Redação Pragmatismo
Terrorismo 05/Sep/2014 às 12:26
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Al Qaeda se prepara para confrontar Estado Islâmico

Al Qaeda quer abrir nova frente na Índia e arredores. Uma das principais razões da expansão de rede terrorista é recuperação de importância no jihadismo para confrontar influência do Estado Islâmico

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Líder da Al Qaeda, Ayman el Zawahiri pretende ampliar ações do grupo para conter avanços do Estado Islâmico (AFP-AL-Jazeera)

Em um vídeo de 55 minutos, o líder da Al Qaeda, Ayman el Zawahiri, anunciou na tarde da quarta-feira (03/07) a criação de um braço do grupo em parte da Índia, Mianmar e Bangladesh. Entenda alguns motivos que justificam a expansão da rede terrorista no subcontinente indiano:

1) Afronte ao rival Estado Islâmico

Apesar de ambas as organizações serem sunitas, o que pouca gente sabe é que elas são, na verdade, rivais. Nos últimos meses, o Estado Islâmico ganhou os holofotes da imprensa internacional e a preocupação dos Estados Unidos, deixando a Al Qaeda de escanteio. Como o Estado Islâmico tem se expandido para Iraque e Síria e – mais recentemente – tem tentado ampliar influência no Paquistão, a Al Qaeda poderia recuperar fôlego e mostrar poderio nas vizinhanças como resposta.

2) Há muitos muçulmanos na região

Ao contrário do que o senso comum reforça, há mais muçulmanos fora do Oriente Médio do que dentro dele. Pelo menos um bilhão vive na Ásia, sobretudo no sul e sudeste asiático. As quatro maiores populações muçulmanas estão na Indonésia, Paquistão, Índia e Bangladesh e cada um desses países é lar de 100 milhões de muçulmanos, segundo a organização EWI (Encountering the World of Islam).

3) Importância contestada

Fundada por Osama Bin Laden, a Al Qaeda teve influência questionada após a morte do líder, assassinado em maio de 2011 pelos Estados Unidos. Desde então, a rede terrorista reivindica autoridade sobre os jihadistas que lutam para restaurar um califado, o que foi eclipsado nos últimos tempos por novas organizações, como o próprio Estado Islâmico.

4) Susto no Ocidente

Além de querer recuperar respeito no mundo árabe, a Al Qaeda também tem o intuito de se auto afirmar como uma ameaça ao Ocidente. A proposta de se consolidar em uma nova porção de território colocou os governos em estado de alerta após a difusão do vídeo, segundo o Le Monde.

5) Oportunismo com tensões locais

Marcado pelo pluralismo, o subcontinente indiano apresenta tensões crescentes. Confrontos violentos entre muçulmanos bengalis e tribos indígenas no estado indiano de Assam, a discriminação que muçulmanos passam pelo governo autoritário de Mianmar e o próprio movimento separatista na Caxemira são alguns exemplos disso, aponta The Washington Post. Dessa maneira, o “oportunismo” de Zawahiri na região é justificado pela sua tentativa de conferir legitimidade, unidade e coerência aos muçulmanos na Ásia.

Patrícia Dichtchekenian, Opera Mundi

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Comentários

  1. Guilhermo Postado em 05/Sep/2014 às 12:45

    Pronto! Espero que se auto destruam. Pobre mundo árabe tendo que aguentar essas pragas.

    • Thiago Teixeira Postado em 05/Sep/2014 às 12:51

      Graças a líderes mundiais influentes com a sua mentalidade isso já está acontecendo, estão se autodestruindo enquanto o resto do mundo assiste de camarote. O mesmo ocorre na Birmânia, no centro da África e leste europeu. Tomara que morram todos, não é mesmo?

      • Guilhermo Postado em 05/Sep/2014 às 14:26

        O que eu disse foi que espero que a Al Qaeda e o EI acabem/deixem de existir, para que o povo árabe possa viver melhor. Simples assim. Não sei qual o motivo de reclamação em relação ao meu comentário... Mas ok.

  2. Jonas Schlesinger Postado em 05/Sep/2014 às 13:04

    É cobra comendo cobra.

  3. Rocken Postado em 05/Sep/2014 às 19:39

    alguém entende a dificuldade do Schlesinger e do Guilhermo estudar um minimo historia pra entender oque aconteceu la? na minha opinião, estudaram em colégio particular de freira e não foram estimulados a desenvolver raciocínio próprio

  4. Guilhermo Postado em 05/Sep/2014 às 20:44

    O mais engraçado de tudo é alguém que nem sequer opina sobre o artigo em questão vir insinuar que os que comentam "não foram estimulados a desenvolver um raciocínio próprio". AVÁ