Redação Pragmatismo
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Juristas 20/Nov/2014 às 11:37
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Márcio Thomaz Bastos, ex-ministro da Justiça, morre em São Paulo

Morre em São Paulo o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Entre suas ações à frente da pasta destacam-se a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003; e a aprovação da Emenda Constitucional n° 45, conhecida como a Reforma do Poder Judiciário, em 2004

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Morre em São Paulo o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos (divulgação)

Morreu no início da manhã de hoje (20), aos 79 anos, o advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos. Eles estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, para tratamento de descompensação de fibrose pulmonar, de acordo com boletim médico do hospital do dia 18. Ele foi ministro durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre os anos 2003 e 2007.

Entre ações dele quando esteve à frente da pasta, destacam-se a aprovação do Estatuto do Desarmamento, em 2003; e a aprovação da Emenda Constitucional n° 45, conhecida como a Reforma do Poder Judiciário, em 2004.

Natural de Cruzeiro, no interior paulista, Bastos formou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP) em 1958, tendo atuado no ramo do direito criminal. O ex-ministro foi vereador pelo Partido Social Progressista (PSP) na sua cidade natal de 1964 a 1969. Foi representante das entidades de classe dos advogados, presidindo a seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entre 1983 e 1985.

Bastos atuou durante os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, como presidente do Conselho Federal da OAB. Em 1990, após derrota de Lula nas eleições presidenciais, aproximou-se do Partido dos Trabalhadores (PT). Ele também foi um dos redatores do pedido de impeachment do então presidente Fernando Collor (1990-1992). Em 1996, fundou o Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), que é uma organização da sociedade civil.

As informações sobre a trajetória de Bastos constam no site do Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil, da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Camila Maciel, Agência Brasil

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Comentários

  1. Leici Postado em 20/Nov/2014 às 12:23

    Vi a notícia no jornal Zero Hora. Cometi o erro de descer até os comentários. Ali a torpeza atinge níveis que fazem desacreditar da humanidade. Se quiser vejam, por sua conta e risco http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/11/morre-ex-ministro-da-justica-marcio-thomaz-bastos-4646618.html

  2. claudio Postado em 20/Nov/2014 às 13:06

    Tambem sou contra o desarmamento da população civil, mas nao com base nesse argumento falacioso que o monopolio da violencia esta na mao dos bandidos. Tem que ter o cerebro muito atrofiado para pensar assim. Que eu saiba o bandido não possui nenhum monopolio de violencia, isso pertence ao estado em qualquer lugar do mundo, e o desarmamento reforça este monopolio, que somente o estado pode se armar, mas alem do estado quem detem este monopolio não são ainda os criminosos, sim os ricos, que não encontram dificuldade em ter o porte autorizado pela PF nem dificuldade para pagar as abusivas taxas de registro, porte, documentação etc. O bandido ou voce, tem a mesma punição se forem pegos armados, inclusive voce vira um bandido tb como aquele que voce julga por ser pobre. Pense um pouco mais.

  3. Pereira Postado em 20/Nov/2014 às 13:29

    Como é ? Então bandido agora precisa se preocupar com porte de armas da PF ? bandido precisa ser rico para ter um revólver com numeração raspada ? Qué isso rapaz !!!! Obrigado pela piada Claudio.