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Polícia Militar 27/Jan/2015 às 00:55
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Pedreiro, negro e executado pela PM: a farsa de um crime revelada

Pedreiro, negro e morador da zona leste de São Paulo, foi executado por PMs quando estava dominado e desarmado; Arrependido, sargento da PM, que é evangélico, revelou como foi montada a farsa para tentar esconder crime

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Pedreiro Vagner de Sousa Ribeiro, negro e morador da zona leste de São Paulo, foi executado por PMs quando estava dominado e desarmado (Imagem: Pragmatismo Político)

Primeira hora de 1º de janeiro de 2015. Rua Erva de Ovelha, Vila Jacuí, periferia da zona leste de São Paulo. O pedreiro Vagner de Sousa Ribeiro, um homem negro de 32 anos, vestindo camiseta regata de uma torcida uniformizada do Palmeiras, está em pânico.

Acuado, atrás de uma cama de casal em um quarto escuro, Lápis, como é conhecido desde a infância nas ruas do bairro, implora para não ser morto por dois policiais do 2º Batalhão da Polícia Militar que, a pouco mais de dois metros de distância, o têm sob a mira de suas armas.

Os PMs gritam para que o pedreiro saia de trás da cama e, com as mãos para o alto, se renda. Ribeiro reluta, grita não estar armado e implora para que os PMs não atirem. Quando decide deixar o escudo da cama, Ribeiro é jogado ao chão por dois tiros de uma submetralhadora Famae, calibre .40.

Após breve silêncio, Ribeiro recebe mais quatro disparos. Dessa vez eles partem de uma carabina CT, calibre .30. O cheiro da pólvora se mistura ao do sangue que escorre do corpo do pedreiro enquanto o sargento da PM Marcos Akira Rodrigues Teixeira, 35 anos, responsável pelos dois primeiros tiros, se aproxima do homem estirado.

A luz do quarto é acesa quando o soldado Djalma Aparecido do Nascimento Junior, 25 anos, autor dos outros quatro tiros contra Ribeiro, os de carabina .30, se aproxima do seu superior imediato, o sargento Akira, e entrega para ele um revólver calibre 32.

Assim que pega o revólver da mão do soldado Djalma, o sargento Akira dá três tiros com a arma. Dois acertam as paredes do quarto onde Ribeiro já está morto e o terceiro, a porta. Em seguida, a arma é colocada perto do corpo do pedreiro.

Simultaneamente à morte de Ribeiro, a 170 metros de distância, na rua Erva de Carpinteiro, outra equipe de PMs cerca Vitor Lofte Barbosa, 22 anos. Moradores do lugar ouvem quando Barbosa grita “pelo amor de Deus” para não ser morto e, em seguida, sete tiros são ouvidos.

Quatro dos sete tiros contra Barbosa são disparados pelo sargento Antonio Eduardo Prado, 46 anos. Os outros três são dados pelo cabo Luis Alberto Almeida Lima, 49. Os dois PMs são da Força Tática (suposta tropa de elite de cada batalhão da PM paulista) do 29º Batalhão.

Levado para o Hospital Santa Marcelina, Barbosa morre. O corpo de Ribeiro fica no quarto onde foi baleado, à espera da perícia. Logo após as mortes, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, é acionado para investigá-las.

A farsa sobre a morte de Ribeiro continua quando os PMs Akira e Djalma prestam depoimento ao delegado Manoel Fernandes Soares, do DHPP. Eles inventam uma versão fantasiosa para a morte de Ribeiro: ele estava armado, atirou vezes contra os PMs e morreu no revide.

Os PMs afirmam que Ribeiro e Barbosa, vizinhos na Vila Jacuí, integravam uma quadrilha de ladrões que, no Reveillon de 2014 para 2015, usou explosivos para atacar os caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil, distante cerca de 500 metros das casas de ambos.

Veja imagens da reconstituição da execução cometida pelos PMs contra o pedreiro

O primeiro caso de “morte sob intervenção policial” ou “resistência seguida de morte” de 2015 começou a mudar três dias depois (04/01) quando o sargento Akira procurou um pastor evangélico para revelar que a morte de Ribeiro havia sido a execução de um homem desarmado e já rendido.

Orientado pelo pastor, o sargento Akira, acompanhado de seu irmão, Paulo, decide ir à Corregedoria (órgão fiscalizador) da PM. Lá, ele revela em detalhes a farsa montada juntamente com o soldado Djalma para tentar justificar a morte de Ribeiro.

Assim que a Akira revela a verdade sobre a morte de Ribeiro, o juiz Luiz Alberto Moro Cavalcante, corregedor do Tribunal de Justiça Militar de SP, determina a prisão temporária, por 30 dias, do sargento Akira e do soldado Djalma.

Até a confissão de Akira, a Corregedoria da PM tratava as mortes de Ribeiro e de Barbosa como “resistência à prisão seguida de morte” ou “morte sob intervenção policial” — que é quando o morto consta na apuração como “autor” e o PM, responsável pela morte, a “vítima”.

Ao tentar justificar a execução de Ribeiro, o sargento Akira disse “ter perdido a cabeça e ficado com raiva”.

Se os PMs ficarem em liberdade, eles prejudicarão e dificultarão a apuração da verdade. Ademais, os crimes são graves e as autoridades constituídas têm o dever de investigar com seriedade, utilizando todos os meios legais disponíveis, para transmitir à sociedade o sentimento de segurança e de credibilidade nas instituições Polícia Militar e Justiça Militar Estadual”, escreveu o juiz Cavalcante, na ordem de prisão contra os dois PMs.

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Primeiro trecho de parte do depoimento no qual o sargento Akira, da PM de SP, confessa execução de pedreiro e diz ter atirado por “ter perdido a cabeça e ficado com raiva” (Reprodução)
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Segundo trecho de parte do depoimento no qual o sargento Akira, da PM de SP, confessa execução de pedreiro (Reprodução)

Kit flagrante

Após as mortes de Ribeiro e de Barbosa, vários policiais militares integrantes da Força Tática do 2º Batalhão da PM, alguns deles de folga e de férias, vão até os locais onde ambos foram baleados e se juntam aos policiais de serviço e envolvidos diretamente nos homicídios.

A disposição dos PMs de folga ou férias em deixar os parentes em casa, em plena noite de Réveillon, chama a atenção da Corregedoria da PM e o capitão Rodrigo Elias da Silva solicita ao juiz Cavalcante autorização para realizar buscas na casa de 17 policiais militares — sendo três deles oficiais — do 2º Batalhão.

Na manhã de 20 de janeiro, dezenas de policiais da Corregedoria da PM entram na casa dos 17 PMs e apreendem armas e munições irregulares e, na sede na Força Tática do 2º Batalhão, também localizam papelotes de cocaína, maconha e pedras de crack.

As armas, munições e drogas, segundo suspeita dos integrantes da Corregedoria da PM, são parte do “kit flagrante”, ou seja, materiais utilizados por PMs para forjar crimes contra pessoas que são paradas por eles nas ruas e também para justificar assassinatos, como no caso do pedreiro Ribeiro.

Quatro PMs da Força Tática do 2º Batalhão foram presos administrativamente pela Corregedoria da PM pelo porte dos materiais ilegais.

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Capitão da Corregedoria da PM de SP pede autorização judicial para buscar materiais ilícitos nas casas de 17 PMs. Drogas e armas seriam parte do “kit flagrante” usado por PMs para justificar prisões irregulares e até mesmo homicídios (Reprodução)

Um dia após a operação no 2º Batalhão da PM, localizado na zona leste de São Paulo, a Corregedoria da PM realizou buscas por “kits flagrante” nos armários dos PMs da 2ª Companhia do 35º Batalhão, em Itaquaquecetuba, na área leste da Grande São Paulo.

Em cinco armários foram apreendidos quatro revólveres calibre 38, uma metralhadora Beretta 9 mm, duas pistolas .380, cinco carregadores, munições diversas, quatro granadas, duas toucas ninjas, quatro telefones celulares, além de centenas de papelotes de cocaína e maconha e 321 pedras de crack.

Outro lado

Ao solicitar a revogação do sargento Akira, em 15 de janeiro, o advogado Clauder Corrêa Marino alegou à Justiça que o militar “jamais teve participação em qualquer delito, visto que é primário, possui bons antecedentes, sendo que sempre foi pessoa honesta e voltada para o trabalho”.

Ainda segundo Marino, caso seja colocado em liberdade, Akira “não representa ameaça ou que ele vá prejudicar” as investigações do inquérito policial sobre a morte do pedreiro Ribeiro. “A manutenção da prisão temporária em desfavor do requerente [Akira] é ilegal e exagerada”, continuou o defensor do PM.

Leia também: PM bate recorde de mortes e não reduz crime em São Paulo

A reportagem não conseguiu localizar a defesa do soldado Djalma que, assim como o sargento Akira, segue preso no Presídio Militar Romão Gomes, no Jardim Tremembé, na zona norte de São Paulo.

Por meio de nota oficial, a Polícia Militar informou, no dia 20:

A Corregedoria da PM cumpriu nesta terça-feira (20 de janeiro) 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Militar em uma investigação que apura o envolvimento de dois policiais militares na morte de um suspeito, após a explosão de um caixa eletrônico na noite do dia 31 de dezembro, na Vila Jacuí, na Zona Leste da Capital.

Os policiais, dentre eles um sargento, estão em prisão temporária no Presídio Romão Gomes desde 4 de janeiro.

A operação desta terça teve por objetivo obter provas para o inquérito policial militar que investiga as mortes. Após as buscas, quatro policiais militares foram presos administrativamente pela Corregedoria por portarem munições de armas de uso restrito.”

André Caramante, Ponte

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Comentários

  1. Peterson Silva Postado em 27/Jan/2015 às 01:13

    Chocante...

    • Marcio Augusto Serra Postado em 27/Jan/2015 às 21:52

      não é chocante... é fato corriqueiro...

    • Walter Braga Postado em 28/Jan/2015 às 08:37

      A sorte do Rafael é que o policial que o abordou não era a Thiago Teixeira. Se fosse, provavelmente ele não estaria aqui para digitar qualquer comentário.

      • Yrae Postado em 30/Jan/2015 às 18:17

        Pra quem não presta atenção, não dá a mínima ou cresce em condomínio fechado, não é negro e nem pobre, é chocantes mesmo.

  2. Rafael Postado em 27/Jan/2015 às 02:19

    Lembro que certa vez estava voltando de uma reunião de trabalho com meu namorado, de moto, à noite. De repente, fomos abordados por dois policiais que pareciam procurar suspeitos. Eles pediram para pararmos e os dois policiais apontaram a arma para que eu tirasse a mão do bolso. Como eu uso óculos e não tinha onde guardar na ocasião, eu o segurava em minhas mãos e acho que isso fez com que eles desconfiassem que pudesse ser uma arma. Sei que foi a primeira vez que vi uma arma de fogo na minha vida e estava tremendo, mas logo fomos liberados. Agora eu fico pensando: qual seria a minha chance de ser baleado se eu fosse negro e/ou se eu estivesse passando por uma favela? É assustador.

    • Thiago Teixeira Postado em 27/Jan/2015 às 08:04

      E qual seria a chance dos policiais se vocês fossem realmente meliantes? Quantos policiais foram mortos por motociclistas com garupas? Reflita, da mesma forma que você estava com ele pode apostar que eles estavam mais que você. Infelizmente as pessoas de bem, como você, pagam a conta deixada por criminosos que ganham premiações das facções por matar polícia.

      • gabriel Postado em 27/Jan/2015 às 09:24

        Thiago Teixeira, todos são inocentes até que se prove o contrário, essa é primeira coisa que você aprende num curso de direito, porém a pm não entende isso, ela simplesmente trata a todos como criminosos, e caso provado sua inocência eles te liberam, isso é crime. Policiais só podem parar pessoas como suspeitos diante de algum dessas situações- Flagrante, denúncia feita por terceiros ou sob uma investigação da polícia. As famosas blitz são ilegais, pois estão considerando todos culpados até que se prove o contrário. Mas claro entusiasta da nossa polícia assassina adoram um abuso de poder....

      • poliana Postado em 27/Jan/2015 às 10:42

        "Se" realmente fossem meliantes thiago. Olha o q vc falou: "se". N ha certeza, então na dúvida, eh melhor a polícia sair matando todo 'preto', pobre e favelado pq "SE" ele for um meliante, pode ser uma ameaça à vida dos policiais, não é? Realmente, n dá pra entender esse seu discurso thiago.

      • Vinicius Postado em 27/Jan/2015 às 13:37

        E se a polícia suspeitar que você possa ser um meliante? E se suspeitar que um amigo ou parente seu possa ser um meliante? Por que uns são mais suspeitos que os outros?

      • julia Postado em 27/Jan/2015 às 21:36

        espero, thiago, q um dia vc não seja confundido c um meliante. E se for, já q defende a atitude dessa policia porca, avisa logo p sua familia p n fazer protesto, n fazer mobilizaçao em rede social p denunciar e nem processar o estado. Afinal, tem q ser assim mesmo, a atitude deles, p vc é correta, né?

      • pateicia Postado em 27/Jan/2015 às 22:05

        O trabalho do policial implica neste risco e ele é treinado para minimiza-lo. De forma alguma o medo do policial ser baleado pode servir de justificativa para balear um inocente. Sob i risco de ir contra o próprio fim de sua profissão, ou seja ao invez de proteger a população representar um risco contra a mesma.

      • Lucas Postado em 28/Jan/2015 às 09:48

        Infelizmente policial é igual político, a maioria são corruptos e muito mais bandidos que o próprio bandido, e isso é fato! Moro na jacui e o que a gente mais ve é esses safados descendo na bocada pegar dinheiro dos traficantes!

      • Gabe Postado em 28/Jan/2015 às 10:12

        Desculpe Thiago mas para esses policiais não há justificativa, a pm esta sendo treinada para atirar primeiro e depois perguntar. No caso da menina que morreu após um policial atirar no carro onde ela estava temos o video e o áudio do carro deles e da pra perceber claramente que os dois estão sobe efeito de drogas, depois querem colocar a culpa nas vítimas. Nem todo policial é bonzinho e santinho, uma boa parte está ajudando a traficantes.

      • Daniel Santana Postado em 28/Jan/2015 às 13:21

        Thiago Teixeira, então você acharia normal morrer, ou se alguém de sua estima morresse porque o policial considerou-os meliantes?

      • Thiago Teixeira Postado em 28/Jan/2015 às 15:23

        Ninguém respondeu ou fingiu que não leu a minha pergunta: "Quantos policiais foram mortos por garupas de motocicletas?". Parece que o lema aqui é policial bom é policial morto.

      • Paulo Postado em 28/Jan/2015 às 18:29

        Sua resposta, não surte qualquer verdade, se você é militar sabemos que um militar vai abordar e o outro fica recuado com arma já engatilhada, qualquer reação do abordado é inútil ; ou por acaso desaprenderam

  3. Jonas Schlesinger Postado em 27/Jan/2015 às 03:18

    Essas coisas n acontecem comigo. Pelo contrário, onde passo eu dou bom dia aos policiais. E todos eles parecem estar felizes. Inclusive temos um amigo da família que é policial e gente boa. O motivo da sua truculência é somente aos bandidos, noiados, favelados, malditos batedor de carteira e cartão, aqueles fdp se denominam flanelinhas que na primeira chance furtam o carro, baitolas maconheiros, ladrões de sinais, gatunos, vagabundos manifestantes assassinos de jornalistas, vadios que ficam perambulando nas ruas e nas praças, pessoas que demonstram algum tipo de reação na abordagem, aqueles putos que vivem sobre uma moto em dupla, ladrão de turistas e aquelas mulas do tráfico, entre outros. Não interessa cor, raça, religião e sexo... bandido é bandido.

    • gabriel Postado em 27/Jan/2015 às 09:19

      Senhor, vc é um ignorante de marca maior. Vc junta bandidos, mula de tráfico com "baitolas maconheiros" e "vadios que ficam perambulando nas ruas", provavelmente um senhor de idade, preconceituoso, acéfalo como o senhor não entende, que usuário de drogas não é criminoso, que ser gay não é contagioso, e por último que vadios que perambulam, na visão do maluco que o senhor é, o direito de ir e vir é um absurdo. Tadinha do Jonas, tem tanta raiva, um dia vai matar alguém quando sucumbir a esse ódio, ai vai ser enrabado na prisão pelos bandidos.

      • Jonas Schlesinger Postado em 27/Jan/2015 às 13:05

        Senhor de idade kkkkk

      • jeferson Postado em 27/Jan/2015 às 22:20

        ou talvez seja só mais um imbecil esse Schlesinger.

    • Felipe Peters Berchielli Postado em 27/Jan/2015 às 09:24

      Boa Jonas,falou pouco mas falou merda.

    • Morgana Postado em 27/Jan/2015 às 13:54

      Estou chocada com seu depoimento, tanto quanto as ações de alguns policiais, afinal não podemos generalizar como o senhor Jonas.

    • Luisa Postado em 27/Jan/2015 às 16:03

      Jonas, me desculpe, mas você acha que a polícia pode ser truculenta com noiados e usuários de maconha? Usar droga é problema de saúde pública e não caso de polícia. Com favelados? Só porque mora da favela agora é motivo pra PM ser truculenta? Isso é racismo e xenofobia. Com ´baitolas´? você é também um homofóbico nojento! Com vagabundos que assassinam jornalistas? A PM é responsável por quase 50% da violência contra jornalistas! Manifestantes agora são vagabundos? Não temos mais o direito de nos manifestar? Mendigos são agora todos criminosos? E porque? Porque não tem o amparo do Governo então eles merecem morrer? O que você tem na cabeça, Jonas? Você é racista, homofóbico, xenofóbico, preconceituoso e muito, mas muito NOJENTO. Que bom que o senhor é branco e homem e não se enquadra em nenhuma minoria pra saber como é sofrer preconceito apenas por sua cor ou sexo ou condição social. Sua ignorância e falta de sensibilidade me chocam.

    • Viny Postado em 27/Jan/2015 às 17:37

      Você é um tremendo imbecil. Beijos

    • julia Postado em 27/Jan/2015 às 22:01

      no dia q acontecer algo parecido c vc ou c a sua familia não vai fazer mobilizaçao em rede social, passeata na praia pela paz e nem processar o estado, ok? fascista!

    • Mariana Postado em 27/Jan/2015 às 22:52

      Quanta imbecilidade em uma pessoa só. Vergonha de ler um comentário desse. Pelo jeito o senhor é um puxa-saco, nojento, preconceituoso. Tão fofo o senhor dando "bom dia e os policiais "felizes"... deixa de ser ridículo. E mais, "todo bandido é bandido"... só interessa se tem grana, né?! Dá licença... vou vomitar!

    • Zemauro Postado em 28/Jan/2015 às 00:13

      Tenho dó de você meu caro Jonas, você sofre como muitos dessa maldita doença chamada XENOFOBIA, porem tenho esperança que vais se tratar e voltar ao convívio social, e não fique triste não viu você não está sozinho não, tem um montão de doente como você caro, sorte de nossa gente que essa doença tem cura, torso pela sua recuperação, porem se não tiver jeito, internação compulsória mesmo!!!

    • Tavares Postado em 28/Jan/2015 às 02:33

      Já tatuou uma suástica no peito, meu jovem?

    • Pedro H. Postado em 28/Jan/2015 às 02:58

      colarinho branco, falsificador de documentos (inclusive "inocentes" carteirinhas de estudantes), compradores de produtos roubados, quem compra com cambistas... Tudo bandido porém em alguns casos passam tão despercebidos que te dão bom dia nas ruas P.s: não me lembro de homosexualidade (baitola como o senhor diz) ser um crime

    • Lukas Postado em 28/Jan/2015 às 09:55

      Hahahaha nossa ta na cara que o preconceito bateu ai e ficou né, aonde é o país das maravilhas que vc mora que o policial é feliz com o salário que ganha? Hahahahaha Não é só na favela que tem bandido não meu caro, la no planalto tá cheio vc sabia disso e é vc que banca eles!

  4. Thiago Teixeira Postado em 27/Jan/2015 às 08:00

    O Pedreiro foi executado por um grupo de policiais irresponsáveis e criminosos. Os mesmos devem responder por homicídio premeditado, o procedimento é claro, qualquer suspeito deve ser levado ao distrito para investigação.

    • poliana Postado em 27/Jan/2015 às 10:47

      E vc realmente acha q isso vai acontecer thiago? Se todos os policiais q saem matando a população das periferias desse país fossem punidos, essa corporação falida nem existiria mais. Viu o pq da necessidade de se desmilitarizar a polícia? Esse eh o único caminho pra mudarmos essa triste e absurda realidade.

    • juliano Postado em 27/Jan/2015 às 14:33

      e o caso só foi descoberto porque um deles decidiu abrir a boca. agora imagino quantos casos acontecem por dia no Brasil que passam batidos porque ninguém fala nada...

  5. Aguas da vida Postado em 27/Jan/2015 às 08:54

    Até quando vcs vao continuar a descriminar e julgar os assim intitulados "Favelados"? a escravidao persiste e o preconceito supera qualquer coisa nesse pais de Alice (pais das maravilhas) por séculos segregaram negros, pardos, se nao for branco é sempre descriminado, hoje para justificar que nao ha escravidao, colocaram a maioria negra numa favela, e deixaram ali abandonados pelo sistema. Sistema esse que nao faz nada por essa gente, nao dar oportunidade de escolas, saude, NADA!!! Esse povo é entregue a sua sorte, ai voce vem dizer que é negro e conseguiu se formar, etc...etc... veja a estatistica e veja quantos se formam em um milhao de negros? O governo quer isso, que a populaçao culpem os chamados "Favelados" para tirar toda sua responsabilidade de instituiçao falida para o povo, mas nao falida para a copa ou para Olimpiada, povo hipocrita covarde, que gritam "Nao vai ter copa" nao vai ter olimpiada" e os politicos mamando na cara de voces e voces nada fazem se deixam hipnotisar ...ACORDA BRASIL!!!

  6. gabriel Postado em 27/Jan/2015 às 09:12

    Cade o grande Carlos defensor da polícia, para ele a única instituição moralmente não falida do Brasil... Ta ai a moral desses porcos assassinos...

    • Carlos Postado em 27/Jan/2015 às 21:35

      Apagaram meus comentários.........

  7. Guilhermo Postado em 27/Jan/2015 às 10:21

    As vezes quando eu leio essas reportagens parece que eu vivo em outro país. Estranho porque a polícia nunca me abordou ou mesmo nunca o fez com pessoas que eu conheço. Creio que o grande índice de violência de determinadas regiões acaba por diminuir a tolerância da polícia, abordando mais pessoas e etc. Acho que nunca vou me mudar para uma grande cidade no Brasil. Ali, parece que a violência virou rotina.

  8. Roges Postado em 27/Jan/2015 às 10:59

    Uma sugestão literária: "ROTA 66 - A História da Polícia que Mata (Caco Barcellos)" Os esquadrões da morte ainda agem sob o pretexto de "estabelecer a lei e a ordem".

  9. Danila Postado em 27/Jan/2015 às 11:13

    Nesse momento temo pela vida desse sargento Akira. Afinal, depois de revelar a farça, muitos outros PM's "caíram".

  10. Advogada Militar Postado em 27/Jan/2015 às 12:40

    Não tenho a menor dúvida: mais dia, menos dia, cai o sargento Akira.

  11. Cebola Postado em 27/Jan/2015 às 12:45

    Como profetizava o poeta dos Paralamas: A polícia apresenta as suas armas...

  12. enganado Postado em 27/Jan/2015 às 17:38

    O pedreiro Vagner de Sousa Ribeiro se encaixa como luva nos 4 P's: Preto/Pobre/Prostituta/Petista, e pior ainda sua profissão começa pela letra "P", Pedreiro. Lógico que os PM's vão ser punidos, para mostrar para o Povo Bobo que existe Justiça no BRASIL. Isto acontece porque alguém traiu, e não há como esconder o fato. O oJênio Boechato vai fazer a festa com este caso, Pobre matando Pobre. Aliás ainda não escutei nada desta Figurinha a respeito da Roubalheira do Trensalão do PSDB, em São Paulo. Já sei, se falar perde o emprego, ainda mais com aquela idade não arranjaria coisa melhor. Mas a PM de São Paulo sempre foi a mais violenta do BRASIL, bastam ver o número de suicídios de soldados. E agora, o imbecil do picolé-de-chuchu vai dizer que estamos caminhando para oferecer uma polícia melhor para o povo paulista. rsrsrsrsr ....

  13. Carlos Postado em 27/Jan/2015 às 21:53

    Esse pessoal desses blogs de esquerda tem que entenderem que vivem em um país de criminosos, policiais erram certamente mas são uma minoria, agora o problema do Brasil é muito maior é a falência moral, policiais brasileiros no exterior são recebidos com ressalvas como heróis pois sabem que aqui é pior lugar do mundo para trabalhador e o melhor para bandido, assassinos, ladrões em geral não ficam nem 2 anos na cadeia, enquanto não mudarem as leis enquanto os bandidos não passarem ao menos ficarem presos que é o minimo, nada vai mudar.

    • Leandro Postado em 28/Jan/2015 às 12:26

      Policiais que cometem "erros" (quando é pobre é crime, quando é policial é só um erro fatídico, quase como errar a mão no açúcar) são tanta exceção que o "Kit Flagrante" tem nome, é conhecido, utilizado como via de regra e as denúncias de crimes de policiais ocorrem às CENTENAS diariamente. São tanta exceção, que se procurar "abuso policial" no Youtube, ele perde até a contagem de páginas. São tanta exceção, que nossa polícia é usada fora do Brasil como um exemplo a NÃO SER SEGUIDO por outras polícias de países levemente mais civilizados. Apenas exceções.

  14. Aristóteles Postado em 27/Jan/2015 às 22:25

    Eu ouvi dizer que polícia militar só existe no Brasil e na Coréia do Norte. Se é mesmo verdade, está mais do que na hora de acabar com essa instituição que não leva nada a lugar algum, uma vez que, enorme parte não possui o menor preparo para lidar com o(a) cidadão(ã). Experimentem fazer uma pesquisa para ver a quantas anda a reputação das chamadas polícias!

  15. vlademir Postado em 27/Jan/2015 às 22:57

    Polícia assassina psicopata e esquizofrênica...

  16. Luana Postado em 27/Jan/2015 às 23:00

    Nossa.. As pessoas que deveriam proteger a sociedade, estão amedrontando.. Por isso que muitas vezes as pessoas se revoltam e fazem besteira..

  17. Ivanilson Tolentino Postado em 28/Jan/2015 às 00:33

    E ainda tem gente dizendo que o Brasil precisa de pena morte.

  18. Sidnei Postado em 28/Jan/2015 às 07:31

    Não entendi o porque de dar ênfase à religião do policial, isso o torna diferenciado? A ética nada tem a ver coma religião.

  19. Ricardo Postado em 28/Jan/2015 às 08:20

    Até que um dia um caso em que a religião evangélica foi útil....

  20. Isaac Postado em 28/Jan/2015 às 10:25

    Bandidos racistas fardados. Matam negros nas periferias mas não tem coragem de entrarem nos condomínios dos ricos para prender traficantes milionários. Não passam de cachorrinhos da elite branca racista que quer promover limpeza étnica no país para supremacia racial. Não passam de fantoches anencéfalos a serviço da burguesia nazi. E vai perguntar para uma bosta dessa se ele é racista...com certeza ele irá dizer: "não..todo mundo é igual. Procedimento padrão"...

    • Franco Postado em 28/Jan/2015 às 11:04

      Se desmilitarizarem nada vai mudar, aqui no Brasil a verdade é que o crime não é combatido, ninguém fica preso resumindo.

      • Alex Postado em 28/Jan/2015 às 12:11

        O Brasil é um dos campeões em número de detentos. Há punição. Mas maioritariamente para ppp's

      • Leandro Postado em 28/Jan/2015 às 12:31

        Nada a ver. O que o Brasil precisa é de uma polícia que não tenha em seu histórico a cultura da Ditadura, que não trabalhe como se cada cidadão fosse inimigo, mas uma pessoa a ser protegida. Precisamos de uma instituição que não trabalhe como se fôssemos um grupo a ser combatido, mas cidadãos que precisam de suporte e segurança. Uma polícia que trabalha da mesma maneira que trabalhava durante a Ditadura militar não presta e não é capaz de proteger o cidadão, como incontáveis vezes já se comprovou em toda a mídia.

    • Carlos Postado em 30/Jan/2015 às 00:55

      https://www.facebook.com/marcosdoval/photos/a.360424037425492.1073741827.360331564101406/587874761347084/?type=1&theater

  21. Alessandra Postado em 28/Jan/2015 às 11:16

    ABSURDO ! Essa é a unica palavra/ pensamento.