Redação Pragmatismo
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Mídia desonesta 08/Jan/2015 às 19:04
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Oportunistas da mídia brasileira se comparam a mortos do Charlie Hebdo

Oportunistas da mídia brasileira ultrapassam os limites da mediocridade e tentam se vitimizar às custas da tragédia alheia. Revista Veja, Rachel Sheherazade e Diogo Mainardi chegaram ao ponto de se comparar aos cartunistas assassinados do Charlie Hebdo

charlie hebdo Sheherazade Veja Mainardi
Oportunistas da mídia brasileira se comparam a mortos do Charlie Hebdo (Imagem: Pragmatismo Político)

James Cimino, Ladobi

Não há nada mais nojento do que o oportunismo que uma parte espúria da imprensa brasileira tem feito em relação ao lamentável ataque terrorista à redação da revista francesa Charlie Hebdo, que nesta terça-feira (7) resultou na morte de 12 pessoas, entre elas dez jornalistas e dois policiais.

Valendo-se de uma paralelismo canalha, oportunistas alçados à categoria de colunistas tentam agora associar a presidente Dilma Rousseff ao que aconteceu em Paris (como se em algum momento ela tivesse se declarado uma entusiasta do terrorismo) e comparam-se aos cartunistas do periódico francês – algo que só faz sentido na cabeça de pessoas sem qualquer capacidade de autocrítica.

É claro que estou falando da revista Veja e de seus asseclas Diogo Mainardi (hoje em blog próprio) e Felipe Moura Brasil (aquele que disse que homossexualidade era um tipo de neurose e que ninguém nasce gay), que em artigos escritos no dia da tragédia tentam, de maneira ofensiva à memória dos mortos, colar em si a pecha de perseguidos ou de vítimas de uma suposta censura terrorista, mesmo tendo a liberdade de atacar diariamente não apenas o governo como grupos que lutam pelo direito de ter seus direitos humanos respeitados. Felipe Moura Brasil, depois de defender Sheherazade e argumentar que todos os blogs que discordam dele são pagos pelo PT, ataca: “Os ataques petistas à liberdade de imprensa são movidos pela mesma intolerância à divergência, à crítica, à sátira que move os terroristas islâmicos, guardadas as diferenças de método e grau de criminalidade com que a colocam em prática”. Mainardi foi mais sucinto:

“Não se deve negociar com os fascistas”. Stéphane Charbonnier, editor-chefe do Charlie Hebdo, assassinado hoje em Paris, a propósito dos terroristas islâmicos.

“A melhor forma é o diálogo”. Dilma Rousseff, presidente do Brasil, sugerindo negociar com os mesmos terroristas.

Desculpem, mas Veja não é Charlie, assim como Diogo Mainardi não é Charlie, nem Rachel Sheherazade, a quem Felipe Moura Brasil tentou arregimentar ao rol de vítimas em um de seus artigos infantis, para dizer o mínimo. Rodrigo Constantino e sua homofobia implícita em artigos canalhas tampouco são Charlie. Os pastores Marco Feliciano e Silas Malafaia também não. Nem Jair Bolsonaro, embora esses três últimos adorem se munir do artigo 5º da Constituição para defender seus pontos de vista fascistas – quando conveniente, claro…

Porque para ser Charlie é preciso, antes de qualquer coisa, coragem. E não apenas a coragem de ser irreverente e às vezes até ofensivo. Mas coragem de defender, acima de tudo, aqueles que são oprimidos.

E, neste sentido, se tem alguém que não é Charlie é a revista Veja. Aliás, se há algum paralelismo a ser feito entre esta publicação e os fatos ocorridos em Paris é com os terroristas, já que a especialidade desta revista é praticar terrorismo travestido de jornalismo. Estes artigos, que só faltam colocar um fuzil na mão da presidente da República, são um exemplo perfeito disso. Não apenas pela leviandade da afirmação, como pela hora mais que inoportuna.

Especialmente vindo de uma revista que apoia a “liberdade de expressão” de fundamentalistas religiosos, mesmo que não declaradamente (porque é covarde). Os mesmos “cristãos” que, se pudessem, fariam com o Porta dos Fundos a mesma coisa que os terroristas fizeram com o Charlie Hebdo. Ou será que eu estou mentindo quando digo que o pastor Marco Feliciano já tentou censurar os vídeos do coletivo de humor que satirizam a Bíblia? Ou será que eu estou mentindo quando digo que a revista apoia o discurso de incitação ao crime pelo qual Rachel Sheherazade foi processada?

Para ser Charlie, a Veja e seus colunistas, assim como Sheherazade, teriam que, antes de tudo, fazer um jornalismo contrário à opressão social. Contrário ao elitismo. Contrário ao conservadorismo. Contrário à homofobia que já expressou em suas páginas. Contrário a quase tudo o que ela faz. Portanto, vitimizar-se às custas da tragédia alheia não faz desta revista e de seus colunistas necessariamente vítimas. Se Dilma, que foi torturada em nome da liberdade, não é Charlie, a Veja tampouco é. Acredito que um dia já foi, quando assim como a presidente lutava pela liberdade de imprensa e pela restauração da democracia em um país sob ditadura militar. Mas hoje não é mais.

Aliás, querer ser protagonista do sofrimento alheio é uma ofensa não apenas às verdadeiras vítimas da tragédia lá na França. É também uma ofensa aos verdadeiros jornalistas que lutam para que seu trabalho tenha algum efeito positivo na sociedade, como fazia (e continuará fazendo) o Charlie Hebdo.

E se formos fazer uma análise bem fria, nenhum veículo da imprensa brasileira é Charlie. Nenhum veículo de comunicação neste país teria colhões para publicar a charge em apoio ao casamento igualitário que ilustra este texto, ou qualquer outra das charges do Charlie Hebdo. NENHUM.

Como bem disse o Rafael Campos Rocha sobre a morte do cartunista Wolinski: “quem o matou foi mais um desses patrulheiros filhos da puta, para o qual a causa (seja religiosa, política ou de gênero) não serve para LIBERTAR, mas sim para COIBIR, CASTRAR e DESTRUIR, além de, é claro, manter a sociedade de exploração, que vocês, moralistas de merda, precisam para continuar transformando a vida dos outros em um inferno”.

Portanto, vamos nos recolher à nossa tepidez, à nossa insignificância global, lavar os copos, contar os corpos e sorrir, porque ainda estamos vivos e ainda podemos tentar seguir o exemplo de jornalismo (e até de ativismo) que o Charlie Hebdo deixou.

Vous n’êtes pas Charlie! Vous n’êtes pas du tout Charlie!”

VEJA TAMBÉM: Rachel Sheherazade faz estranha comparação entre Charlie Hebdo e Revista Veja

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Comentários

  1. Onda Vermelha Postado em 08/Jan/2015 às 22:20

    Aplausos! Belíssimo! Belíssimo! Só mesmo um jornalismo canalha como esse praticado por essa mídia escrota que temos pode ousar fazer tal tipo de comparação com o Charlie Hebdo. Os caras eram "de esquerda"! Eram até meios anarquistas pelo o que se pode perceber pelas charges. De fato, esse pessoal da nossa "querida grande mídia" é incapaz de fazer qualquer autocrítica minimamente honesta! E ainda insinuam que a atividade jornalística no país sofre qualquer tipo de cerceamento pelo governo atual....Aff! Eu sei! Eu sei! Tudo isso é apenas um pretexto para tentar impedir o debate, cada vez mais próximo e necessário, sobre a Regulação Econômica da Mídia. Debate esse que ameaça os interesses dos monopólios e oligopólios existentes neste país e nos levarão a construir uma mídia mais democrática e plural. Simples assim!

    • poliana Postado em 08/Jan/2015 às 23:49

      E vc tinha alguma duvida que isso aconteceria, onda!? Tava na cara q iam usar esse episódio, de qq forma, pra atacar dilma! Oportunismo e falta de etica definem essa imprensa golpista q temos no brasil. Espero mesmo q a regulação da mídia seja seria e amplamente discutida no brasil, com a máxima urgência!

    • José Postado em 09/Jan/2015 às 12:34

      Duas "bocas de latrina" do jornalismo (?????) brasileiro. Regulação, já!!!

    • wilson maejima Postado em 09/Jan/2015 às 18:24

      Cuidem-se o acontecimento na França - Foi apenas um aviso a todos pseudo jornalistas do planeta, que se julgam no olimpo da profissão, mas na verdade são a escória do serviço sujo, ardiloso com objetivos políticos, manipulando e deformando as informações - se cuidem energúmenos do PIG !!!

    • marcos nepomuceno Postado em 13/Jan/2015 às 18:41

      aconcelho essa esquerda que tanto admira os basbaros com Stalin, Fidel Castro, Mao, ler o livro do general Dmitri Volkogonov, e ver o filme o circulo do poder, o Brasil deve muito a essa revista valente que è a Veja, porque os grandes admiradores de Cuba nao vao morar no paraiso dos Castro? Brasil ame-o ou deixe"

  2. jarau Postado em 08/Jan/2015 às 22:29

    A merda deste pais é que não existe uma imprensa de esquerda ( jornais, radio, tv.) para combater esta imprensa burguesa.

  3. rflourenco Postado em 08/Jan/2015 às 22:47

    Nu, rasgou o verbo nesse texto. Sensacional. Se houvesse no Brasil um "controle" da mídia como há na Suécia, muito iria contribuir para o desenvolvimento e progresso pessoal da população e, consequentemente, do país. No país nórdico, há um conselho de ética, formado por políticos e cidadãos comuns, que não permite essa falta de profissionalismo, que envolve manipulação, falta de respeito aos direitos humanos e que contribuem para a instabilidade do país, através da inversão que fazem dos heróis e vilões do cenário político, social e econômico do Estado brasileiro. Lá, quando algum canal de informação fere a ética, o próprio se encarrega de publicar uma nota que reconheça o erro, fazendo com que demonstre que o veículo se compromete com o acerto, diferentemente daqui, que a mídia pratica atentados à ética e os acobertam. Jornalismo "de responsa" deve buscar ao máximo a imparcialidade, transmitindo a notícia, e não a opinião do autor, sendo independente da esfera econômica e, é claro, da política. Mas é uma pena saber que na grande mídia desse país não há nenhum veículo que se encaixe nas características supracitadas.

  4. José Postado em 08/Jan/2015 às 23:15

    Quando a gente acha que já viu de tudo... Intervenção Psquiátrica Já! Manter esses individuos soltos representa um perigo para a sanidade mental do país. Existe uma enorme diferença entre um jornal feito por profissionais e uma fundamentalista cristã que apoia linchamentos e assassinatos.

  5. Maria Clara Postado em 08/Jan/2015 às 23:45

    Naro Solbo, seu comentário não apresenta nenhum argumento ou fundamento! Você sabe ler???? Esses desonestos jornalistas da Veja ou do SBT são cada vez mais ridículos! Até se tornam "esquerdistas" de repente ao se compararem, sem pudor, aos inteligentes (o que eles não são, mas se auto glorificam, que podre!) caricaturistas do Charlie Hebdo!

  6. Adalberto Silverinha Postado em 08/Jan/2015 às 23:51

    Certamente o Sr, e esta claque gostou da depredação do prédio da Abril por fundamentalistas talibãs brasileiros, que não gostam que outros escrevam ou falem o que não gostam de ler ou ouvir Tenham coragem de admitir que vibraram com o ato.criminoso. e se tivesse mortes nem se importaria, até apreciaria. Vibraram quando as torres foram atingida nos EUA também. Admitam.

  7. Riaj Postado em 09/Jan/2015 às 08:05

    AdaLberto Roberto vá chafurdar na lama do detrito sólido da maré baixa. O que a Veja faz não é jornalismo. é ofensa e ataque sórdido. Vá choramingar nos ombros da sheraazedo, mainardi, merdal e demais rolabostas.

  8. Cecilia Postado em 09/Jan/2015 às 08:16

    A alegria da minha vida é acordar de manhã e ler esse jornal !

  9. Salomon Postado em 09/Jan/2015 às 08:37

    Saiu no Brasil 247 a seguinte notícia: "O jornal Charlie Hebdo, vítima de um ataque terrorista essa semana em Paris, já foi condenado na França por ofender a ministra da Justiça, Christiane Taubira. Nascida na Guiana Francesa, ela foi retratada como um macaco na capa de sua edição de 13 de novembro de 2013, com a seguinte manchete: "Esperta como um macaco, Taubira acha a banana". A ministra denunciou as declarações "de uma extrema violência" que negavam seu "pertencimento à espécie humana" e recebeu o apoio do público em geral.". Nisso, penso eu, a mídia golpista brasileira é, sim, irmã siamesa.

    • Onda Vermelha Postado em 09/Jan/2015 às 09:45

      Salomon. Tudo indica que trata-se de um erro do Brasil247. A Revista que teria feito a charge ofensiva/racista a ministra da justiça seria a Minute, considerada por alguns de extrema-direita. Veja em http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/revista-francesa-e-condenada-por-comparar-ministra-a-macaco,93589048aa169410VgnCLD200000b1bf46d0RCRD.html

  10. Félix Postado em 09/Jan/2015 às 09:35

    Bolsotário, A tragédia não nos é alheia. Lembre-se que os mortos em Paris eram de esquerda e que no Brasil a ditadura que você diz que não existiu matou muitos jornalistas nossos. Tem tudo haver com nossa luta! Me conte o que você fez com seu cartaz "Eu sou Charlie" ? Eu sou Herzog! Eu sou Charlie!

    • Celio Bernstein Postado em 13/Jan/2015 às 13:00

      Bom mesmo são os conservadores se compararem ao Charlie (como vítimas da ""censura do PT comunista""), né Naro? E por mais que eu tente, não consigo me lembrar quando os mesmos disseram um "A" contra a censura durante a ditadura militar.

  11. Luiz C. Cardoso Postado em 09/Jan/2015 às 09:54

    Rachel Sheherazade + Diogo Mainardi + Felipe Moura Brasil + Rodrigo Constantino + Marco Feliciano + Silas Malafaia + Jair Bolsonaro = monte de merda.

    • Thiago Teixeira Postado em 09/Jan/2015 às 10:02

      Mais respeito com os coliformes fecais, eles não merecem esse tratamento.

    • Claudio Postado em 09/Jan/2015 às 11:30

      Essa gente, não vale uma discussão séria, o que eles dizem deve ser esquecido imediatamente, assim como eles não serão lembrados por nada. Nenhuma palavra ou atitude que mereça ficar registrado.

  12. Thiago Teixeira Postado em 09/Jan/2015 às 10:32

    São pessoas que se julgam donos (as) da verdade e sentem-se no direito de criticar, ofender e menosprezar quem diverge de seus padrões. E ai, da parte "ofendida", se reclamar ou retaliar as criticas, não batizados de mimimi, esquerdopatas ou terroristas.

    • Felix Postado em 11/Jan/2015 às 19:21

      Aí está o Bolsotaro de novo a deturpar o comentário dos outros.

  13. eu daqui Postado em 09/Jan/2015 às 10:41

    HOUVE EXTREMISMO DE AMBOS OS LADOS: ABUSO DO DIREITO DE EXPRESSÃO E ABUSO DO DIREITO DE REAÇÃO.

    • Rodrigo Postado em 09/Jan/2015 às 11:07

      (Outro Rodrigo) Isso. Apenas isso. O problema é que não pensamos em harmonizar direitos (os quais não admitem colisão), mas ficamos a pensar que nosso direito não tem qualquer limite e confundimos liberdade com libertinagem. É salutar uma imprensa livre, ao mesmo tempo que respeitosa, de outro lado existindo o direito a uma reação, que, no caso concreto, jamais se confundirá com o direito a matar.

  14. Roberto Pedroso Postado em 09/Jan/2015 às 10:44

    A direita sempre prodiga em disseminar seu discurso baseado-se no ódio,preconceito e deturpação dos fatos apresenta suas armas, assim como a ultra direita na França que começa a tentar capitalizar mais apoio com o discurso embasado em xenofobia e com isso fomentando um clima perigoso de ódio e hostilidade contra toda a colônia islâmica no País.Nada muito diferente do comportamento da direita no restante do mundo.

    • Rodrigo Postado em 09/Jan/2015 às 11:08

      (Outro Rodrigo) Roberto, basta substituir "ultra direita" por "partido no poder". Seja ele dita "esquerda", dita "direita", o comportamento é o mesmo, ambos sempre alegando que os fins justificam os meios. Os meios sempre são esses por você citados e, os fins... Ah, os fins... Os fins são sempre o enriquecimento ilícito.

      • eu daqui Postado em 09/Jan/2015 às 12:11

        Ou a desgraça do outro. Tem gente que tem uma consciencia tão clara da propria inferioridade que se sente enriquecido mais pela desgraça do outro do que por dinheiro.

  15. Felipe Peters Berchielli Postado em 09/Jan/2015 às 11:31

    O que ocorreu na Veja foi certo? Não,não foi. Mas foi um errado muito menos grave do que o errado que ocorreu em Paris,tentar fazer qualquer paralelo entre os casos é uma burrice absurda,a direita é uma piada no Brasil porque causa dos próprios representantes na mídia,se quiser ser levada mais a sério a direita deveria se desvencilhar de tais personagens.

  16. Onda Vermelha Postado em 09/Jan/2015 às 14:24

    Mais coxinha impossível! Hehehe! Por isso é sempre bom lembrar: "Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma" (Joseph Pulitzer)

  17. Roberto Pedroso Postado em 10/Jan/2015 às 09:56

    Só a direita e seus representantes na mídia Brasileira são capazes de urdir elações absurdas, afirmações fraudulentas e falaciosas,usando de torpes conceitos na tentativa de deturpação dos fatos criando verdadeiros contrabandos ideológicos disfarçados de teses de defesa da democracia,somente a direita é tão insidiosa em sua essência ademais seus membros não se informam deturpam os fatos e ainda se arvoram como defensores dos princípios democráticos.A má fé no terreno das idéias parece ser o principio basal de tais figuras.

  18. Aderson Postado em 12/Jan/2015 às 10:44

    Tentar censurar é uma coisa. Qualquer um pode se sentir ofendido pelo que for e tentar, por meios judiciais e com argumentos, impedir a publicação de algo. Muoto diferente é metralhar alguém que publicou algo que você não goste. Tenho ojeriza de Marco Feliciano, Bolsonaro e afins, mas se eles tentaram fazer algo foi pelos meio judiciais. E quando você vê um veículo que deliberadamente faz apenas críticas à um governo, é suspeito. Assim como eu teria vergonha de trabalhar em um veículo que não faz nenhuma, eu disse NENHUMA, crítica ao atual governo. Imagina se toda a imprensa fosse assim? Seria uma tristeza. E o pior, é esse veículo que quer transformar QUALQUER UM que faça qualquer crítica à ao atual governo em um "parcial, reacionário, a serviço das elites" . E depois não quer que digam que é pago pelo governo? Querem ser. Outro diferentes de Veja? São todos o mesmo nojo. Envergonham - me.

  19. soda cáustica Postado em 13/Jan/2015 às 14:56

    Que cara de pau deles !!!

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