Redação Pragmatismo
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Especial 04/Aug/2014 às 15:54
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O segredo da Suécia para combater a corrupção

O que faz da Suécia um dos países menos corruptos do mundo? Entenda como desde a década de 70 só houve dois casos de corrupção política naquele país a nível nacional

suécia corrupção
Cidade de Gotemburgo, Suécia (Divulgação)

Texto da jornalista Claudia Wallin, retirado do livro ‘Um País sem Excelências e Mordomias’. No trecho abaixo, a jornalista entrevista Gunnar Stetler, responsável pela corrupção no país.

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Gunnar Stetler franze a testa, pisca duas vezes e contrai os músculos do rosto, como quem faz um cálculo extraordinário. Percorre os labirintos da memória durante uma longa pausa, e encontra enfim a resposta: nos últimos 30 anos, ele diz, foram registrados apenas dois casos de corrupção entre parlamentares e integrantes do governo na Suécia.

”Tenho apenas uma vaga lembrança”, diz Stetler. ”É muito raro ver deputados ou membros do Governo envolvidos em corrupção por aqui.”

Estamos no escritório abarrotado de arquivos e papéis do promotor-chefe da Agência Nacional Anti-Corrupção (Riksenheten mot Korruption), no bairro de Kungsholmen. A poucos passos dali, na mesma rua Hantverkargartan, fica a sede da temida Ekobrottsmyndigheten, a Autoridade Sueca para Crimes Financeiros. Com o sol de abril que enfim derreteu o gelo de mais um inverno, do outro lado da rua mães passeiam com seus carrinhos de bebê entre os túmulos do jardim da igreja Kungsholmskyrka, um hábito comum que se estende a vários cemitérios-parque da cidade.

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Da sua pequena sala, Gunnar Stetler chefia o trabalho de promotores especializados que investigam os principais casos de suspeita de corrupção no país. Casos menos graves são processados a nível regional, nas diversas promotorias distritais que compõem o cerco sueco contra trapaças, tramóias e falcatruas em geral.

Com 1,93m de altura, expressão grave e ar insubornável, Gunnar Stetler é descrito na mídia sueca como o maior caçador de corruptos do país. Entre os casos sob a sua mira em 2013 estava a denúncia de que a operadora de telefonia sueca TeliaSonera teria pago suborno no valor de 337 milhões de dólares para estabelecer operações no Uzbequistão.

”Historicamente, 75 por cento das acusações formais contra crimes de suborno na Suécia terminam em condenações”, diz Stetler.

Nascido em 1949, Stetler ganhou fama após conduzir casos como o de um ex-diretor da empresa sueca ABB, condenado a três anos de prisão em 2005 por ter desviado 1,8 milhão de coroas suecas para uma empresa registrada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas.

”Chega um momento em que uma pessoa não se contenta mais com um Volvo V70, e quer trocá-lo por um Porsche. A ganância é parte do dilema humano”, reflete Stetler.

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Para o promotor-chefe, são três os fatores que mantêm a Suécia à margem das listas de países gravemente corruptos: a transparência dos atos do poder, o alto grau de instrução da população e a igualdade social.

O que faz da Suécia um dos países menos corruptos do mundo?

GUNNAR STETLER: Em primeiro lugar, a lei de acesso público aos documentos oficiais. Esta lei, criada na Suécia há mais de duzentos anos, evita os abusos do poder. Se os cidadãos ou a mídia quiserem, podem verificar meu salário, meus gastos e as despesas de minhas viagens a trabalho. Meus arquivos são abertos ao público. E acreditamos que, ao colocar os documentos e registros oficiais das autoridades ao alcance do público, evitamos que os indivíduos que exercem posições de poder pratiquem atos impróprios. Esta é a razão principal. Em segundo lugar, é preciso citar a lei aprovada na Suécia há cerca de 200 anos [em 1842, nota do autor], que introduziu o ensino compulsório no país e aumentou o nível geral de educação da população.

Qual é o impacto de uma população com maior grau de instrução na prevenção da corrupção?

GUNNAR STETLER: Se uma pessoa não tem acesso à educação, ela não tem condições nem de compreender e muito menos de fiscalizar o sistema. Na Suécia, acreditamos que uma sociedade se constrói não a partir do topo, mas a partir da base da população. Portanto, é preciso oferecer uma boa educação a todas as camadas da sociedade. A China tem um alto grau de corrupção, mas vem investindo na melhoria do nível de instrução da população. Creio que isto irá, de certa forma, reduzir a corrupção no país.

Com que frequência o seu telefone toca com denúncias de corrupção?

GUNNAR STETLER: Recebo cerca de quatro ligações do público todos os dias. Mas de cada 15 denúncias, em geral apenas uma tem base para caracterizar um caso. A maior parte dos casos se refere a questões de menor dimensão, como quando um funcionário público aceita viajar para um resort a convite de uma empreiteira a fim de facilitar um contrato. Se você é um funcionário público na Suécia, não está absolutamente autorizado a aceitar este tipo de convite. Lidamos também com casos de maior envergadura. Acabo de acusar formalmente um dos chefes do Kriminalvården (sistema prisional sueco), que recebeu subornos da ordem de milhões de coroas suecas de uma empresa contratada para construir penitenciárias. Trabalhamos com denúncias do público, da mídia e também de sistemas nacionais de auditoria, como o Riksrevisionen (órgão independente que controla as finanças das autoridades públicas na Suécia).

Qual é o nível de incidência de casos de corrupção política a nível nacional na Suécia, entre parlamentares e membros do Governo?

GUNNAR STETLER: É muito raro ver deputados ou membros do Governo envolvidos em corrupção por aqui.

Qual foi a última vez que isso ocorreu na Suécia?

GUNNAR STETLER: Se me lembro bem (pausa)…talvez tenham sido uns dois casos (pausa)…nos últimos (pausa)…trinta anos.

O senhor quer dizer que desde a década de 70 só houve dois casos de corrupção política a nível nacional?

GUNNAR STETLER: Sim.

Que casos foram esses?

GUNNAR STETLER: Se não me engano (pausa)…há cerca de dez anos (pausa)…um deputado do Parlamento, representante da costa oeste, cometeu um erro (pausa)…tenho apenas uma vaga lembrança.

Se o senhor tem apenas uma vaga lembrança sobre o que seriam os dois únicos casos de corrupção política a nível nacional nos últimos 30 anos, pode-se presumir que não tenham sido grandes escândalos?

GUNNAR STETLER: Sim. Em termos de corrupção política, casos mais sérios ocorrem principalmente nas municipalidades.

Mas a última vez que um político sueco foi condenado à prisão por corrupção foi aparentemente em 1995. Isso significa que o grau de corrupção política na Suécia não é em geral grave o suficiente para exigir pena de prisão, ou é um sinal de que o sistema é leniente com políticos corruptos?

GUNNAR STETLER: Na Suécia, em geral, toda punição é leniente.

Como assim?

GUNNAR STETLER: No sistema penal sueco, o princípio básico não é a punição, e sim a reintegração do indivíduo à sociedade. Esta é a nossa tradição. O código penal não prevê punição especialmente dura para casos de corrupção política.

Punições mais severas não são então a resposta para combater a corrupção política?

GUNNAR STETLER: Quem pune políticos corruptos é a opinião pública. Se um deputado ou um funcionário da administração estatal pratica um ato de corrupção, ele será punido severamente pela sociedade, principalmente por ter cometido um erro a partir de uma posição de poder. Um deputado, por exemplo, pode ser forçado a renunciar através da pressão da opinião pública e da mídia, mesmo quando não é indiciado formalmente.

Há alguma regra especial para investigar e processar políticos por crimes de corrupção, como a necessidade de obter aprovação do Parlamento ou de algum comitê?

GUNNAR STETLER: Não.

Cabe principalmente à mídia e aos cidadãos fiscalizar o poder, ou a instituições como a que o senhor dirige?

GUNNAR STETLER: Cabe, em primeiro lugar, à imprensa livre. Se a mídia tem acesso aos documentos oficiais, ela poderá agir, juntamente com os cidadãos, para garantir uma sociedade mais limpa. É claro que agentes oficiais, como a Agência Anti-Corrupção, também cumprem um papel importante. Presumo que talvez, no Brasil, os cidadãos não confiem em servidores públicos como eu. Mas na Suécia a maior parte das pessoas confia nas agências do poder público, e uma das razões disso é o fato de que os cidadãos podem supervisionar o que as agências fazem.

Como é o trabalho da Agência Nacional Anti-Corrupção?

GUNNAR STETLER: Nosso foco principal é o suborno. Pode-se dizer que o suborno, tanto na esfera pública como no setor privado, é um câncer para qualquer sistema. Mesmo quando o valor do suborno é muito baixo, ele pode influenciar uma licitação no valor de um bilhão de coroas suecas. No setor público, é importante que as compras de bens e serviços sejam realizadas de modo correto. A construção de um novo hospital, por exemplo, pode custar cerca de 1,7 bilhão de coroas suecas (cerca de 260 milhões de dólares). Quando uma agência do setor público lida com um contrato deste porte, é importante que haja uma distância entre a empresa que vai construir o hospital e os funcionários públicos que vão aprovar tal contrato. No meu ponto de vista, e penso que a maioria das pessoas na Suécia concorda, é essencial que funcionários públicos não aceitem ofertas ou presentes de nenhum tipo, mesmo os de baixo valor.

Os suecos em geral parecem realmente ter receio da regra que proíbe aceitar qualquer brinde ou presente com valor acima de aproximadamente 400 coroas suecas.

GUNNAR STETLER: Em geral, nenhum funcionário público ou privado na Suécia é autorizado a aceitar brindes ou presentes acima de 300 ou no máximo 400 coroas (entre cerca de 46 e 60 dólares). Na minha posição, não posso aceitar nada.

Nada?

GUNNAR STETLER: Não. Nem mesmo um café com wienerbröd (tipo de pão doce sueco). E não acho que políticos ou funcionários públicos na Suécia aceitam, em geral, o que é considerado como suborno real, ou seja, grandes subornos.

Não acontece?

GUNNAR STETLER: Pode acontecer, mas não é normal. A questão é definir o que é considerado como um suborno. Para alguns, aceitar um convite para jantar ou passar o fim de semana em um resort não configura um suborno. Mas na Suécia, convites deste tipo caracterizam de fato um suborno. Principalmente para aqueles que trabalham no setor público.

Aceitar um convite para jantar pode então ser considerado um crime?

GUNNAR STETLER: Na minha opinião, uma pessoa ou empresa privada não pode convidar um funcionário público para jantar, se há um negócio envolvido entre as duas partes.

Qual é o seu melhor conselho para um país como o Brasil se tornar uma sociedade mais limpa?

GUNNAR STETLER: É preciso compreender que esta é uma tarefa que não pode ser cumprida em 24 horas. Para combater a corrupção, é necessário implementar um sistema de ampla transparência dos poderes estatais, aumentar o nível de educação da população em geral, e promover a igualdade social. A educação é o princípio básico do que chamamos na Suécia de jämlikheten (a igualdade social). E este é também um fator importante na prevenção da corrupção. Parece-me que o Brasil é um país com enormes desigualdades sociais.

Qual a importância da igualdade social neste processo?

GUNNAR STETLER: Se uma pessoa tem que lutar diariamente por sua sobrevivência, para ter acesso a alimentação, escolas e hospitais, a questão do combate à corrupção na sociedade certamente não estará entre seus principais interesses. Mas quando uma pessoa se sente parte da sociedade à qual pertence, passa a não aceitar os abusos do poder.

VEJA TAMBÉM: A Suécia não tolera juízes como Sergio Moro e Gilmar Mendes

DCM | Edição: Pragmatismo

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Comentários

  1. arão Postado em 04/Aug/2014 às 17:39

    Muito bom

    • Eloi Postado em 22/Sep/2014 às 20:31

      Olha que legal, precisamos copiar esse modelo de combate a corrupção da Suécia e eu tenho certeza que nosso país vai mudar. Eu acredito.

  2. Davi Postado em 04/Aug/2014 às 20:54

    Ótimo texto!

  3. Souza Postado em 04/Aug/2014 às 22:47

    E tem gente que prefere uma Venezuela, uma China ou alguns países do oriente médio...

    • João Rodrigues Postado em 05/Aug/2014 às 10:52

      Defender contra a difamação da mídia marrom é muito diferente de preferir, meu caro. A busca deve ser sempre pela verdade, independente de gostos pessoais.

    • Thiago Teixeira Postado em 05/Aug/2014 às 15:01

      Cara, muda de assunto, já encheu o saco. Tudo para você precisa entrar nessa rixa de 5º Série entre direita e esquerda?

      • Elis Veloir Postado em 10/Aug/2014 às 18:29

        Falou tudo, Thiago Teixeira.

    • Antonio Fernando Postado em 11/Aug/2014 às 00:17

      Cara, suas declarações me assustam. Você deve ser muito preconceituoso e ter xenofobia. Pessoas e pensamentos como os seus, alimentam as desgraças que assolam nosso país.

    • Macunaíma Postado em 11/Aug/2014 às 13:31

      O grande objetivo secreto do PC chinês é transformar a China numa Suécia ou numa Noruega

  4. Juliana Postado em 05/Aug/2014 às 00:52

    Venezuela e China partilham de muitos ideais em comum com a Suécia, Souza. Social democracia... O que difere radicalmente da Suécia são os Eua, o Brasil de FHC...

  5. INEZ Postado em 05/Aug/2014 às 05:24

    tUDO bem que vivemos numa especie de big brother aqui na Suecia, mas e maravilhoso sentir toda esta seguranca, e a educacao de principios e que gerou tudo isso...e maravilhoso tbem pensar que ate um cafe oferecido a um funcionario publico e considerado suborno e ele responde por isso...

  6. J.C Souza Schlesinger Postado em 05/Aug/2014 às 20:17

    Grande exemplo para o mundo. Tenho orgulho de ter ascendência escandinava. Suécia ta de parabéns como tbm a Noruega. Este país recupera 80% dos presos e isso é um fenômeno magistral. Tem prisões cinco estrelas, mas o varredor de chão lá ganha mais que um médico daqui então tá valendo. Apoio a pena capital, mas se o país for igual a Suécia, Noruega, Finlândia ou Dinamarca então tá valendo. Exemplo para o mundo, Brasil, áfrica e adjacências.

    • Kayo césar Postado em 31/Oct/2014 às 17:06

      Só esquecem de dizer uma coisa. A população destes países exemplares, muitas das vezes não supera nem a população de uma cidade metropolitana do Brasil. Ou seja, países de dimensões continentais como o Brasil é impossível implementarem tais métodos, pois não vai dar certo.

      • Bruno Garcia Postado em 28/Apr/2016 às 13:51

        O que que tem a ver o tamanho com a possibilidade de dar certo? Que influencia o nível de dificuldade, com certeza, mas que torna impossível, já é um dado tirado do instituto de pesquisas data eu.

  7. Souza Postado em 05/Aug/2014 às 20:30

    Grande Escandinávia. Tenho orgulho de ter ascendência da minha tataravó parte de pai. Cara é muito bom o sistema tanto da Suécia como da Noruega. Um dia sonho viajar pra lá e conhecer minhas origens. Grande Matéria PP, Suécia exemplo para o mundo e principalmente para o Brasil.

    • José Abriu Postado em 05/Aug/2014 às 22:51

      Ter orgulho por que um antepassado que você nunca viu mais gordo veio de um lugar em que você nunca pisou - orgulho de coisas que você não fez, feitas por um povo que você não conhece, constituído por indivíduos dos quais nenhum você é sequer conhecido distante - estupidez sem sentido cuja única função é massagear o teu ego ferido por ter nascido no Brasil. Aposto vinte centavos que quando o assunto é cotas raciais você vem dizer que o passado não conta mais e a escravidão acabou há muito tempo. Aí descendência não vale né?

      • camila Postado em 27/Aug/2014 às 11:20

        Concordo! Complexo de vira lata nesse cidadao. Ja fui a noruega e nao moraria la nunca,passei 3 dias e ja nao aguentava mais...creio ser excelente pra morar se voce tiver mais de 60 anos ja que os olhinhos dos jovens brilhavam quando eu falava que moro em Londres.

      • Fabio Postado em 28/Apr/2016 às 11:49

        Hahahahha... exatamente o que pensei !!!

    • Mário Pereira Postado em 08/Aug/2014 às 22:47

      também tenho muito orgulho porque a bisavó do tio de minha tataravó por parte de mãe adotiva era norueguesa e a vizinha dela era lavadeira de uma família que já tinha visitado a dinamarca. Por isso tenho muito orgulho dessa ascendência nórdica.

      • joao Postado em 05/Nov/2014 às 14:31

        pode manter seu orgulho tranquilamente sem medo de ser feliz,quem tiver um dia a chance de morar pelo menos um mês na noruega ou suécia,com certeza vai entender do q vc ta falando,..sinta orgulho sim.

    • Denisbaldo Postado em 26/Aug/2014 às 09:40

      Eu tenho orgulho de ser brasileiro, de morar nessa terra maravilhosa que me alimenta, que me proporciona liberdade, amizade, conhecimento e alegria de viver. Agradeço todos os dias por aqui estar e aqui morar. Essa é a minha verdade, o meu hoje e é disso que me alimento.

  8. Souza Postado em 05/Aug/2014 às 20:37

    O louco. Quantas vezes tenho que dizer que não me junto a escória direita e esquerda? Se eu pudesse nem tava aqui, por mim voltava pra Noruega com mala e cuia. Eu hein.

    • luiz reis Postado em 15/Aug/2014 às 18:58

      vou começar uma campanha para arrecadar dinheiro para a sua passagem de ida para que você "volte" para a Noruega... fuja da escória, já que você nem "taria" aqui, certo?

    • Julio Postado em 25/Feb/2015 às 10:34

      Aliás Souza deve ser um nome bem comum na Noruega rsrs

  9. Souza Postado em 05/Aug/2014 às 23:52

    Pragmatismo Político uma das melhores matérias que eu achei. Vocês estão de parabéns multiplicado por dez. Gosto muito dos países escandinavos é melhor do que muitas histórias de certos países. Por favor postem mais sobre a Noruega que tbm gostei daquele artigo de que quase todos os detentos são recuperados. Eles são exemplos para muitos governos, pois estão anos-luz a frente de muitos países. Gostaria de mais artigos. Grato.

  10. Adjabir França Fernandes Postado em 08/Aug/2014 às 23:14

    Prezado Fernando Filgueiras Um dos meus melhores amigos na minha juventude em Recife, tinha seu nome. O pai dele era engenheiro tinha um avião no aeroclube e era sócio da empresa Figueira& Jucá. O outro sócio, tinha um filho que também dividiu nossa juventude e se chamava Paulo Jucá. Ao longo dos anos soube que ele se formou em Medicina não sei.Gostaria se possível vc descobrisse se este amigo ainda vive e se tem email que possa me informar. Por isso ficarei agradecido Abs Adjabir

  11. Bjorn Postado em 10/Aug/2014 às 13:50

    TUDO ISTO NAO ESTA CERTO MAS MENTIRA! Sou sueco e cidadao em Gotemborgo a segunda cidade de pais. Infelizmente nao hoje em dia nao e muito valido. Muitas funcioes nacionais e provinciais sao privatizadas mesmo se os donos sao o estado ou uma cidade. Uma concequencia deste facto e que as cidadoes tem muito pouca informacao. Um exemplo e a "minha" cidade um dos cidades mais corrupcados em todo o pais. A corrupcao desenvolve se independente quais sao os dirigentes. Os ultimos anos o partido "socialistas" (socialdemokraterna) esta involvido em numeros de scandalos politicos e niguem quer investigar os crimes politicos e economicos.

  12. Bjorn Postado em 10/Aug/2014 às 14:35

    O governo sueca esta certo muito corrumpida! O governo chamada "Allansen" e uma junta constituido por quattro partidos com dois liders semicriminosas que venderem as farmacias, transportes commums etc a os seus "irmaoes" politicos. A transparencia nao existe e mutas ministros e exministros foram chamadas ao Comissão constitucional para responder perguntas cerca de transacoes comerciais dubiosas. Chefes e outras funcionarios dizem uma coisa e os politicos contradizem e lutam para impedir descubrir factos comprometais. Todas principios fundamentais da democracia estao em perigo. Alem de Reinfeldt e Borg temos o chefe do ministerio exterior Carl Bildt. Um bandito que ganhou miliardes de dollars pelo seu involvimento em empresas que vende armas a Iraque.

    • Maria Augusta Postado em 03/Nov/2014 às 08:11

      Nao posso crer que está nesse nível de corrupção!!! Conheci a Dinamarca percebi que são um alegre , educado e receptivo. E conversando com os cidadãos sobre nossos países (Brazil- Dinamarca),eles me disseram que corrupção de lá é zero e inaceitável!! Retornarei pra lá agora, e não me envergonho de dizer que sou brasileira, tenho meus princípios e valores que recebi dos meus pais. Acho que independentemente de raça ou religião somos raça humana, passíveis de erros que podem ser corrigidos, embora no Brazil o sistema esteja corrompido e a lei ajuda!! Ahhhh, esqueci: Educação vem de berço, corrijam seus filhos, vejo muitos pais que passam a mão por cima de pequenos erros, mais tarde poderão virar grandes crimes!!!

  13. Brasiliansk Postado em 12/Aug/2014 às 09:44

    Sou brasileiro morando em Gotemburgo. Se você perguntar a qualquer sueco instruído, todos vão dizer que corrupção existe aqui sim. Até funcionários do escritório de imigração (Migrationsverket) já foram presos por venderem permissão de residência. Além disso, empresas grandes, como IKEA são conhecidas por sonegar impostos. Então essa estória de país com corrupção quase zero é conversa fiada.

  14. dino Postado em 20/Aug/2014 às 10:48

    Ai o cara vai lá e descobre que a Suécia é um dos países capitalistas com maior liberdade econômica do mundo e que o Brasil e a Venezuela são paises muito mal colocados nesse quesito. O Brasil considerado como um pais onde a maioria não é livre e a Venezuela como um país onde a liberdade econômica é reprimida. E ai ao se ligar os pontos surge a pergunta: se o capitalismo é o mal do mundo como pode um país ser mais capitalista e ao mesmo tempo mais justo? Ai que está, o capitalismo não é o mal do mundo e, ao contrário do que o seu doutrinador te disse a Suécia é um exemplo do que o capitalismo pode resultar. Se é um a ser seguido ou não depende em que você acredita: capitalismo e livre mercado ou socialismo e estatização/controle/intervenção no mercado.

  15. joao Postado em 21/Sep/2014 às 17:49

    A suécia é uma MONARQUIA PARLAMENTARISTA!!! VOCÊS ACHAM QUE VOTAM E ESCOLHEM PRESIDENTES? Muitos brasileiros queriam o Jair Bolsonaro como presidente, mas o PP não ouviu o apelo de milhares(senão milhões) para que colocassem o nome do Bolsonaro como candidato. Porque? Na República o partidos escolhem NÃO O MELHOR mas o mais carismático, o que tem mais chance de ganhar votos. Escolhem o pior em detrimento do melhor pelo INTERESSE de ganhar a eleição e nesse processo de eleger o presidente gastasse MILHOES com propaganda e "acordos" entre empresas e partidos.. Quando o "presidente" é eleito, ele e o partido estão todos COMPROMETIDOS com os esquemas feitos para o elegerem... aí vão se mais MILHOES para sustentar os apoios e esquemas entre partidos e empresas.. A REPÚBLICA É ISSO, trabalha para os partidos... Precisamos repensar isso!! São 125 anos de um golpe que nos foi imposto, assistam esse vídeo e ajudem a divulgar. A Monarquia Constitucional Parlamentarista colocará um soberano APARTIDARIO.Só o que irá se economizar com eleições já valerá MUITO. https://www.youtube.com/watch?v=k3oiSdMOgqE

  16. cesar jansen ferreira Postado em 04/Oct/2014 às 10:01

    Eu brasileiro, nordestino, descendente de holandez e filho de africanos e portugueses. Quando o Cabral chegou e desceu e pisou em terras americanas do sul, na barcaça de paus, só tinha bandidos, maltrapilhos, condenados, manconheiros, ladrões, estrupadores, politícos cassados e safados. Enfim ,uma exportação de gente que não prestava lá mas vieram para colaborar. A bandidagem é melhor do que a elite despudorada e moralistas. Somos todos "inteligentes".....

  17. Henrique Postado em 20/Oct/2014 às 12:41

    Excelente! O principal: educação e combate às desigualdades sociais.

  18. silvestre Postado em 30/Oct/2014 às 17:26

    No Brasil, o que falta é uma educação básica sólida, é mais investimento nos setores públicos, ambientes saudáveis para os funcionários e os cidadãos. Têm-se ainda, que acabar com as regalias dos políticos, pois assim, pessoas de boa índole começaram a se candidatar, etc...

  19. Baldini Postado em 31/Oct/2014 às 20:23

    O nosso comportamento como cidadão, vem do berço, da educação que os nossos pais nos deram. Sejam eles ricos ou pobres, pretos ou brancos, religiosos ou não. Também não importa o local onde se nasça, na roça, num vilarejo, numa pequena cidade, numa grande cidade e até numa favela. Os valores que os seus pais lhe ensinaram jamais serão esquecidos e você os praticará em todas as fases de sua vida.

  20. Rômulo Postado em 03/Nov/2014 às 09:34

    O TEXTO ESTÁ BOM MAS FALTAM INFORMAÇÕES ESSENCIAIS. TEM COISAS QUE PRECISAM SER DITAS: a Suécia não é uma maravilha a 200 anos, a virada ocorreu quando 85% dos parlamentares eleitos foram políticos oriundos dos movimentos sociais e sindical operário ... Hoje as empresas são comandadas em um sistema de co-gestão (os empregados e empregadores fazem parte do mesmo sistema de corresponsabilidade, vai desde as decisões sobre investimentos, expansão, contratação, demissão, tecnologia, lucros, destinação dos lucros, e outros); criaram uma estrutura democrática que alterou o poder de comando, impactou a cultura operária e do povo, a democracia começa no local de trabalho que é onde as pessoas passam a maior parte do tempo ativo. RESISTÊNCIA BRASILEIRA: quando vamos discutir a criação de mecanismos semelhantes ao da Suécia no Brasil os poderosos reagem dizendo que é comunismo, os meios de comunicação do Brasil não são livres, tem lado, e por isto nosso país fica travado e não avança.

  21. Ricardo Postado em 04/Nov/2014 às 00:01

    Lá na Escandinávia as coisas só funcionam porque 90 por cento da população é luterana, assim como aqui em Santa Catarina, por isso nosso estado tem indicadores infinitamente superiores ao resto do país.

    • Line Postado em 26/May/2015 às 22:11

      Sempre tem algum fanático envolvendo religião no meio.

  22. fabiao vasconcelos Postado em 18/Nov/2014 às 14:58

    Na Suécia,como emtoda Escandinávia a punição apenas do povo pode funcionar.Aqui no Brasil ,nunca. O povo reelege sistematicamente os seus maiores inigos,seus maiores corruptos.Nem vou citar porque a lista é imensa. Não funciona ,não temos o grau de instrução da Suécia. Não temos o grau de politização da Suécia, não temos o grau de igualdade social da Suécia, não temos a condição de país pequeno mais fácil de controlar como na Suécia. Aqui a corrupção só vai respeitar punição severa. Porque então a China pune corrupção com pena de morte? Porque lá como aqui ,país grande, população gigantesca,desigualdade social , não há como .Tenho a mais absoluta convicção que no Brasil ,no atual estágio em que nos encontramos ,só a punição severa vai conseguir frear esta corrupção inaceitável

  23. Björn Postado em 06/Jan/2015 às 08:35

    CLAUDIA WALLIN: SUECIA, UM PAÍS SEM EXCELÊNCIAS E MORDOMIAS Uma incrível visita a uma das democracias mais ricas do mundo, onde os políticos ganham pouco, andam de ônibus, cozinham sua comida, lavam e passam suas roupas e são tratados como “você”. Por mim asta ler a discripcao para ficar zangado. TODO E UMA MENTIRA! O exministro Bildt e criminoso.

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