Redação Pragmatismo
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Eleições 2014 19/Aug/2014 às 16:59
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O 1º dia de horário eleitoral das eleições 2014

1º dia de horário eleitoral é marcado por homenagens a Eduardo Campos. Aécio Neves não cita FHC, isenta Lula e critica governo Dilma. Programa da atual presidente se concentra em conquistas sociais e questões econômicas

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No primeiro programa de televisão do horário eleitoral, levado ao ar nesta terça-feira 19, as campanhas de Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) se concentraram em questões econômicas para conseguir votos. O PSB, que deve confirmar Marina Silva como candidata na quarta-feira, seguiu o planejado e fez uma homenagem a Eduardo Campos, morto na semana passada.

Aécio Neves abriu o programa (assista aqui) falando do “sentimento de enorme tristeza” com a morte de Campos e lembrou a “amizade e o respeito” entre os dois. Depois, se concentrou em tentar estabelecer uma diferenciação entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Para isso, Aécio lembrou os avanços recentes do Brasil e atribuiu-os à “construção de muitas pessoas, vários governos”, sem citar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, seu correligionário, que deixou o poder com uma popularidade baixa e é visto com um cabo eleitoral ruim, e sem criticar Lula, padrinho da adversária e altamente popular.

De acordo com Aécio, a entrada de Dilma interrompeu o avanço do País. “O Brasil está pior do que estava há quatro anos”, disse o tucano, para em seguida afirmar que as “conquistas estão em risco”, como mostram, segundo ele, a alta da inflação e o baixo crescimento do PIB. “Os brasileiros perderam a confiança na capacidade desse governo de fazer o Brasil avançar”, disse Aécio. “Os brasileiros estão sozinhos. O que depende dos brasileiros, dá certo. O que depende do governo, dá errado”, afirmou. Por fim, Aécio prometeu que, em seu governo, o Brasil vai “mudar para melhorar” e “se unir para voltar a crescer”.

O programa de Dilma Rousseff (assista aqui) também se concentrou em questões econômicas. Inicialmente, a petista lembrou as conquistas sociais dos governos Lula e afirmou que, mesmo em meio à crise internacional, o governo Dilma conseguiu proteger os salários e manter a criação de empregos, além de criar iniciativas próprias, como o Pronatec, o Ciência sem Fronteiras e o Mais Médicos. A estratégia petista foi a mesma usada pela petista em entrevistas recentes: houve uma tentativa de enquadrar o atual momento da economia, de desaceleração, como uma fase de transição, em que estão sendo “plantados os frutos” a serem colhidos no segundo mandato. Segundo Dilma, investimentos em infraestrutura, petróleo, energia e internet, que têm “tempo de maturação”, fazem parte do início de “um novo ciclo de desenvolvimento”.

SAIBA MAIS: Confira o tempo dos candidatos na TV e no Rádio

Lula foi o homem escolhido para tentar conter a ânsia por mudanças, expressa nas manifestações de junho de 2013 e nas pesquisas de opinião até hoje, e vista como uma ameaça à Dilma. O ex-presidente disse que seu segundo mandato foi melhor que o primeiro, pois teve “mais segurança, experiência e apoio” e reafirmou a ideia de Dilma estar “vencendo a crise” sem cortar empregos e salários. Em seguida, comparou sua reeleição com a de Dilma. “Já imaginou o prejuízo para o Brasil se eu não tivesse tido um segundo mandato?”, questionou Lula. O ex-presidente disse saber que muitas pessoas votaram nele em 2006 “sem estarem 100% satisfeitas”, mas disse que “ninguém se arrependeu”. Segundo ele, quem votar em Dilma não vai se arrepender, pois ela seria o caminho para “mais futuro e mais mudanças”.

Lula voltou a aparecer no fim do programa para lembrar a morte de Eduardo Campos e dizer que, como prometia o ex-governador de Pernambuco, o PT não vai “desistir do Brasil”.

O programa do PSB (assista aqui) foi uma homenagem a Eduardo Campos, como anunciado. Havia uma tarja preta para lembrar o luto no canto direito. Nas imagens, falas de Campos pelo Brasil, algumas vezes ao lado de Marina Silva, sob o som de Anunciação, música de Alceu Valença.

Outros partidos

Entre os outros partidos, o que tinha mais tempo era o PSC, do Pastor Everaldo. Após uma rápida aparição do também pastor Silas Malafaia, Everaldo precisou de apenas dez segundos para se dizer contra a legalização do aborto, das drogas e do casamento entre pessoas do mesmo sexo. O líder evangélico prometeu “restabelecer a ordem” ao afirmar que “o cidadão de bem está preso em casa enquanto os bandidos estão soltos” e disse pretender “reduzir a máquina do Estado ao mínimo”.

Os outros partidos tiveram pouco tempo para mostrar suas ideias. Mauro Iasi (PCB) falou em poder popular; Zé Maria (PSTU) criticou os partidos atuais, que governam para banqueiros e empreiteiras; Levy Fidelix (PRTB) concentrou sua fala na “crise da saúde”; o PCO de Rui Costa Pimenta disse que o Brasil vive uma ditadura; José Maria Eymael (PSDC) disse ver a “nação em perigo” e prometeu defender a Constituição. O PSOL apresentou a família de sua candidata, a ex-deputada federal Luciana Genro, e o apoio do músico Marcelo Yuka a sua candidatura. O PV mostrou apenas um letreiro com uma mensagem de pesar pela morte de Eduardo Campos.

CartaCapital

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 19/Aug/2014 às 17:58

    Pastor Everaldo prometeu "cortar a carne" ... alguém mais prestou atenção nessa expressão? kkkkk Pelo menos temos um candidato saindo do armário e assumindo que é de Direita. Família em primeiro lugar, o resto (mães solteiras, órfãos, separados, homossexuais, solteirões, viúvas ... dane-se).

    • poliana Postado em 19/Aug/2014 às 20:26

      thiago, foi o q mais me chamou atenção!! achei q era o fhc falando!!! cara, tomei um susto!! o cara disse em alto em bom som q enxugará a máquina e ENTREGARÁ TUDO À INICIATIVA PRIVADA! meu deus!!!!! q cara louco!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Thiago Teixeira Postado em 20/Aug/2014 às 07:42

        Eu já entendi que, entre linhas, era em relação ao Bolsa Família ...

    • Onda Vermelha Postado em 20/Aug/2014 às 12:25

      Thiago. Assisti integralmente a entrevista do "Pastor" Everaldo no JN. Fraquíssimo. Devido as fragilidades de seu “currículo” ele foi, literalmente, "trucidado" principalmente pela Patrícia Poeta, e depois pelo Bonner. Expuseram muitas de suas incoerências. Usou do jargão já batido e disse que a Petrobras está "aparelhada", embora ninguém fale exatamente o que isso significa, mas ficou claríssimo que esses "pastores" gostam mesmo é de “dinheiro”, e somente deixaram o apoio ao governo federal porque não receberam uma "boquinha", embora todos saibamos que eles não tem nada a ver com aquilo defendido pelo governo trabalhista. O imbecil prega o Estado mínimo, mas diz que isso nos levaria a deixar de prestar serviços básicos a população. A presença desse "nanico" serviu também para o Bonner introduzir perguntas, novamente, atacando o governo federal e "criminalizar" a atividade política. E, infelizmente, não vi nenhum dos dois dirigir perguntas ao "pastor" sobre o fato de vivermos em um Estado laico e o mesmo defender a interferências de seus "dogmas religiosas" na administração pública e na vida das pessoas. Por exemplo, ele é contra o casamento homoafetivo(gay), mas não disse isso abertamente. Apenas diz defender a família tal como consta na Constituição, que obviamente fala literalmente em “homem” e “mulher”. Mas o STF já disse que o casamento homoafetivo é constitucional. E aí? O candidato não iria respeitar uma decisão do Supremo? Vai voltar a suprimir conquistas e direitos civis deste segmento da sociedade já tão discriminado? Em suma, perdeu-se uma excelente oportunidade de introduzir esse importantíssimo debate na política nacional que até mesmo países como Turquia e Irã estão fazendo. E não se viu, nem de longe, a forma agressiva e as interferências/interrupções do casal global tal como foi feito com a Dilma. Uma lástima! Veja em http://www.brasil247.com/pt/247/poder/150657/Pastor-Everaldo-quer-privatizar-Petrobras.htm

  2. Carlos Wolf Postado em 19/Aug/2014 às 18:53

    Rio alto do pastor Everaldo...

  3. Onda Vermelha Postado em 20/Aug/2014 às 01:51

    O primeiro programa da Dilma é simplesmente f-a-n-t-á-s-t-i-c-o! Emocionante! A população já começa, finalmente, a ser INFORMADA, ou melhor, APRESENTADA, a tudo aquilo que o PIG omitiu de realizações nestes últimos quatros anos do Governo do PT. Muita gente boa vai se surpreender, outros vão se indignar, outros vão se identificar, outros tantos vão se emocionar e as lágrimas desceram pela face. Dilma tem o que apresentar! E os outros? Atenção respeitável público! Preparem-se! O show já começou! Veja em https://www.youtube.com/watch?v=a7nd4-B62tA

  4. Onda Vermelha Postado em 20/Aug/2014 às 01:52

    Háháhá! De novo, os tucanos “escondem” FHC! Olhem o primeiro vídeo da propaganda oficial do Aécio. O cara passa 4 minutos e 35 segundos falando para uma audiência, os mais humildes que, sem dúvida, não é sua praia. Plasticamente, o programa é até "bem feito", mas ele não apresentou NENHUMA proposta concreta para a superação dos desafios que o país tem pela frente ou mesmo para os “problemas” que apresentou no programa. Aliás, o que já virou rotina do PSDB não apresentar propostas. Tudo bem! Dou o “desconto” porque esse é o primeiro programa. Mas cadê o FHC? Ele não disse que iria colocá-lo na TV desde o primeiro dia? A Dilma pôs Lula, ora! Choooora tucanada! Veja em https://www.youtube.com/watch?v=2cSHAn8gAG4

    • Thiago Teixeira Postado em 20/Aug/2014 às 07:49

      A Única chance de Aécio vencer é assumir que é de direita, que odeia o Bolsa Família e que irá privatizar tudo. Sendo assim ele irá garantir o voto dos conservadores da elite e simpatizantes (sim, simpatizantes, há muito pobre, cotista, trabalhadores de obras públicas federais, funcionários concursados federais, bolsista da Prouni, Pronatec, até do Bolsa Família e que conseguiram casa nos programas do governo que odeiam o PT). O modo que o PSDB age espanta os reacionários e o povo que depende do governo.

  5. Maíra Maia do Valle Postado em 20/Aug/2014 às 10:56

    Eu gostei demais dessa primeira apresentação e até percebi um fato coincidentemente muito interessante entre o programa da Dilma e o do principal adversário dela. O programa da Dilma mostra a solitária intimidade do dia a dia dela. No trabalho, em casa, no jardim, explicando pque gosta de mexer com política e paralelamente são mostradas as grandes obras realizadas ou em andamento, juntamente com a recompensa carinhosa (da qual ela está falando naquele momento) do povo brasileiro que se espreme para abraçar, beijar ou tocar as mãos dela. No final é tocado o "jingle" da campanha com o povo cantando e dançando, uma alegre festa popular. Enquanto que no programa do adversário é apresentado um povo brasileiro humilde e trabalhador, nos mais distantes lugares do país, tendo como contato APENAS a voz do candidato através de um radinho de pilhas, da TV, do celular, falando um economês completamente estranho à realidade daquele povo. "Que distância tão sofrida, que mundo tão separado..." Que coincidência real...Amei.

  6. poliana Postado em 20/Aug/2014 às 12:39

    Maíra, o psdb encontra-se numa linha tênue entre o patético, o cômico e o desesperado! Coitados! Dignos de pena!!!!! Kkkkkk

  7. João Batista Postado em 20/Aug/2014 às 15:25

    Ahh.. não tenho pena nenhuma do fracasso do PSDBosta... quanto mais retumbante for o tombo mais comemorarei.

    • poliana Postado em 21/Aug/2014 às 13:26

      somos 2 joão! será um enorme prazer vivenciar esse fracasso retumbante da corja tucana!