Redação Pragmatismo
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Aborto 06/Jan/2015 às 16:45
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Clandestinas: filme entrevista mulheres que já abortaram

O aborto, que é considerado crime no Brasil, ainda é um tabu. Diariamente mulheres abortam, mas procuram clínicas clandestinas ou compram medicamentos e abortam sozinhos. Documentário revela quem são as 'clandestinas' que abortam no Brasil

No Brasil, o aborto ainda é considerado um tabu e há muita hipocrisia na discussão do tema. Pesquisa Nacional de Aborto, da UnB (Universidade de Brasília) mostra que uma em cada cinco mulheres já fez pelo menos um aborto na vida. A maioria delas, segundo a pesquisa, se declarava católica, ou seja, a religião não impediu a interrupção da gravidez.

Relatos reais de quem já vivenciou um aborto são mostrados no recém-lançado documentário “Clandestinas”. A idealizadora, Renata Corrêa, diz que independentemente de a lei considerar o aborto um crime, as mulheres continuam interrompendo as gestações indesejadas.

Com direção de Fadhia Salomão, roteiro de Renata Côrrea e produção de Babi Lopes, o filme relata como o aborto é uma realidade no país, mesmo sendo considerado crime.

Documentário – Clandestinas:

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 06/Jan/2015 às 17:15

    Engraçado que só mulheres pobres da periferia engravidam, e aos 17 anos já estão com 3 filhos. Tiro o chapéu as mulheres da classe A, B e C que chegam aos 32 anos sem filhos, com pós graduação (em algum casos), totalmente responsáveis e adeptas ao sexo seguro (temos que acreditar nisso, não é mesmo?).

  2. Carlos Postado em 06/Jan/2015 às 20:40

    Já matei meu filho. A questão não é permitir o aborto, aborto na Alemanha é compreensível onde as pessoas de fato tem consciência sobre seus atos, agora no Brasil? Bailes funks? Putaria em toda parte, querem um genocídio justificável?

    • Terra Postado em 07/Jan/2015 às 18:56

      OH no Brasil é um genocídio !!!!! Na Alemanha, é compreensível !!!!! Voce é baba ovo de gringos que é uma beleza em!!! Tal ignorância não compreensível nem na Alemanha, e nem no Brasil!!! Uff!

  3. Vanessa Postado em 08/Jan/2015 às 04:59

    Todos podem e devem escolher no que acreditar e o que defender, somos livres pra isso. Assim como deveríamos ter liberdade também pra escolher o que fazer. Ser contra ou a favor do aborto é um direito, tudo bem. Debater e expor essa opinião também, tudo bem. Mas ninguém pode escolher o que o outro pode ou não fazer, principalmente se baseado numa crença, numa religião... por três motivos principais: porque ninguém é obrigado a engolir a crença de ninguém, porque esse é um país teoricamente laico e nenhum caráter religioso deveria determinar uma lei, e porque pessoas estão morrendo por causa disso tudo. Sou contra o aborto. Amo quando uma vida floresce em mim. Mas a minha opinião não deve reger a vida de outra mulher. Então, sou a favor da legalização do aborto porque é justo. Mas não hoje. Hospitais públicos não estão preparados pra receber uma mulher que decida abortar. Também acredito veementemente que a legalização do aborto não caminha sozinha, mas faz-se necessária junto com uma política de prevenção de gravidez eficiente, e uma preparação do krl no SUS pra receber um grande passo como esse. E aí surgem necessidades que poucos de nós somos capazes de notar vivendo aqui,de fora da situação. Mas o principal ponto pra quem não é nenhum especialista é ter a consciência de que cabe a cada mulher decidir o que fazer e por quais motivos fazer.