Redação Pragmatismo
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Palestina 25/Jul/2014 às 18:29
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Mortos passam de 800 na Palestina e até EUA pedem cessar-fogo

Após mais de 800 mortes, EUA pedem fim do banho de sangue na faixa de Gaza. Urgência foi despertada pela morte de 15 adultos e crianças em escola da ONU, que chocou até os maiores aliados de Benjamin Netanyahu

israel gaza

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, pressionou líderes regionais a firmarem um cessar-fogo em Gaza nesta sexta-feira, após o número de civis mortos ter disparado, ameaçando espalhar o banho de sangue entre israelenses e palestinos para a Cisjordânia ocupada e também Jerusalém.

Com Israel e combatentes islâmicos do Hamas apresentando termos aparentemente irreconciliáveis para uma trégua, a qual mediadores esperam que comece antes de uma celebração religiosa muçulmana na semana que vem, Kerry fez diversas ligações do Egito, enquanto seus auxiliares deixaram claro que sua paciência estava se esgotando.

A urgência foi causada pela morte, na quinta-feira, de 15 pessoas em uma escola da ONU onde civis buscam abrigo, no norte da Faixa de Gaza, em um ataque que as qual autoridades locais atribuíram à artilharia de Israel.

Israel disse que suas forças sofreram ataques de guerrilheiros palestinos na área da escola e revidaram fogo, e acusou o Hamas de evitar que qualquer remoção de civis fosse realizada.

Autoridades de Gaza disseram que ataques de Israel mataram 27 pessoas nesta sexta-feira, incluindo o chefe de mídia do Jihad Islâmico, aliado do Hamas, e também seu filho. Assim, o número de mortos palestinos em Gaza em 18 dias já totaliza 819 pessoas, a maioria civis.

Na Cisjordânia ocupada, onde o presidente palestino, Mahmoud Abbas, que tem o apoio dos EUA, governa em uma incômoda coordenação com Israel, cerca de 10 mil manifestantes marcharam em solidariedade com Gaza durante a noite, uma escala que relembra revoltas do passado.

Manifestantes foram até um ponto de controle de Israel, atirando pedras e coquetéis molotov, e médicos palestinos disseram que uma pessoa morreu a tiros e 200 ficaram feridas quanto as tropas abriram fogo.

Nesta sexta-feira, a polícia paramilitar israelense ficou em estado de alerta para quaisquer ocorrências na mesquita mais importante de Jerusalém durante as orações para a etapa final do mês sagrado muçulmano do Ramadã.

Yitzhak Aharonovitch, ministro da polícia de Israel e membro do gabinete de segurança, disse estar realizando diversas consultas sobre como conter as crescentes hostilidades. “Temos uma noite muito difícil”, disse ele à rádio do Exército de Israel. “Espero que consigamos passar bem o dia hoje.”

Israel perdeu 32 soldados em Gaza por conta de um avanço terrestre cujo objetivo oficial é destruir dezenas de túneis utilizados para a infiltração de combatentes do Hamas, que ameaçam vilas ao sul do país assim como bases do Exército.

Três civis foram mortos em Israel por ataques de foguetes e morteiros vindos de Gaza – disparos que aumentaram no mês passado depois da repressão militar israelense contra ativistas do Hamas na Cisjordânia. Esses projéteis desencadearam a ofensiva de Israel contra Gaza em 8 de julho.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deve reunir seu gabinete de segurança nesta sexta-feira para discutir uma trégua humanitária limitada sob a qual o movimento palestino estaria livre para permitir ajuda às pessoas, assim como a retirada de mortos e feridos.

O líder do Hamas, Khaled Meshaal, havia expressado, na quarta-feira, apoio a trégua humanitária, mas apenas se Israel aliviasse as restrições impostas ao 1,8 milhão de habitantes da Faixa de Gaza.

O Hamas também quer que o Egito abra suas fronteiras com Gaza, e tem exigido que Israel liberte centenas de prisioneiros detidos na Cisjordânia no mês passado após o sequestro e assassinato de três estudantes seminaristas judeus.

Essas concessões, no entanto, pareciam improváveis, considerando que tanto Israel quanto o Egito consideram o Hamas como ameaça à sua segurança.

(Atualização)

Israel rejeita cessar-fogo dos EUA, mas aceita trégua de 12 horas com Hamas

Israel e o Hamas, grupo palestino que controla a Faixa de Gaza, concordaram nesta sexta-feira (25/07) em cumprir uma trégua humanitária de 12 horas proposta por Estados Unidos, Egito e ONU (Organização das Nações Unidas). A pausa nas hostilidades entra em vigor às 7h locais (1h do sábado).

Apesar do premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ter aceitado a breve trégua, horas antes, o Conselho de Segurança israelense (órgão político que congrega ministros e membros do gabinete do premiê) havia rejeitado a iniciativa de um cessar-fogo mais duradouro apresentado no Cairo pelo secretário de Estado norte-americano, John Kerry, enviado ao Oriente Médio a pedido expresso do presidente Barack Obama.

(Reuters- Reportagem de Ori Lewis em Jerusalém, Noah Browning em Gaza, Arshad Mohammed, Yasmine Saleh e Shadia Nasralla no Cairo)

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Comentários

  1. Leandro Postado em 25/Jul/2014 às 18:36

    800? Na minha região já passou disso faz tempo, aqui no Brasil.

    • Souza Cantarelle Postado em 25/Jul/2014 às 19:14

      E aqui em Fortaleza? Mataram 40 no ultimo fim de semana da copa. Certo que o Brasil se comove, mas devia se comover com os de dentro. Ou aquele pobre coitado que morreu na porta do hospital torna-se tão vítima quanto o povo palestino. Aí vai fuçar o nariz onde não é chamado e leva uma resposta daquelas. Aff que Brasil tosco.

    • luiz mattos Postado em 25/Jul/2014 às 19:59

      Que grande coração você possui.

    • Thiago Teixeira Postado em 25/Jul/2014 às 20:43

      Estamos falando de guerra. Violência urbana são males de qualquer país do mundo. Está comparando Quilograma com Hertz.

      • Leandro Postado em 25/Jul/2014 às 21:47

        Males que Israel não possui por sinal basta estudarem. Exatamente estamos falando de guerra e Israel tem o direito de se defender.

      • eu daqui Postado em 28/Jul/2014 às 13:13

        Direto de se defender não é absolutamente sinonimo de cometer genocídio.

    • Thiago Moreira Postado em 25/Jul/2014 às 23:25

      Que comentário nojento. Que nojo desta pessoa.

    • Thiago Postado em 26/Jul/2014 às 16:18

      O direito à defesa NÃO SE ESTENDE À ATAQUES À ESCOLAS DA ONU, onde abriga-se crianças e funcionários neutros. Isso não é defesa - é massacre. Quer você concorde ou não com a existência do território palestino, o que o governo de Israel está fazendo é massacres a áreas que por convenção (sabe aquela "levemente incômoda" de genebra? É, aquela que diz que igrejas e escolas são territórios neutros, onde abriga-se crianças, mulheres, e médicos? Pois é, né) são neutros, intocáveis. Israel está cometendo CRIMES DE GUERRA. Não importa se você reconhece o estado palestino. Israel é um dos signatários da convenção de genebra, e está quebrando-a.

    • eu daqui Postado em 28/Jul/2014 às 13:14

      A região de um nazissionista só poderia ser violenta. Vc esperava o que?

  2. Souza Cantarelle Postado em 25/Jul/2014 às 19:52

    EUA + UE = impunidade à Israel. Abrass.

  3. luiz mattos Postado em 25/Jul/2014 às 19:59

    Hitler morre de inveja dos sionistas. Palestino exerce o sagrado direito de resistir ao invasor.Palestino não é terrorista é resistente!

    • Leandro Postado em 25/Jul/2014 às 21:48

      Invasor? Existe estado Palestino?

      • Daniel Postado em 26/Jul/2014 às 16:22

        Vai estudar um pouco de historia cara, quando da criação de Israel viviam milhões de palestinos naquela região que foram expulsos de suas casas e desde então vivem como refugiados. Pra quem diz que Israel foi desde sempre foi atacado pelos paises arabes, é pq desde o inicio a divisao dos territorios foi injusta (metade do territorio para algumas centenas de milhares de judeus e a outra metade para alguns MILHOES de palestinos). E Israel desde então não parou de anexar mais terras. O Hamas é uma organizaçção terrorista e todo mundo sabe, mas Israel é um estado com todos os direitos e deveres de qlq outro e esta promovendo uma matança em Gaza. Se vc acha justificavel bombardear a esmo escolas e hospitais para caçar esses mesmo terroristas, vc é doente cara.

      • Denisbaldo Postado em 26/Jul/2014 às 20:28

        O Estado Palestino existe muito antes do Estado de Israel, somente não foi reconhecido pela ONU (EUA). Eles têm povo, território e governo. Só não dão a soberania a eles, por que será? Lembra do tratado de divisão de territórios de 1967 em Camp David? Israel já não aceita mais este acordo. Sempre querem mais, até o extermínio total.

      • Thiago Teixeira Postado em 28/Jul/2014 às 09:39

        Não tem estado Palestino .. tá. E ai? Mata todos eles então?

      • Jose Postado em 28/Jul/2014 às 12:25

        Nunca existiu ! Palestina é uma região... Gold Meir, uma ex Primeira Ministra de Israel deu uma declaração uma vez, dizendo que também era Palestina.

      • eu daqui Postado em 28/Jul/2014 às 13:15

        O direto à terra não está condicionado à existencia de um estado.E quem comete genocídio perde a razão e todos os direitos.

    • Ernani Postado em 28/Jul/2014 às 11:51

      Israelenses e Palestinos matam crianças e pessoas inocentes, ambos são terroristas. Um abraço.

  4. pablo Postado em 26/Jul/2014 às 00:22

    Sempre existiu Palestinos. The Histories de Herodotus já fala dos Palestinos no Séc V antes de Cristo. O que nunca existiu foi os israelenses, que é criação sionista do século passado. Estado de Israel em nome não dá direito de invadir a terra dos outros e criar um estado de apartheid.

  5. Vinícius Nepomuceno Postado em 26/Jul/2014 às 16:43

    Quero começar deixando claro que sou incondicionalmente a favor do direito a que tem o povo judeu de possuir um território, de viver em paz e de se constituir como uma nação de fato....quero deixar isso claro, para diferentemente de como em outros debates, não ser acusado de não reconhecer a soberania do estado de Israel. Há de se deixar claro também que uma coisa é ser antissemita ( sentimento o qual repudio), até porque o próprio povo árabe palestino também são semitas assim como são os judeus....outra bem distinta é ser contra a política terrorista e assassina promovida pelo movimento sionista, movimento esse que em boa parte é formado por meros europeus (ou descendentes) convertidos a religião judaica. A história daquela região é bastante complexa, sendo fato que os judeus vindos do Egito a conquistara por volta de 1.200 A.C. (isso mesmo, CONQUISTARAM!), passando a região a partir de então ser alvo de sucessivas dominações de povos estrangeiros tais quais os babilônios, romanos, bizantinos, árabes, entre outros....até o ponto em que foi dominada pelo império turco que, durante a primeira guerra mundial optou por lutar ao lado da Alemanha sendo por sua vez derrotados e passando então a região a ser controlada pela Grã-Bretanha, através de outorga da Liga das Nações. Portanto senhores, nota-se, verificando o contexto histórico do local, que qualquer argumento que sustente a ideia de Israel ser dono por direito dessas terras é de natureza meramente bíblica, pois foi (bíblia) quem única e exclusivamente concedeu o``título de propriedade`` aos judeus....a história foi passando até que eclode a Segunda Grande Guerra Mundial, que após o seu fim vem a revelar ao mundo o horror nazista e a barbárie conhecida como holocausto, que vitimou milhões de judeus através de práticas desumanas e cruéis....eis que ganha força o movimento que reivindica um território para o povo judeu e paralelo a ele, centenas de judeus espalhados pelo mundo começam a migrar para a região da Palestina. Como resultado de toda essa movimentação, a ONU, pressionada por potências internacionais e pelo lobby judeu (que vale ressaltar, corrompeu e ou ameaçou diversas delegações diplomáticas para cooptar os votos necessários na ONU para a criação do estado) entra em ação e decide pela divisão da Palestina, o que acaba resultando em dois erros cruciais. Primeiro, ao criar o estado judaico, por consequência, força a expulsão de diversos palestinos de suas casas o que acaba por gerar uma onda de migração dessas famílias para países vizinhos, países esses onde tais imigrantes não são bem recebidos o que acaba por gerar diversos problemas aos palestinos refugiados....e o segundo e mais importante erro, a forma desonesta e injusta como foi feita a partilha do território, onde uma maior parte foi entregue há uma minoria de judeus aos passos que os palestinos, em maior número, ficaram com um parte menor do território que era seus por direito. Vocês poderiam imaginar resultado diferente do acontecido para essa combinação esdrúxula? Eu não, eis que os palestinos e os países árabes não aceitam a criação de tal estado e deflagram a primeira guerra árabe-israelense, guerra essa na qual Israel subsidiado pelas potências mundiais à época anexam, pasmem, cerca de 75% do território que haviam sido destinado pela ONU aos palestinos ( aumentando ainda mais o numero de refugiados).....passando então Israel a deter todo o controle sobre a vida dos árabes, os recursos hídricos, a soberania, etc....Daí eu pergunto, um povo que tem suas fronteiras e soberania violadas, seu território usurpado, que vive em condições que fazem lembrar um campo de concentração a céu aberto como é Gaza - onde tudo é racionado-, que tem seu povo assassinado constantemente por uma das mais poderosas forças armada do mundo e ainda assim, devemos rotular e minimizar o movimento de resistência palestino como mero grupo terrorista ou afins? É ser muito simplista, não? O Hamas é um movimento de resistência legítimo contra uma das mais bárbaras agressões institucionalizada já registada na história, movimento esse que se utiliza de meios injustos para reagir há uma também injusta, intensa e brutal opressão e expansão sionista. E mais, querer colocar na mesma balança e em pé de igualdade um grupo que conta com armamento quase que artesanais como o Hamas e umas das maiores potência militares do mundo, que tens em seu arsenal aquilo que há de mais moderno e letal em matéria de destruição, é muito desigual! O que acontece nesse conflito se trata de um genocídio velado. Sei que há o sofrimento para ambos os lados (apesar de avassaladoramente desproporcional) que se deve tentar chegar há um equilíbrio entre as partes... todavia, Israel e algumas potências do mundo não tem interesse numa negociação justa e honesta, onde Israel não se arrogue no direito de impor suas vontades e crenças através da força militar, e que algumas potências não mais vejam Israel apenas como um pit bull útil para zelar por seus interesses na região. Portanto, o desenrolar dos acontecimentos históricos que levaram o povo judeu de remotos tempos atrás a abandonarem as terras a que um dia haviam chegados, é o mesmo que por condições dos acontecimentos preservaram os povos que lá se encontravam até os dias atuais, povos esses que registraram até mesmo o retorno dos judeus que só veio a acontecer após longos 2.000 anos....achar que tens direito há um território fundado no fato de seus ancestrais terem vivido por lá a dezenas de centena de anos atrás ou por motivações bíblicas é muito impreciso e surreal. Defendo sim o direito do povo judeu ter seu território aonde quer que seja, mas, jamais passando por cima dos direitos dos povos locais mediante o uso da força. O povo judeu ao invés de aprender com o holocausto uma lição que jamais deveria se repetir, preferiram entrarem para a história agindo a imagem e semelhança de seus algozes, com tácticas cruéis modernas para tempos modernos. (Vinícius Nepomuceno Lima de Oliveira)

  6. Anselmo Postado em 26/Jul/2014 às 16:45

    A direita que comenta aqui é tão asquerosa que apoia este massacre?! Vocês contra os palestinos, já pensaram em ser seres humanos ao menos uma vez?

    • eu daqui Postado em 28/Jul/2014 às 13:17

      Contra os palestinos, sim. E pro-genocidio, isso é que eu vcs sionistas são ao justificar extremínio com direito de defesa.

  7. paulo correa Postado em 26/Jul/2014 às 17:07

    o estado palestino dificilmente vai existir.por que os judeus sionistas que comandam os grandes as grandes instituições financeiras ocidentais não vão permitir .pois isto vai contra os seus interesses.as armas que são usadas em gaza vão ser vendidas por israel e os estados unidos pois elas mostraram sua eficiência contra seres humanos inocentes.pelo que o estado de israel esta fazendo com o povo palestino talvez as pessoas vão achar que hitler estava certo.

  8. Bismyname Postado em 26/Jul/2014 às 23:01

    Isso aí é para a parte do povinho brasileiro ver - falo dos que criticaram a postura do governo federal brasileiro por repudiar Israel - que até outros países também estão achando absurdo o que os sionistas fazem. O lixo da revista Veja, na matéria do babaca do Reinaldo Azevedo, publicou que era abominável e antiamericano o que o Brasil fez, mas agora até o próprio E.U.A. se pronunciou contra. Quero ver o que esses idiotas falarão agora...

  9. Vando Juvenal Postado em 26/Jul/2014 às 23:13

    Intolerância. https://www.youtube.com/watch?v=8DXNWa1JOdc

  10. Mateus Postado em 27/Jul/2014 às 19:13

    http://veja.abril.com.br/blog/rodrigo-constantino/historia/por-que-as-pessoas-odeiam-israel/

    • eu daqui Postado em 28/Jul/2014 às 13:18

      Nem vou me dar o trabalho de acessar.Muito menos em se tratando de Veja que nunca informa e só doutrina. E também porque todo mundo sabe pq tanta gente odeia Israel.

  11. Renato Cavalcante Postado em 29/Jul/2014 às 15:06

    Por quê o Brasil tirou o Embaixador, tem mesmo a ousadia de perder todo o vínculo com os Israelenses?