Redação Pragmatismo
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Mulheres violadas 02/Jul/2014 às 11:58
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As meninas sexualmente exploradas por apenas R$ 1

Documentário mostra vida de meninas exploradas sexualmente e serve de alerta. Conteúdo faz referência a meninas que acabaram abusadas por apenas R$ 1, por um pacote de biscoito ou por ofertas como a de uma casa

“Se a esmola é demais, o santo desconfia” é a frase de alerta em campanha da organização não governamental (ONG) contra o tráfico de pessoas 27 Brasil. Para mostrar a realidade das vítimas nas cidades-sede da Copa do Mundo, a ONG produziu o documentário R$ 1 – O Outro Lado da Moeda, com depoimentos de mulheres e meninas enganadas por falsas promessas. De acordo com a organização, a maioria dos 27 milhões de escravizados no mundo é crianças ou jovens.

“O tráfico de pessoas tem várias faces, mas na questão sexual, o início da cadeia é a exploração sexual de crianças e adolescentes”, disse a diretora executiva da 27 Brasil, Tatiane Rapini. “Há casos em que o pai vende a própria filha ou a menina é enganada com falsas promessas, como a de que vai ser modelo”, completou. Pessoas também podem ser traficadas para o trabalho forçado e para a retirada de órgãos, atividades que movimentam US$ 32 bilhões por ano.

A falta de informação sobre a exploração de crianças e adolescentes, que é crime hediondo, aumenta a vulnerabilidade de vítimas. Somada à falta de acesso a políticas públicas, faz com que  “acreditem que podem melhorar de  vida”.  No Brasil, na maioria das vezes, as meninas acabam traficadas para outras regiões do país, não necessariamente para o exterior. O fluxo é maior do Norte e Nordeste para o Sudeste, mas há também do Sul para o Norte.

“Manaus tem um histórico de muitas questões [de exploração], inclusive, nas populações ribeirinhas. Nossas organizações parceiras lá, reportam casos de meninas indígenas que sofrem, são levadas e vendidas, é complicado”, acrescenta Tatiane. Em entrevista à Agência Brasil, a lider Maria Alice da Silva Paulino, da etnia Karapãnam confirmou o problema nas aldeias.

Com a exibição do R$ 1 – O Outro Lado da Moeda em áreas públicas, a 27 Brasil quer alertar as possíveis vítimas e estimular a sociedade a denunciar às polícias, ao Conselho Tutelar ou ao Disque 100. A entidade indica que são os próprios brasileiros o público-alvo da exploração. “É duro dizer isso, mas quem procura essas meninas menores de idade são homens casados, atrás de uma aventura. Ou seja, pessoas normais”, esclareceu Tatiane.

O documentário faz referência a meninas que acabaram exploradas sexualmente por apenas R$ 1, por um pacote de biscoito ou por ofertas como a de uma casa. Já foi exibido em Brasília, no Lixão da Estrutural, em Belo Horizonte, na Fifa Fan Fest e segue em direção a Fortaleza. Chega à cidade-sede da final do campeonato, o Rio, em 11 de julho.

Agência Brasil

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Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 02/Jul/2014 às 12:06

    Isso só vai acabar se os "clientes" forem severamente punidos. Mas quando isso vai acontecer? Nunca, pois nosso judiciário deve estar cheio de papa anjo e jamais nossos políticos irão criar leis severas a eles.

    • Rogerio Postado em 02/Jul/2014 às 13:59

      O judiciário brasileiro só é eficiente pra punir petista.

    • Josué Postado em 02/Jul/2014 às 16:06

      Provavelmente muitos do judiciário devem ser esses clientes. Esse número de 27 milhões é muito triste, malditos tarados. Não sou a favor de pena de morte, mas esses deveriam ser presos e capados.

    • Ana Postado em 02/Jul/2014 às 18:23

      Excelente!

  2. jandiara Postado em 02/Jul/2014 às 16:11

    o que fazer com esses indivíduos, não há punição alguma neste país. tudo tem desculpa, ou era por que não teve oportunidades, ou era por causa das suas condições... todos temos desculpas para delitos bárbaros... psicopatas, são doentes, pedofílicos são doentes, e ninguém faz nada! crimes extremamente bárbaros deveriam tem pena de morte, mas isso é inconstitucional. horrível dizer, mas estamos em uma terra sem leis em que cada um por si e deus por todos :(

  3. mauricio augusto martins Postado em 02/Jul/2014 às 16:22

    Tai uma coisa que nunca devemos "baixar guarda" mesmo em "dias prósperos" sempre haverá doentes, que foram supracitados de "normais" à espreita, cabe a Todos Nós fiscalizar e denunciar, mas somente se houver Absoluta certeza do ilícito...maumau

  4. jeff Postado em 03/Jul/2014 às 03:29

    Olha, sei que o comentário vai ser mal visto, mas é só uma crítica construtiva... Achei o documentário apenas "mais do mesmo" e menos bem feito. Narração irritante que não contribui com aquela voz rouca chata, pouquíssimas entrevistas realmente relevantes. Conclusão mais genérica impossível (só depende de mim, de você e de todos nós... hahaha puta merda). Nem um dado novo e nem uma maneira diferente de mostrar o que todo mundo já sabe. A parte menos chata foi a hora que o "ex"-cafetão fala sobre os valores, mas ainda assim é meio surreal pois cheirou um truque ai por parte dele (não da produção). Tanto documentário que fala disso, tanto filme que explora o assunto de maneiras tão mais interessantes. Sei que, aparentemente, a ideia é ser algo curto, mas só achei que num acrescentou em nada, gastando tempo mostrando uma coisa mó nada a ver (o cara com uma goPro, GoogleGlass ou só uma câmera mesmo atochada na cabeça) no lugar de aproveitar o tempo tentando dar um impacto um pouco diferente. É bom, mas ficou muito a desejar. Mas é bom ver gente se preocupando com o assunto. (ps: prostituição não é crime, afinal, cada um dá o que quiser e cobra o que quiser por isso. o errado é o cara explorar outra pessoa por isso, mas acho delicado isso porque conheço gente que procurou um "agenciador" para conseguir homens mais bonitos e que pagam melhor... ai realmente me dá um nó na cabeça...)