Redação Pragmatismo
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Economia 29/Jan/2015 às 16:44
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“Estou cautelosamente otimista com o Brasil”, afirma Nouriel Roubini

Eonomista da Stern School of Business da Universidade de Nova York afirmou estar “cautelosamente otimista” com o Brasil. Na leitura de Roubini, as visões de que o Brasil poderia se aproximar do modelo político e econômico da Argentina e da Venezuela são equivocadas

nouriel roubini
Nouriel Roubini é o economista que previu, ainda em 2005, a crise econômica que abalou o mundo em 2008 (divulgação)

O economista Nouriel Roubini, da Stern School of Business da Universidade de Nova York, afirmou estar “cautelosamente otimista” com o Brasil. Segundo ele, apesar de haver dúvidas no mercado sobre a disposição da presidente Dilma Rousseff de fazer ajustes na economia, “o custo de não fazer é muito maior”.

“Não há escolha. O custo é um ano de sofrimento, mas é melhor que não fazer e ser um desastre nos próximos quatro anos”, disse Roubini durante palestra em conferência promovida pelo Credit Suisse com investidores.

Na leitura do economista, as visões de que o Brasil poderia se aproximar do modelo político e econômico da Argentina e da Venezuela são equivocadas, já que há no país um grau significativo de moderação política.

Segundo Roubini, os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, mostraram ser uma “equipe sólida” durante o Fórum Econômico Mundial em Davos.

Na avaliação de Roubini, as intervenções do Banco Central (BC) no mercado de câmbio por meio dos leilões de contratos de swap visam ganhar tempo enquanto as medidas de ajuste fiscal não surtem efeito.

Questionado sobre a validade dessas medidas, o professor afirmou que se trata de “um debate em curso”, pois o movimento do real depende do efeito da nova política econômica e do preço das commodities. O risco é o custo que as intervenções implicam para o BC, ponderou.

O economista também observou que as taxas de juros no país podem ajudar a amortecer um eventual efeito da subida dos juros nos Estados Unidos sobre o real. Nesse sentido, afirmou, o Brasil está mais bem preparado que países emergentes que mantiveram a política monetária mais frouxa. “Pressões, se houver, vão ocorrer por conta de políticas não críveis e não por causa das taxas de juros”, disse.

VEJA TAMBÉM: Mitos e verdades sobre o “bolivarianismo”, a palavra da moda no Brasil

Valor Econômico

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Comentários

  1. Denisbaldo Postado em 29/Jan/2015 às 16:58

    https://www.youtube.com/watch?v=U8LX046Iwv0 https://m.youtube.com/watch?v=KoZWJYkONac Serah que tah faltando agua mesmo? Do PSDB eu nao duvido de mais nada.

  2. Guilhermo Postado em 29/Jan/2015 às 22:33

    O Brasil já tem a quarta cidade mais violenta do mundo e 19 na lista das 50 mais violentas. Estou "otimista" que logo teremos o 1º lugar.

    • Thiago Teixeira Postado em 30/Jan/2015 às 11:52

      Tomara, não é mesmo? Vamos torcer para isso. Quanto pior, melhor (uma vez que meu candidato perdeu as eleições).

      • Guilhermo Postado em 31/Jan/2015 às 15:58

        Usei aquela figura de linguagem que você gosta bastante Thiago. O uso das aspas deixa isso ainda mais claro. Quase óbvio. Espero que tenha percebido.

    • rafa Postado em 30/Jan/2015 às 12:01

      sao 502 anos d descaso e só 12 d tentativa d melhorar..

  3. Flávio Postado em 29/Jan/2015 às 23:10

    Deve estar mesmo, isso aqui é paraíso pra banqueiro. É a população mais carente sempre pagando o tal superavit primário que escorre pelos ralos da dívida pública.

  4. Joaquim Neto Postado em 30/Jan/2015 às 00:34

    Não há como ser otimista com a situação (nem mesmo "cautelosamente" otimista) até que o Brasil melhore o seu desempenho no quesito *liberdade econômica*. Não é questão de ideologia, mas de bom senso. Os países mais prósperos do mundo são também os mais economicamente livres (Hong Kong, Singapura, e Nova Zelândia são os primeiros colocados no Índice de Liberdade Econômica de 2015, da Heritage Foundation). Os antigos países comunistas que entenderam isso (China, Vietnam, Laos) estão crescendo. Os que resolveram se fechar (Koreia do Norte, Cuba, Venezuela) estão cada vez mais pobres. Deng Xiaoping, um dos poucos comunistas sensatos de que se tem notícia, declarou que "não importa a cor do gato, o que importa é que ele pegue o rato". Já os socialistas brasileiros, comandados pelo PT, acham que o importante é a cor do gato, e persistem no erro. Eles insistem em colocar a ideologia acima da eficácia (tudo, menos o "neoliberalismo", eles insistem) e não percebem que a Economia é uma ciência. Enquanto os líderes brasileiros continuarem com esse pensamento desejoso não há como ser otimista.

    • rafa Postado em 30/Jan/2015 às 12:05

      o brasil tem vocação autossuficientista. luladilma tem sido mais liberais do que desejariam outras esquerdas, e mais à esquerda do que desejam os exploradores de mais-valia. onde não há liberdade econômica no brasil??

    • Denisbaldo Postado em 30/Jan/2015 às 13:17

      A China eh um dos paises mais protecionistas e intervencionistas do planeta. O seu cambio é atificial, sua mao de obra eh escrava, utiliza-se constantemente de praticas desleais de cmercio, suas empresa sao estatais, eh comunista, ec, ec, etc. O mais engracado hoje eh ver COXNHA pagando de especialistaj em economia internacional enalteendo a China como exemplo de pais livre. Pra voces o simples fao dela ser a maior economira do mundo significa liberdade e dewevnvolvimento.

  5. Guilherme Postado em 30/Jan/2015 às 00:45

    Essa notícia me deixou cautelosamente confortável.