Redação Pragmatismo
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Racismo não 12/Sep/2014 às 21:12
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A polêmica racial em torno da nova minissérie Global

Reação contra nova série da Globo “O Sexo e as Nêga” indica que as mulheres negras “estão cansadas de ver somente estereótipos de si mesmas, em todo e qualquer veículo midiático”

sexo as nega globo
Nova minissérie da Tv Globo, “O sexo e as nêga” tem recebido críticas de movimentos de mulheres negras e de organizações sociais (divulgação)

Prestes a estrear na Rede Globo, a nova série “O Sexo e as Nêga”, de Miguel Falabella, tem recebido críticas de movimentos de mulheres negras, que consideram o seriado racista e machista. O protesto coletivo reúne textos e discussões nas redes sociais, além de páginas manifestando repúdio. Uma delas, criada com o intuito de mobilizar pessoas e boicotar a programação, conta com quase 14 mil curtidas até o momento.

Segundo a feminista negra Aline Djokic, muitas mulheres negras estão se juntando contra o programa para reivindicar uma representatividade livre de estereótipos. “Fico muito contente em ver essas iniciativas partindo das mulheres negras, de todas as idades, que estão cansadas de ver somente estereótipos de si mesmas, em todo e qualquer veículo midiático. Elas estão cansadas de serem tratadas como seres sem agência, sem capacidade de escreverem suas próprias histórias, que evidenciariam sua maneira de ver e vivenciar o mundo. Até quando a branquitude brasileira vai falar por nós? Até quando a nossa sociedade racial ‘igualitária’ vai se contentar com a visão que a branquitude tem de nós e dos espaços que a exclusão social previu para nós?”, questiona.

Miguel Falabella publicou na última terça (9) uma mensagem em sua conta pessoal no Facebook, reagindo às críticas, que considera “bobagens” e “caretice”. Falabella causou mais revolta ao declarar que as críticas partem de “negros que voltam as costas aos negros”, afirmando que são como os antigos capitães do mato que perseguiam seus irmãos fugidos. “A boa parte da branquitude insiste em lutar pelo direito de ‘usufruir’ da herança racista e escravagista do passado, do direito de permanecer na Casa Grande e só adentrar a Senzala toda vez em que o desejo de fetichização do corpo negro tornar-se latente. Para isso nos levantamos e gritamos: Chega! Não passarão!”, afirma Aline Djokic.

Djokic é graduanda em Literatura Portuguesa e Espanhola e em Pedagogia pela Universidade de Hamburgo na Alemanha e afirma que não é a primeira vez que Falabella produz conteúdo racista. “A linha de humor que ele preza é a que eu chamaria de ‘abaixo da cintura’. Na minha graduação acabei escolhendo a área de análise de filmes, de programas televisivos, na parte referente ao conteúdo e ao discurso racial. Não é a primeira vez que analiso personagens negros de obras desse autor, assim como o discurso que os envolve nessas obras. O olhar do autor sempre se mostrou racista (des)velado, deixo o prefixo entre parênteses, pois considero esse tipo de racismo naturalizado extremamente violento e nada ‘velado’ como alguns insistem em afirmar.”

As manifestantes ainda planejam protestos nas ruas, que estão sendo organizados também pelas redes sociais, e devem acontecer esse mês em cidades como Porto Alegre e São Paulo. No YouTube, foi criada a websérie #AsNegaReal, uma iniciativa de Djokic com facilitadoras do portal Blogueiras Negras, que se dedicará em comentar e criticar os episódios da série global.

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Comentários

  1. poliana Postado em 12/Sep/2014 às 22:05

    qta confusão! nooossaaa! eu realmente n sei nem mais o q pensar sobre esse assunto. eu já n ia assistir mesmo pq detesto a programação da tv aberta, principalmente a rede globo q detesto!!!!!!mas eu realmente n sei se todo esse protesto q está tendo nas redes vai ser bom ou ruim pra visibilidade do programa viu. embora n suporte a rede globo, acho q toda essa gritaria está ajudando na divulgação do programa. vai acabar atraindo a audiência do grande público, e n o boicote como essas pessoas querem. vamos ver até onde isso vai dar.

  2. Jonas Schlesinger Postado em 12/Sep/2014 às 22:13

    Vão lá e escrevam o roteiro do seriado. Agora vão querer mandar no trabalho dele. Apesar de eu nunca ter assistido nada do que ele fez (pq perderia um tempo valioso assistindo estrume) digo que essa vitimização é perigosa. Ninguém sabe como vai ser o conteúdo do programa. Pra mim isso já virou doença do politicamente correto, afinal ele não fez nada machista. Talvez se colocasse "Sexo e as Branca" soaria sexista, "Sexo e os Nêgo" ... racista, "Sexo e os Branco"... feminista, "Sexo e os Gays"... homofóbico, "Sexo e os Crentes"... perseguição religiosa,.. se tirasse o Sexo e colocasse uma mulher como aquela igual a feia da novela mexicana "Castidade e a Nega"... machista e racista, "Castidade e a Branca"... machista... afff esse politicamente correto é um patógeno pior que o Ebola.

    • Thiago Postado em 13/Sep/2014 às 02:01

      O pessoal não está questionando o nome do seriado, mas sim o seu conteúdo.

    • Luiz Souza Postado em 13/Sep/2014 às 03:43

      "Vão lá e escrevam o roteiro do seriado." Mas o correto seria isso mesmo. Um branco não sabe o que é ser preto e não fará nada além de reafirmar estereótipos. Neste caso, nem é preciso assistir a "obra" para ter certeza de que se trata duma ultrassexualização da mulher preta. Um preto teria muito mais recursos para fazer algo mais próximo da realidade.

      • Marcos Vinicius Postado em 15/Sep/2014 às 12:09

        Da mesma forma que se fosse um hétero querer fazer um seriado sobre nós LGBTT's sem em nada ter sentido ou vivenciado a homofobia. Com certeza sairia muita idiotice e estereotipação!

    • Ana Maria Postado em 13/Sep/2014 às 16:20

      Realmente Jonas, poderia ser sexo e as branca. É tão óbvio , sexo e as nega, pois são exatamente estas que são discriminadas; até o título com erro de concordância justamente para diminuir os negos. É terrivel o seu comentário só traduz o preconceito 'velado' dos politicamente incorretos.

      • Jonas Schlesinger Postado em 13/Sep/2014 às 23:26

        se fosse sexo e as branca iria ser sexista, porque o politicamente correto virou praga. E como já disseram, essas "manifestações" vão acabar promovendo o seriado. Pra mim tanto faz, não costumo assistir tv aberta mesmo. E seriado de qualidade é do nível dos americanos pra cima. Cultura oriunda do brasil já virou motivo de riso..

    • Júlia Postado em 13/Sep/2014 às 22:53

      Um homem falar que tal coisa não é machista... Não me surpreende.

    • Thiago Postado em 14/Sep/2014 às 03:02

      Quer dizer então que somente um negro pode escrever um roteiro sobre negros? Desse ponto de vista, apenas um.judeu poderia escrever sobre o holocausto. Já ouviu falar em "Vidas Secas"? Sabe quem escreveu? Graciliano Ramos que pasmem... Não era retirante!!

      • Luiz Souza Postado em 14/Sep/2014 às 16:54

        Tendo em vista a forma com que os roteiristas da Globo retratam os pretos (doméstica que deita com o patrão assim que a patroa sai de casa, beberrões, drogados, golpistas, malandros, agressores de esposas - este papel sempre foi dado ao nordestino, mas agora é privilégio nosso também - e bandidos), seria bem melhor que pretos fossem convidados para o trabalho de roteirista. Há vários cineastas pretos no Brasil, acredite. Não acredito em roteirista da globo porque não sou o Mussum nem o Tião Macalé, que Deus os tenha. O pior de tudo é ler nordestino - também pessimamente retratado na TV - alinhar-se ao discurso opressor.

      • Thiago Postado em 14/Sep/2014 às 20:58

        Luiz, se vc acha que um artista não pode retratar mundos diferentes do seu, que ele não pode entrar em discussões alheias ao seu cotidiano, então eu dou graças a deus que você seja minoria, do contrário o mundo seria privado de boa parte de suas obras de arte, seja na música ou na literatura. Chico Buarque jamais escreveria "Construção" ou "Meu Guri", Portinari jamais pintaria "Retirantes". Seria um mundo culturalmente pobre, com guetos sectários que não dialogam. Tenho pena de você, e de um Brasil que possa ser governado por pessoas iguais a você.

    • Cyda Postado em 14/Sep/2014 às 09:39

      Perfeito seu comentário jonas. Muitos de nós atores negros apoiamos a iniciativa do autor, pela ousadia em escrever um programa para 4 negras serem as protagonistas... está havendo um pré conceito devido ao nome. Ninguém viu o programa ainda. O que este movimento está querendo é que se feche mais uma porta de oportunidades para nós atores negros. Isto é censura, e das bravas. Deveriam criar banalização a sempre presença do negro em personagens subalternos e submissos. O programa tem o humor ácido de miguel falabella, que sempre foi muito próximo deste universo. E vamos confessar, nossa gente é cheia de humor, de incoerências, de histórias hilárias, de preconceitos entre nós mesmos... e como qualquer pessoa sã, adora sexo. Qual o problema em mostrar isto. E diga-se de passagem, as mulheres estão belíssimas. Tomara mesmo que uma super audiência seja a resposta a esta gente sem humor...

    • Bruno Postado em 14/Sep/2014 às 09:42

      Sinceramente, concordo com o Jonas Schlesinger. Vamos assistir primeiro o programa, depois tecemos críticas ou acusações. É ridículo esse tipo de boicote. Essa questão racial que está em voga hoje é tão fora de moda. Na minha opinião, quanto mais baterem nessa tecla de racismo mais se cria a ideia de raça, e quem tem raça pra mim é cachorro e não ser humano. Antes de me rebaterem, tenho a pele escura, no entanto sou negro.

    • Thiago Lopes Postado em 14/Sep/2014 às 13:13

      Desde que Olavo de Carvalho, aquele pseudo-intelectual, introduziu a frase "politicamente correto" para desmoralizar a luta das minorias, ao mesmo tempo em que justifica machismos, homofobias e racismos de toda ordem, há uma horda de gente despreparada repetindo o termo. O machismo tem que acabar e pinto final. Chamem de politicamente correto, se quiserem, mas o certo é que o racismo não pode ser ignorado (assim como o machismo , a homofobia, entre outros). Esses caras se esquecem de que os canais de televisão só operam graças à concessão pública. Quanto ao comentário do Jonas, ele parte da visão direitista dele, que chama de politicamente correto ao que na verdade é uma luta das minorias pelo seu espaço na democracia, uma luta contra os anos de opressão que sedimentaram na população a ideia de que é natural tratar o outro com desrespeito. Mulheres negras estão revoltadas contra as representações estereotipadas que a televisão fornece. E estão no seu direito. Racismo tem que acabar e ponto, Jonas, engula o politicamente correto, porque vai ser com ele que nós vamos extirpar tudo o que for conservador e reacionário.

      • poliana Postado em 14/Sep/2014 às 13:20

        APLAUSO!

      • Luiz Souza Postado em 14/Sep/2014 às 16:58

        Bravo! Assino embaixo. Por que será que Hugo Chávez, chamado de "macaco" pela imprensa venezuelana, resolveu cassar umas concessões assim que empossado?

      • Don't Tread on Me Postado em 15/Sep/2014 às 10:14

        Primeiro ponto: o termo "politicamente correto" não foi cunhado por Olavo de Carvalho. Creio que você ama aquele senhor por lembrá-lo num comentário a um texto que nada tem a ver com ele! Portanto, nada do que você disse em seguida tem sentido! Segundo ponto: concessão pública de redes de televisão não significa que as emissoras devem transmitir apenas o que as chamadas minorias aprovam! No máximo podem ser responsabilizadas pelo que veiculam. Dica: estude Direito. Terceiro e último ponto: o fato de alguns movimentos formados por negros repudiarem a minissérie não significa que todos os negros ou a sua maioria o façam. Usar as palavras "opressão", "conservador" e "reacionário" não mostra que você é uma pessoa de ideias iluminadas! Apenas que você é um robô militante!

      • Marcos Vinicius Postado em 15/Sep/2014 às 12:12

        Quem não estiver satisfeito com esse "politicamente correto" que fica com isso para si! Ninguém é obrigado a fica vendo tantas idiotices de pessoas que nunca sentiram o que é ser oprimido, seja por ser gay ou negro, querer cagar regras de como reagirmos a altura.

    • Junior Yukio Postado em 15/Sep/2014 às 11:54

      Nossa Jonas, como você fala besteira. Deve ser a quinta notícia do site na qual eu vejo você fazendo comentários tacanhos. Vê se cresce, rapaz. Sai de casa um pouco, vai pra rua, sobe um morro, entra em um bairro da periferia pra você ver como são as coisas. Tá faltando empirismo nesses pontos de vista normalizados que você apresenta. Porque eu não acho que você fale essas bobagens de má fé. Acho que é falta de conhecimento mesmo.

  3. Rodrigo Postado em 13/Sep/2014 às 14:56

    "Um branco não sabe o que é ser um preto" Cuidado, uma frase dessa é tão carregada de Pré conceito, quanto de alguém que chama outro de Macaco.

    • Luiz Souza Postado em 13/Sep/2014 às 15:08

      Tomei cuidado, obrigado. Refleti muito acerca do que me disseste e cheguei a uma nova conclusão: Um branco não sabe o que é ser preto.

    • Luiz Souza Postado em 13/Sep/2014 às 15:14

      Atrizes pretas e jovens da Globo são o petisco do branco. Meros objetos sexuais e brinquedos exóticos para brincar. Espero que não deem-se conta disto para não sofrerem tanto. Imbecis reclamam do preto que casa com branca. O branco come a preta, diz não ser racista e pula fora. Quem é o mais covarde?

      • Jurandy Postado em 15/Sep/2014 às 14:02

        As negras NÃO PRECISAM ACEITAR ESTES PAPÉIS, é muito simples.

    • Denisbaldo Postado em 13/Sep/2014 às 18:49

      Sou branco e não sei o que é ser preto. Saber o que é ser preto é sentir na alma, no coração as constantes humilhações a eles impostas. Não sendo preto, nunca as sentirei.

      • Luiz Souza Postado em 14/Sep/2014 às 01:35

        Pois é, Denisbaldo. E eu também não sei o que é ser branco. Não há nada de mal nisso. Lembrei-me da declaração da Matilde Ribeiro: "não é crime um preto insurgir-se contra um branco." A coxinhada ficou em polvorosa com tal declaração, que é do tipo 1 + 1 = 2. Se um preto oprime o branco, não é crime o branco insurgir-se contra o preto e por aí vai. Mas os reacionários, burrinhos como sempre, deram gafe e disseram que a secretária estava insuflando um ódio racial. Logo deram um jeito de destituí-la do cargo.

      • Luiz Souza Postado em 14/Sep/2014 às 01:37

        Carlos Prado, ninguém deve ditar o que um preto deve ser. Nem Miguel Falabella.

  4. vicente Postado em 13/Sep/2014 às 17:49

    Não assisto à globo. Só tem programa ruim. Essa emissora só prejudicou o Brasil. E quer continuar prejudicando. É fácil combate-la, é só não assisti-la.

  5. Elson Postado em 13/Sep/2014 às 22:26

    Só uma perguntinha: e todo esse pessoal já conhece o conteúdo da série?

    • Thiago Postado em 14/Sep/2014 às 03:12

      Não, não conhecem. Mas é produzido pela Globo, a líder de todas as "empresas malignas", então já concluíram que é uma peça publicitária pró-racismo.

      • Luiz Souza Postado em 14/Sep/2014 às 17:02

        Procure o famoso editorial de O Globo, lá dos anos 1950, em que ele ataca as religiões afro-brasileiras, quando Dona Ruth Cardoso nem sonhava em bater cabeça. O irônico é que hoje o preto é evangélico e o branco, macumbeiro.

  6. Júlia Postado em 13/Sep/2014 às 22:50

    E pensar que o programa Na Moral, teve até uma boa pauta sobre o feminismo... Uma feminista negra foi lá e deu a sua opinião; pelo jeito, a Globo não repensou em como parar de propagar preconceitos.

  7. Sidnei Postado em 13/Sep/2014 às 23:50

    Somos todos iguais independentemente da cor da pele. Qual é a cor do sangue que corre nas veias dos negros e brancos? É vermelho ok, então somos todos iguais imagem e semelhança de Deus nosso Pai eterno ONISCIENTE,ONIPOTENTE E ONIPRESENTE.

  8. Thiago Postado em 14/Sep/2014 às 03:09

    Só tem uma coisa que eu acho muito estranha nessa história toda...tds tão bradando contra o racismo e o sexismo que supostamente permeia a série. Só q ela ainda não estreou!! Ninguém viu um mísero capítulo. Partem do lugar comum que a Globo é uma organização nefasta que tem o racismo como meta oculta, e quer uma dominação da elite etc etc...a maioria das opiniões aqui são risíveis. Muitas vezes me surpreendo lendo e me perguntando : de onde sai esse povo?

    • poliana Postado em 14/Sep/2014 às 13:23

      acho q eles estão se baseando pelas cenas q já foram ao ar durante os intervalos comerciais da programação da emissora thiago...além do título da série...

      • Luiz Souza Postado em 14/Sep/2014 às 17:04

        Que são mais do que suficientes para conferirmos o "teor". Hehehe.

    • Thiago Postado em 14/Sep/2014 às 14:03

      Acho precipitado qualquer conclusão somente a partir do título. Já foi dito que a série é uma paródia de Sex and the City, daí o sexo no nome. E "nega" é uma gíria usada em várias partes do país, não necessariamente com conotação racista. Sou negro, e acho importante direcionar a luta contra a discriminação contra os alvos corretos. Esse tipo de protesto tolo e infantil só faz a luta contra o preconceito soar caricatural e sem força.

  9. Gustavo Postado em 14/Sep/2014 às 08:35

    Vacilo o do Miguel Falabella, esta série pode ser sim uma boa série, como ele falou, ter as mulheres negras como protagonistas, mas esta ideia manjada de produzir uma polêmica pra promover a série, ainda mais em um título, associando o sexo às negras, soou estranho, quer dizer que não tem o sexo e as loiras, ou o sexo e as morenas. Tanto título bacana pra uma série sobre a vida das mulheres, sejam elas brancas ou negras ou de qualquer cor.

  10. Rogerio Postado em 14/Sep/2014 às 11:39

    O sexo e as loira. Parece racista?

  11. sidnei Postado em 14/Sep/2014 às 11:51

    Parabéns Thiago, muito bem colocado o teu pensamento, muitas pessoas estão sendo inconsequente e postando m......o tempo todo, citando números e dados que na verdade só existem no imaginário. A tão citada Rede Globo que ninguém assiste, mas que todo mundo sabe de sua programação .

  12. Jonas Schlesinger Postado em 14/Sep/2014 às 21:38

    Por exemplo se as "nêga" fossem da zona sul, ricas ninguém falaria nada. Mesmo porque fugiu do estereótipo. Lazaro Ramos parece que faz papel de rico nessa novela da Globo. Mas uma coisa eu concordo tá faltando protagonista negro. Quando o Luiz Souza disse que negro só faz papel de bandido ou de empregada doméstica é verdade, mas o problema não é o personagem em si, mas sua importância na trama. Exemplo, uma empregada negra que de alguma forma se torna uma alpinista social se casando com o patrão e virando a antagonista principal, ou o político negro que é corrupto. Ou a mocinha da trama,,, podia ser pobre mesmo... o que mais importaria era tirar o estereotipo sexual e figurante que um negro tem na tv...

  13. André Luiz Bezerra Postado em 14/Sep/2014 às 22:45

    Tem que mudar a frase pois não cai bem mesmo !

  14. Felipe Peters Berchielli Postado em 15/Sep/2014 às 10:31

    Tem que tomar cuidado,acho sim isso extremo,acho que as forças contra o racismo devem ser melhor direcionadas,sobre a obra do Falabella,se for de mal gosto acho que cabe apenas criticas detonando o programa.

  15. Márcio Ramos Postado em 15/Sep/2014 às 11:43

    A história é sempre a dos heróis, nunca ela é voltada realmente para os sujeitos que a reproduzem no seu cotidiano. Os escritores, os pseudointelectuais, eleitos numa espécie de contrato social a la Rousseu; dotados do poder do discurso reproduzem e legitimam estereótipos; estigmatizam, coisificam e tornam desumano o corpo da mulher negra. Ali Kamel que diz em seu célebre livro que não há racismo no Brasil, é o mesmo que mantém no seu staff, em sua grande maioria na telinha, descendentes de europeus. Veja no sobrenome dos atores, apresentadores: são italianos, alemães etc. Enquanto para as pessoas negras (digo pessoas negras , e não somente negros) é relegado os mesmos papéis que naturalizam os estereótipos e preconceitos existentes no consciente coletivo.

  16. Wanderson Postado em 16/Sep/2014 às 13:33

    Eu acho ótimo essa polêmica toda.Bom para a sociedade que debate suas diferenças e ruim para a "Rede Bobo de Televisão"que vai pensar duas vezes antes de colocar em suas novelas e seriados aqueles ridículos e preconceituosos esteriótipos sobre o povo que a assiste.Não dá mais para colocar aquele humor constrangedor dos trapalhões ou de jargões sem sentido alá "Balança Mais Não Cai,repetidos a exaustão no Zorra Total",por que os tempos são outros. A Globo vem fazendo sucesso a anos e anos com a mesma bosta de programação.Mas parece que o povo não aguenta mais.Esse tipo de questionamento do conteúdo da TV,é novo a meu ver.Não se tinha esse tipo de coisa antigamente.Pelo menos,não tanto quanto agora.E eu espero que cresça cada vez mais,com a velocidade da Internet.