Redação Pragmatismo
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Política 08/Sep/2014 às 15:42
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Você ainda pode votar no plebiscito da Reforma Política

Sistema online de votação ficou sobrecarregado e organizadores estenderam até esta segunda-feira a votação do plebiscito popular da reforma política pela internet

Está prorrogada a votação do Plebiscito Popular da Reforma Política. A decisão foi tomada após uma sobrecarga nos servidores neste domingo (7) – data marcada para ser o último dia de votação. Os internautas podem votar até as 23 horas e 59 minutos desta segunda-feira (8). Para votar, clique aqui.

A organização do Plebiscito informou ainda que o sistema de votação foi alvo de ataques online com o intuito de desestabilizar e derrubar a página.

Voto “sim”

Na semana passada, a cientista social e mestre em Economia Juliane Furno publicou um manifesto com 7 importantes razões para o “voto sim” (relembre aqui) no plebiscito popular da Reforma Política.

Propostas para a Reforma Política

A reforma política abrange diversos aspectos do atual sistema eleitoral brasileiro e da representatividade da população no Congresso Nacional, composto hoje por 513 deputados e 81 senadores. Saiba quais são as principais propostas para a reforma política:

Financiamento de Campanha. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2010, o gasto com a campanha de um deputado federal era, em média, de R$ 1,1 milhão. A estimativa subiu para R$ 3,6 milhões neste ano. Para um senador, o gasto saltou de R$ 4,5 milhões para R$ 5,6 milhões. Em 2008, as empresas responderam por 86% dos recursos totais de campanha, passando a 91% em 2010 e a 95% em 2014.

A principal proposta para alterar o modelo atual de financiamento de campanhas é proibir a participação de empresas privadas entre os doadores, que hoje podem apoiar um partido ou candidato específico. No sistema de financiamento misto, atualmente adotado no Brasil as doações são divididas entre doações de empresas privadas e verbas públicas do Fundo Partidário, abastecido pela União. A alternativa a esse modelo é o financiamento público de campanha.

Fim das Coligações Proporcionais. A reforma do sistema político também prevê o fim das coligações – união de dois ou mais partidos – nas eleições proporcionais (vereadores, deputados estaduais, distritais e federais). Além de ser determinante para a definição do tempo de rádio e televisão no horário eleitoral gratuito de cada candidato, no sistema atual as coligações definem também os eleitos, já que as vagas são distribuídas em proporção aos votos obtidos pelos partidos ou coligações. Esse sistema faz com que um candidato com muitos votos ajude a eleger candidatos da sua coligação ou partido com menos votos.

Paridade de Gênero. Uma das propostas para a reforma política é garantir o equilíbrio entre representantes de ambos os sexos no Congresso Nacional e nos executivos nacionais e estaduais. O Brasil é um dos países com os piores índices de participação de mulheres no Legislativo e no Executivo: ocupa a 156ª posição entre 188 nações no ranking sobre igualdade na presença de homens e mulheres nos parlamentos. Apesar de representarem hoje 52% do eleitorado, não chegam a 10% em representação parlamentar: de cada dez eleitos, em média oito são homens.No Congresso, as representantes do sexo feminino são apenas 9 dos 81 senadores e 45 dos 513 deputados. A desproporção se repete nos Legislativos e Executivos estaduais e municipais.

Diversidade da População. Outra proposta para a reforma política apresentada no plebiscito é a criação de mecanismos para garantir a representatividade da diversidade da população: negros, indígenas e população LGBT, entre outros. A metade da população brasileira é negra e parda, mas no Congresso são apenas 8,9%. Trabalhadores, jovens, população LGBT e indígenas também possuem pouca representação. Do total de parlamentares, 273 representam o empresariado (46%) e 160 (26%) são representantes do agronegócio, enquanto 91 deputados e senadores (15%) representam os trabalhadores.

Democracia Direta e Participativa. A participação da população nas decisões políticas do país também está prevista na proposta de reforma política defendida por meio do plebiscito popular, por meio da ampliação dos mecanismos de democracia direta e democracia participativa (referendos, plebiscitos, iniciativas populares) e a garantia do fortalecimento de instâncias deliberativas da sociedade civil por meio de conselhos.

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 08/Sep/2014 às 15:53

    Já Votei!!!!!!!!!!!

  2. Danila Postado em 08/Sep/2014 às 15:54

    Sou muito a favor de uma reforma política. Acho um absurdo os valores gastos com os nossos políticos. Saber que um deputado tem direito à 34 mil em média por mês para gastar com o que quizer (pois não há fiscalização, basta o gasto ter nota fiscal)... é muito revoltante. Porém esse plebiscito me deixa com algumas dúvidas. Acho que tem lacunas perigosas. Eles estão usando a bandeira de que o povo irá decidir as regras, mas não é bem assim. Aconselho que pesquisem bastante antes de votar.

  3. KARINA BEBEZINHA Postado em 08/Sep/2014 às 16:08

    To em duvida sobre isso,nao vejo a maioria dos brasileiros pronta pra decidir nada no Brasil,tenho muito medo dos evangelicos eles estao em grande numero na sociedade e em Brasilia só crescem,A assembl eia d deus vai fundar um partido e ja coleta assinaturas ,sei la d repente plebiscito nao me parece boa ideia,esse crescimento das religioes me assusta muito é serio,entrei no face "nao a teocracia" e fiquei mais preocupada ainda,pois vi links de decisoes e de muitas coisas pelo Brasil que ja funcionam como uma teocracia,ha um monte de leis que foram aprovadas em varios estados do brasil LEIS MUNICIPAIS e estaduais que ja tornaram o Brasil nao laico,,gente é estarrecedor eu nao imaginava q a situaçao ja estivesse nesse nivel preocupante,e esse tipo d coisa nunca vem de uma vez,é aos poucos e quando a gente se der conta nao teremos como voltar atras :(

    • Xurros Postado em 08/Sep/2014 às 18:26

      O legal é proibir as religiões né ? Super democratico. Só porque um cidadão é religioso então na sua genial concepção ele não tem voz ou opinião ? Religiosos também não pagam impostos ? Não tem título de eleitor ? Só neo-ateus retardados como você é que são seres acima do bem e do mal que podem decidir o que pode ou não ser feito numa sociedade ? Sabe o que é ditadura filha ? Sabe o que é censura de opinião e crença ?

      • KARINA BEBEZINHA Postado em 08/Sep/2014 às 19:11

        Xurros seu imbecil,palhaço eu nem vou me dar ao trabalho d te explicar ,,,,vc é tao ignorante que talvez nao entenda,logo nao vou perder meu tempo com vc,va implantar um cerebro primeiro,pra depois rebater algum coment meu OK

    • Cilas Postado em 10/Sep/2014 às 08:01

      As preocupações elencadas aqui não têm razão de ser. Primeiro porque o Brasil não Terá uma teocracia e não foi e jamais será um Estado laico. O Brasil é, sim, gostem ou não, um Estado religioso, fundamentado no catolicismo e no movimento evangélico que só cresce a cada dia. As provas?! a marcante presença desses segmentos em cidades, municípios, estados, na midia falada e escrita. Temos o Cristo redentor no RJ, Temos estados batizados com nomes cristãos como Santa catarina, São Paulo, o próprio RJ cujo o nome real é São Sebastião do Rio de Janeiro e até em todas as estâncias do poder judiciário, o cristianismo marca sua presença; em quaisquer fóruns ou tribunais, nos corredores ou acima da cadeira do Magistrado lá está um enorme crucifixo com o crucificado posto. Recentemente foi construído no Coração da cidade de São Paulo, o mega templo de Salomão, uma obra orçada em R$689 milhões e que contou com a presença de todas as autoridades dos três poderes do Estado Brasileiro. Portanto é inútil acreditar que podem frear isso ou que a palavra do cidadão brasileiro valha alguma coisa para um líder político; é tão importante quanto o número de caroços numa tangerina. A Prova: Em 2005, O governo brasileiro ignorou o voto de 63 milhões de brasileiros que foram as urnas dizer Não ao desarmamento. Nos Estados Unidos, a posse de Obama teve como preletor e paraninfo o discurso de uma mega pregador Thomas O'brien . Portanto é uma imbecilidade essa coisa de Estado laico. Nunca existiu, em lugar nenhum do mundo. Os evangélicos têm poder econômico e poder econômico faz o milagre acontecer, seja onde for.

    • Wainer Postado em 11/Sep/2014 às 21:13

      Evangélicos são 22% da população, e entre ele existe uma enorme diversidade de pensamentos, isso explica do porque tantas denominações. Silas Malafaia representa minoria dos evangélicos, pois Pr. Everaldo tem menos de 1% do voto dos evangélicos, falar que os evangélicos decidiram a eleição é tolice, falar em Estado fundamentalista é mais ainda, uma vez que isso seria inconstitucional, e a saber na história os protestantes foram os primeiros a lutar pelo Estado Laico. Infelizmente a mídia tem sido extremamente manipuladora, não existe "os evangélicos", não existe homogeneidade entre os evangélicos, pois somos pessoas racionais, e diversificadas como todo mundo na forma de pensar.

  4. Yohan Postado em 08/Sep/2014 às 16:10

    E quanto à opinião de Marcus Vinícius Furtado, presidente nacional da OAB "É muita energia gasta em algo que pode ser resolvido sem necessidade de mexer na Constituição. Basta alterar a Lei das Eleições e a Lei dos Partidos. É isso o que queremos com o projeto de lei de iniciativa popular, que já está pronto, de reforma política. É prático e direto. Acaba com o financiamento de campanhas por empresas e define regras para eleições limpas". Alguém pode rebater ?

    • André Postado em 08/Sep/2014 às 16:35

      Mas aí eu pergunto, a mudança na lei não exige aprovação do Congresso? Caso exija, quem garante que este congresso vai aprová-la? Por outro lado, quem garante que a proposta da OAB representa os anseios da população? Esta mudança não deveria ser feita em diálogo com toda a sociedade?

    • IPBO Postado em 11/Sep/2014 às 10:09

      Onde encontro esse projeto de iniciativa popular?

  5. mauricio augusto martins Postado em 08/Sep/2014 às 16:44

    Vamos Votar SIM, para Des-coxinhar o Parlamento...maumau

  6. Deisi Postado em 08/Sep/2014 às 19:52

    Eu já votei sim!

  7. Onda Vermelha Postado em 08/Sep/2014 às 22:17

    Eu também já votei SIM!

  8. Vlad Postado em 09/Sep/2014 às 08:00

    No Brasil, uma reforma política não resolverá .Será necessário uma demolição política .

  9. Rafael Postado em 09/Sep/2014 às 12:22

    Votei Não! Nada que vem deste Governo Presta!

    • Badernista Postado em 10/Sep/2014 às 15:28

      Cidadão, a consituinte é EXCLUSIVA, não sendo assim ligada a este governo ou a nenhum outro, ela vai lá só para mexer na constituição. Dito isto, muito cuidado é necessário na hora de se eleger os constituintes, afinal, ninguém vai querer um malafaia ali ditando regras

  10. Ernany Cipriano Postado em 09/Sep/2014 às 15:38

    Falta diminuir os números de Vereadores, Deputados Estaduais, Federais, Senadores e também o número de funcionários de cada um deles.

  11. Gerarda Postado em 09/Sep/2014 às 19:04

    Voto por uma reforma política que exclua definitivamente da política partidos de aluguel; excesso de parlamentares e que cada um tenha a sua profissão.

  12. Billi Postado em 09/Sep/2014 às 23:41

    Você esqueceu a quinze anos atras engenheiro vendia coco na praia porque não tinha emprego. Somos filho de Lula com muito orgulho. Porque Dilma governa para pobre e ricos. Você sabia que campinas ganhou uma universidade federal com instituto de pesquisa no Satellite ires. Nesses doses anos LULA e DILMA fizeram 18 universidade federal 422 escola técnica. Ate catador de latinha tem poder de compra todo faz churrasco e empregada domestica coloca seu carro novo na garagem da patroa pobre senta do lado do rico no avião todo pobre que trabalha tem moradia. A Marina vai governar para os banqueiros, rede globo que fica manipulando o povo com suas informações mentirosa PSDB não governa para pobre quero ver como os Filhos do LULA vai pagar seu carro o km que comprou em 72 pagamento sem emprego. Em tao meus jovens larga de rolo e confusão.Na ora de votar pense bem vote DILMA 13 PADILHA 13 SUPLICY 131 RENATO SIMÕES 13813. Nos Países do G. 20 BRASIL tem o menor indis se de desemprego do mundo 5,4 porcento na ora de votar pense na sua prestação. Se você atrasar três prestação o banco toma seu O K M.