Redação Pragmatismo
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Desigualdade Social 06/Nov/2014 às 13:32
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IPEA: pobreza diminui, mas miséria parou de cair

Miséria parou de cair e pobreza diminui, diz Ipea. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada apontam para a interrupção do processo de redução de desigualdade no país. Estagnação é a primeira desde o primeiro ano de governo Lula, em 2003

lula miséria combate pobreza
Desde que Lula assumiu a Presidência, em 2003, é a primeira vez que a miséria parou de cair no Brasil (arquivo)

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que a miséria parou de cair no país pela primeira vez desde 2003. No ano passado, a população abaixo da linha de extrema pobreza aumentou 3,68%, de acordo com as estatísticas lançadas no Ipeadata, plataforma de dados do Ipea. De acordo com o instrumento, os dados de 2013 foram incluídos no fim da semana passada, em 30 e 31 de outubro.

O total de pessoas que vivem na extrema pobreza passou de 10.081.225, em 2012, para 10.452.383 no ano passado. A proporção de extremamente pobres subiu de 5,29% para 5,50%, também a primeira alta desde 2003.

Apesar da miséria estagnar, houve uma melhora em relação à pobreza. Em 2012, eram 30,3 milhões; no ano seguinte o número ficou em 28,7 milhões. De acordo com a Folha de S. Paulo, falta calcular o índice de extrema pobreza com base na linha oficial de R$ 77 mensais por pessoa, adotada no Bolsa Família.

Para definir a extrema pobreza, o Ipea considera os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Os dois organismos baseiam-se em uma estimativa do valor de uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias necessárias para suprir adequadamente uma pessoa.

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Comentários

  1. Diego Postado em 06/Nov/2014 às 14:18

    Pragmatismo Político, chega a ser engraçado como vocês criticam a postura de outros jornais por serem tendenciosos mas fazem igualzinho, só que do outro lado... "IPEA: pobreza diminui, mas miséria parou de cair" sério? Parou de cair? Subiu! Existe uma palavra para quando não cai nem fica estável que é "subir", e não "parou de cair", como num contexto "tem sempre caído mas excepcionalmente não caiu agora". Sejam mais imparciais por favor.

  2. poliana Postado em 06/Nov/2014 às 14:33

    mimimimimimimimimimimi...

  3. Weslei Prado Postado em 06/Nov/2014 às 16:17

    Eu imaginei que isso aconteceria. Dilma governa com muito ideal e "pouco" social ("pouco", comparando com o governo Lula). A presidenta, nos últimos quatro anos, governou na sombra dos oito anos passados, não houve uma característica forte em seu governo apenas a manutenção dos programas sociais criados anteriormente, a exemplo disso, Lula tem como bagagem os programas sociais (fome zero, ProUni, bolsa família, etc.), pagou a dívida externa, reduziu a inflação de 12 para 4% - citando apenas as principais conquistas -.FHC, por sua vez, também tem uma "bagagem governamental", foi o caso do plano real e a contenção da inflação, já a Dilma não, ela se preocupou mais em assegurar os programas e feitos de Lula e ousou pouco, criou pouco (novamente, "pouco" referente ao governo Lula). O que falta a Dilma é olhar o povo como povo, e não como ideias políticos, coisa que Lula fez muito bem pois nasceu povo, e não "aprendeu" a ser povo. Ainda assim, acredito que ela fará um governo diferente e melhor.

  4. Diego Postado em 06/Nov/2014 às 16:22

    No próprio G1 Economia ele usa o termo "aumento" (http://g1.globo.com/economia/noticia/2014/11/apos-10-anos-de-queda-numero-de-miseraveis-volta-subir-no-brasil.html ), e ainda acho o título viciado, não na questão da linguagem estatística, mas na ideia que passa. Claro que não vou comentar na Folha sobre isso, pois lá só se eu for falar de "PeTralhas" e "anti-PT", ou no g1 que nem se pode mais comentar. Mas de qualquer forma peço desculpas pela minha linguagem utilizada, acho que me exaltei, e claro que não é por conta desse vício que preciso sair do Pragmatismo Político e seguir a Veja cegamente. Obrigado pelo esclarecimento.

  5. AQUINO Postado em 06/Nov/2014 às 17:42

    AINDA VAI RAPAZ. FEZ SUAS CRÍTCAS NOS OUTROS PORTAIS?

  6. Luiz Eduardo Postado em 06/Nov/2014 às 20:34

    Eu imagino ser esperado que em algum momento ocorreria uma redução na queda do número de pessoas em extrema pobreza. Afinal, chegará uma hora em que todos os miseráveis das periferias das grandes cidades serão atendidos pelos programas de distribuição de renda. Nesse momento, se espera a redução no ritmo da queda da massa populacional em extrema pobreza, já que as pessoas em extrema pobreza passarão a ficar em lugares distantes, que são de mais difícil abordagem. Contudo, desta vez os dados apontam não para a redução no ritmo de queda, mas para o AUMENTO da miséria extrema. É preciso identificar qual o perfil das pessoas em extrema pobreza que teria aumentado. E concentrar esforços a situação volte ora desfavorável a ser revertida.

  7. Eliana Postado em 07/Nov/2014 às 19:01

    O PT fez uma propaganda tão eloquente sobre uma nova classe média ascendente que... e então???!!!