Redação Pragmatismo
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Meio Ambiente 04/Feb/2015 às 18:07
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Quem mais vai sofrer com a crise da água?

A crise da água está prestes a chegar a proporções catastróficas. Devemos esquecer das piscinas nos Jardins, no Morumbi, o banho na calçada, o banho no SUV, os quatro banheiros da casa, mas foque a atenção no fraco chuveiro elétrico da periferia comprado em prestações: é este o elemento “violento” que vai sofrer na mão da PM

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Felipe Milanez, A conta da Água

A crise da água está prestes a chegar a proporções catastróficas. E, agora, a escassez deste recurso natural pode resultar em violência, guerras, saques. O desastre humano pela falta dos recursos naturais. É o que diz a prefeitura de São Paulo, de acordo com coluna de Monica Bergamo, na Folha de S.Paulo, com o sugestivo título de: Prefeitura de São Paulo teme violência e saques por falta de água.

No caso de conflitos, os mais atingidos são sempre quem está mais próximo do local — no caso, os prefeitos — ainda que seja ao governador do estado sobre quem deve recair a responsabilidade mais direta no caso. Nesse sentido, diversos prefeitos, e não apenas Haddad, alertam para a explosão de violência em decorrência da escassez, conforme noticiou o Valor: “temem os problemas gerados a partir do racionamento, como o aumento do número de doenças provocada pela água impura e eventuais saques de água pela população desabastecida, com o aumento da violência”.

Acontece que um dos desastres provocados pela crise hídrica tem sido a despolitização do problema. Parece que não causa espanto o fato de a crise ocorrer em uma cidade tropical com alto índice pluviométrico. E a velha questão da turbulenta relação entre população e recursos naturais volta à tona. Um longo debate que divide a filosofia, pelo menos, desde o século 18 (já que foi o iluminismo do 17 quem separou gente de natureza).

É que esse argumento provocado pelos prefeitos afetados pela crise da água — a escassez vai provocar violência — segue a tônica daquele construído pelo padre inglês Thomas Malthus. As linhas gerais eram de que o aumento da população leva ao esgotamento dos recursos. A terra não poderia prover o necessário para o consumo crescente: enquanto gente cresce de maneira geométrica, a terra provê em aumento aritmético. Logo, miséria, guerra e caos, eliminando os mais pobres, regulariam o equilíbrio. Uma verdade evidente, e portanto, despolitizada, que constitui a linha geral da catástrofe Malthusiana – agora, pretendem uns, o caso paulistano.

Marx respondeu ao argumento de Malthus. Trouxe mais problemas pra mesa para contrapor essa “verdade evidente”. Problemas sociais, econômicos, históricos. A produção de desigualdades. Ao desconsiderar as relações sociais de exploração e concorrência que produziram fome — em São Paulo, a falta d’agua —, Malthus, assim como a prefeitura de São Paulo, o governo, e grande parte da imprensa, percebem um resultado da operação de leis inexoráveis da natureza. Seria culpa da chuva, ou de um santo (Pedro). Mas não: é o problema da acumulação de capital e do jogo político construído nesse processo.

É o capitalismo, estúpido, e não, como se dizia no auge do neoliberalismo nos anos 1990, “é a economia, estúpido”.

Apesar de Marx ter respondido, digamos, há bastante tempo, ao argumento, ele se ressignificou e se reconstruiu com o neomalthusianismo. O famoso artigo do ecólogo Garrett Hardin, publicado na Science em 1968, reconstruiu a mesma “tragédia” dos recursos naturais, que chama de os comuns (“commons”, em inglês). Escreveu ele que o “problema” da população e recursos não teria solução técnica, mas precisaria de uma extensão moral — igualmente despolitizada.

O hoje famoso geógrafo marxista britânico David Harvey respondeu a Hardin em 1974, na revista Economic Geography, paper de título “Population, Resources, and the Ideology of Science”. Utiliza novamente Marx contra o argumento neomalthusiano, e aponta o problema da “ideologia das ciências”, pelo qual ele critica, de forma bastante convincente, a “neutralidade da ciência”.

Ao fundamentar o problema a partir da superpopulação”, escreve Harvey em minha tradução, “muitos analistas, involuntariamente, fazem um contive à política da repressão que invariavelmente parece estar relacionada ao argumento Malthusiano quando as condições econômicas são tais que tornam esse argumento extremamente atrativo para a classe dominante”.

Ou seja: porrada nos pobres. PM e Rota contra “a violência” (que evidentemente não é a violência da opressão, da exclusão ou da subcidadania, pois essas não estampam capas de jornais). Contra os “saques” — não o do agronegócio, mas o do desesperado em busca de água para sobreviver. Não o saque das mineradoras e das indústrias, mas dos trabalhadores sem água para sobreviver.

É o que se desenha em São Paulo. Esqueça que o agronegócio consome dois terços da água. Que a indústria beba talvez 20%, até 30% em alguns cálculos e períodos. E as residências, menos de 10%. Mas, e ainda assim, de qual residência estamos falando? Devemos esquecer das piscinas nos Jardins, no Morumbi, o banho na calçada, o banho no SUV, os quatro banheiros da casa, mas foque a atenção no fraco chuveiro elétrico da periferia comprado em prestações: é este o elemento “violento” que vai sofrer na mão da PM.

Escassez e violência

Nos anos 1990 (auge ideológico do neoliberalismo), a suspeita de que a escassez de recursos poderia provocar conflitos violentos no âmbito internacional ganhou um novo suspiro, notadamente pelo grupo de trabalho do canadense Thomas Homer-Dixon. Publicou livros, organizou seminários, treinou pesquisadores, e com o alerta de que recursos naturais vão acabar em decorrência do aumento da população, e um Mad Max global vai ser instaurado. Renovou Malthus no seio do neoliberalismo. Propriamente, com a intenção de fortalecer seus argumentos, tratou de sempre deixar de lado o contexto sócio-político, histórico e econômico de cada caso onde atribui-se à natureza a causa de conflitos sociais. O trabalho foi influente, e refletia a principal estratégia do governo Clinton para a “segurança ambiental”.

A resposta veio por um grupo de pesquisadores em Berkeley, com xs geografxs Nancy Peluso e Michael Watts. Organizaram um seminário interdisciplinar e depois publicaram um livro, Violent Environments (2001, Cornell University Press), no qual, com fundamento na economia política e relações sociais, respondiam a Homer-Dixon e a administração neoliberal de Clinton.

Em resumo, o trabalho desenha a violência como um fenômeno localmente específico, com origem em história e relações sociais locais, porém, conectado com processos amplos de transformações materiais e relações de poder.

O problema é a democracia e as instituições

Com a crise climática global tendo ascendido, finalmente, à agenda internacional, novamente renovou-se a dinâmica entre população e recursos, com o uso fácil e superficial de Malthus, ou um exame mais categórico, muitas vezes de cunho marxista, levando-se em conta as dinâmicas locais, as relações de poder e as transformações materiais.

Nesse sentido, um projeto europeu chamado Clico, investigou se as mudanças climáticas poderiam provocar conflitos, especialmente por problemas hídricos. Os casos de estudo não foram tropicais one há chuva e água abundante (o Brasil tem um quinto da água doce do planeta), mas em torno do mediterrâneo, de clima temperado ou desértico — ou seja, onde a coisa deveria “pegar” em termos “naturais”.

A conclusão, pasmem políticos de São Paulo, é que não foram encontradas evidências de que as variações hidroclimáticas sejam fontes de violência e insegurança. O problema, escrevem xs pesquisadores, é “democracia” e “boas instituições”. Essas sim são as grandes variáveis. Utilizando ferramentas da ecologia política, o grupo de diferentes universidades, coordenado pela Universidade Autônoma de Barcelona, encontrou algo que — isso sim — pode inspirar o debate no Brasil:

Descobrimos também que os projetos de desenvolvimento em larga escala, liderados pelo Estado, muitas vezes conduzidos em nome da adaptação às mudanças climáticas, terminam por aumentar a insegurança em alguns grupos populacionais, muitas vezes aqueles que são os mais marginalizados econômica e politicamente.”

Transposição física e política

Talvez, com base na experiência relatada nesses casos, o que São Paulo mais precisa, urgentemente, não é da transposição física de reservatórios secos para outros secos, secando ainda mais bacias no seu entorno. Transpor as águas do Paraíba do Sul, já seco pelo consumo exploratório (com 1,7% do volume!), para o Sistema Cantareira (com cerca de 5% do volume!), deve apenas piorar a situação e afetar mais gente e mais o ambiente.

É preciso, sim, uma “transposição política”, com forte impacto nas relações econômicas e de desigualdade social. Transpor a oligarquia que controla os mecanismos de poder e esgotam os recursos naturais para um mesmo nível de igualdade nas relações políticas da grande população — humana e não humana — que sofre esses desmandos.

Alckmin já declarou que faltariam guilhotinas caso o povo soubesse o que acontece. No entanto, violência é uma péssima forma de transformar o sistema político. O povo deve ser mais inteligente, e menos violento, que o seu governante.

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 04/Feb/2015 às 23:16

    Kkkkkk só rindo mesmo, viu. Aqueles que se achavam donos do Brasil... quebrarem!! São Paulo imperialista regional acha que se lá secar todos secam. À pqp que seca. Não chove aí? Agora aprendam a viver com a seca e a respeitarem as demais regiões do país, principalmente o nordeste. Aí vem um babaca, ou mais, dizendo q lá existem muitos nordestinos... sim existem, mas será que foram bem acolhidos? Duvideodó. Agora q tudo está secando estão com medo de que n tenha mais água. São uns parasitas mesmo... eu hein.

    • Jonas Schlesinger Postado em 05/Feb/2015 às 00:07

      Vi que no outro post deu muita repercussão o meu comentário. Mas é isso mesmo, não gosto de sp. Acho um povo estupidamente arrogante, pelo menos a maioria. Falo de 95%. Vcs disseram que lá acolhem os povos... UMA PINOIA! O nordestino ou seja lá quem for pisa lá, certamente é algo de preconceito. Quando eu disse "morram seus vermes", morram seus vermes mesmo. Eu não quero me solidarizar a imperialistas preconceituosos. Pra mim tanto faz como tanto fez se aí virar o deserto do Saara. Por isso, eu não retiro nada que eu disse no outro post, pq nada foi irônico. E outra coisa: acham que eu faço estes comentários só pra dar ibope, mas não. Tava com isso engasgado comigo até hoje. Meus amigos relataram que foram vítimas de preconceitos quando foram pra SP. Até eu fui vítima mesmo com um sobrenome diferente no registro. Por isso e muito mais, por favor, não venham com vitimismo hipócrita pra cima de mim. Pq sp em geral n sente pena de ninguém. E tripudia sim de nós, nordestinos. "Terra de lampião, cabeça chata, terra do humor, do acarajé, padim ciço,... que pariu. Só se lembram disso. E PP, tá de parabéns mostrando a realidade NUA E CRUA de uma região que castiga os seus. Continue com mais reportagens de Sp e eu estarei lá criticando. Boa noite.

      • Pedro Postado em 05/Feb/2015 às 15:03

        Você é gaúcho da cútis branquinha babaca. Não se meta A dizer que é nordestino.

  2. poliana Postado em 05/Feb/2015 às 10:20

    Vou assistir de camarote a queda do "império" paulista!!! Kkkkkkkkk...e viva o bravo povo nordestino, q convive, historicamente com a seca,mas sem foi desprezado pela mídi nacional e pelo eixo podre sul-sudeste. Agora experimente essa crise e tentem contorná-la gentinha fresca paulistana. Quero ver os "guerreiros" coxinhas lidando com a seca em sampa!!!! Kkkkkkkkkk...viva a alckmin!!!? Viva o psdb!!!!! Huhuhu

    • poliana Postado em 05/Feb/2015 às 12:45

      Sempre*/mídia*

    • mani Postado em 06/Feb/2015 às 21:41

      O pior é que com a transposição de água do rio Paraíba do Sul, o governador de São Paulo, GA, arrasta o estado do Rio de Janeiro para a seca do sudeste.

  3. gabriel Postado em 05/Feb/2015 às 11:01

    Não sei bem ao certo mas isso se tornou uma vingança para os nordestinos, não sei bem quando o sofrer virou motivo de celebração, talvez tenha sido um apequenar de todas as almas pós eleição, onde quase todo o Brasil foi coberto por um ódio, talvez a necessidade de um antagonista para reafirmar suas crenças, talvez por acreditar numa punição divina, mas estou certo de algo, essa elite tanto paulista quanto nordestina que aqui trocam farpas, que aqui desejam o sofrer e até a morte do outro, precisa de cuidado meu Brasil, precisam recuperar sua dignidade. pois agora são como animais tomados pelo seu instinto, com sangue borbulhando entre os dentes, uiva por uma guerra, que se abriga dentro de si mesmo...

  4. poliana Postado em 05/Feb/2015 às 12:49

    Sp ainda eh brasil? Jura????!!! Então avisa isso pros seus conterrâneos q sempre se acharam superiores, sempre tratou os nordestinoscomo sub raça, e sempre propuseram a separação do brasil entre os bovinos do eixo norte e nordeste, de um lado, e o sul/sudeste de outro! Sem contar a tão sonhada construção de um muro pra impedir o êxodo do povo nordestino pra sp. N seja hipocrita luis guilherme, ja ouviu falar na lei do retorno? Em carma? Agora aguenta seu paulista antipático. Enfrente essa seca historica q"sampa" está pra enfrentar! Hipócrita!

    • poliana Postado em 05/Feb/2015 às 12:55

      Meu post acima foi em resposta ao luis guilherme..mas o post dele fou excluído?!

    • poliana Postado em 05/Feb/2015 às 13:19

      Trataram*

    • Rodrigo Postado em 05/Feb/2015 às 17:03

      (Outro Rodrigo) Poliana, morei por dez anos em SP (interior) e, à exceção de um infeliz colega de sala, sempre fui muito bem recebido por colegas outros, amigos e respectivos familiares. Não estou negando que haja a discriminação, mas não podemos generalizar, nem partir para o maniqueísmo. De outro lado, como já falei em outra oportunidade, já fui destratado em Salvador, minha terra natal, em virtude de meu sotaque ter mudado e eu ter sido visto como turista (o que revela dupla ignorância, pois o turista deve ser bem recebido, se não por urbanidade - o que tanto nos falta -, ao menos por inteligência, posto ele trazer capital e poder ecoar junto aos seus a hospitalidade desta ou daquela região).

      • poliana Postado em 05/Feb/2015 às 21:52

        (Outro) rodrigo, lembro desse seu discurso. E q bom q na sua estadia por são paulo, vc so se esbarrou com um paulista preconceituoso. Pois eu ja me deparei com vários, e conheço muito bem o perfil dos paulistanos. N só falo por experiência própria com tb tenho varios amigos q passaram pelo msmo. O paulistano eh extremamente arrogante e preconceituoso. Se acha superior a todos, e q sp eh o império no brasil. Cabe a ele decidir todos os rumos q o país tem q seguir. E como eles viram q há muito perderam o poder de decisão, principalmente na politica, o preconceito e o desrespeito para com o povo nordestino triplicaram. N falo me baseando em algo q me falaram n, falo por experiência propria. Conheço muito bem essas pessoas.Mas enfim...se são tão soberbos e superiores, q enfrentem essa crise hídrica de kbça erguida, como o bravo povo nordestino sempre fez. 20 anos de gestão tucana...eles merecem! Preparem-se para a guerra! O pior ainda estar por vir.

      • Rodrigo Postado em 05/Feb/2015 às 22:39

        (Outro Rodrigo) Não foi um discurso, mas uma fala, uma constatação. Não quis, pois, estabelecer uma "agenda", mas meramente mostrar um outro viés, a enxergar o ser humano em sua integridade - compreendermos que caracteres externos como cor, origem, orientação sexual, gênero, escolaridade etc. não têm o condão lógico-necessário de estabelecer, determinar um caráter (já defendíamos isso quanto aos menos favorecidos, aos negros, homossexuais, mas, surpreendentemente, esquecemos da base argumentativa quando nos convém atacar). E, não, não nos preparemos para a guerra, mas sim decidamos nos preparar para ver no outro um igual, que tem a mesma capacidade para errar e acertar que nós - livre e deliberadamente escolher atacar, cindir, estabelecer bons e maus, valorando o nefasto maniqueísmo, é fechar os olhos. De outro lado, se pararmos para perceber os inúmeros erros comuns à esquerda e à direita, seja quanto aos "torcedores" (que escolhem sempre justificar o seu e atacar o outro), seja quanto aos candidatos e eleitos, veremos que perdemos muito tempo tentando estabelecer quem roubou menos, quem tem a vez de roubar, como se a reiteração de erros gerassem acertos. Nesse sentido, na BA o Sr. Jaques Wagner sempre gastou mais com publicidade do que com combate à seca e, resultado: moro em cidade que costumeiramente passa por racionamento (Alckmin estava avisado do risco de racionamento em SP, Wagner sempre soube da necessidade de investimento na BA); a falta d´água causará racionamento de energia (Alckmin dizia estar tudo sob controle e o Ministro das Minas e Energia diz estar tudo sob controle); FHC privatizou e Dilma está aí em vias de privatizar parcela do capital da CEF (banco de políticas públicas); os parques eólicos seguem sem linhas de transmissão, eu não entendendo o porquê de o atual governo insistir apenas em termelétricas, abandonando o investimento que já fez em geração de energia mais limpa. Poliana, se continuarmos assim, pois, o resultado final será tal o das "guerras santas": não se vendo como iguais, dois lados digladiam-se, cada um proclamando o seu Deus como o melhor (não veem, para quem assim crê, que é um mesmo o Deus). Cidadãos brasileiros ficarão a dizer que, "de per si", seus ídolos políticos são melhores que os ídolos políticos da torcida adversária, nós sendo meros fantoches nessa conveniente briga entre "PTs da fiel" e "Mancha Tucana". P.S.: insisto, remetendo a "meme" que hoje vi, consistindo em uma foto de Alckmin, com a seguinte legenda "Vai dar m* e não tem água pra dar descarga...". Nem vai ter luz pra usar o banheiro.

  5. Rodrigo Postado em 05/Feb/2015 às 16:59

    (Outro Rodrigo) Só um aviso a quem está aí, todo pimpão e faceiro, "se rindo e se mijando" com a crise hídrica em SP (pena que não falam na crise hídrica dos demais Estados, a exemplo da BA e os racionamentos seguidos): água também serve para gerar energia. Sem água, paulista fica sem banho e o resto dos brasileiros ficam sem luz. E, a exemplo de Alckmin, infelizmente o Ministério das Minas e Energia está dizendo que está tudo sob controle, em que pese ter sido avisado da previsão de geração de energia no Sudeste e Centro-Oeste para apenas mais um mês. P.S.: sem energia as fritadeiras não funcionarão, aí não teremos mais nem "coxinhas", nem "pastéis de vento" - os torcedores organizados da política estariam sob risco de extinção?

  6. mauricio augusto martins Postado em 06/Feb/2015 às 21:02

    É exatamente "Uma Crônica da Morte Anunciada", o jeito do Paulista votar extrapola qualquer teoria ou prática lógica, conseguem subverter a verdade colados nas telinhas do pig, e acham bem "chique", Nosso Problema não é a Água, nem nunca foi, mas sim a falta de planejamento simples e sutis, estamos pior que o Mad Max, somente nos igualamos a Alemanha Nazista, e todo o POVO tratado como Semitas, colocados deliberadamente com a sombra da constituição em seu artigo de "Liberdade para ir e vir..." nos guetos e em áreas de exclusão, em alguns casos, semelhantes a Campos de Concentração, tente um maltrapilho adentrar um "Shopis" só não terá um tratamento VIP(Vá Indigente Porco), se alguém estiver filmando, e se processar o "Shopis" poderá receber depois de anos, hum mil reais com direito a recorrência e desconto de Imposto sobre o ganho, a verdade é que já se foram Concessões Demais da Esquerda e de toda a População, em Países mais Politizados não ficaria "deste tamanho"(a sacanagem que nos fazem engolir), daí partiríamos para o Ativismo, sem quebrar NADA, sem violência, é só deixar de Comprar Refrigerantes, Cervejas e Sucos Artificiais, bem como qualquer forma de ÁGUA INDUSTRIALIZADA, se conseguirmos "dar este recado" começarão a respeitar mais o Incauto Eleitor, e talvez sobraria ÁGUA para Idosos e Crianças em primeiro Lugar, garantirem uma básica SOBREVIVÊNCIA, vamos à Luta...maumau