da pior forma q se pode ver alguém ser julgado pelo tom de sua pele ser marginalizado, ser tratado como pobre mesmo quando não é?? Por isso q os negros no Brasil quando têm ostentam para q o resto saiba q ele também pode ter e pode estar inserido como alguem normal em determinados locais. Eu sou de opinião q os Brasileiros não vivem melhor q o Angolano Apesar de terem universidades talvez até nas 300 ou 200 melhores do mundo falta-vos educação e o Brasileiro precisa é sair da realidade q se encontra para melhor poder enxergar os aspectos negativos q possuem. E mais há um problema q acho q não é do Angolano nem do Brasileiro é de todas as nações lusófonas em países de expressão língua portuguesa todos os do mundo sem exceção de nenhum há corrupção em grande escala e ganância de poder na parte dos políticos o q origina ma distribuição das riquesas nacionais ai salva-se quem poder pouco envestem na educação porque o melhor q político pode ter é governar um povo desinformado q nem conhece seus direitos e obrigações. Olha amigo isto é um tema bastante pertinente.

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 11/Mar/2015 às 11:10

      José Ferreira, a professora está colocando uma situação brasileira na mesa e o fato de Angola está pior do que aqui é uma discussão que tem que ser feita dentro da própria raça, quase totalmente negra. O que não dá é ficar suportando estas brigas em comentários online ou fora dele, aqui, neste momento histórico.

    • Sylvio Gonçalves Postado em 11/Mar/2015 às 11:19

      José Ferreira, Acho que você não entendeu o texto, muito menos o sentindo que a palavra meritocracia tem. Como falar de inteligência, se ao menos a pessoa não tem acesso a meios para poder tentar desenvolvê-la?

    • Raphael Postado em 11/Mar/2015 às 12:11

      Você mora em angola meu caro amigo? Tangenciou muito suas palavras como negro , creio que você seja branco porém a face egoísta de suas palavras não justifica as injustiças ocorridas e a desigualdade que é desfrutada ate hoje. Pense comigo, quantos negros bem sucedidos você já teve oportunidade de ver (jogadores de futebol, músicos e atores) acho que acaba por aí... E o resto da sociedade a onde eles estão?

    • paulo Postado em 11/Mar/2015 às 12:32

      Primeiro... 8% são negros no brasil... como o IBGE.... CLASSIFICA.... o senhor diz que pardos não são negros... interessante a sociedade os trata com discriminação.... da mesma forma...... não concordo com o senhor... que o texto trata o Branco como opressor..... mas o texto mostra a política da aristrocacia dos colonizadores... que transformaram esta sociedade ... entre os que podem chegar ou não...... em relação a ANGOLA.... pais colonizado e rico... e mais uma vez.. pilhado pelo mesmo país que nos roubou... dizer que os negros vivem melhor no Brasil... e de puro preconceito... que aliás há muitos termos utilizados de forma discriminatória.... neste país.... e pra finalizar atende estão estes negros ou pardos na sociedade..... se não nas favelas ou nas prisões....... isto é sociedade.... ou monstruosidade....... LUCIFER ADORA ESTAS MALDADES.....

    • César Menezes Postado em 11/Mar/2015 às 16:03

      Cara vc eh burro ou fez curso de cavalgadura diplomada? Pardos entram na definicao do IBGE como negros pelas características fisicas semelhantes aos afrodescendentes e aqueles que não as tem não são pardos... são brancos... e outra quem disse wue brancos estão sendo punidos? Tsc...cotas são sobrevagas... não se é tirado nada de ninguém... enfim amigo... faça um favor ao mundo e se jogue da ponte mais próxima... vc deprecia o mundo com sua presença.

      • José Ferreira Postado em 12/Mar/2015 às 15:00

        Os pardos são mestiços. Lembre-se que antes de tudo haviam índios no Brasil, e que nem todos morreram, pois houve a miscigenação. Essa ideia de fazer do Brasil uma nação "bicolor" acaba por apagar outras identidades.

    • Gabi Cardoso Postado em 11/Mar/2015 às 16:18

      Desde quando dar cotas a negros é punir os brancos? Se nossa geração branca não é rica não foi porque arrancaram de nós todas possibilidades para isto.

      • José Ferreira Postado em 12/Mar/2015 às 14:56

        Gabi Cardoso: "nossa geração branca não é rica não foi porque arrancaram de nós todas possibilidades para isto". Quero ver falar isso para um branco pobre.

  4. carlos Postado em 06/Mar/2015 às 18:01

    Linda reflexão. Parabéns e continue escrevendo.

  5. Thiago Teixeira Postado em 06/Mar/2015 às 18:33

    É muito fácil ser racista dentro do quartinho cheio de bonecas, amor e carinho dos pais racistas, protegida pela cerca elétrica e dos vigilantes negros. Seja racista na periferia, entre num bar e cole isto na parede, ou no refeitório aqui da minha obra, estúpida.

  6. Sérgio Postado em 06/Mar/2015 às 20:09

    Cota, só afirma que existe raça. Uma questâo! africa negra é mais antiga que a Europa certo. deveria ser mais desenvolvida, certo! os brancos deveriam ser os oprimidos,certo! então....... vão acordar cedo trabalhar com vontade de crescer, estudar e se qualificar, pois a todos é dado o direito, basta procurar e ter vontade, pronto falei...

    • Gabriela Postado em 11/Mar/2015 às 10:38

      Sérgio, a África deveria ser mais desenvolvida... SE os europeus não tivessem escravizado todo o continente, roubado toda a riqueza (diamantes e outras pedras), desmatado para plantar e gerar lucro. Nasça numa família miserável e ainda tenha o azar de ser negro. Dai arrume força de vontade pra ascender socialmente. A escravidão acabou a pouco mais de um século, deixando milhões de negros na miséria e vc acha q é um problema de "força de vontade".

      • mauro aloisio klein Postado em 11/Mar/2015 às 23:47

        minha namorada é negra nasceu numa família pobre descendente de escravos, aos 12 anos puxava brita com sua mãe e seu pai para construir ruas num parque, estudou, levanta as 5 da manhã vai trabalhar, esta se formando em marketing faculdade paga que fique bem claro! é expeditora de maquinas leves e pesadas inclusive o ok dela manda maquinas para todos os continentes, isso se chama suor, trabalho, força de vontade, coisa que nem todos os brancos e nem todos os negros tem. pois bem, segundo consta na história africana, a África é dividida por tribos como é no oriente médio, vc tem certeza que meia dúzia de brancos iam conseguir escravizar milhões de negros? naquela época? pra te situar da situação Gabriela... tribos vencidas eram vendidas como escravas para quem as comprasse, os brancos romanos fizeram isso com povos brancos e os assírios também, outro fato, questões religiosas , políticas e culturais, não vou me estender nesses fatos pois deves ter lido ou visto algo sobre, mas não posso culpar em total os brancos pela situação da maioria dos países africanos, onde se desimou uma etnia em quase sua totalidade (negros fizeram isso)porque tinham a cabeça um pouco maior que as dos outros negros, não concordo em total com o Sergio, mas por favor vamos ser menos racistas um pouquinho? e parar de bobagens e conversa fiada e fazer algo por quem merece? minha namorada não teve ajuda alguma a não ser a da família e minha e que foi pouca pois sou branco, pobre filho de agricultores que graças a muito trabalho deram faculdade para mim e minha irmã (passamos sem cursinho pois não tínhamos dinheiro pra fazer um, nem eu, nem minha irmã, nem minha namorada, nosso professor foi o YouTube ) e pagaram por ela pois trabalhamos o dia inteiro pra poder estudar a noite, como muito branco e negro que eu conheço fazem e nenhum deles ganhou nada de graça e nem se encaixaram nas tal "cotas" que não estão ajudando quem de fato precisa,na verdade virou uma espécie de atestado de incompetência. acredito na meritocracia o resto é conversa pra vaca dar leite sem dar coice.

    • Raoni Postado em 11/Mar/2015 às 11:00

      Prezado, seu comentario foi extremamente racista e burro. O continente Africano é tao antigo quanto o Europeu. Na Africa sempre existiu desenvolvimento , mas também pobreza, assim como na Europa. Na Africa sempre existiram enormes reinos, não era apenas pobreza. O problema todo começou quando o Europeu egocêntrico resolveu, através de dogmas religiosos, utilizar da mão de obra Africana com pretexto que eram um povo atrasado.

    • Maria de Lourdes Cardoso Postado em 11/Mar/2015 às 11:24

      Sérgio, acorda cedo, madruga e eu fiz muito disso para passar em provas ou terminar trabalhos quando estudava, aliás ainda estudo nos meus 72 anos. Primeiro ainda não está claro onde o homem se originou, segundo o homem que surgiu na África desapareceu, terceiro os árabes povoaram o norte dela. Precisas conhecer além da história antiga, a história medieval e o que se passa hoje na África. A escravidão aconteceu também entre a raça amarela, leia sobre a construção das muralhas da China, leia sobre a escravidão de brancos por toda a Europa. Boas leituras!

      • mauro aloisio klein Postado em 11/Mar/2015 às 23:48

        perfeito, o seu comentario

    • Daniel Martins Postado em 11/Mar/2015 às 11:47

      Ô Sérgio, acorda cedo, pega um livro de história com vontade de aprender, estudar, se qualificar, pois a todos é dado o direito, basta procurar e ter vontade. Pronto falei...

    • Cassucci Postado em 11/Mar/2015 às 11:55

      Puta, Sergio, que raciocínio brilhante!!! Vamos todos esquecer as diferenças culturais existentes no mundo e tomar como exemplo a ser seguido apenas uma, a mais 'desenvolvida' - não vamos levar em conta a origem da palavra desenvolvimento!!! Como não pensamos nisso antes!!!! Você acabou com nossos problemas!!! Obrigado Sérgio, continue postando e contribuindo com suas idéias.

    • Luciano Postado em 11/Mar/2015 às 12:55

      ############ Para Sérgio: Cara, você acabou de fazer uma análise histórica digna de um RETARDADO. Amigo, você não sabe ainda, mas o cérebro foi feito pra raciocinar, algum dia você vai descobrir essa função no seu! ***********

    • Vinicius Postado em 11/Mar/2015 às 14:04

      Nossa, quanta asneira... Segundo sua lógica genial, povos que surgiram primeiro deveriam ser mais desenvolvidos. Caso contrário, foram preguiçosos. É isso mesmo, produção?

  7. Guilhermo Postado em 06/Mar/2015 às 21:15

    Negros ricos recebem cotas?

    • poliana Postado em 06/Mar/2015 às 22:44

      não guilhermo..as cotas são para estudantes negros, egressos das escolas públicas e que tenham renda mensal familiar, igual ou inferior a um salário mínimo. dá uma lida nessa página: http://sistema-de-cotas.info/mos/view/Cotas_Raciais/

      • Guilhermo Postado em 07/Mar/2015 às 12:42

        Obrigado Poliana. Ao menos esse sistema beneficia apenas pessoas de baixa renda.

    • Onda Vermelha Postado em 06/Mar/2015 às 22:59

      Quantos negros "ricos" você conhece? Ou que ocupem postos relevantes em nossa sociedade, como executivos de primeira linha, desembargadores, juízes do STF, STJ, TRF's, governadores de estado, ministros, médicos de renome, etc, etc, etc? Sim, eles existem, mas são pouquíssimos, quase se pode contar nos dedos de uma das mãos. Acha que isso, portanto desautoriza a aplicação de uma a política de cotas? Fala sério! Agora aposto com você que a grande maioria, senão quase a totalidade da população carcerária é composta de negros e pardos. Além disso, são pouquíssimos os ricos “brancos” que a despeitos de seus crimes comprovadamente cometidos na busca do enriquecimento por vezes ilícito, lá se encontram. Você tem alguma dúvida?

      • Eduardo Postado em 07/Mar/2015 às 00:22

        eu conheço 2 pelo menos... PELÉ E JB.... ou não são????

      • José Ferreira Postado em 07/Mar/2015 às 10:23

        Pagodeiros, jogadores de futebol e funkeiros estão na lista dos negros ricos. Entretanto podemos ver negros ricos em outras áreas. Eles tem em comum o fato de sempre procurar uma loira para casar, com exceção do Lázaro Ramos, entre outras exceções.

      • poliana Postado em 07/Mar/2015 às 20:56

        eduardo, o JB o pelé são exceções. me diga qtos médicos negros vc conhece? qtos juízes negros vc conhece? qtos engenheiros negros vc conhece? qtos empresários negros vc conhece? n faça da exceção uma regra geral. é desonesto e vc sabe disso.

      • Ana Clara Postado em 11/Mar/2015 às 12:50

        Pena não ter o joinha pra dar um Like pra você!

    • Kleytton Augusto Barbosa Postado em 11/Mar/2015 às 11:39

      Qual o problema de um negro "rico" receber cotas? Por que hoje a família dele conseguiu obter um certo espaço e um certo patrimônio na sociedade (que seria muito maior se seus bisavós, avós e pais não tivessem sido diferenciados) ele não tem o direito de tentar reconquistar o espaço que perdeu durante os anos? ou vc acredita que por que um negro hj é rico seus avós não tiveram problemas? Isso é medo de ver um negro muito rico? Quando a sociedade parar de se incomodar, de se surpreender e dar aquele ibope ao ver o negro rico, aí sim, será hora de acabar com as cotas.

      • José Ferreira Postado em 12/Mar/2015 às 15:02

        Rico é rico, seja lá de qual raça.

  8. Onda Vermelha Postado em 06/Mar/2015 às 23:14

    Olha! Achei esse artigo da Priscilla Bezerra sensacional. Agora quem quiser ou tiver curiosidade de buscar os fundamentos para a aplicação da política de cotas no Brasil deveria revisitar os argumentos dos juízes do STF que, por unanimidade, julgaram constitucional as cotas no Brasil num julgamento histórico. Estão para quem quiser se inteirar todos os argumentos jurídicos, históricos e filosóficos que, simplesmente, pulverizam todos esses preconceitos chulos daqueles que ainda se colocam contra as cotas. Tanto é verdade que até a oposição já desistiu de tentar lutar contra sua implantação. PS: Cabe lembrar que foi ninguém menos do que o ex-Senador Demóstenes Torres(ex-DEM-GO), que teve o mandato cassado, quem pessoalmente, defendeu da tribuna do STF a inconstitucionalidade da Lei de Cotas perante os juízes da mais alta Corte do país! E perdeu...

    • José Ferreira Postado em 07/Mar/2015 às 10:25

      Tecnicamente a lei de cotas é inconstitucional. O ministros do STF acabaram tomando uma decisão política ao invés de analisar a Constituição.

      • poliana Postado em 07/Mar/2015 às 11:02

        Jose ferreira, aponte a inconstitucionalidade da lei de cotas, de acordo com a constituição federal! Vc está louco! Eh justamente por conta do princípio da isonomia, inserido na carta magna, q a lei de cotas eh absolutamente constitucional. Me aponte a inconstitucionalidade da referida lei de acordo com a cf/88, por favor...

      • José Ferreira Postado em 07/Mar/2015 às 11:22

        A Constituição diz que "todos são iguais perante a lei". A "isonomia" que muitos dizem não se aplica nesse caso, pois isonomia de verdade é as escolas públicas (onde estudam a maioria dos negros) serem tão boas quanto as escolas particulares.

      • poliana Postado em 07/Mar/2015 às 19:03

        não, jose ferreira. a isonomia, em poucas palavras, é tratar os desiguais desigualmente, na medida de suas desigualdades. e é justamente aí q entra a lei das cotas. formalmente, perante a lei, óbvio q todos são iguais. mas na "vida real", por todos os motivos já expostos, a realidade dos negros no brasil, fazem deles extremamente desiguais, diante dos brancos. isso, em todos os aspectos da vida: no mercado de trabalho, no dia a dia, na educação q eles recebem, no aspecto econômico...enfim, os negros no brasil são os que vivem em um maior estado de fragilidade, de vulnerabilidade social...n há a menor condição de se usar o discurso do mérito, qdo negros e brancos disputam um mesmo objetivo, nesse caso, uma vaga numa universidade pública ou num concurso público. daí vem a desigualdade material q existe entre negros e brancos no brasil. qtos médicos negros vc conhece? qtos juízes negros vc conhece? qtos empresários negros vc conhece? agora ao contrário: qtos faxineiros brancos vc conhece? qtos porteiros brancos vc conhece? qtas empregadas domésticas branca vc conhece? qual é a regra e qual é a exceção no país? logo, é perceptível q no brasil, os negros e brancos tem realidades diametralmente opostas...a igualdade perante a lei só existe num sentido formal. e é essa desigualdade histórica, q faz das cotas uma medida extremamente necessária, urgente e CONSTITUCIONAL. é justamente pra acabar, ou ao menos mitigar essas desigualdades, q o princípio da isonomia torna a lei de cotas absolutamente constitucional. o conceito de isonomia q vc deu é absolutamente equivocado. mas sim, no plano do dever ser, no plano ideal, as escolas públicas deveriam sim ser tão boas qto as escolas particulares, mas n é o q acontece.se assim o fosse, aí sim poderíamos usar o discurso do mérito e nos opor à política das cotas, pois nesse caso, negros e brancos sairiam em pé de igualdade na disputa de uma vaga...mas n é o q acontece e vc sabe disso. então meu caro, n existe qq inconstitucionalidade na lei de cotas.

      • José Ferreira Postado em 08/Mar/2015 às 00:44

        Foi política sim. E o que você disse é um discurso bonito, mas não reflete a realidade. O que acontece do lado de fora não justifica que pessoas sejam punidas por conta de sua pele branca, ainda que não seja descendente de escravocratas. O políticos e os ministros aprovaram as cotas, visto que é uma forma de "dourar a pílula" e não punir as famílias Calheiros ou Collors da vida. Além disso, é mais uma desculpa para não resolver as questões da educação. As melhores soluções são as que tem longo prazo.

      • eu daqui Postado em 09/Mar/2015 às 12:53

        Tecnicamente falando as cotas ferem vários principios constitucionais sim. Mas deixem elas aí. A história dirá se resolverão o problema ou não.

      • Marcos Postado em 11/Mar/2015 às 13:18

        poliana colou muito bem o principio da igualdade no direito. E de fato a lei não é inconstitucional. Porém venho aqui somente para colocar uma curiosidade (que pode ser pesquisada e existem opiniões das mais diversas do juristas). "A própria constituição é inconstitucional." Frase esta que ainda é motivo de discordância entre especialistas da área sob o argumento que a Constituição é redigida por uma Assembleia Constituinte, formada por representantes escolhidos pelo povo. No Brasil, a Constituição de 1988 foi elaborada pelo Congresso Constituinte, composto por deputados e senadores eleitos dos quais não perderam seus cargos e continuaram a serem deputados após o ato. (enfim passei so por aqui sem falar sobre o tema so a titulo de curiosidade, pois acho engraçado falar sobre constitucionalidade em um País cheio de emendas como o nosso e que a propria constituição nasceu "torta")

    • poliana Postado em 08/Mar/2015 às 13:02

      josé ferreira, o STF é, por natureza, uma corte POLÍTICA. isso vc percebe pela forma com que os seus ministros ingressam na corte. e o q eu disse não é um discurso ideológico ou românico não, lhe falei com embasamento jurídico, a partir da concepção do princípio constitucional da isonomia. a questão das políticas de cotas, ultrapassa qq rixa partidária, e deve ser discutida sob o viés político, social e econômico do país. a natureza das cotas nem de longe é punitiva como vc considera, é apenas um pontapé inicial para mitigar as desigualdades existentes entre negros e brancos no brasil, pra permitir q eles ascendam social e economicamente, e n morram a margem da sociedade, relegados à miséria e a uma vida sem oportunidades. mas enfim...

      • Tânia Mara Garcia Postado em 11/Mar/2015 às 15:29

        Poliana, só lembrando que igualdade perante a lei é igualdade jurídica: foi consagrada, pela primeira vez, na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão no processo da Revolução Francesa. O que não impediu que a primeira constituição da revolução (1791) estabelecesse a desigualdade política e social ao adotar o voto censitário (só votava quem tinha renda: para quem não sabe, renda é fruto da propriedade do capital e não se confunde com salário.) Igualdade jurídica significa direito de julgamento de acordo com a lei, para todos. Nem de longe passa sequer pela ideia de justiça (e isso, mesmo no âmbito jurídico). O conceito de justiça vai muito além de sua formulação jurídica: é o de reduzir a desigualdade social e econômica, promovendo oportunidades e acesso iguais a todos os cidadãos, em todas as situações e circunstâncias de sua vida em sociedade. Conforme o diz a Constituição de 1988: Art. 6.º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. A política de cotas é um instrumento de aplicação da justiça social.

      • Maria da Graça Postado em 11/Mar/2015 às 15:30

        Poliana admiro a sua tenacidade em esclarecer os néscios do achismo...Sequer ouviram falar na Lei 601/1850, da Revolução Industrial,do processo de higienização/embranquecimento projetado oficialmente pelo governo no final do século XIX...Jamais irão analisar as consequências nefastas de cerca de 350 anos de escravidão, para um país com 515 anos de existência. É fato: a contrariedade às cotas e ações afirmativas para negros é puramente irracional e portanto inconsistente. Vou além: essa postura irracional sinaliza o medo de perder alguma coisa, perder uma exclusividade ou seja, um privilégio. Infelizmente não conseguem pensar que, quando todos tiverem um mínimo de dignidade, um mesmo ponto de partida, todos os talentos serão aproveitados e o Brasil será de fato uma Nação. Enfim os néscios são pequenos.

  9. Eduardo Postado em 07/Mar/2015 às 00:29

    Este bilhetinho mostra que a servidão de seus antepassados, a revolta por ter sido eles explorados como gado, inconscientemente lhe proporciona uma resignação que beira ao sado masoquismo, ou seja, se afirmar negra e achar que as cotas são uma forma de humilhação, pelo que entendi.... não são.... O BRASIL E PORTUGAL DEVE AOS DESCENDENTES AFROS, e qualquer coisa que se faça para quitar parte desta dívida é louvável, mesmo que quem em meio a desgraça conseguiu uma melhor sorte em relação a outros. As cotas, são atos de justiça nem uma virgula diferente disto....

    • José Ferreira Postado em 07/Mar/2015 às 10:28

      Não temos dívida nenhuma, pelo menos o povo. Se tem uma pessoa que "deve" alguma coisa é os descendentes dos escravizadores, como as famílias do Sarney e do Renan Calheiros.

      • poliana Postado em 08/Mar/2015 às 13:04

        vc está sendo hipócrita jose ferreira. fala como se APENAS os coronéis da política do nordeste tivessem em dívida para com o povo brasileiro, para com os negros..n seja hipócrita...agora a culpa disso tudo é dos políticos nordestinos? vc é de qual estado, filho?

      • José Ferreira Postado em 08/Mar/2015 às 14:33

        Isso pode ser estendido as famílias "quatrocentonas" de São Paulo também.

      • poliana Postado em 08/Mar/2015 às 14:51

        do sul, do sudeste, do norte, do centro oeste...de todo o país, meu caro. coronéis da política temos de norte a sul desse país!

      • eu daqui Postado em 09/Mar/2015 às 12:52

        Também não devo nada a ninguém José. E quem vier tomar tudo o que consegui, tudinho com esforço dentro da legalidade, que venha fervendo que estou explodindo. kkkkkkkkk Ui que medo !!!!!!!! kkkkkkkkkkkk

  10. Marcos Carneiro - Recife Postado em 07/Mar/2015 às 08:08

    É lamaentável uma posição de uma pessoa que se diz negra ! porém, não sabe que negro, não é cor, nNegro é Raça ! O processo de exclusão dos negros do ensino público é visivel, nesses últimos quintos anos, dai a necessidade das cotas ! Hoje com essa ação milhares de pobres em sua maioria negros tem acesso as universidades e faculdade e estão transformando suas vida; Certamente isso é ruin para certas classes dominantes a qual gostaria de manter os negors sem instrução e sem educação para servir de mão de obra barata, eis que, as coisas estão mudando e mão de obra está ficando cara ! Quem era servente de pedreiro, hoje estuda para ser engenheiro, isso não é tudo mas é minha visão.

  11. José Carlos Postado em 07/Mar/2015 às 08:17

    Meus parabéns pela aula de historia, espero que a pessoa que rascunhou para os afrodescendentes retornarem à Africa tenha apagado o seu rascunho pela aula recebida. A primeira Constituição brasileira de 1824, após após a independência proclamada por Dom Pedro |, constava em uma das suas cláusulas, o seguinte: É proibido filhos de negros e leprosos freqüentarem os bancos escolares. A Alemanha, após a 2a Grande Guerra, teve que pagar aos judeus indenização pelo holocausto. Meu avô materno foi favorecido pela Lei do ventre livre, sou negro e a favor das cotas!!

  12. Aristóteles Postado em 07/Mar/2015 às 09:26

    Ainda bem que sou índio. Pelo menos estou livre dos achincalhes de vocês, seres perfeitos. Vade retro!

    • José Carlos Postado em 07/Mar/2015 às 22:14

      Voce antes de colocar a sua opinião deveria ler sobre lei das cotas, ela é baseada na renda famíliar, vou lhe dar um exemplo: filha a favor das cotas, afrodescendente, mãe era contra, apesar de se negra, a filha não pode ser aceita, sabe por quê? A mãe é arquiteta, mas passou aceitar a ideia após ouvir algumas pessoas!!

    • José Carlos Postado em 08/Mar/2015 às 11:05

      Você é índio e se esconde com o nome de um filósofo grego?? Foste aculturado pelos invasores??

      • julio c. Postado em 11/Mar/2015 às 10:59

        desde quando indios nao podem ler clássicos? também sou índio mestiço e não precisei de cotas por um milagre de ter vindo ao mundo com um bocado de sorte e paciência para enfrentar os percalços racistas (muitas vezes disfarçados de piada) e ir para outra classe econômico-social. cotas são necessárias e devem ser vigiadas para não serem mal utilizadas. tem gente filho de bacana que tem toda condição de entrar nas faculdades sem elas, mas não tem moral para entender que as cotas servem para diminuir a distorção social. Quanto ao post da pessoa, acho que é falta de conhecimento.

  13. Ovidio Postado em 07/Mar/2015 às 10:33

    Convém lembrar também que nosso exército na Guerra do Paraguai, encerrada em 1870, era constituída basicamente por negros escravos. Nossos escravos defendiam a Pátria que os oprimia. Pura ironia. Outra coisa que me atraiu curiosidade foi conhecer a história do grande geógrafo Milton Santos. Verifiquei pela Wiki que ele nasceu em 1926, no interior da Bahia, numa cidadezinha a 500 km de Salvador, numa família classe média de negros, e seus pais eram professores! seus pais devem ter nascidos escravos ou no período imediato após a abolição. Como conseguiram alcançar um status social de classe média, no sertão da Bahia? alguém tem alguma informação sobre os antecedentes do Milton Santos?

    • poliana Postado em 07/Mar/2015 às 19:07

      é q na sertão da bahia, ou melhor, em todo nordeste só existe pobres e miseráveis, não é ovídio? é cada uma q eu tenho q ouvir...preguiça de gente com essa mentalidade...

    • José Carlos Postado em 07/Mar/2015 às 22:41

      Sobre os escravos que participaram da Guerra do Paraguai, aqui do Rio de Janeiro, eles fora seduzidos por seus senhores com uma promessa que após o fim da guerra, seriam alforriados, ao retornarem fincaram residência no Morro da Providencia, onde até hoje seus descendentes residem!!

    • Diego Soares Postado em 11/Mar/2015 às 11:47

      Cara não tenho essa informação, mas muitos negros, filhos de brancos com escravas, eram assumidos por seus pais (geralmente brancos contrários à escravidão), e assim eram seus herdeiros. Esse é o caso de José do Patrocínio, Machado de Assis, entre outros.

  14. Luis Postado em 07/Mar/2015 às 14:38

    Acredito em não punir pessoas por crimes cometidos por seus antepassados mortos há séculos e em não desprezar o mérito e eficiência em benefício da justiça social, que deve ser alcançada de outras formas. Por isso sou contra as cotas.

    • Thiago Teixeira Postado em 09/Mar/2015 às 07:43

      "Mortos a séculos"?????? "Mérito e eficiência"????? Meu deus, arrume outra desculpa.

    • Kleytton Augusto Barbosa Postado em 11/Mar/2015 às 12:19

      Reflita! Se hoje um ser humano qualquer(qualquer etnia, credo, sexo e classe econômica) mata alguém e não é punido, (foi uma escolha dele cometer um delito)isso influência na posição social e no acesso à educação de qualidade de seu descendente? Se hoje alguém é discriminado, perde uma vaga de um excelente emprego,( por características pessoais, por sua natureza) pois um terceiro o diferenciou contra sua vontade, seu descendente não sofre nenhum reflexo disso??

  15. poliana Postado em 07/Mar/2015 às 19:05

    oi rodrigo...olha, dá uma lida nesse site: http://sistema-de-cotas.info/mos/view/Cotas_Raciais/

  16. Valsecop Postado em 07/Mar/2015 às 22:07

    Respeito muito a questão histórica, porém, por justiça, as cotas, das quais sou planamente favorável, deveriam ser sociais e nunca raciais, sob pena de estarem criando uma nova história de injustiças, assim como foi no passado da escravidão!!!

  17. Noemi Santos Postado em 08/Mar/2015 às 18:14

    O texto é louvável e somente gostaria de acrescentar que atualmente existem cotas não somente para negros em universidades públicas, mas também cotas para estudantes oriundos de escolas públicas, sendo que podem se beneficiar brancos, pardos, amarelos, etc. As cotas raciais ainda são ínfimas, se comparada com o percentual da população afrodescendente no Brasil e o que deveríamos estar lutando é para a ampliação das cotas para que haja cotas em concursos públicos para pessoas de baixa renda, ao invés de ficar questionando uma medida tão nobre. Sinceramente, só pode ser contra quem sempre teve uma condição privilegiada no nosso país e que esteja na terceira ou quarta geração da família de graduados em nível superior, mas o mais triste é ver pessoas humildes e sem instrução sendo contra as cotas. Pobre sem consciência social é muito pior que a elite alienada!!!

  18. Thiago Teixeira Postado em 09/Mar/2015 às 07:47

    Cotas raciais é uma histeria sem sentido, pois o direito a vaga na universidade não garante o emprego e ascensão social. Digo isso por experiência própria, não precisei de cotas ingressar na faculdade mas senti na pela a dificuldade de disputar vagas com branquinhos (as) de olhos azuis. Fiquem tranquilos, não se sintam ameaçados, pois o mercado reservou uma cota de 100% das melhores vagas a vocês.

    • Rafael Postado em 11/Mar/2015 às 11:55

      "Branquinhos de olhos azuis"? Quanta hipocrisia. Tu perdestes vagas para pessoas mais qualificadas, não para "branquinhos de olhos azuis". Acalme seu preconceito, nem todos somos racistas ou beneficiados com favores sociais. A formação superior massificada de pessoas com bases escolares precárias também é um problema. É dever do estado, e obrigação do cidadão defender, o provimento da educação de qualidade desde a infância (tanto quanto saúde e condições de "vida") para toda a sociedade, de forma igual e justa independente da cor, credo ou religião. As cotas são um remendo de um processo doente e inferiorizado que é a educação no Brasil.

    • kleyttonbarbosa Postado em 11/Mar/2015 às 12:26

      Talvez por seus ascendentes serem negros e terem sido discriminados não puderam lhe dar um ensino de qualidade nem para que você tivesse êxito ao concorrer por cota em uma excelente universidade, e por isso teve que recorrer a outra de qualidade inferior que não pode te inserir de modo a reparar um dano causado a anos. Sim, negros favorecidos por cotas em excelentes universidades conseguem se recolocar, mas alguns nem isso conseguem e acabam sendo contra...

      • Thiago Teixeira Postado em 14/Mar/2015 às 10:51

        Não sei de quem o senhor, dono da verdade e implacável com os negros limitados, está se referindo. Eu ingressei numa das melhor universidade pública do pais, em pleno governo FHC onde não existia nem ENEM. Estou no mercado muito antes das cotas e tenho propriedade para dar opinião a respeito. Tente desmerecer outro coitado.

    • Rosangela Postado em 11/Mar/2015 às 12:45

      Thiago, somos uma familia que descende de ciganos, italianos, austríacos, franceses e espanhóis, tenho uma filho de cada cor, uma branquelo de cabelo loiro e olhos castanhos claros, um moreno de cabelo moita, como ele mesmo diz,e olhos negros e um branco de cabelos cacheados puxando o castanho escuro, todos foram preteridos por outros brancos e por cotas nas Universidades publicas onde prestaram vestibular..... um deles voltou pra escola fazer cursinho e entrou numa pública, o do meio, passou depois de muito estudar, os outros acabaram por fazer cursos tecnológicos, mas não passaram nas escolas públicas, tiveram que trabalhar e camelar de dia e estudar à noite.... então, cotas são boas, mas só isso não basta, deve haver preparo antes de se ingressar nas universidades.... porque muitas vezes, quando o aluno chega na faculdade ele não tem nem noção do que vai encontrar pela frente.....

      • Marco Felippe Postado em 12/Mar/2015 às 19:58

        As Universidades que se preparem para lhe dar com alunos com demandas diferentes ee não achar que todos devam chegar com o preparo da elite...A Universidade é publica e todos e se o ensino basico e secundário e diferente pra alunos de origens diferentes, cabe estar preparado para receber e cuidar da permanência desse aluno.

      • Thiago Teixeira Postado em 14/Mar/2015 às 10:54

        Moça, procure estatísticas de alunos cotistas quanto a seus desempenhos escolares, essa falácia e analogia que todo negro é burro, pobre e não tomo todinho quando criança é besteira é um discurso muito simplista. Todos ralam na faculdade e as provas são iguais. Pode existir cotistas repetentes como bisnetos da casa grande também.

    • eu daqui Postado em 13/Mar/2015 às 10:52

      E se, como vc mesmo diz e eu acredito, o mercado continua discriminando raça mesmo depois das cotas e ainda mais depois delas, no que as cotas são produtivas pra reduzir desigualdade, então? Fora isso, vc continua obcecado por loiros de olhos azus, hein?

      • Thiago Teixeira Postado em 14/Mar/2015 às 10:48

        Sai fora mina!!!!!! Gosto de loirAs!!!!!! kkkkkk

  19. eu daqui Postado em 09/Mar/2015 às 12:49

    É pro país ter vergonha de intitular cotas como "necessidade" do país............

  20. Henrique Toledo Postado em 09/Mar/2015 às 16:01

    Ótimo texto, ótima visão. Cada vez mais reforço minhas ideias de que cotas raciais são, sim, importantes e essenciais. Ainda mais no nosso país, que foi - e infelizmente ainda é - um dos mais opressores dos negros. Sou branco, classe média e tenho todas as oportunidades para crescer na vida. Fico bastante satisfeito com essas medidas, onde, claramente, visam deixar as oportunidades entre brancos e negros iguais. P.s: Triste por ter que ler alguns comentários aqui no post. Infelizmente, tem gente que é egoísta, sabe que é egoísta e, mesmo assim, fica procurando motivos para se sentir injustiçado. Esse é o mal do Brasil. Reclamam dos políticos, porém, são uma cópia deles.

  21. maria helena Postado em 09/Mar/2015 às 21:44

    Priscila, preciso te agradecer pelas palavras! Vc é digna não só de competência intelectual, como tb de competência emocional e política.

    • eu daqui Postado em 13/Mar/2015 às 10:53

      Avaliação de "competencia emocional" via net. kkkkkkkkkkkkkkkkk Sai da caverna, Platão !!!

  22. Allysson Wandeberg Postado em 10/Mar/2015 às 14:33

    PALMAS.. excelente texto. Concordo plenamente.

  23. Fabiano Postado em 11/Mar/2015 às 10:44

    Eu nunca entendi bem essa necessidade que as pessoas tem de fazerem parte da chamada "elite". Sou negro filho de uma empregada domestica com um funcionário municipal, estudei a vida toda em escola estadual. Com muita dificuldade me mudei para a Capital e fiz faculdade, pós, especialização e hoje trabalho como diretor de fotografia para agência de publicidade. Moro em casa própria, sou casado e minha filha estuda em uma escola particular. Muito provavelmente ela não vai precisar se apoiar nas cotas para conseguir entrar em uma instituição publica de ensino superior, mas ela terá direto a se socorrer das cotas. Isso é certo? Pois bem, o que eu penso sobre as cotas? Elas não deveriam ser raciais e sim econômicas. Qualquer pessoa de baixa renda (branca, negra, parda, amarela, azul, etc) vai enfrentar muita dificuldade para "crescer" na vida. Com certeza se as cotas fossem econômicas atenderiam uma grande parcela da população e a maioria com certeza de afrodescendentes. Isso evitaria toda essa polemica. Essa é a minha humilde opinião.

    • Gregoire Postado em 11/Mar/2015 às 11:43

      Fabiano, concordo com seu ponto de vista. Até seria mais justo reajustar cada ano o numero de vagas com a percentagem de alunos vindo des escola particular ou publica. Isso quer dizer, se no Brasil tem X% de alunos vindo de escola publica e Y% de alunos vindo de escola particular, atribuir X% e Y% de vagas pra universidade publica. Claro que ai vai ser um pouco mais justo, sem portanto ter a necessidade de gerar uma OUTRA discriminação, por que todo mundo sabe na turma que os que entraram com cotas são tal alunos, e essa solução TEMPORARIA vai se tornar preconceito na mente desses futuros egressados. Agora a verdadeira barrera social é o dinheiro, e todo mundo quer uma educação mais justa né ? Ou será que cada ser quer o melhor pra ele só ignorando o mundo ?

    • Kleytton Barbosa Postado em 11/Mar/2015 às 12:36

      A questão econômica e racial são coisas distintas mas por questões históricas estão profundamente entrelaçadas, talvez você não tenha tido uma certa abertura do seu campo de visão a ponto de perceber isso. Pra vc não tem necessidade de negros pobres quererem sair da periferia e fazer parte da chamada "elite" de maioria branca?! Se sua avó não tivesse sido discriminada e perdido uma boa vaga de emprego (para um branco com o mesmo nível de qualificação) e tivesse tido a oportunidade de dar um bom ensino a sua mãe, você teria estudado em uma excelente universidade já com uma excelente base para a construção do seu futuro e teria trabalhado mais ou o mesmo tanto e sua filha seria muito bem beneficiada em uma excelente faculdade no exterior. Sua filha estudar em Harvard é muito longe da sua realidade? Não é longe da realidade de um bisneto de senhor de engenho! E tenho dito!

    • Sylvia Postado em 11/Mar/2015 às 13:58

      Eu concordo totalmente com você, Fabiano! A condição social é o mais determinante para o acesso ou não da pessoa ao ensino superior. Se um negro que teve condições financeiras e acesso à educação fundamental e média melhor do que um branco marginalizado é justo ele entrar mais facilmente devido as cotas? Se fosse por reparação histórica as mulheres também não precisariam de cotas para estudar, visto que por muitos anos foram impedidas de colocar os pés dentro de universidades? Acho a cota social mais justa, mas como medida de urgência, o ideal é que todas as escolas ofereçam uma boa educação para formar uma sociedade mais igualitária. Um abraço!

  24. Cintia Postado em 11/Mar/2015 às 10:53

    Não é dessa forma Rodrigo, na UFRJ por exemplo, é realizada uma entrevista e recolhimento de documentos que comprovem os rendimentos da família. Documentação e entrevista com o candidato é assim que funciona.

  25. Bianca Postado em 11/Mar/2015 às 10:57

    Sou negra e acho que em vez de cotas para negros em univrrsidades deveria existir ensino básico de qualidade para que TODOS, negros, brancos, índios, asiáticos etc tivessem a mesma chance de chegar ao ensino superior... Que que adianta cota no ensino superior se a educação infantil, o ensino fundamental e o médio são bosta p tds as cores de pessoas?

    • Marco Felippe Postado em 12/Mar/2015 às 19:54

      Bianca não use as cotas.....o fato de você não concordar e não usar, não quer dizer que outras não precisem.....Leiam sobre as cotas, veja após dez anos o que elas representam para a população afrodescentes.

  26. André Anlub Postado em 11/Mar/2015 às 11:04

    Um bando de "brancos" discutindo como conduzir a vida dos "negros", como se donos dos mesmos ainda fossem. A maioria dos negros estão satisfeitos pela cota e ponto final; quem não gostou que estude/trabalhe muito/mais e consiga seu lugar ao sol, (com ou sem cota). Em relação ao preconceito já está na cara do erro crasso que é; quem ainda insiste nisso deve ser penalizado conforme as leias (que a meu ver são brandas).

  27. Jorge Postado em 11/Mar/2015 às 11:10

    Ter acesso às universidades creio que não seja o maior problema, mas, manter-se lá.

  28. Lala Postado em 11/Mar/2015 às 11:25

    Se criassem cotas para mulheres, para deficientes físicos ou para adolescentes que saíram cedo de casa (cotas nas quais eu me adequaria), eu não iria me sentir confortável. Mas, sobre as cotas raciais, eu não sei o que penso a respeito. Meus bisavós diretos foram mortos em Auschwitz, e se eu for para a Europa eu não terei cotas para compensar isso, correto? Acho que a mudança tem que vir de dentro, sempre! Sou contra o sistema de cotas, mas me recuso a ver um seu humano pela cor da sua pele.

    • Marco Felippe Postado em 12/Mar/2015 às 19:52

      Mas tiveram compensação e indenizações pelas violências sofridas. O problema é que no caso dos negros ex-escravos e e seus descendentes nunca receberam nenhuma reparação social, financeira ou jurídica pela escravidão e isso foi fundamental para moldar e formar a sociedade extremamentee desigual qu temos neste país.

    • Onda Vermelha Postado em 12/Mar/2015 às 23:10

      Mas Lala existem diversos programas de ações afirmativas para, por exemplo, deficientes físicos e mulheres. Existem cotas para deficientes físicos para ingresso no serviço público por concurso. Até mesmo as empresas privadas têm adotado programas de inclusão de pessoas com deficiência física ou alguma dificuldade motora que não as impeçam de atuar. Já as mulheres se aposentam mais cedo do que os homens, quando grávidas tem direito a licença maternidade, etc. Portanto, por que os negros não podem ser objeto de políticas públicas que os beneficiem? Talvez porque nosso "racismo" seja por demais arraigado que desperte esse debate quente e reações tão extremadas. Ainda em 2003 quando tiveram início as primeiras ações do gênero li um artigo de um estudioso que previa justamente esses contestações a ações afirmativas que beneficiariam os negros. Fato! Até mesmo grupos indígenas foram, e ainda hoje são beneficiados pelo Estado com a demarcação de suas terras. Em geral, não causaram tanta polêmica quanto às cotas para os negros. Apenas mais recentemente a bancada ruralista tem tentado contestar/dificultar esse direito via aprovação de uma PEC que retire do Poder Executivo essa prerrogativa. E os negros? Nem isso, somente nos últimos dez anos foram reconhecidas as Comunidades Quilombolas. E só! Você pode até se recusar "a ver um ser humano pela cor da sua pele", mas te garanto que um policial faz isso muito bem e as agências de publicidade idem...

  29. Michele D Postado em 11/Mar/2015 às 11:35

    Parabéns pelo texto, sou descente de indio , negros e japonês... Compreender o texto foi um alivio, posso dizer que antes pensava como alguns, que cota deveria ser por classe econômica, e foi bem esclarecedor sobre o episodio pós abolição aonde deixa claro que os negros estavam livres porem sem nem um respaldo do governo...e como medida trouxera. Os imigrantes europeus "POBRES", para trabalhar, não que tiveram oportunidades iguais aos brancos já instalados porem melhores que os negros. Meu pai e sua familia são imigrantes japoneses, a minha bisa por parte de mae era índia e foi tomada a forca por um branco e meu avô é negro com índio... Sou me considero tipica brasileira e sou resultado de toda falta de politica voltada aos esquecido e largados pelo sistema...Hoje com muito sacrifício faço medicina veterinária pelo FIES... Porem não tem comparação uma pessoa que vem da sub classe para os de berço...

  30. Hanna Postado em 11/Mar/2015 às 11:41

    Palmas, palmas e mil vezes palmas.É extamante oq eu digo tod o tempo.

  31. Diego Vargas Postado em 11/Mar/2015 às 11:54

    Poucas vezes na vida li algo tão bom. Parabéns, Priscilla!

  32. Kleytton Augusto Barbosa Postado em 11/Mar/2015 às 11:54

    O famoso discurso "o racismo está na cabeça dos negros", sim está na cabeça dos negros pq só eles e quem pratica sabe qndo acontece realmente. Esse seu discurso é muito famoso entre aqueles que praticam, através de suas falas no dia a dia, aquele racismo incubado, aquela diferenciação muito fácil de se dizer que não é discriminação quando o é. As pessoas que defendem a igualdade pontuando onde houve diferenciação são racistas? A sociedade diferenciou e hoje é necessário deixar explícito essa discriminação para mostrar a igualdade merecida. Essa sua fala é a mais comum e frágil entre aqueles sem verdadeiros argumentos, que tentam calar um defensor da igualdade. Como eu disse, vc teve um discurso muito bem incubado, podendo dizer " não foi isso que eu quis dizer..."

  33. vagner Postado em 11/Mar/2015 às 11:58

    Totalmente contra cotas. Atos históricos não devem influenciar as futuras gerações pois assim alimentaremos a divisão social. Acredito no valor do negro de hoje e na sua capacidade de se organizar na luta contra o racismo mas sem o colocar como herdeiro da "justiça social". Reforma educacional, politica e econômica de inclusão para todos é constrói uma sociedade igualitária.

    • Luciano Postado em 11/Mar/2015 às 13:06

      Atos históricos seu ANIMAL? Você classifica de atos históricos o sofrimento total e agonia durante séculos em detrimento dos negros como meros atos históricos?? É óbvio que os atos do passado não tão distante se refletem hoje. Seu CAGÃO """""""""""""""""

    • Kleytton Barbosa Postado em 12/Mar/2015 às 09:23

      Se tratarmos todos com igualdade cada um continuará no seu posto, e nós negros continuaremos na marginalidade da sociedade. Reflita antes de se posicionar, por favor!!

  34. Fabiano Postado em 11/Mar/2015 às 12:06

    O texto fere os mais elementares princípios da lógica. Por trás de todos esses argumentos, ressoa o tempo todo a palavra "privilégio". E, infelizmente, sou contra todos os tipos de privilégio. Pensem, por exemplo, em outra categoria historicamente oprimida: os homossexuais. Devemos, a partir da opressão que sofrem e sofreram, instituir cotas para os homossexuais, no intuito de reparar, de alguma forma, tudo o que um homossexual já sofreu na vida? Ou ainda, devemos oferecer condições especiais para os filhos de homossexuais, já que eles também sofrem preconceito por ser parte de uma família homo? E que tal falarmos das mulheres, oprimidas desde Adão e Eva? Quantas mulheres não desenvolvem todo o seu potencial por conta dos machismos que infestam nossa sociedade? E os índios e seus descendentes, alijados sequer de representação mais efetiva dentro do corpo da sociedade? Como se vê facilmente, as injustiças são muitas, voltadas contra as mais diversas pessoas. A dor de ser negro é legítima. Mas não é, a meu ver, maior do que outras injustiças. É nesse sentido que a política de Estado deve ajudar a todos os injustiçados, quaisquer que sejam as razões de sua injustiça. No caso dos negros, acho que existe, por exemplo, um total apagão quanto à História da África e isso é uma política de Estado que precisa ser revista. Como interessado no tema que sou, só fui encontrar literatura decente na Universidade ou em línguas estrangeiras (principalmente em francês). Mas meu ensino médio continha apenas historietas sobre a origem da feijoada, o significado da palavra moleque e outras perfumarias. É incompatível que um país como o nosso desconheça a complexidade da história africana, bem como a da história indígena. O Estado também deve atuar (e já atua) ao promover leis que garantam a igualdade e combatam qualquer tipo de preconceito. Acho importante que o crime de Racismo seja inafiançável. E acho que o Estado pode sim tomar medidas SOCIOECONOMICAS que ajudem os mais desfavorecidos - por quaisquer razões que os tenham levado à condição de pobreza - a se emparelharem com aqueles que tiveram melhores condições. Entretanto, acho que o Estado não deve atuar privilegiando uma ou outra etnia, uma ou outra orientação sexual, um ou outro gênero, sob pena de romper aquilo que é uma conquista fenomenal da revolução Francesa. O conceito de Igualdade. Lembre-se, minha cara, que a meritocracia que você tanto abomina também é algo que não tem muito mais do que duzentos anos e que foi instituida primeiramente por Napoleão, em oposição justamente ao antigo regime que privilegiava o sangue azul, os parentescos, etc...

  35. JORGE DIAS Postado em 11/Mar/2015 às 12:15

    Sou negro , e acho que as cotas são essenciais, pois não precisa ser muito inteligente para ver isto, não que a cor seja sinal de inteligência, mas sim oportunidades iguais é dar oportunidade de nos podermos competir com iguais condições com todos, estas cotas a médio e a longa prazo vai mostrar a todo o país que valeu a pena. E a minha amiga Negra que falou aquelas asneira que não esqueça que fomos trazidos a força sem chance de escolha, portanto?// Outras etnias vieram para explorar e por opção ou fugindo,se a história fosse invertida não precisaríamos disto. Jorge Dias

  36. Sylvia Postado em 11/Mar/2015 às 12:16

    Achei maravilhoso o seu texto e entendo perfeitamente que temos uma dívida histórica com os negros, pois como você deixou muito claro, desde sua libertação não oferecemos condições igualitárias para sua inserção na sociedade. Meu questionamento é: e se ao invés de cotas raciais fossem oferecidas somente cotas sociais, ou seja, cotas para quem estudou em escola pública e possui uma renda até um valor x? Você não acredita que negros que conseguiram subir na vida, que alcançaram salários dignos e que tiveram acesso a ensino privado ou de qualidade já não foram reparados? Pois há pessoas brancas em condições muito piores que alguns negros. E se for por dívida histórica, as mulheres também não teriam que ser reparadas já que passaram anos sem poder estudar? Pergunto isso com todo o respeito, pois acredito que somente cotas sociais resolveriam o problema do acesso igualitário ao ensino como um todo. Obrigada!

  37. Ana Amelia Postado em 11/Mar/2015 às 12:35

    Vale lembrar que só escola de qualidade não resolve o problema. Uma criança branca, de classe média tem acesso a muito mais do que uma boa escola. Estamos falando de toda um rede de apoio, que inclui psicólogos, fonoaudiólogos, professores particulares, cursos de inglês, acesso a viagens, exposições, livros, espetáculos teatrais. etc. Fora a bagagem que as crianças recebem dos próprios pais, muitas vezes cultos com ótimo vocabulário. Agora compare com a bagagem de uma criança filha de pais analfabetos. Se a crianças tiver alguma dúvida no dever, não poderá contar com os pais nem pra isso. Caso haja algum problema no ensino, algum professor ruim, o pais de classe média vai a escola contestar, questionar. Vai exigir um ensimo melhor da escola e maior dedicação do filho. Assim escola de classe média tende a ser sempre melhor do que a escola de crianças pobres, mesmo que haja o mesmo investimento financeiro. O que muda é a exigência dos pais, percebem? Caso a crianças consiga se formar, com muuuuito mais esforço que a criança branca, é justo que ela dispute a mesma vaga? Ok, ela pode não estar tão preparada que a outra, mas chegando na universidade ela compensa com uma dose ainda maior de esforço e dedicação. É o que temos visto. Os cotistas têm se formado com o mesmo nível dos demais. Vejam que graças às cotas conseguimos um atalho de algumas gerações. Os filhos deste cotista, já terão acesso a tudo que seus pais não tiveram. Sou branca e apoio 100% as cotas para negros. Sim, meus filhos brancos terão que ralar mais do que eu para passar pra universidade pública. Mas não farão mais do que a obrigação, com tudo que posso oferecer para eles. Fico muito feliz em saber que terão colegas de todas as etnias e classes sociais e não ficarão mais numa redoma de jovens filhinhos de papai como era quando fiz faculdade pública nos anos 90.

    • ISNAR Postado em 11/Mar/2015 às 13:14

      Mil palmas para você Ana Amélia, disse tudo. Daqui há 20 anos ou mais, pode sim se acabar com as cotas e ter uma disputa quase igual, pois o desrespeito ao povo negro e pobre foi muito longo (500 ANOS).

  38. Rosangela Maria dos Santo Postado em 11/Mar/2015 às 12:38

    Meu Deus, não deveríamos, como seres humanos de somos, nos ater a essa ou àquela cor de pele, etnia, ou coisa que o valha, deveríamos sim saber que todos somos iguais, deveriam sim ter leis menos brandas pras pessoas que tem preconceito de qualquer forma, deveríamos sim ter ensino inicial melhor pra todos os brasileiros, como não conseguimos isso das pessoas que detêm o poder, criamos cotas pra negros, mulheres, pessoas com deficiência e outros. Meus antepassados não eram negros, mas sofreram todo o tipo de discriminação, aliás sofre até hoje, mesmo que nossa mistura de etnias seja grande... cotas são necessárias sim, porque as pessoas, inclusive as pessoas negras, que detêm algum poder, dinheiro, situação confortável, discriminam, pobres, negros, índios, ciganos e uma infinidade de seres que não tem o mesmo estudo/cultura, a mesma quantidade de dinheiro e nem as mesmas oportunidades que eles tiveram, seja por herança de família, seja por qualquer outro motivo.

  39. Racional Postado em 11/Mar/2015 às 12:39

    1- Quem bate palme pra cota racial se acha muito sangue puro azul né? No Brasil todomundo tem um pé na africa, todomundo trepou com escrava, indio, polaco. Outros tempos gente, não tinha aids, camisinha ou pilula na época. Até a mais rica familia tinha várias criança mulata. A SOCiEDADE ACEITAVA, o machismo da época permitia o senhor ter escravas amantes dentro de casa. O povo então, se misturava mesmo. Por isso cota racial é burrice, o certo é cota social. Brasileiro é mulato, criolo, mestiço, mameluco, Cota é pra Brasileiro. Esse papo de negão é coisa inportada dos EUA, onde o povo nunca se misturou. Mas até o Marthin Luther King falava em direitos básicos UNIVERSAIS. Parem com esse papinho moralista de cota racial, que ta feio, pega mal pro brasil , fere nossa identidade e pior confunde a cabeça dos jovens, além de semear mais racismo. Cota tem que ser Social! Dai sim inserindo o brasileiro das camadas mais humildes, vitima de processo historico, dentro das instituicoes da alta sociedade. E SE ESsEs juizes dos stf e politicos tivessem um minimo de vergonha na cara teriam criado as COTAS PARA CARGOS POLITICOS!

  40. Guildo Postado em 11/Mar/2015 às 12:48

    Não li nem metade. Muito grande. Eu li as perguntas ao leitor que você fez. Eu acho que você não está interessada na resposta do leitor. Mas será que você acha que está? Eu também acho que "necessidade de" é um tipo de expressão que nunca me ajudou em nada. Justiça também é um conceito meio complicado, quando a vítima é vítima pela condição de "não conseguir ter uma posição avantajada social e economicamente na sociedade". Não que quem o faça tenha algum mérito objetivo, a ser apontado por nós, observadores. O mérito é pessoal: tem valor para quem "é seu detentor" - se é que isso tem significado - porque são eles que sentem (ou seja, subjetivamente) os resultados/ vivem a vida que têm. Falo isso porque pra mim a liberalidade está fazendo sentido: se não quisermos "entrar no sistema" e tentar de alguma maneira ganhar dinheiro pra sobreviver usando cadeias de produção de alimentos e bens em geral produzidos por tal sociedade, todos sempre temos a alternativa de viver fora da sociedade. Ninguém nos impede de viver na selva, colhendo frutas silvestres e caçando. É só procurar um cantinho. Duvido que não existam alguns hectares relativamente selvagens na amazônica ou mata atlântica para qualquer pessoa chamar de "novo lar". É claro que ninguém vai fazer isso. Mas somente porque todo dia quando acordamos a gente faz, sem se dar conta disso, a escolha "eu quero continuar vivendo nessa sociedade, porque isso me faz bem e existem pessoas com quem me relaciono aqui". O resto é birra de criança. Relativamente. É claro que o branco tem uma maior facilidade de entrar no esquema do que o negro. As crianças brancas são, muitas vezes, por tradição, apresentadas mais cedo a pensamentos e concepções mentais relacionadas a ela ser plenamente capaz de ter um lugar ao sol na sociedade, de aprender e ser inteligente. A criança negra, muitas vezes, já é apresentada a outras concepções que lhe dificultam ter um lugar na sociedade como qualquer outro. Mas e daí? Se a gente quer ajudar essas pessoas a esquecerem essas besteiras que as fazem pensar que nós humanos não somos iguais, e a esquecerem essas briguinhas raciais, acho que o caminho é outro. Mais trabalhoso do que imaginamos, se pá. Esse papo de direitos que se devem garantir e de forçar a igualdade pelo estado... Isso aí eu acho que não vai funcionar. Agora, se alguém quiser pensar seriamente em como convencer grandes massas de pessoas a respeito da verdade (que é que somos todos iguais e não precisamos ficar nos digladiando, tendo preconceito uns com os outros ou se vitimizando), vamos conversar! E quanto às cotas: acho que de repente pode ser uma boa. Simplesmente estabelecer que as proporções de pessoas nas universidades têm que ser compatíveis com as estatísticas sociais (porcentagens de negros, ruivos, católicos, gays, brancos, direitistas, comunistas e fãs de Raul Seixas na sociedade) Ora, qual é uma boa forma de fazer isso? Seleções aleatórias! Ou então selecionar de acordo com algum parâmetro que não seja enviesado em direção a algum setor (exemplo: brancos), como o vestibular. O primeiro parâmetro que parece fazer sentido pra mim é "vontade de estar naquela universidade". Mas isso é subjetivo, e como seres humanos mentem, não dá pra usar isso. mas olha só... Se você aplica um vestibular em que quem paga cursinho não tenha mais vantagem do que quem estuda por conta, desaparece o viés econômico e social, e sobra o propósito real do vestibular: medir quem teve vontade de se envolver e de estudar. Oras, se todos os ~10 milhões de brasileiros na faixa etária de estudar na universidade quiserem estudar na universidade, tudo bem! A gente constróe mais prédios, e as coisas vão dar certo por conta. Digo isso porque, se tudo que se precisa fazer para entrar na universidade é passar em um teste com algumas matérias que se pode estudar por conta efetivamente, as pessoas que mais quiserem entrar na universidade vão sentar com calma, ler o que foi proposto, e tentar passar no teste. Elas vão dar um jeito, porque elas querem. Na verdade a universidade é lugar de pessoas boas em aprender. Na verdade não sei qual é toda essa conversa sobre universidade. Pq é tão importante fazer? pra ter um emprego que pague bem e não ter que trabalhar? A universidade, pra mim, é um lugar legal pra aprender, conversar e se divertir aprendendo. Por que que temos que frequentar universidade antes de poder trabalhar? Pra depois dar carteirada nas pessoas e sustentar sua posição social? É muita imaturidade pra mim. E é por isso que o liberalismo infelizmente ainda não funciona. Porque estamos(sic) todos um bando de mimados. Sim. A justiça real aponta para o fato de que, neste momento, deveríamos todos estar na roça trabalhando, ou caçando na floresta, porque convenhamos - você já (ou vai) almoçou hoje, né? Dado isso, a possibilidade de a gente não trabalhar no campo e ter tempo pra fazer outras coisas "mais legais" é uma dádiva da forma de organização social e da tecnologia que desenvolvemos ao longo desses séculos. Então porque a gente não encara isso como a verdade que é? E aceitamos que a sociedade é a gente que constróe, e que se não tá dando certo a culpa é nossa? E que então cabe a atitude de tentar consertar o que está dando errado, com calma e efetividade, ou então aceitar o que é impossível de mudar? Ou seja: Não é CULPA dos ricos capitalistas. Não é CULPA da classe média branca burguesa. Não é CULPA de ninguém! É apenas a sociedade como está agora. E aí, como que você vai mudar ela? Já digo de cara que se você tentar convencer 100% das pessoas de uma ideologia igualitária e inclusiva você vai ter muita dificuldade (e que se você convencer apenas 99%, vai dar errado). Temos que aceitar que as crianças estão perpetuando pensamentos de seus pais e se fechando em condições desfavoráveis, antes de fazermos algo a respeito. Como fazer as crianças entenderem a verdade (que é tudo de bom - nós somos livres e capazes de sermos felizes - logo, é fácil ser feliz, porque somos livres para escolher sê-lo) e pararem de lutar à toa? Acho que está relacionado a que os setores da sociedade conversem entre si (de verdade), compartilhando vivências e conhecimento. Assim, os negros vão ouvir dos brancos que entrar na universidade é fácil, e depois é só seguir o caminho das pedras e ganhar um emprego. Os brancos vão ouvir outra coisa dos negros (não sei o quê é. É que eu sou branco) E cada um vai aprender. E de repente as crianças negras vão ter desempenho parecido com o das brancas nas escolas, porque os pais delas vão ter acreditado que eles não estão fadados a um infortúnio contra o qual eles têm que lutar, e não vão brigar com os filhos para que estudem para sair dessa condição (o que é bem prejudicial à motivação de se estudar). Porque os pais vão estar experimentando outros tipos de pensamento - "tive meu filho porque escolhi. Acho que vou tentar pagar as coisas pra ele não porque espero que ele se esforce pra subir na vida, mas porque quero que ele possa fazer outras coisas que não sejam trabalho, se quiser. Porque essas outras coisas são legais, que nem pintura, estudar matemática ou programar computadores..." Agora me diz como que a gente faz as pessoas questionarem seus medos e preconceitos sobre si mesmas e os outros e aceitarem melhor a verdade? Não sei se tem uma resposta pronta. Acho que quero começar tentando me livrar eu mesmo dos meus medos e preconceitos primeiro. Aí vai ser bem fácil conversar com qualquer pessoa sobre qualquer assunto e mais provável que ela entenda melhor a minha visão, e que se convença a experimentar algum pensamento novo. Alguma visão de mundo em que ela se sinta melhor. Você acha isso pouco efetivo? Então me fale um pouco sobre como a meritocracia capitalista, o comunismo ou a igreja tiveram um bom resultado em fazer as pessoas se tornarem mais satisfeitas nos últimos séculos...

  41. Cami Postado em 11/Mar/2015 às 12:49

    Muito bom o texto, eu pessoalme te não concordava com as cotas raciais e sim sociais, mas vendo por este lado realmente interessante. Porém o que eu acho é que diante do estado de miscigenação que já estamos não é muito fácil definir a raça de alguém, é um critério subjetivo, enquanto cotas sociais têm critérios mensuráveis.

  42. Raissa Gomes Postado em 11/Mar/2015 às 12:58

    Ótimo texto! A argumentação foi muito clara e coerente!

  43. vilmar Postado em 11/Mar/2015 às 13:09

    meus amigos por favor! o brasil deve é uma grande divida aos negros por escravisa-los por 380 anos!, cotas ainda é pouco diante desta divida que jamais algum presidente se propôs a pagar, os que são contra é porque querem ver os negros continuar trabalhando em subempregos e vivendo na miséria ou não tem conhecimento sobre esta realidade, assim como esta moça negra que escreveu esta frase onde mostra que seu conhecimento sobre isso é zero....

  44. Eduardo Postado em 11/Mar/2015 às 13:13

    trabalho com um jovem afrodescendente que estudou até a terceira série do ensino fundamental completou 18 anos e ainda reclama que o salario é baixo. largou a escola para fumar maconha e roubar, ja cumpriu pena. e a unica escolha errada dele foi largar a escola pra curtir a vida. me diz que dessa porcentagem da populaçao que nao quis seguir as regras da sociedade, deveria ganhar o mesmo ou até mais do que outros que se esforçaram e fizeram por merecer seus esforços! entre tanto pode-se avaliar as condiçoes familiares de cada um e chegar a uma conclusao, que a maioria nao tem posses ou patrimonios de alto valor. pois seus pais nao evoluiram ao nivel superior de ensino e muito menos tiveram um planejamento familiar, que nos tempos de hoje, continuam a fazer de uma 5 filhos e ganhando suas bolsas e cotas de graça do governo enquanto outros suam e batalham todos os dias de suas vidas para ter algo mais para deixar aos seus filhos. nao entra em questao eranças ou dotes mas sim a vergonha na cara de assumir suas responsabilidades e assim ser digno da frase "eu fiz minhas escolhas certas"

    • Kleytton Barbosa Postado em 12/Mar/2015 às 09:35

      Ele com certeza não será beneficiado com cotas, fique tranquilo. Ele escolheu esse caminho pois seus familiares foram discriminados não podendo forma lo devidamente. Não o entendi a sua generalização, ja que eu venho de uma família de negros muito bem colocada, faço universidade pública através de cotas e vi minha família conseguir conquistar um posto de reconhecimento com muitooooo esforço,utilizo cotas e sou a favor, ja que, minha mãe sofreu preconceito em um excelente emprego, meu tio também, minha tia tbm, minha avó foi demitida de um emprego por ser negra, batalharam muito pra reparar isso e hoje eu utilizo cotas pois se não fosse o preconceito minha situação atual seria melhor, se não fosse melhor seria mais simples de ter sido alcançada. ;)

  45. Rick Postado em 11/Mar/2015 às 13:16

    Sou contra cotas raciais e a favor de cotas sociais temporárias, com data para acabar e investimentos pesados no sistema educacional. Acho que os indivíduos tem que fazer sua parte também e não ficar o tempo todo culpando um passado longínquo por todos os problemas de hoje. Alemanha e Japão foram destroçados na Segunda Guerra Mundial e na década de 60 já estavam entre as maiores potências do planeta. Coréia do Sul e Cingapura eram países de palafitas há menos de 50 anos atrás. Hoje são ricos. Vejo hoje em nosso país imigrantes vindos da Ásia, em especial China e Coréia. Chegam aqui muito pobres, com suas esposas e filhos pequenos, com praticamente a roupa do corpo, sem entender os costumes,a língua local e etc. Trabalham, trabalham e trabalham 15, 16 horas por dia e até mais. Valorizam a família e o estudo. Em pouco tempo já possuem seu pequeno comércio, sua lavanderia, pastelaria e etc. Seus filhos quando se tornam adolescentes já possuem condições de frequentar boas faculdades e as famílias em geral vivem bem. Quanto tempo demorou isso? Dez anos? Menos? Eu "tiro o chapéu" para quem "corre atrás" e vence na vida sem culpar a tudo e a todos.

    • Kleytton Barbosa Postado em 12/Mar/2015 às 09:56

      Tempo longínquo? Minha família é negra, sou negro e hoje vivemos em condições muito confortáveis, no entanto, lutamos muito pra isso, conheço família de negros, primos da minha mãe, que não tiveram a mesma garra, a mesma paciência, o mesmo sangue frio de ver um branco menos qualificado ser escolhido por ser branco e continuar lutando. Minha mãe foi discriminada e perdeu um excelente emprego por isso. Tempo longínquo? aA minha bisavó foi filha de escravos, viveu na pobreza e na marginalidade social após a libertação, você acha q ela facilmente se colocou no mundo pra dar moradia saúde e educação boa ao meu avô,vivo hoje, para que ele desse boas condições para minha mãe e ela estudasse no mesmo lugar q o descendente do senhor de engenho? Repense

  46. Paola Postado em 11/Mar/2015 às 13:29

    Justamente para evitar toda essa marginalizarão que grande parcela dos abolicionistas era contra a abolição total imediata, como a que foi feita em 1888. Após a lei do ventre livre, houve propostas muito interessantes, que visavam forçar os donos de escravos a: a) mandar as crianças filhas de escravos à escola; ou b) manter em sua propriedade uma escola para todas as crianças que ali vivessem. A ideia era que os filhos de escravos deveriam estudar, para que, quando fossem adultos e livres, tivessem alguma oportunidade. Os escravos continuariam escravos, porque de que adianta libertar uma pessoa sem qualquer estudo e com suas forças físicas já gastas à própria sorte? Era mais cruel "libertar" um escravo meio velho do que mantê-lo como propriedade - na segunda hipótese, ao menos, o "dono" era obrigado a prover condições mínimas de vida. Ao menos terminariam a vida tendo o que comer e onde dormir. Mas esses projetos liberal-progressistas, infelizmente, não foram acatados. Os filhos "livres" não estudaram, foram tratados com objetos desde sempre, mesmo tendo nascido livres. Os escravos foram todos libertos de uma hora pra outra, sem nenhuma possibilidade de inserção social. E justamente por isso, por terem sido privados de tudo, por seus filhos terem sido privados de tudo, 127 anos depois uma parcela de seus descendentes, privados da própria história, acha que tudo aquilo é "só história" e que não tem nenhuma relação com sua realidade atual.

  47. Carlos Postado em 11/Mar/2015 às 13:43

    Não chego a ser contra cotas mas não consigo ver o critério racial como justo. Pra mim esse argumento de dívida histórica não funciona muito bem. Para cotas deveria se verificar apenas renda e não etnia. Se for falar em dívida história, a mais antiga é com os pobres, independente da cor. Pra mim o mais estranho são as cotas em concursos públicos, pelo menos quando se trata de nível universitário. Vc ja deu cota pro cara entrar na faculdade, ele foi la e se formou... ai vc vai e da outra cota? Ja ta cota sobre cota sobre cota...não tem muito sentido. Sou a favor de cotas, mas todos os argumentos q eu leio a favor, não me convencem quando se trata do critério.

  48. Sandra Postado em 11/Mar/2015 às 14:10

    Parabéns Peterson Silva, além do texto ser importante, vc acrescentou muito à discussão.

  49. Camila Postado em 11/Mar/2015 às 14:17

    A única coisa que eu digo é que não adianta reparar em cima e não reparar em baixo. Mesmo que seja necessário medidas reparatórios, modificar a escola básica para não ter problemas no futuro. Para que um dia, mesmo que não breve, isso não seja necessário.

  50. Túlio Postado em 11/Mar/2015 às 14:22

    Da até gosto de ler um texto tão bem escrito, mas mesmo assim não concordo com suas conclusões. Você afirmou coisas, baseadas na imagem inicial, que não fazem sentido, como se perguntar se as gerações passadas afetam as posteriores. Este não o ponto principal e muito menos foi afirmado isso. Mas enfim. Como você disse, todos podemos ter opiniões. Até mais!

  51. Andréa Postado em 11/Mar/2015 às 14:51

    Eu acho que ao invés de cotas por raça, deveria ter cotas para quem cursa ensino público. Seria muito mais justo, já que pobreza não tem cor, raça ou credo.

  52. corretamente Postado em 11/Mar/2015 às 14:56

    tem gente que não entende de cota e quer comentar...cota econômica é ótimo,mas paremos e pensemos quem seriam priorizados?...enfim,sem mais

  53. Erin Postado em 11/Mar/2015 às 16:01

    Você me convenceu totalmente! Antes eu fazia parte do time do "negros não são menos capazes e por isso não precisam de cotas". Sinto até vergonha de meu pensamento agora.

  54. André Angeli Postado em 11/Mar/2015 às 16:25

    É um discurso muito bonito e concordo que a foto no facebook é inapropriada, mas é uma discussão vazia, uma vez que as cotas já existem. Quero levar em conta alguns fatos foram curiosamente esquecidos na argumentação: 1) A lei Eusébio de Queiroz foi promulgada em 1850, então nem todas as gerações de escravos se estendem por 350 anos, embora 154 anos ainda assim seja muito tempo; 2) Como estes escravos eram adquiridos na África? Havia um grupo de caçadores europeus que os capturavam, arrebatando-os de suas aldeias ou seria uma prática natural do continente em que as principais nações africanas viram uma oportunidade de expandir seus negócios para um novo mercado: o europeu? 3) Não seria viável uma iniciativa popular para mudar a situação onde afrodescendentes e pardos mais letrados, como a argumentadora, preparassem os alunos para terem mais chances não só no ENEM e no vestibular mas na faculdade em si; 4) E o fato mais obscuro que não justifica pelo contrário nos levanta ainda mais questões: os escravos que por um acaso conseguiam vencer o status quo, eram também grandes escravagistas, vide Chica da Silva, Zumbi dos Palmares, entre outros. Não digo com essa argumentação que a escravidão não foi uma prática hedionda e que não haja necessidade de uma revisão social, mas enquanto houver essa cultura de reparação e vitimismo nada irá mudar. Eu sou fruto dessa mistura muito louca de etnias do Brasil, não sou rico nem usufruo dos manjares do poder público. Um europeu me verá moreno e um africano como branco, mas nem fui escravo nem muito menod escravizador, portanto deveria ter os mesmos direitos reservados aos meus compatriotas de cútis mais escura, mas enquanto vocês continuarem com essa bandeira segregadora não será assim, talvez mude quando tivermos o mesmo pensamento de nossos irmãos africanos, afinal a segregação do tribalismo deu muito certo para eles!

  55. Antônio Postado em 11/Mar/2015 às 16:59

    Parabéns pelo seu texto priscila. Muito digno!

  56. Fernando Postado em 11/Mar/2015 às 17:03

    O texto é muito bom, mas mesmo assim não me convenceu a ser a favor das quotas raciais. O Brasil ainda é um país racista, e separar as pessoas por cores só aumenta mais a discriminação. Todas as raças tem a mesma capacidade de passar na ampla concorrência, embora certas pessoas possuam menos oportunidades. Está certo que o peso histórico existe, mas olhem quantos brancos também estão em vulnerabilidade social. A maior reparação seria investir em educação e qualificação profissional para todo mundo, sem distinção. Sou contra a existência de universidades particulares, deveriam ser todas estatizadas, mas já que elas existem a única maneira de inclusão deveria ser de quotas para pessoas de baixa renda, sejam elas brancas, negras, pardas, amarelas ou verdes. Deveriam se preocupar mais com a qualificação das pessoas como um todo do que com o número de negros nas universidades.

  57. Aldo Mota Postado em 11/Mar/2015 às 22:10

    Para passar em um vestibular, basta uma coisa bem simples, independente de raça, é sentar a bunda numa cadeira, pegar um livro e estudar como qualquer outra pessoa. No momento que se criam cotas para uma determinada raça, é determinada como se ela fosse inferior, como se não fosse capaz de andar com as próprias pernas e eu sei que o negro como o branco, azul, verde, rosa ou vermelho são capazes de estudar para passar em um vestibular. Cotas sociais eu entendo pois não há como pessoas de escolas públicas competirem com igualdade com pessoas de escola particular mas dizer que um negro não é capaz de competir com uma pessoa branca?. Para mim, é uma inferiorização dos negros e eu sei que o negro não é inferior a ninguém.

  58. Andréa Postado em 11/Mar/2015 às 22:33

    Comentei que acho melhor cotas para pessoas que cursam ensino público, colocaram ai que não entendo de cotas. Só acho que quando se cria cotas ou se beneficia alguém por sua raça, seja negro, índio ou qualquer outro, está se mostrando que essa pessoa não tem a mesma capacidade dos outros, sendo assim inferior. Eu não concordo, acho que todos temos a mesma capacidade, o que diferencia, é que alguns estudam em ótimos colégios e outro no público, como foi o meu caso e dos meus filhos.

  59. Luiz Souza Postado em 13/Mar/2015 às 04:38

    PP: a maior concentração de pretos ricos por pixel quadrado que ralaram e hoje vivem muito bem, obrigado ou uma porção de fakes?

  60. Elmira Alves de Almeida ( Postado em 17/Jan/2016 às 18:14

    Parabéns Priscilla pelo seu belo texto. Concordo com o seu relato, ao qual eu chamaria de expansão. A política social e econômica brasileira realmente tem uma dívida e muito grande para com os nossos antepassados e, porque não dizer, para conosco. Então que seja em forma de cotas, ou de outra caraterização que nos compensem essa perda que, é quase irreparável pela situação e condições que esse nosso povo africanos viveram e, seus descendentes, ou seja, nós os afrodescendentes, ainda continuamos a viver.