Redação Pragmatismo
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Homofobia 26/Feb/2015 às 09:00
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O dia em que o oprimido decidiu reagir

A violência do opressor e a reação do oprimido. Em vídeo, homossexual reage a uma difamação homofóbica e agride o opressor; alguns disseram ser triste a violência como resposta… Mas quem, de fato, cometeu um ato de violência?

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Marcelo Hailer, Revista Fórum

O que é violência? Violência, palavra derivada do latim “violentia”, que significa “veemência, impetuosidade”. Também está relacionada ao termo “violação”, de violare.

Na maioria dos meios de comunicação e em setores sociais, o simbolismo da violência é tratado de forma generalizada. Costuma-se classificar como violência tudo aquilo que perturba uma aparente ordem de paz (ainda que o conceito de paz possa ser também problematizado), tais como: atentados de grupos armados, destruição de patrimônios públicos e privados, manifestações políticas (à esquerda) e agressões em geral.

Porém, é necessário que problematizemos a questão de violência e suas circunstâncias. Faz-se necessário que a arranquemos da narrativa colonizadora da mídia hegemônica e de outros meios que incidem diretamente na opinião pública. Descolonizar a violência é desconstruí-la e encontrar no meio de seus destroços o que é de fato violência, quem a pratica e o que é a reação. Por exemplo, diariamente mulheres são aviltadas por homens, seja no espaço privado ou no público (transporte, por exemplo). Quando uma mulher reage, tal fato é tratado com alarde e como algo “violento”. Mas, como bem frisou Malcom X, é necessário “não confundir a reação do oprimido com a violência do opressor”.

O oprimido tem identidade, classe, cor, gênero e orientação sexual. Especificamente, podemos entender enquanto classe de oprimidos os/as negros/as, mulheres, bichas, lésbicas, drogados, transexuais, indígenas, imigrantes em condições de clandestinidade e outros marginalizados. Estes grupos vivem toda a sorte de violência por parte de um sistema/Estado que está organizado para normatizar, classificar e homogeneizar as experiências. A partir do momento em que estes corpos se tornam dissidências das regras sociais, passam a viver cotidianamente a violência perpetrada pelos códigos padronizadores. As violências são inúmeras: desde a exclusão dos espaços sociais até mesmo a eliminação. Estes corpos, perante o sistema branco-ocidental (que se pressupõe hegemônico/sem fronteiras/colonizador), são elimináveis.

E onde estaria o agente opressor? De maneira direta, podemos identificar a opressão no sistema judiciário, que possui a mão pesada para com os oprimidos; as forças militares que, invariavelmente, reprimem ações populares e os sujeitos marginalizados; o Estado, quando nega a existência de algumas identidades e não quando retira direitos e, quando isto ocorre, sempre atinge o lado mais fraco da corda… Portanto, compreender a violência opressora é entender que ela é fragmentada, manipuladora e que, muitas vezes, coopta o oprimido e faz com que este invista opressão contra os seus parceiros oprimidos.

“Viado não é bagunça”

Circula pela rede um vídeo em que um homem homossexual reage a uma difamação homofóbica com socos e chutes contra o seu agressor, que vai ao chão. Muita gente aplaudiu e outras reprovaram. De um lado, reconhecia-se o fato de que sujeitos sexodiversos cansaram de serem humilhados em silêncio e que estariam reagindo; do outro lado, de que se tratava de um fato triste: uma opressão sendo respondida com violência. Eis aqui o X da questão: quem, de fato, pratica violência?

A reação da bicha deve ser entendida como uma reação frente a uma gama de opressões que LGBT, mulheres, negros, índios e outros marginalizados sofrem ao longo dos séculos diante de um silêncio complacente de boa parte da sociedade e da classe política. Afirmar que se trata de “violência” a reação de um sujeito frente a uma agressão que ocorre por décadas é reforçar/reafirmar toda a estrutura da violência opressora. Os sujeitos marginalizados são sistematicamente violentados e, no limite, se organizam e vão às ruas protestar; quando um sujeito, sozinho, reage, ele não está cometendo violência, ele está reagindo uma violação que o persegue, e não apenas a ele, mas a seus amigos e, consequentemente, familiares.

O discurso “pacifista” quase sempre surge quando o oprimido reage. Esta observação é feita pertinentemente por Fanon em Os Condenados da Terra ao tratar da intelectualidade colonizada e da possibilidade de diálogo entre colono e colonizado quando este resolve se levantar contra o sistema de poder imposto pela colonização. O intelectual colonizado e o colono logo se aproximam do oprimido revoltado para lhe dizer que não é assim que as coisas devem ser, que devem conversar, ter calma e que tudo ficará melhor. Esta sistemática se repete com os marginalizados quando se rebelam em nossa contemporaneidade.

Em outro momento, Fanon afirma que, quando o colonizador se dá conta de que não poderá mais controlar a revolta, ele se utiliza do “terreno da cultura, dos valores, das técnicas” para manter o seu poder. E o que significa a retomada do Estatuto da Família, que apenas reconhece a família normativa, senão um chamado pelos valores frente ao avanço do movimento LGBT? E as campanhas contra o aborto, senão uma convocação para a criminalização do corpo da mulher? Sempre que a rebelião se fortalece, fala-se na “dignidade humana” e na “paz”, mas, bem sabemos que estes dois valores têm endereço: na heteronormatividade classe-média e nos setores detentores de poder, que sentem seus privilégios e dominação ameaçados quando a bicha e outros marginalizados reagem.

Quando a bicha nocauteia o seu opressor e lhe diz com todas as letras que “viado não é bagunça” e que ele não veio a este mundo “para ser tirado”, no momento do fato, ele pode estar “sozinho”, mas a sua atitude pode ser interpretada simbolicamente como os passos necessários para a transformação do social, pois, e novamente nos apoiamos em Fanon, a prática dos crimes de ódio por identidade de gênero e orientação sexual acontece há tanto tempo que foram naturalizadas e, consequentemente, o oprimido passou a apanhar em silêncio, visto que a dominação sistêmica o programou para pensar desta forma. Quando o sujeito reage a séculos de dominação, ele está reagindo contra toda uma estrutura de violência que sempre, direta ou indiretamente, lhe informou que não deveria reagir, mas sim permanecer em silêncio e manter a ordem das coisas.

Assista o Vídeo aqui

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Comentários

  1. Luiz Postado em 26/Feb/2015 às 10:00

    Violência é violência. Esse discurso de reação pode ser usado pela Rota pra justificar os assassinatos que cometem, como retaliação à violência do tráfico. Não importa quem cometeu a violência primeiro. Não se acaba com o preconceito na base de chute e soco.

    • Luis Postado em 26/Feb/2015 às 10:23

      É essa a base da esquerda para a justificação de todos os crimes, desde a violência dos criminosos do Brasil - que seriam inocentes e castas vítimas da "injustissa çoçial" - até o ataque à redação do Charlie Hebdo, porquê , né, lógico que insultos a uma religião são tão condenáveis moralmente quanto o assassinato de pessoas desarmadas. Por mais que eu simpatize com a raiva que o gay deve ter sentido, ele perdeu TODA a razão quando partiu pra agressão. Ainda assim, espero que não leve multa ou punição muito pesada.

    • Gabriel Gabo Postado em 26/Feb/2015 às 10:40

      Toda ação tem uma reação. Faz parte do instinto humano. O mundo seria lindo se as pessoas tivessem esse comportamento budista que você sugere. Por que sem ação (preconceito) não teria a reação (agressão)

      • poliana Postado em 26/Feb/2015 às 11:10

        perfeito gabriel gabo!

      • rodrigo do carmo Postado em 26/Feb/2015 às 16:03

        sensacional...

    • poliana Postado em 26/Feb/2015 às 11:09

      deixa de ser hipócrita luiz!!! já vi esse discurso cínico aqui antes. vc queria o q? diante de tantas humilhações q a população lgbt (assim como outras minorias) sofrem constantemente, vc queria q ele baixasse a cabeça e "aceitasse" todos os insultos de forma pacífica!? ninguém é de ferro não! é ter muito sangue de barata pra ser diariamente humilhado e engolir tudo "de boa". isso vale n só pros homossexuais, mas tb pra todas as minorias desse país. mas é mais fácil ser hipócrita como vc, fingir q nada aconteceu, e simplesmente o desrespeitado q engula tudo com o rabinho entre as pernas, pq n devemos "combater preconceito com preconceito, ou violência com violência". q cinismo e hipocrisia de sua parte. é q no dos outros é refresco não é? paciência tem limites meu filho, e respeito é bom e todo mundo gosta!!!

      • Luis Postado em 26/Feb/2015 às 11:51

        Não ta gostando, DENUNCIE, PROCESSE. Sair na porrada feito um imbecil é que não rola. Ou melhor, se quiser responder aos insultos com agressões físicas,que seja, mas não reclame quando for intimado a pagar multa ou ir para a cadeia mais tarde.

      • poliana Postado em 26/Feb/2015 às 12:31

        ah tá..é q o nosso Poder Judiciário é tão rápido na solução dos conflitos no país, q dá até gosto de recorrer a ele. e as indenizações por danos morais no país então...kkkkkkk...q piada! a vida é muito simples: se sentiu ofendida com constantes humilhações, processa. ponto final. q lindo..mais uma vez: é q no dos outros é refresco né?

      • Luiz Postado em 27/Feb/2015 às 01:37

        Mas vc ataca qualquer um sem nem pestanejar né? Costuma ter a mesma postura de odio que os coxinhas tem. Coisa feia isso. No mais, nao é hipocrisia. Isso é civilidade. Nao somos gorilas. Nao posso conceber que se resolva qualquer problema social, seja qual for, na base da pancadaria. Isso é coisa de gorila. Acho triste que alguem que se diz progressista e de esquerda seja capaz de destilar tanto odio em um comentario baseado em nada. Ninguem falou em finjir que nada aconteceu e aceitar os absurdos, mas me desculpe, sair distribuindo socos é qualquer coisa menos soluçao pro problema. Discursinho falacioso. Querem resolver o preconceito e a ignorancia com violencia? Vao se criar. E outra, releia os teus comentarios antes de postar, vai te poupar de passar vergonha as vezes.

      • poliana Postado em 27/Feb/2015 às 12:59

        Eu n disse q tudo se resolve na pancadaria. Eu disse q paciência tem limites! Ninguém eh de ferro pra aguentar humilhações e xingamentos constantes. Mais cedoou mais tarde, isso iria acontecer. Vc q tem q reler o meu post antes de deturpar o q eu disse. E se vc n gosta das minhas opiniões, problema seu. Ignore-as! N estou aki pra agradar ninguém n seu hipocrita! Vai lá, continua com teu discurso falacioso e hipocrita de paz e amor. Na internet eh tudo tão bonito.Mais uma vez: eh q no dos outros eh refresco né?

    • GabrielG Postado em 26/Feb/2015 às 11:38

      Foi homem pra agredir verbalmente uma pessoa aleatória na rua só por ser homossexual, tem que ser homem pra aguentar as consequências também.

      • Diego Postado em 10/Mar/2015 às 10:48

        exatamente

    • Thiago Teixeira Postado em 26/Feb/2015 às 14:46

      Acaba sim. Como diria Adolf Hitler: "A chave para o sucesso é o emprego eterno e constante da violência". Coxinha preconceituoso tem que apanhar, basta.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 27/Feb/2015 às 11:07

      Não. A violência do oprimido é completamente diferente da violência do opressor. Pois o que mais importa é quem cometeu a violência primeiro. E não, a ROTA não tem justificativa. Assim como o paralelo traçado com as ações da ROTA não tem o menor cabimento, nem a menor racionalidade. O caso do vídeo é o típico caso de reação do oprimido, que cansou de baixar a cabeça pro seu opressor.

      • poliana Postado em 27/Feb/2015 às 12:54

        Exatamente eduardo ribeiro. Paciência tem limites! Ninguém eh de ferro não, pelo amor de deus!

      • poliana Postado em 27/Feb/2015 às 13:02

        Exatamente eduardo ribeiro. Paciência tem limites, pelo amor! Nenhum ser humano vai passar a vida sendo constantemente humilhado, e vai continuar abaixando a kbça pra isso. Uma hora a "bomba estoura".

  2. Ingrid Postado em 26/Feb/2015 às 10:08

    "… Mas quem, de fato, cometeu um ato de violência?" Os dois!

  3. Vladmir Postado em 26/Feb/2015 às 10:42

    A análise é simples: os dois estão errados e a atitude de ambos deve ser rechaçada! Seus argumentos não concedem a quem quer que seja o direito de cometer crime de lesão corporal impunentente.

  4. Pedro Postado em 26/Feb/2015 às 10:50

    Concordo com a Ingrid: violência de todos os lados :(

  5. Marcos Silva Postado em 26/Feb/2015 às 10:56

    Assédio moral. Legítimo direito de defesa da honra e da dignidade, exceto em casos de exageros, ou seja, em casos em que há reação desproporcionoal, que não foi o caso. Humilhação degradante e intolerante foi o que o criminoso fez contra o hohomossexual. O Brasil não teria esse tipo de situação se não tivesse uma péssima e histórica cultura de educação.

  6. Barack Obina Postado em 26/Feb/2015 às 10:58

    Violência não-justificada... mas MUITO BEM EXPLICADA! Vestir branco e pedir "paz" numa caminhada da Paulista ou em Copacabana é fácil demais, reducionista demais, alienado demais! O sexismo normatizou e normalizou a dominação de uma classe (a do macho) e abriu precendentes para outras dominações: ricos sobre pobres, brancos sobre não-brancos, etc, etc... Por que não debatemos mais e não procuramos uma dimensão histórica nas mazelas do mundo? Simples: Porque todos esses debates, se pautados em argumentos, vão nos levar a um só lugar: uma elite financeira sexista que quer manter seu status-quo usando segmentos sociais chaves (mídia e polícia) e subjugando pelo menos 95% da população "de baixo"!

  7. Ricardo Pinto Postado em 26/Feb/2015 às 10:59

    esse vídeo mostra como se pode passar de vítima humilhada a agressor covarde em poucos minutos... o vídeo não mostra uma "reação", porque nem mesmo a "ação homofóbica é mostrada"... esse jovem que está chutando o sujeito caído é homossexual e provavelmente (não se pode ter certeza pois o vídeo não mostra isso) foi verbalmente ofendido pelo bonzão de forma homofóbica... vejam a total inversão de valores que ocorre em poucos segundos, de uma pessoa que antes estava se defendendo e exigindo respeito e que depois de fazer cessar a agressão (sabe-se lá se foi ele sozinho ou com mais alguém, se foi por vingança, pois covardes atacam sempre em grupo) continua a espancar com chutes na cabeça o seu antes agressor, totalmente derrotado, caído, sem possibilidade de reação, transformando-o em sua vítima pessoal, vítima do seu ódio e de sua frustração, exatamente como são agredidos diariamente inúmeros gays espalhados pelo mundo por neonazistas assassinos... um vídeo nojento, que deveria servir de vergonha não apenas para nós, gays, mas para toda a sociedade brasileira, pois não se bate em quem já está caído, em quem está derrotado e sem reação... isso é ser covarde, sujo, é agir com maldade e não com justiça... lamento ver muitos gays aplaudindo uma monstruosidade dessas, isso me entristece pois estão tão cheios de ódio que não conseguem perceber o quão absurdo é apoiar a justiça com as próprias mãos - postura típica dos adoradores de Scheherezade e Bolsonaro - e o tamanho astronômico do desserviço que prestam à defesa dos direitos homoafetivos deste país... estão na verdade abrindo alas para a violência, estão repetindo a brutalização que tanto condenam, estão destruindo a justiça que querem para si mesmos, estão devastando a decência que professam... confesso que mais vergonhoso que o vídeo é ver gays celebrando o conteúdo do próprio vídeo, e esse, com raras exceções, lamentavelmente é o retrato do gay brasileiro.

  8. Igor Postado em 26/Feb/2015 às 11:17

    Texto perfeito pra esses fascistas praticarem atos violentos e, assim, terem algum embasamento para justificar suas atitudes. Sou adepto da cultura de paz e nã0-violência, e a nossa esquerda sempre condenou atitudes do tipo (quem não se lembra de como, acertadamente, reprovamos Rachel Shererazade defendendo a violência dos justiceiros?). Agora quando grandes portais de esquerda costumam dar espaço para esse tipo de opinião, confesso que me sinto um tanto angustiado e assustado..

    • Marcos Vinícius Postado em 26/Feb/2015 às 11:35

      Claro que a violência do oprimido é diferente da violência do opressor, porém uma reação desproporcional não justifica para nenhum dos dois lados. Os dois cometeram violência, sim, pois se levarmos ao pé da letra essa história contada nessa reportagem estaremos sendo coniventes com casos de linchamento e justiça com as próprias mãos, tão condenados por este portal.

    • Eduardo Ribeiro Postado em 27/Feb/2015 às 10:59

      O caso da Sherazeda, a "musa coxinha", uma pessoa errada por natureza, nada tem a ver. Citação infeliz e descabida. Ela defendeu linchamentos. O caso aqui é o oprimido partindo pra cima de seu próprio opressor. Está comparando água com pedra, meu caro. Linchamento não é o oprimido contra o opressor, é barbárie. E como adepto da cultura da paz e não-violência, como todos somos aliás, você deveria condenar antes de tudo o homofóbico, o imbecil, escroto e estúpido que foi lindamente nocauteado. Mais que "antes de tudo", eu condeno SOMENTE o homofobico. O vencedor do combate está com toda a razão do mundo no que fez.

  9. Selton Postado em 26/Feb/2015 às 11:31

    "Abyssus abyssum invocat." Não concordei com a ação de ambos.

    • Rodrigo Postado em 26/Feb/2015 às 15:37

      (Outro Rodrigo) A citação bem define nossa sociedade, Selton...

    • poliana Postado em 26/Feb/2015 às 19:01

      as pessoas colhem o que plantam.respeito é bom e todo mundo gosta!

  10. Jonas Schlesinger Postado em 26/Feb/2015 às 11:44

    Nós, homens, temos a tendência natural de partir para a agressão quando somos insultados diversas vezes. Quando todas as maneiras diplomáticas se esgotaram, aí é partir pra porrada. Não importa se é hetero, gay, travesti, todos são homens e ninguém é de ferro não. Ainda me lembro que quando eu estudava no Ari de Sá, um cara maior pouca coisa que eu me enchia o saco com bullyng (sim já sofri) daí, meu cumpade, parti pra cima e só desgrudei quando me tiraram de cima. Fui suspenso, fiquei de castigo mas não apanhei. Hoje somos amigos aahuahauahau hoje eu não faço mais essas coisas, mas se me encher o meu punho é mais forte. E olha que na época eu tinha 12 anos... é natural, gente. É feio, é. Mas ninguém aqui é barata para aguentar com a cabeça baixa. E hoje eu não me tornei um delinquente só pq no passado dei uma coça num valentão... mas cada um tem seu ponto de vista.

  11. ALEX Postado em 26/Feb/2015 às 12:14

    "A reação da bicha..." kkkkkkkk, é sério que eu li isso? Que texto contraditório!

    • Igor Postado em 27/Feb/2015 às 09:43

      Verdade, Alex. Também desacreditei quando li isso. O autor usou uma frase de extremo mal gosto

  12. Thiago Teixeira Postado em 26/Feb/2015 às 14:47

    Esse pais tem que reagir, chega de racismo, preconceito, homofobia, golpismo, machismo e qualquer tipo de discriminação. É faca na caveira!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  13. Rodrigo Postado em 26/Feb/2015 às 16:51

    "Quando o trabalhador cresce na sociedade E tem a oportunidade de ser protagonista da história, Ele pratica o método do opressor Porque foi o único método que aprendeu. Então, ele só sabe agir como o opressor." Arrastão de Paulo Freire.

  14. luis Postado em 26/Feb/2015 às 23:14

    De boas aqui oprimindo levando chutes na cara enquanto estou caído no chão.

  15. Pedro Postado em 27/Feb/2015 às 14:26

    Horrivel esse video. Violência, violência e violência. Espero que o agressor seja julgado pela agressao que cometeu.