Redação Pragmatismo
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Cuba 26/Aug/2014 às 16:25
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Deputada vota contra uma lei pela 1ª vez na história de Cuba

Em fato inédito, deputada vota contra uma lei no parlamento cubano. Mariela Castro, uma das principais defensoras dos direitos LGBT no país, discordou de lei por considerá-la discriminatória

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A deputada Mariela Castro, filha de Raul Castro (divulgação)

Revista Fórum

A deputada Mariela Castro fez algo inédito na história do Parlamento cubano: votar contra uma lei. Desde a revolução cubana que instituiu o regime socialista, nunca um parlamentar havia se posicionado contrário a uma proposta de lei apresentada. Mariela discordou da lei trabalhista que bane a discriminação com base no gênero, raça e orientação, porém, não contempla identidade de gênero, motivo da contrariedade da parlamentar.

Mariela Castro justificou o seu voto dizendo que a lei discrimina as pessoas transgêneras. Ela é a diretora do Centro Nacional de Cuba para Educação Sexual (Cenesex) e tem sido a principal voz na defesa dos direitos das LGBT na ilha. “Eu não poderia votar a favor sem a certeza de que os direitos trabalhistas das pessoas com identidade de gênero diferente seriam explicitamente reconhecidos”, declarou Mariela.

A Assembleia Nacional de Cuba é composta por 612 parlamentares e desde a sua fundação nunca um deputado havia votado contra uma lei apresentada. A atitude de Mariela Castro foi considerada “revolucionária” ao redor do mundo por ter quebrado uma hegemonia de mais de 40 anos e pelo fato dela ser mulher num ambiente predominantemente masculino. Mariela é filha de Raul Castro, atual presidente de Cuba, e sobrinha de Fidel Castro.

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Comentários

  1. Jonas Schlesinger Postado em 26/Aug/2014 às 17:14

    Nossa que revolução!

    • velhos baianos Postado em 28/Aug/2014 às 08:51

      Só pra informar, Jonas : aqui no meu estado já estamos no terceiro ACM e a Globo, que inventou o primeiro e blinda os outros, diz que isso não ameaça a democracia... Então tá...

      • Rodrigo Postado em 28/Aug/2014 às 11:05

        (Outro Rodrigo) Velho Baiano, aqui fala um conterrâneo. Realmente, concordo, precisávamos de mudança, de óbice sério e efetivo ao coronelismo, mas não houve a resposta prometida, assim o PT dando todo o espaço necessário para o ressurgimento do carlismo. Tenha-se a situação do funcionalismo público (inadimplemento da URV) sucessivas greves da PM e professores, abandono dos pequenos agricultores do sul da Bahia (fábrica de índios, com o cadastramento como índio de quem não o é; invasão de terras produtivas e historicamente de propriedade de pequenos agricultores; descumprimento de mandados de reintegração de posse pelo Estado; abandono das obras do presídio em Vitória da Conquista, que levou até ao furto de maquinário - obras retomadas/"reprometidas" somente perto da eleição, a exemplo da transposição do São Francisco; não uso de quase 30 milhões de verba Federal para a educação; gasto com propaganda que supera e muito aquele com o combate à seca, enquanto Vitória da Conquista e região passaram por sucessivos racionamentos de água; a lambança do nanico metrô de Salvador, iniciada no carlismo e continuada no petismo, inclusive com a compra de vagões de bitola diferente dos trilhos; parques eólicos abandonados em Caetité, sem linha de distribuição, desperdiçando energia gerada; aumento de 300% no homicídio de jovens negros; explosão da violência, com inúmeros e violentos assaltos a banco no interior etc.). Reconheço melhorias, como a situação das estradas, ao que não é cobrada duplicação das pedagiadas (o PT criticava o "Covágio", mas instalou o "PTágio"); aluguel de viaturas (que tem prazo para serem trocadas e manutenção, sendo uma gestão melhor do que o processo de licitação para compra, vez que acabam sem manutenção as viaturas) etc. Então, conterrâneo, o próprio PT abriu as portas, janelas, tramelas e cancelas para o retorno do carlismo, também no Executivo estadual, a exemplo do havido no federal, tendo preferido abandonar a força própria e da militância, em prol da cômoda e conveniente política de alianças espúrias e manutenção de velhas práticas, o que busca maquiar com propaganda milionária. Se Jaques Wagner estivesse mais perto da população, em vez de gastar milhares de reais com os passeios diários de helicóptero, de sua casa para a sede de Governo, talvez tivesse tomado atitudes diferentes e não houvesse tanta insatisfação – você pode se resumir ao raso “argumento” “reaça”/”carlista”/”classe média”, ou pensar que realmente tais atos implicam em uma reação da população, a responsabilidade tendo de ser assumida, em prol de mudança de postura.

  2. André Postado em 26/Aug/2014 às 17:26

    Sorte dela que o Ernesto já morreu, senão...

  3. Jonas Schlesinger Postado em 26/Aug/2014 às 18:01

    Ela é a filha e sobrinha dos DONOS de Cuba. Claro que ela tem essa coragem. Até eu se fosse da família Castro faria a mesma coisa. Se fosse um pé rapado, que veio do Zé Povão aí a história seria outra.

  4. Ruffer Postado em 26/Aug/2014 às 20:26

    Não é à toa que filho de professor é sempre o mais exibido da sala....

  5. Victor Albaini Postado em 27/Aug/2014 às 05:18

    É filha do Castro, é sobrinha do Castro, é isso e é aquilo... Reclamem dela aí, à vontade, nem contesto o direito de vocês. O que me importa é saber que ela está defendendo os direitos de pessoas que sofrem com a discriminação.

  6. ademar Postado em 27/Aug/2014 às 11:42

    E viva a democracia em Cuba.

    • velhos baianos Postado em 28/Aug/2014 às 08:51

      leia meu comentário acima, por favor...