Redação Pragmatismo
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Racismo não 19/Aug/2014 às 14:31
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O assassinato de Michael Brown em duas versões

Confira duas versões sobre o assassinato do jovem de 18 anos que reacendeu os conflitos raciais nos EUA

michael brown assassinado eua racismo
Michael Brown foi assassinado aos 18 anos. Autópsia revelou que jovem recebeu 6 tiros (Edição: Pragmatismo Político)

Michael Brown tinha 18 anos quando, dez dias atrás, foi morto a tiros pelo policial Darren Wilson na cidade de Ferguson, no Estado de Missouri.

A morte do rapaz negro, que estava desarmado, pelas mãos de um policial branco trouxe à tona tensões raciais subjacentes na sociedade americana.

A cidade de Ferguson foi palco de manifestações que começaram pacificamente em protesto por uma morte de mais um jovem afroamericano – protestos que escalaram, tornaram-se violentos e levaram o governo federal a enviar uma força nacional para conter os ânimos.

Alguns fatos já são conhecidos. Já se sabe agora a identidade do policial que disparou contra Michael Brown. A segunda autópsia no corpo revelou que foram seis disparos contra ele – dois deles na cabeça.

O governo federal prometeu entrar em ação nas investigações. O procurador-geral dos Estados Unidos (equivalente a ministro da Justiça), Eric Holder, anunciou uma terceira autópsia, a cargo do Departamento de Justiça.

Mas até agora, testemunhas e a polícia apresentaram versões diferentes para a morte.

O que dizem as testemunhas

Eric Davis, primo de Michael Brown, relatou que o jovem se ajoelhou diante da polícia com as mãos ao alto e disse “não atirem”, e que mesmo diante disso o policial disparou.

Dorian Johnson, amigo de Brown que estava com ele na fatídica noite, disse que a briga começou quando o policial Darren Wilson ainda estava sentado dentro da viatura da polícia. Foi dali que ele disparou contra Brown.

O rapaz teria tomado um tiro nas costas e se virado para o policial com seus braços levantados. Segundo Johnson, o oficial disparou várias vezes contra Brown.

Tiffany Mitchell, outra testemunha, deu um relato parecido à CNN. Ela disse que Brown e Wilson trocaram agressões com o policial ainda sentado dentro do carro, e Brown de pé ao lado da janela. Mitchell diz que o policial atirou sentado de dentro do carro. Brown correu e foi perseguido pelo policial, que desceu do carro e continuou disparando.

O advogado de Brown, Benjamin Crump, diz que as autópsias no corpo do adolescente mostram que as versões das testemunhas são verídicas.

O que diz a polícia

A polícia afirma que o agente Darren Wilson pediu a Brown que saísse do meio da rua, onde o jovem caminhava com seu amigo Dorian Johnson, e usasse a calçada.

Brown teria brigado com o policial, impedindo que ele descesse do veículo. Em um certo momento, os dois brigaram pela arma do policial. Um tiro foi disparado de dentro do carro. Em seguida, o agente deixou o veículo e disparou contra Brown.

De acordo com o relato do delegado Jon Belmar à imprensa, Wilson estava a uma distância de dez metros de Brown quando efetuou o disparo. As autoridades se recusaram a dar mais detalhes.

A polícia divulgou um vídeo em que Brown aparece, poucos minutos antes, roubando cigarros e agredindo uma pessoa em uma loja de conveniência. No entanto, o chefe de polícia, Thomas Jackson, reconhece que o incidente não teve nenhuma relação com os disparos. A abordagem policial só aconteceu porque o jovem estava caminhando no meio da rua.

BBC

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 19/Aug/2014 às 15:16

    Tudo deve ser devidamente investigado para que não haja injustiça. Se o policial matou em legítima defesa foi porque manda o protocolo da polícia americana. Lá ninguém brinca, mata bandido e ainda é condecorado. Se o Brown foi morto injustamente também deve haver justiça e prender o policial. Enfim só a confusão foi que baixou a credibilidade de quem se sentiu lesado em tudo isso. Se querem reivindicar algo então que façam pacificamente, não como cavalos. Agora sair acusando o policial, experiente diga-se de passagem, sem nem o inquérito ter sido finalizado é uma falta de prudência. PS: este ladrão que morreu tem a cara do Sean Kingston!

    • Jonas Schlesinger Postado em 19/Aug/2014 às 16:07

      Lá as leis funcionam. Não é festa que nem aqui. Se este ladrão, deve ter roubado muito nessa vida, foi morto porque fez algum movimento brusco então não há nada que se faça. Agora vai prender um policial que é muito experiente por este fato isolado? Se matasse um cidadão ninguém estaria dando este espetáculo todo, mas como foi um bandido...

      • Daniel Postado em 19/Aug/2014 às 16:47

        Bandido? Mas como vc disse "Tudo deve ser devidamente investigado para que não haja injustiça". E é o primeiro a ser injusto.

    • poliana Postado em 19/Aug/2014 às 20:12

      agora ele é ladrão? n foi vc q disse q as investigações devem ser concluídas?/! e a população q está protestando está agindo como um cavalo né?! nossaaaa...eu n sei nem por onde começar a argumentar com vc!! lamentável jonas!! pelo seu sobrenome, percebe-se o pq do seu posicionamento!

      • Jonas Schlesinger Postado em 19/Aug/2014 às 21:56

        Lamentável é essa sua postura. Boazinha com umas coisas endiabradas com outras. Se fosse cidadão, branco e evangélico vc não sentiria tanta pena assim não é? Ps: não sou evangélico para seu governo, mas eu não vou discutir esse tema neste post. Boa noite.

      • poliana Postado em 19/Aug/2014 às 23:08

        nada a ver! eu jamais seria tão cruel a ponto de achar bom o assassinato de qq pessoa. se vc n percebeu, eu fiquei absolutamente estarrecida com a postura da polícia de sp ao algemar uma presidiária q estava em trabalho de parto num hospital. n sei se vc prestou atenção nessa matéria...e ela é branca, e possivelmente evangélica. eu respeito o ser humano acima de qq coisa, e jamais me sentiria feliz por um assassinato brutal de alguém por ser branco ou evangélico. lamentável foi o q vc postou no seu comentário..de um racismo absurdo!!! só faltou vc dizer q os tiros foram merecidos pq a maioria dos negros é bandido e está envolvido com crimes!!!mas enfim...

      • Renan Postado em 19/Aug/2014 às 23:45

        " lamentável jonas!! pelo seu sobrenome, percebe-se o pq do seu posicionamento!" Olha, cada vez me decepciono mais com as pessoas que eu pensava ter um mínimo de educação, cultura e respeito! Mas parece que aqui só há hipócritas, desde Jonas a polianas!

      • Jonas Schlesinger Postado em 19/Aug/2014 às 23:54

        Como disse deve ser tudo investigado para que não haja injustiças, mas sempre a culpa vai cair pra cima do policial mesmo que ele tenha um histórico de herói na corporação. Mesmo que tenha sido em legítima defesa ou não. Só por causa de um negro vai fazer isso tudo? E se fosse um branco? Agora me diga qual é o negro HONESTO, CIDADÃO DE BEM QUE TRABALHA SEM CAIR NA ARMADILHA DO VITIMISMO que é preso? Que é torturado, ou que é confundido com bandido? Esse tal de Brown possivelmente roubou uma loja e era suspeito, tem o vídeo. Ninguém sente pena de quantas pessoas são vítimas de ladrões. Infelizmente os direitos humanos são muito solidários com esse tipo de gente e esquece o cidadão. Mas enfim...

      • Jonas Schlesinger Postado em 20/Aug/2014 às 00:05

        poliana tudo bem se eu sou racista você é uma intolerante religiosa. Então cada qual fique com sua mazela de vida porque se for pra ser certo tem que ser certo em tudo. Pelo menos nos meus comentários eu não ofendi o rapaz por causa da cor dele, mas sim que ele era suspeito de ter roubado uma loja. E vc lá no outro post xinga, se esperneia, atropela com tantas exclamações deixando explícito sua raiva com religião (não vou entrar em detalhe pq não tem nada a ver com o post). Só acho irônico isso. Ironic Mode.

      • Anna Postado em 20/Aug/2014 às 01:56

        Poliana, o que exatamente você quis dizer com "pelo seu sobrenome, percebe-se o pq do seu posicionamento"?

      • poliana Postado em 20/Aug/2014 às 14:15

        pra bom entendedor, meia palavra basta anna!

      • Anna Postado em 21/Aug/2014 às 03:17

        Espero ter entendido errado, então. Caso contrário, "lamentável" também se enquadra muito bem para o seu comentário.

      • eu daqui Postado em 21/Aug/2014 às 13:44

        Pois, é, Anna. Associam sobrenome a posicionamento político. E depois não querem ser chamada de nazipseudoesquerdistas.

  2. gabriel Postado em 19/Aug/2014 às 15:48

    cheirinho de coco saindo da sua boca jovem

  3. Matheus Magalhães Postado em 19/Aug/2014 às 15:59

    Existe uma cultura de violência disseminada entre as comunidades negras nos EUA pelo mesmo motivo que existe no Brasil: todo grupo que é marginalizado, sobretudo em uma sociedade onde a única inserção social possível acontece através do consumo, acaba respondendo esta violência "silenciosa" com violência direta. Temos por lá a cultura das gangues, que acabaram por criar hierarquias, como temos no Brasil o tráfico de drogas que é estruturado através de posições de poder de acordo com a "área" de cada um dentro das comunidades - ambas as "instituições do crime" alimentadas por estados que se recusam a acabar com a famigerada guerra às drogas. Ou seja, é que este rapaz era envolvido com o crime, como demonstra o vídeo. Porém, é fato que as suas ações no vídeo não foram o motivo da abordagem policial. O que aconteceu em resposta a uma situação que ainda está nebulosa devido a um processo de investigações ainda prematuro é um sinal de como as tensões raciais nos EUA não estão nem um ponto inicial de resolução. Não se trata do que aconteceu mas sim da oportunidade de se opor ao tratamento da polícia e do estado americano para com as populações negras. É claro que, sendo bem sincero, eu acho que existe uma grande possibilidade da versão do policial ser verdadeira e digo isto porque sabemos, de antemão, que muitos jovens nos EUA, assim como aqui, acabam assumindo posturas violentas e de descaso total com a autoridade repressora, como disse lá em cima. Pode ser que ele tenha achado que a abordagem do policial tinha a ver com o assalto e acabou se sentindo acuado e atacando. Pode ser que ele não tenha feito absolutamente nada, ainda que, anteriormente, tenha cometido um crime e nenhuma sociedade pode funcionar se não obedecermos um código de convivência. Não é o caso de defender "bandido"; penso que qualquer um que cometa o crime, estando diante do contrato social estabelecido, têm de ser punido. Porém, é preciso entender o porquê da origem de "focos" de violência e, no caso dos EUA, o porquê matar um garoto negro não é nunca visto como algo totalmente legítimo pois, se este caso esteve em rigor com a lei, outros mil não. É o que acontece nas comunidades, onde a polícia transita entre a legalidade e a ilegalidade e tanto traficantes cruéis que aterrorizam pessoas de seu convívio quanto Amarildos desaparecem na calada da noite. Os conservadores de lá vão ter chiliques mas é uma questão que vai além do fato em si e atende pela revolta com o tratamento dado à comunidade negra, sempre presumindo que são criminosos até porque o estado e o aparato repressor reconhecem que lhes jogaram na marginalidade e, por tanto, esperam deles a violência como modo de impor sua existência.

  4. Matheus Magalhães Postado em 19/Aug/2014 às 15:59

    Existe uma cultura de violência disseminada entre as comunidades negras nos EUA pelo mesmo motivo que existe no Brasil: todo grupo que é marginalizado, sobretudo em uma sociedade onde a única inserção social possível acontece através do consumo, acaba respondendo esta violência "silenciosa" com violência direta. Temos por lá a cultura das gangues, que acabaram por criar hierarquias, como temos no Brasil o tráfico de drogas que é estruturado através de posições de poder de acordo com a "área" de cada um dentro das comunidades - ambas as "instituições do crime" alimentadas por estados que se recusam a acabar com a famigerada guerra às drogas. Ou seja, é que este rapaz era envolvido com o crime, como demonstra o vídeo. Porém, é fato que as suas ações no vídeo não foram o motivo da abordagem policial. O que aconteceu em resposta a uma situação que ainda está nebulosa devido a um processo de investigações ainda prematuro é um sinal de como as tensões raciais nos EUA não estão nem um ponto inicial de resolução. Não se trata do que aconteceu mas sim da oportunidade de se opor ao tratamento da polícia e do estado americano para com as populações negras. É claro que, sendo bem sincero, eu acho que existe uma grande possibilidade da versão do policial ser verdadeira e digo isto porque sabemos, de antemão, que muitos jovens nos EUA, assim como aqui, acabam assumindo posturas violentas e de descaso total com a autoridade repressora, como disse lá em cima. Pode ser que ele tenha achado que a abordagem do policial tinha a ver com o assalto e acabou se sentindo acuado e atacando. Pode ser que ele não tenha feito absolutamente nada, ainda que, anteriormente, tenha cometido um crime e nenhuma sociedade pode funcionar se não obedecermos um código de convivência. Não é o caso de defender "bandido"; penso que qualquer um que cometa o crime, estando diante do contrato social estabelecido, têm de ser punido. Porém, é preciso entender o porquê da origem de "focos" de violência e, no caso dos EUA, o porquê matar um garoto negro não é nunca visto como algo totalmente legítimo pois, se este caso esteve em rigor com a lei, outros mil não. É o que acontece nas comunidades, onde a polícia transita entre a legalidade e a ilegalidade e tanto traficantes cruéis que aterrorizam pessoas de seu convívio quanto Amarildos desaparecem na calada da noite. Os conservadores de lá vão ter chiliques mas é uma questão que vai além do fato em si e atende pela revolta com o tratamento dado à comunidade negra, sempre presumindo que são criminosos até porque o estado e o aparato repressor reconhecem que lhes jogaram na marginalidade e, por tanto, esperam deles a violência como modo de impor sua existência.

  5. Matheus Magalhães Postado em 19/Aug/2014 às 15:59

    Existe uma cultura de violência disseminada entre as comunidades negras nos EUA pelo mesmo motivo que existe no Brasil: todo grupo que é marginalizado, sobretudo em uma sociedade onde a única inserção social possível acontece através do consumo, acaba respondendo esta violência "silenciosa" com violência direta. Temos por lá a cultura das gangues, que acabaram por criar hierarquias, como temos no Brasil o tráfico de drogas que é estruturado através de posições de poder de acordo com a "área" de cada um dentro das comunidades - ambas as "instituições do crime" alimentadas por estados que se recusam a acabar com a famigerada guerra às drogas. Ou seja, é que este rapaz era envolvido com o crime, como demonstra o vídeo. Porém, é fato que as suas ações no vídeo não foram o motivo da abordagem policial. O que aconteceu em resposta a uma situação que ainda está nebulosa devido a um processo de investigações ainda prematuro é um sinal de como as tensões raciais nos EUA não estão nem um ponto inicial de resolução. Não se trata do que aconteceu mas sim da oportunidade de se opor ao tratamento da polícia e do estado americano para com as populações negras. É claro que, sendo bem sincero, eu acho que existe uma grande possibilidade da versão do policial ser verdadeira e digo isto porque sabemos, de antemão, que muitos jovens nos EUA, assim como aqui, acabam assumindo posturas violentas e de descaso total com a autoridade repressora, como disse lá em cima. Pode ser que ele tenha achado que a abordagem do policial tinha a ver com o assalto e acabou se sentindo acuado e atacando. Pode ser que ele não tenha feito absolutamente nada, ainda que, anteriormente, tenha cometido um crime e nenhuma sociedade pode funcionar se não obedecermos um código de convivência. Não é o caso de defender "bandido"; penso que qualquer um que cometa o crime, estando diante do contrato social estabelecido, têm de ser punido. Porém, é preciso entender o porquê da origem de "focos" de violência e, no caso dos EUA, o porquê matar um garoto negro não é nunca visto como algo totalmente legítimo pois, se este caso esteve em rigor com a lei, outros mil não. É o que acontece nas comunidades, onde a polícia transita entre a legalidade e a ilegalidade e tanto traficantes cruéis que aterrorizam pessoas de seu convívio quanto Amarildos desaparecem na calada da noite. Os conservadores de lá vão ter chiliques mas é uma questão que vai além do fato em si e atende pela revolta com o tratamento dado à comunidade negra, sempre presumindo que são criminosos até porque o estado e o aparato repressor reconhecem que lhes jogaram na marginalidade e, por tanto, esperam deles a violência como modo de impor sua existência.

  6. Matheus Magalhães Postado em 19/Aug/2014 às 15:59

    Existe uma cultura de violência disseminada entre as comunidades negras nos EUA pelo mesmo motivo que existe no Brasil: todo grupo que é marginalizado, sobretudo em uma sociedade onde a única inserção social possível acontece através do consumo, acaba respondendo esta violência "silenciosa" com violência direta. Temos por lá a cultura das gangues, que acabaram por criar hierarquias, como temos no Brasil o tráfico de drogas que é estruturado através de posições de poder de acordo com a "área" de cada um dentro das comunidades - ambas as "instituições do crime" alimentadas por estados que se recusam a acabar com a famigerada guerra às drogas. Ou seja, é que este rapaz era envolvido com o crime, como demonstra o vídeo. Porém, é fato que as suas ações no vídeo não foram o motivo da abordagem policial. O que aconteceu em resposta a uma situação que ainda está nebulosa devido a um processo de investigações ainda prematuro é um sinal de como as tensões raciais nos EUA não estão nem um ponto inicial de resolução. Não se trata do que aconteceu mas sim da oportunidade de se opor ao tratamento da polícia e do estado americano para com as populações negras. É claro que, sendo bem sincero, eu acho que existe uma grande possibilidade da versão do policial ser verdadeira e digo isto porque sabemos, de antemão, que muitos jovens nos EUA, assim como aqui, acabam assumindo posturas violentas e de descaso total com a autoridade repressora, como disse lá em cima. Pode ser que ele tenha achado que a abordagem do policial tinha a ver com o assalto e acabou se sentindo acuado e atacando. Pode ser que ele não tenha feito absolutamente nada, ainda que, anteriormente, tenha cometido um crime e nenhuma sociedade pode funcionar se não obedecermos um código de convivência. Não é o caso de defender "bandido"; penso que qualquer um que cometa o crime, estando diante do contrato social estabelecido, têm de ser punido. Porém, é preciso entender o porquê da origem de "focos" de violência e, no caso dos EUA, o porquê matar um garoto negro não é nunca visto como algo totalmente legítimo pois, se este caso esteve em rigor com a lei, outros mil não. É o que acontece nas comunidades, onde a polícia transita entre a legalidade e a ilegalidade e tanto traficantes cruéis que aterrorizam pessoas de seu convívio quanto Amarildos desaparecem na calada da noite. Os conservadores de lá vão ter chiliques mas é uma questão que vai além do fato em si e atende pela revolta com o tratamento dado à comunidade negra, sempre presumindo que são criminosos até porque o estado e o aparato repressor reconhecem que lhes jogaram na marginalidade e, por tanto, esperam deles a violência como modo de impor sua existência.

    • Carlos Postado em 19/Aug/2014 às 22:21

      Se matarem um branco nos USA os negros não irão fazer nada, não irão destruir lojas, casas, carros, são tão racistas quantos os brancos, no Japão a família entrega parentes criminosos a polícia nessas comunidades vivem defendendo bandidos.

      • eu daqui Postado em 20/Aug/2014 às 12:11

        Eu também não quero saber de parente nem de amigo criminoso. Quem quiser meu apoio que respeite o direito do outro.

  7. Matheus Magalhães Postado em 19/Aug/2014 às 15:59

    Existe uma cultura de violência disseminada entre as comunidades negras nos EUA pelo mesmo motivo que existe no Brasil: todo grupo que é marginalizado, sobretudo em uma sociedade onde a única inserção social possível acontece através do consumo, acaba respondendo esta violência "silenciosa" com violência direta. Temos por lá a cultura das gangues, que acabaram por criar hierarquias, como temos no Brasil o tráfico de drogas que é estruturado através de posições de poder de acordo com a "área" de cada um dentro das comunidades - ambas as "instituições do crime" alimentadas por estados que se recusam a acabar com a famigerada guerra às drogas. Ou seja, é que este rapaz era envolvido com o crime, como demonstra o vídeo. Porém, é fato que as suas ações no vídeo não foram o motivo da abordagem policial. O que aconteceu em resposta a uma situação que ainda está nebulosa devido a um processo de investigações ainda prematuro é um sinal de como as tensões raciais nos EUA não estão nem um ponto inicial de resolução. Não se trata do que aconteceu mas sim da oportunidade de se opor ao tratamento da polícia e do estado americano para com as populações negras. É claro que, sendo bem sincero, eu acho que existe uma grande possibilidade da versão do policial ser verdadeira e digo isto porque sabemos, de antemão, que muitos jovens nos EUA, assim como aqui, acabam assumindo posturas violentas e de descaso total com a autoridade repressora, como disse lá em cima. Pode ser que ele tenha achado que a abordagem do policial tinha a ver com o assalto e acabou se sentindo acuado e atacando. Pode ser que ele não tenha feito absolutamente nada, ainda que, anteriormente, tenha cometido um crime e nenhuma sociedade pode funcionar se não obedecermos um código de convivência. Não é o caso de defender "bandido"; penso que qualquer um que cometa o crime, estando diante do contrato social estabelecido, têm de ser punido. Porém, é preciso entender o porquê da origem de "focos" de violência e, no caso dos EUA, o porquê matar um garoto negro não é nunca visto como algo totalmente legítimo pois, se este caso esteve em rigor com a lei, outros mil não. É o que acontece nas comunidades, onde a polícia transita entre a legalidade e a ilegalidade e tanto traficantes cruéis que aterrorizam pessoas de seu convívio quanto Amarildos desaparecem na calada da noite. Os conservadores de lá vão ter chiliques mas é uma questão que vai além do fato em si e atende pela revolta com o tratamento dado à comunidade negra, sempre presumindo que são criminosos até porque o estado e o aparato repressor reconhecem que lhes jogaram na marginalidade e, por tanto, esperam deles a violência como modo de impor sua existência.

  8. Matheus Magalhães Postado em 19/Aug/2014 às 15:59

    Existe uma cultura de violência disseminada entre as comunidades negras nos EUA pelo mesmo motivo que existe no Brasil: todo grupo que é marginalizado, sobretudo em uma sociedade onde a única inserção social possível acontece através do consumo, acaba respondendo esta violência "silenciosa" com violência direta. Temos por lá a cultura das gangues, que acabaram por criar hierarquias, como temos no Brasil o tráfico de drogas que é estruturado através de posições de poder de acordo com a "área" de cada um dentro das comunidades - ambas as "instituições do crime" alimentadas por estados que se recusam a acabar com a famigerada guerra às drogas. Ou seja, é que este rapaz era envolvido com o crime, como demonstra o vídeo. Porém, é fato que as suas ações no vídeo não foram o motivo da abordagem policial. O que aconteceu em resposta a uma situação que ainda está nebulosa devido a um processo de investigações ainda prematuro é um sinal de como as tensões raciais nos EUA não estão nem um ponto inicial de resolução. Não se trata do que aconteceu mas sim da oportunidade de se opor ao tratamento da polícia e do estado americano para com as populações negras. É claro que, sendo bem sincero, eu acho que existe uma grande possibilidade da versão do policial ser verdadeira e digo isto porque sabemos, de antemão, que muitos jovens nos EUA, assim como aqui, acabam assumindo posturas violentas e de descaso total com a autoridade repressora, como disse lá em cima. Pode ser que ele tenha achado que a abordagem do policial tinha a ver com o assalto e acabou se sentindo acuado e atacando. Pode ser que ele não tenha feito absolutamente nada, ainda que, anteriormente, tenha cometido um crime e nenhuma sociedade pode funcionar se não obedecermos um código de convivência. Não é o caso de defender "bandido"; penso que qualquer um que cometa o crime, estando diante do contrato social estabelecido, têm de ser punido. Porém, é preciso entender o porquê da origem de "focos" de violência e, no caso dos EUA, o porquê matar um garoto negro não é nunca visto como algo totalmente legítimo pois, se este caso esteve em rigor com a lei, outros mil não. É o que acontece nas comunidades, onde a polícia transita entre a legalidade e a ilegalidade e tanto traficantes cruéis que aterrorizam pessoas de seu convívio quanto Amarildos desaparecem na calada da noite. Os conservadores de lá vão ter chiliques mas é uma questão que vai além do fato em si e atende pela revolta com o tratamento dado à comunidade negra, sempre presumindo que são criminosos até porque o estado e o aparato repressor reconhecem que lhes jogaram na marginalidade e, por tanto, esperam deles a violência como modo de impor sua existência.

  9. Cesar Martins Postado em 19/Aug/2014 às 17:14

    Os argumentos começam com tom racista a priori, as manifestações que estão ocorrendo nos Estados Unidos são porque houve abuso policial; as manifestações são justas, a sociedade racista nos considera bandidos, apenas porque somos negros.

    • eu daqui Postado em 20/Aug/2014 às 12:13

      Os negros comumente consideram um desconhecido branco como racista por antecipação simplesmente por ser ele branco. Isso também não é racismo?

  10. Thaisa Postado em 19/Aug/2014 às 18:53

    Já entendemos seu ponto, moço.

    • poliana Postado em 19/Aug/2014 às 20:14

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • eu daqui Postado em 20/Aug/2014 às 12:15

        Se entendi algo do tópico, o tema é assassinato, banditismo, violencia, abuso policial, racismo, etc. Tudo atrocidade aviltante. Onde está a graça?

  11. eu daqui Postado em 21/Aug/2014 às 13:41

    "NEGROS ESTADUNIDENSES DESTROEM SEU PRÓPRIO PAÍS POR CAUSA DO ASSASSINATO DE UM CRIMINOSO POR POLICIAL NO GOVERNO DO PRESIDENTE NEGRO" -> AINDA TENHO ESPERANÇA DE UM DIA VER UMA MANCHETE, DIGO, UM PRESENTE ASSIM