Redação Pragmatismo
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Direita 29/Jan/2015 às 08:35
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Sobre o “nojo” a meninos negros e pobres e a covardia de uma elite vazia

Marginalzinho: a socialização de uma elite vazia e covarde. Parada em um sinal de trânsito, uma cena capturou minha atenção e me fez pensar como, ao longo da vida, a segregação da sociedade brasileira nos bestializa

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(Imagem: Pragmatismo Político)

Rosana Pinheiro-Machado, Carta Capital

Era a largada de duas escolas que estavam situadas uma do lado da outra, separadas por um muro altíssimo de uma delas. Da escola pública saíam crianças correndo, brincando e falando alto. A maioria estava desacompanhada e dirigia-se ao ponto de ônibus da grande avenida, que terminaria nas periferias. Era uma massa escura, especialmente quando contrastada com a massa mais clara que saia da escola particular do lado: crianças brancas, de mãos dadas com os pais, babás ou seguranças, caminhando duramente em direção à fila de caminhonetes. Lado a lado, os dois grupos não se misturavam. Cada um sabia exatamente seu lugar. Desde muito pequenas, aquelas crianças tinham literalmente incorporado a segregação à brasileira, que se caracteriza pela mistura única entre o sistema de apartheid racial e o de castas de classes. Os corpos domesticados revelavam o triste processo de socialização ao desprezo, que tende a só piorar na vida adulta.

Mas eis que, de repente, um menino negro, magro e sorridente, ousou subverter as regras tácitas. Brincando de correr em ziguezague, ele “invadiu” a área branca e se esbarrou num menino que, imediatamente, se agarrou desesperadamente no braço da mulher que lhe buscara. Foi um reflexo automático do medo. O menino “invasor” fez um gesto de desculpas – algo como “foi mal” -, e voltou a correr entre os seus, enquanto que a outra criança seguia petrificada.

No olhar do menino “invadido”, havia um misto de medo, de raiva, mas principalmente, de nojo – como que se a outra criança tivesse uma doença altamente contagiosa. Não é difícil imaginar o impacto de esse olhar no inconsciente do menino negro e pobre. Este aprendia, desde muito cedo, que era um intocável, que vivia em uma sociedade na qual seu corpo, na esfera pública, valia menos que o de um menino da mesma idade, que ainda não tinha nenhum mérito conquistado, apenas privilégios herdados. As consequências desse gesto minúsculo serão trágicas para o menino “invadido“, pois é vítima da ignorância social. Mas será muito mais trágica para quem é negro e desprovido de capital econômico, social e cultural. Para que essa criança não se corrompa no futuro, ela precisa ser salva do olhar de nojo.

É possível que, por meio de leitura e mistura, o menino amedrontado se engrandeça politicamente no futuro, se liberte do muro que lhe protege e dispense o braço da babá. Mas, infelizmente, há uma tendência grande de que ele, cercado por medo e preconceito, passe o resto de sua existência se protegendo do “marginalzinho”. Pivetes, favelados, fedorentos: isso é tudo que o ele ouve sobre seus vizinhos. Trata-se de uma verdade histórica a priori, para além da qual não se consegue pensar. Essas categorias compõem o discurso forjado sobre a pobreza, que, em última instância, visa à intervenção e à manutenção do poder. Reproduzindo este discurso, então, o menino tornar-se-á um adulto. Ele blindará seu carro, colocará alarme em sua casa, pedirá a morte de traficantes. Dirá que rolezinho é arrastão, pedirá mais polícia e curtirá a vida em camarotes. Pode ser até que ele peça a volta da ditadura. Achando que é um cidadão de bem que age contra a marginalidade do mal, forma-se um perfeito idiota.

Ah, mas os pobres da África a gente gosta

Em 2012, enquanto eu estava em Harvard, recebi a visita de uma orientanda do Brasil. Ela tirava fotos e se exibia no Facebook: “#Orgulho”, “Minha orientadora é pós-doutora por Harvard, e a sua?”. Em uma pausa, ela me perguntou em que escola eu havia estudado para ter chegado a uma universidade da elite internacional. Ela buscava identificação. Eu era um exemplo de uma mulher jovem, branca e “bem sucedida”, exatamente como ela se projetava nos próximos dez anos. Eu, sabendo que ela havia estudado do lado de dentro do muro, respondi que passei a parte mais rica da minha vida, dos 2 aos 17 anos de idade, do outro lado do muro. Ela não postou, mas bem que pensou: “#MinhaOrientadoraÉMarginalzinha…”.

A reação dela era de decepção, vergonha e certa pena de mim. Ela ficou vermelha, desconcertada, sem chão. Engasgou-se e começou a tossir para disfarçar a cor de suas bochechas. Isso tudo porque ela sabia muito bem que tinha passado aproximadamente quinze anos de sua vida chamando pessoas como eu de “tigrada”. Ela se socializou negando a alteridade e, portanto, nunca imaginou que a relação de poder entre os atores dos diferentes lados do mundo se inverteria. Tudo que ela havia aprendido sobre aquele Outro era simplesmente de que se tratava de uma não-persona. O motivo pelo qual o seus vizinhos tinham menos do que ela não cabiam em sua imaginação. Fazendo parte da meritocracia sem mérito, ela simplesmente merecia ter o que tinha.

Ela, então, tinha que desvendar um enigma: como uma pessoa que tinha vindo de um lugar tão ruim podia estar em uma Universidade tão boa? A única maneira de ela se reconciliar com seus próprios preconceitos era me classificar como um daqueles casos excepcionais de superação que aparecem Globo Repórter. Eu respondi que não, que o destino de quem sai de lá tem sido muito variado. Há quem entra para o crime e morre antes dos 18 anos, mas a maioria tem histórias de lutas, perdas, mas, sobretudo, conquistas. Uma pena que ela nunca quis saber dessas histórias e deixou de crescer por meio da alteridade.

Ironicamente, essa aluna estava voltando de um programa voluntário para ajudar uma comunidade miserável de Ruanda. Havia poesia – e alívio cristão – em (arrogantemente) querer salvar a África. Por algum motivo, os pobres e negros do lado de lá do oceano (que não assaltariam a sua caminhonete já adquirida aos 21 anos) eram mais dignos de sua profunda bondade do que os pobres e negros que ela havia ignorado por toda a sua existência.

Eu sempre me pergunto as razões pelas quais esse perfil de elite se comove com a pobreza romantizada, mas nega a solidariedade ao pobre da mesma cidade. Nessas horas, me vem à cabeça o dia em que meus colegas de escola estavam participando de um campeonato de futsal, mas não tinham quadra para treinar. Marcamos uma reunião com a diretora da escola do lado no intuito de solicitar, em nome de nossa vizinhança, o uso da quadra durante a noite, que ficava inativa. Em um ato de profunda humilhação, fomos “escoltados” até o escritório e recepcionados com as piadas das outras crianças (que não teriam tido coragem de debochar fora da fortificação). Depois de muita resistência, a diretora liberou o uso do ginásio, o que foi vetado uma semana depois em função de uma bola que tinha desaparecido. Apesar de eu ter convicção de que não houve roubo, eu nunca vou poder afirmar isso com 100% de certeza. O que eu posso afirmar para o resto da minha vida é que, desde então, eu sou contra a pena de morte – e de toda a concepção de que bandido bom é bandido morto – justamente porque muitos inocentes terão suas vidas abortadas por causa do preconceito. Quinze jovens tiveram seu sonho de competir interrompido por causa de uma falsa verdade: a de que nós só poderíamos ser ladrões. Consequentemente, “não adianta mesmo querer ser generoso e dar oportunidade para marginal”.

Entender que o pobre do lado tem o mesmo valor do pobre da África é uma tarefa para uma vida toda, pois envolve uma postura política de grandeza reflexiva intelectual e o reconhecimento de nossa responsabilidade sobre o Outro. Reclama-se da ineficiência do Estado brasileiro, mas toda a violência estrutural gerada por este Estado é reproduzida por sujeitos covardes e apáticos que negam, estigmatizam e inviabilizam o Outro.

Faz vinte anos que eu deixei a escola. Em minha última visita, em 2014, as instalações estavam muito mais deterioradas. As goteiras continuam lá. Sem professores em sala de aula, os alunos não podem ir para área de esportes porque o lugar está interditado há seis anos por risco de o teto desabar. Mas o muro da escola do lado continua a crescer.

Desde pequena eu aprendi que a violência é holista. As elites não são vítimas da violência urbana. A agressão sofrida é a mesma que se pratica. O olhar de nojo é também assassino. E os muros ferem mais do que protegem. Será que as pessoas imaginam o quanto podem crescer derrubando muros?

VEJA TAMBÉM: Quem tem medo e/ou nojo de pobres no Brasil?

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Comentários

  1. Felipe Postado em 29/Jan/2015 às 08:54

    Me emocionei com seu texto. Obrigado.

  2. Rodrigo Postado em 29/Jan/2015 às 09:07

    (Outro Rodrigo) Com pequena parte de R$ 88 bilhões, certamente não corrigiríamos o preconceito e a discriminação comumente difundidos em uma sociedade, quanto ao já "amadurescidos", "crescidos" - o preconceito contra qualquer cor, origem, credo e direito a não tê-lo etc. Mas, certamente, com R$ 7 bilhões e mais uma parte dos R$ 88 bilhões, bem como investimento também de Estados e Municípios, em vez de bravatas e dados manipulados, poderíamos ter esperança quanto às crianças, futuros adultos "crescidos" e "maduros". Não prevalecendo o abandono constatado pelo ENEM (já viram não apenas quantos zeraram a redação, mas também quantos não alcançaram média 600?), mas a educação, o valor à criança, ao jovem, ao futuro, sendo respeitado à igualdade de direito ao acesso à educação, teremos melhores mentes, apego à instrução, à evolução. Repito: a responsabilidade é comum a todos os entes da Federação (União, Estados, DF e Municípios), então cobremos de todos e de cada um a devida responsabilidade, sob pena de "estórias" seguirem remetendo a jovens que seguem sem a esperança de poderem concorrer em igualdade de condições com seus demais compatriotas, concidadãos.

    • sonia Postado em 29/Jan/2015 às 13:28

      a Falha deSP trouxe um ERRAMOS sobre os 88 bi...bem pequeno obvio...seria bom ir la dar uma lida...e é incrivel seja o assunto que for a "oposição SEMPRE te que aparecer e falar em politica...Não lhes basta o PIG?

      • Rodrigo Postado em 29/Jan/2015 às 16:17

        (Outro Rodrigo) Que bom, Sônia. Fico muito feliz em saber, pois agora vou encarar a questão com a tranquilidade do neocompanheiro Paulo Maluf: "estupra, mas não mata". Foram bilhões, mas não foram 88 (e quanto aos 7 bilhões cortados do orçamento da educação, tem errata?). Estou mais tranquilo e satisfeito. E é incrível como tudo se resume ao nós e eles... Tem sempre um para aparecer e bradar que o mundo é resumido a "coxinhas x pastéis de vento" - com muita satisfação digo a você que não sou petista, nem tucano, antes de toda e qualquer etiqueta eu valorando a condição de cidadão brasileiro. Então, Sônia, abandone o "nós e eles", vendo no próximo um igual, mas não um adversário. Não julgue que um veículo de mídia, pois, comporta enxotar esta ou aquela pessoa, pois o norte é a democracia. E, ao fim, lamento que sua leitura tenha permanecido restrita à parte em que falo do Governo Federal (a não ser que você creia que todos os Estados e Municípios são governados apenas pelo PT). Lamento, mais, que você não tenha se interessado pelos milhões de jovens que não alcançaram média 600 no ENEM, nem mesmo tenha se interessado por todos aqueles milhares que zeraram a redação do ENEM (um jovem, após por volta de 12 anos de ensino fundamental e médio completos, dificilmente conseguirá a reparação do verdadeiro crime contra eles cometidos, não tendo qualquer base escolar). Então, prezada, se seguir no 'nós e eles", no "coxinha x pastel de vento", achando que, em vez de concidadãos, você (tal qual um Power Ranger) tem inimigos, não apenas os jovens educandos, mas todos os demais que tanto necessitam da melhor prestação de serviços públicos essenciais, seguirão no abandono. Abraços.

    • Flavio Portugal Postado em 29/Jan/2015 às 22:38

      sempre aparecem comentários abordando o dinheiro como o se fosse a unica resposta para o que acontece na sociedade, dinheiro ajuda e muito, mas quem acha que o dinheiro resolve essas disparidades, e não a própria educação e o não preconceito,, continuará contribuindo com a mentalidade da exclusão...nào está sendo tratada a questào no texto de uma forma "financeira"...essa é uma questão "humanista" e "comportamnetal" em resumo.

      • Rodrigo Postado em 30/Jan/2015 às 11:08

        (Outro Rodrigo) Flavio, conforme alerta o autor Huberto Rohden, em sua obra "Educação do Homem Integral", uma coisa é educação e outra a instrução. Desta última, pois, é que Governos cuidam (ou deveriam cuidar), mesmo porque o atual sistema de ensino privilegia uma alo-educação, em vez da autoeducação (no sentido de estimular o aluno a aflorar as potencialidades que traz em si, pois, defende o autor, a verdadeira educação - novamente, que não se confunde com instrução - é a autoeducação, o educando sendo instado a trazer para fora de si, para desenvolver o que de melhor tem). Então, certamente, quando cuidamos de aceitação mútua, respeito, falamos de educação, para a qual o dinheiro não basta. De outro lado, para a igualdade de condições de instrução, capacitando as pessoas igualmente à disputa de oportunidades, o dinheiro é fundamental, mesmo por isso o Ministério e as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação tendo um orçamento, tal qual qualquer instituição de ensino o terá - folha de pagamento de funcionário, adoção de novas tecnologias, material didático, investimentos em, por exemplo, capacitação para "olimpíadas de ensino" (Matemática, Robótica, Língua Portuguesa etc.) e construção de prédios. Assim, não podemos olvidar que, vivendo uma realidade propositiva de instrução, o dinheiro será, sim, fundamental. Mais, valores pertencentes a uma sociedade de economia mista não podem ter seu desperdício (para dizer o mínimo) facilmente relativizado, justificado, posto em parte (participação acionária da União) integrarem o patrimônio público; os royalties do pré-sal eram anunciados como vinculados à educação. Assim, Flávio, rodamos, rodamos e voltamos ao ponto nevrálgico: não temos verdadeiramente educação (assim como nenhum outro país do mundo), mas apenas instrução e esta mostra-se deficitária justamente por mau uso ou cortes de orçamento, bem como desvio de valores que serviriam ao fomento da instrução. Posso não ter sido tão sucinto quanto você, mas foi necessário e sei que você compreendeu.

    • Ilson Napoleão Postado em 29/Jan/2015 às 22:44

      Deixa de ser idiota, vaquinha de presépio. Tudo o que falam ou escrevem você acredita. Verdade é, que no proer daque vagabundo do FHC, foram R$ 80 bi. A vale foi vendida por R$ 3.3 bi, valia R$ 93 e você com toda sua sapiência nem se lembra. Vai se informar melhor Rodrigo. Você é ignorante ou mal-intenciosado, ou é as duas coisa. Isso o que você escreve acreditando ser ver já está sendo desmentido por essa própria imprensa (porca).

      • Rodrigo Postado em 30/Jan/2015 às 11:26

        (Outro Rodrigo) Ilson, inicialmente eu proponho um exercício: vá ao espelho, olhe para a sua idade e passe, então, a despejar toda a verborragia, xingamentos, a descarregar toda a sua ira. E então questione-se se a cena é dignificante ou lamentável. Após, liberto de conduta irascível, torne a uma discussão, aceitando que a mesma é fundamentada em argumentos, mas não em ofensas - ao incauto pode ser muito cômodo adotar linha de conduta afim àquela proclamada por Schoppenhauer, a ver a discussão como um fim em si mesmo, importando apenas "vencer", ainda que não tenha razão. Bom, tornando ao ponto, parto de uma linha de raciocínio no sentido de que a ninguém é devido malversar recursos públicos, aplicá-los a fundo perdido (seja Mensalões, Proer, Trensalões, Sivam e demais escândalos que tão bem conhecemos). Não raciocino, pois, no sentido de que "se FHC fez, Itamar fez, Collor, Militares, Dom Pedro, Mem de Sá, Nero e até mesmo Gengis Khan fizeram, agora, tendo alcançado o poder, é a minha vez de fazer tudo aquilo que eu sempre critiquei. Quem comeu, comeu e agora é a minha vez de me empanturrar, até lamber os beiços!". A reiteração de um erro criticado, pois, não tem o condão de torná-lo um acerto - uma conduta tal é prontamente refutada pelo imperativo categórico proposto por Kant, pois já parto do princípio de que minha conduta é errada, pois eu a criticava quando outro grupo político a praticava. Então, Napoleão, para que não reste em triste situação, tal qual a de seu histórico homônimo, quando perdeu a guerra, reflita sobre isso. Não parta de um princípio "nós e eles" ou "coxinhas x pastéis de vento", como se a cidadania brasileira fosse lógico e necessariamente vinculada a estes ou àqueles grupos políticos. Abandone, pois, esse raciocínio no sentido de que "se me critica é porque me odeia e ama meus inimigos" - novamente, não vivemos em mundo de heróis japoneses, para nos julgarmos heróis a combater inimigos: somos, sim, iguais em direitos e, principalmente (de que tanto nos esquecemos) obrigações. Reflita sobre isso, mas sem se esquecer do exercício inicialmente proposto, a fim de que eu possa conhecer seus argumentos e, em processo dialético, lógico-racional, possamos discutí-los.

  3. Giovani Varella Postado em 29/Jan/2015 às 09:08

    Tudo isso pode ser quebrado com educação, de qualidade e para todos. Ensino PUBLICO de qualidade, para ricos e pobre, negros e brancos. Igualando pessoas e oportunidades. Pena que nosso governo é cada vez mais separatista e tapa buraco com “bolsas”, perpetuando a triste realidade do texto.

    • Pablo Postado em 29/Jan/2015 às 11:43

      Infelizmente, essa situação não se dissolverá por meio de educação formal. Tanto é assim que países de alta educação, tais como Japão e alguns países europeus são extremamente xenófobos,e possuem, também, preconceito de classes. No entanto, a educação é, sem dúvida, um dos elementos de melhora.

    • Gilson Marques Evangelist Postado em 29/Jan/2015 às 18:58

      Não é bem assim. Ricos toleram pobres enquanto eles não se constituem em um incômodo. Os europeus, em parte, mostram todo o seu verdadeiro preconceito, quando os imigrantes passam a concorrer com eles em empregos que antes eles não aceitavam, pois o bem estar social estava funcionando a plenos vapores.

  4. Thiago Teixeira Postado em 29/Jan/2015 às 10:17

    É tudo mimimi. Não existe racismo no Brasil, negros são pobres porque querem. As oportunidades são iguais, numa entrevista de emprego, ninguém repara na sua aparência, tão pouco na hora de ir ao banco e pedir um financiamento para montar um negócio. Essa esquerda ... (estudar figuras de linguagem antes de vomitar no teclado).

    • eu daqui Postado em 29/Jan/2015 às 11:09

      Olhar raça/cor na hora de selecionar pra emprego e pra conceder financiamento já ultrapassa os limites do racismo e entra pelo lado da burrice, incompetência e mediocridade.

    • Cebola Postado em 29/Jan/2015 às 11:21

      /\ Era pra ser sarcasmo?

    • André Postado em 29/Jan/2015 às 13:34

      Esse cara ^ não seja esse cara... burrice é foda!

    • Priscila Postado em 29/Jan/2015 às 14:49

      Não existe racismo no Brasil? Negros são pobres porque querem? Que Brasil vc está falando? Pq este Brasil eu desconheço!! Como assim ninguém repara na aparência numa entrevista de emprego? Claro que repara, tanto que até mesmo pessoas obesas sofrem preconceitos. E outra, o negro tem menos oportunidade, não pela aparência, pela própria história passadas e segregação social que ocorre desde quando ele nasce, diminuindo suas oportunidades... O racismo tem raízes muito forte, consequência da escravidão, e essas raízes, embora tenha passado muito tempo, ela não se extinguiu até hoje...

      • Thiago Teixeira Postado em 29/Jan/2015 às 16:24

        Alou .... figura de linguagem ... lembra aquela aula que você deve ter enforcado de Língua Portuguesa? 2° Colegial .... Ironia, Sarcasmo ... Guardou algum livro daquela época?

      • poliana Postado em 01/Feb/2015 às 18:41

        gente, é óbvio q o thiago foi irônico...pelo amor de deus...

    • Priscila Postado em 29/Jan/2015 às 17:25

      Oi Thiago, pode até ser ironia, mas figura de linguagem não. Acho que vc está se confundindo.

      • myob Postado em 29/Jan/2015 às 21:15

        Ironia é figura de linguagem.

      • Rosali Canlin Postado em 30/Jan/2015 às 06:21

        Priscula, ironia mal colocada, fica parecendo verdade. E ficou pior quando o cara colocou "estudar figura de linguagem antes de vomitar no teclado".Esse Thiago quiz se referir à capacidade de interpretação de textos, mas ao tentar explicar, complicou, porque não tem nada a ver com figura de linguagem. Se quer dar aulas, tem que saber a matéria. Quem vomitou no teclado foi você, Thiago.Se quiz ser irônico ou sarcático, "perdeu a viagem". E nem me fale que eu perdi "aquela aula de português" porque sou professora. Sou formada pela UFMG, com registro no MEC. E antes que diga que devo ter entrado por cota: sou branca e estou na terceira idade, ou seja, ainda que fosse negra, quando entrei para a faculdade não havia cotas. Também não me esqueci das regras; ao contrário, aprendi muito mais, depois de formada, através do hábito diário de leitura de bons autores. Leia, Thiago! "Quem não lê mal fala, mal ouve, mal vê".

    • berico Postado em 30/Jan/2015 às 01:32

      Sarcasmo, é inferível.

    • Rosali Cantlin Postado em 30/Jan/2015 às 06:02

      Thiago,primeiro você diz que "não existe racismo no Brasil". Depois se contradiz, imediatamente, dizendo que "negros são pobres porque querem". Sério? Você não se envergonha de falar tamanha besteira? Dá licença! Estupidez tem limites e você ultrapassou todos eles! Vá procurar sua turma! Eu hein! Cada uma que a gente lê aqui que não sei se dou risada ou se choro de vergonha alheia!

      • poliana Postado em 01/Feb/2015 às 18:42

        ele foi irônico minha filha! menos viu...bemmmmm menos! pelo amor....vc pelo visto n frequenta assiduamente o pp pra conhecer as pessoas q costumam postar aki né?!

    • Marcos Vaz Postado em 30/Jan/2015 às 07:45

      Seu comentário pode alimentar ainda mais a ignorância de quem desconhece a figura de linguagem utilizada. Pode servir exatamente ao contrário do que você desejou. Ironia desnecessária, não acha?

    • Thiago Teixeira Postado em 30/Jan/2015 às 09:53

      Desisto. Realmente o maior problema desse país é a Educação.

  5. Felipe Peters Berchielli Postado em 29/Jan/2015 às 10:35

    Quem ocupa o poder permanentemente não é o PT nem o PSDB,mas sim aqueles que os financiam,ambos,essa é a elite de fato,vivemos em plena corporocracia.

  6. eu daqui Postado em 29/Jan/2015 às 11:24

    Nojo de criança: realmente, já não mais é somente racismo e não se tem como denominar.

  7. Pablo Postado em 29/Jan/2015 às 11:37

    Nasci na periferia e somente consegui galgar "posições sociais" por meio das políticas públicas, em especial, pelo PROUNI. Nessa trajetória, aprendi por experiência o que é relatado neste texto.

  8. Oscar Rosse Postado em 29/Jan/2015 às 11:51

    Agradeço a você Rosana pelo grande texto!

  9. Carlos Postado em 29/Jan/2015 às 11:56

    A verdadeira elite é o PT.

  10. Pereira Postado em 29/Jan/2015 às 12:07

    A culpa dos males da humanidade é o capitalismo. Parece que não adiantou em nada a autora do texto estudar em Harvard. Terá que voltar para o primário. Texto tipíco de coitadismo. tá na moda, faz parte.

    • Elaine Postado em 29/Jan/2015 às 20:50

      Pereira, lê de novo. Tenho certeza que você conseguirá entender.

    • Ricardo Postado em 29/Jan/2015 às 22:37

      Parece que Harvard é bolivariana. Dá uma lida em Michael J. Sandel (professor do curso de Direito - isso mesmo, D-I-R-E-I-T-O): "Justiça: o que é fazer a coisa certa" e "O que o dinheiro não compra: os limites morais do mercado", edições em português da Civilização Brasileira. Amplexos.

  11. Bruna Postado em 29/Jan/2015 às 12:15

    Texto maravilhoso! É uma pena que depois de ler um texto desse nível sermos obrigados a ver comentários tão estúpidos e reforçadores da estigmatização e exclusão social.

    • Priscila Postado em 29/Jan/2015 às 14:51

      Pra vc ver a que ponto o ser humano chega... Nem com um texto desse consegue parar para pensar no outro...

    • Mallu Postado em 30/Jan/2015 às 00:09

      Concordo plenamente.

  12. joao Postado em 29/Jan/2015 às 12:29

    JÁ que é" coitadismo",quero ver você viver com menos de 1 real por dia e ser constantemente descriminado.

  13. joao Postado em 29/Jan/2015 às 12:31

    Nao quero ofende-lo pereira...

  14. Márcio ramos Postado em 29/Jan/2015 às 13:03

    Pierre Bourdieu?

    • Priscila Postado em 29/Jan/2015 às 14:56

      Bordieu critica a meritocracia. Eu assino embaixo.

  15. Marlon Bravo Postado em 29/Jan/2015 às 13:45

    Esse texto deveria ser leitura obrigatória em todas as escolas do Brasil !!!

  16. igor Postado em 29/Jan/2015 às 14:03

    cagou no pau

  17. Pereira Postado em 29/Jan/2015 às 14:21

    Não há lugar nesse mundo onde haja tanto racismo como na África. Não só racismo como trabalho escravo imposto por muçulmanos ao seu próprio povo(vide minas de diamante em Serra Leoa). O que gera a desigualdade não é o capitalismo, é a falta dele. O governo prefere dar bolsas, ao invés de levar desenvolvimento. Quantas empresas, indústrais e centros universitários temos no sertão nordestino ? É óbvio, se o governo der um emprego e estudo para as classes mais baixas, perde voto, como já perdeu nessa eleição. Esse texto nada mais é que propaganda socialista barata em que não se busca uma solução; busca-se julgar a classe média por atos que supostamente comete(como racismo). Não se tem a sensibilidade de entender o que a classe média passa nesse país. Sustenta a máquina estatal da roubalheira, não tem segurança e ainda os "intelectuais" querem piorar a segurança já deficitária com coisas do tipo: "legaliza as drogas que a violência vai parar". A esquerda acaba com valores éticos com filosofias do tipo : "pra quê culpa" como diz a Marilena Chauí, cria jovens inseguros que não reconhecem autoridade alguma, abrem uma porta escancarada para esses jovens ingressarem no mundo do crime e depois põem a culpa na classe média acuada e com medo. PROPAGANDA SOCIALISTA BARATA, NADA MAIS QUE ISSO.

    • Elaine Postado em 29/Jan/2015 às 20:51

      Você já pensou em procurar terapia?

    • Ricardo Postado em 29/Jan/2015 às 22:42

      Não fala merda: direitos sociais são típicos de países CAPITALISTAS.

    • Felipe Postado em 31/Jan/2015 às 22:15

      cara, para de ler os livros do tio Olavo.

  18. Pereira Postado em 29/Jan/2015 às 14:25

    Ademais, dúvido que alguém aqui que ache esse texto uma pérola de conhecimento, faça mais caridade do que eu e minha esposa. Chega a ter uma fila de pessoas pedindo comida la no portão de casa, porque damos da nossa comida e não restos. Nos sinais fazemos questão de dar algum dinheiro para um necessitado verdadeiro. Façam isso ao invés de choramingar com textinhos meia boca.

    • Priscila Postado em 29/Jan/2015 às 14:59

      Vc é contraditório, fala mal do governo que dá bolsas para os menos favorecidos e fica dando dinheiro no sinal... Hipocrisia...

      • José Ferreira Postado em 29/Jan/2015 às 15:12

        O dinheiro que é dado no sinal é privado.

  19. Marco Postado em 29/Jan/2015 às 15:32

    Existe um apartheid social que é reforçado pela condição racial dos membros de ambos os lados. Mas este apartheid racial não separa um 'Brasil branco de um Brasil negro' e sim um Brasil homogêneo, não misturado, branco de um Brasil misturado. A identidade mestiça não é aquela que mascara as desigualdades e o apartheid dizendo que somos todos mestiços mas aquela que mostra a verdadeira realidade : a maioria nas classe populares é formada por pardos e convivem com eles brancos, negros e índios.

  20. Pereira Postado em 29/Jan/2015 às 16:03

    A reação do menino citado no texto ou da mãe dele, NÃO É RACISMO, é medo. Medo plenamente justificável. Nas escolas públicas impera a malandragem do funk, a doutrinação marxista, a banalização do sexo, a falta de apologia à ética, o desrespeito com hierarquias(professor-aluno ou pais-filhos) bem como a desmoralização das forças públicas como a polícia e exército. Essa juventude pobre é massacrada com a falta de educação correta, com valores corretos(valores que a esquerda joga no lixo como o cristianismo em favor de liberdades fictícias) e no vacuo da mesma entra os traficantes, malandros e bandidos dos mais variados tipos. Esse é o tipo de autoridade que a juventude parda da favela respeita. Por isso a classe média fica com medo, sabe que essas crianças não recebem a educação que merecem das pessoas certas.

    • eu daqui Postado em 29/Jan/2015 às 16:21

      Alguns tem o legitimo medo de quem vive no pais mais violento do mundo. Mas outros sentem é nojo mesmo.

    • Vinicius Postado em 09/Feb/2015 às 00:06

      *Outro Vinicius Teve aula com a "Sheheranazi" foi? Texto cheio de preconceitos e arrogância.Existe um mundo fora da sua Igreja e classe -média.Sei que o intuito é ser preconceituoso mesmo, meus parabéns!!(ironia) Você está a poucos passos de ser um "Bolsonazi".

  21. Giovane Postado em 29/Jan/2015 às 17:39

    que texto incrível. obrigado por essa reflexão!

  22. Betânia Postado em 29/Jan/2015 às 20:52

    Ótimo texto Rosana !!!

  23. Valter Bruno Postado em 29/Jan/2015 às 20:53

    Um dos melhores textos que já li no Pragmatismo Político

  24. Carla Postado em 29/Jan/2015 às 21:23

    Super pertinente seu texto, parabéns!

  25. Carlos Postado em 29/Jan/2015 às 21:36

    Onde vocês leram que a idéia central do texto é "racismo"? Pereiras da vida, leiam de novo o texto, façam um esquema de idéias, peçam ajuda a alguém que sabe ler e interpretar um texto livre da nuvem de ódio

  26. Júlia Postado em 29/Jan/2015 às 21:59

    Pereira um clássico caso de um preconceituoso tentando argumentar que não tem preconceito.

  27. Flavio Portugal Postado em 29/Jan/2015 às 22:28

    lembrei do filme Scent of a Woman, Perfume de Mulher. onde se caracterizou bem o que abordaste. em parte...

  28. Andrey Postado em 29/Jan/2015 às 23:00

    Tenho 17 anos, cresci dentro do muro, em casas com alarme, câmeras e cerca elétrica. O motivo? É o medo. Dentro deste mesmo murro da minha escola, tenho diversos amigos que conseguíram por meio de seus esforços e dedicação entrar no muro, sair de onde estavam, não se conformaram com a medíocridade e buscaram um futuro melhor, estudaram e conseguiram bolsa. Me diga, pra que se conformar em ter nascido sem condições favoráveis? Pra que viver uma vidinha qualquer? Por meio de seus esforços, qualquer um pode E DEVE se elevar intelectualmente e financeiramente. Meus pais saíram do sítio, em cidades minúsculas do interior e alcançaram o sussesso por meio do estudo e hoje, graças a eles não terem se contentado com a medíocridade, eles podem me dar uma educação e qualidade de vida melhores. Ninguém nasce merecendo ser rico, ser pobre. O mundo está ai, esperando ser conquistado por quem se esforça, e você é um exemplo disso.

    • Victoria Postado em 27/Feb/2015 às 16:06

      Então quem é pobre tem uma "vidinha qualquer"? Derrube seus muros, Andrey.

  29. Arnaldo dos Santos Postado em 29/Jan/2015 às 23:14

    Lindo demais e triste demais por ser verdade...

  30. Vinicius Postado em 29/Jan/2015 às 23:37

    Indo mais ou menos na linha do que o Pereira falou, penso que além do evidente elefante na sala que é a péssima educação de base brasileira, falta uma politica séria de controle de natalidade juntamente com assistencialismo social das famílias mais pobres. Muitas dessas pessoas sem a mínima condição de ter mais de um filho por sua condição social e sua falta de uma educação melhor acabam fazendo-os aos montes. Eu sou favorável a um controle de nascimentos juntamento com um acompanhamento social sério, fazendo com que os pais dessa criança tivessem um acesso ao estudo para ajudar a melhorar a sua condição, e que o filho(a) deles tivesse todo o acompanhamento necessário para ter uma condição melhor que a de seus pais. Uma boa parte da razão pela qual a classe média e rica acaba desprezando e tendo medo dos mais pobres é por esses não terem critério na hora de fazer filhos, sendo considerado um efeito colateral de sua própria condição, sendo assim difícil de haver uma empatia com as classes mais abastadas da sociedade.

  31. Graziela Postado em 29/Jan/2015 às 23:49

    Sensacional o texto! Há tempos não me emocionava lendo, gratidão!

  32. Magnus viola Postado em 29/Jan/2015 às 23:55

    O Pereira é um belo exemplo da criança que aperta o braço da babá e só dorme com a luz acesa com medo dos comunistas em baixo da cama.

  33. Diego Postado em 30/Jan/2015 às 00:14

    Que texto maravilhoso. Só tenho a agradecer. Fechou meu dia com chave de ouro.

  34. Roberto Pedroso Postado em 30/Jan/2015 às 00:20

    Texto brilhante digno de aplausos.Sem mais.

  35. eder Postado em 30/Jan/2015 às 00:22

    Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo, que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade. Paulo Freire

  36. Regina Oliveira Postado em 30/Jan/2015 às 00:30

    Texto brilhante!

  37. Efigenias Postado em 30/Jan/2015 às 02:47

    Obrigada por ter escrito este texto. Um alívio saber que existem pessoas como você neste mundo. Um abraço com muito amor <3

  38. Efigenias Postado em 30/Jan/2015 às 02:47

    Obrigada por ter escrito este texto. Um alívio saber que existem pessoas como você neste mundo. Um abraço com muito amor <3

  39. Juniperos Postado em 30/Jan/2015 às 06:20

    Alguém aqui é inocente? Todos aqui sabem, quem tem mais de trinta anos, o quanto famílias brancas "educavam" crianças para repelir as negras. Isso era muito comum, e ainda é. Muitos se dizem anti-racistas, mas o que fazem em gral é apenas, não ofender a etnia, como se estivessem prestando um grande favor a sociedade. Isso gera aos filhos desse individuo dois problemas: desconhecer a sociedade e a realidade em que vive Todos querem comprar para seus filhos uma realidade de seriado norte-americano, e fazem isso com afinco. As vezes a realidade brasileira esbarra em alguém e a reação é essa. A criança apenas foi sincera, muitos adultos fazem isso diariamente e constantemente, segundo a cartilha nacional de segregação social, moral e até televisiva. Isso pode mudar, mas tem que começar dentro de casa. A questão é quem quer?

  40. Psicologa Postado em 30/Jan/2015 às 09:47

    Eu, menina pobre e nordestina estudos em escola publica, vestibular em universidade federal ontem, psicologa clinica na França, perita para o tribunal frances, diploma universitario de lingua francesa, professora no instituto de estudos para formaçao de enfermeiros franceses hoje. Reconheço-me neste texto. Nao sou negra mas sofri com o preconceito de classes no meu proprio pais. E esta é a minha realidade.

  41. Ana Gabriela Postado em 30/Jan/2015 às 10:27

    Melhor texto que eu já li, concordo com tudo!!! Parabéns pela sua visão!!! Cansada de tanto preconceito, e mais cansada da sociedade só virar as costas!!! Me emocionei muitooo.

  42. Luh Souza Postado em 30/Jan/2015 às 14:41

    Texto bárbaro! Me fez lembrar de uma excursão, anos atrás, de alunos de uma escola da Zona Sul e que vieram conhecer a 'favela" da zona leste. Uns 3 ônibus cheios de crianças limpinhas, cheirosas, branquinhas (todas) e trouxeram mudas de árvores para plantar. Note-se: uns 10 carros da polícia militar e seguranças da escola, além dos professores (todos brancos) faziam a proteção e os isolavam do restante do bairro. Parecia mais um zoológico invertido. Vieram ali, mas nunca estiveram lá de fato.

  43. Antonio Teixeira de Araúj Postado em 31/Jan/2015 às 09:06

    Parabéns pelo pelo texto!

  44. Lili Angelika Postado em 31/Jan/2015 às 14:08

    Esta mentira é mais antiga que se pensa, voltemos as historias de cada pais e principalemnte a qual estamos ligados desde 1449,como as guerras e revoluções e se perguntem por que e por qual causa real lutaram? veja os resultados no mundo hoje em qualquer país! onde falharam? São muitos encontros, Davos, Haia.Então eu penso somente pra proteger os bens de todos eles que por gerações expolraram ,mataram,destruiram tudo por conta de egosimo e ganãncia e uma foma de desprecionar estas ações antigas é dar esmolas para o mundo em formas sutis! Algumas pessoas estão descobrindo hoje e chegando as conclusões omo sempre, de acordo a sua existência e vivencia aqui no mundo e usam como jargão ultrapassado querendo substimar as pessoas que mesmo com vida modestia tem verdadeeira a noção do que acontece além dos livros, net, palestras e doutorados. Temos o futuro inteiro pra consertar, desenvolver, dirigir, ensinar, reformular, comepensar todas as diferenças deixadas pelas disvertudes humanas.