Luana Tolentino
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Mulheres violadas 23/Jul/2014 às 09:52
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Ter de agachar, nua, para ser revistada é inadmissível

"Acham que somos culpadas por eles estarem lá". Revistas vexatórias torturam mulheres e crianças, física e psicologicamente

revista vexatória brasil
Revista vexatória trata inocentes como culpados (Reprodução)

Luana Tolentino*, Viomundo

No domingo passado, a caminho da casa da minha avó, passei em frente a Penitenciária Dutra Ladeira, localizada no município de Ribeirão das Neves/MG. Sob o sol do meio-dia, uma imensa fila de mulheres – jovens e idosas -, e algumas crianças aguardavam o momento de entrar em mais um dia de visita. Muitas estavam lá desde às cinco da manhã.

Outra fila se formava nas imediações da Dutra. De ônibus e carros. Motoristas diminuíam a velocidade gradativamente para verem de perto as mulheres que, cheias de sacolas nas mãos, contornavam o muro do presídio. Pareciam estar diante de um verdadeiro zoológico humano, tal qual ocorria na Europa no final do século XIX. Sem qualquer tipo de proteção, a elas eram dirigidos olhares carregados de fetichismo, desprezo e escárnio.

VEJA TAMBÉM: “Mulher que posa para fotos íntimas não cuida da moral”

Se do lado de fora a espera é longa, do lado de dentro da penitenciária, mulheres e crianças são condenadas pelo “crime” de ter parentesco com os detentos.

Como pena, são submetidas a revistas vexatórias, que violam os seus corpos e ferem a sua dignidade. Uma garota, a quem chamarei de G.C. , me contou que são obrigadas a se despir por completo, fazer agachamentos e abrir o ânus e a vagina com as mãos para provar que não portam drogas, armas ou chips de celulares. Tudo sob o olhar de agentes penitenciárias e das crianças. Uma verdadeira afronta à Constituição com a conivência do Estado.

Com autorização de G.C., cujo pai e namorado estão encarcerados, reproduzo o que ela me relatou:

A visita é humilhante. Você entra numa sala com uma agente penitenciária. Daí, tira a roupa toda e agacha três vezes. Depois, deitamos em uma maca e abrimos as pernas. Fazemos força, é força mesmo. Eu chorava depois disso. Tínhamos que abrir a boca para elas verem se não tinha nada escondido. Depois soltar o cabelo. Eu chegava no pátio para ver o meu namorado chorando, pois [as agentes] acham que somos culpadas por eles estarem lá. Elas olham a comida perto do lixo. Cortam o biscoito todo e ainda por cima ficam reclamando, pois enchemos as vasilhas. Só sabemos se o preso está de “castigo” ou foi transferido na hora, pois eles não ligam para avisar.

Ao reler essas palavras, fui tomada por uma sensação imensa de impotência. O que fazer diante de tamanha violência?

Não tenho a vaga noção do que é passar por tudo isso. Meu pai, meu irmão, meus amigos não estão presos. Minha mãe também não. Minhas irmãs já se foram. Não tenho filhos. Jamais cruzei os portões de uma casa de detenção. O mais próximo que cheguei desse universo foi através da leitura de alguns artigos da antropóloga Alba Zaluar e de “Estação Carandiru”, livro do médico Dráuzio Varela. Ouvindo “Diário de um detento”, dos Racionais Mc’s, pude imaginar. Somente imaginar… Porém, nada disso impede que eu fique indignada diante de tamanha violência e opressão.

Em busca de algo que sinalizasse uma esperança, mesmo que remota, de reversão dessa situação degradante vivenciadas pela garota e pelas mulheres e crianças da fila, descobri que, segundo dados da Organização Rede Justiça Criminal, no Estado de São Paulo, entre 2010 e 2013, de cada 10.000 visitantes, apenas 0,03% portavam itens considerados proibidos. Tais números revelam que o objetivo dessas práticas além de humilhar as mulheres, é inibir as visitas, uma vez que muitas desistem de visitar seus filhos e companheiros para não terem que passar por esse tipo de abuso.

Descobri que aguarda votação na Câmara dos Deputados o projeto de lei de autoria da senadora Ana Rita (PT-ES), que proíbe a realização de revistas vexatórias. Um alento!

Descobri ainda que a Rede Justiça Criminal lançou uma campanha nacional contra as revistas íntimas nos presídios. Através do seu site é possível enviar mensagens ao presidente do Congresso, senador Renan Calheiros, solicitando que o projeto de lei seja aprovado com urgência.

Descobri também que, além de lamentar e me indignar, podemos participar, exigir o fim dessas revistas degradantes e desumanas, como outras pessoas e grupos já fazem.

G.C., talvez você não leia esse texto, mas ele é para você, que generosamente partilhou comigo memórias tão íntimas e dolorosas. É para todas as mulheres e crianças que eu vi na fila na porta da penitenciária. Para todas as mulheres que, pelo fato de terem seus companheiros, filhos ou amigos reclusos atrás das grades, são torturadas física e psicologicamente. Para as mulheres que todo domingo têm a sua condição humana negada.

Luana Tolentino é professora e historiadora. É ativista dos movimentos negro e feministas.

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Comentários

  1. Rogerio Postado em 23/Jul/2014 às 10:32

    Sem essas revistas será mais fácil levar celular e arma pra cadeia. Deixa como está. É necessário e não mata nem arranca pedaço.

    • GisLene Lage Postado em 23/Jul/2014 às 11:07

      Rogerio, concordo com você. Com tanta revista ainda existe muitos visitantes que entram nos presídios com celulares, drogas, etc. Luanna Tolentino que me desculpe! Mas, procurou conhecer também o outro lado de inúmeras "mulheres de detentos"? As que usam suas crianças para entrar nos presídios com objetos? Já ouvi caso de mães que inserem objetos em suas filhas, pequenas crianças que merecem nosso respeito. É muito triste! Chorei! Falta de humanidade! Concordo em partes. A revista é sim muito humilhante! Tive a oportunidade e curiosidade de ouvir os dois lados. Quando ouvimos o outro lado, temos a certeza que é necessária! Por que não pensar antes de entrarem no mundo do crime no sofrimento dos pais, filhos, familiares? Porque não fazer uma campanha contra o crime em cima deste tema?

      • luis Postado em 23/Jul/2014 às 12:43

        Inumeras? 0,03% são inumeras? concordo com a revista,mas n deste tipo

      • André Postado em 23/Jul/2014 às 12:45

        Como se a maior parte das drogas e dos celulares não viessem dos próprios funcionários do presídio. E falo isso pois já trabalhei em um.

      • Maria Izabel Postado em 24/Jul/2014 às 11:05

        Rogério e GisLene Lage e o lado que vcs vê é apenas o racional claro que existi mulheres que carregam drogas em seus corpos ou ate usam seus bebes p tal crime porem vale lembrar a vcs que ficou provado que p cada 10 mil em apenas 2% ou 3% são encontrados ilícitos e ainda e prisão não é p colocar um fim nas revistas pois isso de fato facilitaria a vida dos transgressores que se aproveitariam mais é p que o governo implante outro sistema pois não é possível estarmos vivendo no século 21 no mundo todo informatizado e mulheres serem obrigadas a expor seus corpos nus simplesmente prq o estado e a união não querem investir p modificar esse sistema que ja anda falido a décadas quarto a questão colocada por vc GisLene Lage do prq não fazer campanha p acabar c o crime prq p isso temos que contar tmbm com o estado união é sociedade pois esse assunto é um dilema quando se fala sobre penitenciaria presos ou família a sociedade so pensa em julgar não entendem que é por causa do pré julgamento que vem a ausência de modificação p q assim possamos trabalhar em prou do basta a violência . é isso

    • Renan Postado em 23/Jul/2014 às 23:53

      Você acha que são os visitantes que levam armas e celulares para as penitenciárias? Se você realmente acha que são os visitantes, eu sinto pena de você.

  2. Rogerio Postado em 23/Jul/2014 às 10:32

    Sem essas revistas será mais fácil levar celular e arma pra cadeia. Deixa como está. É necessário e não mata nem arranca pedaço.

    • Ana Caroline Postado em 23/Jul/2014 às 10:58

      com certeza. Já tive um familiar preso e passei por essa revista. é constrangedor, mas é o único jeito de evitar que entrem mais ainda, coisas proibidas. e mesmo com essa revista, vi muitas mulheres serem pegas na revista, tentando levar algo. o Brasil não tem dinheiro para instalar um raio-x em cada presídio e cadeia.

      • Liu Liu Postado em 27/Jul/2014 às 00:42

        O Brasil tem dinheiro de sobra para raio-x em presídios. Mas n importa para os políticos isso. As drogas, armas e celulares não entram,nas prisões, com as visitas... Quem tem dinheiro, consegue o que quer...

  3. Thiago Teixeira Postado em 23/Jul/2014 às 10:53

    Vexatório é o que esses sem vergonhas fazem com família ao partir para o crime e trazer seus parentes para dentro da cadeia. E tem mais, as penitenciarias fazem toda essa humilhação com os visitantes, a OAB deu imunidade para os advogados (as) não serem revistados e por outro lado entra geladeira, televisão, freezer, mesa de sinuca, geladeira horizontal ...

  4. Rita Postado em 23/Jul/2014 às 10:57

    Desagradável, deprimente, mas necessário. Muitas pessoas levam celulares, armas e drogas. Pagam as honestas e decentes pelas erradas, mas deixem como está.

    • Amanda Postado em 25/Jul/2014 às 11:12

      Rita, para que apreendam celulares e drogas, existem as máquinas de RaioX que, em alguns presídios, é utilizada. Assim, as mulheres não precisam ficar nuas e muito menos abaixarem, sentarem em bancos gelados, abrirem as pernas.... As carcereiras geralmente pedem para as mulheres fazerem força, como se fossem fazer xixi e, muitas vezes, elas acabam por fazer e vão visitar seus pais, irmãos, maridos, namorados, filhos... sujas, urinadas. Talvez você pense assim pq nunca teve a infelicidade de ter um ente querido nessa situação e, Deus permita que você nunca passe por essa situação.

  5. Rodrigo Postado em 23/Jul/2014 às 11:20

    (Outro Rodrigo) Claro que a proporção é outra, infinitamente menor, mas, sempre que vou ao Forum Federal, tenho de tirar objetos metálicos e apresentá-los ao segurança, por vezes retornar e tirar mesmo relógio e buscar moedas nos bolsos. Colegas Advogadas, por vezes, precisam abrir bolsas, mesmo "constrangimento" pelo qual passam as partes (no caso do Forum Federal, muitas das vezes idosos, deficientes físicos, em processos contra o INSS). E fazemos tudo isso também em bancos, sendo realmente algo incômodo, sendo, reconheço, muito vexatório ter de ser submetido, nu, a revista, que reclama mesmo o agachamento (muitos inserem objetos no ânus e vagina, como vemos diuturnamente na imprensa). Tal em função de parte dos familiares, por pressão de terceiros ou por vontade deliberada, insistir em levar celulares, drogas e objetos outros, proibidos no sistema carcerário, a revista tendo de ser isonômica, ou seja, em todos, indistintamente, sob pena de termos ainda mais insegurança (para detentos, familiares e servidores públicos), sendo algo necessário, em que pese vexatório.

  6. Adalberto Postado em 23/Jul/2014 às 11:29

    "Só sabemos se o preso está de “castigo” ou foi transferido na hora, pois eles não ligam para avisar." Queria agora que agente penitenciario trabalhasse de secretario de bandido?

    • Thiago Teixeira Postado em 23/Jul/2014 às 12:25

      É complicado Adalberto, pois há um custo de deslocamento de familiares até a penitenciária que muitas vezes ficam em outra cidade. Há tantas ferramentas que podem ser utilizadas, você pode achar piada, mas temos e-mail, twiter, sites, onde poderia rolar uma listagem semanal dos inaptos a receberem visita.

      • Adalberto Postado em 23/Jul/2014 às 19:09

        Tens razão, só achei cômico por esta ser uma preocupação mínima comparada as restantes no texto, e também por que felizmente nunca estive no lugar dessas pessoas... Mas não é possível ligar para a penitenciária e pedir informações?

    • Maria Izabel Postado em 24/Jul/2014 às 11:10

      Adalberto meu caro é por causa de pessoas arrogantes e insensíveis como vc que o Brasil é um verdadeiro retrocesso

  7. Bruno Silva Postado em 23/Jul/2014 às 12:08

    Acredito que a revista seria desnecessária se tivessemos aquele sistema onde os presos recebem visitas através de um vidro. Nos casos de visita íntima a revista não deve ser dispensada. Vale lembrar que os advogados não passam por este tipo de revista o que só piora as coisas.

    • Rodrigo Postado em 23/Jul/2014 às 14:01

      (Outro Rodrigo) Realmente, Bruno, há colegas de péssimo caráter, que acabam se valendo de uma prerrogativa para o fim de cometer crimes. Precisa ser revista essa situação.

  8. Pereira Postado em 23/Jul/2014 às 12:17

    #vitimismopuro

  9. Thiago Teixeira Postado em 23/Jul/2014 às 12:30

    Se eu fosse governador, jogaria todos os detentos numa planilha de excel com nome, idade, profissão, escolaridade, data de prisão, data prevista para saída, e tenho certeza que uns 20%, fácil, seria possível introduzir em programas de mutirão, manutenção de rodovias, bocas de lobo, capina, reforma de escolas, hospitais, da própria penitenciária, além de existir muitos profissionais que poderiam colaborar ainda mais em suas respectivas funções. Existe programas similares, mas muito timidamente. Basta vontade política.

    • Beto Postado em 23/Jul/2014 às 19:16

      Thiago Teixeira, grande ideia, não sei como ainda não é feito! Ajudaria a pagar sua estada no presídio e a juntar dinheiro para seu futuro fora do mesmo

    • poliana Postado em 24/Jul/2014 às 09:39

      thiago, o termo é exatamente esse: VONTADE POLÍTICA! sem ela, nada vai pra frente..é por isso q a pena no brasil n ressocializa ninguém! muito triste! com pekenas atitudes, melhoraríamos incrivelmente o nosso sistema carcerário! mas como isso n acontece, taí a triste realidade desse setor!

  10. glauber Postado em 23/Jul/2014 às 14:31

    é fácil falar em vitimismo quando não somos nós os atingidos! passam por tanta humilhação e cada vez mais vemos que os presos recebem todo tipo de objeto ilícito por outras formas (por meio de advogados, corrupção de funcionários) é uma vergonha ainda ocorrer essa prática medieval no país e ver que ainda encontra apoio em parte da população! lamentável!

    • carlos Postado em 23/Jul/2014 às 19:30

      Medieval é o modo como a sociedade é tratada por esses vagabundos, que matam o trabalhador porque ele não tem ou tem pouco dinheiro no bolso. Concordo que os familiares não precisam ser submetidos a essas revistas e acho que isso é simples de resolver: é só não irem pra fila.

  11. Eduardo Benatti Postado em 23/Jul/2014 às 14:53

    A menos que instalem máquinas de Raio-X como a de aeroportos internacionais, não tem outro jeito.

  12. leticia Postado em 23/Jul/2014 às 16:46

    triste mas o dinheiro compra tudo ate policial ;deveriam fazer isso também com a policia

  13. Lucia Reis Postado em 23/Jul/2014 às 18:16

    No meu livro Vidas Profanas há um conto em que retrato essa realidade humilhante, que vim a conhecer como trabalhei como estagiária no Departamento do Sistema Penitenciária e olhem, que naquela época as visitantes não precisavam ficar nuas. Acho que isso é um detalhe de sadismo totalmente desnecessário. Ninguém guarda arma no ânus ou na vasilha, quanto a ocultar drogas, ora, ora, os próprios guardam se encarregam de fornecer. Eles não querem é concorrência. Falemos a verdade. O que fazem com os familiares dos presos é um verdadeiro abuso contra a dignidade humana.

  14. Rosangela Postado em 23/Jul/2014 às 18:30

    Fácil pra quem nao esta do outro lado do inferno dizer que é vitimismo! Cresci numa familia decente, porém havia um ovelha negra. Pergunte a uma maë se ela abandona seu filho mesmo que ele fora pego em um assalto a banco? Acompanhava minha avó à Casa de Dentenção em SP todos malditos domingos desde as minhas primeiras lembranças de infância. No inicio por ser criança nao percebia as coisas tais como: Reviravam a comida que ela preparava na madrugada, abriam todos os cigarros e cheiravam, mantimentos tinham que estarem dentro de sacos transparentes ( os desavisados ganhavam um sacola suja), bolo de aniversario era espetado varias vezes até parecer uma peneira. Bem esta revista era feita depois de umas 2 horas de fila. Após isto chegava a hora da revista intima... Com o passar dos anos eu entrei na adolecência e então pude sentir toda raiva que os domingos me traziam. Ao entrar naquele quarto fétido tiravamos as roupas eu e minha vó de 60 anos. Todos os procedimentos abaixa 2 vezes de frente e tras, colocavam um espelho pequeno entre nossas pernas, mexiam nos cabelos, batiam nas roupas e caso tivesse menstruada vc era obrigada a trocar o absorvente na frente da funcionária (acho que esta era a pior parte). Bem depois vc tinha que se vestir em 10 segundos e sair. Odiava aquilo, mas nao tinha voz ativa para dizer que eu nao queria ir...acompanhava a minha avó por respeito e tb pq nao assumir por pena. Ela somente estava sendo mae...bem eu nao morri e nao fiquei com traumas. Ela faleceu e eu nao voltei mais ao presidio e sabe que quando eu tive a noção que os domingos pertenciam a mim depois de 16 anos, eu me senti aliviada!?

  15. carlos Postado em 23/Jul/2014 às 19:25

    Os comentários feitos até agora sugerem que ninguém aguenta mais artigos feitos para defender interesses de marginais e muito menos aqueles que criminosamente usam os familiares desses bandidos para tentar despertar alguma compaixão na sociedade, esta sim vítima da falta de uma legislação séria sobre o assunto.

    • Maria Izabel Postado em 24/Jul/2014 às 11:22

      Carlos o lado que vc vê é apenas o racional claro que existi mulheres que carregam drogas em seus corpos ou ate usam seus bebes p tal crime porem vale lembrar a vc que ficou provado que p cada 10 mil em apenas 2% ou 3% são encontrados ilícitos e ainda e pressão não é p defender bandido e nem colocar um fim nas revistas pois isso de fato facilitaria a vida dos transgressores que se aproveitariam mais é p que o governo implante outro sistema como por exemplo os de aeroportos pois não é possível estarmos vivendo no século 21 no mundo todo informatizado e mulheres serem obrigadas a expor seus corpos nus simplesmente prq o estado e a união não querem investir p modificar esse sistema que ja anda falido a décadas quarto a questão colocada por vc GisLene Lage do prq não fazer campanha p acabar c o crime prq p isso temos que contar tmbm com o estado união é sociedade pois esse assunto é um dilema quando se fala sobre penitenciaria presos ou família a sociedade so pensa em julgar não entendem que é por causa do pré julgamento que vem a ausência de modificação p q assim possamos trabalhar em prou do basta a violência . é isso

    • André Postado em 24/Jul/2014 às 20:34

      Falou bem: defender interesse de marginal. É o que mais fazem hoje em dia.

  16. Daniel Fernandes Postado em 23/Jul/2014 às 23:21

    Tinha que ser feminista para escrever um texto desses! Pede dignidade apenas para mulheres e crianças numa situação onde homens também sofrem grave constrangimento. Mesmo que sejam em número menor nas visitas, mas eles também precisam ter seus direitos respeitados. Tenhamos compaixão pelo SER HUMANO, sem preconceito de gênero. Sou a favor do uso de raio-x e tudo mais de tecnologia eletrônica disponível, mesmo que caro, inadmissível é pessoas sendo humilhadas dessa forma.

  17. Antonio Carlos Tavares Postado em 24/Jul/2014 às 10:24

    Alguém tem que pagar pelo vagabundo lá, sou eu é você e é os familiares deles, não quer passar vexame, eduque seu filho para não ser o próximo a passar por isso.

  18. Fabricio Devechi Postado em 24/Jul/2014 às 17:02

    Puxa vida, não consigo sentir pena de quem tem que passar por essas revistas...Além disso, se formos colocar os problemas por ordem de prioridade, vamos resolver o problema da segurança e da justiça, pois grande parte desses presos estão lá por terem causado um estrago irreversível à sociedade.

  19. Márcia Postado em 11/Aug/2014 às 16:53

    É um absurdo que vejam os presos como animais . mas absurdo ainda são os comentários de pessoas do tipo " absurdo é que esses bandidos fazem com nós trabhadores " fala serio o que as familias tem haver se um ente querido fez algo errado. . . Isso é um absurdo um desrespeito com nós mulheres sinceramente nenhuma pessoa deveria ser submetida a tal humilhação . o governo sim deveria criar cegonha na cara e da ao nosso povo vida digna e nos livrar de tal constrangimento. Eu como mulher já acho constrangedor abrir as pernas para um ginecologista que dirá passar por isso ... Não sente pena Fabrício ? Não sente pena porque não é você abrindo o rabo pra um agente pp penitenciário que esta te olhando com deboxe simplesmente porque foi visitar um bandido . bandido que é da família. Imagina só se eu ia querer minha mae minha irma passando por isso só pela segurança ... Que se dane pois então se for por isso os próprios guardas devem passar por tal constrangimento. Pois em geral maioria dos casos quem levam esses objetos pra dentro dos presídios . Que tipo de pessoa desumana não sente pena dessas mulheres? Haaa claro os homens.