Redação Pragmatismo
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Aborto 20/Jan/2015 às 18:34
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As consequências dos 40 anos da legalização do aborto na França

Dentre as maiores conquistas do pós-68 na França, sem dúvida o direito ao aborto livre e seguro foi das mais extraordinárias e incontestes. Contemplou a todas as mulheres que puderam expressar seu direito individual e inalienável de escolha

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Os ecos ainda ressoam na memória e nos trazem uma imagem nítida e esfuziante, porque carregada da emoção de uma mobilização nacional sem precedentes. Dentre as maiores conquistas do pós-68 na França, sem dúvida o direito ao aborto livre e seguro foi das mais extraordinárias e incontestes. Contemplou a todas as mulheres que puderam, assim, romper a solidão e a clandestinidade, o medo e a vergonha, para expressar seu direito individual e inalienável de escolha.

Foram muitas as etapas de uma estratégia vitoriosa que ganha força no início dos anos 70, primeiro com a divulgação, em 1971, do Manifesto das 343 pelo Nouvel Observateur, declarando já ter realizado um aborto clandestino, então considerado crime com base na lei de 1920. Naquele mesmo ano, dá-se a criação da organização Choisir, de iniciativa de Gisele Halimi, advogada notável e incansável na sua cruzada em favor da descriminalização do aborto. Em 1973, surge o MLAC (Movimento pela Liberalização do Aborto e da Contracepção) que reúne à época não apenas feministas, mas também membros da classe médica que passam a praticar aborto seguro, ainda que ilegal e passível de prisão.

Finalmente, o governo Giscard d’Estaing, na pessoa de sua Ministra da Saúde, Mme. Simone Veil, ousa levar ao hemiciclo da Assembléia, em novembro de 1974, um projeto de lei para autorizar o aborto. A Lei Veil será aprovada em 17 de janeiro de 1975, resgatando o que a Ministra denominou “uma convicção de mulher”: o aborto é uma decisão difícil, conflitiva, dolorosa, sempre revestida de um drama individual. Nada, no entanto, justifica manter uma lei repressiva que coloca em risco vidas e a saúde reprodutiva de milhões de mulheres. A interrupção voluntária da gravidez, sob controle médico, revela-se a melhor maneira de celebrar a vida e preservar a integridade física e psicológica das mulheres, dimensão incontornável de toda sociedade democrática.

Após 40 anos, o saldo é dos mais positivos. Segundo estatísticas oficiais, há menos de 1 morte/ano na França em consequência da prática do aborto (0,3 morte por 100.000 IVG). São realizadas anualmente cerca de 220 mil interrupções de gravidez, um número que se mantém praticamente inalterado nas últimas décadas, explicitando o fato de que, apesar dos métodos contraceptivos, estes nem sempre funcionam satisfatoriamente, sem falar nos riscos fora de controle. A título de ilustração, vale assinalar que, segundo a pesquisa Fécond (2013), somente 3% das francesas entre 15 e 49 anos, que nem estavam grávidas, nem tampouco se declararam estéreis, e assumiam relações heterossexuais, afirmaram não empregar nenhum método contraceptivo para evitar uma gravidez indesejada. Logo, não se fica grávida por irresponsabilidade.

Dois métodos de abortamento estão disponíveis, inteiramente gratuitos, até 12 semanas de gravidez. A opção cabe às mulheres, inclusive menores de idade (sem autorização parental). O aborto cirúrgico, realizado na rede hospitalar, tem, ademais, tarifa revalorizada de forma constante pelo poder público, para evitar que sua prática seja questionada. Já o aborto medicamentoso, feito a partir da ingestão de comprimidos (pílula do dia seguinte), demanda apenas algumas horas de observação e pode ser realizado tanto em consultório quanto em hospitais. Este tipo de procedimento já é majoritário (57%) no país.

Em paralelo, porque as mulheres podem fazer escolhas, a França exibe hoje uma das taxas de fecundidade mais altas da Europa (2,03).

Atualmente, apenas três países europeus ou proíbem o aborto (Malta) ou restringem seu acesso legal a casos de risco de morte da mãe, estupro ou anencefalia (Irlanda e Polônia). As feministas no continente mobilizam-se para incorporar à Carta Européia dos Direitos Fundamentais a liberdade do aborto. Numa outra frente, lutam para que os cortes no orçamento, impostos pelas políticas ortodoxas notadamente na saúde, não venham sabotar um direito conquistado.

Em 17 de janeiro de 1975, os deputados franceses que aprovaram o direito a um aborto legal e seguro eram majoritariamente homens.

Já no Brasil, inúmeros projetos de lei em defesa da legalização do aborto continuam engavetados no Congresso; centenas de brasileiras já declararam publicamente ter abortado; o SUS tem todas as condições de prestar tal serviço, até porque os custos de um aborto medicalizado são infinitamente menores do que aqueles decorrentes de complicações de interrupções clandestinas, muitas vezes em mãos de criminosos, como nos recordam os casos recentes de Jandira Madalena e Elizângela, mortas por falha do Estado brasileiro.

Leia também: 850 mil mulheres realizam aborto no Brasil por ano

No quesito direito a um aborto seguro e legal, nós brasileiros estamos atrasados, pelo menos 40 anos e, no que depender apenas dos legisladores, ainda com chances pífias de mudança.

Lena Lavinas, Carta Capital

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 20/Jan/2015 às 22:06

    está anos luzes adiantado na sociedade. A américa latrina ainda tá na idade da pedra e legalizar o aborto vai se tornar uma carnificina. Se transou e não se cuidou problema seu. Pior do que pais vagabundos, são vagabundos que não querem ser pais. Na hora de virar os olhos e gemer foi bom, o ruim é aguentar o choro do bebê.

    • Jonas Schlesinger Postado em 20/Jan/2015 às 22:07

      *A Europa está anos luzes...

      • débora Postado em 22/Jan/2015 às 09:42

        *anos-luz

    • Jonas Schlesinger Postado em 21/Jan/2015 às 17:13

      Voltando o assunto. Tomara Deus ou aos deuses que essa lei nunca sejam sancionadas. Também aquele lance sobre a maconha. Libertinagem! Vai aumentar o fluxo de vagabundos nas ruas e nos bairros nobres. Queira deus não e que continuem na periferia na sua bocada mesmo. Amém.

      • Danylson Postado em 21/Jan/2015 às 18:41

        Desenvolva melhor isso ai amigo. Como é que legalizar maconha ou aborto vai aumentar o número de vagabundos? Há vários lugares no mundo em que ambas as coisas foram legalizadas e tal aumento não se constatou. Me ajude a entender a lógica do argumento, por favor...

      • Cesar Ribeiro Postado em 21/Jan/2015 às 21:39

        Espero que esta porcaria de país nunca vire uma jesuscracia, acho que já merecemos por um pouco a cara fora da era das trevas, sair do período colonial!

      • Marcelo Postado em 22/Jan/2015 às 00:18

        Teus argumentos parecem os do meu avô. Acorda pra vida, Jonas.

      • Julia Berbet Postado em 22/Jan/2015 às 03:50

        Cara, serio. A maioria dos usuarioa de maconha e inclusive os que sustentam esse mercado é o pessoal dos bairros nobres. Para não falar de drogas mais pesadas. Cansei de ir a praia e sentir o cheiro e quando olho para o lado: filhinho de papai.

      • Luiz Paulos Postado em 22/Jan/2015 às 07:36

        Não o Brasil que está na idade média, é você. No teu pensamento, só pobre drve conviver com tráfico? Pois te digo que o dinheiro para o tráfico vem da elite, os pobres só ficam com o ônus mesmo. Não se trata de um problema da periferia, se trata de um problema social. Além do mais, quando um bebê nasce numa situação de irresponsabilidade dos pais, é somente ele quem vai sofrer. Neste caso, é melhor interromper sim a gravidez, por uma questão de planejamento familiar. Sabe o que é isso? Provável que não, pois na idade média, não tinha...

      • Luisa Pinheiro Postado em 22/Jan/2015 às 11:46

        Pelo visto você nunca foi na Europa. Fosse você viajaria mais.

      • francisco Postado em 22/Jan/2015 às 14:11

        vagabundos são os que não tem o que fazer a ponte de cuidar da vida alheia o tempo todo...legalizar não é obrigar quem não usa a usar o quem noa faz a fazer ...ser contra a legalização é uma coisa diabólica por que estou sendo a favor do sofrimento alheio...quem tem deus no coração não defende o sofrimento alheio...

      • Jonas Schlesinger Postado em 23/Jan/2015 às 17:42

        Que besteira, Simone! Não fale tolices. A questão aqui não é essa. A questão aqui é que, quando as duas partes se descuidam e tem um bebê a gerar. Tantas e tantas mulheres saudáveis iam abortar a qualquer hora. Merda define essa lei.

      • José Postado em 11/Feb/2015 às 18:39

        Jonas Schlesinger, eu sei que vc é um troll, mas não resisto: Vai pro Estado Islâmico!

      • Dayane Postado em 11/Mar/2015 às 08:58

        Queria ver é ir defender o cristianismo do Estado Islâmico. Ser um mártir da fé.. Vai lá, vai Jonas...

    • Simone Postado em 22/Jan/2015 às 07:25

      Jonas, e no caso de aborto e de mulheres que correm risco de morte, como uma amiga minha que no início dq gestação descobriu estar com câncer no figado, alem de sarcoma na garganta?

    • Yadla Postado em 22/Jan/2015 às 11:33

      Cara, que tal pensar um pouco antes de cagar tanta regra? Como o próprio artigo diz, economicamente o aborto é benéfico para a sociedade. Do ponto de vista de saúde, também é, pois muitas mulheres MORREM tentando abortar ilegalmente. Socialmente falando também é, pois iriam deixar de existir muitos pais despreparados ou vagabundos, que só aumenta o número de crianças problematicas na sociedade. Tento em vista isso, qual o lado ruim em deixar as pessoas abortarem? Afeta sua religião, é isso?

    • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 10:59

      Também temo que, legalizado, vire contraceptivo usual de primeira mão. Por isso minha opinião sobre o assunto ainda oscila..........

  2. Thiago Lopes Postado em 21/Jan/2015 às 02:12

    Thiago Teixeira, porque vc não apareceu ainda pra falar suas asneiras? Vc já pediu pra algum PM te dar uma sova daquelas hoje?

    • Jonas Schlesinger Postado em 21/Jan/2015 às 10:57

      Cara o Thiago Teixeira tá só zuando. Vc levou a sério demais, calma!

    • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 11:00

      Zoe com ele também, Lopes.

  3. Denys Postado em 21/Jan/2015 às 08:55

    Se isso se chama evolução. Voltem que deu merrrrrddaaaa !

  4. luis Postado em 21/Jan/2015 às 11:31

    Como assim "atrasados"? Virou corrida, agora?

  5. poliana Postado em 21/Jan/2015 às 11:42

    Sonho com o dia em q isso tb aconteça no brasil. Lutaremos eternamente para termos o direito ao aborto legalizado nesse país! A luta continua!!!!

    • eu daqui Postado em 21/Jan/2015 às 13:25

      Deixa de ser suja e irresponsável e vai usar o dinheiro da pinga pra comprar camisinha, pobriana !!!!!!!!!!!!!!!!!

      • Thiago Teixeira Postado em 21/Jan/2015 às 13:54

        Uaaaauuuuuuuuu!!!!!!!! A neta do Luiz Carlos Prates apareceu!!!!!!!!!!!!! kkkkkkkkkkkkkk

      • poliana Postado em 21/Jan/2015 às 15:00

        e vc, eu daqui, vai tomar no seu cu sua vagabunda! e vá cuidar da sua vida tb sua idiota!

      • Jonas Schlesingers Postado em 21/Jan/2015 às 17:08

        Eu daqui. É nois, minha turca linda kkkk

      • jéssica Postado em 22/Jan/2015 às 10:23

        É isso ai Poliana! Essa gente estúpida e hipócrita falando merda aqui me dá a impressão de que não leram bem a reportagem: na França, onde o aborto é legal são realizados cerca de 220 mil interrupções e sua taxa de mortalidade é menor que 1; Brasil, onde as leis ainda prevalece a ilegalidade, são realizados mais de 850 mil interrupções e a taxa de morte pela falta de um suporte que garanta o êxito da cirurgia sem a mulher perca a vida é bem elevada, mas a não legalidade das coisas impede que um levantamento ostensivo desses casos venha à tona. Só quando acontecem casos impossíveis de evitar a denuncia declarada publicamente.

      • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 11:04

        Aqui não é França, jéssica que rima com péssima: estúpida e hipócrita é quem faz uma comparação descabida dessas. Vai estudar, cotista e vai viajar pra conhecer as diferentes realidades, pobretona. E aqui também não é baixo meretrício, pobriana, para se tentar amordaçar a divergencia com baixo calão gratuito. Repito e insisto: tirem da pinga o dinheiro da camisinha. Deixem de ser porcas e irresponsáveis.

  6. Thiago Teixeira Postado em 21/Jan/2015 às 15:27

    Meninas!!!!!!!!!!!!!!!! Olhem o decoro!!!!!!!!!!!!

    • poliana Postado em 21/Jan/2015 às 15:46

      essa vadia n sabe respeitar ninguém aqui thiago! acha q é a dona da verdade! de uma arrogância sem precedentes! n me conhece, e se achou no direito de me insultar pq sou a favor a legalização do aborto!!!??? quem é ela pra me julgar por isso!!!!??? uma vagabunda, antipática, arrogante e mal educada, q n tem o mínimo respeito pelo próximo! inclusive já cansei de vê-la lhe desrespeitando tb. mas enfim...qta antipatia dessa vagabunda! queria vê-la falar essas coisas na minha cara!n tem coragem nem de usar o nome verdadeiro, essa palhaça!!!!!!!!!!!!

      • Jéssica Postado em 22/Jan/2015 às 13:54

        Poliana..ela que não respeita ad pessoas!? Olha seu palavriado..vc é baixa e estúpida!! Vai tomar vergonha na sua cara e já que sua mãe não te abortou..pula de um prédio de cabeça que não vai fazer nem falta!

      • poliana Postado em 22/Jan/2015 às 18:20

        E vc cale a boca tb. N sabe de nada e fica se metendo. Ridícula..vem aki uma vez na vida e acha q sabe da coisas!

      • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 11:12

        Primeiro: Thiago é gozador e eu me aproveito disso pra zoar também. Não é que não o respeite. É que para extremistas como vc, pobriana, questionar é desrespeito, como na cabeça de todo totalitarista. Segundo: se ao vivo e a cores, eu não precisaria nem abrir a boca pra vc querer me bater, despeitiana, pois que sou turquíssima e portanto dourada e cabeludona...kkkkkkkkkkk

    • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 11:06

      kkkkkkkkkk........A víbora nunca aguenta uma dose mínima do prórpio veneno: julgar e rotular por causa da divergencia eu aprendi foi aqui no PP. Adivinha com quem? kkkkkkkkkk

  7. Ellen Rosa Postado em 21/Jan/2015 às 16:59

    Homens contra o aborto... Nada novo sob o sol.

    • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 11:14

      Alguns são a favor mas não necessariamente por serem a favor de direitos femininos mas por serem contra as próprias responsabilidades. Cuidado com gente que parece muito modernosa em tudo.

  8. Lopes Postado em 21/Jan/2015 às 19:47

    Só sou a favor do aborto quando houver risco de morte para mãe ou 0% de chances do bebê sobreviver após o parto.

  9. Carolina Postado em 21/Jan/2015 às 23:54

    Queria saber duas coisas sobre esses abortos legalizados. Tem algum tempo certo pra se fazer o aborto ou pode ser em qualquer estágio? Por exemplo, x semanas ou até 2 meses etc? E qual a defesa das pessoas que são a favor diante da seguinte questão: nós mulheres temos o direito de fazer o aborto, ok., mas e as crianças não teriam direitos também? Direito à vida etc? Como são colocadas essas questões? Acho muito interessante que seja discutido isso, mas são duas dúvidas persistentes que preciso que sejam sanadas. Obrigada.

    • Priscilla Postado em 25/Jan/2015 às 01:08

      Na maioria dos países onde o aborto é legalizado, há um limite para o tempo de gestação, que costuma ser de até 12 semanas, antes da formação do sistema nervoso do feto. A questão do direito da "criança" é avaliada pela reflexão de quando se inicia a vida. Para algumas pessoas, principalmente as religiosas, ela se inicia na fecundação, mas na medicina e na biologia pode-se considerar que o início da vida é a "vida cerebral". Afinal, se há "morte cerebral", mesmo com o coração batendo, também há um período de inatividade cerebral do feto que é semelhante à morte cerebral. Nos países onde é permitido com maior tempo de gestação, a anestesia que a gestante toma também passa para o feto, que, portanto, não sente dor. Mas com mais de 12 semanas, eu considero bem cruel.

  10. Silmara Postado em 22/Jan/2015 às 00:09

    Sou totalmente a favor do aborto, porém a maioria dos brasileiros não estão preparados para tal legalização. Deixariam de se previnir pela opção do aborto. A França está muito mais evoluída neste quesito. Uma educação apropriada seria um bom começo, mas aí já é puro devaneio. Infelizmente, aqui tudo vai muito além da legalização, seja ela qual for. A complexidade é extrema para que não vire bagunça.

  11. Vitor Pedro Postado em 22/Jan/2015 às 00:13

    É graças ao aborto que falta tanta mão-de-obra na França e em tantos outros países "adiantados": matando os fetos, poupa-se dinheiro para viver "mais" e "melhor", e educa-se o/a filho/a que nasce de modo que ele/a assuma apenas os cargos mais e mais "importantes", deixando de lado tantos outros que são empregos "menos dignos" dos cidadãos... daí que se faz necessário abrir as portas aos estrangeiros, sobretudo africanos, para fazer o serviço que os europeus brancos, sábios e puros não têm vontade de fazer; daí se criam os guetos, as periferias, as discriminações, enfim, os vários problemas sociais que os branquinhos abortistas vão atribuir somente aos de fora, nunca a eles mesmos, porém se esquecem que com a legalização do aborto e com o crescimento da economia é que se criou milhares de vagas de emprego que atraíram os "problemáticos do terceiro mundo". Aí aparecem uns imbecis e fazem charges medíocres sobre religião, e aparecem outros também imbecis matando os primeiros imbecis, e todos os outros imbecis consumidores de jornalecos se esquecem que quem começou a matança foram os branquinhos abortistas "liberais", que aprenderam a ideologia da morte com seus antepassados colonialistas. A "colunista", mal-informada e tendenciosa, cheia de frases clichê sem prova concreta, se esqueceu que a França adotou o aborto, porém anos mais tarde viram que o aborto estava dando merda e fez também uma política para estimular os franceses a terem filhos... por isso a fecundidade aumentou, e não por causa do aborto! Abre o olho camarada: aborto serve para que regimes totalitários controlem a massa e os dirigentes mantenham-se com seus privilégios, porém quem almeja um país livre não tem outro caminho a não ser educar para a responsabilidade, não para a morte!

  12. Fran Postado em 22/Jan/2015 às 01:13

    Cada um sabe de si, de suas dúvidas, sentimentos, dores, sonhos, o que pode suportar ou não... Tem gente esbravejando: "eu não apoio, me nego a apoiar a assassinatos". O que será que estas mesmas pessoas comentaram sobre o fuzilamento do traficante brasileiro na Indonésia? Claro, não é uma comparação. Apenas acho que está na hora de darmos lugar a verdade e deixar de hipocrisia. Acredito que deva haver uma conscientização maior, para que cada dia mais mulheres percebam que planejar uma gravidez é uma atitude madura, e, muitas vezes, a gravidez indesejada pode ser evitada. Cada caso é um caso, particular, muitas vezes solitário.

    • Willian Postado em 22/Jan/2015 às 11:11

      Imaginando que você é uma mulher, fico extremamente espantado, de ler um comentário com um minimo de racionalidade e bom senso. Se o seu gênero pondera-se dessa maneira, evitaríamos estes diálogos ridículos e inúteis.

  13. Natália V. Postado em 22/Jan/2015 às 01:42

    Eu so acho delicado das apenas as mulheres o direito de opção pelo aborto, já que o resultado da gravidez não pertence somente à e ela. Acho que é preciso reconhecer também o direito do pai sobre esta gravidez, principalmente se decorreu de relação sexual.consentida

  14. Mari Postado em 22/Jan/2015 às 06:49

    Tudo isso pra mim se resume em EDUCAÇÃO! Se fosse realmente investido todo dinheiro em campanhas de saúde da mulher não seria necessário chegar às vias de fato do aborto. Só em casos extremos. Temos que pensar na vida que está se formando e também tem direitos.

  15. Ana Luísa Lacerda Postado em 22/Jan/2015 às 06:55

    Há uma informação incorrecta na matéria que pode levar mulheres a fazer uso inadequado da pílula do dia seguinte. Essa não provoca aborto! É o misoprostol (proibido a venda no Brasil) que é fornecido às mulheres que querem uma interrupção voluntária da gravidez na França.

  16. Marco Cardoso Postado em 22/Jan/2015 às 08:09

    Em 40 anos, 8.800.000 crianças foram assassinadas na França. O "padroeiro" dessa nação deve ser São Heródes!

  17. Teodoro Postado em 22/Jan/2015 às 08:37

    "Após 40 anos, o saldo é dos mais positivos. Segundo estatísticas oficiais, há menos de 1 morte/ano na França em consequência da prática do aborto (0,3 morte por 100.000 IVG)." Frase mais estúpida. Vamos dar nome às coisas pelo que elas são. "interrupção de gravidez" é o mesmo que morte, mais precisamente, assassinato. Não sei que resultado positivo seria este. Se a solução para os abortos clandestinos é a legalização da prática, então por que não legalizar o tráfico de drogas e a corrupção? Resolver um mal aceitando-o como normal não é definitivamente a saída para o problema.

    • Henrique Postado em 22/Jan/2015 às 13:08

      Parabéns pelo bom senso! Completo seus argumentos mostrando outra frase, que além de ridícula é o máximo da incoerência: " A interrupção voluntária da gravidez, sob controle médico, revela-se a melhor maneira de celebrar a vida..." Melhor maneira de celebrar a vida?? Tenha dó! Na minha opinião celebraria-se a vida, deixando a criança nascer e concedendo a guarda para uma família estruturada, já que a genitora se julga incapaz de "criar" a criança. Concluo com aquela velha e batida frase: Muito fácil defender o aborto depois de ter nascido.

  18. Fernanda Cerdeira Postado em 22/Jan/2015 às 09:17

    A.mulher quer igualdade, quer ter os direitos preservados, quer independência. ..Mas prevenir-se e evitar a gravidez não quer . prevenção é mais barato e evita transtornos e sofrimentos desnecessários.

  19. Luciano Postado em 22/Jan/2015 às 09:22

    Enquanto tivermos uma bancada de "Jesus", que mais parece do Diabo no Congresso, estaremos assim, Idade das Trevas. Sem avançar em questões como esta. Aborto não é questão religiosa e sim de saúde pública.

  20. Pierre Postado em 22/Jan/2015 às 09:39

    Ser à favor da descriminalização do aborto e ser à favor do aborto são coisas diferentes. Eu sou à favor da descriminalização do aborto como uma ação para evitar mortes de mulheres em clínicas clandestinas. Isso é perfeitamente razoável. Não significa, no entanto, que o aborto deixa de ser uma violência. A matéria coloca (intencional ou não intencionalmente, não sei) a questão do aborto com uma simples escolha, uma opção a mais para uma gravidez indesejada. Acho que não é por esse caminho que a ideia deve ser levada, porque dá a impressão de que abortar pode ser uma prática tão natural quanto trocar uma roupa que não serve. Uma gravidez indesejada pode ser um tormento, mas a mulher e o homem tinham meios contraceptivos que não usaram. Fica muito fácil ser irresponsável, se depois e só apagar o "problema" gerado pela irresponsabilidade. Outra coisa, as mulheres que morrem em clínicas clandestinas são vítimas da falha do estado, como a matéria coloca, mas não apenas isso. Expor a situação dessa forma isenta a mulher que qualquer responsabilidade. Se ela considerou a opção do aborto, ela tinha, em contrapartida, a opção de não abortar, ninguém a obrigou a fazê-lo. É dever do Estado, de fato, zelar pelo bem estar do cidadão e quando não o faz, falha, mas é dever do cidadão também zelar pelo seu próprio bem estar.

    • rita Postado em 22/Jan/2015 às 14:09

      O filho então é o castigo para os "irresponsáveis? "

      • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 11:16

        OS IRRESPONSAVEIS É QUE SÃO O CASTIGO DO FILHO.

    • rita Postado em 22/Jan/2015 às 14:12

      Não vejo filho como um castigo...Exatamente por isso defendo a descriminalização do aborto

  21. Priscila Postado em 22/Jan/2015 às 09:48

    Eu não me aprofundei no assunto, mas creio que liberar totalmente o aborto aqui no Brasil, não vai ser coerente, porque as pessoas que já não se preocupam em se cuidar para evitar a gravidez, provavelmente com essa facilidade, irão abortar muito mais que se imagina! E creio que mesmo o aborto feito legalmente, depois de algum tempo toda hora abortando, deve trazer problemas!

  22. Flávio duarte Postado em 22/Jan/2015 às 09:49

    Bom, quero perguntar se os 220 mil abortos ano, não mortes? Que lamentável equívoco ou contra senso São infelizmente 220 mil mortes ano Causadas pelo aborto. Desde a concepção há vida, e em muitos desses abortos os bebês até já estão forma dos.

  23. Álvaro Prates Postado em 22/Jan/2015 às 10:22

    "Atualmente, apenas três países europeus ou proíbem o aborto (Malta, de propriedade do Vaticano)..." Pra mim, depois dessa frase, perdeu totalmente a credibilidade. A autora se reveste de responsabilidade ao tratar de um assunto delicado destes, tentando demonstrar profundo conhecimento e levar o leitor a repensar a questão, mas, tá tão por fora de Geografia e preguiçosa em reler as informações do texto que não acredito em nenhuma outra informação dada acima. OBS: MALTA É UM PAÍS (REPÚBLICA DE MALTA) e não tem nada a ver com o Vaticano. Te liga!

  24. carlos Postado em 22/Jan/2015 às 11:03

    Pierre, você come merda?

  25. Somebody Postado em 22/Jan/2015 às 11:29

    Os pró vida deveriam todos ir morar no Vaticano e deixar a nossa sociedade evoluir sem eles. Homens não deveriam dar opinião nenhuma no compete à decisão das mulheres apenas. Meu corpo, minhas regras.

  26. Cidinha Postado em 22/Jan/2015 às 12:32

    220 mil interrupções de gravidez indesejadas em um país supostamente moderno e desenvolvido, ao meu ver é um numero alto, baixo em relação ao Brasil, porém acredito que lá exista educação sexual, e as mulheres tem muitas outras opções de evitar uma gravidez.

  27. Mônica Vasconcellos Postado em 22/Jan/2015 às 14:22

    Nos dias atuais já há um número bem expressivo de métodos diferentes de se evitar uma gravidez indesejada antes da concepção, ou até mesmo logo após uma provável concepção. Não estamos mais nos anos 60, e por isso vamos deixar a hipocrisia de lado e ensinar aos jovens a evitar a gravidez desde cedo. Eu mesma sempre comprei pílulas para as minhas duas filhas desde que elas eram muito novas, e também compro camisinha para o meu filho caçula quando ele me pede. Nenhum deles nunca precisou, e nem vai precisar recorrer ao aborto para terminar com uma gravidez não planejada. Exceções feitas ao estupro assim como ao risco de vida da mãe, de resto, por questões puramente éticas e ambientalistas (amor à vida acima de tudo), eu sou contra o aborto. Também porque discordo com o discurso "o que faço com o MEU corpo é problema meu", porque o corpo que a gestante carrega já não é o seu: já há um outro corpo, um outro coração, cérebro, e grande parte das vezes, até mesmo um tipo sanguíneo diferente.

  28. Fabio Postado em 22/Jan/2015 às 15:28

    Mulheres entre 20 e 30 anos (plenitude da fertilidade) têm em média 25 % de chance de engravidar, em um mês. O ciclo menstrual dura em média 28 dias e o período fértil 7 dias, ou seja 25%. A chance de falha de uma pílula anticoncepcional é pequena. Caso uma mulher se esqueça de tomar por um dia do ciclo ainda sim a chance é pequena. Difícil quantificar “pequena chance”. Vou admitir conservadoramente 20%. Um casal (já que a mulher não faz filho sozinha), que se previne, tem uma chance de (1/4) x (1/4) x (1/5) = 1,25% de chance de engravidar caso o anticoncepcional falhe ou a mulher se esqueça de tomá-lo por um dia. Ao passo que uma mulher perfeitamente fértil tem até 90% de chance de engravidar em um ano, caso não use qualquer método anticoncepcional. “somente 3% das francesas entre 15 e 49 anos, que nem estavam grávidas, nem tampouco se declararam estéreis, e assumiam relações heterossexuais, afirmaram não empregar nenhum método contraceptivo para evitar uma gravidez indesejada. Logo, não se fica grávida por irresponsabilidade.” . Tem certeza disso? OBS: Esses números que citei são facilmente encontrados em vários sites especializados na internet.

  29. Mila Postado em 22/Jan/2015 às 15:29

    220 mil interrupções e uma taxa de mortalidade menor que 1? Me parece contraditório, levando em conta o fato de que um feto com ate 12 semanas tb é uma vida. 220 mil interrupções nos levam a um mínimo de 220 mil mortes.

  30. daniela Postado em 22/Jan/2015 às 16:02

    é uma pena que as mães desses que são a favor do aborto não abortaram, pois assim não seria necessário ouvir tantos comentários a favor do aborto.

  31. Junior Postado em 22/Jan/2015 às 16:09

    Não é só liberar, deve estudar o caso meticulosamente, pois a decisão de fazer um aborto não é fácil, principalmente para a mulher, entretanto a esterilidade que muitas vezes é acometida não se pronuncia, por isso ainda sou a favor do aborto nos caso mais graves, então deve se ter um maior consciência em prevenção entre os parceiros com que a mulher e o homem se relacionam para não gerar filhos que não se possa criar

  32. Louis Postado em 22/Jan/2015 às 16:36

    Gosto de ver os argumentos (na verdade, ausência) de quem se opõe ao aborto. "Vagabundos que não querem cuidar de crianças" "irresponsáveis que não se cuidaram e agora merecem ter que se preocupar com filho" "vocês vão direto pro inferno" etc etc etc. Pensar na criança não, né? E nas mulheres que tem seus corpos alterados, suas vidas alteradas, quando o homem fica lá de boa, igualzinho estava antes? Pimenta no cú dos outros é refresco..

  33. Mary Postado em 22/Jan/2015 às 16:47

    Eh facil criminalizar a mulher que aborta, chama-la de irresponsavel, como se tivesse feito o filho sozinha, eh muito machismo da parte dos homens, pois sao eles que abandonam a mulher gravida e assim eles abortam seus filhos todos os dias, mas quando eh o homem que faz está tudo certo!

    • Jonas Schlesinger Postado em 23/Jan/2015 às 17:45

      Cala a boca filha. Eu me referi a ambas as partes. É só mulher que transa? Burrice define hein...

    • eu daqui Postado em 12/Feb/2015 às 11:20

      Em situações limite, extremas e desesperadoras tanto em termos de saúde como em termos econômicos, também sou a favor do aborto. Mas tem que ter critério pq senão vira estímulo à irresponsabilidade sexual !