Redação Pragmatismo
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Educação 04/Mar/2015 às 16:15
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A culpa é de Humberto?

aluno Humberto bauru morto álcool unesp

Fernando Martins*

Neste sábado, 28 de fevereiro, um jovem de 23 anos chamado Humberto Moura Fonseca, estudante de engenharia elétrica do campus de Bauru da Unesp, morreu após ingerir uma grande quantidade de álcool em uma festa que promovia a competição entre repúblicas da cidade, onde cada membro participaria de uma prova diferente, algumas envolvendo álcool , outras não.

Foram cerca de 30 doses de copinhos de café (50 ml) de vodka virados por Lombada, como foi apelidado há quatro anos ao entrar na universidade. Junto com ele, outros tantos participantes da “prova de resistência” passaram mal, três deles também internados em estado grave.

Em vídeo viralizado pelos principais meios de comunicação do país e também compartilhado em massa pelos navegantes das redes sociais, é possível ver o mineiro Humberto participando da prova, junto a várias outras pessoas.

Enquanto espera seu copo ser completado mais uma vez, a cada um minuto mais especificamente, é possível ouvir os gritos de incentivo: “au, au, au, Lombadinha é animal”. Ele ergue os braços e comemora mais um copo virado e o apoio dos amigos.

Após desmaiar com tanta vodka no corpo, Humberto é levado por um ambulância ao pronto-socorro.

A festa não tinha uma enfermaria. A ambulância não possuía os equipamentos necessários para um resgate de emergência. Duas pessoas organizavam e lucravam com o evento de aproximadamente duas mil pessoas. Uma marca de vodka estampava um objeto inflável gigante na portaria da festa. Outra marca de cerveja era exibida nos abadás dos competidores, entre eles Lombada.

Havia um prêmio para a república que vencesse todas as competições, algo como um aparelho DVD e um churrasco. Destaco mais uma vez das pessoas gritando “au, au, au, Lombadinha é animal” e também das pessoas que filmavam o torneio. Os organizadores, dois estudantes também da Unesp, foram presos, mas já estão soltos para responderem em liberdade.

A universidade do jovem teve como única preocupação avisar a imprensa que “proíbe o trote e não é permitido o consumo de bebida alcoólica no campus“. Nunca houve um debate sobre o tema nos quatro anos em que frequento o local de ensino.

Na sessão da Câmara de segunda-feira, 02/03, um vereador, dono de uma grande boate da cidade, discursa sobre a falta de fiscalização nos locais das festas.

A culpa é de Humberto?

O que se ouve nos últimos dias, no ônibus a caminho do trabalho, ou na fila do restaurante barato do centro, ou ainda nos comentários em notícias sobre o tema ou através das redes sociais, é de que o “IDIOTA” não soube seu limite: “ele possui livre escolha e bebeu porque quis”.

Sim, tem gente xingando o estudante falecido. Tem gente que reclamou do cancelamento da festa, mesmo ela tendo continuado por mais quatro horas após a morte do rapaz circular na boca dos presentes, seja justificada ou não. Falta humanidade e compaixão ao outro.

A culpa não pode e nem deve ser atribuída a Humberto.

Junto com eles, haviam outros dez ou mais participantes. Aplaudindo, outros dois mil, mesmo que ainda não presentes na hora da competição. Pelas festas pelo Brasil afora, outros milhares seguem o ritmo.

Hoje foi Humberto. Ontem, outro. Amanhã, mais um.

Se a culpa era de Humberto, sua morte não salvará vidas. Se a culpa for da dupla organizadora e ambos forem presos, seja lá a pena que for, outras mortes ocorrerão do mesmo jeito.

É preciso discutir nossa cultura ao álcool, é preciso discutir a organização das festas, é preciso discutir sobre as marcas de bebidas alcoólicas que patrocinavam o evento, é preciso discutir sobre a competição, é preciso discutir sobre essa droga que tanto mata. Por quê ela é legalizada e outras não? Qual o critério? Quem ganha com isso?

Quem é o idiota?
Humberto é que não é.
Mais uma vítima.

E as discussões importantes sobre o tema foram enterradas junto ao corpo neste domingo. Pulamos mais uma oportunidade de aprender mais sobre o álcool e sobre nós mesmos. As festas continuarão, sejam dificultadas por um mês ou um ano, assim como aconteceu após o caso de incêndio da Boate Kiss.

Uma hora tudo volta ao normal e outras irresponsabilidades serão promovidas, outras mortes virão e a culpa, mais uma vez, será personificada, mas a cultura do exagero ao álcool passará despercebida, apoiadas pelas grandes marcas dessa droga, descendo redondo pelas nossas gargantas e destruindo vidas inocentes.

*Fernando Martins é graduando em jornalismo pela Unesp-Bauru e colaborou para o Pragmatismo Político

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Comentários

  1. Rodrigo Postado em 04/Mar/2015 às 18:03

    (Outro Rodrigo) Não é para ser xingado, nem tripudiado, realmente. Mas o mesmo, mesmo ante estímulos de terceiros, valorando-os positivamente (julgando válido ser reconhecido pela capacidade de ingerir grande quantidade de bebida alcoólica), adotou conduta livre e consciente, sem qualquer coação moral ou física. É sempre de ser lamentada a perda de qualquer vida humana, sim, especialmente em circunstâncias tão fúteis, ao mesmo tempo em que o caso deve ser usado - não para menosprezar ou tripudiar, mas - para que sua divulgação atente mais e mais pessoas para o fim esperado da adoção de condutas lesivas a si próprio ou a outrem; o jovem não era interditado, tendo capacidade plena de entender e compreender o resultado de suas ações, o que não se confunde com celebrar nem com desejar a morte do mesmo. Meus sentimentos à família.

    • José Postado em 04/Mar/2015 às 19:10

      Também acho que não deve ser xingado, mas a situação infelizmente ocorreu por conta dele, ninguém o forçou a nada. É uma fatalidade triste mas infelizmente não há o que fazer e ninguém mais a culpar, todos nós devemos saber nossos limites e quando simplesmente dizer não.

      • Farias Postado em 06/Mar/2015 às 09:00

        Ele foi "forçado" sim. Foi coagido inconcientemente, em meio aos gritos e animação dos amigos.

      • Rodrigo Postado em 06/Mar/2015 às 10:05

        (Outro Rodrigo) Como é que é????? Coação moral irresistível consistente em apupo de amigos? Essa é nova. Vou anotar no Código Penal!

    • André Anlub Postado em 06/Mar/2015 às 10:29

      A culpa dele foi não ter feito música de abertura da Malhação. Caso contrário seria um mártir, um Rei que se matou.

  2. Rafael Martini Postado em 04/Mar/2015 às 18:22

    Lamentável o ocorrido. A indústria de bebidas alcoólicas no país sempre posou de "cool", passando-se por beata frente aos demais segmentos de drogas, lícitas ou ilícitas. Contudo, com relação à responsabilização do rapaz, data venia, é esperado que um sujeito de vinte e três anos saiba reconhecer, ainda que grosseiramente, suas limitações em relação a tamanha bebedeira. Ele foi vítima dessa poderosa indústria? Sim. Mas entendo que ele também buscou autoafirmar-se através do ato, perdendo a vida dessa maneira.

  3. poliana Postado em 04/Mar/2015 às 19:20

    "Por quê ela é legalizada e outras não"?.....pois é...NUNCA soube de alguém q tenha tido uma overdose de maconha e tenha chegado a óbito...mas a hipocrisia é sempre o melhor caminho.

    • Samuel Postado em 04/Mar/2015 às 19:35

      Se fosse uma maraconha ao invés de maratoma o máximo que aconteceria seria um competidor cair no sono.

      • juliano Postado em 05/Mar/2015 às 10:34

        ou comer até explodir! ahahah

    • hannah Postado em 06/Mar/2015 às 11:21

      Estudos compravam que o álcool é mais mortal que a Maconha. Alias, também nunca ouvi relatos de morte por "overdose" de maconha. A hipocrisia reina na sociedade brasileira atual.

  4. Thiago Teixeira Postado em 04/Mar/2015 às 20:12

    Fiz um ano de Unesp em Bauru em 1999. Participei timidamente do trote até o meu limite de paciência. Não fui nas festas pois era e sou anti-social e não ingeri bebidas alcoólicas a mando dos veteranos. Não fui hostilizado, não criei inimizades por causa disso muito pelo contrário. O que eu percebi eram jovens que tinham sede de serem popular, de fazer média aos veteranos (as) para ficarem "descolados". Não conheço esse cara, foi uma fatalidade, mas duvido que tenha feito algo contra a vontade dele.

    • juliano Postado em 05/Mar/2015 às 10:37

      é a era dos 'likes'. as pessoas fazem tudo pra ganhar ibope.

  5. Bruno SAP Postado em 04/Mar/2015 às 21:55

    Não, seus medíocres a culpa não foi dele. Ele foi, com certeza, induzido, enganado e sim, apostou na imagem de droga leve que os meios de comunicação pregam sobre a Bebida. Aos que tem sede de culpar alguém, culpem as industrias de bebidas alcoólicas e aos olhos mau tapados do governo.

    • Rodrigo Postado em 05/Mar/2015 às 16:04

      (Outro Rodrigo) Ahn? 25 copos de bebida com teor alcoólico de 40%? Leve que nem sopa de isopor! E vamos culpando a todos os outros, menos a nós mesmos... "O inferno são os outros" (Sartre).

      • bianca Postado em 06/Mar/2015 às 11:48

        concordo plenamente temos que ter responsabilidade pelos nossos atos

  6. Elika Takimoto Postado em 04/Mar/2015 às 22:09

    Exageros sobre a ingestão de álcool neste caso à parte, a verdade é que há excessos em qualquer festinha que vemos por aí. Não é nada raro vermos amigos bêbados em um costumeiro happy hour. Não foi somente um jovem que perdeu a vida neste sábado, são vários e todos os dias, principalmente nos finais de semana. Há tempos já venho observando o comportamento das pessoas em relação ao álcool. Eu que não bebo não porque não goste e sim por não poder, pois não tenho uma enzima que metaboliza o álcool em meu organismo e o resultado de uma xicrinha de cerveja (se é que isso existe) pode ser desastroso, enfim, eu que não bebo porque não posso não sei se pudesse, beberia. Pelo menos não da forma como a sociedade está nos impondo. Vejam bem, na maioria das vezes em que estou com pessoas que não me conhecem seja numa festa ou até mesmo em um bar, eu tenho que me justificar de alguma forma. Falar da aldolase, a tal enzima que me carece e coisa e tal. Você não bebe??? Ela não bebe nada?!? Por que? E me olham com cara de pena como se isso fosse um castigo, uma sentença. Como se isso fosse motivo de sofrimento para mim. Já cheguei a dizer que estava tomando remédio (mentira), que o pastor não deixa (ahahahahaaa), que estou grávida (verdade (na época)), enfim… de alguma forma eu tenho que me explicar e dizer “Calma! Eu não bebo, mas sou legal”. Por que tanta pressão e tanta preocupação com o meu bem estar quando estou com um copo de suco na mão em uma festa ou sem segurar copo nenhum? Gente, eu estou ótima e me divertindo de verdade… O projeto de assimilarmos cerveja com felicidade, de fato, foi um sucesso. Todos caíram como uns patinhos. As propagandas sempre associam bebidas com esportes e com total prazer. A sexualidade é associada ao consumo da bebida. Beber se torna, no raciocínio implícito da publicidade, algo fundamental para possuir belas mulheres, grande desejo dos jovens, homens, entre 15 e 25 anos, não por acaso as principais vítimas de acidentes de trânsito no Brasil. Sexta-feira é o dia da semana em que as redes sociais ficam repletas de fotos de copos de chopp e garrafas de cerveja anunciando o início, promissoriamente leve e festeiro, de um fim de semana. Mas todos sabemos que a realidade não é o que vemos nas postagens no feicebuque. Pesquisas mostram que o número de pessoas viciadas em álcool, os alcoólatras, crescem enormemente. Além disso, o caso de óbitos por cirroses, pancreatites e doenças vasculares crescem na mesma proporção que as indústrias de bebidas enriquecem. E podem colocar nessa conta mortes causadas pelo aumento da violência, da criminalidade e das agressões familiares por conta de pessoas que acharam que estavam consumindo um produto que faria bem à saúde e o tornaria sua vida mais feliz. Bah. É raro vermos estatísticas falando sobre as mortes citadas acima, não? Por que será? O que há por detrás de tanta omissão? Procurem saber quanto as indústrias de cervejas faturam por ano e quanto gastam em publicidade. E você, bobinho, ainda faz mais propaganda de graça fotografando a cerveja que vai beber juntamente com seu sorriso esperançoso de que terá momentos leves. Que tenha, mas… até que ponto o álcool e a quantidade que é ingerida são, de fato, necessários para a sua felicidade? E você que faz questão de ser fotografado com um copo de cerveja na mão: o líquido que você bebe é ingerido pelo que tem em seu conteúdo ou pela característica agregada pelo efeito persuasivo da publicidade? Considere que ao tirar seu selfie com o copo de cerveja na mão ou algo que o valha, o sentido de “ter”, para você, passou a substituir o sentido de “ser”. Agora sim você é um alguém socializado e inserido em um grupo social, né? Você precisava ter um copo e beber muito nele para se sentir feliz, não? Uma pergunta que faço quando vejo pessoas sendo fotografadas bebendo: Quem, de fato, está muito feliz com a sua foto? É claro que você pode estar sim muito alegre e contente e a cerveja não ser a principal causa disso. Mas em muitos casos, a impressão que se é passada, para mim, não é exatamente essa. Eu, vejam vocês, quase sinto vergonha por não beber. Quase… Já me acostumei com as indagações, mas sinto-me cada vez mais anormal tanto no meio de adultos como no meio da garotada mesmo. E não é de se estranhar a minha sensação.. Há nesse mundo uma apologia à bebida que vou te contar viu. Muitos para mostrar que uma festa bombou tiram fotos rodeados de latinhas vazias ou cheias. Associam o fato de um evento ter sido bom somente se todos se encharcarem de bebidas alcoólicas. Bebi bagarai!!!! Quem nunca ouviu isso? Afff… Jovens estão consumindo bebidas alcóolicas cada vez mais cedo e em quantidades cada vez maiores. A busca pela felicidade começa desde cedo, agora vejam. E os mais novos sempre imitaram os adultos desde que o mundo é mundo. Já foi assim com o tabaco e agora, mais do que nunca, com o álcool, a droga permitida e institucionalizada. “Aprecie com moderação” é o suficiente para sermos massificados com essa quantidade absurda e criminosa de publicidade. As propagandas têm um efeito crucial nesse imaginário de que o álcool não é droga e que por ser lícita não prejudica a vida, pelo contrário traz benefícios, felicidades… a vida vira uma festa se houver cerveja! É essa visão que grande parte dos adultos e jovens brasileiros têm das bebidas alcoólicas. Bobinhos… É urgente e impositivo que sejam extinguidas as propagandas de bebidas alcoólicas no país, como foi feito com o cigarro já que ambas matam, sendo o álcool um grande vilão que apenas é respeitado por conta da ignorância e hipocrisia da sociedade que não enxerga a quantidade de mortes e doenças que o álcool vem gerando, pela cultura “social” que afirmam que tem. Não digo que se deva proibir, mas há de se gerar na sociedade uma consciência maior, mais responsável e menos alienada sobre o consumo de álcool assim como foi feito com o do cigarro. Não poderiam, por exemplo, colocar as imagens de acidentes de trânsito nos rótulos das cervejas? Fotos de fígados saudáveis versus os com cirrose? Em verdade, em verdade eu vos digo. É possível aproveitar a vida, uma festa, se socializar, ter amigos e ser feliz sem a necessidade de ter um copo na mão. Vide a mim e as criancinhas! Eu me divirto a vera e a brinca em qualquer lugar de cara limpa. E sou legal, ok? Feliz nem sempre mas, vale lembrar, o normal é ser assim mesmo.

    • Tamirys Postado em 05/Mar/2015 às 09:03

      Achei seu comentário muito pertinente e, em verdade, melhor que o texto da postagem que além de erros estranhos de português, tem também uma coesão de texto muito duvidosa. Claro que o ponto de vista (do autor) vale a pena, mas seu comentário está um nível acima. Fosse isso uma rede social, teria meu "LIKE", haha.

    • Paulo Postado em 06/Mar/2015 às 10:56

      ''até que ponto o álcool e a quantidade que é ingerida são, de fato, necessários para a sua felicidade? '' Elika, essa frase tem que ser colocada em um outdoor, muito boa.

    • Paulo Postado em 06/Mar/2015 às 11:07

      23 ano, há 4 na faculdade, bem, pelo jeito saberia muito bem diferenciar o que pode ser bom ou ruim pra ele, mas contraditoriamente, poderia querer se autoafirmar, a gente não sabe dos detalhes, a vida que levava, os anseios que tinha, triste. Quanto ao álcool, não tenho dúvidas que teria que ter um tratamento mais duro que tem contra o cigarro, mata mais gente e também aleija mais, mas aí entram os interesses financeiros e foda-se o resto.

  7. Thiago Lopes Postado em 05/Mar/2015 às 09:28

    Concordo com quase tudo do Pragmatismo. Mas que Humberto tem total responsabilidades sobre suas escolhas, isso não tem como negar. Não digo culpa, mas ele era sim responsável. Tirando isso, o jornal te razão: existe uma ridícula cultura do álcool. Mas devemos tomar cuidado pra não alimentar os argumentos do pessoal da direita, que nos acusam de vitimização. Às vezes acho que confundimos um pouco as coisas e tiramos a responsabilidade dos indivíduos sobre suas ações.

  8. Fernando Martins Postado em 05/Mar/2015 às 10:05

    Ele tem sua parcela de culpa, mas não cabe a nós julgar. Se apontarmos a culpa nele ou então na dupla organizadora e pararmos o debate, outros Humbertos terão suas vidas destruídas, por isso a necessidade de discutir a questão mais a fundo, de ir além e problematizar tudo que está por trás dessa morte e da nossa cultura de glorificação do "beberrão da turma, quase sempre homem, também vítima do machismo nessa situação, afinal é quase um símbolo do "machão" essa pose de beber mais. Portanto a questão tem que ir muito além da morte de Humberto. Humberto tem que ser o gancho para que essa discussão seja levantada, para que essa droga seja debatida, para que essas festas sejam seguras (não adianta querer proibir, isso não existe e é impossível de controlar), para que essas empresas assumam os riscos patrocinando esse tipo de evento e para que a universidade tenha um papel ativo na formação do cidadão dentro da sociedade, gerando debates e grupos de discussão sobre o tema, coisa que nunca vi nesses quatro anos de Unesp. Enfim, é muito mais complexo do que julgar ou não quem teve culpa.

  9. Bruno (2) Postado em 05/Mar/2015 às 10:10

    É sim. Próxima pergunta

  10. João Paulo Postado em 05/Mar/2015 às 11:29

    O maior culpado foi o Humberto? Certamente. Agora, há de se apurar, sim, responsabilidades. A embriaguez torna a pessoa incapaz temporariamente e o incentivo ao consumo de mais bebida de alguém em tal situação pode ensejar responsabilidade criminal e civil.

  11. Bruno SAP Postado em 05/Mar/2015 às 13:18

    Não só isso. O governo lucra muito com estas indústrias. Alguem já viu o governo alertar sobre os riscos para a saúde que o álcool traz? Igual fazem com os cigarros? Isso confunde ad pessoas, faz elas acreditarem que se não tem informação (tal qual tem nos cigarros) é porque não é tao prejudicial.

    • Rodrigo Postado em 05/Mar/2015 às 16:08

      Campanhas do Governo Federal: https://www.youtube.com/watch?v=Uld9x8II5Wk / https://www.youtube.com/watch?v=cl3H6diDVW8 / https://www.youtube.com/watch?v=aDsFD-wuw_E / e muito mais (youtube e google ajudam). A não ser que você tenha confundido com o consumo de Etanol, pois, aí sim, quanto a tal alcool, o Governo tem incentivado o consumo, mas nos carros...

    • Rodrigo Postado em 05/Mar/2015 às 16:45

      (Outro Rodrigo) Só procurar no google e youtube, que você verá a quantidade de campanhas realizadas pelos Governos Estaduais e pelo Federal, quanto ao tema. Não são poucas, aliás, são campanhas anualmente renovadas.

  12. Thiago Teixeira Postado em 05/Mar/2015 às 14:24

    Ou da Dilma ...

    • Ricardo Postado em 06/Mar/2015 às 10:27

      do FHC, na realidade... a Dilma não pode ser culpada pelas regras atuais

  13. Monica Postado em 06/Mar/2015 às 11:43

    Eu tenho 46 anos , fui morar sozinha com 17 em outra cidade para poder fazer faculdade, na idade do Humberto tem muita moca que e mae de familia.Ele e culpado sim , de ser tao imbecil , tao irresponsavel , mais preocupado com o que os amigos dizem que com estudar e fazer o que certo.eh certo beber mais do que covem? nao conhecer seus limites? qual o limite do alcool? A TONTEIRA, voce se sente tonto , chegou a hora de parar.tambem os pais sao culpados por nao ensinar uma coisa tao basica. provei alcool aos 3 anos ou 4 , nunca bebi alem da conta com exceicao de uma vez aso 21 anos . Mais um motivo para deixar de punir a que usa maconha , o que se deve , eh educar para cohecer os proprios limites.

    • Rodrigo Postado em 06/Mar/2015 às 15:16

      (Outro Rodrigo) Um dia vi entrevista no rádio falando justamente isso, Monica: a "tonteira" não é hora de beber menos, mas a hora de parar. Segundo o entrevistado, é o momento em que nosso corpo nos dá o alerta no sentido de que não mais está conseguindo processar a quantidade de álcool que estamos ingerindo. Estou lendo um livro e percebi, pelas palavras do médico, que realmente nosso corpo é uma máquina, biológica. Então devemos ter cuidado com o que ingerimos, a exemplo do cuidado que temos com maquinários a exemplo do motor de um veículo - mudando minha alimentação, senti grande diferença em minha disposição e mesmo em minha saúde. Infelizmente o jovem rapaz escolheu ingerir quantidade absurda de álcool, que o seu corpo não conseguiu processar, ao final tendo deprimido seu sistema nervoso, com parada cárdio-respiratória.

  14. Ricardo Pinto Postado em 06/Mar/2015 às 11:50

    Nossa juventude há muito perdeu o gosto pela diversão saudável, limpa, à luz do dia, tranquila, em um bosque ou clube de piscinas... ou uma reunião com amigos à noite, em suas casas, para cantarem fazendo-se acompanhar de algum instrumento musical, escrever e recitar poesias, trocar ideias, jogar cartas, sinuca ou videogame, um jantarzinho simples (pode ser cachorro-quente mesmo), com sucos e refrigerantes ... nossa juventude está em total desequilíbrio, está desabando, em vertiginosa queda livre... nossos jovens estão perdidos, sem norte, sem rumo... e estejam certos, eles não são os culpados disso.

  15. Leonardo Postado em 06/Mar/2015 às 12:28

    A culpa é do Humberto sim! Não seria certo xinga-lo, ou qualquer outra coisa parecida, mas o cara é universitário e supostamente não conhece os perigos da ingestão de destilados? Ou é fraco e ignorante o suficiente pra não ter ciência de seus atos? Bebida não tem asa, ela entra na sua boca, pela sua mão. Ou por acaso uma pessoa que mete uma bala na própria cabeça não é culpada? Não, a culpa é da indústria armamentista? Ha vá!

  16. Tales Postado em 06/Mar/2015 às 13:01

    Eu acho que uma boçalidade generalizada no rolê, da organização e dos participantes (até de quem não participou da competiçao), que nesse caso resultou na morte do Lombada. Mas realente a discussão que deve ser feita é sobre a indústria do álcool e a hipocrisia da sociedade bancada pelo status quo, a cultura da exposição e competição.

  17. claudio Postado em 07/Mar/2015 às 09:55

    Humberto é um idiota? Não! Sabe porque? Por que está morto. O cara fazia 4º ano de engenharia e não sabia medir os riscos que corria? Pergunta ao meu filho de 4 anos que ele te explicará.

  18. Rodrigo Menezes Postado em 07/Mar/2015 às 11:12

    http://www.papodehomem.com.br/precisamos-conversar-sobre-o-estudante-que-morreu-apos-beber-trinta-doses-de-vodca

  19. Luis Postado em 17/Mar/2015 às 08:35

    " Porque ela é legalizada e outras não?" Quando eu achava que certos setores da esquerda já tinham batido no fundo do poço moral , me surpreendo. Um esquerdinha se fingindo de compadecido, triste com a morte do rapaz para poder explorar politicamente o caso e vociferar pela liberação do baseadozinho que fuma nos intervalos entre as aulas da faculdade. Vergonha, vergonha.