Redação Pragmatismo
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Política 10/Feb/2015 às 17:11
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Comissão da Reforma Política será presidida pelo DEM

O presidente da câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), deu mais um duro golpe no governo: colocou um deputado da oposição para presidir a comissão da Reforma Política

rodrigo maia dem reforma política
Eduardo Cunha (PMDB-RJ) costura acordo e coloca Rodrigo Maia (DEM/foto) na presidência da comissão da reforma política

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), colocou um deputado da oposição para presidir a comissão especial que vai analisar uma proposta de reforma política. O colegiado, que será instalado na tarde desta terça-feira, 10, será conduzido pelo deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), filho do ex-prefeito do Rio César Maia e que cumpre o seu quinto mandato.

Em tese, a presidência da comissão é escolhida por uma eleição entre os membros, mas os acordos políticos costumam garantir que o posto seja ocupado sem disputas. “Você quer ter um engajamento para votar e não pode restringir a comissão à maioria. É preciso trazer os que estão em oposição porque é uma matéria que tem a ver com as eleições, e todos vão disputá-las”, afirmou Cunha.

“Não vamos conduzir um processo delicado como esse e começar com uma obstrução por ser uma comissão constituída somente por base de governo.” Ele trabalha para que um projeto de reforma política seja aprovada a tempo de valer para as eleições municipais de 2016.

O afago ao Democratas – que faz ferrenha oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff – não é por acaso. Na campanha para a presidência da Câmara, o partido foi um dos primeiros a anunciar apoio a Cunha, que terminou vencendo o petista Arlindo Chinaglia (SP) ainda no primeiro turno.

Também pelas negociações lideradas pelo peemedebista, a relatoria da reforma política ficará com o deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que desistiu de disputar a liderança da bancada para apoiar Lúcio Vieira Lima (BA). “O modelo institucional da reforma política não pode ter a visão específica só da bancada do governo. Tem de ser uma visão mais abrangente, fazendo com que a oposição tenha um protagonismo importante”, comemorou o líder do DEM, Mendonça Filho (PE).

Golpe para o PT

A composição dos dois postos mais importantes da comissão especial é mais um duro golpe para o PT, que rechaça os termos da reforma política em discussão na Câmara. O texto foi elaborado em 2013 por um grupo de trabalho coordenado pelo ex-deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) em resposta ao que consideraram uma “interferência” de Dilma no Legislativo: depois das manifestações de rua daquele ano, a presidente enviou ao Congresso as linhas gerais de uma reforma política que gostaria de ver aprovada.

O principal ponto que desagrada o PT e o governo é o modelo proposto para o financiamento de campanha, um sistema que permite que os partidos decidam se as campanhas serão custeadas exclusivamente com recursos públicos, privados ou por uma solução mista. Já os petistas defendem o fim do financiamento empresarial das campanhas políticas.

Além do mais, a redação elaborada pelo grupo de Vaccarezza prevê a unificação das eleições a cada quatro anos e o fim da reeleição para cargos do Executivo. O projeto também quer instituir o voto facultativo no País e instituir um sistema pelo qual os Estados seriam divididos em circunscrições eleitorais, com o objetivo de aproximar o eleitor do candidato. A proposta também colocou cláusulas de desempenho para partidos e para candidatos. Ao longo da tramitação, esses itens podem sofrer modificações.

Agência Estado

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Comentários

  1. Gabriel Postado em 10/Feb/2015 às 18:03

    Logo o Dem? Porra, tamo fudido!

    • enganado Postado em 10/Feb/2015 às 22:57

      E muito bem fu...

  2. Thiago Teixeira Postado em 10/Feb/2015 às 20:10

    Não adianta votar 13 para presidente e 25 para senador e deputado federal, só pode dar nisso. As pessoas jogam uma sucuri e uma onça na mesma jaula. Agora paciência, as bancadas oposicionistas e "oportunistas" estão fechadas com o Golpe.

    • eu daqui Postado em 11/Feb/2015 às 11:14

      Paciencia uma ova !!!! Mostremos a eles quem é que manda numa democracia. Depois quando eu vier aqui pra chamar brasileiro de frouxo, não quero escutar rotulos de viralata. Por que chamar o outro de derrotista é facil, dificil é ser mais corajoso, engajado e aguerrido do que aquele que vc rotula.

      • Thiago Teixeira Postado em 11/Feb/2015 às 14:35

        A "eles" quem? Não entendi.

  3. antonio carlos Postado em 10/Feb/2015 às 22:41

    Art. 1º - Fica extinta a reeleição, exceto para políticos da direita golpista. Art.2º - As empresas não mais poderão fazer doações para partidos e políticos, exceto quando estes forem do dem ou do psdb.

  4. Angela Postado em 11/Feb/2015 às 08:19

    Ou a gente vai pra rua! Ou a,gente vai pra rua! Não tem outro jeito de enfrentar esses golpistas!

    • Thiago Teixeira Postado em 11/Feb/2015 às 14:36

      Estivemos nas ruas de 1981 a 2002. Talvez você nem tinha nascido.

    • Priscila Postado em 12/Feb/2015 às 09:49

      Vc é de 1970 e não aprendeu nada né?!

  5. Priscila Postado em 11/Feb/2015 às 08:29

    Vamos pra rua! Não aguento mais chorar...

  6. eu daqui Postado em 11/Feb/2015 às 09:37

    Emergencia imprescindíveis como as reformas politica, fiscal e penal requerem greves gerais concomitantes com atuação popular pública. E que vandalos sejam reprimidos, e não manifestantes e nem policiais.

  7. Riaj Postado em 11/Feb/2015 às 10:39

    Dá nisso não levara a sério a votação para deputado e senador. Com a maioria representante da direita reacionária e financiado pelos grandes grupos econômicos vocês queriam esperar profundas mudanças. Brincar com o voto dá nisso. Trabalhador votando em patrão vai esperar que os direitos trabalhistas sejam resguardados. Agora é tarde.

  8. eu daqui Postado em 11/Feb/2015 às 11:11

    Não tem nada tarde. Trade se estivesse todo mundo morto. O político não fazer a parte dele não nos desobriga da nossa parte. Deixe de ser frouxo e tome as rédeas do destino de seu país !!!

  9. Cebola Postado em 11/Feb/2015 às 13:25

    Rua? Como? Basta ir pra rua para nego vir reclamar de vidro quebrado. Não tem coragem de quebrar um vidro, vai ter coragem de enfrentar o poder? ahuehauehae, faz me rir...

  10. Eduardo Postado em 12/Feb/2015 às 09:22

    Perguntar não ofende: Porque será que o governo atual quer que as campanhas sejam financiadas com dinheiro público?

  11. José Postado em 12/Feb/2015 às 19:55

    Legalização da corrupção vem aí. O DEMo e o Eduardo Cunha são a favor das doações de empreiteras e corporações corruptas. Só um tucano feliz que acha que empresas doam dinheiro para políticos porque o acham charmoso. Sabe nada inocente! Essa reforma política tucana tem um único objetivo: Legalizar a corrupção, entregar o país para as empreiteras e declarar os tucanos inimputáveis (por força de lei, pq o STF já fez disso uma jurisprudência).