Redação Pragmatismo
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Humor 01/Dec/2014 às 19:50
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O segredo do humor de Roberto Bolaños, criador de Chaves e Chapolin

O segredo da genialidade de Roberto Bolaños, o Chespirito — escritor, roteirista, diretor, ator e comediante cujo humor podia ser apreciado da mesma forma em dezenas de países do mundo.

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Roberto Bolaños e seus dois principais personagens, Chaves e Chapolin (Imagem: Pragmatismo Político)

Nenhum outro mexicano levou sua comédia a tantos países quanto Roberto Bolaños, o Chespirito — escritor, roteirista, diretor, ator e comediante cujo humor podia ser apreciado da mesma forma desde o México até a Argentina, e que morreu este sexta-feira, aos 85 anos, em Cancún.

Mas o que tornava seu trabalho tão universal?

Alguns acham que suas produções eram baseadas em um humor simples que capturava um momento da realidade do México, reproduzido por muitos países latino-americanos. Mas há quem critique o estilo pastelão que sua obra adquiriu ao longo dos anos.

“É um humor sincero e que vem do coração. Não é um humor que está tentando fazer as pessoas rirem simplesmente, mas permite-nos refletir sobre a sociedade e ver o lado positivo. É um humor muito ingênuo também, o que neste momento é muito difícil de encontrar”, observa Alejandro Herrera, mestre em estudos de arte na Universidad Iberoamericana do México.

Luis Carrasco, professor de Comunicação da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) considera que Chespirito criou uma narrativa inteligente, interpretada por atores “muito talentosos”.

“Definitivamente, os personagens tinham muito carisma. São pessoas que podemos encontrar em qualquer país: no bairro, na escola, na família. Isso ajudou muito para chegar a este sucesso formidável”, acrescenta.

Uma de suas séries mais difundidas em todo o continente era “Chaves”, a história do menino que morava em um bairro típico de meados do século 20 no México, com uma par de famílias disfuncionais vivendo ao redor.

Nessa série, não apenas os mexicanos, mas muitos na América Latina puderam se ver refletidos. Uma criança que vive em um barril e que vemos como vulnerável faz-nos ver as nossas próprias vulnerabilidades.

No bairro de Chaves estão todos os personagens que podem ser encontradas na vida cotidiana. E parte do sucesso, de alguma forma, estava um pouco na crítica social, na injustiça”, diz Carrasco.

Além de ser a mente por trás desse humor “universal”, Gómez Bolaños teve a capacidade de inovar num momento em que a televisão estava sob intenso escrutínio por parte das autoridades.

“Para entender o humor de Chespirito, é preciso que ele seja colocado num contexto”, diz Cueva. Nos seus programas, ele “teve que lidar com um tipo de humor e um tipo de crítica que não podia ser direta. Nem pensar em questões de natureza política, que hoje podem ser abordadas”. Os personagens de Bolaños “contavam histórias de uma maneira diferente, com todas as limitações que existiam, através do humor. O riso não tinha duplo sentido, não menosprezava ninguém ou era irônico. Mas destacava as peculiaridades de nossa sociedade de uma forma muito sincera”.

Nhonho era gordo, Kiko bobo, Dona Florinda temperamental, Dona Clotilde uma “bruxa”… Bolaños constantemente recorreu a ridicularização, lembra Carrasco.

“Nos seus programas havia bullying. Todo o mundo se divertia às custas dos outros, todos contra todos, e era muito normal. Chespirito ficou “mais comercial” no que chama de “segunda etapa”, quando passou do Canal 8 para a Televisa. “Ele não apostou mais no diálogo, nas histórias, mas no pastelão, nos insultos, no sarro dos defeitos físicos”, acrescenta.

Herrera acredita que Chespirito usou scripts de “gaveta” ao longo de sua carreira. “A coisa mais importante é que ele tinha um toque muito particular sobre o que funciona com o público, o que ele gosta, e sabia quando a repetir uma piada.”

“Eu acho que é a televisão que devemos ter, porque ele é muito sincero e muito aberto para nos deixar ver as nossas deficiências, as nossas fraquezas, mas faz isso com total respeito. E é isso que nos faz rir “, diz o professor Herrera.

Chespirito definia seu humor com uma frase de Chaves: “Foi sem querer querendo”.

CNN México

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Comentários

  1. poliana Postado em 01/Dec/2014 às 20:42

    Fico feliz q o pragmatismo político dedicou uma materia em sua pagina a esse grande ídolo! Vai o homem, fica sua obra. Descanse em paz grande homem. Vc será eterno em nossos corações. Obrigada por tudo chavinho! Vá em paz!

    • Roges Postado em 02/Dec/2014 às 18:50

      tô contigo e não abro!

  2. Deisi Postado em 01/Dec/2014 às 21:41

    Bolanõs, Chaves, Chapolin, Genial! Merece o apelido de Chesperito, um humor que atravessou décadas e gerações. Mesmo com episódios repetidos, sempre arranca risos, todos personagens com suas particularidades e muito carisma contribuíram para todo esse sucesso. É um coringa do SBT, tem poder de elevar à audiência em qualquer horário que passa. Comecei assistir Chaves junto com meus filhos, sou fã a 30 anos. Não sei explicar como um humor tão puro, singelo e inocente consegue cativar tanta pessoas durante às ultimas décadas. Isso prova que não precisa de apelação e exploração, para fazer rir. Obrigada por me divertir até hoje Chaves, mas como todo gênio jamais morrerá, porque se eternizou. "Isso isso isso". Se encontrar com Seu Madruga, Dona Clotilde e o Jaiminho é só convida-los para comer sanduíche de presunto. Descanse em paz Chaves!

  3. Andre CdE Postado em 01/Dec/2014 às 22:39

    Aí, vermelhada: uma matéria tosca sobre o Chves pra vcs se deliciarem. http://zambininha.blogs.portalvox.com/entendendo-o-paradigma/2014/11/dez-motivos-pelos-quais-chaves-era-um-programa-machista-homofobico-e-racista.html

    • Felipe Peters Berchielli Postado em 02/Dec/2014 às 11:13

      Ai que burro da zero pra ele professor,não viu que o post é uma piada.

      • Andre CdE Postado em 02/Dec/2014 às 13:58

        Percebi, sim. Mas como vcs são cheios de mimimi, precisavam lrr algo zoando com a dara de vcs...

      • poliana Postado em 02/Dec/2014 às 18:35

        Isso, isso, isso...

      • Silva Postado em 02/Dec/2014 às 22:45

        Merece zero mesmo o patético!

    • sergio ribeiro Postado em 02/Dec/2014 às 18:48

      Esse link deve ser gozação. Muito caricato.

  4. Leici Postado em 02/Dec/2014 às 10:36

    Boas histórias são assim: atemporais. Você assiste, assiste, e não enjoa. Chaves e Chapolin são clássicos que não serão esquecidos tão cedo!