Redação Pragmatismo
Compartilhar
Palestina 12/Jul/2014 às 14:16
11
Comentários

Manifestações de solidariedade à Palestina se multiplicam pelo mundo

Nova York, São Paulo, Sydney. Enquanto Israel continua seu bombardeio na Faixa de Gaza, as manifestações públicas de solidariedade aos palestinos se espalham pelo mundo

palestina livre israel gaza
NY, São Paulo, Sydney: manifestações de solidariedade à Palestina se multiplicam

Em 5 de julho foi em frente à embaixada israelense em Londres, Reino Unido. Em Los Angeles, Califórnia, aconteceu no dia 8, e no dia seguinte, em Nova Iorque. Para o próximo domingo (13), já está agendado em Sydney, na Austrália, e na terça-feira, 15 de julho, em São Paulo, às 19h. Esta última, de maneira simbólica, na Praça Cinquentenário de Israel, no bairro nobre da capital paulista, Pacaembu.

Ao passo em que Israel continua seu bombardeio contra palestinos na Faixa de Gaza, ultrapassando a marca de cem pessoas mortas, em sua vasta maioria civis inocentes (incluindo crianças), o repúdio às ações do governo de Benjamin Netanyahu, assim como do seu exército e das forças de segurança israelenses nos assentamentos ilegais na Cisjordânia, se espalham por todo o mundo.

O estopim para o atual caos na região aconteceu no dia da abertura da Copa do Mundo no Brasil, em 12 de junho, quando três jovens israelenses desapareceram na Cisjordânia. O governo em Tel Aviv prontamente lançou suas tropas para a busca e o resgate dos adolescentes por diversas cidades da Cisjordânia – realizando prisões arbitrárias, invadindo e vandalizando casas, chegando ao cúmulo de incendiar a casa dos familiares de dois suspeitos de terem sequestrado os três jovens israelenses – em uma clara demonstração de “punição coletiva” a todos os palestinos pelos crimes de poucos.

Quando em 30 de junho seus corpos foram finalmente encontrados, tendo sido possivelmente executados por militantes palestinos, a reação israelense foi implacável, tanto do governo, quanto de extremistas. A primeira e mais notória vítima da “vingança israelense” foi o palestino, também adolescente de 16 anos, Abu Khdeir: sequestrado, espancado e queimado vivo.

A partir de então o confronto tomou as ruas com palestinos lançando pedras contra as forças de segurança israelenses que espancavam os manifestantes que protestavam contra o assassinato brutal do jovem Khdeir. O próximo passo foi uma troca de bombardeios entre os militantes do Hamas, em Gaza, e o exército de Israel, do outro lado do “muro da vergonha”.

A total desproporcionalidade de forças entre Israel e o Hamas é óbvia, mas não deveria nem ser levada em consideração, uma vez que um atentado contra a vida humana é sempre o mesmo, seja contra palestinos muçulmanos ou israelenses judeus. Todavia, a incrível hipocrisia da administração Netanyahu – com sua incitação à violência, à impunidade de seus militares e à total falta de consideração pela vida dos civis que estão sendo ceifadas, isola o Estado de Israel do mundo cada vez mais. Não que as autoridades se importem muito com isso, uma vez que é fácil falar grosso tendo os EUA como “irmão mais velho” há mais de 50 anos.

As demonstrações mais claras de que os protestos são contra o governo de Israel e não contra o povo israelense ou judeu se traduzem no próprio repúdio de israelenses e de judeus. O escritor Max Blumenthal, durante o protesto em Nova Iorque de dois dias atrás – primeiro em frente ao consulado israelense e depois em frente à sede da neoconservadora Fox News – discursou que os verdadeiros extremistas eram aqueles que acreditavam em um Estado israelense judeu etnicamente puro.

De qualquer maneira, as autoridades israelenses ainda culpam os próprios palestinos por colocarem civis inocentes na linha de fogo dos bombardeios, provando que jogar a culpa na vítima por ser a vítima é uma marca universal dos opressores.

Vinícius Gomes, Fórum

Recomendados para você

Comentários

  1. Thiago Teixeira Postado em 12/Jul/2014 às 16:12

    É inadmissível em pleno século 21 existir guerras. Palestinos (dispararam 30 mísseis nesta noite) e Israelenses dão aulas de regresso a humanidade, por mais que Israel sejam os intolerantes e revanchistas desproporcionais da história.

    • Elias Postado em 14/Jul/2014 às 07:25

      Não existe reação desproporcional, é que brasileiro não está acostumado com um governo que se importe com ele, no Brasil policial e cidadãos morrem e o governo nada faz, esquerdistas ficam defendendo bandidos o tempo todo, esse país é uma piada perto de um governo de verdade, se alguém entrar em sua casa com uma pedra vc fuzila o indivíduo é desproporcional claro mas é necessário.

      • Thiago Teixeira Postado em 14/Jul/2014 às 12:25

        Governo VÍRGULA. Diz isso pois não conhece os esforços que governos estaduais vem fazendo com a segurança pública, tanto na valorização dos oficiais como na aquisição de equipamentos seja bélicos ou de transporte, o problema está no judiciário e legislativo: https://www.youtube.com/watch?v=qmwfohKb_xc

  2. Luciana Postado em 12/Jul/2014 às 19:10

    Nao acredito no Hamas. Nao acredito em quem usa criancas . mulheres e idosos como escudos humanos. Nao defendo lados, penso que os dois cometeram e cometem erros, mas O hamas eh terrorista. Nao acredito nesses extremistas. Minha simpatia a todos os dois povos que sofrem mas o Hamas nunca aceitou nenhum acordo e estao sempre atacando em terras israelenses.

  3. Aristóteles Postado em 13/Jul/2014 às 10:11

    Parabéns, Cristiano Ronaldo. Eu ainda vou mais além: não dou sequer cumprimentos a assassinos!

  4. Mateus Postado em 13/Jul/2014 às 19:45

    https://www.facebook.com/photo.php?v=478374748973728 Estudem vamos ficar inteligentes, doutrinação de esquerda é pra cabeça mole.

  5. cristiano martins Postado em 14/Jul/2014 às 05:00

    Aí Mateus, só um pequeno toque, qualquer tipo de doutrinação é pra 'cabeça mole". Eu disse, QUALQUER..compreendeste?

  6. Pereira Postado em 14/Jul/2014 às 08:59

    Como se os grupos extremistas fundamentalistas palestinos não quisessem matar todos os israelenses, sejam militares ou civis. Eles só não matam os civis israelenses porque não conseguem, por eles o irã já teria mandado uma bomba atômica em Israel. Quando as vítimas são adolescentes israelenses que foram torturados e mortos aí pode, ta tudo bem. Quando essa cambada de terroristas manda míssil a torto e a direita para israel não tem problema. Esses canalhas terroristas põe mulheres e crianças na linha de combate para se protegerem, é melhor uma criança palestina morrer do que um soldado. Sem contar que essas gangues se escondem com a ajuda da população civil. Ao invés de a população paelstina entregar seus verdadeiros algozes (Fatah,hesbolah e jihad islâmica) para a autoridade israelense, não eles os acobertam por acreditarem em falsas promessas desses maníacos. Parece o tráfico no Brasil, a população ajuda traficantes ao invés de entregá-los para a polícia

    • Pereira Postado em 14/Jul/2014 às 09:02

      Depois que esses psicopatas terroristas põe as crianças e as mulheres como escudo humano, com a maior cara de pau diz que o culpado é israel. O culpado pela violência é sempre esses terroristas malucos que querem o fim do povo judeu. Eles só não exterminam com o povo judeu porque não conseguem.

    • Franco Postado em 14/Jul/2014 às 09:59

      Perfeita a analise, no Brasil é a mesma essas populações de comunidades vivem sobre a lei do trafico e do medo, a polícia entra e eles começam a protestar contra a "violência policial" que salvou centenas de morte que seriam causadas pelo trafico, é a constatação máxima da burrice humana. Entregar traficantes e bandidos eles não fazem, protestar contra bandidos eles não protestam e depois reclama da "violência policial" que é causa justamente do crime no meio deles.

  7. André Postado em 15/Jul/2014 às 09:54

    O Islã não quer a paz e nem a conquista do território de Israel .O Islã quer a morte de todos os Judeus . Se o Israel não quiser mais guerrear e desistir da sua defesa ,o Hamas simplesmente aniquilará isrrael com bombardeios.Ao passo que, se o Hamas quiser paz ,então a paz se estabelecerá. O objetivo do Hamas é matar todos os judeus