Redação Pragmatismo
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Política 29/Oct/2014 às 12:00
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Brasil: Uma democracia financeira

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Ederval Trajano*

Democracia é uma palavra de origem grega “demokratia”, que significa: demo (povo) e kratia (autoridade), ou seja, uma forma de organização política, onde a soberania é exercida pelo povo, como dizia Jean Jacques Rousseau: “todo poder emana do povo”. Precisamos rever a democracia brasileira, onde nossos representantes são escolhidos pela quantidade de recursos financeiros que possuem, numa eleição que se define em: DIZ-ME QUANTO TU TENS, QUE TE DIREI QUANTOS VOTOS TERÁS.

A democracia brasileira é recente. Após o grito do Ipiranga, o Brasil passa a ser governado por uma monarquia que sobrevive até a proclamação da república em 1889. Em 1824, ainda durante a monarquia de D. Pedro I, nossa primeira constituição foi outorgada pelo Imperador. Extremamente centralizadora os poderes, legislativo, executivo e judiciário eram controlados pelo poder moderador, exercido pelo imperador, que governava o nosso país, cerceando a vontade do povo, na contramão das conquistas sociais pelo mundo afora.

Durante o período imperial (1822-1889), o voto não era obrigatório para os cidadãos, mas censitário. Isto é, o eleitor era definido de acordo com suas posses econômicas. Os candidatos deveriam ter posses (alqueires de farinha de mandioca), dessa forma, só os ricos votavam e eram candidatos, será que houve alguma mudança?

Após quase duzentos anos da independência do Brasil, ainda nos deparamos com eleitores que vendem seus votos, numa demonstração clara do poder financeiro em nosso processo político. Não podemos esperar que os nossos governantes “salvem” a nossa pátria, essa mudança na política brasileira emana do eleitor, que deve cobrar do seu candidato após a eleição. O compromisso do político com o eleitor não acaba com o voto, inicia-se com o mesmo. Enquanto houver empresas privadas financiando campanhas, os recursos investidos no período eleitoral, posteriormente serão desviados. Na política brasileira a oração de São Francisco (“é dando que se recebe”), infelizmente, é muito forte. Precisamos de uma REFORMA POLITICA URGENTE, de punições mais severas para quem desvia dinheiro público. A impunidade nesse país alimenta a criminalidade. A educação deve ser prioridade, pois o PROFESSOR É A BASE, O CONHECIMENTO A META. EDUCAÇÃO ACIMA DE TUDO!

*Ederval Trajano é professor da rede estadual e municipal e Presidente Nacional (Provisório) do Partido dos Professores do Brasil (PPB) e colaborador em Pragmatismo Político

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