Redação Pragmatismo
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Especial 02/Jan/2015 às 15:40
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10 revolucionárias que você não conheceu na escola

Algumas armadas com rifles, outras armadas com a caneta: conheça 10 mulheres que lutaram muito por algo em que acreditavam e que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta

revolucionárias mulheres mundo

Whizzpast, Tradução: Vinicius Gomes, Brasil de Fato

Todo o mundo conhece homens revolucionários como Che Guevara, mas a história geralmente tende a polir as contribuições de mulheres revolucionárias que sacrificaram seu tempo e suas vidas na luta contra sistemas e ideologias burguesas. Apesar dos falsos conceitos a respeito, existiriam milhares de mulheres que participaram em revoluções ao longo da História, com muitas delas exercendo papéis cruciais. Elas podem vir de diferentes espectros políticos, algumas armadas com rifles e outras armadas com nada além da caneta, mas todas lutaram muito por algo em que acreditavam.

Abaixo estão 10 exemplos dessas mulheres revolucionárias de todas as partes do mundo, que provavelmente nunca serão estampadas em uma camiseta.

Nadezhda Krupskaya

Muitas pessoas conhecem Nadezhda Krupskaya apenas como a companheira de Vladimir Lênin, mas Nadezhda foi uma política e revolucionária bolchevique graças a seus próprios esforços. Ela estava imensamente envolvida em uma variedade de atividades políticas e projetos educacionais – inclusive servindo como Ministra Interina da Educação na União Soviética de 1929 até sua morte, em 1939. Antes da revolução, ela serviu como secretária do jornal político Iskra, gerenciando toda a correspondência que atravessava o continente europeu, muita das quais tinham que ser codificadas. Depois da revolução, ela dedicou sua vida à melhora nas oportunidades educacionais para trabalhadores e camponeses, como por exemplo, sua luta para tornar as bibliotecas disponíveis para toda a população.

Constance Markievicz

Constance Markievicz (nome de solteira, Gore-Booth) foi uma condessa anglo-irlandesa revolucionária, nacionalista, sufragista, socialista e membro dos partidos políticos Sinn Féin e Fianna Fáil. Ela participou de inúmeros esforços para a independência da Irlanda, incluindo a Revolta da Páscoa, em 1916, onde teve um papel de liderança. Durante o levante, ela feriu um franco-atirador britânico antes de ser forçada a recuar e se render. Por consequência, foi a única mulher entre os 70 prisioneiros que foram confinados em solitária. Ela foi sentenciada à morte, mas acabou sendo perdoada por ser mulher. O promotor de acusação alegou que ela chegou a implorar, dizendo “Eu sou apenas uma mulher, você não pode atirar em uma mulher”. Todavia, os registros da corte mostram que ela, na verdade, disse: “Eu realmente queria que a sua laia tivesse a decência de atirar em mim”. Constance foi uma das primeiras mulheres no mundo a conseguir uma posição ministerial (Ministra do Trabalho da República Irlandesa, 1919-1922), e foi também a primeira mulher eleita para a Câmara dos Comuns em Londres (dezembro de 1918) – uma posição que ela rejeitou devido à política de abstenção do partido irlandês, Sinn Féin.

Petra Herrera

Durante a Revolução Mexicana, as combatentes femininas conhecidas como soldaderas entram em combate ao lado dos homens, apesar de elas frequentemente enfrentarem abusos. Uma das mais conhecidas das soldaderas foi Petra Herrera, que se disfarçou de homem e passou a se chamar “Pedro Herrera”. Como Pedro, ela estabeleceu sua reputação ao demonstrar liderança exemplar (assim como por explodir pontes) e terminou por se revelar como mulher. Ela participou da segunda batalha de Torreón, em 30 de maio de 1914, junto de outras 400 mulheres, até mesmo sendo aclamada por algumas por merecer todo o crédito pela vitória na batalha. Infelizmente, Pancho Villa não estava disposto a dar esse crédito a uma mulher e não a promoveu para “general”. Em resposta, Petra abandonou as forças de Villa e formou sua própria brigada composta só de mulheres.

Nwanyeruwa

Nwanyeruwa, uma nigeriana da etnia Ibo, foi a responsável por uma curta guerra que geralmente é considerada o primeiro grande desafio da autoridade britânica no oeste da África, durante o período colonial. Em 19 de novembro de 1929, ocorreu uma discussão entre Nwanyeruwa com um oficial de censo chamado Mark Emereuwa por tê-la mandado “contar suas cabras, ovelhas e família”. Compreendendo que isso significava que ela seria taxada (tradicionalmente, as mulheres não pagavam impostos), ela discutiu a situação com outras mulheres e protestos, cunhados de Guerra das Mulheres, passaram a ocorrer ao longo de dois meses. Cerca de 25 mil mulheres de toda a região se envolveram nas manifestações, protestando tanto contra as mudanças nas leis tributárias, como pelo poder irrestrito das autoridades. No final, a posição das mulheres venceu, com os britânicos abandonando seus planos de impostos, assim como a renúncia forçada de muitas autoridades do censo.

Lakshmi Sehgal

Lakshmi Sehgal, coloquialmente conhecida como “Capitã Lakshmi”, foi uma revolucionária no movimento de independência da Índia, uma oficial do exército nacional indiano e, depois, Ministra dos Assuntos para Mulheres no governo Azad Hind. Na década de 1940, ela comandou o regimento Rani de Jhansi – um regimento composto apenas por mulheres que visavam derrubar o Raj britânico na Índia colonial. O regimento foi um dos poucos que tiveram combatentes apenas de mulheres na Segunda Guerra Mundial, em ambos os lados, e foi nomeado assim por conta de outra revolucionária feminina na Índia, chamada Rani Lakshmibai, que foi uma das figuras líderes da Rebelião Indiana em 1857.

Sophie Scholl

A revolucionária alemã Sophie Scoll foi uma das fundadoras do grupo de resistência não-violenta antinazista, chamado a Rosa Branca, que promovia a resistência ativa ao regime de Adolf Hitler por meio de uma campanha anônima de panfletagem e grafite. Em fevereiro de 1943, ela e outros membros do grupo foram presos por entregarem panfletos na Universidade de Munique e sentenciados à morte por guilhotina. Cópias dos panfletos, re-entitulados “O Manifesto dos Estudantes de Munique”, foram contrabandeados para fora do país para serem lançados, aos milhões, por aviões das forças Aliadas por toda a Alemanha.

Blanca Canales

Blanca Canales foi uma nacionalista porto-riquenha que ajudou a organizar a “Filhas da Liberdade” – ala feminina do Partido Nacionalista Porto-Riquenho. Ela foi uma das poucas mulheres na história a liderarem uma revolta contra os EUA, no que ficou conhecido como o Levante Jayuya. Em 1948, uma severa lei de restrição, conhecida como a Lei da Mordaça, ou Lei 53, em que se criminalizava a impressão, publicação, venda ou exibição de qualquer material que tencionava paralisar ou destruir o governo da ilha. Em resposta, os nacionalistas passaram a planejar uma revolução armada. Em 30 de outubro de 1950, Blanca e outros pegaram as armas que tinham escondido em sua casa e marcharam para dentro da cidade de Jayuya, tomando a delegacia, queimando o posto de correio, cortando as linhas telefônicas e hasteando a bandeira de Porto Rico, em desafio à Lei 53. Como resultado, o presidente norte-americano declarou lei marcial e ordenou que o exército e a força aérea atacassem a cidade. Os nacionalistas agüentaram o máximo que puderam, mas foram presos e três dias depois, sentenciados à prisão perpétua. Grande parte de Jayuya foi destruída e o incidente não foi coberto corretamente pela imprensa dos EUA – tendo até mesmo o presidente norte-americano dizendo que foi “um incidente entre porto-riquenhos”.

Celia Sanchez

A maioria das pessoas conhece Fidel Castro e Che Guevara, mas poucas ouviram falar de Celia Sanchez, a mulher no coração da Revolução Cubana, onde até mesmo rumores dizem ter sido a principal tomadora de decisões. Após o golpe de 10 de março de 1952, Celia se juntou na luta contra o governo de Fulgencio Batista. Ela foi uma das fundadoras do Movimento 26 de Julho, foi líder dos esquadrões de combate durante toda a revolução, controlou os recursos do grupo e até mesmo organizou o desembarque do Granma, que transportou 82 combatentes de México para Cuba, para derrubar Batista. Depois da revolução, Celia continuou com Castro até sua morte.

Kathleen Neal Cleaver

Kathleen Neal Cleaver foi uma das integrantes do Partido dos Panteras Negras e a primeira mulher do partido a fazer parte do corpo de “tomadores de decisões”. Ela serviu como porta-voz e secretária de imprensa, organizando também a campanha nacional para libertar o aprisionado ministro da Defesa dos Panteras, Huey Newton. Ela e outras mulheres, como Angela Davis, chegaram em determinado momento a contabilizar dois terços do quadro dos Panteras, apesar da noção de que o partido era majoritariamente masculino.

Asmaa Mahfouz

Asmaa Mahfouz é uma revolucionária moderna, a quem repousa o crédito de ter inflamado o levante de janeiro de 2011 no Egito, por meio de um vídeo postado na internet, encorajando outros a juntar-se a ela nos protestos na Praça Tahrir. Ela é considerada uma das líderes da Revolução Egípcia e uma proeminente integrante da Coalizão de Jovens da Revolução Egípcia.

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Comentários

  1. Thais Hameister Postado em 02/Jan/2015 às 15:59

    Celia Sanchez foi casada com Che Guevara, não Fidel Castro.

    • Administrador
      Administrador Postado em 02/Jan/2015 às 16:58

      Olá Thais. Celia não foi casada nem com Che Guevara nem com Fidel Castro.

      • Tony Fernando Werneck. Postado em 02/Jan/2015 às 21:38

        Boa reportagem. Parabéns. Mas creio que faltou Winnie Mandela...

      • Rayanne Melo Postado em 03/Jan/2015 às 12:11

        Mas,em um filme em que vi retratava a Célia como esposa do Fidel.

  2. Mendag Postado em 02/Jan/2015 às 16:05

    A primeira foto não seria a Angela Davis, também do Panteras Negras?

    • terra Postado em 02/Jan/2015 às 22:05

      Também acho que a primeira foto é de Angela Davis, dos Panteras Negras, e, mais tarde, líder do Partido Comunista dos Estados Unidos.

    • clelia sant'Anna Postado em 02/Jan/2015 às 23:06

      Também penso que a foto é de Angela Davis, a ativista ,

  3. elda Postado em 02/Jan/2015 às 17:13

    http://averdade.org.br/2011/09/celia-sanchez-a-flor-mais-autoctone-da-revolucao/

  4. Pedro Artigas Postado em 02/Jan/2015 às 18:50

    Mt boa a reportagem, mas faltou uma revolucionaria brasileira ai (bem nao tecnicamente brasileira), a alemã Olga Benario, que veio da urss pra ajudar o luis carlos prestes em uma insurgencia contra o governo do vargas. A história dela eh mt foda e ate tem um filme br homônimo ao nome dela que e mt esclarecedor

  5. Cristina Postado em 02/Jan/2015 às 20:58

    Alguma brasileira poderia fazer parte deste grupo?

  6. Eduardo Postado em 02/Jan/2015 às 21:02

    Faltar, faltou um monte.... ANA NERI no Brasil foi uma guerreira que seguiu os passos de FLORENCE NIGHTINGALE, salvando vidas e modernizando a enfermaria no mundo e no Brasil. Não é necessário no meu modo de entender de ser membro de revoluções políticas para serem heroínas.... se me entendem, ainda viva temos uma pesquisadora brasileira MAYANA ZATZ (Genôma Humano), já falecida Dona ZILDA ARNS....esta está sendo canonizada pelo trabalho revolucionário de salvar vidas de crianças no Brasil..... volto afirmar.... grandes pessoas não precisam obrigatoriamente estar sacrificando suas vidas em lutas contra tiranias.

    • Julio Postado em 02/Jan/2015 às 22:42

      Perfeito.

    • maria Postado em 03/Jan/2015 às 19:05

      Esqueceram nossas brasileiras? São tantas que seria injusto citar uma.

    • eu daqui Postado em 05/Jan/2015 às 10:54

      Ah, precisam sim !!! Grandes realizações com o aval do sistemão é muito fácil !!!!!!!

  7. Guerreiro da Real Postado em 02/Jan/2015 às 21:03

    A irrelevância e inerente as mulheres em geral.

  8. Julio Postado em 02/Jan/2015 às 22:40

    Depende muito de quem foi seu professor... "Que TALVEZ você não tenha conhecido na escola" seria mais justo...

  9. xico Postado em 03/Jan/2015 às 00:05

    Faltou a Sininho guerrilheira símbolo da batalha dos 20 Centavos

    • Marco Postado em 03/Jan/2015 às 16:16

      Terrorista não né!

    • GUGU Postado em 03/Jan/2015 às 22:04

      ahh vai dormir chico!

    • poliana Postado em 05/Jan/2015 às 13:25

      Kkkkkkkkkkkkkkkk...desculpa, n me contive. Rsrsrs

  10. Djalma Postado em 03/Jan/2015 às 01:17

    Aqui jaz Rosa Luxemburgo, judia da Polônia, vanguarda dos operários alemães, morta por ordem dos opressores. Oprimidos, enterrai vossas desavenças!

  11. Sueli Roriz. Postado em 03/Jan/2015 às 07:03

    Ah as mulheres a grande forca dio mundo.

  12. Roberto Pedroso Postado em 03/Jan/2015 às 10:21

    Devemos menção honrosa à Rosa Luxemburgo e a Wafa Indris(pouco lembrada em sua luta pela causa Palestina)agora em referencia ao comentário acima fazendo menção a reles agitadora conhecida pela alcunha de "Sininho"é brincadeira não?

  13. cristina Postado em 03/Jan/2015 às 10:58

    Margarida Alves

  14. Januario Garcia Postado em 03/Jan/2015 às 11:12

    Não entendo porque uma das mais importantes revolucionária Afro Americana não faz parte desta lista - ASSATA SHAKUR

  15. Augusto Postado em 03/Jan/2015 às 17:30

    Não existe sociedade baseada em sangue que possa ser admirada. Infelizmente a esquerda é muito menos admirável em seus conceitos que a direita.

    • eu daqui Postado em 05/Jan/2015 às 10:55

      Direita tem "conceitos" é? Onde? em Marte? kkkkkkkkkkkk

    • Roberto Pedroso Postado em 05/Jan/2015 às 12:00

      Desculpe,mas vemos grandes pensadores como Friedrich Engels (1820-1895), Saint-Simon (1760-1825), Charles Fourier (1772-1837), Louis Blanc (1811-1882) e Robert Owen (1771-1858)Sartre(1905-1980),Simone de Beauvoir1908-1986 ),todos são alguns pensadores socialistas, agora afirmar que essas pessoas não produziram "conceitos admiráveis"então não sei mais o que seria "admirável"no campo intelectual! Mais conhecimento e menos ódio partidarista por favor.

      • Carlos Postado em 06/Jan/2015 às 20:29

        Socialismo não necessariamente tem relação com matança.

  16. Oscar Araripe Postado em 03/Jan/2015 às 17:49

    E Barbara de Alencar, primeira presa política do Brasil? Lutou pela Independência do Brasil, pela República e o Abolicionismo. Proclamou , no Crato, a Independência, 5 anos antes do Imperador e a Republica, em Quixeramobim, 60 anos antes de Deodora. Perdeu três filhos nas lutas contra o império português, etc, etc...

  17. Márcio Postado em 03/Jan/2015 às 18:36

    Augusto a direita nao derrama sangue? A sua base é o sangue desde o imperialismo greco romano. Feudalismo, Monarquia ,aristocracia , burguesia, militarismo como no Brasil e lógico nosso tão amado clérigo. Acho bom ler mais história e jornais. Toda tomada de poder e baseada em sangue seja direta (guerra) ou indireta (política de fome e exclusão social. reveja seus conceitos. OK

  18. johnny Postado em 03/Jan/2015 às 19:05

    Faltou citar a nossa Dilma Rousseff.

    • Cícero Postado em 04/Jan/2015 às 09:31

      Verdade. Faltou a Coração Valente!

    • eu daqui Postado em 05/Jan/2015 às 10:55

      Não exagere..........

  19. Milton Postado em 04/Jan/2015 às 01:28

    Rosa Parks

  20. Heleonora Postado em 04/Jan/2015 às 10:02

    E Anita Garibaldi?

  21. vitor AP barossi Postado em 04/Jan/2015 às 14:33

    Mundo machista, histórias mau contadas que vergonha

  22. Luiz Mourão Postado em 04/Jan/2015 às 14:48

    Dilma, COM CERTEZA!! E meu caro Naro: se "dona Vana" não tinha sido ainda muito citada é porque essa mídia corrupta e conivente não via interesse nisso; entretanto, o que Dilma fez, E SOFREU, está na História; não precisamos de mídia para ficar sabendo do seu Coração Valente... Otário, gado no rebanho da mídia...

    • Cícero Postado em 04/Jan/2015 às 17:36

      Luiz, O Naro acha que o Lula enfiou a Dilma goela abaixo dos brasileiros... A Dilma venceu duas eleições ... Mas não vê que a ditadura, contra a qual lutou nossa Coração Valente é que foi enfiada nossa goela abaixo... É o pior dos cegos.

    • Cícero Postado em 05/Jan/2015 às 09:08

      O Lula é o cara! Isto até cego enxerga!

  23. Jefferson Postado em 04/Jan/2015 às 17:26

    Acredito que seria importante ter menção à revolucionárias BRASILEIRAS nesta lista.

  24. zilofa Postado em 04/Jan/2015 às 23:00

    É isso aee, Dilma lutou no passado por um futuro democrática e socialmente real para seu país, e até hoje luta. Mulher de raça nossa presidenta!

    • Valdir dos Santos Postado em 20/Jan/2015 às 23:07

      Naro Solbo, você tem razão; Acho que endureceu. Mas eu sei de gente que estava abusando. Daí, ripa na chulipa. Não sei quais os efeitos que ameaçará o bem estar da maioria. Mas os que trabalham e merecem de fato não serão afetados. Vamos ver.

  25. Carlos Postado em 07/Jan/2015 às 16:58

    "revolucionários de esquerda" fanáticos em geral são cegos todos, a humanidade nunca vai mudar, vão morrer por nada, a humanidade precisa evoluir e não mudar.