Nicolas Chernavsky
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Esquerda 25/Nov/2014 às 12:46
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O que o PT pode ensinar ao PSOL e o que o PSOL pode ensinar ao PT

O PSOL é a oportunidade do PT olhar para seu passado e perceber que, apesar do partido ter mudado para melhorar a vida do povo, nem todas as mudanças eram necessárias; o PT é a oportunidade do PSOL olhar para o seu futuro e ter mais liberdade para construí-lo, se conseguir perceber, entre as mudanças pelas quais o PT passou, quais foram negativas e quais foram positivas

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Imagem: Pragmatismo Político

Nicolas Chernavsky*

A relação entre o PT e o PSOL é um dos tabus da política brasileira, ou seja, é um dos temas mais difíceis de serem abordados de uma forma construtiva. Em parte, isso ocorre porque o próprio surgimento do PSOL está ligado a um acontecimento traumático, que foi a expulsão de 4 parlamentares do PT que votaram contra a reforma da Previdência em 2003. Entretanto, mais além deste episódio de 2003, o significado político do PSOL está baseado hoje em dia em questões muito mais amplas. Nessa última campanha eleitoral de 2014, a questão da relação entre o PT e o PSOL se impôs com a forças dos fatos, uma vez que na polarização do segundo turno uma parte expressiva do PSOL (como por exemplo 4 dos 5 deputados federais eleitos) apoiou Dilma no segundo turno. Afinal de contas, mais além dos traumas do passado, hoje em dia, o que o PT é para o PSOL e o que o PSOL é para o PT? É possível que mantendo sua individualidade, um possa ajudar o outro? É possível uma troca de experiências entre PT e PSOL?

Como pergunta o título deste artigo, o que o PT pode ensinar ao PSOL e o que o PSOL pode ensinar ao PT? Ou seja, o que compreender o PSOL pode ensinar ao PT e o que compreender o PT pode ensinar ao PSOL?

O PT, ao longo das décadas, desde sua fundação em 1980, lançou-se à realidade de forma a modificá-la concretamente, e isso, dado o sistema político democrático vigente, passava necessariamente, especialmente, por vencer eleições para os cargos executivos, que precisam já há décadas de mais de 50% dos votos válidos.

Posteriormente, o PT percebeu também que tendo o legislativo o poder de retirar o executivo do cargo (com mais de 2/3 dos votos), era necessário fazer alianças no parlamento de forma a garantir que o executivo eleito nas urnas permanecesse no cargo, sem contar o fato de que se a coalizão do executivo não tiver maioria no parlamento, o dia a dia do governo fica muito mais difícil, pela interconexão entre o que chamamos de função “executiva” e “legislativa”. Assim, a realidade foi forçando o PT a fazer alianças com partidos de outras regiões do espectro político. Essa foi uma mudança pela qual o PT passou que acredito que tenha sido positiva, e que o PSOL poderia observar em relação aos grandes benefícios para o povo brasileiro que ela possibilitou. Mas para ser coerente com a estrutura deste artigo, vou mencionar também uma outra mudança pela qual o PT passou, que, essa sim, o PSOL tem que tomar cuidado para não passar. Refiro-me à questão do financiamento de campanhas.

Leia aqui todos os textos de Nicolas Chernavsky

Para vencer eleições, é preciso se comunicar com as pessoas de uma forma massiva, chegando a praticamente toda a população de uma cidade, um estado ou um país. Assim, uma campanha eleitoral viável precisa ter uma estrutura financeira mínima. O PT, ao longo de sua história, chegou a uma situação em que precisava aumentar o volume de recursos financeiros para poder fazer campanhas viáveis em larga escala, e o partido não conseguiu desenvolver um sistema de arrecadação de recursos que não incluísse a aceitação de grandes doações de empresas. Isso não só proporcionou uma forma de que interesses mais conservadores influenciassem nas decisões do PT, de seus candidatos e de seus políticos eleitos, mas também limitou o crescimento eleitoral do PT, pois esses interesses conservadores limitavam as ações progressistas que o PT teria que realizar na gestão do Estado que ampliariam seu alcance eleitoral. Em resumo, esse método de financiamento de campanhas fortaleceu um componente conservador que funcionou para reduzir o extraordinário ímpeto progressista do partido, mas este último foi tão forte que mesmo assim conseguiu melhorar acentuadamente a qualidade de vida do povo brasileiro. Por isso, não se pode jogar fora o que PT tem de bom pelo que o PT tem de ruim.

Assim, chegamos ao cerne deste artigo. O PT e o PSOL têm muito a ganhar se ambos perceberem que não são as alianças, mas sim a forma de financiamento das campanhas (e dos partidos, por que não?), a questão chave que limitou o progressismo do PT. E é importante perceber que isso aconteceu com o PT não por algum problema de índole, mas porque o PT não conseguiu encontrar até o momento uma forma melhor viável em larga escala de financiamento de campanhas. O PSOL está se encontrando concretamente com esta questão agora, e apesar de apoiar o financiamento exclusivamente estatal, o partido precisa lidar com a realidade de que isso não necessariamente vai ser instituído, independentemente de ser desejável ou não. Compreender os dilemas que o PT enfrentou no passado vai ajudar o PSOL a perceber que é a criação de um sistema de financiamento viável e adaptado à realidade institucional do país que vai ajudá-lo a vencer eleições com o mínimo de limitação do progressismo. Da parte do PT, a situação é relativamente semelhante. Olhar para o PSOL é olhar para o passado, mas não porque o PSOL seja o passado, mas porque o PSOL faz o PT se lembrar de como o partido era quando precisava de um sistema de financiamento sem grandes doações de empresas, e não tinha esse sistema e acabou cedendo para esse tipo de financiamento historicamente conservador. Agora, quem sabe com a ajuda do PSOL, o PT pode implementar um novo sistema de financiamento de campanhas (mesmo que não for aprovado o financiamento estatal pelo parlamento nacional) que permita ao partido substituir as grandes doações de empresas por muitas doações de baixo valor de pessoas físicas. É aí que PT e PSOL podem colaborar, e quem sabe formar os alicerces para que os extraordinários avanços pelos quais o Brasil passou nos últimos 12 anos não sejam interrompidos por um retrocesso conservador no futuro próximo.

O PSOL tem a política de não aceitar doações de alguns tipos de empresas, mas me parece que no médio prazo isso deixa a porta aberta para se chegar a uma situação semelhante à do PT. Esse é o momento do PSOL compreender profundamente a experiência do PT e dar uma contribuição inestimável para a política brasileira, implementando um sistema de financiamento de campanhas apenas por pessoas físicas e com um limite máximo razoável. O povo brasileiro precisa de partidos progressistas fortes. Para isso, o PSOL tem que se tornar forte e o PT tem que se manter progressista, com seu histórico companheiro PCdoB. O sistema de financiamento é a chave.

*Nicolas Chernavsky é jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP), editor do Cultura Política e colaborador do Pragmatismo Político

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Comentários

  1. Mallu Postado em 25/Nov/2014 às 13:56

    Este senhor cesar souza passa o dia todo comentando merda no PP. Acho que ele nem le o o texto, e se lê não compreende, sei lá, deve ser ignorância ou algum problema cognitivo. ... ou ódio mesmo, que cega.

    • juliano Postado em 25/Nov/2014 às 14:11

      ele expressou o problema dele subliminarmente... basta que você VEJA o comentário dele com mais atenção pra ver o que é que causa esssa confusão mental.

      • Nayara Postado em 25/Nov/2014 às 15:00

        hahahaha... tão claro, e me passou despercebido!! Obrigada por me abrir os olhos!

    • Tiago Silva Postado em 25/Nov/2014 às 21:12

      Realmente achei que o autor não acertou no alvo nesse artigo. Equivoca-se ao tratar como "positivo" as coligações que o PT faz para uma pseudo governabilidade... e tem um pensamento limitado em relação à comunicação política. Acredito que os dois pontos elencados pelo autor seriam dois pontos de uns 5 que melhor orientariam o melhoramento do PT e do PSOL, mas que ainda nenhum dos dois partidos o fazem com eficiência. Vejamos: O PT deveria aprender que as coligações que fez e que jogar o jogo político pelas "regras sujas" que sempre se jogou (o meio não justificou o fim), foi um dos elementos principais para que se criassem um anti-PT (não só limita sua progressão eleitoral, como também o apequena - e na minha visão, mais até que o financiamento empresarial), justamente pelas incoerências demonstradas e pela limitação nos avanços que sempre pregavam (O único partido que o PT tratou de forma correta foi o PFL/DEM que tinha grande base no Nordeste e estigmatizou esse partido como traidores de Lula/Povo... o que poderiam ter feito o mesmo para PP, PR, PTB, PSD - assim, exceto nesse caso, o PT não soube se portar contra os partidos que não querem que diminuam as desigualdades/privilégios e, ainda, tratou mal seus aliados). O PSOL nesse quesito ainda não melhorou também, pois busca uma atomização política que não contribui com os avanços que prega no seu programa e ainda muitas vezes é usado para atacar o próprio PT. Nesse ponto, os dois partidos deveriam fazer uma busca por uma coalizão seletiva: agrupar todos os partidos de esquerda (apesar da tendência eterna de fragmentação da esquerda) e apenas dar sobrevida política aos que ajudassem que se concretizassem as políticas sociais e de justiça. Aos que não se associassem à coalisão, bastava fechar a torneira ou nas eleições os tratar como traidores (a maioria do PMDB, PP, PSD, PR... e nanicos do N-NE só se elegem com a imagem de Lula no santinho) e, assim, promover uma renovação à esquerda. Essa opção se aproxima com a opção de financiamento do PSOL de não aceitar se associar/financiar por qualquer um. Já no quesito financiamento para se efetivar comunicações políticas, também discordo com o autor! Concordo no ponto que é necessário, nesse sistema atual, de muito dinheiro para que se consiga fazer uma comunicação com qualidade. Porém, essa comunicação poderá ser cada vez mais barateada pela ascenção de novas mídias e modos de se comunicar. O PT aprendeu a se comunicar bem através de "marketeiros" que são muito caros, mas essa comunicação foi que o projetou como um dos grandes partidos nacionais. Nesse item, o mais correto para o melhoramento de ambos os partidos seria o PSOL se aproximar da maneira como se comunica o PT (e ainda experimentar novas formas de comunicação) e o PT poderia ser mais seletivo nas doações que recebe... até para ajustar o que prega com o que esses eleitores plutocratas querem que o PT faça. Acho que os dois partidos podem se melhorar muito (PT e PSOL) se ao invés de procurarem ser modelos de admiração... procurarem se ouvirem mais!

  2. Mallu Postado em 25/Nov/2014 às 14:01

    Quem não contribui com nada é o senhor, passa o dia todo atrás de uma tela, "criticando", quer dizer, isso nem pode ser chamado de crítica de tão vazio que é. Pois funde um partidão(contrário de "partideco") e nos mostre como se faz a " ótima política", vá a luta, ação, e pare com esse PAPELÃO ridículo de comentários vazios sem argumento, pura raivinha.

    • Heitor Postado em 25/Nov/2014 às 14:22

      Vai fundar o POIB -Partido Olavete irracional Brasileiro

  3. Bruno Postado em 25/Nov/2014 às 14:22

    Tenho uma solução melhor para o revisionismo do PT:Lutar ardentemente pela reforma política.Que se repitam novas jornadas de junho de 2013.No México é que estão certos.O povo tem que ir as ruas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • ricardo Postado em 25/Nov/2014 às 17:37

      No México estão na rua porque mataram 43 jovens por lá...

  4. Guilherme Postado em 25/Nov/2014 às 14:49

    O PT pode ensinar o PSOL como roubar em maiores quantidades. E o PSOL pode ensinar o PT a ser mais aviadado, para conseguir a adesão de mais membros dos movimentos LGBT.

    • Enrique Postado em 25/Nov/2014 às 15:32

      O PSDB é que pode ensinar a roubar sem ser pego. Seu segundo comentário mostra que você precisa de um psicólogo. Você provavelmente foi abusado quando criança.

    • Vinícius Postado em 25/Nov/2014 às 17:52

      Bem vindo à página Pragmatismo Político e ao século XXI. Aproveita e leia alguns artigos sobre o PT ser um partido corrupto e sobre o movimento LGBT. Tente se livrar um pouco do discurso sensacionalista da revista VEJA e se adeque a nova realidade, onde o sexo e a identidade de gênero são coisas muito mais complexas do que dizer que "algo ou alguém se torna 'mais aviadado'".

    • Gonçalves Postado em 25/Nov/2014 às 21:23

      Cara! Não acredito que você postou algo tão Boçal e Imbecil! Um perfeito Idiota que defeca pela boca.

  5. Itamar Postado em 25/Nov/2014 às 17:12

    Guilherme, não se faça de rogado, nos conte qual é a sua sugestão para melhorar o sistema político brasileiro e combater a corrupção endêmica que existe no nosso país?

  6. mauricio augusto martins Postado em 25/Nov/2014 às 17:54

    Perfeita explanação, dado o atual momento Político por que passa o Brasil, como LULA e o Partido dos Trabalhadores desnudou a direitona-furiosa e a colocou no gueto em seu devido "canto", abre-se uma enorme Estrada mais à Esquerda, com o PT sendo "vidraça" pois detém o Executivo Nacional, o PSOL tem a inteira liberdade de prosseguir com sua pauta bem como não tem a necessidade de Lutar contra uma "cultura" imposta pelo pig, coisa que o PT perde muito tempo e recursos, dado ao acúmulo de mentiras, até "disfarçadas" de "análises" que tem que ser dirimidas, como citou o Senador Requião, que a mídia pig no Brasil é caso de Saúde Pública, com toda a razão pois diuturnamente panfletam, para no mínimo criarem a "dúvida razoável" por um lado aumenta ainda mais a rejeição dos tucanalhas, e por outro cria uma "identidade" doentia, sem a percepção de certo ou errado, e não conseguindo seu "intento" coloca toda a Política na vala comum, o Brasil vai muito bem obrigado, excetuando Sum Pablo del PCC que continua tomando água com merda, mas como é próprio das Hienas "riem à toa"...maumau

  7. Luiz Orlando Postado em 25/Nov/2014 às 17:56

    Quer dizer que o que o PSOL tem a aprender com o PT é fazer a velha política, o toma-lá-dá-cá? O PSOL está anos luz a frente do PT.

  8. Grumiché Postado em 25/Nov/2014 às 19:03

    É incomparável o tamanho do PT com o tamanho do PSOL. Se tem algo que o PSOL deve aprender com o PT é que a esquerda precisa construir UNIDADE em torno de metas urgentes e jamais acreditar que a intelectualidade resolverá sozinha os problemas dos brasileiros. O PT é um partido de massas, o único no Brasil. PSOL é um partido de quadros, de uma elite intelectual de esquerda que arrisca muito pouco fora do olimpo em que se instala, a tal academia, e que gosta de criticar dali porque é seu terreno conhecido. Se o PT do nada rachasse e externasse suas correntes, teríamos vários PSÓIS, bem mais competentes, alguns bem maiores e até mais radicais. Mas não racha porque entende que é assim que se constrói um verdadeiro partido de esquerda.

  9. Rodrigo Kirst Postado em 25/Nov/2014 às 19:20

    Discussão política é pra quem entende do assunto. Quem é comandado pela VEJA não sabe o que é isto. Portanto, não percamos tempo com eles.

  10. Adriana Postado em 25/Nov/2014 às 19:37

    Para alguns fazer crítica política resume-se a dizer: eles são ladrões, roubam, roubam... No fundo só assistem a rede globo e queriam salvar o Brasil da corrupção votando do filho do Tancredo de "ilibada" reputação. Me poupem

    • Thiago Lopes Postado em 25/Nov/2014 às 23:49

      Bom comentário, Adriana

  11. Adriana Postado em 25/Nov/2014 às 19:41

    Sim. Não há como negar, houve melhorias na vida do povo. Se considerarmos a história do Brasil, nos últimos 12 anos tivemos uma política que colocou a questão da desigualdade social na pauta. Enquanto tucanos falam em macroeconomia... num arranjo econômico que seus seguidores mal entendem e esbravejam nas redes sociais, o filho da dona Maria viaja pela Europa com o Ciências Sem Fronteiras.

  12. Luiz David Postado em 25/Nov/2014 às 20:51

    A verdade, a verdade, é que os setores pequeno-burgueses oportunistas desses partidos criticam: "não podemos ganhar eleições sem ter recursos pra isso", "os parlamentares barram nossos projetos". Certo, e se não fossem os parlamentares, seria o judiciário, e se não fosse o judiciário, seria o exército. Ou até mesmo a mídia. Este artigo simplesmente diz: "seria bom se não tivéssemos que agir como capatazes da burguesia para ganhar eleições, para nos manter no poder", "seria bom se tivéssemos as mesmas oportunidades que a 'direita'". Claro, a questão é que é precisamente o Estado é organizado para manter o poder dessa classe, e nunca, seja com financiamento privado ou não, terão as mesmas oportunidades. E, mesmo que consigam se eleger, há dezenas de outras estruturas do Estado que servem justamente para manter as coisas como são, algumas já citadas. "Seria bom se o mundo fosse justo", gritam, afinal. Cândido sentimento, mas e daí? O mundo continua sendo injusto. Seja o partido que for, mesmo assumindo essa visão idealizada do pobre partido oprimido, como se não houvesse interesses contrários aos do povo no seio do partido, nunca mudará de fato o país pela via eleitoral. O assassinato de camponeses aumentou, o latifúndio cresceu, se fortaleceu, retrocedeu a reforma agrária (e viva Katia Abreu!), o número de índios que se suicidaram pelas miseráveis condições de vida no país aumentou em 270%, nos governos do PT, a economia foi mais desnacionalizada, foram privatizados até mesmo os hospitais universitários das Universidades Federais, está havendo, cada vez mais, desindustrialização, o déficit habitacional aumentou, centenas de milhares de pessoas foram despejadas (250 mil, se não me engano, só na Copa do Mundo), as greves (como a dos bombeiros, dos garis) continuaram sendo reprimidas, em outras, a a postura do Partido dos Trabalhadores foi de sequer conversar (como a dos professores das Universidades Federais, de 2012), estudantes foram presos injustamente, sem provas, presos políticos, o exército foi acionado para proteger a privatização do pré-sal. O salário mínimo não é o mais baixo da história do país, mas chega a ser mais baixo do que o da própria Ditadura. E a política externa? O Brasil segue tendo imensas relações comerciais no campo militar e de segurança com Israel, recentemente votou contra a Coreia do Norte na ONU (quando geralmente costumava se abster), e por aí vai, cada vez pior. Se teve algum avanço, ficou no passado. E daí vem-me dizer: "precisamos do apoio das massas", "precisamos que as massas financiem o partido", para ter mais recursos para vender a ideia de que o país é lindo, como qualquer partido burguês faz! Precisamos do apoio das massas, para quê? Para meter-lhes porrada, para pisar-lhes como temos feito até agora! Deixem, por fim, de dizer que o partido mudou o país, porque não o fez. Distribuir auxílios não mudou o caráter de nossa sociedade, a realidade de nossa terra. Isso, por sinal, não é exclusividade do Brasil, existe no México, em vários países, e até mesmo nos EUA, onde neste mesmo portal foi certa vez colocado que, lá, 40 milhões de pessoas vivem de auxílio-alimentação, se não, não comeriam. Mas vejamos se os EUA são um país justo por conta disso. Vejamos se o México (vejam as notícias) é um país justo por conta disso. Apenas seguem diretrizes do Banco Mundial. Sejam sinceros e digam: "o PT não serve as massas, independentemente do motivo, assim como não mudou este país". Larguem suas ilusões eleitorais. E comecem a trabalhar para transformar o país de verdade, em vez de tratar de desmobilizar as massas em nome da defesa desta ou daquela migalha, em vez de reclamar o apoio desta, para oferecer esta ou aquela migalha.

  13. Leo Abreu Postado em 25/Nov/2014 às 22:08

    O Analfabeto Político O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.

  14. Thiago Lopes Postado em 25/Nov/2014 às 23:48

    Bom, tá na cara que o PT não aprendeu merda nenhuma, continua cedendo pra ala conservadora. Essa história de que um deve aprender com o outro é conto de fadas, é bonitinho, cheio de boas intenções, mas na prática não é o que se dá. O PT vem com discurso de esquerda só pra ganhar votos, depois o que é de esquerda nele se evapora. E receio com muito pesar que o PSOl caminhe na mesma direção, que o PSOL no final das contas é um PT fora do governo. Espero, claro, estar enganado.

  15. Eduardo Postado em 26/Nov/2014 às 09:08

    O PSOL poderia ensinar ao PT que não se pode chegar ao poder com um discurso progressista e fazer um governo conservador, porque estimular o uso dos meios de transpostes individuais, basear o desenvolvimento do pais usando utilizando-se e estimulando uma matriz energética suja, em pleno século XXI tratar o tema sustentabilidade como um estorvo ao desenvolvimento não me parecem ser pautas de uma esquerda progressista, aliás lembra muito mais os Republicanos nos EUA com sua pauta conservadora negando o aquecimento global e estimulando cada vez mais o uso do petróleo, uma semelhança insuportável na minha opinião.

  16. Carlos Postado em 26/Nov/2014 às 10:22

    O Brasil está uma merda, os inteligentes se mudam disso daqui, não sei em qual país vcs vivem.

  17. Tiago silva Postado em 26/Nov/2014 às 17:34

    Cesar Souza, concordo com vários colegas aqui: você deveria estudar bem mais para parar de falar asneiras!!! Você aprofundando um pouco no conhecimento da história e política no Brasil vai perceber que a corrupção não nasceu no PT... e a cultura brasileira de valorização/veneração do dinheiro sobre qualquer outra coisa faz com que esse mal ainda esteja encruado no Brasil. Os "Bloguistas" mamam muito menos nas tetas do PT do que os que atacam o PT como modo de chantagem: A Globo tem recursos públicos além do que deveria devido às suas audiências (além de ela ter conseguido todo o seu poder de forma inconstitucional se associando a grupos estrangeiros e sendo potencializada pelos ditadores militares que ganharam muito abrindo o mercado para os estrangeiros - fora que lea como outras emissoars de TV e Rádio são concessões públicas e que não deveriam ter lado político, mas no Brasil fazem o que querem), as revistas (Veja, IstoÉ...) o mesmo e os Jornalões de SP, MG, PR... e outros Estados estariam quebrados sem o aporte do Governo Público Local!!! O Brasil teve poucos governos de "esquerda" (Trabalhista, Social-Democrata, Socialista... tudo é esquerda e nem toda a esquerda é comunista), como Getúlio Vargas, João Goulart e Lula/Dilma (que tem uma ação estatal desenvolvimentista que se assemelha muito com JK e com Getúlio - apesar de fazerem menos que estes). A Ditadura Militar esfacelou a Escola Pública, aumentou a desigualdade social e foi até mais corrupta... e os governos de "direita seguintes" (Sarney, Collor, FHC - que fala que dominou a inflação, mas é mentira... já que o Real foi criado no governo Itamar e duvido que fosse criado no Governo FHC) foram pífios, não construíram nada, entregaram o patrimônio nacional e ainda multiplicaram dez vezes as dívidas do Brasil!!!! Ahhhhhhhhhh você também se equivoca também ao falar da questão TRIBUTÁRIA: 1- Proporcionalmente quem paga mais imposto no Brasil são os pobres (ou recebedores do Bolsa-Família, por exemplo) já que no Brasil há forte tributação indireta (os empresários repassam os tributos nos produtos para os consumidores, pois aqui se tem pouca concorrência) ou são os assalariados que já tem seu imposto retido na fonte; 2- Empresários e ricos não pagam quase imposto, já que a distribuição de lucros é isenta desde FHC (é capaz de Eike pagar menos impostos que você... até me termos absolutos); 3- O Brasil é um dos poucos países do mundo em que não se criminaliza quem sonega imposto (roubam o mesmo dinheiro público que os políticos roubam); 4- A carga tributária é uma opção do país, enquanto os países da África tem pouca carga tributária e também tem poucos deveres constitucionais (educação pública, saúde pública, previdência pública, investimentos públicos, etc), há países que tem uma carga tributária altíssima e maior que o Brasil (principalmente na Escandinávia)... porém oferecem muitos serviços públicos e de qualidade!!! Os EUA tem uma carga tributária de 30% (enquanto o do Brasil está em 35%) e ainda tem alíquotas do Imposto de Renda chegando a 45%... mas não tem saúde pública, universidades públicas, previdência pública, etc!!! Essa história de pagar imposto é mais uma asneira que você fala... e com certeza a sua falta de estudo é que faz você que não é banqueiro ou tenha patrimônio elevado defender o que a mídia dita ou ideias de "direita" bem coxinha!!!! Quer uma dica: Vá estudar e seja mais crítico da Globo/Veja/Estadão ou de seus "calunistas"... Kkkkkkkkkkkkkkkk