Redação Pragmatismo
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Eleições 2014 14/Oct/2014 às 18:02
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Por que Dilma foi tão bem votada no Piauí?

Reportagem especial da BBC Brasil vai ao Piauí e descobre que as razões para o voto avassalador em Dilma no estado vão muito além do Bolsa Família: moradia, luz elétrica, água e comida onde antes não existia

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Piauienses afirmam que Dilma não só manteve, mas ampliou os benefícios do governo Lula. Pelo Brasil Sem Miséria, extensão do Bolsa Família, cada família recebeu neste ano a fundo perdido R$ 2.400 para investir em atividades rurais (Pragmatismo/BBC)

Reportagem da BBC Brasil, por João Fellet

“Esses aí tinham vida dura”, diz o agricultor Francisco dos Santos Nascimento ao apontar para quatro jumentos que repousam na sombra de um cumaru, uma das raras árvores frondosas do Semiárido.

Ali, no povoado Contente, sertão do Piauí, o equídeo costumava passar os dias com cangalhas no lombo carregadas de água ou lenha.

Então a luz elétrica chegou às 47 famílias do povoado. Depois, as cisternas, as motos e os ônibus escolares. A vida em Contente mudou, e os jumentos perderam funções. “Hoje, até eles estão mais gordos”.

Não por acaso, foi no Piauí que Dilma Rousseff obteve seu melhor resultado proporcional no primeiro turno: 70,6% dos votos, ante 14% de Marina Silva e 13,8% de Aécio Neves.

No Semiárido, que se estende por nove Estados e onde cerca de 40% da população ainda vive no campo, sua vantagem foi ainda mais folgada. No município de Paulistana, que abriga o povoado Contente, Dilma foi escolhida por 80% dos 11,5 mil eleitores, seguida por Marina, com 13%, e Aécio, com 5%.

“Se falar mal de Dilma aqui, periga apanhar”, brinca a mulher de Francisco, Erismar Celestina dos Santos, de 34 anos.

E se Aécio vencer a eleição? “Não quero nem pensar, me dói o estômago.”

‘Ajuda sagrada’

Em três dias de viagem pelos “interiores”, os povoados rurais da região, a BBC Brasil não topou com qualquer sinal da campanha de Aécio e encontrou um único pôster de Marina.

Já adesivos de apoio a Dilma e ao também petista Wellington Dias, reeleito ao governo piauiense no primeiro turno, eram avistados a cada instante nas portas das casas.

VEJA TAMBÉM: Por que a mídia escondeu a notícia de que o Brasil é referência mundial no combate a fome?

Dilma deve grande parte de sua força ali ao laço com Luiz Inácio Lula da Silva, cujo governo é tido como um marco na história da região. Nos povoados, cada um tem na ponta da língua os programas federais lançados pelo ex-presidente.

Maior marca de sua gestão, o Bolsa Família costuma ser o primeiro da lista. “É uma ajuda sagrada”, define Erismar, mãe de um filho e que recebe R$ 184 ao mês pelo programa.

A iniciativa, no entanto, é considerada apenas um ponto de partida para várias outras melhorias ocorridas nos anos seguintes.

As mudanças, conta a líder comunitária Jucélia Xavier, se intensificaram a partir de 2007, quando o governo federal reconheceu Contente e várias comunidades vizinhas como áreas remanescentes de quilombos.

Há muito, os mais velhos contavam histórias de antepassados vindos da África, e a comunidade ainda guarda os utensílios que embasaram o reconhecimento: objetos pontiagudos usados para mutilar escravos e fechaduras que, segundo se conta, pertenciam a uma senzala.

Segundo o Ministério da Cultura, há hoje 2,5 mil comunidades quilombolas no país, onde moram 130 mil famílias.

Como comunidades tradicionais e beneficiários do Bolsa Família passaram, nos anos Lula, a ter prioridade na aplicação de várias políticas públicas, logo os programas começaram a chegar.

Em pouco tempo, o Luz para Todos ligaria o povoado à rede elétrica. Hoje quase todas as casas de Contente têm TV, geladeira e máquina de lavar.

Cada residência também ganhou uma cisterna. Com o equipamento, que armazena a água das chuvas, as famílias garantem seu abastecimento até a estação chuvosa seguinte.

Nas secas mais severas, os reservatórios são reabastecidos pelo Exército, sem a intermediação de políticos locais. A prática golpeou a chamada indústria da seca, pela qual autoridades trocavam favores por votos.

Antes das cisternas, lembra Jucélia, todas as madrugadas as mulheres deixavam suas casas em carroças para buscar água com cabaças. “Tinha de cavar na cacimba com picareta e levar na cabeça”.

Com Lula, contam os moradores, também surgiram os primeiros programas de proteção a agricultores. O mais citado é o Seguro Safra, que em anos de colheita fraca, como este, efetua cinco pagamentos mensais às famílias. Em 2014, eles dizem que as parcelas foram de R$ 170.

Segundo os moradores, Dilma não só manteve os programas de Lula como lançou outras três iniciativas que beneficiaram a comunidade.

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Maria de Jesus Nascimento relembra a vida difícil em que contava com ‘Deus’ e o ‘braço’ para o sustento (BBC)

Pelo Brasil Sem Miséria, extensão do Bolsa Família, cada família recebeu neste ano a fundo perdido R$ 2.400 para investir em atividades rurais. A maioria das famílias optou por construir nos fundos das casas abrigos para rebanhos ou ampliar suas criações de porcos, ovelhas ou galinhas.

E, para garantir a oferta permanente de água para os animais e pequenas lavouras, estão sendo construídas na comunidade 16 cisternas-calçadões. Nesse sistema, grandes placas de cimento canalizam a água para os reservatórios, capazes de armazenar 52 mil litros, três vezes mais que as cisternas comuns.

Segundo Jucélia, antes dessas ações, o agricultor “ia trabalhar nas roças dos outros para conseguir R$ 15 por dia para comprar o leite pro filho”.

“Era o tempo da proteção de Deus e do braço pra cuidar da gente”, lembra Maria de Jesus Nascimento, 76 anos e mãe de 11 filhos. “Era uma escravidão.”

Agora, como os repasses do governo garantem as compras básicas do mês, os agricultores passaram a investir seu tempo nas roças próprias.

Também foi no governo Dilma que as crianças do povoado passaram a ser buscadas na porta de casa por ônibus escolares amarelos, como os usados nos Estados Unidos.

O vaivém dos veículos, entregues às prefeituras pelo programa federal Caminho da Escola, chega a causar pequenos congestionamentos nas cidades da região.

O que não mudou

Apesar dos avanços, moradores dizem que uma das principais vitrines eleitorais de Dilma, o Mais Médicos, não teve qualquer impacto ali. Alguns ouviram falar da chegada de médicos cubanos a municípios próximos, mas não notaram melhorias. Eles dizem que há imensa dificuldade para agendar consultas e exames.

A crítica ao sistema de saúde é o único ponto a unir eleitores de Dilma e os raros apoiadores de Aécio na região, em geral jovens assalariados das áreas urbanas.

Moradora de Paulistana, a garçonete Valdene de Souza, 27 anos, afirma que uma falha médica ameaça deixar sua filha de três anos com sequelas para o resto da vida.

Há três meses, ela levou a menina ao hospital para examinar uma fratura no braço. O médico, diz Valdene, avaliou que não era necessário engessá-lo. Passado um mês, porém, o cotovelo da menina entornou.

Ao levá-la ao hospital regional de Picos, a 120 quilômetros dali, Valdene ouviu que a menina deveria ter sido operada e que o dano talvez não pudesse mais ser revertido.

Ela diz que, em vez de financiar obras de calçamento e a construção de quadras esportivas na cidade, o governo federal deveria ter priorizado os gastos com saúde. “Prefiro andar em buraco a ver minha filha com braço torto pro resto da vida”.

Valdene afirma que votará em Aécio em protesto contra o sistema médico e contra o Bolsa Família, que considera injusto.

Ela diz que, entre os moradores de Paulistana, há “pessoas muito bem de vida” na lista de beneficiários do programa. “Tenho que trabalhar para sobreviver e não quero que no fim do mês 30% do meu salário seja descontado (em impostos) para sustentar os outros”.

Já o governo afirma que fraudes no programa são raríssimas.

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Ônibus escolar programa federal Caminho da Escola percorre estradas de terra em Contente (BBC)

Em Contente, a agricultora Maria Aparecida Nascimento Nunes, 40 anos, foi na última quarta-feira ao posto de saúde mais próximo para tratar uma dor na coluna e uma inflamação nos olhos.

Ela esperou pelo único dia da semana em que há atendimento médico no posto – nos outros dias, só há enfermeiros. Mas o médico faltara, e ela perdeu viagem.

“A saúde aqui é péssima”, ela desafaba.

A avaliação, porém, não borra a admiração que Aparecida nutre por Lula e Dilma por causa das ações de seus governos. “Quando eu vejo ela na televisão, eu só me contento quando digo ‘benção, mamãe Dilma’.”

Além de melhorar a vida dos moradores, ela diz que os programas das gestões petistas conscientizaram os moradores do sertão sobre seus direitos. “A gente estava tudo dormindo com o olho aberto. Hoje temos respeito.”

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Comentários

  1. Salomon Postado em 14/Oct/2014 às 12:43

    A turma do Aécio não se dá ao trabalho de dourar a pílula quando se trata de bolsa família. Dizem que esses desafortunados, por séculos de abandono, recebem bolsa esmola. É visivelmente o retardado mental de quem pensa assim. Ora, vários destes brasileiros já saíram da miséria e da desnutrição e não recebem mais o bolsa família. Só um cabeça d'agua com cachumba mental para ser contra esse programa de combate à fome.

    • Rosa Maria Postado em 14/Oct/2014 às 13:14

      Inclusive o Brasil não é o único país do mundo a ter Programas Sociais como o Bolsa Família (BF), que foi inclusive modelo para outros países. O EUA, país rico, também mantém programas que se assemelham ao BF, logicamente que em menor escala, pois já resolveram aspectos sociais que nós ainda estamos começando.

    • Onda Vermelha Postado em 14/Oct/2014 às 15:46

      Nei não precisamos do Google. Consulto minha memória e dados do IBGE. Os tucanos interessados em “lustrar a imagem” e “ressuscitar o finado FHC”, talvez buscando associá-lo ao candidato Aécio Neves, vivem dizendo por aí que “O Brasil só funciona hoje pelo que o FHC fez ou deixou de legado ao Lula”. Balela! Mentira descarada! Cinismo em estado puro! O programa Bolsa Escola, por exemplo, era SIM uma “esmola dada aos pobres” no seu governo! Foi “copiado” no final de 2001, penúltimo ano dos oito anos do desastroso Governo FHC nunca tentativa desesperada e fracassada de se apresentar com algum “verniz social” que pudesse justificar o “S” do social da sigla PSDB no pleito presidencial do ano seguinte, 2002! Era, originalmente, uma proposta do Senador Cristóvão Buarque, então govenador de Brasília pelo PT, que lá o implantou em 1995. Assim como outros programas “sociais” da Era FHC, como o vale gás, seu valor era terrivelmente irrisório, pior do que já é hoje, e ninguém naquele governo insensível o levava a sério - talvez somente a Dona Ruth como uma de suas ocupações de Primeira Dama, mas ela, “coitada”, como bem sabemos, não contava muito, nem recebia a atenção adequada de FHC que a questão exigia - ou via o Bolsa Escola como um Programa de Estado para, efetivamente, reduzir a pobreza, muito menos à fome que assolava imensas legiões de brasileiros no Nordeste, nas periferias ou grandes centros urbanos. Lula não apenas “mudou o nome” para Bolsa Família como querem nos fazer crer, insistentemente, alguns desses “farsantes” que aparecem por aqui! Ele ampliou a abrangência do programa, como também deu transparência, unificou os programas, estabelecendo critérios públicos e republicanos, melhorando o Cadastro Único, que era um “lixo” imprestável, com o apoio das prefeituras, após constatar que o Fome Zero, seja pela logística, seja pelas enormes carências, não daria conta das reais necessidades. E o mais importante: condicionou o pagamento do benefício do Bolsa Família à frequência escolar, rompendo o ciclo vicioso da exclusão social através do aumento dos anos de escolarização e com isso reduziu drasticamente o trabalho infantil, já que muitas crianças trabalhavam no campo ou nos semáforos dos grandes centros urbanos para contribuir com a renda da família. Na verdade, a Equipe de FHC, neoliberal por definição, acreditava, ou fingia acreditar, que o “Deus Mercado” daria conta por “geração espontânea” dos milhões de empregos necessários ao país, quando na realidade essa miopia neoliberal não permitia que enxergassem que governavam para 20 milhões de brasileiros, se tanto, que podiam consumir nos poucos Shoppings até então existentes, que trocavam de carro, viajam de aviação nas férias, tinham conta corrente e aplicavam na renda fixa, porque os juros eram generosos com os “de cima”! O resto da classe média baixa e do povão era o cocô do cavalo do bandido! E que “se vire nos trinta” pra ganhar a vida e continuar vivo naquele sufoco. E se fizesse greve ou exigisse terra pra plantar, tomava bordoada da polícia ou do Exército como na famosa greve da Petrobras. A ideia era “quebrar a espinha dorsal” do movimento sindical no Brasil. Deu tudo errado! E como dizia o compositor Cazuza, em “O Tempo Não Para”, uma de suas mais belas canções “Transformaram o país inteiro num puteiro, pois assim se ganha mais dinheiro!”. Em suma, FHC entregou a Lula um país quebrado, endividado, com uma crise energética, com enormes problemas sociais e imensos esquemas de corrupção no serviço público, sem esquecer as “tenebrosas transações” fruto das privatizações do patrimônio público. Um país que havia recorrido por três vezes ao FMI e ao Clube de Paris. Por isso, quando Lula assumiu, nós ainda recebíamos aqui aquelas famosas e famigeradas “Missões do FMI”, que vinham aqui fiscalizar nossas contas e nos dizer como deveríamos geri-las. Era humilhante! Hoje, ninguém mais fala nisso, nem a mídia familiar que se diz “isenta”! Mas nós não esquecemos e nem pretendemos esquecer! E aí vem o Aécio e o Eduardo Campos “entre quatros paredes” e anunciam para os maiorais do PIB Nacional as tais “Medidas Impopulares”? Xô! Tô fora! Não tem jeito não! Eu vou é cravar 13 em outubro! Eu e minha geração devemos isso ao PT! É Dilma, outra vez, em 2014! Meu manifesto: #Ley de Medios Já! #PSDB nunca mais! Em 2002 a esperança venceu o medo. Já em 2014 a esperança vai vencer o ódio e a mentira. Veja em http://www.youtube.com/watch?v=MgFE0lvyC8g

  2. Marco Arildo Cunha Postado em 14/Oct/2014 às 12:51

    Para quem não tinha condições de fazer três refeições por dia, para quem não tinha luz elétrica em casa, para quem não tinha água, para quem não tinha acesso fácil a escola, para essas pessoas é que temos que ter "economia"! A economia tem que ter o centro nas pessoas que mais precisam, que estão mais fragilizadas socialmente. O contrário é esperar que testa de ferro de banqueiro vá resolver os graves problemas que ainda temos. Como dizia um professor meu: "Tem gente que quanto mais estuda mais burro fica"

  3. Carlos Prado Postado em 14/Oct/2014 às 12:57

    O PT por anos criticou tal política, dos "coronéis" que cabresteavam os nordestinos com esmolas. Hoje se junta aos mesmos e quer não só se vangloriar de esmolas mas de outros favores. Cabe lembrar que uma melhora sustentável em moradia, luz elétrica, água e comida faz parte de e se deve a uma melhora econômica. O pessoal mais ignorante, não digo os pobres, que o que tem de "intelectual" ignorante - que ignora - por aí não dá para contar, não entende que estas melhorias não se constroem num passe de mágica, mas que vem de um processo continuo. Colhemos frutos hoje que vem de políticas iniciadas na década de 40, tantas outras iniciadas pelo plano real.

    • Marcos Vinicius Postado em 14/Oct/2014 às 13:23

      E você queria o quê? Que o PT governasse sozinho? Para essas "esmolas" (políticas públicas) darem certo o governo federal teria que ter o apoio desses "coronéis". Nota-se que você entende quase nada da estrutura política do país.

      • Carlos Postado em 14/Oct/2014 às 13:56

        Vc quis dizer então que os coronéis apoiam o PT? Em troca do quê? Manter o povo no cabresto? Então, tá.

  4. Henrique B. Postado em 14/Oct/2014 às 13:12

    Parece-me ressentimento sim. Afinal, "que significado têm para essas pessoas as expressões (sic) "inflação", "irresponsabilidade fiscal"...", quando se passa fome? Que importância teria a "contabilidade criativa" quando se carrega balde de água na cabeça por quilômetros, volta pra casa sem energia elétrica, sem eletrodomésticos (coisas básicas, que usamos no dia a dia sem sequer notar a importância). É muito fácil deslegitimar o voto do outro quando não passamos pelo mesmo problema. O que você chama de "pessoal mais ignorante" (virou moda tratar assim quem vota no PT) não teve as mesmas oportunidades que você. Não podem tirar férias (é um direito que eles desconhecem), muito menos da "facul" (quem dera todas as crianças pudessem estudar sem precisar atravessar rios, andar por horas, em escolas de barro...). Enfim, a política econômica de Aécio, que tanto te agrada, é a política que exclui todas essas pessoas, mulheres, crianças, e todos aqueles que, por R$15, trabalhavam duro debaixo do sol de Piaui, sem água, sem comida, sem medico, sem respeito, sem dignidade, sem direitos. Pessoas que - como você fez questão de frisar durante todo o comentário - pobres, humildes, povão, ignorantes (porque se falta comida, imagina educação, cultura, lazer). Mas há algo de positivo na sua escolha: o intuito de baixar a inflação. Se Aécio chegar lá, por gentileza, cobre, lute! Talvez com os preços menores, os R$70 do Bolsa Família possa comprar mais que apenas a sobrevivência. P.S. Não votei em Dilma.

  5. Sérgio Postado em 14/Oct/2014 às 13:18

    FHC fazendo escola nos argumentos toscos dos comentaristas.

  6. KARINA BB Postado em 14/Oct/2014 às 13:27

    Pessoal,na verdade em eleiçao cada um vota de acordo com seus interesses,os mais pobres nao sao burros ,sao bem inteligentes,pois votam a seu facor assim como a grande midia apoia aecio a fim de obter benesses e patrocinios de um governo pesedebista,assim como a veja apoia alckimim,que comprou milhares de exemplares pra distribuir em escolas publicas,a imprensa esta loteada,,malafaia apoiou Serra em troca de um canal de TV,resumindo,cada um sabe onde seu calo aperta,logo,todos estao certos,por isso nao pauto meu voto e minhas opiniões politicas atraves das opinioes de ninguem ,por que cada um esta apenas defendendo seus proprios interesses,nao os meus

    • Salomon Postado em 15/Oct/2014 às 12:01

      Concordo inteiramente com você Karina BB, só não consigo entender o que a classe média tem a ganhar com a eleição do Aécio. Aumento de juros do financiamento da casa própria e do carro já seriam motivos bastante para não votar no PSDB. Isso porque o apoio irrestrito do mercado financeiro e dos bancos privados precisa ser compensado.

  7. RAMENEMARIA Postado em 14/Oct/2014 às 13:29

    Não podemos ser injustos e deixar de reconhecer que nestes últimos 12 anos nosso povo teve conquistas materiais significativas

  8. Carlos Postado em 14/Oct/2014 às 13:53

    Quanto mais pobre for a região, mais fácil de manipular a população. O que é preciso analisar é o seguinte: o povo do Piauí tornou-se menos dependente das benesses do governo? Que diferença há entre receber dentaduras de velhos coronéis e de pretensos progressistas? O Estado passou a produzir mais e melhor?

    • Flávio Soares Postado em 14/Oct/2014 às 14:39

      Sim, o estado passou a produzir mais e melhor, o índice de analfabetismo caiu absurdamente, hoje o piauí é o estado brasileiro com maior longevidade de novas empresas, e quem vive aqui nota a diferença absurda que se fez entre os governos do PT e PSDB, e esta questão de eleitorado burro não convence, burros seriam se votassem contra as melhorias que tiveram, os que se acham espertos e falam de economia não conheceram a época em que Armínio Fraga deixou o Brasil com o segundo maior risco país do mundo e uma inflação de 12%, os estudantes que entonavam na rua "fora FHC e FMI" já esqueceram de como o país ficou nas mãos dos bancos e como a dívida do país dobrou, são todos uns Trochas pseudo intelectuais que se deixam levar por essa histeria coletiva e dizem que acham o Aécio Melhor com medo de serem taxados. sinto muito para os que se acham mais inteligente que o povo, o POVO tem necessidades além das que imaginamos em nossos mundinhos perfeitos

  9. wandeir Postado em 14/Oct/2014 às 14:19

    Como as pessoas pobres podem avaliar o que acontece com o Pais como um todo, eles não possuem acesso a todas as mídias, não entende o básico de economia, etc. Com isso fica fácil serem manipulados, basta fazer qualquer coisa mesmo que seja pequena para que eles encarem como sendo algo de bom para o país. Dê escolas de qualidade, uma educação apropriada e mostre como está realmente o país para eles e vamos ver se continuam com a mesma opinião. Vamos ensinar o povo a ter pleno conhecimento no que acontece em seu país, mostrar, ensinar e fazer cumprir todos os seus direitos. Quando isso acontecer saberemos que o povo estará votando com consciência e não por um breve momento de felicidade comprada.

  10. Éberson Postado em 14/Oct/2014 às 14:51

    ~Mas que ela fez diferença no Piauí fez... de repente não na proporção esperada mais que fez, fez... Lá pude ver o que antes era só sonho e idealismo..

    • FRANCISCA GONÇALVES LIMA Postado em 14/Oct/2014 às 16:05

      com certeza o nosso nordeste ta bem melhor não sei pq esse povo fazem questão de falar que são esclarecido, gente que é esclarecida tem EDUCAÇÃO, não chamam os outros de burros nossa pois ADORO conversar com as pessoas humildes pois elas estão desprovidas das arrogância que o homem que acha que é letrado tem!!!!!!

  11. Luciano Postado em 14/Oct/2014 às 15:04

    Basicamente, você quer que aquele pessoal extremamente pobre e mais ignorante, volte a passar fome, ou que retomem o êxodo para São Paulo, para que uns banqueiros possam faturar mais do que já faturam. Legal!

    • eu daqui Postado em 15/Oct/2014 às 10:40

      Sou totalmente anticoitadismo. Não obstante, vejo que finalmente alguém aqui sacou porque é que sul, sudeste, empregadores e capital em geral estão com o feudoliberalismo tucano: quanto menos pobres, mais mão de obra farta, barata e desesperada para se escravizar.

    • eu daqui Postado em 15/Oct/2014 às 12:32

      errata: ao contrário quanto mais pobres e não menos.

  12. Oscar R. Postado em 14/Oct/2014 às 15:53

    Não há como comparar a política social do Governo Petista com a prática dos velhos coronéis, fazê-lo seria irresponsável e simplista. Vamos refletir. Os coronéis se empenharam em apresentar soluções para a seca? Os coronéis alguma vez desprenderam esforços para ampliar o acesso à educação? Os coronéis por acaso desembolsaram alguma ajuda de custo para o povo aumentar a produtividade de suas pequenas propriedades? Então temos aqui uma enorme diferença entre mudanças que impactam na autonomia do ser humano e a mera distribuição de dentaduras e outros pequenos presentes que nada acrescem ao indivíduo. Agora esse mito criado envolvendo a qualidade do voto e a classe social, essa necessidade que alguns têm em taxar e humilhar os que pensam diferente, isso tem que acabar. Incontáveis são os motivos que podem sustentar um voto, e é bom lembrar que a defesa de interesses próprios e a alienação não são "privilégios" exclusivos de uma única classe.

  13. Onda Vermelha Postado em 14/Oct/2014 às 15:54

    Esses tucanos são mesmo uma piada pronta! Cinismo em estado puro! Como o PSDB espera convencer alguém de suas "boas intenções" se, aberta e continuamente, durante todos esses 10 anos disseminaram preconceito e desinformação a respeito do programa Bolsa Família pelas Redes Sociais ou pela própria grande mídia. Muita gente que critica o programa federal “taxa” o mesmo de “bolsa-esmola”, “bolsa-miséria”, “bolsa-preguiça” ou “bolsa-voto”, entre outros adjetivos nada edificantes. São inúmeros os relatos de beneficiários que se sentem constrangidos ou estigmatizados país afora, nas filas, nos bancos ou na Internet, porque foram estimulados, inclusive o ódio e a discriminação dessa classe de pessoas que são consideradas as mais desfavorecidas dentro de nossa escala social. Centenas de comunidades quilombolas, por exemplo, esquecidas no “Brasil Profundo” passaram a fazer parte das estatísticas oficiais. O BraZil não conhecia o Brasil, como dizia uma bela canção chamada “Querelas do Brasil”, que ficou muito popular na voz de Elis Regina. Levas de nordestinos assolados pela mais prolongada seca não mais invadem cidades ou promovem saques para matar a fome como outrora. Tem dúvida? Indague a quem vive por lá. Sim, ainda encontramos crianças e jovens nos sinais ou calçadas nas grandes metrópoles, mas em número sensivelmente inferior ao que seria possível constatar, com os próprios olhos, uma década atrás. Quem se der ao trabalho de puxar pela memória sabe do que estou falando. De qualquer forma, as estatísticas do IBGE e dos outros institutos, somente reforçam que, de fato, ocorreu uma significativa redução da desigualdade social no país. Obviamente, não somente por conta do Bolsa Família, mas também como resultante de um amplo conjunto de Políticas Públicas, do aumento real do salário mínimo, da redução do desemprego e de dezenas de outros programas federais bem sucedidos, que a maior parte da sociedade desconhece ou foi, deliberadamente, tornado “invisível” pela grande mídia. E que no momento apropriado lhe será devidamente “apresentado”. Na verdade, infelizmente, certo segmento social ainda insiste em tratar os beneficiários de um dos mais bem sucedidos programas federais como “pedintes”, e não como “sujeitos de direito”. Uma tristeza! É como se esses cidadãos pertencessem a uma “segunda classe”, e não fossem dignos ou merecedores, eles próprios, de poderem exigir tal atenção do Estado. Não custa lembrar! Está na Constituição! E não por mero acaso do legislador constituinte nos “Princípios Fundamentais”, art 3 º, “Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil”, inciso III, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”. Será preciso ser mais claro? Penso que não! Entretanto, posso estar errado, mas apostaria que muitos dos que, egoisticamente, buscam negar direitos a essa parcela mais vulnerável da sociedade não se importam de estudar numa Universidade Pública ou de fazer uso de uma Bolsa do ProUni ou, ainda, incentivar seus filhos a concorrer a uma Bolsa do Ciências Sem Fronteiras, com tudo custeado por esse mesmo Estado. Estarei errado? Evidentemente, que não! A questão de fundo colocada aqui é que agora não mais se espera mais o bolo crescer para depois se distribuir como num passado recente de triste memória. E isso incomoda muita gente. Não é mesmo? Fazer o quê? No melhor estilo “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado” o comercial “Fantasmas do Passado” repõe as coisas em seu devido lugar da história e espantam assombrações que ninguém mais quer ver de volta. E não tem jeito, não! Eu vou é cravar 13 em outubro! Eu e minha geração devemos isso ao PT! É Dilma, outra vez, em 2014! Meu manifesto: #Ley de Medios Já! #PSDB nunca mais! Veja em http://www.youtube.com/watch?v=MgFE0lvyC8g

  14. Salomon Postado em 14/Oct/2014 às 15:59

    Aí está o típico piauiense desinformado. Comprou o discurso paulista e volta para sua terra natal, de férias da "facul", mas sem a leviandade de dizer que a política econômica do PSDB ferrou com o país 3 vezes sem contar recessão inflação, desemprego e juros altos. Mas, não custa nada admitir a hipótese, pois hipótese existe para ser admitida, que o Luis vá votar no Aécio de boa-fé. Basta, Luis, pesquisar em que situação "econômica" o Brasil estava no fim da era FHC.

  15. Maria Aparecida Postado em 14/Oct/2014 às 16:42

    Os que falam em falta de acesso à mídia, em desinformação dessas pessoas, esquecem que existe o conhecimento empírico, é por ele que essas pessoas falam. os que criticam não conhecem a realidade deles, esses sim falam pela boca da mídia. mídia não´é sinônimo de informação, desinformados são os que acreditam nisso.

  16. Rafa Postado em 14/Oct/2014 às 18:02

    Corrupção, educação precária, saúde pública definhando... O Brasil não está bem e infelizmente nenhum dos dois partidos que disputam a presidência o representam como deveria. Mesmo no Piaui, onde a população passou a ter melhores condições de vida, com o governo do PT, a situação não está tão boa como poderia.Tudo acontece muito lentamente. Mas, trocar o sujo pelo mal lavado não me parece a melhor opção. Nesse segundo turno prefiro pensar em "pior do que está não fica" do que "vamos ver o que acontece".

  17. Jonas Schlesinger Postado em 14/Oct/2014 às 22:27

    Medida impopular não significa medida pra acabar com os pobres. Como já falaram aqui, os mais pobres votam na Dilma por questões populares. Questões como Inflação, superávit, política econômica, previdência etc são bem impopulares para eles, mas sei que quem entende disso vai cravar um 45.

    • eu daqui Postado em 15/Oct/2014 às 10:42

      Pois então crave seu 45 na pior das m e veja depois seo desemprego feudoliberal vai diminuir criminalidade como muitos eleitores da volta para o pior estão acreditando.

  18. Jonas Schlesinger Postado em 14/Oct/2014 às 22:35

    Mas também o Piauí é um dos estados mais pobres e o mais quente do nordeste. Ali o povo passa fome mesmo, mas como lá o cabresto não saiu da moda é compreensível que a Dilma consiga 100% dos votos. Outra coisa que no Nordeste só há 3 estados que carregam a região nas costas: Ceará, Pernambuco e Bahia, esta última nem tanto. Só o meu Ceará mesmo que é o melhor. Daí vem os outros 6 estados que são como satélites. É que nem Brasília e cidades satélites da mesma forma é o nordeste formado por 3 estados mais 3 estados satélites.

    • Jonas Schlesinger Postado em 14/Oct/2014 às 22:46

      *3 estados mais 6 estados satélites.

  19. Rodrigo Postado em 15/Oct/2014 às 10:59

    na cabeça de economista, pobre tem mais é que passar fome pois não sabe nem o que é uma curva GINI, ridículos

  20. Rodrigo Postado em 15/Oct/2014 às 11:02

    Por favor, vá embora logo, você , Lobão ,Constantino, seriamos assim um pais menos ignorante e raivoso

  21. andreia Postado em 15/Oct/2014 às 15:37

    Os "ingnorantes dos nordestinos" seriam burros se votassem no pior governo da historia! arrocho, inflação e tudo de reuim do psdb. mas nos somos gratos a quem olhou pra nós! Dilma 13

  22. poliana Postado em 15/Oct/2014 às 19:30

    mais um nordestino q foi para sp e foi lobotomizado! pena!