Redação Pragmatismo
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Corrupção 24/Feb/2015 às 10:36
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"Agripino, que se apressa em julgar desafetos, agora se vê do lado oposto"

Além de José Agripino, outro que se apressa a ir às redes sociais para julgar qualquer deslize dos adversários é o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO). Até agora, porém, o senador goiano permanece em silêncio sobre as denúncias de corrupção envolvendo seu aliado

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Ronaldo Caiado (DEM-GO), Aécio Neves (PSDB-MG) e José Agripino Maia (DEM-RN) [Imagem: Mariana Di Pietro / Agência Democratas]

A senadora Fátima Bezerra defendeu que a denúncia do empresário George Olímpio, que acusa o senador José Agripino de negociar propina no valor de R$ 1 milhão durante a campanha de 2010, seja apurada com o rigor da lei.

“Que os órgãos de fiscalização investiguem e a Justiça julgue. Se for considerado culpado, que seja condenado como qualquer cidadão; se for considerado inocente, que seja absolvido. O senador tem corriqueiramente se apressado em acusar, julgar e condenar desafetos. Eu penso diferente”, disse.

VEJA TAMBÉM: Globo sonega nome de Aécio em caso Agripino Maia

Segundo ela, Agripino deve, como a qualquer cidadão, ter garantida a ampla defesa, como prevê a lei. “Condenar irresponsavelmente alguém – antes que a Justiça democraticamente se pronuncie – como se vê, não é o melhor caminho”, completou.

O silêncio de Caiado

Implacável com a oposição e acostumado a ir às redes sociais para cobrar qualquer deslize dos adversários, o senador goiano Ronaldo Caiado (DEM) ainda não se pronunciou sobre a crise envolvendo o colega de Parlamento e partido Agripino Maia.

No Twitter, onde que atua quase que em tempo real, Caiado não comentou a denúncia e seus seguidores e internautas estão cobrando um pronunciamento do parlamentar.

Denúncia

O empresário do Rio Grande do Norte acusou políticos de Estado de receberem propina em troca da aprovação de leis. Segundo o “Fantástico”, a denúncia foi feita em delação premiada de George Olímpio ao Ministério Público.

De acordo com o depoimento, o esquema envolvia a ex-governadora e atual vice-prefeita de Natal Wilma de Faria (PSB) e o atual presidente da Assembleia Legislativa do Estado Ezequiel Ferreira (PMDB), além do senador Agripino Maia (DEM).

Olímpio contou que, entre 2008 e 2011, montou um instituto para prestar serviços de cartório ao Detran do estado que cobrava uma taxa de cada contrato de carro financiado no Estado.

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Comentários

  1. Rodrigo Postado em 24/Feb/2015 às 10:51

    (Outro Rodrigo) Olha que coisa boa, que momento bom para apurar e condenar todos os que forem culpados. E então, vamos buscar a condenação de todos ou ficar a dizer "aí, você me acusa/acusa o meu, mas seu dedo/o do seu também está sujo, então nos calemos e aproveitemos"? Vamos ficar no "Caiado não fala de Agripino, assim como eu não falo dos meus"?

    • Félix Postado em 24/Feb/2015 às 13:11

      Antes de condenar todos é preciso investigar todos. Mais uma vez vamos perder a oportunidade porque o Moro não tem a pretensão de fazer uma faxina nas proporções que a Petrobrás merece. O objetivo é condenar um partido, enfraquecer a empresa e entregá-la. Coisa de tucano.

      • Rodrigo Postado em 24/Feb/2015 às 15:26

        (Outro Rodrigo) Felix, o PT conta com corpo jurídico, correto? Se há vazamentos seletivos, qual o caminho? Corregedoria e CNJ. E por que não são eleitas tais vias? Qual o motivo da inércia, em sendo feita acusações quanto ao proceder do julgador? Novamente, temos uma oportunidade fantástica de vermos punidos muitos políticos, dos mais diversos partidos, a não ser que, convenientemente, os partidos se reúnam e comecem seus conchavos a fim de que fique tudo na mesma.

  2. Gustavo Postado em 25/Feb/2015 às 08:26

    Outro Rodrigo, o PT já acionou a justiça para investigar os vazamentos seletivos. Mas você tem razão. Políticos dos mais variados partidos tem sido denunciados nesta operação. Não há nenhuma intenção do juiz Moro em punir à todos. Também não haverá na CPI. Tudo caminha para um acordo onde de um lado o judiciário e de outro o congresso eleja seus bois de piranha e a boiada prosseguirá até o próximo escândalo.