Redação Pragmatismo
Compartilhar
São Paulo 23/Jan/2015 às 10:26
28
Comentários

O que fazer quando a água acabar?

Crise da água em São Paulo: especialistas apontam cenários para quando a água acabar e lições a serem tomadas pelo colapso estadual

 Alckmin PSDB falta água São Paulo

Thiago de Araújo, Brasil Post

Promessa de campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a falta de água em São Paulo é uma realidade há meses em diversos pontos do Estado. Na semana passada, ele admitiu que há sim racionamento (diante da repercussão, tentou voltar atrás), algo que a população – sobretudo a dos bairros mais carentes – já sabia. O que também já se sabe é que, sim, a água vai mesmo acabar. Se não chegar a zerar, terá níveis baixíssimos que afetarão a vida de todos, a partir de março.

Os especialistas ouvidos pelo Brasil Post viram com bons olhos o fato de que o governo paulista, com atraso, reconheceu o racionamento. Também aprovaram a aplicação de multa contra aqueles que consomem muita água – embora a medida, tardia, devesse ser uma política sempre presente, e não para ‘apagar incêndios’ como agora. Contudo, o cenário que se colocará com a chegada do período de estiagem, entre o fim de março e começo de abril, se estendendo até outubro, vai requerer novos hábitos, seja dos gestores ou da população.

Quando acabar a água serão interrompidas atividades que não são consideradas essenciais, com cortes para o comércio, para a indústria e o fechamento de locais com muito uso de água, como shoppings, escolas e universidades”, analisou o professor Antonio Carlos Zuffo, especialista na área de recursos hídricos na Unicamp. Parece exagerado, mas não é. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira (21), os seis mananciais que abastecem 20 milhões de pessoas na Grande São Paulo têm registrado déficit de 2,5 bilhões de litros por dia em pleno período no qual deveriam encher para suprir os meses de seca.

Já em 2002, a Saneas, revista da Associação dos Engenheiros da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (AESabesp), publicava um texto no qual apontava “uma inegável situação de estresse hídrico”, a qual podia “ter um final trágico, com previsões de escassez crônica em 15 anos”. A Agência Nacional de Águas (ANA) apontava, na outorga de uso do Sistema Cantareira de 2004, que era preciso diminuir a dependência desse sistema. Em plena crise, na tentativa de renovação em 2014, havia uma tentativa de aumentar, e não diminuir, o uso do Cantareira. Ou seja, algo impraticável e ignorando as previsões. Não, a culpa não é de São Pedro.

Hoje a situação é muito pior que no ano passado. Em janeiro de 2014 tínhamos 27,2% positivos no Cantareira, hoje temos 23,5% negativos. Ou seja, consumimos 50% do volume nesse período. Mantida a média de consumo, a água acaba no fim de março. É preciso lembrar que janeiro é o mês com maior incidência de chuva em SP, seguido por dezembro. No mês passado, choveu 25% a menos do que a média. Esse mês só choveu 22%, 23% da média. A equação é simples: não vai ter água para todo mundo”, completou Zuffo.

Informação e transparência

Para a ambientalista Malu Ribeiro, da ONG SOS Mata Atlântica, a demora em admitir o óbvio por parte das autoridades trouxe mais prejuízos do que benefícios ao longo dos últimos 13 meses. “A sociedade precisa ter a noção clara da gravidade dessa crise. Quando as autoridades passam certa confiança, como era o caso do governo Alckmin, a tendência é que não se alerte da forma necessária e as pessoas se mantenham em uma situação confortável. Muita gente não acredita na proporção dessa crise, muito se agravou e agora é preciso cautela”, avaliou.

As mudanças na Secretaria de Recursos Hídricos e na presidência da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com as entradas de Benedito Braga e Jerson Kelman, respectivamente, também foram benéficas, já que colocam em posições estratégicas dois especialistas no tema. Entretanto, isso não basta. A necessidade de discutir a gestão da água sob o âmbito estratégico, algo muito teórico e pouco prático no Brasil, é vista como fundamental em tempos de crise.

Há ainda muita ocupação em áreas de mananciais, por exemplo. Então vemos que o comportamento, apesar da crise não ser nova, não mudou. Veja em Itu, onde eu moro, onde a crise foi muito pior e, agora que choveu um pouco, as pessoas acham que não precisam mais poupar, que tudo voltou ao normal. O combate ao desperdício deve ser permanente e temos de ter prevenção. É preciso doer no bolso, por isso a multa deve ser permanente”, disse Malu.

A falta de informação resultou em uma insegurança, sem informar à população sobre o seu papel na crise. A ONU já apontava que a década entre 2010 e 2020 seria da água, e não por acaso, mas no Brasil há uma timidez nesse sentido. É preciso mudar essa cultura de abundância que se tem no Sudeste e desenvolver um plano estratégico, com mais poder aos comitês de bacia. É absurdo o desperdício de água na agricultura, e isso não é discutido. É hora de acordar”, completou a ambientalista.

‘Água cara’ veio para ficar

De acordo com os especialistas, a crise da água expõe também um cenário já esperado, já que a Terra passa por ciclos alternados entre seca e chuvas a cada 30 anos. O atual, iniciado em 2010 e que segue até 2040, será recheado de períodos de seca em regiões populosas, quadro a se inverter apenas daqui a 25 anos. Assim, é preciso mudar hábitos, antes de mais nada. Mesmo em tempos de calor excessivo, há quem ainda não tenha se dado conta disso.

Muita gente se vê alheia ao problema e, com o calor, acaba correndo para compras piscininhas e usa a água para o lazer. O Carnaval que está chegando também ajuda a tirar o cidadão comum do foco, como ocorreu durante as eleições. Isso não é mais possível. Há a responsabilidade dos gestores, mas também é preciso que o cidadão se atente ao seu papel, sob pena de termos novas ‘cidades mortas’, como no Vale do Paraíba ou no Vale do Jequitinhonha, onde os recursos naturais foram exauridos”, afirmou Malu.

E que ninguém se anime com a promessa da Sabesp de que ainda há uma terceira cota de 41 bilhões de litros do volume morto do Cantareira, cujo uso deve ser solicitado pelo governo paulista junto à ANA nos próximos dias. “Sabemos que 45% do Cantareira que não é captado é volume morto. A terceira cota restante não é toda ela captável. Teríamos com ela mais uns 10%, suficiente só para mais algumas semanas”, comentou Zuffo.

Medidas sugeridas ao longo da crise, o reuso da água e a dessalinização são medidas caras e que dependem de outros aspectos para serem implementadas – e, com o possível racionamento de energia elétrica, podem não sair do papel. Ou seja, não são a solução a curto prazo. O uso de mais água de represas como a Billings (com sua notória poluição) também dependem de obras – outro entrave para quem gostaria de não ver a falta de água por dias seguidos se tornar uma realidade por meses a fio. Sem chuva, só há um caminho a seguir.

Há uma variabilidade cíclica natural, que nada tem a ver com o aquecimento global, mas não temos engenharia para resolver a questão no curto prazo. Temos é que ter inteligência para nos adaptar e reduzir de 250 litros para 150 litros, ou ainda menos, o consumo de água por cada pessoa. Há países europeus em que o uso não passa de 60 litros/pessoa. É preciso usar menos e tratar a água de maneira que ela possa ser reutilizada. Tudo depende de tecnologia e novos hábitos”, concluiu Zuffo.

LEIA TAMBÉM: E se a água realmente acabar em São Paulo?

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook

Recomendados para você

Comentários

  1. Igor Postado em 23/Jan/2015 às 10:58

    Texto perfeito! O governo do psdb falhou feio ao não dar a devida atenção aos recursos hídricos anos atrás. Porém, precisamos mudar o foco. Ficar xingando o Alckmin de nada vai adiantar. A crise é muito mais complexa. O texto aborda a crise em todos os seus aspectos, contando ainda com as sábias palavras da ambientalista Malu Ribeiro. A situação é muito mais grave do que a gente imagina. Não podemos esquecer que NÓS também precisamos agir.

  2. Thiago Teixeira Postado em 23/Jan/2015 às 11:18

    E se o governador fosse petista?

    • Thiago Teixeira Postado em 23/Jan/2015 às 12:35

      Claro! Semelhante as reportagens o que a Globo, SBT, BAND, Record, UOL, IG, VEJA, G1, Folha, Estadão e O Globo fazem hoje em relação ao clima? Genial.

    • André Postado em 23/Jan/2015 às 15:13

      Se o governo fosse petista há 20 anos, como é o caso do governo tucano, isso simplesmente não teria acontecido

  3. Luana Postado em 23/Jan/2015 às 12:30

    A política neoliberal do PSDB gerou a maior crise hídrica da história da maior cidade da América Latina. A culpa não é da falta de chuvas na região sudeste, mas sim da falta de planejamento e de obras de captação de armazenamento da água. Lamentável. Incompetência define os 20 anos de governos do PSDB em São Paulo.

    • Priscila Postado em 23/Jan/2015 às 14:49

      E a maioria dos paulistas querem este governo na Presidência, pense? Muito provável que Geraldo Alckmin seja o próximo candidato à Governo Federal... Aí já era...

      • poliana Postado em 25/Jan/2015 às 15:29

        Aí já era pq priscila? O alckimin será o adversário de lula de novo???? Kkkkkkkk

  4. Walter Postado em 23/Jan/2015 às 12:31

    No ano de 2003 a Folha de São Paulo alertava sobre a falta água já no ano de 2010 Geraldo eleito neste ano e reeleito em 2014 já estamos em 2015 isso é MERITOCRACIA.

  5. Walter Postado em 23/Jan/2015 às 12:35

    GERALDO.

  6. Walter Postado em 23/Jan/2015 às 12:44

    Desde de 2003 já se alertava a falta água em São PAULO.

  7. Salomon Postado em 23/Jan/2015 às 13:29

    Qualquer livro de geografia trás essas informações sobre o clima. Qualquer nordestino (bovino, aliás) conhece, e muito bem, o ciclo das águas e das chuvas. Mas, os inteligentes neoliberais que governaram Minas e São Paulo.... bom... é chover no molhado. Ontem vi o imenso esforço de um 'especialista' de uma emissora 'insuspeita' de televisão colocando a culpa da 'crise hídrica' nas costas do povo, de São Pedro, no desmatamento da amazônia e na falta de repasse de dinheiro do governo federal. Falta de repasse, cara pálida? Quando privatizaram a Sabesp, na bacia das almas, consultaram o governo federal? Meu Deus, Socorro, Polícia...Sim, a culpa é mesmo do PT, que, desgraçadamente, não regulamentou o art 220 da CF.

  8. Audrey Laiosa Postado em 23/Jan/2015 às 14:41

    Tudo bem q é ótimo ver o governo tucano demonstrando toda a sua incompetência... o problema é q quem vai se dar mal nessa somos nós... :-/

  9. Jonas Schlesinger Postado em 23/Jan/2015 às 15:08

    Porque botar o Alckmin bebendo água? Pode isso? '-'

    • Priscila Postado em 23/Jan/2015 às 15:35

      Pq não? Já que ele é o governador do estado, do partido que a grande maioria dos paulistanos veneram!!!

  10. NILTON BR Postado em 23/Jan/2015 às 15:30

    Os paulistanos devem cobrar responsabilidades pelo desabastecimento de água que inviabiliza a vida na maior cidade brasileira. Políticos e executivos das autarquias gestoras de águas não poderiam evitar a estiagem prolongada, mas demoraram para tomar providências que atenuassem seus efeitos. Campanhas educativas sugerindo economizar água e evitar seu desperdício produziriam melhor resultado se tivessem sido iniciadas há mais tempo. Uma questão fundamental é saber desde quando as informações sobre a estiagem ficaram disponíveis aos gestores de águas, uma vez que gráficos elaborados com os registros históricos de precipitações pluviométricas permitem prever a ocorrência de chuvas intensas ou estiagens prolongadas com antecedência de vários anos .

  11. Tiago Postado em 23/Jan/2015 às 15:35

    Como de praxe, trazendo para o viés do Governo uma discussão que deveria ser de Estado. Enquanto isso o nível do cantareira e de tantos outros reservartórios do País, que são apartidários, estão se esvaziando... Esvaziando... Esvaziando...

  12. Marcus Marx Postado em 23/Jan/2015 às 15:44

    Eu acho que os coxinhas estão certos. Tem que separar SP do resto do país. E o quanto antes!!!

    • Ebanonil Postado em 23/Jan/2015 às 17:52

      Agora que o Estado esta falindo eu duvido que o separatistas fascistas irão desejar

  13. silvia carvalho Postado em 23/Jan/2015 às 15:50

    ALMENTE SUA GRAMÁTICA! KKKKKKKKKKK AUMENTE SUA ATENÇÃO! Vai dizer que tudo é roubo e comércio para invalidar a percepção da grande incapacidade de gestão do PSDB?

  14. Lígia Postado em 23/Jan/2015 às 16:38

    A essa altura do campeonato, vpu achar estranho é ae os outros estados não quiserem se separar de São Paulo!

  15. Maria Lucia Postado em 23/Jan/2015 às 16:43

    Nilton, dados estatísticos de 2010 mostram aumento do índice pluviométrico, em SP, noaqs anos anteriores e mesmo 2010; Em 2011 o nível de chuva foi tamanho, na represa do Sistema Cantareira, em Atibaia, que a população dessa cidade temia por inundação na cidade. A população de alguns bairros foi retirada de suas casas, por prevenção. Em 2012 foi normal. Aí, em 2013 começou a falta de chuva. O padrão climático mudou, ou melhor, desapareceu. Não existe mais padrão climático. As previsões do Climatempo, que apresentavam alto índice de confiabilidade, deixaram de ser confiáveis. Nunca acertam. Não existe mais padrão. NÃO ACREDITO MESMO que tudo isso seja obra da natureza. Não é o fim do mundo como querem fazer oo povo acreditar. É sabotagem.

  16. sandrs Postado em 23/Jan/2015 às 16:44

    Tudo isso e a maior farsa da historia, a agua nao acabou, simpliente estao boicotando e vem coisa bem pior, aguardem e veras a verdade

    • Pedro Postado em 24/Jan/2015 às 10:47

      Você esta usando seu chapeu de papel-aluminio?

  17. Luiz Parussolo Postado em 23/Jan/2015 às 20:14

    Escrevi sobre as consequências sobre os esgotos e detritos por odor, ambiente externo e interno, etc. e não foi postado. Agora espero postagem. Falam os especialistas que de 30 em 30 anos a terra alterna ciclos. Sou leigo e com poucos conhecimentos teórico mas com mais de dois períodos de 30 anos vividos e minha família está no estado de São Paulo desde o final do século XIX. Não vivi esses períodos alternados nem contínuos e nem descontínuos em minha vida toda e nem ouvi de meus pais e de outros tradicionais, todos de origem rural, o mais importante, referências sobre períodos distintos de chuvas regulares e estiagens. Vejo mentiras para acomodar uma realidade sinistra que vem sendo mostrada por naturalistas desde a década de 1950 pela necessidade de mapeamento geoeconômico e preservação de matas ciliares e mananciais e tudo veio sendo delapidado, inclusive rios por assoreamentos devido eles ser de barrancos e nossos solos arenosos, Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, este último começou já no Governo Sarney com árvores adultas como coberturas e pecuária por baixo, principalmente o Pará. E o agronegócio com a expansão sem controle,avança sem fronteiras. Tem a exploração indiscriminada de minérios por empresas internacionais e o contrabando de madeiras está inclusive invadindo o coração da Amazônia expulsando e matando índios totalmente nativos vindo alguns aparecendo desesperados e assustados em cidades, segundo informações. O estado de São Paulo que foi derrubado para café e pecuária havia sobrevivido algumas reservas e preservado alguns mananciais, córregos e rios. Depois, com o desaparecimento quase total da agricultura e o definhamento da pecuária e a expansão da cana-de-açúcar reservas, mananciais, aguadas, represas, córregos, rios o que não desapareceu está condenado e em filetes e a terra morta, seca e degradada. Os políticos e os técnicos, estes devido àqueles, para mim mentem deslavadamente para esconder o que suas irresponsabilidade e nescidade e a ganância capitalista rural e urbana fizeram e estão fazendo com o Brasil. A crise climática e hídrica não é só de São Paulo e sim do país inteiro. Os poucos estadista que existiram no passado remoto morreram, morrendo natural ou não, ou foram calados e excluídos.

  18. Pedro Postado em 24/Jan/2015 às 10:46

    O Pais entraria em uma crise de dificil resoluçao. Vamos importar energia da Argentina, ja importamos boa parte dos 50% de Itaipu destinadas ao Paraguai. Eu soh acho insolito que o pais com a segunda maior reserva de agua potavel do mundo nao consiga enfrentar uma crise dessas. Infelizmente o pessoal esta focando na rixa PT-PSDB, mas essa crise é cultural nossa: temos um rio morto cruzando a cidade de Sao Paulo, a Billings é poluida (porque?), jah se sabia que o sistema Cantareira nao aguentaria a porrada: o que isso tem a ver com PT ou PSDB? Talvez um bela e verdadeira crise apague de uma vez por todas essa polarizaçao acéfala que assola a nossa ja empobrecida cultura.

  19. Carla Postado em 24/Jan/2015 às 11:24

    Gostaria, do fundo do meu coração, de entender o que leva tantos a pensar que se o governo do Estado de SP fosse do PT ou de qualquer outro partido a crise não existiria. Qual é o indicador, o que os governos dos outros partidos fizeram que justifique tal afirmação. E quanto às hidreletricas, o governo federal nao fez o mesmo que o Alckmin? O problema não é qual partido temos no poder, o problema é que nos enganamos, não assumimos que a ineficiencia é de cada brasileiro, começa em cada um de nós. O reflexo dessa isenção de responsabilidade está em nossos governos. Eles também se isentam, e nós endoçamos essa atititude toda vez que entramos nessa discussåo infantil de quem erra menos ou mente melhor. Uma discussão que abre mão da racinalidade, e ondfe os partidos viram time de futebol. "O Brasil nåo vai pra frente por causa dos Ptistas" ,O Brasil não vai pra frente por causa dos PSDBistas", a culpa é sempre do outro. Cada brasileiro poderá facilmente apontar erros cometidos pelos "outros" partidos. A ineficiência no Brasil é sempre tolerada e pior, justificada pelos partidários. E nessa história toda perdemos nossa energia, nossa autonomia, passamos a jogar a culpa em tudo, menos em nós mesmos, que nunca sequer nos interessamos em saber da situação de nossas represas e hidreletricas antes da seca bater à nossa porta. Que não cobramos de nossos políticos uma atitude enquanto havia tempo. Mas não, isso é obrigação deles não é? Paguemos o preço de nossa omissão.

  20. Roberto Pedroso Postado em 24/Jan/2015 às 12:23

    Independentemente de bandeira partidária se faz necessário um choque de ética pois o fato é que noBbrasil até mesmo as paralelas se encontram pois se o governo Dilma é incapaz e incompetente em vários setores os governos PSDebistas são igualmente incompetentes e pífios em sua habilidade de gerir a maquina publica o problema é a parcialidade e postura tendenciosa de alguns cidadãos e meios de comunicação que cobram veementemente por ética e responsabilidade desde que o responsável pelo (des)governo não seja do seu partido.Vemos o caso de São paulo e a administração ridícula de um partido ordinário que conduz o estado em direção ao abismo(basta checar os números referentes a educação publica no estado os índices de violência e as crise de corrupção como os casos envolvendo o cartel do metro e trens metropolitanos,além do escândalo envolvendo um desvio de cerca de quarenta milhões de empresas que prestavam serviços ao Detran)devemos cobrar por ética responsabilidade e seriedade de todos os partidos de todas as administrações independentemente da bandeira partidária,só assim construiremos uma republica real,sólida e verdadeiramente respeitável.

  21. Roberto Pedroso Postado em 24/Jan/2015 às 13:55

    *e as CRISES de corrupção...(desculpem-me pelo erro)