Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 13/Nov/2014 às 11:57
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Brasil vai impedir entrada de Julien Blanc, dizem diplomatas

Após petição acumular mais de 240 mil assinaturas, Itamaraty deverá negar visto a Julien Blanc, o palestrante americano que ensina homens a ‘pegar mulher’ à força e assediá-las de maneira agressiva

julien blanc brasil
Julien Blanc deverá ter visto negado para entrar no Brasil. Decisão será oficializada pelo Itamaraty nos próximos dias (reprodução)

Está circulando em consulados brasileiros no exterior um comunicado interno informando que o Itamaraty vai negar o visto a Julien Blanc, o palestrante que quer vir ao Brasil para ensinar aos homens técnicas para assediar e conquistar mulheres.

O diplomata Hugo Lorenzetti Neto, que trabalha em Nova Déli, na Índia, postou em seu perfil no Facebook que todos os consulados foram orientados a negar visto ao “instrutor de estupro”.

“Julien Blanc não conseguiria entrar no Brasil nem mesmo se portasse um visto válido, já que a PF também recebeu a circular e não liberaria de qualquer maneira a entrada”, revelou uma fonte do Itamaraty.

A circular interna que comunica a proibição da entrada de Blanc no país é reflexo de forte mobilização online. Em 24 horas, uma petição contra o palestrante foi assinada, até o fechamento desse texto, por mais de 240 mil pessoas no site Avaaz. Os números continuam subindo.

A decisão oficial do impedimento de Julien Blanc deverá ser comunicada pelo Itamaraty nos próximos dias. A vinda do palestrante estava programada para janeiro. Ele participaria de eventos no Rio de Janeiro e em Florianópolis.

Na Austrália, Blanc já havia sido deportado na última semana em razão de um abaixo assinado que colheu 46 mil assinaturas. O palestrante também enfrenta ações contrárias no Reino Unido.

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Comentários

  1. Carlos Postado em 13/Nov/2014 às 12:05

    Mas e os bailes funks com crianças em colos de assassinos?

    • Mirna Morgan Postado em 13/Nov/2014 às 12:51

      Não justifica.....Um erro social não justifica outro mais prejudicial ainda...

    • Maria Luiza de Oliveira Postado em 13/Nov/2014 às 13:01

      Então vamos consentir todas as formas de violência à mulher porque existem bailes funks? Por favor né querido, não venha a distorcer o fato de que este homem é uma péssima influência em um país que já é extremamente machista, porque outras pessoas fazem coisas erradas também. Nada valida esse imbecil vir das aulas para outros imbecis piores ainda por aqui!!

      • Kamila Postado em 13/Nov/2014 às 14:20

        Disse tudo Maria. Um erro não justifica o outro.

      • Fabio Postado em 13/Nov/2014 às 16:10

        Não consentir,mas sim abolir,não todas as musicas de funk e nem somente elas,mas musicas que fazem apologia ao machismo,pelo menos de locais públicos como escolas,shopping's,praças...este é o meu ponto de vista claro.

    • Celio Bernstein Postado em 13/Nov/2014 às 13:22

      Mas, e Cuba, hein????????

      • Terra Postado em 13/Nov/2014 às 13:55

        Se ele tivesse na Cuba ele ja iria plantar kilometros de cana pra aprender a lei do bom viver!

      • Victor Postado em 14/Nov/2014 às 15:52

        E o Cuba, já deu hoje?

  2. Matheus Postado em 13/Nov/2014 às 12:07

    Acho que tinha de deixar este idiota entrar e a polícia ficar de prontidão... Na 1ª apologia a crime que fizesse, era só prender e mandar passar uma temporada em Bangu. Aí ele iria aprender técnicas novas de estupro e todos ficariam felizes!

    • Gabriela Fernandes Postado em 13/Nov/2014 às 13:42

      Boa Ideia

    • Altamir Postado em 13/Nov/2014 às 20:36

      O risco seria ele casar lá e pedir cidadania brasileira!!

  3. Eduardo Postado em 13/Nov/2014 às 12:08

    Impede não, pôe a Polícia Federal para assistir a palestra dele e se realmente for assim mesmo, dê voz de prisão a ele por incentivo ao estupro e enquadre-o na Lei Maria da Penha.... Depois mande a conta para o Obama.

    • Carolina Postado em 13/Nov/2014 às 12:37

      Excelente ideia Eduardo!

    • Regina Postado em 13/Nov/2014 às 13:41

      Não dá pra enquadrar na Maria da Penha. Essa lei só serve pra violência doméstica, seja ela cometida contra mulher, homem, menino, menina ou trans.

    • Dado Marchezzi Postado em 13/Nov/2014 às 17:02

      Podia até ser, mas o perigo é acabar em pizza e o cara virar uma celebridade ainda maior e um bando de idiotas que querem aparecer, começar a "endeusar" o cara! Aí a cultura da estupidez ia ganhar força!

  4. Bruno Postado em 13/Nov/2014 às 12:39

    É fácil assim impedir alguém de entrar no país? faz uma abaixo assinado na internet e pronto?

    • Caio Postado em 13/Nov/2014 às 12:43

      acho que o teor da palestra é muito mais forte do que um abaixo assinado na internet "e pronto".

    • Mirna Morgan Postado em 13/Nov/2014 às 12:52

      Graças a Deus....Isso é participação popular nos caminhos de nossa democracia.

    • Jane Postado em 13/Nov/2014 às 14:39

      O abaixo assinado chama a atenção para o caso, o impedimento é por outras razões. Leia o texto com calma e pense um pouco antes de comentar, por favor.

      • Peterson Silva Postado em 13/Nov/2014 às 16:08

        Pois é, parece que é pedir demais hoje em dia, né Jane. Cada um que aparece...

  5. Eduardo Postado em 13/Nov/2014 às 12:41

    Bruno, no caso dele sim. As provas estão aí. Eduardo, se a polícia estiver assistindo ele vai se comportar como um verdadeiro lord.

  6. Mariana Postado em 13/Nov/2014 às 12:54

    o que mais me preocupa é o fato de ele ter público pra assistir as palestras... quem são as pessoas que frequentam uma palestra dessas?

    • mARCOS Postado em 13/Nov/2014 às 22:38

      mUITO bOM

  7. Davi T. Postado em 13/Nov/2014 às 12:56

    Eu acho importante que esse sujeito não entre no país, especialmente pelo contexto atual, a onda de conservadorismo e violência vinda desse perfil, inclusive com espancamento de homossexuais e estupros de ativistas políticas. Uma sociedade machista, violenta, adepta do polemicismo não poderia de forma alguma receber esse sujeito. As assinaturas foram importantes para mobilizar uma reação, chamar a atenção das autoridades competentes para o caso, e essas autoridades, no caso o Itamaraty e a polícia federal foram eficientes e responderam com agilidade. Mas imagino que o Itamaraty o fará com o devido embasamento, justamente usando como precedente os casos em que ele foi deportado na Austrália. De qualquer forma, a diplomacia brasileira está de parabéns nesse caso.

  8. Allysson Wandeberg Postado em 13/Nov/2014 às 12:59

    Se a gente fizer um abaixo assinado pedindo pro Lobão deixar o país e levar o Roger, será que funciona tbm?

    • Bittencourt Postado em 13/Nov/2014 às 13:19

      Onde eu assino??? Tem como colocar mais gente nesta lista... Dá para encher um avião... Hehehe

    • Marcelo Postado em 13/Nov/2014 às 13:26

      Allysson, seria uma boa idéia. É só alguem se manifestar no Avaaz que a gente envia eles pros ''isteitis''.

    • petterson Postado em 13/Nov/2014 às 16:00

      Parabéns cara, a melhor ideia do ano!!! Bora fazer o abaixo assinado na avaz? kkkk

    • Thabata Postado em 13/Nov/2014 às 16:39

      Hahahaha! Boa, eu assino também!

  9. Geraldo Postado em 13/Nov/2014 às 14:00

    Mas tem alguém que assiste essa coisa? Deveriam prender quem assiste também.

  10. Andréa Postado em 13/Nov/2014 às 14:47

    Algo que não li em nenhum lugar: que eventos são esses em que ele daria a palestra? Quem o contratou? Isso eu gostaria muito, mas muito mesmo de saber!

  11. joao Postado em 13/Nov/2014 às 17:43

    nao querendo defender o cara nem nada, mas se ele faz supostamente faz apologia ao estupro, e ao machismo, os funks cariocas nao fazem o mesmo? e o tal do Catra, nao faz algo assim? vi que uma cidada ali em cima disse que um erro nao justifica o outro, so que nao quer deixar entrar um cara que vai fazer uma palestra pra homens, mas nao abre mao de dancar funk que fala da mulher como um suposto ''objeto'' ta faltando mais bom senso ai ne people...

  12. Marcelo Paz Postado em 13/Nov/2014 às 19:48

    Talvez se ele cometer uns atentados terroristas como o Cesare Battisti, consiga até cidadania por aqui.