Redação Pragmatismo
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Racismo não 01/Oct/2014 às 10:57
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Torcedora terá aula de Educação Racial

Torcedora do Grêmio fará curso de educação racial. Patrícia Moreira, envolvida em ato racista contra o goleiro Aranha, terá aulas na Central Única de Favelas

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Patrícia Moreira, torcedora do Grêmio (divulgação)

A torcedora gremista Patrícia Moreira, que gritou a palavra “macaco” para o arqueiro alvinegro” nas oitavas de final da Copa do Brasil entre Santos e Grêmio, vai participar de curso de educação racial e formação social na Central Única de Favelas do Rio Grande do Sul (Cufa-RS).

Autora dos insultos racistas, Patrícia teve sua casa incendiada e recebeu diversas ameaças. O objetivo da Cufa é “orientá-la socialmente e racialmente sobre os problemas e efeitos colaterais de atitudes racistas em nossa sociedade”.

Veja abaixo a nota da CUFA.

NOTA OFICIAL

A CUFA RS informa que Patrícia Moreira, torcedora do Grêmio envolvida em ato racista contra o goleiro Aranha, a partir de 2a. feira fará parte da instituição, onde em um primeiro momento participará de um curso de educação racial e formação social.

No curso, Patrícia conhecerá bibliografias de autores como: Oliveira Silveira, Abdias do Nascimento, Elisa Lucinda, Nelson Mandela, Martin Luther King e Malcom X, além de publicações nacionais da CUFA, entre eles: Cabeça de Porco de Celso Athayde e MV Bill.

A instituição resolveu incorporá-la, pois mesmo envolvida em um ato racista durante uma partida de futebol, teve sua residência queimada, familiares espancados e diversas ameaças de morte.

Parte desse ônus estava recaindo sobre a comunidade negra e periferia gaúcha.

Nosso objetivo em tê-la na CUFA RS é orientá-la socialmente e racialmente sobre os problemas e efeitos colaterais de atitudes racistas em nossa sociedade.

A CUFA RS acredita que Patrícia Moreira, também é consequência de anos de descaso com a história e cultura negra. O não cumprimento da Lei 10.639 faz com que muitos jovens como Patrícia, não conheçam o valor da pele negra e sintam-se a vontade em proferir palavras racistas. A entidade entende também, que é de extrema importância que Patrícia responda por seu erro perante a justiça. Porém para nós é mais importante que ela adquira consciência e promova o respeito.

Coordenação Estadual
Central Única das Favelas do Rio Grande do Sul

Injúria racial

A Polícia Civil indiciou nesta terça-feira (30) quatro torcedores do Grêmio por injúria racial no inquérito do caso Aranha. Os documentos serão remetidos à Justiça nesta terça-feira. No dia 28 de agosto, na vitória de 2 a 0 do Santos sobre o time gaúcho, pela Copa do Brasil, os gremistas foram flagrados ao gritar ofensas de cunho racista ao goleiro adversário.

com Revista Fórum

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Comentários

  1. Leandro Rodrigues Postado em 01/Oct/2014 às 11:22

    E o apedrejamento continua.Coitada,nem assassinos e estupradores são tratados dessa forma.Simplesmente não querem deixar a garota em paz,estão usando ela como bode expiatório por tudo que os negros já sofreram.

    • Marcos Vinicius Postado em 01/Oct/2014 às 11:25

      Dessa vez não foi apedrejamento. Claro que não se justifica aquele ato idiota de terem botado fogo na casa dela, afinal isso é vingança e não justiça. Ela não é coitada, mas sim merece ser punida PROPORCIONALMENTE ao que ela fez.

      • eu daqui Postado em 01/Oct/2014 às 11:29

        Ela e a família inteira foram punidos desproporcional e injustificadamente pelo que fizeram e pelo que não fizeram. Essa é a concepção de justiça racial do nazinegrismo brasileiro. Foi o nazivitimismo que pariu também a Alemanha nazista e Israel genocida.

      • tatiana Postado em 01/Oct/2014 às 19:31

        acho q ela precisa fazer esse curso, essa menina n se arrependeu do que fez... nas duas entrevistas q vi dela, no jornal e depois na bernardes, tive a mesma impressao que o aranha... ela n chorou... parece q chora, mas a lagrima nao cai, olhos e rosto secos.. precisa do curso!! NO programa da fatima bernardes ela inclusive diz q e normal chamar a torcida do atletico de macaco e fatima bernardes diz:mas o jogo era contra o santos.... n da desculpa p ela...

      • eu daqui Postado em 02/Oct/2014 às 11:13

        Tomara que se trate somente de um curso mesmo, viu tatiana ............

    • eu daqui Postado em 02/Oct/2014 às 11:14

      perfeito, Luis.......vc entende profundamente no que o vitimismo é tão lucrativo.....

  2. Felipe Peters Berchielli Postado em 01/Oct/2014 às 13:27

    Educação é uma boa para oque ela fez,não precisa ser presa ou morta ou incendiada ou difamada constantemente como foi. Ela sofreu uma injustiça muito maior do que a que cometeu,e ela poderia muito bem processar muitos veiculos da midia,a começar pela ESPN Brasil,canal que eu gosto muito mas que erraram na mão ao divulgarem a exaustão,até mesmo os dados da moça.

  3. Onda Vermelha Postado em 01/Oct/2014 às 17:36

    Pelos comentários de alguns reaças que me antecederam aqui esse curso da CUFA-RS bem que poderia ser útil a muitos que frequentam o Pragmatismo Político. Hehehe! Já pensou uma "imersão total" num Curso de Educação Racial com uma literatura do nível de Oliveira Silveira, Abdias do Nascimento, Elisa Lucinda, Nelson Mandela, Martin Luther King e Malcom X, além de publicações nacionais da CUFA, entre eles: Cabeça de Porco de Celso Athayde e MV Bill. Oh! Sonhar não custar nada. Não é mesmo? Pelo visto alguns aqui somente leram "Não somos racistas" do global Ali Kamel. Fazer o quê? PS: Aí fica a dica para o PP. Se vocês souberem da existência de vaga aqui no Rio de Janeiro eu tô dentro! Aleluia! Vale?

  4. Túlio Postado em 01/Oct/2014 às 23:01

    Incrível que hoje o povo deste país chamado Brasil ainda tenha esta mentalidade racista e idiota como a da torcedora do Grêmio ai! Porém gente de vemos lembra que justiça não e vingança e punir os parentes dos agressores ou de criminosos, nos faz criminosos também, que ela pague pelo seu crime no âmbito da lei é conforme a lei! Ela e não os seus familiares ou entes queridos delas que nada tem haver com o crime dela! Mais uma coisa sera que as pessoas não põem em suas cabeças que não existe raça humana e que todos os grupos étnicos diferentes que se diferenciam por causas da quantidade de melanina na pele são da mesma espécie. Em tendão o gene que faz nossa pele, cabelos e olhos ser mais ou menos escuro que outro corresponde a 0000,5 % do nosso DNA ou seja um influencia minima. Mais uma coisa foram os africanos que vieram a acorrentados para o brasil que trouxeram a agricultura e técnicas de metalúrgica (trabalhos com metais) o continente de nossos antepassados africanos foi muito mas muito desenvolvido do que a atual situação demostra, aqui vai um mapa: http://revistaescola.abril.com.br/pdf/reinos-africanos.pdf . Lembando que 48,67 % da população brasileira tem ascendência africana ou seja, negra! Como pode o país que tem uma taxa desças ser tão preconceituoso com sigo mesmo em pleno seculo 21 eu não entendo mesmo!

  5. Fernanda Postado em 02/Oct/2014 às 10:11

    O problema é que as pessoas se acostumaram a não serem punidas pelo ato preconceituoso e não estou dizendo só quanto aos negros, mas todos os tipos de preconceitos. É lógico que apedrejar a casa dela não justifica e não é correto, mas o problema é que as pessoas se acostumaram a deixar essa questão racial bem maquiada, dizendo que isso não existe mais. Aí quando acontece algo como o que está acontecendo com ela fica todo mundo agitado, procurando respostas e justificativas. Se as punições fossem constantes não haveria esse burburinho todo. Quanto a questão do curso quem sabe ajude ela a conhecer um pouco mais da história dos negros e assim passe a respeitar os seus irmãos perante a Deus, que simplesmente vieram com a pele escura e que não faz deles menos ou piores do que todos os brancos.

    • eu daqui Postado em 02/Oct/2014 às 11:15

      A cor da pele não, mas a moralidade faz alguém ser pior ou melhor sim.

  6. Fernanda Postado em 02/Oct/2014 às 18:14

    Então, é essa transformação moral que a sociedade precisa, em todos os aspectos não só em relação a questão racial. A cor da pele não define se uma pessoa é melhor ou pior do que a outra.