Redação Pragmatismo
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Geral 28/Aug/2014 às 16:14
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Os voos vazios e os prejuízos da Malaysia Airlines

Após duas grandes tragédias em 4 meses, clientes da Malaysia Airlines publicam imagens em voos praticamente vazios. Prejuízos para a companhia aérea chegam a R$ 3,6 milhões ao dia

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Em ano de tragédias, Malaysia Airlines tem prejuízo de R$ 3,6 milhões ao dia e voos vazios (Pragmatismo Político)

Após duas grandes tragédias aéreas em que 537 passageiros e tripulantes perderam a vida em um período de quatro meses, a companhia Malaysia Airlines está acumulando prejuízos e operando, muitas vezes, com os assentos quase vazios.

Diversos usuários da companhia aérea têm recorrido às redes sociais para postar fotos em que as aeronaves e salas de embarque da Malaysia Airlines aparecem quase desertas.

Além disso, estudos e estimativas apontam para um prejuízo milionário aos cofres da companhia a cada dia de operação. “A empresa de aviação do sudeste asiático queima diariamente quase US$ 2,16 milhões de suas reservas [R$ 4,92 milhões]”, aponta o professor Oliver McGee, da Howard University, nos EUA. No fim das contas, o prejuízo diário da companhia acaba sendo, segundo McGee, de R$ 3,64 milhões.

Para tentar evitar o prejuízo, a companhia aérea vem reduzindo preços nas rotas que opera e fazendo ofertas. Aos agentes de viagem na Austrália — um dos principais roteiros da empresa —, por exemplo, a Malaysia Airlines aumentou de 6% para 11% a comissão oferecida.

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Passageiros em voo da Malaysia Airlines (divulgação)

Um levantamento feito pelo site Mashable também demonstrou que, em comparação com outras companhias aéreas, a Malaysia Airlines está cortando tarifas em quase 50%: o trecho entre Kuala Lumpur e Pequim, por exemplo, sai por US$ 238 (R$ 542); em outras empresas, roteiros similares não ficam por menos de US$ 500 (R$ 1.140).

“Revisão completa”

No dia 8 de março, o voo número MH370 da Malaysia Airlines desapareceu enquanto percorria a rota de Kuala Lumpur até Pequim, com 12 tripulantes e 227 passageiros a bordo. Algum tempo depois, em 17 de julho, o voo MH17 foi abatido enquanto sobrevoava o espaço aéreo ucraniano.

No início deste mês, o governo da Malásia anunciou uma restruturação financeira da companhia aérea. A “revisão completa”, em que um fundo de investimento estatal comprou US$ 436 milhões (R$ 992 milhões) em ações que ainda não possui da empresa, constitui uma tentativa de reavivar a Malaysia Airlines — que já operava deficitariamente anos antes das tragédias de 2014.

Embora detalhes da reformulação não tenham sido fornecidos, mudança de nome, da identidade visual da marca, cortes de rotas menos rentáveis e redução da folha de pagamento poderão ser realizadas.

Opera Mundi

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 28/Aug/2014 às 17:47

    Beleza se eu tivesse viajado assim seria bom demais. Avião é tão seguro quanto um carro. Pessoalmente não tenho medo, mas esses acidentes "constantes" acabaram com a imagem da empresa. Ps: no segundo caso não foi falha humana, foi putaria dos soldados pró-rússia e da Rússia se duvidar.

    • Jonas Schlesinger Postado em 28/Aug/2014 às 18:52

      Só pra reforçar meu comentário. Dos dois desastres só houve um acidente. O segundo foi um homicídio coletivo, só pra lembrar.

      • Chuck Postado em 29/Aug/2014 às 09:02

        Como tem gente alienada no mundo.

  2. poliana Postado em 28/Aug/2014 às 17:59

    ela ainda está no mercado?! achei q já tinha fechado as portas. acho q n tem a menor condição dela continuar operando viu...depois desses 2 grandes desastres em apenas 4 meses.muita coragem andar num voo dessa companhia...acredito q ela vai falir.

    • André Postado em 28/Aug/2014 às 18:26

      O segundo voo foi abatido, qualquer avião ia cair independente da empresa. Só se fosse avião militar e olhe lá.

      • poliana Postado em 29/Aug/2014 às 19:45

        sim, mas calhou de ser a mesma empresa da 1º tragédia. atentado ou não, as pessoas vão associar ambos como uma tragédia aérea..e isso vai prejudicar a imagem da empresa. o resultado taí...tenho certeza q ela n irá sobreviver muito tempo no mercado.

  3. João Soares Postado em 28/Aug/2014 às 19:56

    A Malaysia, já passava por problemas desde o ano passado devido à alta dos custos de combustível, manutenção e etc. No caso das tragédias, particularmente acredito em fatalidade (apesar do último ter sido um atentado). O fato é que esses acontecimentos fizeram mais estrago ainda nas finanças da empresa, porém acho que por ser estatal não irá à falência! E concordo com o Jonas Schlesinger, viajar de avião é muito seguro, mais até que de carro. Se fizermos uma comparação entre a quantidade de pousos e decolagens no mundo inteiro e os aviões acidentados isso fica bem evidente.