Redação Pragmatismo
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Geral 19/Jan/2015 às 11:11
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Quem era Marco Archer, o brasileiro executado na Indonésia

Jornalista que entrevistou Marco Archer durante 4 dias na prisão na Indonésia traça o perfil do brasileiro que foi fuzilado no último sábado por sentença judicial

marco archer
Marco Archer

Diário do Centro do Mundo

O repórter Renan Antunes de Oliveira entrevistou Marco Archer em 2005, numa prisão na Indonésia. Abaixo, seu relato:

O carioca Marco Archer Cardoso Moreira viveu 17 anos em Ipanema, 25 traficando drogas pelo mundo e 11 em cadeias da Indonésia, até morrer fuzilado, aos 53, neste sábado (17), por sentença da Justiça deste país muçulmano.

Durante quatro dias de entrevista em Tangerang, em 2005, ele se abriu para mim: “Sou traficante, traficante e traficante, só traficante”.

Demonstrou até uma ponta de orgulho: “Nunca tive um emprego diferente na vida”. Contou que tomou “todo tipo de droga que existe”.

Naquela hora estava desafiante, parecia acreditar que conseguiria reverter a sentença de morte.

Marco sabia as regras do país quando foi preso no aeroporto da capital Jakarta, em 2003, com 13,4 quilos de cocaína escondidos dentro dos tubos de sua asa delta. Ele morou na ilha indonésia de Bali por 15 anos, falava bem a língua bahasa e sentiu que a parada seria dura.

Tanto sabia que fugiu do flagrante. Mas acabou recapturado 15 dias depois, quando tentava escapar para o Timor do Leste. Foi processado, condenado, se disse arrependido. Pediu clemência através de Lula, Dilma, Anistia Internacional e até do papa Francisco, sem sucesso. O fuzilamento como punição para crimes é apoiado por quase 70% do povo de lá.

Na mídia brasileira, Marco foi alternadamente apresentado como “um garoto carioca” (apesar dos 42 anos no momento da prisão), ou “instrutor de asa delta”, neste caso um hobby transformado na profissão que ele nunca exerceu.

Para Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42, o outro brasileiro condenado por tráfico, que espera fuzilamento para fevereiro, companheiro de cela dele em Tangerang, “Marco teve uma vida que merece ser filmada”.

Rodrigo até ofereceu um roteiro sobre o amigo à cineasta curitibana Laurinha Dalcanale, exaltando: “Ele fez coisas extraordinárias, incríveis.”

O repórter pediu um exemplo: “Viajou pelo mundo todo, teve um monte de mulheres, foi nos lugares mais finos, comeu nos melhores restaurantes, tudo só no glamour, nunca usou uma arma, o cara é demais.”

Para amigos em liberdade que trabalharam para soltá-lo, o que aconteceu teria sido “apenas um erro” do qual ele estaria arrependido.

marco archer
Marco Archer, nos tempos de voo livre

Na versão mais nobre, seria a tentativa desesperada de obter dinheiro para pagar uma conta de hospital pendurada em Cingapura – Marco estaria preocupado em não deixar o nome sujo naquele país. A conta derivou de uma longa temporada no hospital depois de um acidente de asa delta. Ter sobrevivido deu a ele, segundo os amigos, um incrível sentimento de invulnerabilidade.

Ele jamais se livrou das sequelas. Cheio de pinos nas pernas, andava com dificuldade, o que não o impediu de fugir espetacularmente no aeroporto quando os policiais descobriram cocaína em sua asa delta.

Arriscou tudo ali. Um alerta de bomba reforçara a vigilância no aeroporto. Ele chegou a pensar em largar no aeroporto a cocaína que transportava e ir embora, mas decidiu correr o risco.

Com sua ficha corrida, a campanha pela sua liberdade nunca decolou das redes sociais. A mãe dele, dona Carolina, conseguiu o apoio inicial de Fernando Gabeira, na Câmara Federal, com voto contra de Jair Bolsonaro.

O Itamaraty e a presidência se mexeram cada vez que alguma câmera de TV foi ligada, mesmo sabendo da inutilidade do esforço.

Mesmo aparentemente confiante, ele deixava transparecer que tudo seria inútil, porque falava sempre no passado, em tom resignado: “Não posso me queixar da vida que levei”.

Marco me contou que começou no tráfico ainda na adolescência, diretamente com os cartéis colombianos, levando coca de Medellín para o Rio de Janeiro. Adulto, era um dos capos de Bali, onde conquistou fama de um sujeito carismático e bem humorado.

A paradisíaca Bali é um dos principais mercados de cocaína do mundo graças a turistas ocidentais ricos que vão lá em busca de uma vida hedonista: praias deslumbrantes, droga fácil, farta — e cara.

O quilo da coca nos países produtores, como Peru e Bolívia, custa 1 000 dólares. No Brasil, cerca de 5 000. Em Bali, a mesma coca é negociada a preços que variam entre 20 000 e 90 000 dólares, dependendo da oferta. Numa temporada de escassez, por conta da prisão de vários traficantes, o quilo chegou a 300 000 dólares.

Por ser um dos destinos prediletos de surfistas e praticantes de asa delta, e pela possibilidade de lucros fabulosos, Bali atrai traficantes como Marco. Eles se passam por pessoas em busca de grandes ondas, e costumam carregar o contrabando no interior das pranchas de surf e das asas deltas. Archer foi pego assim. Tinha à mão, sempre que desembarcava nos aeroportos, um álbum de fotos que o mostrava voando, o que de fato fazia.

O homem preso por narcotráfico passou a maior parte da entrevista comigo chapado. O consumo de drogas em Tangerang era uma banalidade.

Pirado, Marco fazia planos mirabolantes – como encomendar de um amigo carioca uma nova asa, para quando saísse da cadeia.

Nos momentos de consciência, mostrava que estava focado na grande batalha: “Vou fazer de tudo para sair vivo desta”.

Marco era um traficante tarimbado: “Nunca fiz nada na vida, exceto viver do tráfico.” Gabava-se de não ter servido ao Exército, nem pagar imposto de renda. Nunca teve talão de cheques e ironizava da única vez numa urna: “Minha mãe me pediu para votar no Fernando Collor”.

A cocaína que ele levava na asa tinha sido comprada em Iquitos, no Peru, por 8 mil dólares o quilo, bancada por um traficante norte-americano, com quem dividiria os lucros se a operação tivesse dado certo: a cotação da época da mercadoria em Bali era de 3,5 milhões de dólares.

Marco me contou, às gargalhadas, sua “épica jornada” com a asa cheia de drogas pelos rios da Amazônia, misturado com inocentes turistas americanos. “Nenhum suspeitou”. Enfim chegou a Manaus, de onde embarcou para Jakarta: “Sair do Brasil foi moleza, nossa fiscalização era uma piada”.

Na chegada, com certeza ele viu no aeroporto indonésio um enorme cartaz avisando: “Hukuman berta bagi pembana narkotik’’, a política nacional de punir severamente o narcotráfico.

“Ora, em todo lugar do mundo existem leis para serem quebradas”, me disse, mostrando sua peculiar maneira de ver as coisas: “Se eu fosse respeitar leis nunca teria vivido o que vivi”.

Ele desafiou o repórter: “Você não faria a mesma coisa pelos 3,5 milhões de dólares”?

Para ele, o dinheiro valia o risco: “A venda em Bali iria me deixar bem de vida para sempre” – na ocasião, ele não falou em contas hospitalares penduradas.

Marco parecia exagerar no número de vezes que cruzou fronteiras pelo mundo como mula de drogas: “Fiz mais de mil gols”. Com o dinheiro fácil manteve apartamentos em Bali, Hawai e Holanda, sempre abertos aos amigos: “Nunca me perguntaram de onde vinha o dinheiro pras nossas baladas”.

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Uma das últimas imagens de Marco Archer. O brasileiro está acompanhado de seu advogado na prisão na Indonésia

Marco guardava na cadeia uma pasta preta com fotos de lindas mulheres, carrões e dos apartamentos luxuosos, que seriam aqueles onde ele supostamente teria vivido no auge da carreira de traficante.

Num de seus giros pelo mundo ele fez um cursinho de chef na Suíça, o que foi de utilidade em Tangerang. Às vezes, cozinhava para o comandante da cadeia, em troca de regalias.

Eu o vi servindo salmão, arroz à piemontesa e leite achocolatado com castanhas para sobremesa. O fornecedor dos alimentos era Dênis, um ex-preso tornado amigão, que trazia os suprimentos fresquinhos do supermercado Hypermart.

Marco queria contar como era esta vida “fantástica” e se preparou para botar um diário na internet. Queria contratar um videomaker para acompanhar seus dias. Negociava exclusividade na cobertura jornalística, queria escrever um livro com sua experiência – o que mais tarde aconteceu, pela pena de um jornalista de São Paulo. Um amigo prepara um documentário em vídeo para eternizá-lo.

Foi um dos personagens de destaque de um bestseller da jornalista australiana Kathryn Bonella sobre a vida glamurosa dos traficantes em Bali — orgias, modelos ávidas por festas e drogas depois de sessões de fotos, mansões cinematográficas.

Diplomatas se mexeram nos bastidores para tentar comprar uma saída honrosa para Marco. Usaram desde a ajuda brasileira às vítimas do tsunami até oferta de incremento no comércio, sem sucesso. Os indonésios fecharam o balcão de negócios.

O assessor internacional de Dilma, Marco Aurélio Garcia, disse que o fuzilamento deixa “uma sombra” nas relações bilaterais, mas na lateral deles o pessoal não tá nem aí.

A mãe dele, dona Carolina, funcionária pública estadual no Rio, se empenhou enquanto deu para livrar o ‘garotão’ da enrascada, até morrer de câncer, em 2010.

As visitas dela em Tangerang eram uma festa para o staff da prisão, pra quem dava dinheiro e presentes, na tentativa de aliviar a barra para o filhão.

Com este empurrão da mamãe Marco reinou em Tangerang, nos primeiros anos – até ser transferido para outras cadeias, à espera da execução.

Eu o vi sendo atendido por presos pobres que lhe serviam de garçons, pedicures, faxineiros. Sua cela tinha TV, vídeo, som, ventilador, bonsais e, melhor ainda, portas abertas para um jardim onde ele mantinha peixes num laguinho. Quando ia lá, dona Carola dormia na cama do filho.

Marco bebia cerveja geladinha fornecida por chefões locais que estavam noutro pavilhão. Namorava uma bonita presa conhecida por Dragão de Komodo. Como ela vinha da ala feminina, os dois usavam a sala do comandante para se encontrar.

A malandragem carioca ajudou enquanto ele teve dinheiro. Ele fazia sua parte esbanjando bom humor. Por todos os relatos de diplomatas, familiares e jornalistas que o viram na cadeia de tempos em tempos, Marco, apelidado Curumim em Ipanema, sempre se mostrou para cima. E mantinha a forma malhando muito.

Para ele, a balada era permanente. Nos últimos anos teve várias mordomias, como celular e até acesso à internet, onde postou algumas cenas.

Um clip dele circulou nos últimos dias – sempre sereno, dizendo-se arrependido, pedindo a segunda chance: “Acho que não mereço ser fuzilado”.

Marco chegou ao último dia de vida com boa aparência, pelo menos conforme as imagens exibidas no Jornal Hoje, da Globo. Mas tinha perdido quase todos os dentes em sua temporada na prisão, como relatou a jornalista e escritora australiana. No Facebook, ela disse guardar boas recordações de Archer, e criticou a “barbárie” do fuzilamento.

Numa gravação por telefone, ele ainda dava conselhos aos mais jovens, avisando que drogas só podem levar à morte ou à prisão.

Sua voz estava firme, parecia esperar um milagre, mesmo faltando apenas 120 minutos pra enfrentar o pelotão de fuzilamento – a se confirmar, deixou esta vida com o bom humor intacto, resignado.

Sabe-se que ele pediu uma garrafa de uísque Chivas Regal na última refeição e que uma tia teria lhe levado um pote de doce-de-leite.

O arrependimento manifestado nas últimas horas pode ser o reflexo de 11 anos encarcerado. Afinal, as pessoas mudam. Ou pode ter sido encenação. Só ele poderia responder.

Para mim, o homem só disse que estava arrependido de uma única coisa: de ter embalado mal a droga, permitindo a descoberta pela polícia no aeroporto.

“Tava tudo pronto pra ser a viagem da minha vida”, começou, ao relatar seu infortúnio.

Foi assim: no desembarque em Jakarta, meteu o equipamento no raio x. A asa dele tinha cinco tubos, três de alumínio e dois de carbono. Este é mais rijo e impermeável aos raios: “Meu mundo caiu por causa de um guardinha desgraçado”, reclamou.

“O cara perguntou ‘por que a foto do tubo saía preta’? Eu respondi que era da natureza do carbono. Aí ele puxou um canivete, bateu no alumínio, fez tim tim, bateu no carbono, fez tom tom”.

O som revelou que o tubo estava carregado, encerrando a bem-sucedida carreira de 25 anos no narcotráfico.

Marco ainda conseguiu dar um drible nos guardas. Enquanto eles buscavam as ferramentas, ele se esgueirou para fora do aeroporto, pegou um prosaico táxi e sumiu. Depois de 15 dias pulando de ilha em ilha no arquipélago indonésio passou sua última noite em liberdade num barraco de pescador, em Lombok, a poucas braçadas de mar da liberdade.

Acordou cercado por vários policiais, de armas apontadas. Suplicou em bahasa que tivessem misericórdia dele.

No sábado, enfrentou pela última vez a mesma polícia, mas desta vez o pessoal estava cumprindo ordens de atirar para matar.

Foi o fim do Curumim.

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Comentários

  1. Leonardo Postado em 19/Jan/2015 às 11:42

    Matéria muito bem escrita Uma história bem interessante

  2. Franco Postado em 19/Jan/2015 às 11:58

    Policiais e cidadãos honestos sendo mortos, arriscando as suas vidas para trabalhar pagar impostos e defender essa sociedade podre e sustentar esses políticos mafiosos e corruptos que choram por esse tipo de gente, sinceramente que país é esse?

    • Ricardo Postado em 19/Jan/2015 às 12:24

      Tática de sempre: Chamar a atenção para um caso isolado (e ridículo) em vez de se focar nos outros 60 000 morrendo por ano (somente homicídios, nem coloquei trânsito que são outros 60000...). Mas concordo que a matéria é bem escrita e interessante.

    • Nataly Postado em 19/Jan/2015 às 12:50

      quem tá chorando cara? Olha os coments

    • jose de medeiros Postado em 19/Jan/2015 às 16:30

      fabricante de bebidas também deveria ter pena de morte, Franco?

  3. Danila Postado em 19/Jan/2015 às 12:22

    Um típico malandro, que aprendeu a dar um jeitinho pra tudo... menos pra morte. Como diz a minha avó: Dinheiro é perdição do homem!!

    • Virginia Postado em 19/Jan/2015 às 13:28

      Concordo! Ele sabia o que estava fazendo... pergunta se ele aceitaria um emprego fixo, com uma vida decente para ganhar, digamos 10 mil reais. Claro que não! Ele teve o fim que pediu.

    • Victor Postado em 19/Jan/2015 às 16:49

      O problema não é o dinheiro. Esse é só um meio de troca. O problema é a ganância, é colocar o dinheiro na frente de todas as outras coisas.

  4. Celena Postado em 19/Jan/2015 às 12:28

    A Indonésia não é um país muçulmano, mas sim um Estado laico com uma maioria muçulmana. Islamismo nesse caso não teve nada a ver com a severidade da pena aplicada e tampouco contribuiu para a execução do brasileiro. Essa informação precisa ser corrigida no artigo.

    • Raul Postado em 19/Jan/2015 às 16:45

      Reforçando o comentário de Celena;

    • Danicio Postado em 19/Jan/2015 às 17:59

      Bem notado Celena...Também percebi uma "necessidade" de se deixar claro que o pais era muçulmano. Algo meio estranho...

  5. Anderson Postado em 19/Jan/2015 às 12:32

    Apesar de tudo, não acho que se deva "comemorar" a morte de um ser humano, por fuzilamento, como muita gente anda fazendo.

    • Eduardo Postado em 19/Jan/2015 às 15:32

      concordo com você, mas acho também que escrever livro, fazer filme sobre a saga criminosa dele não servirá de exemplo para ninguém.... porque não imortalizar quem constroi e trabalha pela vida.... se a imprensa quiser ela acha muitos... só que estes não vendem notícias... não dão ibope.... etc. Não vi na entrevista nem uma unha de humildade dele em momento algum, até pelo contrário vi arrogância e pouco valor a vida daqueles que as drogas com certeza destruiria.... também sou contra a pena de morte, sou pela pena de vida (?)..... Em certos casos acho que a privação da liberdade é pior que a morte, mas pelo relato a vida dele nas cadeias de um "país tão rígido", estava até confortável para que cometera um crime tão grave....

      • já foi cedo Postado em 19/Jan/2015 às 16:21

        Infelizmente pq esses não vendem... em alguns meses quem sabe teremos a minissérie da globo sobre a vida do "herói" que foi preso na indonésia levando drogas pra pagar a conta de hospital de criancinhas... Hehehe não sou a favor da pena de morte mas passar a vida toda numa prisão brasileira sem regalias seria show pra ele ver como preferiria a morte!

  6. Regina Postado em 19/Jan/2015 às 12:51

    História interessante e um bom texto! E concordo com o que disse o leitor Franco: "Policiais e cidadãos honestos sendo mortos, arriscando as suas vidas para trabalhar pagar impostos e defender essa sociedade podre e sustentar esses políticos mafiosos e corruptos que choram por esse tipo de gente, sinceramente que país é esse?"

    • Eduardo Postado em 19/Jan/2015 às 15:37

      Regina "esse tipo de gente", é filho de alguém, amigo de alguém, irmão de alguém, que não são "esse tipo de gente", e humanidade não tem lugar para fuzilamento.... Tem um ditado que diz "não devemos cuspir para cima" e nem julgar para não sermos julgados.... não concordo com tirar a vida, ele poderia ser punido de outra forma, como por exemplo: Foi preso por onze anos e pelo texto ele tinha mordomias dentro do presidio... aí eu pergunto: Se são tão rígidos com traficantes, como conceder-lhes mordomias dentro da prisão, para depois fuzila-los???? Incoerente, pelo menos......

  7. Marcelo Postado em 19/Jan/2015 às 12:52

    O jornalista, como é de praxe, conduz todo o texto de forma a desconstruir a imagem do Marco Ascher e justificar sua execução. Em tom irônico em todos os momentos, ele procura destacar que o condenado teve o fim merecido. Onde está a isenção? Onde entra o senso do leitor que já recebe a hipótese, a tese e a síntese, todas embrulhadas em um único pacote, prontas para consumo? Não seria o caso mostrar todas as nuances e deixar que a conclusão fosse do leitor? Marco não era nem um santo, mas o termo "cerveja geladinha" (por exemplo) já mostra que o jornalista (sic) foi com força total para detona-lo.

    • Gilda Postado em 19/Jan/2015 às 13:52

      Concordo. Percebi o mesmo ao ler o texto.

    • angela Postado em 19/Jan/2015 às 14:55

      O cara arriscou e perdeu...ato consequencia só isso....Não tem que construir ou desconstruir a imagem de ninguém. ..ele era um traficante. ..bandido e teve o que procurou. ..consequência do seu próprio ato.

    • Cristiane Postado em 19/Jan/2015 às 15:16

      Perfeita a sua colocação.

    • Eduardo Postado em 19/Jan/2015 às 15:41

      "Temos que dar Graças a Deus se isto tiver mesmo sido feito, não concordo é que se faça filmes, livros e outras marcas que "imortalize" "um traficante, traficante, traficante, só traficante." “Meu mundo caiu por causa de um guardinha desgraçado”, que estava cumprindo o dever dele...

    • Isabel Postado em 19/Jan/2015 às 15:45

      Também tinha notado o mesmo!

  8. J. Maurílio Postado em 19/Jan/2015 às 13:00

    Boa narração, um texto bom de se ler.

  9. Douglas Postado em 19/Jan/2015 às 13:20

    É esse traficante FDP que a nossa presid ANTA FDP intercedeu, no mínimo a droga era dela...

    • Denisbaldo Postado em 19/Jan/2015 às 13:33

      Não! A droga é sua! E está em sua cabeça cheia de ódio! Ele já foi executado e mesmo assim você ainda culpa outras pessoas. Vá se tratar amigo, o seu quadro é terminal.

      • Didi Postado em 19/Jan/2015 às 14:19

        Hahahah... adorei!

      • Eduardo Postado em 19/Jan/2015 às 15:43

        e ainda tem gente que não entende nada e vive vomitando ódio.... ela não intercedeu por um traficante, ela intercedeu por um brasileiro.... tem que desenhar, ou a derrota ainda arde....

      • fabio Postado em 19/Jan/2015 às 17:27

        Douglas, independente quem fosse nosso chefe de Estado, haveria sim, uma posição formal do presidente(a), provavelmente você estaria difamando nossa presidente se não tivesse tomado nenhuma posição também. É pakaba!!!!!!

      • Alexandre Postado em 19/Jan/2015 às 17:59

        Concordo com o Douglas, brasileiro lixo, escoria da sociedade, foi tarde, se a Dilma quer fazer diplomacia, que faça por aqueles que merecem, Direitos Humanos para Humanos Direitos, ´cabeça cheio de ódio mesmo irmão, ódio pelos corruptos, traficantes, bandidos e pelos FDP que defendem essa gente.

    • Thiago Teixeira Postado em 19/Jan/2015 às 14:22

      Pronto!!!!!!!! A Droga era da Dilma. Estava demorando ...

      • Eduardo Postado em 19/Jan/2015 às 15:46

        ...foi transportada de hericopoto diretamente do cuquistão para, como mesmo chama aquele lugar.........num lembro....

  10. Guilherme Postado em 19/Jan/2015 às 13:27

    Se no Brasil a lei fosse assim, as coisas seriam diferentes. Pagou pelo crime que cometeu.

    • Isabel Postado em 19/Jan/2015 às 15:49

      Mas você leu artigo antes de comentar??? O cara vivia na maior mordomia dentro da prisão com todas as regalias de boss, proporcionado pela polícia da indonésia e você me vem dizer que teme leis será naquele pais?!?

  11. Denisbaldo Postado em 19/Jan/2015 às 13:33

    Não! A droga é sua! E está em sua cabeça cheia de ódio! Ele já foi executado e mesmo assim você ainda culpa outras pessoas. Vá se tratar amigo, o seu quadro é terminal.

  12. Maria Auxiliadora Postado em 19/Jan/2015 às 13:41

    Aí vc vai ver, a maioria que está apoiando a pena de morte se diz cristão . Não existe o mandamento não matar? Não apoio o trafico, mas sou contra pena de morte

  13. jarau Postado em 19/Jan/2015 às 14:23

    ninguém tem o direito de tirar a vida de outra pessoa, foi o que a presidenta eleita pelo povo DILMA pediu. Quem é que usa cocaína, são os que tem dinheiros, os coxinhas e seu rei Aécio.

  14. Danila Postado em 19/Jan/2015 às 15:02

    É incrível (para não dizer ridículo) como os fanáticos conseguem levar todo e qualquer assunto para o lado político. "A droga era da Dilma". "Quem usa cocaína vota no Aécio". Custo a acreditar que existam mentes tão fechadas nesse mundinho PT x PSDB.

  15. jarau Postado em 19/Jan/2015 às 15:45

    Danila ridículas são as pessoas que não assumem seu lado politico ou você é mais uma perdedora que se esconde criticando o PT X PSDB, sua mente é tão fechada e voltada para seu ridículo mundinho dos decadentes Brasileiros que até hoje não aceitaram a vitória da Dilma, ou você é mais uma que quer recontar os votos, para com sua hipocrisia de chamar as pessoas de ridículas.

  16. Gervásio Postado em 19/Jan/2015 às 15:50

    Reportagem livre de parcialidade e com ótima narrativa. Os dados revelam uma verdade fascinante: visitem uma cadeia - lá parece um inferno mas tá cheio de gente soberba, que não pensa em arrependimento e ainda dá um jeito de bancar uma de rei. Seria muito bom a humanidade aprender a perdoar, mas isso se torna utópico à medida que um sujeito como esse tinha tudo para driblar o benefício da coletividade em prol de se dar bem sem se importar com quem se ferrasse. Ah, essa de glamour que envolve festas, luxo, "modelos" e bebidas sempre, sem se importar de onde vem o dinheiro também tem a culpa de uma sociedade interesseira e materialista.

  17. vilmar Postado em 19/Jan/2015 às 17:04

    no texto acima fala que ele nunca usou armas nem matou ninguém, mas o afeito da droga que ele vendeu, com certeza matou dezenas ou centenas de pessoas, e deixou milhares de pessoas desestruturados...

  18. Danila Postado em 19/Jan/2015 às 17:06

    Claro jarau!! Ou eu sou fã da Dilma, ou uma coxinha despeitada. Afinal... não existe vida além disso, não é mesmo??

  19. adriano Postado em 19/Jan/2015 às 17:46

    Eu até estava achando um exagero a pena mortal para este cara, mas depois de entender que um verme deste trouxe morte para incontáveis famílias no Brasil e no exterior, já mudei de idéia. Um tiro no peito foi pouco, tinha que começar dando tiro no pé subindo pela perna, tronco, até estourar os miolos.

  20. Sérgio Baía Postado em 19/Jan/2015 às 18:00

    É... o malandro se fodeu.

  21. daniel.v Postado em 19/Jan/2015 às 18:17

    essa materia eh uma materia q mostra q esse brasileiro fuzilado mereceu isso, q no final, ele de heroi, de homem de bem, de coitadinho, n tinha nada, li a materia inteira e percebi, o kra era um bandido e concordo com o jornalista, o unico arrependimento dele foi de ter sido pego

  22. Dinah Caixeta Guimaraes Postado em 19/Jan/2015 às 18:18

    A hipocrisia .Os caras aplaudem um ser humano ser executado,esquecendo que esse mesmo pais tem uma policia que compactua com o trafico e ingenuo supor que esse ditador esta preocupado ,Esse comercio da droga e o mas rentavel do mundo so perde pro comercio de armas.E depois e la nao pudessem consumir drogas o que o faz supor que os turistas ricos iriam fazer em Bali,Indonesia ?Praias bonitas existem no mundo inteiro mas o comercio descarado da droga existe onde esta o dinheiro e a corrupcao da policia,e do Estado..Pode ter certeza que nesses 11 anos que ele ficou preso a droga continuou entrando la de tds as forma possiveis e imaginaveis.

  23. Felipe Postado em 19/Jan/2015 às 18:23

    O cara que vende cachaça tem culpa sobre o vicío do cachaceiro? Que fdp então, pq ve o cara caido na lama e aceita o dinheiro que ele pediu na esquina? Os taberneiros devem ser responsabilizados pelas famílias que o alcool distroi. E para os cristãos pró-pena de morte, lembrem-se que Deus tá vendo!

  24. Maria Postado em 19/Jan/2015 às 18:30

    Quem sabe essa execução servirá para muitos refletirem sobre o mau que a droga faz na vida do ser humano. A impressa deveria focar nos MILHÕES DE ANÔNIMOS DE CRIANÇAS E JOVENS QUE MORREM NO MUNDO VÍTIMAS DA DROGA pelo consumo direto ou pela consequência social, física, psicológica, etc....

  25. Daniele Postado em 19/Jan/2015 às 18:49

    Pode até ser incoerente a forma q era tratado e a execução! Mas mais incoerente ainda é venderem a imagem de um pobre instrutor q entrou nesse mundo no desespero de pagar uma dívida médica! Ele era um traficante, e ponto final. Conhecia as leis do país, a lingua do país, e fez pq quis. Pagou as consequências. Não sou a favor da pena de morte, mas sou a favor do respeito, a lei é deles, e se não concorda não vá lá inflingilas! A família fez o q se espera q uma família faça, a presidenta fez oq se espera q uma representante faça ! Agora fica o exemplo! Só temos q tomar cuidado para q o rapaz não vire um herói de guerra!

    • Thiago Teixeira Postado em 20/Jan/2015 às 10:50

      Matou a pau! Faço minhas as suas palavras.

  26. Ilza Postado em 19/Jan/2015 às 18:58

    Amigos por que tanta polemica? Cada um responde pelos seus atos. Precisamos alimentar o amor. Archer vai responder pelo que fez. E nós pelo sentimento que alimentarmos.

  27. universo Postado em 19/Jan/2015 às 19:13

    Esta lei deveria valer aqui no Brasil também.Aqui o traficante tem uma pena máxima de 15 anos onde por bom cortamento é convertida a um quinto.Sá pela porta da frente para continuar traficando e desgraçando com a vida de milhares de pessoas seus irmãos da mesma nação. Que seu fuzilamento seja o primeiro degrau para mudanças em nossas leis inclusive para maior idade que é uma praga neste país

  28. sandra souza Postado em 20/Jan/2015 às 14:53

    concordo com o leitor Eduardo, que questiona a moral da polícia da indonésia ao conceder tanta mordomia ao mesmo na prisão durante tantos anos.. isto apenas demonstra que eles não tem tanta moral assim como muitos brasileiros estão fazendo nas redes sociais, exaltando aquele governo por ter fuzilado o rapaz..Outra coisa- falam tanto que o traficante deve pagar porque leva muitas pessoas para o abismo.. Ora e quem compra não deveria também ser punido? Pois não são coitadinhos também não, pois também estão enveredados no mesmo mundo, só que do lado contrário.. então gente, vamos olhar pelos dois lados.. tem tanta gente que prejudica o ser humano - exemplo disto são estes ladrões políticos do colarinho branco aqui no Brasil- Será que eles também não prejudicam toda uma nação com suas roubalheiras, com suas falcatruas, sem que sejam ao menos punidos por isto? Será que somente o tráfico é o grande pecado? parem de demagogia gente - se esta lei existisse no Brasil, não sobraria muita gente para contar história não.. pois é muita gente praticando diversos crimes..pensem direito- são políticos vagabundos, pastores de igreja usurpando os fiéis, homens traindo, mulheres se prostituindo - isto tudo prejudica as pessoas, ou vocês acham que isto também não é crime - parem de cuspir para cima, pois a cara de todos nós está em baixo.. todos temos telhados de vidros que de uma hora para outra pode se quebrar.. parem de se santificar, porque por aqui ninguém é santo, bando de idiotas.

  29. eu daqui Postado em 21/Jan/2015 às 15:00

    Não li e não vou ler: me interesso pela história de trabalhadores que venceram com esforços lícitos. Criminoso é pra ser detonado memso.

  30. Adalberto Postado em 21/Jan/2015 às 20:38

    Ele só fez merda na vida, incluindo votar no Collor...