Redação Pragmatismo
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Capitalismo 20/Jan/2015 às 16:59
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Aos pobres, o direito à merda

Extrair água de fezes humanas é uma forma de erradicar a pobreza? Para além dessa “generosa contribuição”, deve-se questionar as causas socioeconômicas responsáveis pela falta de água saudável para dois bilhões de pessoas. Afinal, uma tragédia como essa não começou hoje. O atual sistema econômico não teve nada a ver com isso? Quem, no mundo, mais compromete nascentes, polui, suja e contamina a água?

bill gates água fezes pobres
Bill Gates vai transformar excremento humano em água (reprodução)

Jacques Távora Alfonsin, IHU Unisinos

Bill Gates é uma das pessoas mais aclamadas pelas/os defensoras/os do sistema socioeconômico capitalista como exemplo e modelo da excelência desse sistema. O noticiário da última semana evidencia uma das razões surpreendentes para isso. Para Bill, a providência capaz de fornecer água saudável para mais de dois bilhões de pessoas pobres no mundo inteiro, sem acesso a um bem desse grau de necessidade humana, – conforme dados da sua própria Fundação – é aproveitar as próprias fezes. Financiou máquina adequada para isso e já há previsão de sua possível utilização no Senegal e na índia.

Aos muitos elogios que a sua “generosa contribuição” ao povo pobre tem sido feitos, para diminuir uma injustiça social responsável por doenças e epidemias em bilhões de pessoas, não se ouve quase nada sobre o evidente descalabro de ter-se chegado ao ponto de, para tomar um simples copo d’água, ter-se de aproveitar excremento humano. Ao que consta, como deve acontecer com a máquina do Bill, o inédito da sua lição ainda não conseguiu decantar toda a água das suas conseqüências para torná-las, no mínimo, palatáveis.

Porque parece fora de dúvida existir uma questão prévia inafastável para aceitar a lição dele. Que causas socioeconômicas têm sido responsáveis pela falta de água saudável para dois bilhões de pessoas pobres? Afinal, uma tragédia igual a essa não começou hoje. O sistema econômico representado pelo Bill não teve nada a ver com isso? Quem, no mundo, mais compromete nascentes, polui, suja e contamina a água?

O enfrentamento da pobreza, reduzido apenas aos seus efeitos, é uma fórmula certa de “sucesso” para quem o promove e de insucesso para quem dele é vítima. Um exemplo de repercussão universal, semelhante ao proposto pelo Bill envolvendo a água, pode ser lembrado como o da permanente crise de garantias, sofrida pelos direitos humanos fundamentais sociais, justamente os que, se fossem satisfeitas as necessidades humanas neles presentes (alimentação, moradia, saúde, etc…), atacariam as causas e não só os efeitos da pobreza e da miséria:

Em 1996, durante a Conferência do Habitat II, convocada pela ONU em Istambul, procurando discutir soluções nacionais e internacionais para garantir o direito de moradia a todas as pessoas, especialmente as mais pobres, um dos pontos mais polêmicos da documentação a ser enviada ao mundo, assinada pelos países lá representados, foi o de se alcançar consenso sobre se o direito à moradia poderia figurar aí como um direito já constituído ou não.

Ainda que a pressão externa dos movimentos populares e ONGs defensoras desse direito, paralelamente reunidos/as junto ao conclave, fosse muito forte – mesmo sem poder de voto – defendendo a posição de ele ser declarado como já constituído, não alcançaram sucesso. Na Agenda Habitat, capítulo II, parágrafo 13, ficou constando o reconhecimento (?) de que o direito à moradia “deve ser realizado progressivamente”…

Trata-se de uma redação apenas programática, portanto, e de execução futura sem prazo determinado para ser efetivada. A chamada progressividade para realização dos direitos sociais tem razões bastante discutíveis, para dizer o mínimo. Sabendo-se que esses dependem muito das administrações públicas, elas encontram nesse artifício uma saída para prorrogarem indefinidamente a efetividade das suas garantias, desrespeitando as prioridades que são devidas a esses direitos, por tão indispensáveis à vida de qualquer ser humano.

Há um esforço jurídico mundial no sentido de responder tais questões procurando dar a direitos sociais como o do acesso à água, à alimentação e à moradia, alguma forma de garantir-lhes a chamada justiciabilidade ou judiciabilidade, isto é, a possibilidade de serem reivindicados judicialmente. Isso já está acontecendo, por exemplo, com as ações judiciais propostas contra o Estado, relativas ao direito à saúde. Doenças necessitados de hospitalização inadiável, em regiões ou circunstâncias onde não há leitos disponíveis, acesso a remédios existentes somente no exterior, têm sido admitidas pelo Poder Judiciário.

Não falta base legal para isso, é bom lembrar. A Constituição Federal brasileira dispõe, por exemplo, de regras bem claras. No seus artigos 3º, inciso III (a erradicação da pobreza como fundamento da República), 23 inciso. X (competência da União, Estados e Municípios para “combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo a integração social dos setores desfavorecidos”) e a Lei Complementar nº 111 de 2001 que criou um Fundo de Combate e erradicação da pobreza, com efeitos prorrogados por prazo indeterminado pela Emenda Constitucional nº 67, de 22 de dezembro de 2010, comprovam esse fato.

Mesmo assim, um objetivo de relevância como o da erradicação da pobreza, retirando efeito dessas normas, encontra obstáculos de toda a ordem para ser garantido. “Erradicar” a pobreza, como consta no inciso III do art. 3º da nossa Constituição, significa extrair pela raiz, eliminar as próprias causas dela como dispõe o art. 23, inciso X, ou seja, impedir até a possibilidade da sua criação e reprodução. Tanto para o poder econômico privado, contudo, sujeito a dar função social aos seus direitos, quanto para o Poder Público, só legitimado pela qualidade dos serviços prestados ao povo, isso dá muito mais trabalho do que simplesmente “podar” os efeitos daquelas causas.

E a poda, como se sabe, nas razões do poder econômico privado, procura justificar a sua suficiência, enfatizando apenas a liberdade de iniciativa, como se a função social que lhe é inerente não estivesse, igualmente, prevista em lei. Nas razões do Poder Público, a poda aparece pela resignada defesa das políticas compensatórias, seguindo uma tática de remendo: “vamos garantir alguma governabilidade. Se isso tiver de suportar alguma injustiça(?), a gente vê mais tarde”.

No fundo, prevalecem as prioridades econômicas do capital, do tipo ilimitado lucro, concentração da riqueza, aumento da desigualdade social. não pela erradicação.

Ignacio Ellacuria, o reitor da UCA e mártir da defesa das/os pobres em El Salvador, por nós já lembrado em outras oportunidades neste espaço de opinião, fundava a possibilidade fática de se viabilizar meta tão ambiciosa como essa de erradicar a pobreza, no que ousou chamar de civilização da pobreza, baseada numa transformação radical da economia do mundo todo, atacando o “pecado” do capital e promovendo a “salvação” das suas vítimas. Em “A civilização da pobreza” (São Paulo: Paulinas, 2014) há quem lembre aquele pensador jesuíta:

“A civilização da pobreza é assim denominada em contraposição à civilização da riqueza, e não porque pretenda a pauperização universal como ideal de vida (…) O que aqui se quer sublinhar é a relaç~çao dialética riqueza-pobreza, e não a pobreza em si mesma. Em um mundo configurado pecaminosamente pelo dinamismo capital-riqueza, mister se faz suscitar um dinamismo diferente, que o supere salvificamente”. Essa nova civilização está baseada em dois pilares: identificação e impulso de um novo motor fundamental da história sob um princípio de humanização:

“Na civilização da riqueza, o motor da história é o acúmulo do capital, e o princípio de (des)humanização é a posse-desfrute da riqueza. Na civilização da pobreza, o motor da história – as vezes chamado de princípio de desenvolvimento – é a satisfação universal das necessidades básicas e o princípio de humanização é a elevação da solidariedade partilhada.”

Civilização da pobreza, satisfação universal de necessidades básicas, solidariedade partilhada? Para os ouvidos do capital isso é muito mais escandaloso do que extrair a água da merda, mas certamente é preferível à civilização baseada no excremento social que ele mesmo produz, reproduz e quer nos fazer beber como se fosse água boa.

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 20/Jan/2015 às 17:20

    Eba! Os paulistanos vão ter água muita! São um bando de cagões mesmo!

    • eu daqui Postado em 21/Jan/2015 às 12:29

      É POR ISSO QUE O BRASIL É, NO GERAL, O PAÍS DA ÁGUA, NÉ? KKKKKKKKKKKKK

    • Denisbaldo Postado em 21/Jan/2015 às 12:34

      E vocês que tomaram um pau desses cagões!?!?!?! Aliás, pau é coisa que vocês adoram, reza a lenda.

      • Jonas Schlesinger Postado em 21/Jan/2015 às 19:06

        Sai daí fede a merda! O pior que um cagão desse se intromete no que lhe diz respeito. Esse viado enrustido. Só pode querer que eu te coma pra tá com essa perseguição.

      • Jonas Schlesinger Postado em 21/Jan/2015 às 19:09

        *No que não lhe diz respeito

    • José Postado em 24/Jan/2015 às 19:02

      O rio tiete está aí pra isso! hahahahaha

  2. Paulo Postado em 20/Jan/2015 às 17:22

    Um simples balanço de massa me enche de curiosidade sobre a viabilidade "dessa maquina". Inclua urina nisso, e tente re-alimentar um ser vivo com suas excretas purificadas? Quanto de energia é necessario para purificar a agua, e quanta agua se consegue? Digamos que se trata de destilaçao pura: um organismo que consuma 5L por dia (agua e alimentos) excreta, vai, 3L, o restante sai pela respiraçao e transpiraçao. Faça ciclo a ciclo e veja que o ciclo da agua que aprendemos na escola, e sua preservaçao sao muito melhores do que qualquer idéia desse tipo.

    • Thiago Postado em 22/Jan/2015 às 13:10

      A máquina não apenas "produz" água, como também produz energia desses excrementos, energia suficiente para "produzir" a água e ainda de sobra para vender. Alguém não se informou antes de comentar.

      • Pedro Postado em 24/Jan/2015 às 08:03

        Agua nao se "produz", a nao ser que a maquina dele reaja hidrogênio e oxigênio para produzir agua: isso exige ainda mais energia. A maquina dele é para extrair agua de excretas: isso é possivel, porém organismos vivos perdem agua por outras vias (respiraçao e transpiraçao) que entram no bom e velho ciclo da agua. O meu ponto foi questionar o rendimento dessa tecnica. Produzir energia com excremento solido é possivel, porém a produçao é muito limitada. Essa tecnologia é muito mais interessante aplicada em grandes centros urbanos do que em rincoes de pobreza que precisam do bom e velho saneamento basico, agua corrente e concreto.

    • Felipe Postado em 22/Jan/2015 às 13:11

      Acabou de contribuir com mais merda ainda. De acordo com você então, não existe tratamento para água...tsc tsc tsc.....

      • Pedro Postado em 24/Jan/2015 às 08:06

        Felipe, eu nunca afirmei que nao existe tratamento de agua, muito menos dei a entende-lo. Releia meu comentario. Eu questionei a eficiência do projeto. Qualquer processo termodinâmico por exemplo é limitado pela eficiência maxima: nao posso chegar aqui e dizer que vou energizar o metro com o calor produzido do atrito entre os trilhos: é impossivel. A maquina proposta é essencialmente o tratamento que ja existe, e muito melhor aplicado a grandes centros urbanos (porque o Tietê precisa ser um esgotao?) do que rincoes de pobreza isolados, que precisam muito mais do tradicional saneamento.

  3. José Ferreira Postado em 20/Jan/2015 às 17:32

    As pessoas implicam até quando querem ajudar, pois está provado que a água é potável. Então deixe-os morrer de sede (estou sendo irônico).

  4. Thiago Teixeira Postado em 20/Jan/2015 às 19:14

    Hoje já fazemos isso, é impressionante as análises químicas das águas de captação. Há casos, que o água de reuso (aquela que sai do tratamento do esgoto) estão com teores menos agressivos de coliformes que a água do rio.

    • Thiago Lopes Postado em 21/Jan/2015 às 02:10

      Vai lá lamber as botas de um policial, vai. Paga pau da polícia, otário.

      • Felipe Postado em 22/Jan/2015 às 13:13

        Pelo seu comentário tu deve ter lambido coisa pior...fala sério

  5. jarau Postado em 20/Jan/2015 às 23:21

    Esta agua deve matar a sede dos coxinhas de São Paulo, são merda mesmo.

  6. Alexandre Postado em 21/Jan/2015 às 08:31

    O que esperar de um membro assíduo do Clube de Bilderberg?

  7. Roberto Pedroso Postado em 21/Jan/2015 às 09:16

    Não são todos os paulistanos que merecem a alcunha pejorativa de "coxinha",até mesmo porque os eleitores de Alckmin moradores de condomínios fechados e arranha céus nunca provariam dessa água disso tenho certeza ademais tal projeto provavelmente será utilizado pelo Bill rato/pirata do vale do silício para abatimento dos impostos que incidem em sua fortuna em solo estadunidense, fruto de notório monopólio,e ainda existem pessoas que acreditam na boa fé e espirito filantrópico desses magnatas demagogos.Somente sendo portador de ingenuidade patológica crônica.

  8. Pereira Postado em 21/Jan/2015 às 13:31

    Se o PT ou socialistas administrarem o oceano pacífico, haverá estiagem !

    • Renato Z Postado em 21/Jan/2015 às 17:27

      Há sim, bem melhor a adminstração de São Paulo

    • Thiago Teixeira Postado em 21/Jan/2015 às 19:18

      Se o PSDB ou coxinhas administrarem o oceano pacífico, haverá estiagem, apagão, desemprego, privatização e arrocho salarial !

      • José Ferreira Postado em 23/Jan/2015 às 23:16

        Apagão é com a Dilma agora...

  9. Dick Postado em 21/Jan/2015 às 13:35

    Coxinhas, endinheirados, cultos e até o cabelo é mais bonito. Quem são esses catarrentos que tentam denegrir nossa imagem? Sulistas pobres, burros, que não se decidem quanto sua nacionalidade. Já que que são italianos, que vão para a Itália, alemães então ???? Não sei porque andam por estas bandas. O muro já caiu, corram. Lixos sulistas.

    • Ari R Postado em 22/Jan/2015 às 13:49

      Não saem porque alguém precisa sustentar a molambagem. Caso saiam, este país se tornará algo parecido com Etiópia ou Haiti. Cobra do teu governinho que teve bastante dinheiro para distribuir entre os seus pares (vide Petro e Eletro, por exemplo). Denegrir sua imagem?! Hehehe... se a imagem é esta aí do seu post, a coisa tá feia!

  10. Aleluia Postado em 22/Jan/2015 às 10:12

    Democracia da merda. Que extraiam água da merda dos ricos e pobres. Acho que ela não vai direto para o consumo, melhor jogar água limpa no rio para depois ser recaptada do que jogar esgoto in natura (algo corriqueiro no Brasil).

  11. Ricardo Postado em 22/Jan/2015 às 11:34

    que barbaridade... um avanço tecnológico é chineleado por "análise políticas"... O problema da água é um só: má administração. Assim como está ocorrendo no Brasil em relação a luz. Não importa o sistema político. Talvez fosse melhor o Biil Gates torrar o dinheiro em porra nenhuma mesmo

  12. antonia Postado em 22/Jan/2015 às 13:45

    Uma pergunta que faço sempre. Então pra que poluir rios e gastar milhões pra despoluí-lo? Por que não investir em sistema de saneamento que não precisem poluir os rios? É possível ? Claro. Mas precisa de vontade.

  13. Augusto Postado em 22/Jan/2015 às 15:04

    Os ricos já tem esse direito. A mudança que essa empresa está fazendo é que isso dará dinheiro na operação, não prejuízo. http://edition.cnn.com/2014/05/01/world/from-toilet-to-tap-water/

  14. Marcela Postado em 22/Jan/2015 às 15:23

    um artigo típico petista... Agua extraído de merda aos pobres? Sim isso mesmo, e para o conhecimento de todos, e água potável. O que o artigo faz questão em dizer que não é boa? Qual água é melhor? Mineral? Filtrada? Quando temos oportunidade de trabalhar e ganhar o nosso dinheiro podemos optar por qual água queremos beber. Agora estão querendo dar de graça água potável extraída de merda para os pobres, de graça! E algum retardado petista que não tem o que fazer alem de escrever merda, tenta convencer as pessoas que não presta. A resposta à todo esse absurdo e que eles petistas querem o maior número de pobres vivendo com tudo de bom às custas de quem trabalha.

  15. Rodrigo Postado em 22/Jan/2015 às 18:07

    (Outro Rodrigo) Então uma tecnologia de impressionante capacidade purificadora deve ser motivo de troça, em vez de ser aplaudida e fomentado seu desenvolvimento? Alguém mais, a exemplo de Thiago Teixeira e outros, já parou para raciocinar e perceber que a tecnologia servirá a purificar não apenas água em fezes, mas em qualquer forma de líquido contamido outro (mesmo em rios). Alguém já parou para refletir sobre o aumento da poluição? Sobre o uso de tal tecnologia mesmo para a dessalinização? Haja paciência, viu? Haja desejo gratuito de criticar!

    • Gustavo Postado em 28/Jan/2015 às 10:03

      Bravo! Fanatismo ideológico muitas vezes cegam as pessoas.

  16. Maria de Lourdes Cardoso Postado em 22/Jan/2015 às 20:07

    O que Bil Gates tem que financiar é a reeducação do povo, a começar por eles, onde estão em segundo lugar em poluição ambiental. Deixaram um búfalo como símbolo e uma árvore como amostra. No Texas no meio de deserto a água chegou de muito longe, foi reaproveitada depois de usada na cidade e transformada em lagoa e sombra. O que é ruim para eles e bom para os outros. Aprendam a reflorestar, juntar água da chuva, usar canos de taquara junto da muda com água dentro (gotejamento) e assim a planta não morrerá. Briguem por um basta ao desmatamento na sua região, observe que chove aqui, mas não chove ali. Replante nos leitos dos rios, nas nascentes. Represe córregos em pequenos degraus, não espere por ninguém, façam. Abaixo os latifundios com grandes desmatamentos. Pesquise sobre o assunto, como se faz um deserto, como converter esta situção.

  17. Nino de Oliveira Postado em 22/Jan/2015 às 23:09

    Vira e mexe aparece alguma empresa ou celebridade com uma solução high tech para solucionar os problema básicos das populações mais pobres, posando de inovadores e preocupados com as mazelas do mundo, esses tempos atrás tinha uma propaganda da unilever, de que a cada X de produtos comprados dela, não sei quantas pessoas teriam acesso a água limpa, graças a um sache purificador de água que eles haviam criado, sinceramente são bobagens de uma hipocrisia tremenda, essas grandes multinacionais (as maiores causadoras das mazelas) querem pagar de preocupadas com o mundo, mas na realidade querem se promover como boazinhas e vender tecnologia como esta da purificação. Ferramentas de baixo custo para prover as necessidades básicas das populações pobres já existem ao montes, quando se ouve falar em tecnologias baratas e acessivas? como captação de água de chuva, tratamento biológico de água por evapotranspiração, banheiro seco, aquecimento solar de água, bioconstrução, compostagem de resíduos orgânicos, compostagem de humanure (fezes humanas), uso de materiais de construção naturais como bambu, madeira, barro, fibras etc, nunca se ouve falar na mídia que essas são tecnologias que podem melhorar a vida de muitas pessoas pelo mundo de forma barata, sustentável e descentralizada, talvez porque não sejam soluções high tech que necessitaram de bilhões para serem implementadas e porque não deixaram as populações reféns de patentes e técnicos, e porque não tem o glamour da tecnologia refinada.

  18. Roberto Pedroso Postado em 23/Jan/2015 às 09:40

    Exatamente senhor Nino Oliveira concordo com o que escreveu,esses magnatas inescrupulosos sempre criam uma forma de se autopromover e assim posam como cidadãos socialmente engajados sendo que sabemos que suas reais intenções não são nada nobres.Ademais aconselharia as pessoas a assistirem ao programa "Repórter Eco"da emissora TV Cultura de São Paulo neste programa são mostrados projetos de utilização consciente dos recursos naturais os desenvolvimento de novas tecnologias eco conscientes e materiais eco sustentáveis além de projetos desenvolvidos pelas universidades federais no nosso país no seguimento de reaproveitamento de recursos não renováveis.Nossos pesquisadores que trabalham nas universidades desenvolvendo e pesquisando novas tecnologias, esses sim, são dignos de respeito e merecem ser louvados,trabalham sem incentivo com pouco ou nenhum apoio e mesmo assim criam soluções espetaculares mesmo com a limitação de recursos para suas pesquisas.

  19. Danilo Henrique Postado em 23/Jan/2015 às 12:08

    Se colocar esse texto na máquina acaba nasce um rio maior que o Amazonas

  20. José Postado em 24/Jan/2015 às 19:09

    Acredito eu que primeiramente deve-se avaliar a eficiência deste maquinário, por outros órgãos sem ser do Bill Gates, óbvio, caso confirmada sua eficiência eu acho uma alternativa remediável boa, visto que ela se demonstra ser bem mais barata do que as alternativas convencionais sobretudo levando em consideração as atuais situações econômicas das respectivas localidades, onde se supõe que ela seja instalada e utilizada.

  21. Gustavo Postado em 28/Jan/2015 às 10:00

    O título dessa matéria é uma prova que o PP está, cada vez mais, tornando-se um site amador. Fazem MIMIMI até com um projeto inovador. Aposto que essa matéria foi escrita por um calouro de curso de humanas.

  22. Nicolau Postado em 08/Feb/2015 às 10:07

    O PT já fez o trem bala para transportar a merda! E o PT fez merda em vez de transposição do rio São Francisco!