Redação Pragmatismo
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Política 02/Sep/2014 às 16:13
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Plebiscito da Reforma Política: a importância do voto “sim”

Conheça 7 razões para votar “sim” no plebiscito da reforma política. Saiba como, onde e até quando votar e qual é a única pergunta que você precisará responder

reforma política brasil 2014

Juliane Furno*, Brasil Debate

Espera-se colher até 10 milhões de votos ao longo da semana, em locais públicos e pela internet. A consulta, sem efeito legal, servirá para reunir assinaturas para o projeto de lei popular pela reforma política e para fazer pressão pela mudança efetiva no sistema político-partidário

“Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?” A pergunta única do plebiscito poderá ser respondida em locais públicos em votação organizada por movimentos sociais ou pela internet (acesse e vote aqui).

Veja 7 razões para votar sim:

1 – A sociedade brasileira clama por mudanças na forma como atuam as instituições políticas. As manifestações de junho de 2013 evidenciaram a descrença – em especial da juventude – no atual modelo de representação política no Brasil, mediante a palavra de ordem “não me representa”.

2 – As campanhas eleitorais hoje são demasiadamente despolitizadas. Não se verifica que está em jogo um projeto de nação ou uma perspectiva de transformação radical da sociedade. Além disso, quem hoje define os resultados eleitorais são os representantes do poder econômico, por meio do financiamento privado de campanha. A contrapartida dessa prerrogativa privada é o compromisso selado entre os financiados e os seus financiadores – mesmo que tácito – incluindo o favorecimento público de grupos privados, a corrupção e os compromissos políticos com os grupos econômicos que financiam as campanhas políticas.

VEJA TAMBÉM: Reação de blogueiro da Veja prova que Constituinte é o melhor caminho

3 – A composição do Congresso Nacional, das assembleias estaduais e câmaras municipais não reflete a correlação de forças políticas e sociais existentes na realidade brasileira. As mulheres e os negros, embora maioria na sociedade brasileira, são minoria nos espaços de poder, corroborando com a falta de políticas públicas afirmativas que enfrentem as desigualdades estruturais na nossa sociedade. A comunidade LGBT, jovem, indígena, sem-terra e trabalhadora também tem sido sub-representada nos espaços políticos, quando não ausente.

4 – É preciso que a haja uma constituinte EXCLUSIVA para debater uma reforma política, uma vez que não faz sentido que os próprios representantes do poder político legislem sobre si próprios, já que eles são os maiores beneficiados pela reprodução da política como ela está.

5 – A sociedade brasileira já constatou a impossibilidade de ver as suas demandas imediatas atendidas nesse Congresso Nacional (como transporte público de qualidade, mais verbas para a educação, reforma agrária, democratização dos meios de comunicação) uma vez que as grandes corporações privadas que hegemonizam esses serviços são os mesmos agentes financiadores desses parlamentares, e com eles mantêm um “compromisso” político. No linguajar popular: “Quem paga a banda escolhe a música”.

6 – É uma forma de mostrar a necessidade de aprofundar os mecanismos de consulta popular, permitindo que a sociedade civil organizada, mediante seus mecanismos, organize plebiscitos, consultas públicas e referendos, contribuindo para aprimorar os mecanismos que impulsionam a participação política.

7 – Realizar uma Constituinte significa aprimorar a democracia brasileira. Significa construir um caminho que avance na concretização das chamas reformas estruturais, ou seja, um conjunto de reformas nacionais, democráticas e populares, que nesse período histórico e na condição de subdesenvolvimento do Brasil, adquirem caráter revolucionário! A reforma política é condição primeira e imprescindível para o desenvolvimento brasileiro, conjugado com participação pública e mobilização da sociedade.

*Juliane Furno é graduada em ciências sociais pela UFRGS, mestranda em desenvolvimento econômico na Unicamp e militante do plebiscito constituinte do comitê Unicamp

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Comentários

  1. José Ferreira Postado em 02/Sep/2014 às 16:20

    De vez de inventarem esse história de "plebiscito", deveria lutar pela candidatura independente (sem partidos) assim uma pessoa não precisará mais ficar com o "rabo preso" com a politicagem para se candidatar. É a verdadeira democracia.

    • Luiz Ricardo Postado em 02/Sep/2014 às 16:56

      E o rabo preso com os financiadores da campanha, como fica?

    • Luciana Postado em 02/Sep/2014 às 17:18

      Collor tentou governar sem partido e deu no que deu.

    • Marco Alencar Rodrigues Postado em 02/Sep/2014 às 20:05

      Para isso precisa da reforma política, né? -.-

      • José Ferreira Postado em 03/Sep/2014 às 09:32

        Uma emenda constitucional poderia implantar a candidatura avulsa.

    • André FLN Postado em 02/Sep/2014 às 20:15

      José Ferreira: a despolitização ataca novamente!!! Se liga, por qual mecanismo seria possível implantar essa proposta que você fez?? pelo próprio plebiscito rapazx, desse um nó de neurônios aí!!!

      • Antonio Postado em 02/Sep/2014 às 23:05

        É isso Andre, o Zé Ferreira ferrô tudo, deve estar com a cabeça meio enferrujada.

  2. Thiago Teixeira Postado em 02/Sep/2014 às 16:42

    Vote "não". Simples. O dia em que o Malafaia disser é bom, ai você vota sim.

  3. Thiago Postado em 02/Sep/2014 às 17:07

    Sou a favor da reforma, mas não de uma constituinte. É temerário mexer na constituição, e a reforma política pode muito bem ser feita sem ela, por meio de leis nacionais infraconstitucionais. Constituinte não!

    • Selton Postado em 02/Sep/2014 às 21:06

      Acho que apenas deveria "simplificar" a constituição, digo na questão escrita dela. Eu já a li, e não tive dificuldades pois tenho um bom dicionário e acesso a informação digital. Agora eu lhe pergunto: e quem não tem? Acho demasiadamente contraditório uma "constituição do povo" não falar a linguagem do povo( respeitando os limites do coloquialismo existente, em minha opinião).

    • Antonio Postado em 02/Sep/2014 às 23:13

      é muito legalismo junto, a correlação de força não é boa, justamente porque é poder economico quem elege, uma constituinte exclusiva teria que ter muito debate e um processo de seleção que não dependa do financiamento dos ricos e tampouco da influencia da Globo, Veja, UOL, Band, etc, etc.

    • Romulo Postado em 03/Sep/2014 às 03:03

      Sim, pode-se apresentar projeto de iniciativa popular à câmara dos deputados, para que lá ele tramite por mais de uma década e depois seja vetado. O sistema atual favorece a perpetuação no poder. Se elege (e reelege) quem já tem função pública e visibilidade política, quem é membro de famílias poderosas e quem exerce liderança social (pastores, chefes de sindicatos e entidades de classe). Essas pessoas não tem o menor interesse em aprovar, por exemplo, o financiamento público de campanha, a limitação de reeleições no legislativo, o voto distrital.

    • Julia Postado em 03/Sep/2014 às 18:40

      Acredito que as leis são mais fáceis de serem feitas e desfeitas e abrem brechas para as brechas das brechas. Uma constituição mais clara e forte não deixa espaço para leis oportunistas e não pode ser revogada tão facilmente, assim como esse processo da constituinte vai ser muito mais trabalhoso do que parece.

  4. André FLN Postado em 02/Sep/2014 às 20:22

    E a despolitização ataca novamente!!!! Resumindo: Política?? perda de tempo!! Mas tudo que você mais odeia é culpa da política.... Simplesmente você quer que alguém faça por você, e faça da melhor maneira pra você, aquilo que você acha que é perda de tempo... Sugestão: NÃO RECLAMA DEPOIS !!!!

    • Antonio Postado em 02/Sep/2014 às 23:08

      este Prado deve ser de carreira ou de puxar carroça, diz tanta asneira.

  5. André FLN Postado em 02/Sep/2014 às 20:31

    Porque acabei de soltar um peido! Você sabe quem foi Simon Bolivar??? e Jose de San Martin??? Por estes dois, e muitos outros, claro, mas principalmente eles, a América Latina ex-panhola tem uma história de independência muito mais honesta e honrosa do que o Brasil. E antes de mais nada, foi um DEMOCRATA, e não socialista como pensam os coxinhas de plantão.

  6. guilherme santos Postado em 02/Sep/2014 às 20:33

    Porque eres um tapado.

  7. eduardo ely Postado em 02/Sep/2014 às 21:25

    O povo sempre ovelha, quando lhe dão uma oportunidade de se pronunciarem e decidirem algo, fogem como o diabo da cruz. Ai depois vem reclamação "não me representa", bando disso, bando daquilo, vão capinar uma área.

  8. Prinnielle Postado em 02/Sep/2014 às 22:09

    Necessitamos de uma reforma política para a mudança dos pagamentos e formas de pagamento dos legisladores, pois eles votam o próprio salário absurdamente.Sendo que esses pagamentos continuam a serem realizados após o final do mandato como uma "aposentadoria vitalícia".

  9. Jônatas Postado em 02/Sep/2014 às 22:15

    Sou contra pelo seguinte: Acho que realizar uma Constituinte é muito arriscado. Penso que precisamos de uma reforma política, mas não por via de Poder Constituinte Originário. A Constituição de 1988, apesar dos seus muitos defeitos, tem também muitos acertos, é super garantista. Convocar uma Constituinte pode colocar tudo a perder, ainda mais, com Bolsonaros e Malafaias soltos por aí. Quem estuda direito constitucional sabe que esta coisa de Constituinte exclusiva, limitada, com agenda programada não existe. Convocando uma Constituinte pode até ser que dê certo e os temas se restrinjam à tal agenda, mas você abre risco para que surja qualquer coisa. Enfim, é só o que eu acho...

  10. Antonio Postado em 02/Sep/2014 às 23:10

    porque es um cabeça feita pela globo, provavelmente mais um trabalhador com disurso de patrão, ferrado e idiotizado.

  11. Bruno Postado em 03/Sep/2014 às 08:35

    Até onde eu vi no site, não tem uma contagem de votos. Eu ia votar não, mas depois de não ver nenhuma transparência, eu desisti de votar.

  12. Valentim de Souza Postado em 03/Sep/2014 às 09:24

    A configuração deste documento deve ter erros graves. Tentei quatro vezes dar meu voto e aparece a mensagem contestando meu número de CPF. Tenho certeza absoluta de que digitei correto. É sabotagem de alguém ou incompetência de quem elaborou o site? Tenho curso superior e pós graduação. Se eu não consigo votar como é que vocês querem que uma pessoa de instrução secundária consiga???

    • John Postado em 07/Sep/2014 às 17:22

      Tem de colocar o nome completo, o meu funcionou de boa. E ter graduação e pós hoje em dia não quer dizer muita coisa...

  13. rodrigo Postado em 03/Sep/2014 às 10:12

    A minha pergunta é, quem irá formar essa comissão?

  14. luiz santos Postado em 03/Sep/2014 às 10:52

    Tudo se Resume no seguinte Eufemismo “Você é a favor de uma constituinte exclusiva e soberana sobre o sistema político?” quando você entusiasmado , empurrado por um fluxo nacionalista e revolucionário disser "SIM " eu sou a favor , depois disso pedirão para você ficar de 4 , ai quando vier reclamar não haverá mais plebiscito !!!!

  15. Valdivino Gomes Postado em 03/Sep/2014 às 11:28

    Não há o que negar: o Brasil precisa urgentemente de uma reforma política....agora, o que se questiona é a ncessidade de se formar uma constituínte específica para tal propósito...de maneira que a forma que é elaborada a pergunta para a justificação desse plebiscito é muito capciosa......!!

  16. eu daqui Postado em 03/Nov/2014 às 11:09

    Pra ficarmos o mais distante possível de qualquer naziextremismo seja de direita ou de esquerda, nos aproximemos o maximo possível de ferramentas democráticas a exemplo do plesbiscito.