Redação Pragmatismo
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Terrorismo 17/Sep/2014 às 11:16
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Estado Islâmico divulga vídeo apocalíptico para ameaçar EUA

Jihadistas ameaçam converter o território que controlam no túmulo do exército dos EUA, caso a campanha militar aérea em curso derive em ação terrestre dos norte-americanos. Assista ao vídeo

O Estado Islâmico divulgou o trailer de um vídeo [assista abaixo] no qual os jihadistas ameaçam converter o território que controlam, entre a Síria e o Iraque, no túmulo do exército norte-americano, caso a campanha militar aérea em curso derive em ação terrestre dos norte-americanos.

Ao longo do trailer de 52 segundos, intitulado “Chamas de guerra: a luta ainda está a começar”, ouve-se a voz de Barack Obama a dizer que “as tropas norte-americanas não voltarão a lutar no Iraque”.

As palavras de Obama são intercaladas com imagens que evidenciam o poderio audiovisual do Estado Islâmico: línguas de fogo enchem o ecrã, entre fotogramas bélicos em câmara lenta, imagens trepidantes e espetaculares, flashes rápidos de batalhões norte-americanos e execuções feitas no califado, com um amplo historial de lapidações, amputações, crucificações e assassinatos a sangue frio.

VEJA TAMBÉM: A luta dos EUA contra um monstro que eles próprios criaram

O trailer, da Al Hayat, a produtora de conteúdos em inglês do Estado Islâmico, surge um dia depois de um assessor militar de Barack Obama ter declarado no Congresso que não descarta a opção de enviar tropas para o terreno caso os ataque aéreos sobre as posições estratégicas jihadistas não atinjam o objetivo anunciado há uma semana: “fragilizar e, em última instância, destruir o Estado Islâmico”.

O trailer, que termina com um “brevemente” ao melhor estilo de Hollywood, é mais um produto do departamento de propaganda do Estado Islâmico. Até à data, a Al Hayat assinou vídeos das decapitações dos reféns ocidentais ou de jihadistas estrangeiros que relatam a a vida no califado.

Uma narrativa construída para agradar a centenas de combatentes estrangeiros e para ser disseminada em publicações como a revista de língua inglesa “Dabiq”, em mensagens de 140 caracteres no Twitter, em textos de Facebook e em vídeos filmados e editados de forma profissional.

De acordo com dados da CIA, o número de combatentes do Estado Islâmico triplicou desde o último registo da agência norte-americana. O grupo que faz sombra à Al Qaeda na liderança do jihadismo conta com entre 20 mil e 31 500 militantes nas zonas que administra na Síria e no Iraque.

Ryan Trapani, porta-voz da CIA, explicou que o vertiginoso aumento deve-se aos “êxitos no campo de batalha, à declaração do califado a uma maior atividade bélica e às vias de comunicação”.

Vídeo:

Jornal de Notícias

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Comentários

  1. Marco Antonio Rodrigues Postado em 18/Sep/2014 às 00:12

    Os eeuuaa tem um exército de mais de um milhão de doentes das guerras, e quer se ver livre deste destroço, então tanto faz se morrerem 100 mil, 200 mil, ou 500 mil.

  2. Michael Postado em 18/Sep/2014 às 00:46

    Não sei se muitos vão ver esta mensagem, mas espero que sim. Quem já leu a literatura hebraica escrita por Moisés e outros homens que viveram no oriente médio a muito tempo atrás, sabe por que tudo isto está acontecendo. Algumas profecias indicam que estamos vivendo no final desde sistema de coisas, onde quem o controla não pode ser Deus, se não o Diabo, Satánas. Que a força do bem complete a Vitória.

  3. Bertold Postado em 18/Sep/2014 às 09:49

    Tenho outra leitura disso. Acho que a Cia produz isso. A mensagem é mostrar ao mundo o quanto o EI foi armado e fortalecido pelos EUA, Israel, França, Inglaterra, Alemanha,Turquia e ditaduras árabes alinhadas, para que outros países fora dessa liga não tentem lutar contra o EI e que essa tarefa cabe exclusivamente a OTAN e aliados. Ora, sabemos o que está em curso no oriente médio. É a instalação de uma anarquia política caótica em vários Estados da região com objetivos geopolíticos relacionados ao controle mundial de energia que só beneficia as potencias ocidentais. Então, eliminar um problema que eles criaram não é o objetivo final mas limitar os excessos que comprometam o plano.

    • Nelson Postado em 18/Sep/2014 às 18:47

      "Instalação de uma anarquia política"? Ok, os estados mais fundamentalistas do planeta, que, de acordo com a matéria acima, está se unindo e expandindo sua força militar, tende para uma anarquia. Haha, anarquia não, barbárie.