Redação Pragmatismo
Compartilhar
Eleições 2014 16/Oct/2014 às 12:23
23
Comentários

Revista The Economist declara apoio a Aécio Neves

Economist endossa Aécio Neves para presidente. A revista manifesta apoio ao candidato do PSDB e diz que "a maior ameaça aos programas sociais é a má gestão da economia por parte do PT"

economist aécio neves eleições 2014
Revista britânica The Economist apoia eleição de Aécio Neves (divulgação)

A revista britânica The Economist, publicou nesta quinta-feira 16 um editorial no qual manifesta apoio à eleição de Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República do Brasil. Intitulado “por que o Brasil precisa de mudança”, o texto se concentra em pontos negativos do mandato de Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT. Segundo a Economist, a promessa da era Lula de unir crescimento com redução da pobreza “desapareceu” sob o governo Dilma, e são as reformas prometidas por Aécio, que o Brasil “necessita urgentemente”, que podem tirar o País da “deriva”.

Para a publicação, que em setembro do ano passado fez duras críticas ao governo em uma reportagem de capa, o principal trunfo de Dilma é “a gratidão popular pelo pleno emprego, salários mais altos e um punhado de programas sociais eficazes”, que são “feitos reais”, mas acompanhados por “fracassos maiores e menos palpáveis” na economia e na política.

A Economist ecoa as críticas de economistas das campanhas de Aécio e Marina Silva (PSB), e afirma que a “constante intromissão” de Dilma nas políticas macroeconômicas e a tentativa de “microgerenciar” o setor privado fizeram o investimento cair. Ao mesmo tempo, afirma a revista, “ela fez poucos esforços para lidar com os problemas estruturais do Brasil”, entre eles a infraestrutura ruim, os altos custos, o sistema tributário e a rígida legislação trabalhista.

A revista afirma ainda que Dilma “prejudicou” a Petrobras e a indústria do etanol simultaneamente, reviveu o “estado corporativo” e deu benefícios a quem tem laços com o governo. Há críticas também ao alto número de ministérios (39) e ao escândalo da Petrobras que revela, afirma a publicação, que o comando da “joia nacional não pode ser confiado ao PT”.

A Economist lembra o caso do aeroporto construído por Aécio, enquanto governador de Minas Gerais, em Cláudio (MG), em uma propriedade de um familiar, mas foca, no fim do texto, no que considera serem os pontos positivos da candidatura tucana: o “histórico” do candidato, que “transformou Minas Gerais em um exemplo de boa administração”, e no do PSDB, que “venceu” a inflação e “lançou as bases do recente progressos do Brasil”. A revista elogia ainda Armínio Fraga, já nomeado pelo tucano como seu futuro ministro da Fazenda, e as promessas de “cortar o número de ministérios”, “simplificar o sistema tributário” e “impulsionar o investimento privado em infraestrutura”. Por fim, a revista conclui que “Aécio merece vencer” e que “a maior ameaça aos programas sociais é a má gestão da economia por parte do PT”.

Os apoios da “Economist”

A Economist faz recomendações de voto no Reino Unido, onde está baseada, desde 1950 e, desde 1980, manifesta a apoio a candidatos nos Estados Unidos. Em outros países, a revista faz endossos ocasionais, “quando há muito em jogo, normalmente porque acreditamos que um dos candidatos poderia ser redentor ou desastroso”. No passado, a revista, conhecida por seu forte viés pró-mercado, apoiou nomes em países como Austrália, África do Sul, Canadá, Chile, Egito e França. Não raramente, os apoios são acompanhados de uma saraivada de críticas à revista por interferir em assuntos internos de outros países.

CartaCapital

Acompanhe Pragmatismo Político no Twitter e no Facebook.

Recomendados para você

Comentários

  1. Salomon Postado em 16/Oct/2014 às 12:37

    Mais um motivo para votar na Dilma. Foi essa revista que deu suporte ao neoliberalismo da Margaret Tatcher que quase matou de fome os trabalhadores britânicos.

    • Salomon Postado em 16/Oct/2014 às 15:31

      Carlos Prado, lamento minha inépcia para lidar com a sua formação, pois estou incorporado à turba ignara. Mas, como a genialidade borbulha em seu cérebro e você faz parte do lado alfabetizado da humanidade, é de admitir-se que pode nos brindar, à todos, com sua erudição, sabedoria e cultura dizendo o que há de comum entre a Ecomomist e a Veja. Dê preferência à língua de Shakespeare e mostre, a nós outros, seu transbordante saber.

  2. Bravo Postado em 16/Oct/2014 às 12:38

    Mais uma razão para votar #Dilma13

  3. Felipe Peters Berchielli Postado em 16/Oct/2014 às 13:06

    O dia que precisarmos nos orientar pela imprensa tendenciosa britânica estamos no buraco mesmo, mesmo que uma revista pró-esquerda apoie a Dilma, para mim é irrelevante, esqueçam-nos e foquem-se nos seus próprios problemas, a Escócia não quis sair do bloco a toa.

    • Marilia Postado em 16/Oct/2014 às 13:47

      Não é novidade pra ninguém que tudo, tudo mesmo, se vende neste mundo. Por que, então, não se comprar espaço numa revista que não tem nenhum compromisso com a verdade e á qual só interessa acordos nada interessantes ao progresso do Brasil? Que venha, então o Aécio, pra gaudio dos capitalistas abutres externos!

    • Pedro Postado em 16/Oct/2014 às 14:30

      Deve ser por isso que o mundo todo se orienta pelas informações do Pragmatismo Político e da Carta Capital. Material de primeira qualidade!

      • Felipe Peters Berchielli Postado em 16/Oct/2014 às 14:50

        O material pode não ser de primeira e tampouco me oriento por esses também, mas melhor que a outra é, de longe viu. Veja, você até pode conversar civilizadamente aqui, coisa que na "outra" não é possível sem ser xingado de petralha vagabundo, mesmo não sendo petista.

  4. Maria Postado em 16/Oct/2014 às 13:10

    E daí! Quem se importa com esses invejosos do sucesso da economia do Brasil! Esta revista pode ficar ao lado dele, porque depois que o Brasil passou a Inglaterra por 6 lugar econonia no mundo, (eles nos odeiam por isso ) a revista sabe que, SE (eu disse que SE, o que não será o caso), a revista sabe que a Grã-Bretanha já não iria corre o risco de ficar para trás. A arrogância dessas pessoas, eles ainda vivem pensando que a Inglaterra ainda é o império!

  5. Valeria Postado em 16/Oct/2014 às 13:21

    Eu moro na Inglaterra, vou dar uma olhada nesse artigo. Na época da copa saiam muitos artigos contra a Dilma... Todos assinados por jornalistas brasileiros daqui.

  6. Antonio nunes Postado em 16/Oct/2014 às 15:07

    Essa revista Britânica se preocupando com o Brasil? Tem país Europeu que não saiu da crise ainda, estão ganhando alguma coisa pra vir se meter na política Brasileira? Ou esta pagando pau pra algum país interesseiro.

    • Deisi Postado em 16/Oct/2014 às 17:10

      O que a Veja Britânica não engole, é que o Brasil se tornou independente, passou pela crise e não deixou de criar empregos. Com certeza preferem ter Fraga como ministro, e ter o Brasil sobre suas patas.

  7. Rafael Postado em 16/Oct/2014 às 15:39

    Matéria sem sentido! Qualquer que conheça a palavra economia sabe que o Aécio é a melhor opção no momento para o Brasil! Só dele ir para o segundo turno a economia melhorou!

    • Marilia Canabrava Postado em 16/Oct/2014 às 22:13

      Aonde esse moço tirou que o Aécio entende de alguma coisa que não seja levar vida de play-boy e bon-vivant??? Imagine se um indivíduo ensaiado vai saber alguma sobre como governar e comandar uma economia como a do Brasil? Que Deus nos livre a guarde de tamanha desgraça! Levamos séculos para conseguir alguma mudança decente para este pobre País e já vem um personagem sem qualquer valor se jactando de salvador da pátria. O Brasil vai muito bem obrigado e dispensa a intromissão de colonizadores e saqueadores do mundo para vir nos dizer o que é melhor para nós!

    • Natália MS Postado em 17/Oct/2014 às 10:37

      Melhor opção para quem? Faça-me rir… Não é pelo fato de conhecer economia que a política econômica do PSDB seja melhor, a melhor economia para um país, vai muito além do número do PIB, mesmo porque o crescimento do PIB, não significa distribuição de renda e qualidade de vida, se isso fosse verdade a China que é o país que mais cresce atualmente não teria uma extrema desigualdade, enquanto a Suíça que tem um dos maios altos IDH tem o PIB é bem baixo…Claro que o PIB é fundamentalmente importante, mas fazer o crescimento dele a qualquer custo, não é a melhor opção para o nosso país, que apesar dos avanços dos últimos anos, ainda tem uma tremenda desigualdade social.

  8. Salgado Postado em 16/Oct/2014 às 20:44

    Qual é a novidade em saber que a Revista The Economist declara apoio a Aécio Neves. NENHUMA! E é só eles? Cadê o resto? Ainda estão escondidos se preparando para acabar com as nossas participações nos BRICS, UNASUL, MERCOSUL; tomar de vez o Pré Sal e ... etc. Só para esclarecer: Esta revistinha de fundo de quintal inglesa não tem mora/credibilidade/escrúpulo para sequer tocar no nome do BRASIL. Esses corsários tiveram a coragem de colocar a Imagem do CRISTO REDENTOR como se fosse um busca pé, ora subindo, ora caindo, na capa do que dizem ser revista. Vamos aos fatos: Deveriam colocar um busca pé no rabo de sua rainha quando sai passear tanto na ida como na volta. Sim e repito mil vezes para esses fdp’s. Falta respeito com o símbolo da religiosidade de nossa nação, A Imagem do Cristo, que temos em varias cidades nossas. Pior não teve um jornal/televisão/igrejas cristãs que levantassem a voz contra mais essa vagabundagem quando não é inglesa, é americana e/ou de dirigentes de iSSrael. Onde estão os valores religiosos, respeito a fé, e liberdade religiosa? Se pensam que a brincadeirinha com a imagem do CRISTO passou em branco, não passou não, porque não sou militar/direita/omisso com coisas que dizem respeito a minha Pátria desde 1500, até como está sendo enxovalhada por esse Aécio e sua mídia vendida/corrupta (até mais que qualquer escândalo de estatais)/amoral. The Economist , não passam de COVARDES! Porque quando houve a crise que os EUA quase quebraram o mundo (Lehman Brothers Holdings Inc.) não puseram o busca pé no rabo da Estátua da Liberdade? Hein! Ali sim o busca pé deveria ser bem colocado com uma cabeça de negro para arrebentar as pregas do sistema financeiro anglo sionista. Pois é ali o buraco é mais embaixo e não se brinca com coisas sérias, mas aqui temos um moleque cheirador/venal/covarde (bate em mulheres) para nos entregar de graça um continente de riquezas minerais e apaniguado por forças armadas já amestrada a nosso favor. Somando ainda a um partido político que nos cedeu de graça e com empréstimos uma Vale do Rio Doce, EMBRATEL, CESP, ... e tantas mais para roubarmos o bastante para podermos nos sustentar em nossas matanças pelo mundo afora, que chamamos de Intervenções Humanitária. É, Aébrio, você merece o apoio do The Economist e toda Banca Internacional Anglo Sionista, porque com seu norte-americano, economista, Armínio Fraga deveria nos tornar uma nova UScrânia na America Latina, e você deveria trocar de nome para Aébrio=Aópio=Aético=Aócio POR(C)OSHENKO! Cuspe em você!

  9. Olivires Postado em 16/Oct/2014 às 21:02

    Engraçada essa Economist. Pra ela a maior ameaça aos programas sociais é a má gestão. Mais grave do que isso é simplesmente extinguir os programas sociais, com medidas de austeridade para garantir a especulação... Peraí, acho que entendi: ela quer convencer os beneficiários dos programas sociais que medidas de austeridade, supostamente a tal "boa gestão", vão garantir a assistência. Só que austeridade é justamente o oposto. Pense em alguma coisa ruim, agora escolha alguém que não possa se defender para passar por essa coisa ruim por você. Você é o banqueiro, a pessoa indefesa é o povo.

  10. Eduardo Postado em 16/Oct/2014 às 22:03

    Ela quer ter noticias como esta pra mostrar pro mundo.... https://www.youtube.com/watch?v=-A9zEQ1-ODQ

  11. Paulo Postado em 17/Oct/2014 às 04:39

    Se a The Economist sugere um candidato em qualquer país, vote no seu opositor. A The Economist não se importa com os povos do mundo, mas com os interesses das elites que ela defende.

    • Rafael Ramalho Postado em 17/Oct/2014 às 08:44

      Então a capa de novembro de 2009, quando a revista elogiava o desempenho do Brasil sob a liderança de Lula, também não vale nada, certo? O Lula na sua visão governava para as elites? Ou foi a revista que era boa em 2009 e agora não é mais? Está aqui a reportagem de 2009 se você quiser ler: http://www.economist.com/node/14845197

  12. Guilherme Postado em 17/Oct/2014 às 15:09

    Quando a The Economist fez uma capa exaltando o desempenho econômico do Brasil no governo Lula os petistas acharam ótimo. Agora a coisa está desandando. É tão difícil assim admitir que o governo Dilma não está conseguindo conduzir a economia do país?

  13. Natália MS Postado em 17/Oct/2014 às 18:13

    Guilherme:A The Economista exaltou o desempenho econômico do Brasil, sabe por quê?por que o mundo já estava dizendo isso, por isso ela não foi idiota em dizer o contrário...

  14. Carlos Postado em 17/Oct/2014 às 23:04

    Aécio sem duvida alguma.

    • enganado Postado em 19/Oct/2014 às 20:52

      Também acho! Para quem está roubando para EUA/Inglaterra/iSSrael não tem melhor, além de ladrão está sendo agradado pelo Ali Babá=The Economist.