Redação Pragmatismo
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Educação 05/Feb/2015 às 18:20
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O que a mídia não disse sobre os mais de 500 mil zeros do ENEM

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Cassiano Ricardo Haag*, Pragmatismo Político

Assim que saiu a divulgação dos resultados do ENEM, a mídia tratou de gritar aos quatros cantos que, dentre os 6,2 milhões de candidatos que realizaram a prova, em torno de 529 mil obtiveram nota zero. Evidentemente, como sempre, o resultado, por muitos, foi atribuído à suposta má qualidade da escola pública brasileira, assim como ao suposto despreparo dos professores. Como professor de Língua Portuguesa, estudei o processo de avaliação do ENEM – diferentemente dos jornalistas que cobrem o assunto – e vou tentar trazer um pouco de lucidez a essa questão.

Leia também: O jovem estudante de escola pública que acertou 95% do ENEM

1. Tirar nota zero não é sinônimo de não saber escrever. Nota zero é decorrência de, por algum motivo, o candidato descumprir a proposta. Eis os motivos para nota zero no caso do ENEM:

a) Fuga ao tema: esse foi o principal motivo do meio milhão de zeros. O tema era “A PUBLICIDADE INFANTIL EM QUESTÃO NO BRASIL”, portanto, não adiantaria fazer um excelente texto sobre o trabalho infantil, sobre a pedofilia ou sobre a violência contra a criança. Por mais bem escrito que estivesse, seria nota zero.

b) Escrever outro gênero textual que não fosse uma redação dissertativo-argumentativa: se o candidato fosse um poeta, por exemplo, e escrevesse um poema belíssimo sobre o assunto, uma verdadeira obra de arte, mesmo assim, receberia nota zero, pois só podem ser avaliadas redações dissertativo-argumentativas, ou seja, um texto que apresente e defenda um ponto de vista sobre o tema proposto, por meio de argumentos, com uma estrutura formada por proposição, argumentação e conclusão. É muito comum o candidato escrever um texto eminentemente narrativo, o que o elimina do processo, independentemente da qualidade da narração.

c) Texto insuficiente: o ENEM ainda aceita textos curtos, a partir de 8 linhas (acredito que, no futuro, isso mude!). Ainda assim, alguns candidatos escrevem menos que isso e são eliminados, independentemente da qualidade da escrita. Isso se deve – ao contrário do que alguns podem pensar – não meramente à incompetência do candidato, mas ao nervosismo ou ao mau planejamento do tempo (é uma péssima ideia deixar a redação para o final!), embora também à pouca qualificação do candidato em alguns casos.

d) Cópia do texto motivador: alguns candidatos, por má intenção (ou ingenuidade mesmo), utilizam cópias dos textos motivadores na redação, o que os desclassifica do processo, mesmo que as partes não copiadas estejam bem escritas. Quando isso ocorre, não é possível medir se o candidato sabe ou não escrever, bem ou mal, pois o texto apresentado não é dele. O erro não foi de conhecimento, mas de conduta.

e) Fere direitos humanos: o ENEM não aceita candidatos que escrevam contra os direitos humanos, mesmo que quase toda a redação seja de excelente nível, totalmente bem escrita. Por exemplo, se, em determinado momento, o candidato escreve que, por algum motivo, alguém deva ser punido com algum tipo de tortura ou pena de morte, a redação será zerada.

f) Parte desconectada: em razão das ocorrências com a redação que falava da receita de miojo, do hino de sei lá que time, etc., ocorridas no ano passado, houve esse acréscimo nas situações que levam à nota zero no ENEM. Essa regra é razoavelmente nova, pois quase nenhum vestibular considerava isso, já que todos os processos de seleção partem do princípio da boa-fé do candidato. Esse princípio precisou ser rompido não pela desqualificação do ENEM, mas pela má-fé de alguns pouquíssimos candidatos. Muitas vezes, o estudante sai do assunto por “se perder” no texto, sem necessariamente ter desejado ridicularizar a prova. Por isso, não era necessário excluí-lo do processo. Agora é. Neste ano, novamente, houve muitos casos de engraçadinhos. Foram excluídos 3.362. Como sempre estamos sujeitos a erro humano (ou mesmo, na ingenuidade, o avaliador deliberadamente desconsidera a parte desconectada, pois acha que não tenha sido por mal), este ano, vi que um moleque, que queria muito aparecer, escapou do zero injustamente. Podem ainda aparecer outros casos. No entanto, a grande maioria foi punida, sem dúvidas.

g) Outros motivos: sempre por vontade do candidato em ser desclassificado, por exemplo, fazer um desenho no lugar de uma redação.

Portanto, como dito acima, nota zero NÃO está relacionada à qualidade do ensino. Quando o sujeito tira nota zero, não é possível saber se ele aprendeu ou não algo na escola. Muitas vezes, dá para imaginar que ele não aprendeu nada na vida, pois tenta desqualificar um processo sério apenas para aparecer na mídia.

2. Por outro lado, podemos medir a qualidade dos candidatos a partir das notas obtidas. Neste ano, 4.438.176 obtiveram notas até 600 pontos na redação do ENEM, enquanto 1.226.014 alcançaram entre 601 e 1000 pontos. Esses são números a serem considerados para ver que o brasileiro precisa se qualificar muito ainda no que se refere à produção escrita. Todavia, é absurdo (com todo o respeito a quem pensa assim) atribuir essa nota à escola pública. Primeiro, porque esses números não separam ainda quem fez escola pública, quem fez escola privada, quem estava há anos sem estudar ou mesmo quem ainda não concluiu o Ensino Médio. Segundo, porque não se está levando em conta quem realmente se importou de estudar para a prova daqueles que sequer tenham buscado qualquer informação a respeito da redação do ENEM. Por exemplo, o ENEM considera como uma das cinco competências avaliadas a elaboração de uma proposta de intervenção para o problema levantado no tema, o que não costuma ser exigido em outros vestibulares tradicionais. Se o candidato não sabe disso, mesmo que a redação esteja boa, já inicia perdendo 200 pontos de sua nota, ou seja, passa a concorrer a apenas 800 pontos, dos quais serão feitos outros descontos necessários. Portanto, facilmente, estará abaixo de 600 pontos no final da avaliação.

Saiba mais: ENEM é caso de sucesso mundial mesmo com campanha contrária da mídia

3. Por fim, a mídia está desviando o real motivo de a maioria dos candidatos que receberam a nota zero: o tema. O problema é que o tema deste ano mexeu em um dos calcanhares de Aquiles dos poderosos da mídia: a reflexão sobre a publicidade infantil no Brasil. O tema é pouco discutido na sociedade, pois quem promove os espaços midiáticos de debate tem sistematicamente silenciado sobre esse assunto. O ENEM acertou na escolha do tema, mas, mesmo assim, a mídia não coloca isso em discussão e prefere acusar nosso sistema de ensino. Por que será? Bem, isso eu prefiro deixar para os comentários de quem teve paciência de ler até aqui.

*Cassiano Ricardo Haag é professor de Língua Portuguesa, doutorando em Linguística Aplicada pela UNISINOS e colaborou para Pragmatismo Político.

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Comentários

  1. Sah Veiga Postado em 05/Feb/2015 às 16:27

    Muito boa sua linha de raciocínio. Confesso, não havia pensado ainda no por que. Sim, nossas escolas são péssimas, mas não vai ser ENEM ou SARESP que vão determinar isso, e sim o dia-a-dia. Uma outra questão que tem me rondado é sobre digitarmos demais, assim não damos mais valor à grafia das palavras, temos corretores (quando as pessoas usam, claro) e isso, também deve ser levado em conta para as novas formas de avaliação. De qualquer forma, o resultado, merece sim, ser encarado como um sinal de alerta.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 00:14

      Obrigado, Sah Veiga! Concordo que o resultado sobre os zeros é um sinal de alerta, mas sobre o tema; não sobre a qualidade de ensino. Os textos efetivamente avaliados, sim, demonstram que nossos jovens estão escrevendo mal (pois a grande maioria está abaixo de 600 de 1000). Porém, penso que a responsável pelos nossos resultados em Educação é a sociedade brasileira (e não simplesmente a escola ou o governo), a qual, no dia a dia, dá muito pouca importância para isso. Grande abraço.

      • Paulo Roberto Armond Postado em 06/Feb/2015 às 15:05

        Olá minha cara! Para você ver como são as coisas: dia a dia e não mais dia-a-dia, na nossa nova ortografia, se não me engano!

      • Lucas Postado em 06/Feb/2015 às 19:17

        "nota zero NÃO está relacionada à qualidade do ensino' Discordo muito desse trecho. Apesar de as notícias que divulgaram o assunto terem se aprofundado pouco nos motivos que levaram a enorme quantidade de zeros, acredito que o problema seja majoritariamente do sistema educacional. Os apontamentos "a" e "b" que foram feitos em seu texto estão intimamente relacionados com uma educação ruim. Fuga ao tema e errar o gênero textual não é um erro comum de alguém que saiba interpretar. E interpretação talvez seja o quesito mais essencial da disciplina de língua Portuguesa. Por outro lado, a prova do Enem adverte que copiar dos textos motivadores desqualifica a redação, assim como exige nas instruções que a redação contenha proposta de intervenção. Quem tirou zero por esses motivos mereceu tirar zero e, principalmente no aso dos dois primeiros, a falha é em grande parte da escola, que deveria trabalhar desde cedo na interpretação dos alunos.

      • Amelia Regina Camargo Postado em 06/Feb/2015 às 19:22

        Concordo com você Cassiano. Aliás, queria parabenizar pela matéria. Muito boa mesmo. As pessoas geralmente não conhecem as regras e só querem criticar. Em um assunto tão delicado desses, é de se esperar que muita gente nem tenha noção do que se trata. Nota 10 pra você. Um abraço

      • ligia Postado em 06/Feb/2015 às 21:52

        Caro Paulo Roberto, o Cassiano está correto, é dia a dia, quando temos palavras repetidas que se ligam por algum elemento, não há hífen, se eu usasse dia-dia, sim, seria hifenizado.

      • Maria Postado em 07/Feb/2015 às 13:15

        Acredito que se a família fosse mais responsável por seus filhos, ajudando-os nos deveres escolares, incentivando a leitura, etc, o resultado seria bem melhor, vejo que a maioria das pessoas acreditam que só a escola é responsável pelo aprendizado de seus filhos.

      • Guilherme Caspar Postado em 10/Feb/2015 às 13:10

        Paulo, acho que não se trata exatamente de um engano, mas de pressa. :-) Se a referência é o novo acordo, até ele vingar, se vingar, ambas as formas devem ser aceitas.

      • Helen Mastelari Postado em 12/Feb/2015 às 09:01

        Concordo com você Lucas. A interpretação de texto é muito importante. É necessário que seja ensinada aos nossos alunos para que eles sejam cidadãos críticos e conscientes e não marionetes manipulados por analfabetos e corruptos. Chega de incompetência e corrupção!!!

    • Mateus Oliveira Postado em 06/Feb/2015 às 02:32

      Realmente Veiga. Seu pensamento completou totalmente o raciocínio da matéria acima.

    • Ana Luzes Postado em 06/Feb/2015 às 09:33

      Atualmente não há mais a preocupação em falar direito também, se usa abreviação para tudo. Acaba tudo sendo corrompido.

      • Márcio Cabral de Moura Postado em 06/Feb/2015 às 10:24

        Atualmente, Ana Luzes? V.Sª. é uma inovação recente? E o que falar de Exmº. e Ilmo. Se formos para textos jurídicos formais, temos a vasta utilização de MM, Bel., Dr., fls. etc. além da infame P.R.I., constante em todas as sentenças. Aliás, o et cetera sempre foi escrito de forma abreviada. Até ao se escrever sobre a nobreza se usavam as abreviações, como em D. Pedro I.

      • Daniella Talarico Postado em 06/Feb/2015 às 13:52

        Márcio, creio que a explanação da Ana Luzes seja referente a abreviações informais. A pessoa escreve bjo ao invéz de beijo, tb em vez de também, obg no lugar de obrigado e por ai vai.

    • Marilesia Aguiar Postado em 06/Feb/2015 às 23:46

      Acho que foram esquecidos dois motivos importantíssimos, embora 'rasteiros', para uma redação ter nota zero: a falta de título ao texto e o candidato assinar sua redação, identificando-se, assim, para quem a corrige.

    • nilson de oliveira Postado em 07/Feb/2015 às 08:14

      O corretor não é tão ruim assim pois acaba sendo uma forma de aprender as regras da língua escrita padrão.

    • joão Postado em 07/Feb/2015 às 09:35

      Mesmo assim, a pessoa escrever um texto com menos de 8 linhas, fugir do assunto ou não escrever um texto dissertativo-argumentativo é sim devido ao baixo nível da educação de base. O tema está lá para ser seguido, não saber dissertar e argumentar deveria ser ensinado nas escolas sim e imagina a argumentação de um tema tão complexo em 8 linhas. Na verdade acho que o número de linhas é pouco.

      • Luciano Postado em 08/Feb/2015 às 15:00

        Nao meu querido... trabalho na area da educacao e posso te garantir que tudo oque e possivel e oque e impossivel e feito no ensino ....90% e culpa do aluno e de seu desinteresse em aprender.... nao vou perder meu tempo para " tentar" te explicar isso porque se voce quiser realmente saber sobre isso vai ter que pesquisar por conta propria... ( coisa que os alunos de hoje tambem nao fazem...por isso que zeraram na redacao...entao parabens pra voce)... por fim desejo uma boa vida para voce e que vc mude seu conceito de por a culpa do aluno sem futuro no professor que suou sangue tentando ensina lo enquanto ele matava aula para fumar maconha la fora...

    • rogerio Postado em 09/Feb/2015 às 14:01

      o problema é q esse tema não interessa ao público q faz enem, é distante. O q os jovens q fazem enem sabem sobre publicidade infantil? No máximo assistem alguma propaganda infantil enquanto olham tv. Penso que este tema não está adequado. O que eles aprendem nas escolas sobre esse tema? é trabalhado alguma coisa sobre isso na educação básica? Desse jeito fica fácil desviar do tema na hora de uma prova.

      • Djuliana Postado em 11/Feb/2015 às 17:47

        Acredito eu que estudar, ler, e estar envolvido no que acontece no mundo seja responsabilidade de um cidadão, e pode sim ser reforçado na escola, mas até hoje não vi escola nenhuma, nem mesmo os cursinhos preparatórios, trabalharem temas de redação, trabalham possibilidades, a responsabilidade é de quem vai prestar o concurso.

    • Andre Postado em 10/Feb/2015 às 11:02

      Garanto que temos estudantes de escolas publicas que se sairam bem no ENEM. E temos estudantes de escolas particulares que se sairam mal. O ponto mais importante a meu ver, é a falta de cultura de estudo que o brasileiro traz. O povo brasileiro nao tem o habito de estudar, isso, a meu ver, tem mais peso do que a propria qualidade do ensino das escolas.

    • Guilherme Caspar Postado em 10/Feb/2015 às 13:29

      Concordo contigo, Sah, também gostei muito da linha de raciocínio do Cassiano, inclusive do complemento abaixo. Quanto à grafia, vejo que, tanto digitada quanto manuscrita, a preocupação é a mesma (entre os que se preocupam), pois creio que teremos ambas imagens registradas na memória. Ao mesmo tempo, é preciso aprender a usar a ferramenta de correção, seja no próprio computador ou online, além de saber a diferença entre ortografia e sintaxe. Os corretores de grafia não entendem o contexto e nem sabem corrigir/propor correção sintática. Por vezes, sugerem uma forma graficamente correta, mas sintaticamente inadequada. Exemplo: pôr/por.

  2. Murilo Postado em 05/Feb/2015 às 17:30

    Mais não é isso que os grandes empresários que financiam os candidatos políticos querem? um povo com baixa escolaridade para poderem deitar e rolar em cima deles, vai ver em nações que prezam pela educação como funciona as coisas. antes de Dilma, e depois de Dilma vai permanecer a mesma coisa, enquanto a população não perceber que são maioria e que tudo que ai está pode ser mudado por eles nada acontecera, e a mídia? vai emburrecer como sempre e boicotar como fez com as manifestações do ano passado e retrasado também...

    • Guilhermo Postado em 05/Feb/2015 às 19:45

      Mais não é o mesmo que mas.

      • Paulo Postado em 06/Feb/2015 às 01:43

        Queria te dar um like, "mais" não tem aqui...hahahaha

      • lu miranda Postado em 10/Apr/2015 às 01:01

        Uma das razões que levam os jovens a escrever pouco, Guilhermo, é justamente esse tipo de comentário que vc e Paulo fizeram. Deve-se corrigir, mas com sutileza, sem inibi-los. É muito fácil desarmar um adolescente, faze-lo se fechar quando ele é humilhado publicamente.

    • Costa Postado em 05/Feb/2015 às 20:05

      Creio que você não acompanha as notícias de seu país. O que mais os empresários reclamam é da falta de mão de obra qualificada... e vc vem aqui dizer que eles querem a ignorância do povo? Por favor!

      • Patrícia Postado em 05/Feb/2015 às 23:19

        Oi Costa! Vc fala de duas coisas distintas: cidadão bem formado pensa sozinho, é critico analisa e reflete sobre o mundo. Mão de obra qualificada sabe fazer o serviço, sem necessariamente refletir sobre ele.

      • estudante Postado em 05/Feb/2015 às 23:26

        Mão de obra qualificada é bem diferente de cidadãos críticos e políticos. O brasileiro não esta acostumado a pensar de forma além do que é ensinado ou não ensinado, o método das escolas também não ajuda isso, e isso só ajuda os políticos de profissão (somos todos parte do cenário político, mas aqueles que são eleito na maioria são "profissionais" que estão lá como emprego, não para servir e representar seus eleitores) os grandes empresários, mídia e oligarquias. Ignorância filosófica não significa ignorância técnica, vide um mecânico ou eletricista (não todos!) por exemplo, eles sabem fazer seus trabalhos, só não sabem explicar porque aquilo funciona é assim.

      • Mello Postado em 05/Feb/2015 às 23:38

        Pois é. Como a Patrícia já explicou, são duas coisas completamente diferentes. E o fato de vc não saber essa diferença, só reforça ideia.

      • Fábio Postado em 06/Feb/2015 às 00:23

        Quem disse que mão de obra qualificada é sinônimo de saber pensar? De saber pensar e entender a estrutura política que atrasa o desenvolvimento do Brasil e principalmente desses empresários que reclamam da falta de robôs qualificados, ops! Digo, de mão de obra qualificada? Creio que você tenha acompanhado as notícias de seu país bem de longe e talvez com lentes global.

      • Eduardo Postado em 06/Feb/2015 às 00:57

        Normalmente tô do lado de vocês Costa, mas vamos concordar: empresário só quer exigir qualificação, sem oferecer retorno por isso. Quais empresas pagam um valor a mais no salário para os seus funcionários que falam inglês? Vantagens competitivas, que deveriam servir como trunfo para os funcionários conquistarem um salário melhor, viraram pré-requisitos. Sem falar na falta de interesse verdadeiro pela empresa no crescimento dos funcionários. Quais empresas incentivam funcionários jovens à fazer intercâmbio e adquirir novas experiências? A "qualificação" que vcs exigem, é somente o conhecimento necessário para o trabalhador exercer determinada função, e deu!

      • Pedro Reithler Postado em 06/Feb/2015 às 01:33

        Mão de obra qualificada não é mão de obra educada.

      • Rodrigo Postado em 06/Feb/2015 às 04:57

        Exatamente Patricia! Escolaridade ou qualificação é uma coisa, outra é ter capacidade de refletir criticamente os problemas e características da nossa sociedade. Nisso a educação no Brasil deixa muito a desejar seja no ensino público ou privado.

      • Carolina Postado em 06/Feb/2015 às 08:15

        Mão de obra qualificada não é o contrário de ignorante, e não significa que são críticos em relação à sociedade.

      • Leandro R. P. Postado em 06/Feb/2015 às 09:31

        Nunca fui bom em Português - minha prof sofria na minha mão -, mas vamos analisar o contexto e não o texto. São vários os níveis expostos nos comentários, já o tema é um só gente. Caro amigo, concordo com o Murilo e com a Patrícia, e vou escrever o motivo. Nossa educação nunca foi para formar opinião e sim profissão. Nossas Universidades começaram a surgir em um momento de Industrialização do país - e observem que há universidades centenárias na América do Sul. Isto não lhe sugere algo? Até meados do século passado poucos cidadãos tinham acesso a educação, e com o Regime Militar, algumas disciplinas - estimuladoras de mentes - foram substituídas por conteúdos inerentes à educação moral e cívica, formação e qualificação profissional. Hoje, podemos perceber que este modelo não funciona tão bem mais. A prova são os editais das agencias de emprego recheados de ofertas com poucas pessoas capacitadas para atende-las. Outra prova é ver cerca de 50% da população economicamente ativa ocupada na informalidade, principalmente no setor de serviços e comércio (camelôs por ex.). Pessoas que não pagam previdência, mas que uma hora vão precisar. Bem, sobre os critérios do ENEM... Fui reprovado em um concurso para professor, com 5,75 de nota na redação e 7,5 nos conhecimentos gerais e específicos. O estranho foi perceber que dos 8 itens elencados no edital, fui avaliado em apenas 4. Fato que me levou a duvidar da fidedignidade do processo. Estive com uma professora de Letras que é bolsista e especialista em redação que tirou 4,0 na mesma. Estou mais indignado com a nota dela do que com a minha. Quem corrige as questões discursivas? Qual o nível daqueles que nos avaliam? Boa questão, não acham?

      • Andreas Postado em 06/Feb/2015 às 09:52

        O que os empresários e a elite em geral quer, é um povo que saiba operar máquinas. Inteligente o suficiente para fazer o trabalho qualificado, mas sem senso crítico, para pensar as relações de trabalho.

      • Priscila Postado em 06/Feb/2015 às 10:13

        Mão de obra não é a mesma coisa que um cidadão pensante! Por Favor Costa! Claro que a ignorância é conveniente para o Capital!

      • Paulo Postado em 06/Feb/2015 às 12:12

        Mão de obra qualificada está longe de ser alto nível de esclarecimento. A MÍDIA quer sim a ignorância do povo. O indivíduo pode ser o melhor engenheiro aeroespacial conhecido e não deixar de ser um ignorante. Sugiro um rápido estudo sobre cultura de massa e indústria cultural. A leitura Adorno e Horkheimer e a escola de frankfurt podem ajudar aos que acham que nossas decisões não são diariamente bombardeadas por ferramentas que objetivam a persuasão. Enquanto uma pessoa não tiver algum tipo de visão crítica, o aconselhado mesmo é ficar longe das "notícias de seu país". A propósito, parabéns ao Cassiano pelo ótimo texto!

      • Vinicius Postado em 08/Feb/2015 às 20:20

        Sim eles querem pessoas qualificadas, mas é diferente de pessoas críticas e pensantes. Os empresários querem "robôs" para executar tarefas perfeitamente e aceitar todas as condições impostas. Vejo alguns Médicos, Engenheiros,Arquitetos ,Professores ,Artistas e etc que são ótimos profissionais, porém como críticos e pensantes nota zero.Concordo que falaram que o sistema educacional se foca somente nas profissões. No ensino médio entramos num mundo paralelo o que só importa é o vestibular(principalmente na rede privada) e a crítica e a reflexão fica de lado. Formando " robôs " que nem sabem como funciona o sistema político ,questões sociais e etc.Que acreditam em tudo que a mídia diz.Em suma geralmente o ensino brasileiro forma seres manipulados e alienados, que são capazes de ter uma profissão ,mas incapazes de exercerem sua cidadania.

      • profiss. desqualificado Postado em 09/Feb/2015 às 11:18

        Desculpe Costa, mas não há tanta falta de mão de obra qualificada assim, o que há são empresários que querem uma mão de obra extremamente qualificada que se satisfaça em receber como um "peão", com o perdão do termo de comparação, conheço pessoas, e me encaixo nesse grupo, que tem qualificação mas não consegue trabalho em sua área, pelo simples fatos de não ter experiencia profissional, e nunca vamos ter, uma vez que não temos chance de obtê-la, e, meu diploma é de federal, o que prova que isso não é referência de nada, se você não falar fluentemente três línguas e, além de diploma na área, tiver uma extensa experiencia profissional, não conseguirá um por emprego no setor privado, isso não é sinal de falta de mão de obra qualificada, mas falta de vontade de investir nela, conheço pessoas de minha formação, que respondem pela empresa (são os técnicos responsáveis) e recebem menos que o chão de fábrica da empresa, salário mínimo, particularmente, pra receber salário minimo prefiro uma função de peão, que não me imponha nenhuma responsabilidade administrativa e penal, e, ainda dizem que não há mão de obra qualificada. Não foi uma ou duas vezes que ouvi, nos lugares de seleção curricular de minha região ou em entrevistas de emprego que sou qualificada demais para a vaga, ou que tenho a qualificação desejada, mas por não possuir experiencia não serei contratado, ou mesmo, "eu amei seu currículo, é o melhor que temos aqui, mas vamos contratas ciclano, pois ele tem indicação de fulano". O mercado privado não é generoso, e muitas vezes, o fato de você ter formação te impede de conseguir um cargo de menor qualificação, mas não te leva aos cargos de sua formação caso você não possua uma indicação forte no ramo, logo, profissionais tem, o que não tem é a devida valorização.

      • Marco Cezar Postado em 10/Feb/2015 às 19:40

        Pois é amigo Costa, nessa você ficou sem resposta, pois o povo que é qualificado e educado ao mesmo tempo, realmente é coisa rara de se encontrar e manipular. Talvez o que esses empresários queiram, são eleitores para seus candidatos.

    • Carlos Alberto Postado em 05/Feb/2015 às 22:21

      Rapaz, você precisa rever sua estratégia textual, seu texto tá confuso demais da conta; isso daí no ENEM não zeraria, mas ficaria perto disso...rsrs

      • TANIA Postado em 06/Feb/2015 às 09:23

        Acho que para criticar uma apreciação dessas, não bastam dusa linhas. E o texto é prolixo, não confuso, está muito bem esrito, muito claro, e eu também sou professora formada em Letras. O que ocorre é que muitas pessoas não têm capacidade de leitura por falta de hábito e por desinteresse, e , ao invés de reconhecer suas dificuldades, acham mais fácil acusar o autor do texto e ainda por cima se achar com competência para arrogantemente desqualificar um trabalho de um doutorando em lingúistica.

      • Guilherme Postado em 10/Feb/2015 às 11:00

        Tem certeza de que és professora formada em Letras, Tania? Porque "ao invés" não se usa nesse contexto!

    • Ade Silva Postado em 05/Feb/2015 às 23:33

      Nenhum empresário quer um povo ignorante. Pelo contrário! Queremos pessoas qualificadas, técnico e intelectualmente, que sejam capazes de resolver problemas e não somente repetir tarefas.

      • Felipe Postado em 07/Feb/2015 às 07:41

        Ser capaz de resolver problemas relacionados aos lucros da empresa não significa, necessariamente, ser capaz de refletir sobre a própria posição nela e na sociedade. Grandes empresas de publicidade, por exemplo, não se interessam por funcionários que considerem os impactos negativos de determinada campanha na sociedade; quer apenas que a campanha seja eficiente e, no máximo, que mantenha a coerência com a história da própria empresa.

    • Eliezer Lopes dos Passos Postado em 05/Feb/2015 às 23:40

      Meu Deus, Murilo...! Estarrecedora sua "maneira" de escrever...

    • João Postado em 06/Feb/2015 às 20:14

      O correto é "mas"; primeira palavra do primeiro parágrafo.

    • Kátia Postado em 07/Feb/2015 às 01:44

      Cuidado...Mas é sinônimo de porém, todavia, contudo. Mais, como vc escreveu tem sentidobde adição.

  3. Bruno Postado em 05/Feb/2015 às 17:59

    Excelente texto!Além de fazer um contraponto ao discurso simplista da mídia tradicional que apela pra qualquer coisa para tentar desqualificar o governo serve de dica para quem for prestar o ENEM nos próximos anos.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 00:16

      Valeu, Bruno!

  4. adriano Postado em 05/Feb/2015 às 18:33

    A escola pública brasileira sempre teve um ensino deplorável, isso não vem do governo PT, vem e tempos remotos. O que está em questão são valores individuais, estudantes que podem fazer a diferença mesmo estudando em escola pública.

    • Eliezer Lopes dos Passos Postado em 05/Feb/2015 às 23:42

      Parabéns, Adriano! Toda a verdade expressa em seus argumentos!

    • Fabiano Postado em 05/Feb/2015 às 23:48

      Sim, houve uma época em que o ensino público era excelente... em algumas pouquíssimas escolas, para algumas pouquíssimas pessoas. A massificação do ensino é coisa muito recente, nessa época de "ensino público excelente" estudavam, se tanto, uns 10%.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 00:19

      Adriano, fui educado pela escola pública brasileira, com muito orgulho e tive excelentes professores. Agora, estou concluindo meu doutorado. Deplorável é o lugar que a sociedade em geral reserva, de fato, a sua educação e de seus filhos. Grande abraço!

    • maria do carmo c castro Postado em 06/Feb/2015 às 00:54

      O ensino publico era maravilhoso eu estudava na melhor escola privada da minha cidade e para conseguir uma vaga na melhor escola publica tinha que fazer um tipo de exame quase um vestibular.quem destruiu a escola publica foram os 20 anos de ditadurA que sucateou o ensino publico detonou a vida dos melhores professores tudo era proibido ensinar TUdo bem sou "idosa", mas alguem ouviu falar aqui na Escola de Aplicacao de SAo PAulo? Foi fechda e seus professores presos pq os milicos a consideraram subversiva. Pesquise quem eh jovem e nao sabe como o ensino era bom. Prsquise o Colegio Estadual caetano de Campos que tinha fila de espera por uma vaga.Falei

      • Marcos Postado em 06/Feb/2015 às 08:59

        Pesquise, minha senhora, que naquele tempo, menos de 10 % dos jovens tinham acesso à escola. Pesquise países que eliminaram (demoraram, mas eliminaram) a violência urbana a partir da educação para todos... Na SUA época, ou tinha dinheiro pra estudar, ou "dava sorte" de entrar nessas poucas escolas (ou tinha o famoso "QI", na sua época chamado de "pistolão"). Já ouviu falar em lutar por uma educação melhor PARA TODOS, exigir que a verba destinada seja integralmente usada? Falei também.

    • Renato Araújo Postado em 06/Feb/2015 às 01:48

      Na época em que só meia dúzia de alunos tinham acesso, depois que universalizou, aí a coisa começou a complicar. Antes era fácil.

    • Júlio Postado em 06/Feb/2015 às 05:48

      O ensino público FEDERAL continua sendo excelente. Veja Pedro II, CEFET, universidades, etc

    • Flora Postado em 06/Feb/2015 às 06:24

      exatamente Julio, o que as pessoas falham em perceber é que as escolas públicas de ensino médio e primário, em sua maioria, são de responsabilidade dos governos estadual e municipal. Não tem nada a ver com aquele discurso vazio e simplista "o governo do PT", meus pais são professores da UFPR e eles dizem que nunca houve tanto investimento na educação superior como nestes últimos 12 anos. Não é de se estranhar que a Dilma teve votos em peso dos professores das universidades federais. É algo a se pensar.

    • Márcia Postado em 06/Feb/2015 às 06:44

      O ensino público, pelo menos no Paraná, foi excelente. A saída da classe média das escolas públicas se deu com o início da sequência de greves de professores. Naquela época a escola particular era fraquíssima. Cresceu com a chegada em massa desses alunos.

    • Fernando Berlinck Dutra V Postado em 06/Feb/2015 às 08:21

      Prezado Adriano, não sei da onde você tirou esta informação, mas posso lhe garantir que não é fato! Antes do golpe de 1964, a escola publica brasileira era muito boa, eletista no acesso mas boa! Com o golpe militar, os "inteligentes" milicos destruiram as escolas públicas e surgem com muita força a chamada escola privada. Agora a coisa explode na cara de todos nós, precisamos de um sistema público de ensino de qualidade para formar mão-de-obra de qualidade para um mundo globalizado e altamente tecnológico. A classe média brasileira foi iludida com a ideia da escola privada e agora esta berrando e gritando pois os custos estão disparando e a escola pública esta ruim! Querem uma escola pública de qualidade mas não querem colocar seus filhos para estudar nela e fazer parte da sua melhora! Querem que os trabalhadores que gastam mais de 14 por dia entre sair de casa, trabalhar e voltar façam a mudança da escola pública. Até vão fazer, mas vai levar mais tempo! Assim, acredito que o que o artigo claramente mostra é como a mídia nacional não quer discutir o assunto da propaganda infantil e muito menos o necessidade da classe média voltar para a escola pública. (eu não tenho filhos!) Abraços, FBDV

    • Priscila Postado em 06/Feb/2015 às 10:23

      Naro Solbo, de que país vc está falando? Vc já leu a Constituição Federal desde que ela surgiu no Brasil? A Educação nunca foi boa, antes era pior, pois era uma educação tecnicista, formando cidadãos para mão de obra, sem capacidade de pensar, a melhor educação ficava para a elite, como cita o Fabiano. Sugiro que vc leia um pouco de Paulo Freire e seus ideais de educação, assim como a crítica da Educação bancária... Ah, pare né? Fiquei curiosa para saber em que época (ano) que a educação pública foi boa, segundo sua colocação?

    • lili Postado em 06/Feb/2015 às 11:31

      Quando era elitista é atendia a pouquíssimas pessoas. Hoje é uma outra realidade, todos têm acesso a escola. A queda na qualidade da escola pública se deu na forma como feitá a democratização no regime militar.

    • Joana Darc Postado em 06/Feb/2015 às 22:56

      Quando foi isso nobre colega ? seja lá qual for a sua profissão. Me aponte dados concretos desse ensino tão bom. Eu fui aluna de escola pública e hoje sou professora da rede pública municipal e estadual e conheço muito bem todas as dificuldades que a educação desse país enfrenta. Parabenizo ao Cassiano pelo excelente texto. A mídia desse país é manipuladora, mostra somente o que lhe convém, exemplo disso foi essa série de reportagens do JN esta semana, onde mais uma vez deixou a culpa pelo ensino de má qualidade desse país totalmente nas mãos dos professores.

    • Sacra Postado em 06/Feb/2015 às 23:39

      SEMPRE??? Tem certeza? Fundamentado em quê?

    • Carlos Ambrosio Postado em 10/Feb/2015 às 11:18

      Estudar em escola pública já foi sinônimo de status no Brasil, mas isto já faz muito tempo... hoje ainda há exceções, mas somente no ensino superior. No ensino fundamental e médio, quando encontramos uma exceção, é geralmente individual, de um aluno que se destacou, pois nenhum sistema, nunca conseguirá superar a individualidade. Tem muitas pessoas aqui falando meias verdades, ou por falta de conhecimento, ou por defender uma ideologia, mas se juntarmos tudo, conseguiremos um bom texto. O próprio texto que serviu de base para estes comentários é claramente uma defesa ideológica, pois está claramente defendendo o governo do PT, tentando tirar dele a culpa dos 500.000 zeros na redação. O texto não está de todo errado quando enumera os motivos que podem levar um aluno a ficar com "zero" na sua redação, mas, como li em um dos comentários, o mínimo que se espera de um aluno que está concluindo o ensino médio, é que ele esteja capacitado para ler e interpretar qualquer texto, que ele esteja capacitado para escrever sobre qualquer tema, e que tenha o conhecimento mínimo sobre este tema e sobre o tipo de texto esperado, no caso um dissertativo argumentativo. E é neste momento que chegamos na falha na educação, os alunos não estão preparados... Este processo realmente não começou no governo do PT, não é culpa exclusiva do PT, mas sem dúvida nenhuma se agravou muitíssimo no governo do PT, porque o ensino hoje, além de todos os problemas e falhas que herdou, ainda está a cada ano que passa se aparelhando cada vez mais para passar a ideologia do partido para nossos jovens (só uma observação aqui, sei do que estou falando, pois tenho filho em idade escolar e acompanho o que os professores tentam passar)... E para concluir, o ensino público no nível superior ainda se destaca, mas com a banalização que se fez do diploma universitário nos últimos anos, o sistema de cotas, e a falta de investimento no ensino básico, em pouco tempo as universidades públicas estarão no mesmo nível da maioria das particulares, e passaremos a ter as exceções também somente a nível individual... aí restarão muito poucas universidades particulares com qualidade de ensino... não estamos longe disto...

  5. Costa Postado em 05/Feb/2015 às 20:03

    Por favor: As redes sociais não deixam mentir que nossos jovens não sabem escrever. E olha que a maioria tem corretor ortográfico.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 00:23

      Costa, as redes sociais não são um parâmetro, pois oferecem outro contexto completamente diferente de comunicação em relação a uma redação de vestibular/ENEM. Mas, sim, nossos jovens estão escrevendo mal mesmo, sem dúvidas. Meu texto não diz o contrário disso. A tese é simplesmente que não são os zeros que apontam isso; são as notas baixas mesmo! Tecnicamente, a redação zero não é avaliada na qualidade, pois está fora da regra da prova. Só isso. Grande abraço.

    • Carolina Postado em 06/Feb/2015 às 08:18

      O problema às vezes está na pontuação.

  6. João Paulo Postado em 05/Feb/2015 às 21:28

    Discordo do texto. Quem não foge do tema, adota outro gênero textual ou escreve menos de 08 linhas não sabe escrever ou interpretar. Pode até ser que o tema da redação incomode a mídia, porque a sociedade aceita o trabalho infantil na TV e o Poder Judiciário se contorce para criar teses estranhas para chancelá-lo. No entanto, a educação brasileira é pífia e o Governo demorou muito para anunciar um projeto de reformulação da grade curricular e proibir a absurda aprovação automática, expediente criminoso adotado pelos Municípios.

    • Eduarda Postado em 05/Feb/2015 às 23:56

      O tema do ENEM foi publicidade infantil ( a publicidade direcionada a criança) e não o trabalho infantil. Fuga ao tema querido. Segundo sua colocação você é um dos que não sabe ler, nem interpretar.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 00:28

      João Paulo, o tema não era sobre trabalho infantil na TV... Grande abraço!

      • Lilliam Ribeiro Postado em 08/Feb/2015 às 23:57

        O tema era: Publicidade infantil em questao no Brasil. Nada de trabalho infantil na Tv, e sim, sobre o uso de imagens de personagens e brindes em produtos infantis.Fazendo uma lavagem cerebral nas criancas, a se sentirem obrigadas a adquirirem tal produto pelo personagem, nao pela necessidade do produto. Esse foi o MOTIVO de TANTO ZERO, redacoes fora do tema: FUGA NOTA ZERO.

    • Barbara Postado em 06/Feb/2015 às 05:25

      Leia o texto com atenção! O tema da redação, nada tem a ver com "Trabalho Infantil"! Tomou zero!

    • Bianca Postado em 06/Feb/2015 às 07:43

      Muito bem colocado João Paulo.

    • David Postado em 06/Feb/2015 às 09:27

      Mas onde a redação está falando de trabalho infantil mesmo?

    • Davi Postado em 06/Feb/2015 às 09:28

      Falta na verdade aprender a ler,para saber escrever.

      • João Paulo Postado em 06/Feb/2015 às 11:53

        Verdade, ERREI. Espero que você igualmente perceba seus erros, especialmente no que diz respeito ao péssimo uso da vírgula. A expressão "publicidade infantil" pode ser entendida como mensagens publicitárias transmitidas à criança ou o aspecto de a criança atuar como personagem que as transmite, logo, o trabalho infantil seria objeto de abordagem (o que - de fato - o texto rechaçou no início). Só agora vi os textos motivadores, que são bastante elucidativos sobre o que a banca esperava do candidato. Em que pese minhas limitações interpretativas (bem destacadas pelo sr. Davi ou David), ainda sim acho que há graves falhas no sistema educacional, a começar pela aprovação automática.

    • Davi Postado em 06/Feb/2015 às 09:31

      É por essas e outras que as redações são zeradas...aff

    • Nathalia Postado em 07/Feb/2015 às 04:32

      Mas a fuga ao tema não precisa ser algo exorbitante. Às vezes, as pessoas vão seguindo uma linha de raciocínio que acabam por afastá-las do tema. Você mesmo o fez quando falou em trabalho infantil.

  7. Bruno Raymundo Postado em 05/Feb/2015 às 22:16

    Que orgulho pelo Cassiano. É uma cara com ampla formação acadêmica na área sobre a qual disserta no texto. Filho de ex-vereadora, militante político e um excelente baterista. Sim. Ele toca bateria desde guri. Tenho uns papos bem construtivos com ele sobre os direcionamentos da esquerda e vários temas no contexto político.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 00:29

      hehehehe! Valeu, Bruno!

  8. Leilane Luiz Postado em 05/Feb/2015 às 23:22

    voce é da banca que corrige a prova do ENEM? Nossa interessantissimo seu raciocinio abrindo nossos olhos !Perfeito! Parabens!

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 00:29

      Obrigado, Leilane Luiz!

  9. Silvano Postado em 05/Feb/2015 às 23:43

    A rapsódia de Mario Andrade em Macunaíma nos remete para vários cenårios numa velocidade impressionante. Porém, o menino que escreveu o "porque" da vinda dos Hatianos, os transportando-os do trabalho para a praia, carnaval e futebol, numa clara alusão ao gosto do brasileiros, inclusive, individualizando a preferência por determinado time; arruinou-se. Macunaíma, também gostava de carnaval. Estaria fora do contexto?

  10. Josie Postado em 05/Feb/2015 às 23:50

    Além dos itens relacionados no texto do professor, ainda há aquelas em que o aluno cria um título diferente dos que já são propostos e sobre os quais se deve discorrer.

  11. Sandra Begotti Postado em 05/Feb/2015 às 23:54

    Muito boa sua visão, mas deixou de levar em conta que muitos alunos entregaram a redação em branco, perguntei a minhas turmas e disseram que não fizeram o texto por estarem cansados, zerar uma redação é bem difícil, embora concorde com sua posição em todos os aspectos, percebemos que existe também o descompromisso dos alunos acostumados com comodidades e descompromisso, algo mais elaborado causa esse tipo de reação, não fazem, simplesmente por não "estarem a fim"

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 11:56

      Obrigado por complementar a informação, Sandra! Grande abraço!

  12. Cíntia Postado em 06/Feb/2015 às 00:01

    Eu me inscrevi no ENEM e fiz a prova no primeiro dia, no segundo devido a uma viagem, não fui fazer a prova. Quando olhei minha nota, enquanto na prova de português e matemática constava que eu estava AUSENTE na redação constava que eu havia tirado zero, sendo que eu não fiz a redação. Provavelmente devo estar entre esses mais de 500 mil zeros. Imagina quantas pessoas que se inscreveram e não fizeram a prova, ou assim como eu, fizeram só a prova no primeiro dia não devem estar nesta lista? Não sei se eles especificaram, quantos zeros e quantas pessoas ausentes, mas no que eu procurei não achei nada.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 11:58

      Verdade, Cíntia! Obrigado pela informação. É um bom exemplo factual para explicar parte dos zeros. Grande abraço!

  13. J Matos Postado em 06/Feb/2015 às 00:02

    "Portanto, como dito acima, nota zero NÃO está relacionada à qualidade do ensino. Quando o sujeito tira nota zero, não é possível saber se ele aprendeu ou não algo na escola. Muitas vezes, dá para imaginar que ele não aprendeu nada na vida, pois tenta desqualificar um processo sério apenas para aparecer na mídia." Todos os motivos apresentados no texto (fuga do tema, ferir direitos humanos, etc) fazem parte do aprendizado da construção de um texto, ou melhor, de uma dissertação argumentativa. Esse processo de construção se aprende (ou deveria ser aprendido) na escola, ou seja, os 500 mil zeros tirados no ENEM são, sim, parte de uma educação que possui suas falhas. Não é questão somente de saber escrever corretamente. Discordo do ponto de vista apresentado, apesar de entender a linha de raciocínio. =)

  14. Katharina Postado em 06/Feb/2015 às 00:05

    também discordo desse texto. ENEM - exame nacional do ensino médio- como o nome ja diz serve para qualificar o desempenho dos alunos que estao aprendendo, hoje as faculdades estão usando para qualificar também os futuros integrantes de seus cursos. Qualquer pessoa sensata que presta este exame, está preparo para todas as informações,deveria saber o tempo que se leva para fazer a redação. Outro pronto é sobre o tema. Eu leu regularmente, vejo varias propagandas contra a publicidade infantil.

  15. Gerônimo Postado em 06/Feb/2015 às 00:20

    Boa reflexão-

  16. Marcelo Roncate Postado em 06/Feb/2015 às 00:27

    Gostei muito do seu texto Cassiano, embora não concorde com tudo. Acredito fielmente que o sistema de notas não é justo para avaliar a qualificação de um estudante. Hoje curso História na UERJ, mas quando "vestibulava" sentia na pele toda a pressão e o nervosismo. O lado psicológico também conta muito, sem falar dos aspectos sociais. Conheço pessoas que foram de barriga vazia para a prova por falta de opção. Penso que nosso sistema de ensino precisa de uma reforma, principalmente passando pela valorização do professor. No mais seu texto expressa muito bem um pensamento racional e coerente sobre o assunto. Tenha uma ótima noite.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 12:03

      Olá, Marcelo! Então eu não entendi onde discordamos! Concordo contigo e acho que isso, de uma forma ou de outra está sugerido no texto. Se não foi explicitado, foi porque não era esse o foco que eu propus para não me alongar demais. Mas tu estás certíssimo! Grande abraço!

  17. Limbus Postado em 06/Feb/2015 às 00:39

    Resultado do sócio-construtivismo Freireano imbecilizando como sempre, afinal, escrever errado não é errado, é só uma "outra forma" de se expressar! kkkkkk

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 01:26

      Limbus, ler o texto é saudável, quando se quer comentar. Não existe nenhum link possível entre meu texto e o absurdo que você disse... Grande abraço!

      • Fernanda Insfran Postado em 06/Feb/2015 às 13:05

        Cassiano, gostei muito da sua reflexão. Como educadora tenho tentado promover debates sobre o tema do ENEM, que considerei excelente para desconstruir o opressivo padrão consumista que a grande mídia empurra goela abaixo desde a mais tenra idade... Há tempos deixei de expressar opiniões em blogs por não suportar a agressividade dos comentários... Parece que ninguém quer refletir, somente impor sua opinião, vomitar meia dúzia de impropérios e agredir os demais que pensam diferente... Vi muito disso aqui nos comentários ao teu texto e me pergunto: terá conseguido o capitalismo destruir completamente com os valores humanos e sociais dessa ainda frágil democracia?

    • angela Postado em 06/Feb/2015 às 07:59

      Escrever errado é o modo pelo qual as criança começa o processo de alfabetização. Diferente do tempo em que a memorização era o foco e o aluno repetia a cartilha, hoje a criança pode ousar e manifestar suas hipóteses de escrita. O erro é somente o ponto de partida. A proposta Freireana parte do pressuposto de que construir o conhecimento a partir da realidade do aluno torna-o mais significativo. Os problemas de escrita tem raízes bem mais profundas e estão relacionados a um povo que não lê. Sem isso não há como escrever bem. Se fizéssemos a pergunta qual foi o ultimo livro que vc leu e quando muita gente não saberia o que responder.

  18. claudia Postado em 06/Feb/2015 às 00:50

    É de se "imaginar" que a redação do ENEM seja dissertativa, a redação "colegial". Complexa, porém, com conteúdo e centrada na realidade, onde o sujeito visita sua opinião (mais íntima) sobre aquele tema, argumenta e emite um "parecer", uma "solução". Portanto, narrar, descrever, copiar texto motivador de forma deliberada, ou, ainda que de forma "discreta", ferir ética, etc, são "preceitos" básicos a se saber e se "atentar", que antecedem a elaboração em si. Se o sujeito passou pelo Ensino Médio e não consegue se quer interpretar a proposta para a redação, muito provável não saberá diferenciar os "tipos de redação", falar em gênero textual seria falar grego, e, parte-se do princípio que este conteúdo na respectiva disciplina ficou "no ar". Então, não é de se estranhar que o conteúdo será tal qual - solto, uma catástrofe. Como diz Vinícius, "Mas se não os temos, Como sabê-lo?". É fato que pouco se ouve comentários na mídia sobre a escolha do tema. Chama a atenção a inexistência desta relação, com o tema e o número expressante de notas abaixo de 600. O que fica em destaque este ano, é justamente o uso deste processo sério e seletivo como forma de "aparecer" na mídia, e que no entanto, deu certo inclusive para a nota em determinados casos.

  19. Renata Gomes Postado em 06/Feb/2015 às 00:50

    Estudei a vida inteira em escola pública, minha nota em redação sempre foi alta . Fui aprovada em duas faculdades, uma pelo Sisu e outra pelo ProUni . Não acho que a escola seja o problema.

  20. Melyssa Postado em 06/Feb/2015 às 00:54

    Concordo plenamente com o que vc abordou.Tambem concordo que o problema não esta apenas no ensino púbico mas,o sistema de correção das redações é instável.Sei que meio a muitos profissionais competentes há pessoas que ou não são qualificadas suficiente para corrigir sua redação ou corrigem de qualquer jeito.Então,o aluno que se esforçou o ano todo e fez uma redação ótima,pode ter sua nota comprometida por causa de uma má correção.

  21. mauricio augusto martins Postado em 06/Feb/2015 às 01:15

    Grato ao Cassiano, por finalmente (eu) entender o que está acontecendo de fato, sobre este tema que é a Redação do Enem, e muito boa a abordagem sobre a Publicidade tendo a Criança como Público Alvo, super didático e Pró-Vida, pois dentro em breve, teremos mais Mortes por Problemas da Obesidade do que por Homicídios ou acidentes de trânsito, se é que já não temos, pois bem a Criança é estimulada a "comprar" Brinquedos ou "alimentos" salgadinhos, guloseimas e refrigerantes, fontes de muito açúcar e gorduras, nada saudáveis para a constituição do crescimento, bem como conservantes, espessantes, edulcorantes, acidulantes e outros "antes", verdadeiros venenos para a Educação Alimentar Saudável, bem como "instrumento de auto-afirmação" da maneira que é vinculado o comercial, lembro de um comercial de cigarros de dizia "Ao Sucesso" talvez quereria dizer: "com sorte não será acometido por um Câncer", agora, o Cidadão se "enquadrar" fora desta "problemática"?, dai a porca torce o rabo, pois o Jovem Compra e Adquire estes verdadeiros "venenos" "naturalmente"!, de tanto que é a tentativa de alienação pelas TVs. e outra formas de mídia, e de aumentar a obsessão pelo consumismo, nunca soube de fazerem comerciais, sobre a Batata, a Abobrinha, Beterraba, Cenoura e etc. pois estes não pagam a Publicidade, pois quem consome inadvertidamente um "salgadinho" hoje, amanhã é capaz de Votar num Grileiro, Traficante e Corrupto Cheirador(qualquer semelhança, é mera Coincidência) e achará o máximo, o Chique-no-Úrtimo, e a Educação e Cultura ó...maumau

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 01:39

      Eu que agradeço pela sua contribuição, Maurício! Grande abraço.

    • Angela Postado em 06/Feb/2015 às 16:19

      Comentários como este acima e outros até aqui lidos complementam texto inicial ressaltando o da educadora Fernanda Isfran

  22. Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 01:23

    Naro Solbo, com todo o respeito, não vou pedir que me mostre onde eu teria creditado meio milhão de zeros à "má intenção dos candidatos", porque sei que em nenhum momento eu disse isso, nem insinuei! Simplesmente porque não é o que eu penso!!! Minha análise é técnica. Se tiveres dúvidas, podes perguntar. Se eu souber responder e/ou tiver informação confiável para responder, o farei assim que tiver tempo. Se não souber, vou dizer que não sei, pois não me meto a dizer publicamente sobre o que não conheço com propriedade. Vou sintetizar a tese central do texto: os zeros deste ano no ENEM não servem para falar sobre a qualidade da educação no país, simplesmente porque, quando ocorre zero, o texto não é avaliado do ponto de vista qualitativo, pois está fora das regras da prova. Mal comparando, é como um atleta pego no antidoping. Não dá, oficialmente, para dizer o quão bom ele é, pois ele está desqualificado. No texto, explico que a grande quantidade de notas baixas (entre 80 e 600), sim, pode mostrar a má qualidade da escrita, em geral, dos brasileiros. Quanto a se os problemas citados são ou não (e o quanto são) decorrentes de falhas no ensino, embora possa ser sua opinião (e respeito isso), condiz com todo o universo de conhecimento acadêmico sobre o assunto. Se tiveres argumentos consistentes para desdizer toda a história de produção científica das áreas da Educação e dos estudos da linguagem, podes te tornar uma pessoa muito famosa... Grande abraço!

    • Rose Postado em 06/Feb/2015 às 11:14

      Cassiano, concordo plenamente com você. Em absolutamente tudo. Sou professora de Língua Portuguesa e fico imensamente triste com essa situação... As pessoas gostam da superfície, embora quando colocadas em contato com um raciocínio linguístico mais rico sempre acreditem estar ganhando - quero dizer, quase sempre, e, naturalmente , falo daqueles que não têm preguiça intelectual, daqueles que se põem e a pensar mais profundamente e a relacionar o que você disse com a realidade. Para isso, seria preciso muito mais que inteligência, seria necessário que houvesse vontade política de mudar pontos de vista, perspectivas. É preciso um "querer ver" . E as pessoas gostam mesmo é de repetir as mesmices fáceis, que trazem uma falsa popularidade... A minha maior briga em sala de aula é a de fazê-los buscar muitos pontos de vista sobre um mesmo assunto para ter repertório quando falar sobre ele. Construir argumento é, acima de tudo, mostrar conhecimento. Não adianta explicar, por exemplo, como é um projeto honesto essa correção da redação do Enem para quem só quer motivos supostamente panfletários, que podem, afinal, ser manipulados e editados em favor de vontades politicas (despolitizadas, aliás). Mas eu, apesar de parecer nadar conta uma pesada corrente de gente orgulhosa demais pra mudar de opinião, eu ainda faço esse trabalho quase cansativo de, todo ano, abrir as aulas do ensino médio na escola técnica onde dou minhas aulas explicando esses critérios de correção da redação do Enem e porque as pessoas zeram. Melhor : tento relacionar isso ao domínio que eles - alunos - devem ter sobre sua melhor arma de expressão : sua Língua. Abraços.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 12:06

      Obrigado pela contribuição, Rose! Abraço!

  23. Edy Gleiser Postado em 06/Feb/2015 às 01:29

    Concordo. Eu por exemplo completei o ensino médio há vinte anos. Em escolas públicas. No intuito de retomar os estudos levei este susto. Texto insuficiente ou seja 00 redação. Minha caligrafia é impecável e tenho tentado me inteirar das mudanças da língua portuguesa. O curioso ainda é que além do tema, existiam três textos. Conflitantes. O que me deixaram ainda mais insegura. Mesmo assim. Após rascunhos entreguei uma bela redação so meu ver. Mas foi dita como texto insuficiente e conflitante com os textos. Fiquei deprimida com o resultado. Pois embora longe das salas de aula. Procuro me manter atenta a leitura.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 14:24

      Obrigado pelo teu relato, Edy Gleiser. Infelizmente, não tenho como te responder sobre o que aconteceu com teu texto, mas o termo "Texto insuficiente" significa, até onde sei, que escreveu menos de 8 linhas. Aí, a redação sequer é lida. Será que foi isso? Se sim, tu és a prova do que eu falei, pois escreves bem - o que se nota por este comentário. Ou seja, nota zero não significa que a pessoa não sabe escrever, nem que não sabe interpretar. Grande abraço!

  24. Kátia Rodrigues Postado em 06/Feb/2015 às 03:58

    Posso acrescentar? Os alunos leem pouco e não são estimulados escrever na sala de aula. Discentes devem entender que para escrita há passos a serem seguidos. Como citou bem, existem técnicas de redação. Parece meio arcaico, mas acredito que funcione nas aulas de redação/produção textual.

  25. Ines Silva Postado em 06/Feb/2015 às 06:06

    Excelente análise!

  26. Guilherme Mourão Postado em 06/Feb/2015 às 07:16

    meu ponto é. se eles não sao analfabetos, nao poderiam tirar 0. uma prova é feita para AVALIAR o candidato, separando o pior do melhor. se igualamos todos com a mesma nota, diz que todos sabem a mesma quantidade, não avaliamos. Não separamos 500.00 alunos. colocamos todos eles no saco do desprezo. Infelizmente a maioria dos professores de portugues no brasil não passariam em uma prova com o titulo: "Como avaliar os alunos", pois sairiam do tópico, falando o que seria uma redação aceitável.. Dar 0 a muitos alunos não é avaliar de forma nenhuma, é simplesmente recusar a sua avaliação.

  27. Thiago Teixeira Postado em 06/Feb/2015 às 07:45

    Não interessa o assunto ou fundamentos, para a mídia golpista a culpa é sempre da Dilma, e consequentemente, das pessoas que votaram nelas, esse é o foco da agressão.

  28. Casagrande Postado em 06/Feb/2015 às 08:06

    Soma se a isso os que foram lá só por ir, quando fecha duas horas de prova já tem vários esperando para sair. Esses com ctz não fizeram a redação no tempo que saem não dá nem para ler toda prova. Bonito ainda é que ficam posando de gênios.

  29. Luciene assunção Postado em 06/Feb/2015 às 08:18

    Tudo bem, mas um tema como o que escolhido não poderia ter outro resultado. Agora o governo segure as críticas . E tem mais, o enem para mim é uma grande prova de exclusão, como a escolha de temas como esse, desrespeito à diversidade etc. Aliás, o respeito à diversidade é uma balela, pois no momento mais crucial na vida de uma pessoa que é a profissionalização, o sujeito encontra-se frente a tortura de entrar em uma universidade . se submetendo a avaliações universalistas, provas iguais para diferentes níveis de educação, diversidade qualitativa de educação. Sendo uma prova cabal de que as melhores universidades ainda é um espaço reservado a poucos. Não estou aqui me referindo a cotas etc.

  30. Igor Postado em 06/Feb/2015 às 08:23

    Fui aluno de escola publica durante o fundametal maior e todo ensino medio, conheco muito bem todos os problemas vividos na rede de ensino gratuito porém, mesmo tendo terminado meu ensino médio ainda na decada de 90 e ja graduado, etc resolvi testar minhas habilidades no ENEM. Pois bem, minga redação foi avaliada em 860 pontos e minha media foi 601.40. Nao quero me prolongar apenas lembrar a todos que uma boa educação e resultado de diversas variaveis, dentre elas a participação efetiva do aluno no processo de aprendizagem. Da minha turma de 3 ° ano quade tds se formaram numa universidade federal inclusive em medicina, curso de maior relevância social. Ha muito o que melhorar, disso nao resta duvida mas enquanto alguns nasceram para chorar outros vendem lencos.

  31. Michel C. Macedo Postado em 06/Feb/2015 às 08:43

    Acho que as opiniões diferentes merecem seu espaço e precisam ser discutidas. Concordo com o terceiro ponto apresentado pelo autor de que a mídia desviou a discussão para o número absurdo de notas zero da discussão da proposta temática - a publicidade voltada ao público infantil. Agora na questão em que ele apresenta as características que zeram um texto automaticamente ainda estou procurando o motivo para considerar isto ignorância... Se o aluno escreve um poema quando lhe é solicitado uma dissertação-argumentativa, demonstra ele não compreender a que está sendo pedido. Da mesma forma quando foge do tema ou copia textos da coletânea, escreve um texto com menos de oito linhas (que, para uma dissertação é menos que o mínimo; a meu ver, o Enem podia "exigir", pelo menos, vinte linhas) é porque não se atentou às instruções e demonstrou não ter boa interpretação de enunciados. Isto não foi divulgado, mas imagino que os alunos com notas baixas na redação (não apenas nota zero, nota baixa mesmo) também tiveram notas baixas nas outras provas, pois a prova do Enem é, essencialmente, leitura e interpretação de textos.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 10:01

      Olá, Michel! Obrigado por seu comentário! Vou tentar esclarecer para ti a parte da qual tu discordaste. Primeiramente, os critérios que levam a zero são justos e necessários para o bem do processo. Concordo contigo quanto ao número de linhas. Penso ser uma mudança necessária que está tardando a acontecer! Porém, minha tese é de que os zeros não são material qualificado para avaliar a qualidade de ensino. É possível - e até provável - que muitas das pessoas que tiraram zero, de fato, apresentem problemas quanto a leitura, interpretação e produção de texto, assim como é possível que, se pudessem receber uma nota, esta não seria zero e, inclusive, poderiam ser mais altas do que as redações que de fato foram avaliadas. Grande abraço!

  32. Mario Postado em 06/Feb/2015 às 08:43

    Parabéns pelo texto. Já esgotei minha paciência discutindo esse assunto com alguns amigos, que acham que o que a globo fala é axiomático.

    • Davi Postado em 06/Feb/2015 às 09:36

      ...Infelizmente as pessoas acham que mídia se resume na Globo..

  33. Alan Postado em 06/Feb/2015 às 08:55

    E se os moderadores de comentários dos sites passassem a utilizar os mesmos critérios de correção do ENEM (exceto o do tamanho, rs) ? que sonho

  34. Bruno Postado em 06/Feb/2015 às 09:08

    E por acaso tu conheces os critérios de avaliação da redação do ENEM?? Tu realmente leste todo o texto até o fim??? Não critiques a qualidade do ensino se a tua capacidade de entender o texto se torna limitada pela tua raiva e intransigência.

  35. Anna Postado em 06/Feb/2015 às 09:50

    Sou professora universitária em uma rede privada de ensino e infelizmente n se trata de um viés errôneo demonstrado pela mídia. Os jovens n sabem escrever, interpretar e por vezes sequer realizar operações básicas. Nossa educação de base está falida e contra isso n há argumentos. Tratam-se de décadas de má administração do dinheiro público e ausência de interesse em propiciar uma boa educação. Vejo absurdos nas provas que corrijo. Erros crassos de português. Enfim, alunos que jamais deveriam ter chegado até ali com tamanha deficiência. Me desculpe o colega, mas a culpa n é da mídia, é sua (ou nossa).

  36. MARIA Postado em 06/Feb/2015 às 09:52

    500MIL ESTUDANTES HUMILHADOS EM REDE NASCIONAL SENDO "TAXADOS DE BURROS", EM NOME DE UMA MÍDIA POLITIQUEIRA E CAPITALISTA,TUDO PARA CONFUNDIR E INDUZIR A" MASSA ELEITORA" MINISTÉRIO PUBLICO FAÇA SUA PARTE, EXIJA UMA INDENIZAÇÃO AO MENOS UMA RETRATAÇÃO DESSAS MÍDIAS TENDENCIOSAS! EM NOME DOS 500MIL ESTUDANTES HUMILHADOS!

    • guess who i am Postado em 08/Feb/2015 às 13:19

      Vc se auto humilhou, escrevendo naCional com "sc". Q horror maria!!!!! Vergonha por vc!

  37. Beatriz Postado em 06/Feb/2015 às 09:53

    Caro Cassiano, a mídia realmente não fala tudo, nem fala com propriedade, entretanto, as reportagens mostraram que o zero por fuga ao tema representaram mais ou menos 237 mil - e não os 500 mil divulgados. Esses que fugiram realmente podem saber escrever, mas, no mínimo, não sabem ler. E, cá para nós, quem não sabe ler, consequentemente, terá dificuldades para escrever. Não em termos de estrutura linguística especificamente, mas em termos de ideias. Além disso, leia o que escreveu, os outros motivos para zerar uma redação no ENEM (número de linhas, desrespeito ao tipo/gênero textual...) também representam incompetência linguística - ainda que não seja estritamente de escrita, de redação. Com certeza, o número de zeros seria ainda maior se os avaliadores pudessem dar a nota que realmente julgam justa, como as que dariam para seus alunos em sala de aula. O pior não é isso. O pior é a quantidade IMENSA de péssimas redações, com nota 100, 200 - péssimas mesmo - que não entraram nessa conta. Essas, sim, representam o horripilante desempenho da escola básica. São as redações daqueles que não deveriam ter o diploma de ensino médio.

    • Cassiano Haag Postado em 06/Feb/2015 às 12:27

      Beatriz, refiro no meu texto justamente que é a quantidade de notas baixas (abaixo de 600, exceto os zeros) que servem para fazer um balanço da competência de escrita dos brasileiros, porém, continuo pensando que é necessário diferenciar COMPETÊNCIA DE ESCRITA DOS BRASILEIROS de QUALIDADE DO ENSINO. Se você acha que a qualidade do ensino vai mal, tudo bem, mas não pode usar os zeros do ENEM para afirmar isso, porque o argumento é inválido. Os zeros não servem para isso. As notas baixas, sim, realmente preocupam e devem servir de alerta para os agentes da educação em todos os níveis, desde gestores até pais e alunos, pois TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO DO NOSSO PAÍS. Grande abraço e obrigado pelo comentário, Beatriz!

      • Nathalia Postado em 07/Feb/2015 às 05:04

        Acho importante frisar que todos somos responsáveis pela qualidade de ensino. É inegável que a prática da leitura melhora a escrita! E, por isso, eu questiono: com que frequência os filhos vêem os pais lendo? Quantos livros as crianças tinham, mesmo antes da escola? Quantos pais deixam de assistir ao Jornal Nacional para ler um livro com seu filho que ainda não sabe ler ou que está sendo alfabetizado? Quantos pais vão às escolas reclamar quando seus filhos são colocados de castigo na biblioteca ao invés de serem ensinados que a biblioteca é um lugar onde eles podem encontrar o prazer da leitura? É fácil colocar a culpa na escola (que também tem sua parcela de culpa) e ignorar o quanto nossas próprias ações também são razões para os nossos fracassos.

  38. Evelyn Gonçalves Postado em 06/Feb/2015 às 09:59

    Sou aluna de escola pública, tenho 16 anos, por curiosidade prestei o ENEM ano passado, e, sem ter estudado para realizar a prova, obti 720 na redação. Nunca fui uma aluna tão dedicada aos estudos, mas posso dizer que tive excelentes professores, e toda nota que eu obti foi graças do que eles me ensinaram, é claro que porque ainda estava no segundo ano do ensino médio não tinha aprendido todas os conteúdos, e por isso não obtido maior nota. As escolas onde estudei sempre foram de periferia e nem por isso o ensino é ruim. O que existe é A FALTA DE INTERESSE DOS ALUNOS, e os professores não tem culpa, a nossa realidade é essa, e a grande verdade é, quem quer ter nota boa no ENEM, deve no minimo ter interesse. E sobre a mídia não colocar em discussão, obviamente eles não fariam isso, já que eles tem seus lucros com a publicidade. O ENEM não pode ser visto como um bicho de sete cabeças, os alunos devem testar seus conhecimentos, e se a educação do Brasil é tudo isso que a mídia diz, a culpa é dos alunos.

  39. paulo Postado em 06/Feb/2015 às 10:38

    Realmente, todos os fatores listados são reais e fizeram toda a diferença no processo avaliativo, o que acarretou tantos zeros. Porém, fugir do tema proposto; Escrever outro gênero textual que não fosse uma redação dissertativo-argumentativa; escrever um texto insuficiente; ferir os direitos humanos; ou outro erro qualquer não podem ser amenizados como se isso fosse irrelevante. Quando se pede um tema e se escreve outro quer dizer que, ou a pessoa não conseguiu entender o que foi pedido ou acha que pode fazer o que quizer, o que seria reflexo de um desrespeito com as normas estabelecidas, típico dessa geração de adolescentes que não se submete a nenhuma norma imposta. Quanto a fugir do tema também é característico do analfabetismo funcional, o qual não permite que o indivíduo entenda um mínimo do que foi proposto. Enfim, nenhum dos ítens citados justificaria tantos zeros. No texto acima está clara qual é a intenção do autor, um militante esquerdista, que quer provar a qualquer custo que a educação no Brasil anda de vento em popa. Sou professor, sei qual é a realidade cotidiana em sala de aula. Leciono sociologia no ensino médio e todos os ítens citados são reais. Pede-se uma coisa faz-se outra; muitos realmente não sabem ler, outros sabem apenas decodificar palavras, outros sabem, mas são totalmente irresponsáveis. Há poucas excessões. Não há o que justificar. A educação no Brasil está em decadência. As escolas estão abandonadas; os pais não dão a mínima para o que seus filhos estão fazendo lá; estão entregues à própria sorte em frente às suas TVs, computadores e celulares. As notícias não são boas. Em pouco tempo teremos uma geração comppleta de idiotas. Em vez de justificar esse absurdo o autor deveria tentar entender o que leva uma geração inteira imbecilizar-se. Mas é claro que ele sabe, só não quer admitir que o PT, partido que com certeza é militante, está acabendo com a educação e tudo o que há no Brasil... Meus pêsames ao Brasil, já morremos e nem sabemos ainda...

  40. Rodrigo Postado em 06/Feb/2015 às 10:40

    (Outro Rodrigo) Objetivamente: quem não consegue cumprir com os critérios para uma redação, não sabe redigir. Uma redação/dissertação, pois, conta com várias áreas de interesse para o avaliador, como pontuou o texto, de modo que cumprí-los insatisfatoriamente, descumprir alguns gravemente, implicará em nota zero. E assim voltamos ao ponto inicial, ou seja, quem zerou é porque não detém as competências mínimas para redigir nos moldes propostos por um edital. De um certo modo a nota é, sim, emblemática, pois nacionalmente é a primeira "geração PT" (haja vista a alfabetização dar-se entre 4-5 anos, o exame sendo prestado por candidatos com 17-18 anos, ou seja, pessoas que iniciavam a alfabetização quando o PT foi levado ao poder e que estudaram todos estes anos sob a égide das diretrizes educacionais estabelecidas pelos petistas, no MEC), mas, de outro lado, é ainda a geração PT-PSDB-DEM e demais partidos nos governos Estaduais e Municipais - uma verdade que não pode ser negada. Mais, apenas pouco mais de um milhão de jovens atingiu nota 600 (o que seria um 6,0, nas escolas, a média), demonstrando ainda mais a gravidade do problema que temos pela frente. Assim, em vez do vitimismo usual, pensemos em soluções, pois não pode ser mais aceito que uma geração inteira de jovens não tenha base educacional mínima, não podemos ficar com a justificativa preguiçosa, quiçá conveniente, no sentido de que "foi sempre assim" - e era pra continuar e não pra mudar ou no mínimo melhorar, em vez de piorar? Aceitemos a terrível realidade de que 78,34% dos jovens examinados demonstraram não ter condições de alcançar 600 (ou 6,0) no ENEM. Aceitemos a cobrança a nível Federal, Estadual e Municipal, ou fiquemos nessa conveniente briguinha entre "coxinhas" e "pastéis de vento", enquanto a água, a luz, a educação e demais serviços públicos essenciais são igualmente obstados pelos nossos "ídolos", nossos "heróis", sempre injustamente perseguidos por nossos "inimigos".

  41. Leonardo Pharias Postado em 06/Feb/2015 às 10:49

    Eu já pensava desse modo. A mídia versus a Educação brasileira. Parabéns e obrigado pela reflexão.

  42. Paulo Martins Postado em 06/Feb/2015 às 11:05

    Se o fulano não possui capacidade de interpretar e responder o que se pede, não é uma forma de despreparo? Não esta tentando defender o indefensável?

    • João Postado em 07/Feb/2015 às 09:32

      Concordo

  43. jose larcher Postado em 06/Feb/2015 às 11:12

    Acretido que muito professor deveria ler seu artigo para poder melhor preparar seus alunos pois acredito que a maioria ensina técnicas, temas etc mas não aborda o que você tão bem explana. Quanto aos meios de comunicação precisam de uma revolução para entenderem que devem estar a serviço da informação e não do poder de plantão.

  44. Camila Postado em 06/Feb/2015 às 11:27

    Ok, concordo que há muita coisa que não é dita na mídia e que as notas baixas e os zeros da redação não são apenas de alunos de escola pública, mas isso não anula o fato de que o aluno que zerou porque não adequou sua escrita ao gênero textual proposto e que fugiu ao tema não tiveram aulas de português com a qualidade suficiente para ensinar a escrever um texto dissertativo-argumentativo e propostas de escrita. Como um aluno que está concluindo o Ensino Médio não sabe o que é o gênero textual que se pede no ENEM? E que qualidade de ensino foi essa que um aluno não é capaz de ler os textos base, ler a proposta de redação e versar sobre o que se pede levando em consideração os textos sem copiá-los? Acho que ainda que não seja o único dado a ser levado em consideração para se criticar a educação brasileira, mais especificamente as aulas de português, é sim um dado relevante para pensar a educação no geral, não apenas a pública.

    • Thiago Teixeira Postado em 06/Feb/2015 às 12:17

      Será que a culpa da Educação é 100% das escolas (públicas ou não)? E nossa sociedade? Os pais? O aluno? Estão interessados em aprender, os pais folheiam os cadernos dos filhos? Fica essa reflexão!

  45. Gisele Postado em 06/Feb/2015 às 12:05

    Com certeza precisamos melhorar muito o ensino público, porém não foi isto a preocupação da mídia e sim o tema em questão, pois o que vemos no dia a dia é um bombardeio de imagens que não ajudam em nada o desenvolvimento infantil.

  46. Patricia Postado em 06/Feb/2015 às 12:11

    Parabéns, pela publicação. Eu tirei 7.2 na redação e estou há muitos anos fora da escola, estudei na rede pública e tive excelentes professores. Posso acrescentar que alguns alunos optaram por não fazer a redação pq não precisam da nota para o vestibular das Universidades Federais.

  47. Ismael de Moura Postado em 06/Feb/2015 às 12:24

    Considerando apenas os comentários sobre o artigo concluo que sobre um mesmo tema, mesmo muito bem explicado, pode haver muitas avaliações e abordagens. É correto comparar notas de vários avaliadores diferentes sobre os textos diferentes de diversos alunos ? Parece uma aproximação muito tosca. Adicione-se a isso os interesses políticos e da mídia e veremos que estas notas tem muito pouco valor.

  48. Marcone Mendes Postado em 06/Feb/2015 às 12:48

    Muito bem exposto! O texto tratou de tudo o que eu pensava a respeito dos comentários midiáticos sobre as notas "zero" do ENEM. Um dos melhores temas de redação já abordado, onde o grande chefão- a mídia- esteve como argumento de discussão. É claro que não iria deixar barato! Também sou professor de Língua Portuguesa, e tenho acompanhado como a mídia vem distorcendo informações, ou manipulando certas informações. É certo que o sistema de ensino precisa sim, de melhoria, porém a mídia usa esse pequeno pretexto para expor e tirar suas próprias conclusões. E deixo aqui meu alerta acerca de como a mídia vem atuando e implantando seus próprios interesses nas questões abordadas por ela. No mais, parabéns pela postagem.

  49. Felipe L G Pinto Postado em 06/Feb/2015 às 13:22

    Concordo em partes. Embora esteja com a razão no que se refere à fuga do tema, ainda, assim isso mostra má qualidade de ensino público: 1 - se fugiram ao tema, é porque isso não lhes foi ensinado na escola

  50. Zé Queiroz Postado em 06/Feb/2015 às 14:05

    Cassiano, muito bom texto, parabéns! Destaco também o nível dos comentários. Há muito tempo não via pessoas em conversas públicas, na Internet, defendendo suas idéias e pontos de vista, com propriedade, valorizando o tema proposto pelo autor; sem entrar em 'estúpidas' discussões e/ou agressões pessoais. Além de um bom articulista, você criou uma condição interessante para boas reflexões. De minha parte, em minha 'santa ignorância'; agradeço pela qualidade das informações, aprendi mais um pouco.

    • Cassiano Haag Postado em 07/Feb/2015 às 09:39

      Poxa, Zé Queiroz! Obrigado! Grande abraço!

  51. Jerry Postado em 06/Feb/2015 às 14:20

    Muito boa análise. Penso ser o Enem, sim, um bom meio de avaliar a formação de nossos estudantes e demais pessoas que venham participar. Acredito sim, que grande maioria de nossos jovens e digo isso por vivenciar em salas de aulas que se estendem desde o ensino médio aos compus universitários, e, estes em grande parte sabem produzir textos dissertativos de qualidade. O interesse por escrever não é muito e por isso quando são exigidos não correspondem ao que foi proposto. Claro que tal situação não se dá de forma generalizada, mas com já disse. em grande maioria. Poucos se interessam por assuntos da atualidade sociopolítica, cultural...vivi-se um atualidade de literaturas efêmeras e de ficção e que pouco tem contribuído para a formação argumentativa no tocante as questões atuais, que embora seja ignorada por grande parte, pertencem à nossa realidade. Me recordo de outros tempos em que reuníamos em barzinhos para discutirmos o mundo à nossa volta...Nossos estudantes morrem de preguiça ao ler dez linhas de um texto que cai no enem, mas fica noites lendo Jogos Vorazes.

  52. Lucila Sa Postado em 06/Feb/2015 às 14:21

    Excelente texto e comentários também.

  53. Ricardo Amoedo Postado em 06/Feb/2015 às 15:05

    Cassiano, há de se concordar que se o candidato fugiu do tema, então ou ele não soube interpretar (o que é o minimo que se espera do candidato) ou não teve argumentos para construir seu texto (algo que se espera de uma redação bem feita). Existe uma péssima cultura de não ler o manual do candidato (o qual explica os métodos para os quais são submetidas as avaliações), isso por muitas vezes prejudica o candidato, portanto se ele não leu o manual estava sujeito a zerar a redação. Todo e qualquer vestibular tem o seu manual (assim como certos concursos que envolvem redação) e se esses candidatos não leram, seja por preguiça ou falta de orientação, ficaram sujeitos a suas respectivas notas. Esses 500 mil estudantes que zeraram a prova, merecidamente, estão abaixo do que se espera de um aluno que tenha concluído o ensino médio: alguém que saiba ler, interpretar e argumentar devidamente sobre um tema (respeitando as regras ortográficas em vigor) defendê-los é aceitar a mediocridade como característica de futuros médicos, enfermeiros, advogados, professores, engenheiros, etc.

  54. Acauam Postado em 06/Feb/2015 às 15:41

    Gente.. uma análise de verdade.. parabéns!

  55. Marcio Postado em 06/Feb/2015 às 16:54

    Eu não pegava em um livro deste 1990. Aliás, também não peguei nem para estudar para o ENEM. Sempre gostei de escrever e no antigo ginásio e científico, minhas redações faziam sucesso entre professores e alunos. Algumas foram lidas para todo o colégio durante a formação (obrigatória na época) antes de entrar na sala de aula. Nunca abandonei o hábito de escrever e acabo de receber um prêmio da Academia de Letras, por um conto inédito. Porém, minha nota no ENEM deste ano foi apenas 560. Foi minha pior nota. A melhor foi 712. Creio que isto se deveu à "padronização" que o ENEM adotou para as redações. Ou seja, a liberdade foi tolhida. Inclusive de opinião, pois, a redação tem que ser politicamente correta. O que é um absurdo, pois pode não ser a opinião dele, mas a que "a sociedade exige dele". Onde está a liberdade de opinião? O aluno também é "obrigado" a apresentar uma solução ou a se posicionar. Na redação deste ano havia um mapa que mostrava várias posições diferentes adotadas pelos diversos países ao redor do mundo. Era um tema controverso, para o qual, não só o restante do mundo, como o próprio Brasil, não encontrou um padrão. Como se espera que o candidato (a maior parte adolescente) tenha posição formada? Não se quer alguém que saiba fazer uma redação, dentro de critérios e padrões linguísticos. O que se quer é a "padronização" do cidadão. Talvez isto seja consequência de nossa pouca vivência democrática. Algo que eu costumo chamar: entulho da ditadura. No caso, um entulho enraizado no seio acadêmico. Apesar disto, considerei que o sistema de provas hoje é bem melhor do que em minha época (excetuando a redação), pois em todos os quesitos, de todas as provas, exige-se que o aluno saiba interpretar texto adequadamente. Uma interpretação errada, poderá levá-lo a responder errado. Isto força o aluno a ler mais, a se dedicar a este hábito tão enaltecido e pouco praticado: o da leitura.

    • Cassiano Haag Postado em 07/Feb/2015 às 09:46

      Marcio, leia o Manual do Candidato do ENEM, na parte sobre a redação. Não existe nenhuma referência a ser politicamente correto. Apenas precisa respeitar os direitos humanos. É totalmente diferente.

    • Vinicius Postado em 08/Feb/2015 às 20:53

      Redação politicamente incorreta no ENEM, acho que você já está querendo demais.

  56. Merielle Postado em 06/Feb/2015 às 17:10

    Em algumas universidades federais a nota da redação não é contabilizada para critério de seleção, pois tais universidades aplicam uma segunda fase do processo seletivo (discursivas e redação) e usam a nota do Enem como primeira fase. Sou professora e tenho muito aluno que não fez a redação por julgar desnecessário. Isso também não se comenta.

  57. Rosenea de F.G.Dias Postado em 06/Feb/2015 às 17:26

    ensamentos: Muito me admiro com o ensino brasileiro, diminuindo salas de aulas acreditam fazer brasileiros melhores. Obrigado Professores do Jardim Marilene, Prof°Evandro Caiafa Esquível, por me tornar um ser humano melhor.Que não preciso concordar com tudo e ter minha opinião diante de qualquer fato: assumindo meus erros sem medos.Mostra-me onde estão os alunos dessa geração questionadores e de ideais firmes, não um bando de “Maria vai com as outras”. Fico chateada em saber por causa de maus governos, temos tantos professores estressados e desmotivados em ensinar a alunos a se tornar brasileiros melhores: sempre ouço e presenciei que mesmo na creche já existem desmotivação, criança agressivas e horrorizadas de permanecer na escola. Desculpe-me governantes quando não tiver valorização do trabalho dos professores, sempre vai ser essa luta sem vencedores. Se pensássemos como o Japão que um rei não se curva diante de seus opressores, mas diante de um professor eles se dobram, não chegaremos a lugar algum.

  58. Sthefani Postado em 06/Feb/2015 às 17:39

    A mídia que coloca a culpa no sistema de ensino é a mesma mídia que usa e abusa da publicidade infantil

    • Vinicius Postado em 08/Feb/2015 às 20:54

      Boa reflexão!

  59. Batis Postado em 06/Feb/2015 às 17:44

    É sempre bom ter outros pontos de vistas sobre determinado assunto, mas ainda assim acredito que a métodologia de ensino público no Brasil é defasada. Eu me lembro bem da minha professora de português da oitava ao terceiro ano, a Madalena, ela foi quem me ensinou o português e me ensinou a gostar de literatura porque ela era diferenciada, ela quebrava as regras da metodologia de ensino tradicional e fazia a sua forma, e era admirada e respeitada por seus alunos numa escola pública no meio da periferia. Então, ao meu ver, o sistema público de ensino tem que ser reavalidade sim, ainda mais hoje no qual as referencias dos jovens estão cada vez mais banalizadas .

  60. Julio L. Rossi Postado em 06/Feb/2015 às 17:53

    Vejo que algumas pessoas ficaram muito ressentidas devido a um pequeno equívoco. Pois, uma coisa é dizer que a nota zero no Enem não é NECESSARIAMENTE culpa SOMENTE da escola pública e OUTRA coisa é dizer que não existe problema de educação no Brasil(coisa que o autor não afirmou). Já indo para outro assunto, cuidado com a supervalorização das grafias. Sabe por quê? Porque vocês se esquecem de dois detalhes cruciais: foram um bando de analfabetos que criaram os idiomas - então quem é você para tirar onda com as pessoas que apenas escrevem errado?. Segundo, deixem de deslegitimar o discurso de alguém por causa da escrita! Compreenda o que a pessoa está tentando dizer e a analise por essa ótica, afinal, você não sabe como foi a vida dessa pessoa até aquele momento e nada garante que você iria falar melhor do que ela se tivesse vivido a vida dela. Tenho só mais um último assunto, empregado como empresário são seres humanos e ambos tem medo, amor, ódio, paixão e necessidades. Existe muito patrão bonzinho que não ganha moral com ALGUNS funcionários e as vezes até pode sofrer injustiças. Por exemplo, o funcionário recebe o salário, gasta no bar, fala em casa que só recebeu quase nada e depois a família vem querer infernizar o empregador. Nesse caso o empresário bom se fode e fica com raiva até do mundo. Em outro caso o empresário é um filho da puta e o empregado que é bom e inocente e se fode - já passei por isso também. Ai, tanto o empregado que era bom e o patrão que era bom começam a ficar odiando os outros pelas classes: empregado bom: empresário é tudo fdp explorador; empresário bom: funcionário é tudo vagabundo, tem que se fuder mesmo. Este tipo de briga é uma bosta porque faz as pessoas se odiarem por classes. Ah, mas e a concentração de riqueza? Não digo que não existe, mas também saibam que existe muita pequena e média empresa no país também e que o dinheiro da venda(faturamento bruto) não é o que o patrão coloca diretamente no bolso, tem que pagar fornecedores, funcionários, prédio, impostos e etc. Muitas vezes um empresário de pequena empresa trabalha mais do que a maioria dos seus funcionários. Enfim, tá na hora de relativizar algumas coisas.

    • Marcos Postado em 07/Feb/2015 às 02:53

      Concordo em parte, em relação a mídia, mas não vamos tampar o sol com a peneira.. O nosso ensino público, e também o privado, vai de mal a pior........ Escolas sem estruturas, salas de aulas fechadas, salas super lotadas..... O Estado não propicia condições necessárias para que se tenha uma educação satisfatória !!..... Os alunos chegam no terceiro grau sem ter adquirido os conhecimentos min imos necessários para cursar o ensino superior. A educação precisa ser repensada, se quisermos ser uma nação independente

  61. Lucas Postado em 06/Feb/2015 às 20:42

    Eu estava tão indignado lendo as coisas postadas no facebook e ouvindo pessoas ao meu redor repetindo as asneiras da rede globo e compania, quase generalizando que todo povo brasileiro está alienado às elites e ignorante. Mas, ainda bem, li os comentários desse site - a grande maioria - e, orgulhosamente, me lembrei que existem sim brasileiros críticos e racionais.

  62. Julio Postado em 06/Feb/2015 às 20:45

    Perfeito

  63. Luiz Bertassi Postado em 06/Feb/2015 às 20:49

    Escrever sem ler, sem informar-se, sem conhecimento de causa é muito mais difícil e metódico de atender as regras solicitadas no ENEM. Embora um texto por mais razoável que seja deve apresentar um conjunto de estruturas pré-elaboradas que encaixem dentro do tema/proposta. Esta e a diferença entre avaliar o sujeito e avaliar o que o sujeito conhece sobre o assunto. Deixar de lado, não avaliar a criatividade do sujeito e encaminhá-lo para um abismo sociocultural, digo, vivemos na atualidade uma enxurrada de informações momentâneas e muitos preferem aprender nesta educação nãoformal mas que informa, forma e leva o sujeito a adquirir educação informal pela mídia global. Não se pode atribuir culpa ao sujeito, "aluno" independente de sua formação escolar pública ou privada, pois vivemos tempos de internetês... ao contrário de nossa língua mãe português. E por aí vai... assim caminha nossa educação. Flow..

  64. Cacau Monfre Postado em 06/Feb/2015 às 21:15

    Obrigada! Eu não teria observado por esse angulo sozinha, em todo caso, antes mesmo de ler seu texto eu imaginava que o problema estava mesmo no candidatos a prova, não é segredo que nesse pais se lê pouco. Mas pense por esse angulo, se no fim das contas a maioria dos assuntos que estudamos durante ensino fundamental e médio é para além de dominar assuntos também e talvez mais ficado a provas pós formação (vestibulares, concursos públicos), estou certa? E nesse caso, não seria coerente haver uma preparação para esse tema em especifico?

  65. Gilvan Vilarim Postado em 06/Feb/2015 às 21:34

    É impossível saber isso agora, mas um percentual de cada situação proposta pelo autor, dentre o universo de zeros, seria ótimo para comparar o peso de cada possibilidade do zero. E ainda tem uma coisa que me pergunto desde que saiu a notícia: quantos tiraram zero por terem entregue a redação em branco?

  66. Wagner Postado em 06/Feb/2015 às 22:24

    Li o texto, considero interessante, porém de qualquer forma, se o tema é a causa de tantos zeros na redação do ENEM, isso mostra uma incapacidade ou falta de interesse dos alunos, sejam de escola particular, seja pública. "Portanto, como dito acima, nota zero NÃO está relacionada à qualidade do ensino", concordo. Para mim, a qualidade do ensino está relacionado com os seguintes pontos: desejo dos alunos de aprender, participação dos pais dos alunos, trabalho do educador, escola (gestão, estrutura, materiais), interesse do poder público.

  67. Sirlei Gedoz Postado em 06/Feb/2015 às 23:45

    Apreciação lúcida, necessária e, acima de tudo, esclarecedora.

  68. Gabriel Gaulês Postado em 06/Feb/2015 às 23:47

    Outro ponto que acho trivial, e atribuo ao hábito brasileiro de encarar seus compromisso, ocasionado por seus constumes de educação (acadêmica e "de berço), é não ler o edital do ENEM. Lá é especificado o que de fato pode e não pode. Creio que isso já elevaria a nota média do exame. Explicito que digo isso com base no pouco conhecimento que tenho, do que vejo e do que ouço - não sei da existência de nenhuma estatística que corrobore o que digo.

  69. Elias Postado em 06/Feb/2015 às 23:55

    Gostaria de registrar que já vi na na mídia, TV Globo, reportagens sobre casos de escolas públicas que são exemplos de sucesso.

  70. Marcus Pierre Postado em 07/Feb/2015 às 05:51

    "Tirar nota zero não é sinônimo de não saber escrever. Nota zero é decorrência de, por algum motivo, o candidato descumprir a proposta." Realmente, é verdade. Mas se observar os motivos que podem levar a zera a redação do ENEM só deixa bem claro que é decorrência da má interpretação de texto. Se você considerar que pra escrever um bom texto você precisa ter uma boa interpretação, não é muito diferente de afirmar que não sabem escrever. "Todavia, é absurdo (com todo o respeito a quem pensa assim) atribuir essa nota à escola pública." Concordo em gênero, número e grau. Uma generalização totalmente sem sentido. "Por fim, a mídia está desviando o real motivo de a maioria dos candidatos que receberam a nota zero: o tema. O problema é que o tema deste ano mexeu em um dos calcanhares de Aquiles dos poderosos da mídia: a reflexão sobre a publicidade infantil no Brasil. O tema é pouco discutido na sociedade, pois quem promove os espaços midiáticos de debate tem sistematicamente silenciado sobre esse assunto " Discordo veemente. O tema é pouco discutido porque, francamente, ninguém dá a mínima no Brasil pras discussões que ocorrem no plenário (a menos que seja algo realmente absurdo). Os alunos ficaram surpresos porque obviamente não acompanham os projetos que estão em andamento e os que são aprovados no legislativo. Eu mesmo quando vi me recordei imediatamente desse projeto e da polêmica que teve com o Maurício de Souza na época. O calcanhar de Aquiles não foi esse, mas sim a ignorância política tão presente nos brasileiros, que tem essa vontade de se manter alheios ao que ocorre na política e esse aí foi só um exemplo.

  71. João Postado em 07/Feb/2015 às 09:31

    Mesmo assim, a pessoa escrever um texto com menos de 8 linhas, fugir do assunto ou não escrever um texto dissertativo-argumentativo é sim devido ao baixo nível da educação de base. O tema está lá para ser seguido, não saber dissertar e argumentar deveria ser ensinado nas escolas sim e imagina a argumentação de um tema tão complexo em 8 linhas. Na verdade acho que o número de linhas é pouco.

  72. Juliana Postado em 07/Feb/2015 às 09:35

    Parabéns pelo texto! Essa é a reflexão que deveria estar circulando pela mídia! Mas não há o interesse dela! Vou compartilhar com meus alunos, amigos e colegas de trabalho!

  73. Alessandra Freitas Postado em 07/Feb/2015 às 09:36

    Adorei o texto. Inclusive, por eu ser professora de História, pois prevejo a grande importância da disciplina, no momento em que você alerta sobre alguns fatores da avaliação; como por exemplo a defesa argumentativa do tema proposto, onde em algum momento, deve demonstrar a relevância social, a indicação de propostas de melhoria. Lancei um outro olhar sobre o ENEM, muito embora já o visse com "bons olhos". O fato dos zeros não servirem para a defesa do argumento proposto pela midia fatídica, é esclarecedor sob o ponto de vista de "a quem serve" a disseminação dessas notícias, da forma como é feita! Obrigada pela inteligência de seu texto e parabéns!

  74. Dante Postado em 07/Feb/2015 às 11:48

    O raciocínio até que é bom, mas a mídia não tem de justificar os 500 mil zeros. Não é função deles. Entendi seu raciocínio. Basicamente você defende que o problema não esteja, como muitos acreditam, no domínio da ortografia ou norma culta. Ok, trabalhemos a partir deste prisma. Isso não muda o fato de que 500 mil pessoas simplesmente não conseguiram COMPREENDER a proposta ou dissertar sobre ela. Ainda que tenham uma boa redação (o que eu duvido), não foram devidamente preparados para compreender o tema, interpretá-lo e formular argumentos. Os resultados estão aí, não temos de floreá-los. Persistem os 500mil zeros. Então deixe que reclamem das notas ruins.

  75. Marcelo Manfrinati Postado em 07/Feb/2015 às 16:27

    Concordo e discordo com o texto acima e vou explicar meus motivos. Sou professor de sociologia no ensino médio em São Paulo e trabalhando em conjunto com uma professora de filosofia, contemplamos em nossas aulas o tema abordado pela redação do Enem, sem saber que este seria o tema escolhido. Mesmo não tendo certeza de as notas desses alunos foram as maiores, eles ao menos tinham debatido sobre o tema, e isso fez com que eles ficassem bem gratos a nós professores. O artigo aborda uma serie de motivos que não necessariamente a defasagem de conhecimento na área para que estes zerassem a redação, e este é o único ponto em que concordo. Mas isso apenas mostra outra carência, e que não é exclusiva da escola publica. A educação atual no brasil prepara para concursos (incluindo o Enem e o vestibular), sem preparar o aluno para a autonomia e sem se modernizar para se tornar algo atrativo para os jovens. A isso soma-se algo característico das escolas publicas, como a educação em salas mais superlotadas que presídios, com poucos recursos e chega-se a um ambiente inóspito ao aprendizado, onde bem poucos conseguem preservar o interesse o suficiente para verdadeiramente estudar. Mas não dá para culpar a educação sem culpar a sociedade como um todo. enquanto pais pensaram nas escolas como um depositório ou creche para jovens e uma fonte de diploma sem se preocupar se seus filhos estão realmente aprendendo ( e para isso, pasmem, precisam verdadeiramente se relacionar com seus filhos, coisa que poucos fazem) e enquanto os cidadãos não exigirem a prestação de contas de seus políticos da forma como eles estão tratando a educação, nada vai mudar. isso na melhor das hipóteses, por que ainda tem como piorar muito. Nada adianta "tapar o sol com a peneira" nem ficar culpando pequenos grupos isoladamente. Não são professores, políticos ou funcionários públicos os causadores exclusivos desta situação. É toda a sociedade brasileira, na sua forma arcaica de pensar e de agir, e enquanto não buscarmos a solução como uma sociedade, nada de melhor virá.

    • Cassiano Haag Postado em 13/Feb/2015 às 13:04

      Marcelo, não entendi onde há discordâncias entre nós, então! Concordo com tua visão e não há, em meu texto, nada que vá contra suas observações! Tamo junto! ;)

  76. Sergio Carneiro Postado em 07/Feb/2015 às 18:37

    Terminei meu ensino médio em 1979, mas fiz o ENEM de 2014 e o motivo foi uma aposta com os colegas mais jovens do trabalho. Estipularam uma nota mínima, de 500 pontos, para que eu recebesse o total, após a divulgação dos resultados recebi R$ 3.400,00. Não apostei esse valor, é claro, mas outros colegas apostaram em mim e dividimos os lucros. Confesso que fiquei surpreso com a minha nota da redação,alcancei 490 pontos e achei pouco. Não sou daqueles que acham que a culpa é sempre dos outros, porém acredito que os que fizeram a correção concordavam com a regulação da propaganda infantil e na minha redação, eu fui contra. Questões subjetivas tem dessas coisas.

    • jeci Postado em 09/Feb/2015 às 09:48

      Sérgio, posso afirmar que não existe isso do avaliador concordar ou não com o candidato, existem critérios bem objetivos de avaliação e, ainda que mesmo esses critérios bem definidos possam ser influenciados pela subjetividade própria das questões que não são das ciências exatas, seu texto passa por no mínimo 2 e no máximo 6 avaliadores (sendo 3 individuais e, se a dúvida persistir, uma banca com 3). Então, se você pretende fazer novamente e alcançar uma nota melhor na redação, sugiro que estude esse critérios que estão no manual do candidato e por toda a internet, pq acredito que deva ter fugido a alguns desses critérios que não seja o uso da norma culta, já que percebo que isso você sabe, pelo comentário

  77. victor Postado em 07/Feb/2015 às 18:57

    concordo com seu raciocinio,porém não quer dizer que o ensino no Brasil está bem qualificado,pois o nosso ensino publico é realmente um dos piores e tem muito de melhorar !

  78. Marcia Postado em 07/Feb/2015 às 19:17

    Acho que se o candidato não sabia nem quais eram as regras do ENEM, e por não ter conseguido adivinhar o que a bancada esperava dele, acho que o zero seja coerente, mas alegar que se o texto estivesse muito bom mereceria uma nota boa mesmo não tendo seguido as regras, é o mesmo pensamento de quem acha que com o jeitinho brasileiro tudo pode.

  79. Suely Negreiros Postado em 07/Feb/2015 às 19:24

    Mídia, o quarto poder, alguém disse, eu repito. Até ler este texto me questionei sobre estes zeros na redação, agora entendi.

  80. Cristiano Postado em 07/Feb/2015 às 19:44

    Como um grande carrocel de mentiras a mídia faz seu papel. Não posso condenar minha escola, nem mesmo meus professores que iguais a milhares fazem o seu papel de ensinar, e os meus se preocupavam comigo e demais na sala de aula. Podemos aceitar sim quem somos mas jamais ser o que não somos e ser condenados pelo que não fazemos.

  81. luiz carlos Postado em 07/Feb/2015 às 20:01

    Acredito que o tema tenha fugido da compreensão dos alunos em razão de sua da faixa etária, dai a dificuldade de assimilação e dissertação. Na maioria adolescentes pensam para cima, nunca esperariam algo voltado para a infância.Sem contar que 500 mil alunos é parcela menor do que 10% dos inscritos, algo em torno de 6,5 milhões (?).

  82. anonimo Postado em 07/Feb/2015 às 20:11

    Explicação correta. Porem a redação necessita de interpretaçao de texto e todos os itens enumerados fazem parte da interpretação. Portanto, se em algum momento a pessoa não sabe interpretar texto não está apta a escrever uma redação de forma adequada, que é o pedido nos vestibulares.

  83. Jair Postado em 08/Feb/2015 às 03:34

    Cassiano, parabéns pelas ideias apresentadas! Quais são as técnicas de redação que você sugere para que sejam usadas por professores com seus alunos a fim de que esse triste quadro de notas baixas na redação do Enem seja apagado? Quem teve experiência positiva poderia expor neste espaço ou outro criado só pra isso. Temos que agir.

  84. Cassiano Haag Postado em 08/Feb/2015 às 11:09

    Marcia, releia atentamente o texto. Eu não disse isso. Abraço!

    • Fernando Postado em 10/Feb/2015 às 09:24

      Pode ser que não tenha falado, mas a primeira parte do argumento de Marcia é completamente coerente. As regras do jogo são essas e todos devem fazer a prova com atenção para não levarem zeros. Pra podermos mensurar o ensino, as regras devem ser iguais para todos. Pode ser também que o zero no ENEM não mostre exatamente o que uma escola pública ensina, mas Cassiano, você como professor e doutor de língua portuguesa deve imaginar as consequências de um país não saber falar corretamente seu próprio idioma.

  85. JORGE, O DA VIRIATO Postado em 08/Feb/2015 às 11:29

    Faz sentido ! Aliás, os temas do ENEM, com viés ideológico, são armadilhas para os armadilhas. Se ele for CONTRA, ferrou-se. O tema foi MUITO MAL discutido na sociedade: foi um ato do governo fundamentado no "politicamente correto". Pelo exposto, EU TIRARIA ZERO TAMBÉM !

  86. Diego Bruno Araújo Leite Postado em 08/Feb/2015 às 12:13

    A culpa é dos próprios alunos! Meu amigo sempre estudou na mesma escola que eu e teve os mesmos professores, ele zerou a redação, eu obtive 660,0 pontos! Ao meu ver, a mídia quer manipular a população alienada contra o atual governo, fazendo parecer que a educação está precária. Não é excelente, mas eu diria que é boa!

  87. claudiomar Postado em 08/Feb/2015 às 16:52

    “A PUBLICIDADE INFANTIL EM QUESTÃO NO BRASIL” O tema não é difícil! Difícil é entender sobre que visão do tema o professor quer que a gente escreva! Eu achei legal isso de texto argumentativo! Logicamente que os textos foram escritos em dupla, já que para argumentar você necessita de uma contra argumentação! Caso os textos não tenham sido feitos em dupla, acredito que texto argumentativo, não seja a opção certa para base de criação. Mas eu não acredito que um professor vá pedir que um texto argumentativo seja criado por um aluno somente. Senão seria o professor que deveria refazer a faculdade porque é o cumulo da burrice!

  88. Ana Paula S Postado em 09/Feb/2015 às 00:19

    Para entender a situação que resulta no desempenho ruim dos alunos no ENEM é necessário analisar muitos fatores, mas eu gostaria de relatar a minha situação. Eu sou professora de Língua Portuguesa na Escola Pública, no Paraná. Só há pouco tempo nós professores tivemos a implementação da carga horária de 33,3% de hora atividade. Nesse tempo além de preencher diários de classe e outras atividades burocráticas, atender pais ou responsáveis, organizar materiais, planejar aulas, preparar provas e atividades, corrigir provas, corrijo redações. Tenho 03 turmas de 7º ano com cerca de 27 alunos por turma, ou seja, 81 textos a cada aula de Produção de Texto. O ideal seria que a cada semana fosse feito um texto, o que renderia quase 3000 textos para corrigir até o final do ano. Com 7 horas semanais para isso! Como?! O ideal não acontece; é preciso limitar o número de textos para que eu possa corrigir e assim os alunos acabam tendo pouca prática na Produção de Textos. Ah, e sem contar que eu tenho outro período em uma escola privada na qual eu não tenho hora atividade e faço tudo em casa à noite e nos finais de semana. Educação de verdade não é isso! Sinto-me muito frustrada com essa situação e vendo que os alunos não aprendem tanto quanto deveriam!

  89. jeci Postado em 09/Feb/2015 às 09:35

    Outra coisa que a mídia não disse, e acredito que o autor deste texto esqueceu, é que quase 50% destas notas zero foram atribuídas a pessoas que entregaram a folha de redação em branco, ou seja, optaram por não fazer a redação (por qual motivo não importa)

    • Cassiano Ricardo Haag Postado em 10/Feb/2015 às 09:39

      Obrigado, Jeci, eu não tinha esse dado quando fiz o texto.

    • Karen Postado em 10/Feb/2015 às 14:41

      529.374 tiraram nota zero. A maior parte das redações anuladas (217.339) foram desconsideradas por fuga ao tema. Cópia de texto motivador (13.039), texto insuficiente (7.824), não atendimento ao tipo textual (4.444), parte desconectada (3.362), outros motivos (1.508) e ferir direitos humanos (955) foram outras causas para anulação dos textos. É o que foi divulgado e comentado.

  90. Elisabete Miranda Postado em 09/Feb/2015 às 11:06

    É só lembrar de José Vitor o menino de 14 anos que agora vai cursar medicina, que estava no programa de Celso Portiolli, que sempre estudou em escolas públicas e agora é um exemplo para opaís, o esforço tmb tem que depender de cada um, não é falando pro seus filhos que a escola pública é ruim, que vc vai conseguir ajudá-lo, mostra pra ele, que cada um tem que fazer a sua parte, é assim que eu faço com os meus, e vão muito bem na escola, pública! Obrg.

  91. Catharine Postado em 09/Feb/2015 às 14:16

    Nara Solbo, concordo completamente com a primeira parte do que vc escreveu, pois acho que os motivos que levam ao zero estão ligados à insuficiência do ensino. No entanto, dizer que a mídia não coloque lenha na fogueira em cima disso e que ela não se incomodou com o tema é ser muito ingênuo na interpretação dos fatos.

  92. Fernanda Rocha Postado em 10/Feb/2015 às 10:21

    Não culpo totalmente o ensino,culpo a vontade do aluno; tem aluno da particular que não tá nem aii para os professores e também existe alguns que vao para a escola publica e querem meeeesmo aprender e estudar. Fiz o ENEM 3 vezes e o que eu mais estudei foi a redação,nao por nao saber escrever,mas por nao gostar de redaçao. E hoje penso que a nota do ENEM em redaçao não é avaliada por profissionais preparados (qualificados eles sao,pois todos tem o diploma de letras) e digo isso por que tenho um conhecido que fez uma narrativa e tirou uma nota extremamente boa e outra pessoa que quando me mostrou a redação eu pensei que tiraria nota 1000( a redaçao dela era digna de tal nota),mas ela tirou menos que o rapaz que fez a narrativa. Por isso atribuo uma parcela da culpa aos corretores do ENEM,que me parecem estar desatentos com alguns detalhes.

  93. Ananias Lemos Rodrigues Postado em 10/Feb/2015 às 10:40

    Os zeros do ENEM, são devidos aos vários motivos apontados no texto acima e por muitos outros; e alguns já foram apontados nos comentários. Outro motivo dos zeros, é sem dúvida, pelo número de ausências no segundo dia de prova. Pois, quem não realiza a Redação, seja por ausência ou mesmo por desmotivação, já que muitas universidades/instituições não considerarem a redação do ENEM para o vestibular (segunda fase); a Universidade federal do Espírito Santo (UFES) não aceita a redação do ENEM. E isto deve acontecer em muitos lugares no Brasil. Ou seja, mesmo estes recebem nota zero no ENEM. E além disto, os alunos que não fazem a redação acabam recebendo tempo extra que deveria ser gasto com a redação, obtendo vantagens sobre os demais candidatos.

  94. Guilherme Simon Torres Postado em 10/Feb/2015 às 10:52

    Não é a escola pública que está em crise no Brasil, mas sim toda a educação básica, que precisa de reformas curriculares URGENTES! (fora currículo único! :P)

  95. fernando Postado em 10/Feb/2015 às 15:06

    Entao da p entender q, nota zero NAO significa falta de qualidade do texto e sim falta de capacidade de interpretacao e leitura. Ou no min falta de seriedade. Sao 500 mil zeros. Querem agora focar na excecao?

  96. Paulo Campos Postado em 10/Feb/2015 às 15:17

    Os motivos são válidos mas tem de ver que o tema é muito fora de contexto. Com o país indo ladeira abaixo, a roubalheira generalizada, o descrédito com a classe política, terrorismo no mundo e outras coisas muito mais importantes acontecendo, não é hora de discutir publicidade infantil. Não tem nada a ver com os donos da mídia.

  97. KAIO Postado em 10/Feb/2015 às 16:56

    Excelente texto,nobre Professor. Infelizmente, a mídia impressa e televisiva, tem acusado a escola pública de ser a grande causadora dos fatos descritos acima, no que concerne à prova do ENEM. Todavia, sou egresso de Escola Pública, cursei Faculdade de Direito [bolsa do ProUni] e, hoje sou advogado. Aguardo resultado de segunda fase para Delegado de Polícia. Tive excelentes professores. Infelizmente, não há o devido investimento na escola pública, mas, garanto, no ensino público há os melhores estudantes. A mídia poderia mostrar a realidade da situação infantil em nosso País e parar de bater no ENEM e na escola pública.

  98. maria de lourdes fioravan Postado em 10/Feb/2015 às 18:16

    Todos os comentários demonstram,no fim de contas, a preocupação com o mínimo que o ENEM espera dos avaliados-o DOMÍNIO DA LÍNGUA MATERNA,a capacidade de LER e ESCREVER ,organizando IDÉIAS com CLAREZA,LÓGICA e COERÊNCIA !!!!Mas,como pode fazê-lo quem aprendeu a ler,JUNTANDO LETRAS,ao invés de ler e interpretar histórias,com FIO CONDUTOR,personagens maravilhosos e todos os dias entender com os OLHOS,com o CORAÇÃO e a MENTE!!!E tudo isto COM MÉTODO!!!!Com ORGANIZAÇÃO DIDÁTICA,de acordo com a nossa LÍNGUA!!!Quem não se lembra do PRIMEIRO LIVRO,seja LILI;OS 3 PORQUINHOS,O BARQUINHO AMARELO ;O SITIO DO PICAPAU AMARELO,??DESDE COLLOR ,a ALFABETIZAÇÃO é feita SEM MÉTODO ,juntando LETRAS,sem interpretar ou compreender!!É um processo de IMBECILIZAÇÃO que COMPROMETE toda uma geração,pois , se pensamos utilizando a nossa língua ,é o o domínio dela que ASSEGURA a organizaçao das idéias e sua expressão oral,escrita de modo CRIADOR e COMPETENTE!!!Vejam os textos e discussões VER sobre a DESMETODIZAÇÃO do ENSINO DA LEITURA!!!Ver MORTATI e outros,que discutimos no blog :educlivreprogresso.blogspot.com.br É PRECISO CONHECER<ESTUDAR<CONSTRUIR materiais de ALFABETIZAÇÂO com MÉTODO e EXPERIMENTÁ-LOS,para SALVAR nossas CRIANÇAS!!!E encontar meios de trabalhar com os que chegam ao ENSINO MÉDIO e NÃO SABEM LER e ESCREVER;não INTERPRETAM e não têm RACIOCÍNIO CRÍTICO !!!!NÃO acho que eles QUEIRAM ISTO!!REFORMA na ALFABETIZAÇÃO JÁ!!!

  99. Luis Paulo Postado em 10/Feb/2015 às 21:30

    o q seria a "elaboração de uma proposta de intervenção para o problema levantado no tema"? eu tenho uma certa dificuldade com redação, gostaria de saber mais sobre o assunto.

  100. edmar Postado em 11/Feb/2015 às 14:21

    Passei anos de minha vida à frente de vários tipos de "turmas" Convivi com alunos que encaravam todos os tipos de desafios e situações. Outros desistiam mesmo antes de começar qualquer atividade. Desmotivavam-se, pois não queriam parecer NERDS. Os primeiros preparavam-se para a vida e sabiam perfeitamente o que estavam fazendo. Eram geralmente alunos que contavam com o incentivo dos pais, gostavam de ler, revelavam uma caligrafia sólida e consistente, montavam textos em letras cursivas ou em letras "de forma", mostravam-se organizados quando resolviam exercícios de matemática ou desenho, matérias que lecionava na época. Surgiram então, caídos de paraquedas, alguns pedagogos cheios de ideias mirabolantes e, de repente tudo foi alterado. Surgiram as teorias de disléxicos de todos os tipos e os alunos perceberam que não eram mais "obrigados" a fazer o que propunham os professores. As escolas então montavam poucas turmas com alunos que possuíam bom desempenho e uma maior quantidade de outras com alunos com menor rendimento. Atualmente, em qualquer concurso que ocorra, haverá sempre um maior número de alunos que estão preparados para serem reprovados e uma pequena seleção de inscritos que fazem sucesso.

  101. Gabriella Aquino Postado em 11/Feb/2015 às 23:46

    Okay, não vou falar muito nem entrar em desacordo com obque foi dito, só queria gerar uma questão: Se nota zero não está relacionado com fakta de ensino, portanto o critério utilizado para acesso ao ensino superior no Brasil é invalido? O vestibular então seria inútil? Não aou totalmente de acordo com o vestibular, menos ainda com o enem. Mas hemos de convir que zerar uma nota já é um pouck fora de órbita. Já que é o enem o mínimo que teria de ser feito é a orientação para os alunos de o que não fazer na redação, com certeza algumas pessoas deram um pequeno "deslize" mas eu duvido que os mais de 500 mil tenham cometido o mesmo "deslize" e se foi assim, então há realmente algo de muito errado em todo esse quesito chamado educação. As cotas são a grande prova de qie algo não está funcionando, um próprio atestado de incompetência que o governo assinou. Repito, não acho que o enem prove a verdadeira capacidade intelectual de alguém, é mais uma "prova de fogo" teste de resistencia, não da capacidadr qie um cidadão ten de ingressar na faculdade, mas seria necessário ao menos uma noção do que fazer, 500 mil zeros é un índice fora do aceitael para un país.

  102. Brunna Postado em 12/Feb/2015 às 04:33

    Não é a escola que está em crise e sim a maioria dos alunos. Sou estudante, já presenciei meus professores se esforçarem para dar a aula e os alunos nem darem atenção. Há muita falta de interesse dos alunos também. Não adianta querer ensinar se não quiserem aprender, o esforço será em vão.