Redação Pragmatismo
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Preconceito social 08/Dec/2014 às 19:29
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Danuza Leão reaparece 'pobre' e não paga ação contra a Folha

Danuza Leão ficou pobre? Socialite e ex-colunista da Folha ganhou as manchetes após se revoltar com os direitos adquiridos pelas empregadas domésticas e por afirmar que ir a Paris e a Nova York perdeu a graça diante do "perigo de dar de cara com o porteiro do próprio prédio"

danuza leão pobre folha
Danuza Leão (Foto: Marcos Pinto)

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A Justiça garante que pessoas que comprovarem insuficiência de recursos financeiros poderão solicitar ajuda jurídica gratuitamente. A finalidade do recurso é proporcionar a todos o acesso ao Judiciário. Foi esse benefício que a jornalista Danuza Leão conseguiu ao processar a Folha de S. Paulo, veículo que publicou sua coluna por 13 anos. Ao perder a ação, ela ficou livre de todos os custos.

A ata da audiência tem data de 28 de novembro. O documento aponta que Danuza buscou a Justiça para reclamar do vínculo empregatício que tinha com a Folha. Ela alegou que foi contratada para ser colunista, mas que a empresa de comunicação teria obrigado a assinar um contrato de prestação de serviço no qual figurava como segunda contratada, não como funcionária com direito a todos os benefícios da CLT.

“Como primeira, figurava uma sociedade, Zagora Produções Artísticas Ltda., cuja única função era notas fiscais”, afirmam as anotações do processo. A jornalista ressaltou que nenhuma opção foi dada a ela. De acordo com a ação, a ex-colunista da Folha não conseguiu provar que teria sido coagida a assinar o contrato. Além disso, a vontade de firmar acordo entre as duas partes é clara, “tanto que apenas após o rompimento é que a reclamante manifestou a contrariedade”.

Os custos do processo foram avaliados em R$ 1.000, calculados sobre o valor dado à inicial de R$ 50.000.

Polêmicas

Em 2013, Danuza Leão se revoltou com a aprovação da PEC das Domésticas. (leia aqui)

Em 2012, a jornalista se envolveu em uma polêmica por causa da coluna “Ser Especial”, em que ela afirmou que não tinha graça ir a Nova York (EUA) ou Paris (FRA) e correr o risco de encontrar o porteiro do prédio onde mora. O texto afirmava que o bom era ter coisas exclusivas e que se todo mundo “fosse rico, a vida seria um tédio”. “O problema é: como se diferenciar do resto da humanidade se todos têm acesso a absolutamente tudo, pagando módicas prestações mensais?”, questionava.

Depois da repercussão, ela se desculpou com os leitores. “São mais de 500 colunas, e acho que nesse longo tempo já deu – ou deveria ter dado – para saber quem eu sou. Reli o que escrevi na minha última crônica, refleti sobre o que queria verdadeiramente dizer e cheguei ao seguinte: nós, seres humanos, somos únicos, ricos ou pobres, gênios ou pessoas comuns, e essa é a grande riqueza da vida: não existem duas pessoas iguais, e ninguém quer ser igual ao outro”, disse à época.

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Comentários

  1. INDIGNADA Postado em 08/Dec/2014 às 21:47

    HEY DANUZA LEAO ,VTNC,,REORREU A UM RECURSO PARA PESSOAS POBRES,FALIDA FDP,ESNOBE

  2. rafael Postado em 09/Dec/2014 às 01:30

    Já que ela ficou arrepiada de ódio pelos direitos conseguidos pelas domésticas, isso significa que naquela época em que ela provavelmente podia pagar uma doméstica a velha avarenta ficou com raiva por ter que gastar seu rico dinheirinho com a ralé. Ora, se os direitos das domésticas são tão bons assim, que irritaram tanto as madames, acho que agora, que ela está pobre, ela poderá bater umas faxinas. Se economizar pode até ir fazer uma viagenzinha a Paris, de classe econômica e ficar hospedada em albergues. Pagando em módicas prestações a perder de vista. Vá em frente Danuza, vai bater uma louça da patroa madame como você já foi.

    • Silvio Postado em 09/Dec/2014 às 14:07

      Acho que o Hostel é mais em conta.

  3. Nivea Postado em 09/Dec/2014 às 10:46

    queria saber quão "pobre" ela está afinal? pobre pobre de marré de-ci, ou pobre tipo:classe média alta?

  4. marcos Postado em 09/Dec/2014 às 11:34

    Ser pobre não significa somente não ter poder aquisitivo e recurso financeiros. Significa não ter sensibilidade. lucidez, amor, solidariedade,tolerancia com o proximo, conciencia e inteligencia.

    • deisi Postado em 11/Dec/2014 às 20:37

      Esses Marcos, eu defino, que são tão pobres, mas tão pobres, só tem dinheiro.

      • Eduardo Postado em 15/Jan/2015 às 11:53

        e muitas vezes são pobres até para usa-lo... queimando em porcarias e alimentando desgraças....

  5. Chico Lobo Postado em 09/Dec/2014 às 11:36

    Total falta de dignidade humana. Uma mulher tão infeliz na sua existência que precisa se sentir "exclusiva" para não aparentar mais decadente do que já é. Tenho muita pena de pessoas infelizes assim. Ela deve se lembrar que os vermes que comerão seus olhos quando morta também serão exclusivos dela e que seu corpo vai feder a putrefação como de qualquer outro rico ou pobre.

    • Ribamar Postado em 29/Dec/2015 às 19:27

      Isso mesmo, pura verdade.

  6. George Postado em 09/Dec/2014 às 11:49

    que mulher feia, colocou tanto botox quer ficou com a cara do Coringa. "Deixe-me botar um pouco de sorriso na sua cara" rsrsrsrsrsrs

  7. Rodrigo Postado em 09/Dec/2014 às 11:55

    (Outro Rodrigo) Poxa, Danuza, somos, todos, sim, diferentes. Somos "eus/egos" individualizados, ao mesmo tempo em que integramos a mesma raça/espécie humana - aquela é a nossa desigualdade e esta é a nossa igualdade. Assim, em viagem a qualquer lugar, ficarei muito feliz em ver o sucesso alheio - o sucesso do rapaz que vivia nas ruas e foi aprovado em Harvard; o sucesso do rapaz que acertou 95% do ENEM; o sucesso do motorista de ônibus que usou o dinheiro de sua rescisão para fabricar chinelos quadrados e que, hoje, promove a criação de emprego e circulação de riquezas entre mais pessoas. É bom, salutar, dignificante, humano, felicitar-se com o crescimento do seu irmão - semana passada tive ótima notícia de uma amiga médica: ela sempre buscou ajudar a filha da funcionária do lar de sua mãe e, agora, a moça se formou em Fisioterapia e foi aprovada em Mestrado em universidade pública. Isso é satisfação tripla: de quem estendeu a mão e ajudou em parte, de quem aproveitou a oportunidade e a ela aliou o esforçou pessoal, e da mãe dessa moça, que vê a filha buscando fazer a diferença, valorando a superação. Uma grande pena ver que, aparentemente, a colunista enxerga mais a acumulação de riqueza do que a realização pessoal, o caminho que levou ao sucesso do "eu", mas não do "ego". Como sempre sugiro, quem puder que leia "A Educação do Homem Integral", de Huberto Rhoden.

  8. Thiago Teixeira Postado em 09/Dec/2014 às 15:56

    Pagar advogado para a Danuza com dinheiro público coxinha nenhum reclama, se fosse uma favelada ou uma família de bolivianos ganhando 93 reais ... sai de baixo.

    • Rodrigo Postado em 09/Dec/2014 às 16:54

      (Outro Rodrigo) Talvez a redação confunda, realmente fazendo crer que assistência jurídica gratuita confunde-se com Advogado pago pelo Estado.Inicialmente, pois, a valorosa Defensoria Pública irá atender aos hipossuficientes, após análise do perfil do candidato a assistido - e há Estados em que, pela insuficiência de quadros, como SP, há convênio com a OAB, a fim de que Advogados particulares auxiliem no atendimento (após a devida entrevista na Defensoria) e, por isso, recebam remuneração (após alguns meses, em valores abaixo da tabela, mas, enfim, a adequação do valor pago não é o assunto aqui). De outro lado, nos termos da Lei n. 1060/50, quem se declara pobre, por escrito, nos termos e sob as penas da lei, terá direito a isenção, sim, por exemplo, de: 1- taxas judiciárias (o valor inicialmente pago, para ser dada entrada em processo); 2- de honorários sucumbenciais (valor, nos termos do art. 20 do Código de Processo Civil, pago ao Advogado do vencedor do processo, de 10 a 20% do valor da condenação ou, fixado de forma equitativa pelo juiz, em processos nos quais não haja condenação monetária, conforme o caso); 3- despesas com perito; 4- despesas com recursos. Assim, pois, em Danuza não tendo sido atendida pela Defensoria Pública, nem pelo convênio com a OAB (mesmo neste, é preciso prévia entrevista na Defensoria, novamente), certo é que a mesma ou contratou seu Advogado por valor certo ou o contratou com base no art. 38 do Código de Ética e Disciplina da OAB; a cláusula "quota litis" determina remuneração do Advogado em percentual do proveito econômico obtido pelo cliente, ao final e, em não tendo sucesso, o profissional fica sem remuneração. Nenhum Advogado, pois, foi ou poderia ter sido pago com dinheiro público, mas houve isenção de custas e taxas recursais (o processo não deveria envolver perícia e, ainda, na trabalhista, assim como em Juizados, não há condenação em honorários sucumbenciais). Ao fim, pelo histórico profissional e padrão de vida da mesma, não posso crer que Danuza se enquadre no perfil de pessoa pobre, apta a assinar "declaração de pobreza" (tal é o nome), de modo que, em procedendo meu "achismo", a mesma estaria sujeita a multa (art. 4º, § 1º, Lei 1.060/50) de até o décuplo das custas judiciais: no caso concreto, de até R$ 10.000,00. Quanto ao bolsa-família, já tive opinião contrária, mas fiz as contas e vi o que dá para comprar em um mercado com o valor. Passei, sim, a torcer para que do valor as pessoas façam o melhor uso, até que espontaneamente dele não mais necessitem; infelizmente ainda há quem, valorando a tão humana corrupção, recebem sem precisar ou fazem mau uso do valor, a exemplo do que ocorre com benefícios outros, a exemplo dos previdenciários, o que não implica em terem de cessar, mas em ser aplicada a sanção correspondente à má conduta.

  9. Mineirim Postado em 09/Dec/2014 às 17:46

    Quer direitos da CLT ? Sempre pregou contra eles.

    • Ricardo Postado em 09/Dec/2014 às 18:16

      Ah, pois é! Não são pessoas como ela que dizem que aqueles que defendem a distribuição de renda devem dar o exemplo?! Isso só mostra como o seu argumento é ausente de sentido. O legal foi a traulitada que levou na sentença: certo que o Juiz do Trabalho deve ter pensado: "ora, se ela é tão liberal, tão defensora dos contratos, vou manter esse contrato de merda que ela assinou...". Huahuahua

  10. Eddie Postado em 09/Dec/2014 às 22:11

    E como se não bastasse essa desgraceira toda na vida dela, ainda está feia igual ao Coringa, hehehe!!

  11. Denisbaldo Postado em 10/Dec/2014 às 21:16

    Todo coxinha sempre mete o pau na esquerda e suas conquistas, mas adoram ferias remuneradas, 13o. salario, FGTS, viso previo, etc. BANDO DE IGNORANTES

  12. Walter Postado em 11/Dec/2014 às 12:13

    Do ritmo que vai a coisa no Brasil Empregada doméstica profissão em extinção , pois graça a política da velha esquerda nossas mulheres estão cada vez mais nos bancos das universidades. POBRE BURGUESIA FALIDA.

    • deisi Postado em 11/Dec/2014 às 20:49

      Acho pouco pra burguesia falida, não terão mais que lave suas calcinhas, recolha seu lixo, catem o cocô do cachorrinho da madame, nem alguém para preparar suas refeições e lavar seu banheiros, estão perdidas. Vão ter que ir ao salão e fazer todos o desgastante trabalho domésticos de luva para não estragar as unhinhas.

  13. Zenio Silva Postado em 29/Dec/2015 às 15:44

    Não é uma questão de vontade não ser igual ao outro, é uma impossibilidade físico-biológica! O podemos ser, e devemos ser, é semelhantes ao próximo... Cabeça ruim dessa 'pobre' senhora...