Redação Pragmatismo
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Palestina 24/Jul/2014 às 21:12
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Israel contra o mundo e Netanyahu entre os inimigos da humanidade

Sob a desaprovação do mundo, Benjamin Netanyahu prossegue genocídio de crianças e civis na Palestina. Brasil condena ação tresloucada de Israel e ouve de volta que é "um anão diplomático". Resposta rasteira era esperada: sionistas assassinos é que são anões morais

israel hitler milosevic
Benjamin Netanyahu, Adolf Hitler e Slobodan Milosevic (Pragmatismo Político)

Dar as ordens para bombardeios que já mataram mais de 120 crianças, 700 civis e atingiram dois hospitais e por duas vezes uma escola da ONU na Faixa de Gaza fazem descer ao inferno dos inimigos da humanidade o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Com uma fúria típica dos genocidas tresloucados como Adolf Hitler, com quem foi comparado pelo primeiro-ministro da Turquia, o sérvio Slobodan Milosevic, o ugandense Idi Amin Dada e outros, Netanyahu fecha os ouvidos a todos os apelos internacionais e prossegue no ataque covarde contra a população palestina civil.

SAIBA MAIS: Israel rebate críticas do Brasil com comentário ríspido

Disparos israelenses feitos nesta quinta-feira atingiram novamente uma escola da ONU que protegia refugiados palestinos. O número de mortos pode chegar a 15, incluindo crianças e um bebê de um ano de idade, além de 200 feridos. O caso aconteceu em Beit Hanoun, norte da Faixa de Gaza. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se disse chocado com o ataque, que também matou, além de mulheres e crianças, funcionários das Nações Unidas.

Maior aliado no acobertamento dos crimes de guerra de Israel, até os Estados Unidos estão constrangidos com o nível de barbárie praticado por Israel. Todas as regras de guerra foram quebradas, dando aos ataques a marca de um massacre. Tanto é assim que ainda não há nenhuma saída aberta à população civil para deixar o território. As tropas israelenses fecharam todas as fronteiras, tornando comum a situação de não haver lugar seguro para ninguém.

Manifestando uma posição que hoje é global, o Brasil condenou duramente os ataques de Israel. Ao invés de participar de um diálogo de nível civilizado, no entanto, os diplomatas brasileiros ouviram como resposta de representantes de Israel que o País seria um ‘anão diplomático’. A reação tem o mesmo padrão rasteiro da política externa do regime sionista israelense, esse sim um verdadeiro anão moral.

No Brasil, infelizmente, vozes isoladas da grande mídia e de setores conservadores procuram emprestar, como se fosse possível, alguma legitimidade ao morticínio de indefesos que está em curso na Faixa de Gaza sob um pretexto esfarrapado de tapar túneis transfronteiriços. Na verdade, o que está em curso é mais uma etapa da limpeza étnica que Israel promove desde a sua criação como Estado contra o povo palestino.

VEJA TAMBÉM: Apenas 1 país votou contra a investigação do Massacre de Israel na Palestina

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Comentários

  1. Salomon Postado em 24/Jul/2014 às 21:24

    Trata-se de uma verdadeira aberração. A convicção de superioridade de Israel é a consciência de que nada pode lhe deter. A mesma que tinha Hitler quando anexou a Àustria e atacou a Polônia.

    • Manuel Postado em 27/Jul/2014 às 14:21

      nazisionismo

    • Alexabdre Vences Postado em 29/Jul/2014 às 19:51

      Todo o mundo civilizado esta contra Israel,que assasdsina crianças,novos velhos tendo em conta o seu poderio nas armas que os americanos lhe fornecem e a carnificina choca os cristãos,nomeadamente o Papa

  2. Nenessa Postado em 24/Jul/2014 às 22:07

    Sinceramente, eu não gostaria que o Brasil se metesse. E definitivamente somos sim um anão diplomático, nenhum país fora da América Latina irá tomar uma opinião nossa como certa e cogitar em acatá-la, porque somos uma influência conceituada. Relações comerciais é uma coisa, relações diplomáticas é outra, mas claro, sem podemos cortar laços se nos interessar, porém, será que vai interferir do outro lado?

  3. Adalberto Postado em 24/Jul/2014 às 22:19

    Pessoal que acompanha o PP(admito estava bebendo um vinho nesta quinta chuvosa e fria e talvez não esteja na melhor situação para julgar) me digam, apos inúmeros artigos neste sitio sobre o conflito na faixa de gaza, seria APENAS Isreal o "vilão" da historia (me desculpem mas o excesso de PP faz isso) ou estamos lidando com uma briga religiosa onde ambos os lados estão se favorecendo em cima de uma disputa política! Quero dizer com isso, nem um dos lados estão certos, muito pelo contrario, mas parece que ambas as mídias( tanto de direita quanto de esquerda) estão tomando partido e se favorecendo com este banho de sangue?Ps: desculpem minha embriagues em plena quinta feira ou se fui incoerente, neste caso estarei repostando minha pergunta pela manha!

    • Jean Postado em 24/Jul/2014 às 23:15

      Como contribuição ao debate: HISTÓRIA - O ESTADO SIONISTA DE ISRAEL http://pensoquepensologodesisto.blogspot.com.br/2014/07/historia-o-estado-sionista-de-israel.html

    • Jean Postado em 24/Jul/2014 às 23:17

      O Sionismo é um movimento político internacional judaico, que resultou na criação do Estado de Israel. A ONU, em 1947, dividiu a antiga Palestina em um território judeu e um território palestino. Os países árabes vizinhos (Egito, Síria, Jordânia e Iraque) não aceitaram a decisão da ONU e empreenderam uma guerra contra os israelenses, logo após a criação do Estado de Israel, em 1948. Após derrotar os árabes nessa 1ª guerra, Israel aumentou em 50% seu território, ocasionando a diáspora palestina. Na Guerra de 1967, aumentou a diáspora palestina, quando Israel tomou toda a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia (incluindo a parte Oriental de Jerusalém) e as Colinas de Golã. Com um acordo entre Israel e os palestinos, iniciado em 1993, Gaza e algumas cidades da Cisjordânia, como Jericó, Hebron, Ramallah e Belém, começaram a ser transferidas para a Autoridade Palestina, porém o conflito entre Israel e os palestinos continua até hoje, com a retomada da 2ª intifada em 2000, tendo em vista o não cumprimento de uma agenda que previa a devolução de toda a Cisjordânia à Autoridade Palestina, e devido à “intransigência” dos palestinos, que querem fazer de Jerusalém-Oriental sua futura capital. Antecedentes A 1ª diáspora ou dispersão judaica (exílio) ocorreu em 586 a.C., quando o imperador babilônico Nabucodonosor II destruiu Jerusalém e o Templo de Salomão, e deportou os judeus para a Babilônia (586-538 a.C.). A 2ª diáspora judaica começou a partir de nova destruição de Jerusalém e do 2º Templo (que havia sido reconstruído por Herodes), realizada por Tito em 70 de nossa era, e encerrou-se em 135, depois que os judeus se revoltaram contra a paganização da cidade de Jerusalém, feita pelo Imperador Adriano, com um templo dedicado a Júpiter. Após essa revolta, os judeus remanescentes na Palestina foram proibidos de pôr os pés na Cidade Santa, que passa a se chamar Aelia Capitolina, e começam e se espalhar por todo o mundo, ficando um número insignificante deles na Terra Santa. Em 637, começa o domínio árabe sobre a Palestina, permeado por um curto domínio do Reino Latino (dos Cruzados), de 1099 a 1291, o qual foi desbaratado por Saladino, Sultão do Egito. A partir do início do século XIV, a Palestina se torna parte do Império Otomano, até o fim da I Guerra Mundial (1918), quando se torna Protetorado Britânico, que perdurou até a criação do Estado de Israel. Sionismo O Sionismo, ideologia nacionalista que prega a volta dos judeus à Palestina, começa a tomar corpo principalmente depois das perseguições movidas contra os judeus na Rússia, devido ao envolvimento da judia Vera Figner no assassinato do Czar Alexandre II, em 1881, e do processo na França contra o Capitão Dreyfus, de família judaica, condenado em 1894 por um crime que não cometera. O judeu húngaro Theodor Herzl, autor do livro "Der Judenstaat" (O Estado Judeu), no qual aborda idéias de assentamentos judaicos na Palestina, observando a intolerância contra os judeus na sociedade, especialmente o Caso Dreyfus, organiza, em agosto de 1897, o 1º Congresso Sionista Mundial, na Basiléia, Suíça, ocasião em que afirma: "O sionismo é o movimento do povo judeu em marcha para a Palestina; mas, o retorno à Palestina deve ser precedido pelo retorno do povo judeu ao judaísmo". O Congresso Sionista reuniu 204 dirigentes judeus do mundo todo e as seguintes resoluções secretas foram tomadas em 3 dias de debates: "1) Estimular a colonização da Palestina, povoando-a de judeus, mediante uma emigração metodicamente organizada; 2) Organizar o movimento judeu, unificando suas formações espalhadas pelo mundo; 3) Despertar, reforçar e mobilizar a consciência judia em todas as comunidades; 4) Atuar nos diferentes Estados para obter o apoio e a anuência dos mesmos para o movimento sionista" (Hussein Triki, in "Eis aqui Palestina", pg. 53). "Quanto a Herzl, fixou, por sua vez, as fronteiras do Estado, como segue: vão do Nilo ao Eufrates e da margem direita do Nilo ao Mar Vermelho e a margem esquerda do Eufrates, a maior parte do Iraque e a totalidade da Jordânia e da Síria, sem falar, naturalmente, da Palestina" (Hussein Triki, op. cit., pg. 67). Assim, a partir do Congresso Sionista, começa a ocupação judaica da Palestina, a "Eretz Israel" ou a "pátria histórica dos judeus", embora outros países fossem propostos para a criação de um novo Estado judeu, como a Argentina, o Chipre, Uganda e até o Sinai (Egito). Em 1880, havia cerca de 20.000 judeus na Palestina (Dictionaire Diplomatique, pg. 204). Em 1914, cerca de 30 kibbutzim já se haviam estabelecido na Palestina, somando 40.000 judeus, embora houvesse crescente restrição dos otomanos. Em 1919, já eram 56.000 (Survey of Palestine, TI, pg. 144). Em 1923, após o recenceamento da Administração Herbert Samuel, a Palestina contava com 757.000 hab, dos quais 83.000 eram judeus. A colonização era feita, principalmente, por meio dos "kibbutzim", colônias agromilitares de inspiração socialista. Afirmou H. Samuel: "A política que tenho a missão de implementar no nome de S. M. compreende o fomento da imigração judia até o ponto em que haja alcançado um nível tal que permita afirmar o direito dos judeus de criar um governo judeu na Palestina". Entre 1920 e 1925, a Administração H. Samuel, em cooperação com "El Kahal", havia introduzido na Palestina 50.000 imigrantes judeus, que vieram principalmente da Rússia e da Polônia. Entre eles destacam-se: David Ben Gurión, Golda Meir, Jacobo Shapiro, Haim Gebai, Mordkhai Bentof, Moshe Sharet. Ao final do Mandato britânico, eram 600.000 judeus. Em 1916, os sionistas eram proprietários de 241.000 dunums (1 dunum = 1.000 m²); em 1947, de 1.850.000 dunums. A criação do Protetorado Britânico sobre a Palestina, depois da I Guerra Mundial, realizada pela Liga das Nações (precursora da ONU), e a posterior criação do Estado judeu, foi uma traição da Grã-Bretanha ao acordo firmado com o Príncipe Faiçal, da Arábia Saudita, na Campanha Árabe contra os turcos, durante I Guerra Mundial, no qual se garantia "a unidade dos países árabes e a independência de todos esses países" - traição essa já vislumbrada por "Lawrence da Arábia" em seu livro "Os Sete Pilares da Sabedoria", embora não conhecesse o conteúdo do Acordo Sykes-Picot. Lawrence era um oficial inglês, amigo dos árabes, e participou da campanha contra os turcos para a libertação da Península Arábica, Palestina e Síria. Em 1916, o acordo "G.S.I(j)" foi firmado entre os sionistas e o Comando britânico na zona do Oriente Médio, pelo qual os britânicos armaram as brigadas da Hagganah - embrião do futuro Exército de Israel - e ficaram encarregados de seu adestramento na guerrilha. Em 1917, David Ben Gurión e Isaac Ben Zvi formam nos EUA uma brigada de voluntários judeus americanos para combater os turcos no Egito e na Palestina. Durante a II Guerra Mundial, a Hagganah tinha cerca de 30.000 militares, entre os quais Moshe Dayan, herói da "Guerra dos Seis Dias", de 1967. No dia 2 de novembro de 1917, o Governo britânico reconheceu a "Declaração Balfour" - de seu Ministro do Exterior, Arthur James Balfour - que concedia o direito do estabelecimento de um "lar judeu" na Palestina. No entre-guerras, o Mandato britânico permitiu aos sionistas montar uma indústria bélica, que chegou a produzir "200 metralhadoras por dia, 400.000 cartuchos calibre 9 mm por mês, 150.000 obuses e 30.000 granadas calibre 3 polegadas; sem contar os morteiros pesados e leves e uma indústria muito adiantada de mina". (Hussein Triki, op. cit., pg. 121). Nessa época, milhares de judeus europeus imigraram para a Palestina, fugindo do nazismo, ocasião em que aumentaram os distúrbios entre árabes e judeus, e surgiram os primeiros grupos terroristas judeus, como o Irgun de Menachen Begin. O hebraico ressurgiu como língua oficial para os judeus na Palestina, graças principalmente ao trabalho de Eliezer Ben-Iehudá. Com o fim da II Guerra Mundial e os horrores do holocausto judeu, o movimento sionista passou a exercer uma maior pressão internacional para a criação de um Estado judeu. No dia 2 de abril de 1947, a Grã-Bretanha solicitou ao Secretário-Geral da ONU, Trygve Lie, a convocação de uma sessão extraordinária da Assembleia-Geral da organização, para estudo da "Questão Palestina". Em 28 de abril, a AGNU reuniu-se e decidiu, em 5 de maio, criar a "Comissão Palestina", composta de representantes de 11 Estados-membros. No final de agosto, foram apresentados 2 projetos diferentes: a) o projeto majoritário sugeria: 1) fim do Mandato britânico; 2) proceder à partilha da Palestina e criar nela um Estado judeu e um Estado árabe; 3) considerar a cidade de Jerusalém como zona internacional com o patrocínio da ONU. b) o projeto minoritário previa: 1) fim do Mandato britânico; 2) criação de um Estado federal cuja capital seria Jerusalém, que se comporia de um Estado árabe e de um Estado judeu. No dia 29 de novembro de 1947, na Assembleia-Geral da ONU, em Flushing Meadows, EUA, presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha, foi votada a partilha da Palestina, quando 33 Estados votaram a favor, entre os quais EUA, Rússia e Brasil. Treze Estados (10 países islâmicos, Cuba, Grécia e Índia) votaram contra a partilha e 10 abstiveram-se (entre os quais Grã-Bretanha, Argentina, China e México). Os votos que decidiram a favor da partilha vieram do Haiti, Libéria e Filipinas - considerados países "satélites" dos EUA -, os quais eram inicialmente contra a partilha, mas foram pressionados a votar a favor. Jerusalém teria status de cidade internacional. A ONU destinou aos judeus as terras mais férteis da Palestina, como a planície costeira e a planície do Esdrelon, além do Lago da Galiléia. Embora a população árabe, na época da partilha, comportasse 2/3 da população total da Palestina, de 1.936.000 habitantes, a ONU lhe destinou apenas 42,88% do território, com terras arenosas e pobres. No dia 19 de março de 1948, os EUA apresentaram um projeto ao CSNU, para que fossem suspensas as atividades referentes à partilha da Palestina, e que os árabes fossem convidados a concluir um armistício. Em 24 de março, a Agência Judia repudiou veementemente o projeto americano e que deveria ser posto fim ao Mandato britânico em 15 de maio, e solicita ser reconhecida como Governo de Israel. No dia 9 de abril, ocorre o massacre de 250 palestinos na aldeia de Deir Yasin, próxima a Jerusalém, com anciões e crianças degoladas, mulheres grávidas estripadas. O bárbaro ato foi promovido por homens do Irgun e do Stern, sob o comando de Menahen Begin. Terroristas judeus já haviam assassinado 4 policiais em Tel Aviv, no dia 26 de setembro de 1947, e em 20 de outubro do mesmo ano haviam matado o Xeque Ahmed Salama Touiki e mais 4 membros de sua família, perto da localidade de Ranana. No dia 14 de maio de 1948, em Tel Aviv, David Ben Gurión leu a proclamação do Estado de Israel. Oito horas após esse ato, o novo Estado de Israel foi invadido por tropas árabes do Egito, Síria, Jordânia e Iraque. Após essa guerra vitoriosa, Israel aumentou seu território em 50%. Os palestinos, em sua maioria, fugiram para a Jordânia, onde entraram em choque com o Exército local, culminando em 1970 num sangrento massacre de palestinos, conhecido como "Setembro Negro". Os sobreviventes foram expulsos para o Sul do Líbano, onde Yasser Arafat montou seu quartel-general, juntamente com outros grupos de resistência palestina. Na guerra de 1948, Israel arrasou vilas inteiras dos antigos moradores árabes e proibiu o retorno dos mesmos após a guerra, iniciando-se a diáspora palestina. A parte árabe da antiga Palestina, que deveria formar o novo Estado palestino, foi anexada pela Jordânia em 1950. Israel entrou, ainda, em guerra com os vizinhos árabes em 1956, 1967 e 1973, vencendo sempre. Em 1967, em apenas 6 dias, Israel tomou toda a Península do Sinai, a Faixa de Gaza, toda a margem oeste do Rio Jordão (Cisjordânia), Jerusalém-Oriental e as Colinas de Golã, na Síria. Foi o maior território já conquistado por Israel depois de 1948, aproximando-se do "Grande Israel" ou "Israel Bíblico" sonhado por Theodor Herzl. " Nessa guerra, aumentou o terrorismo de Israel contra os palestinos dos territórios ocupados. Muitas aldeias foram destruídas pelos judeus, os tratores alisando o terreno, a população tendo que fugir para escapar do massacre. As terras dos 'ausentes' foram confiscadas para instalação de bases militares e assentamentos agrícolas. Formaram-se 'cinturões' de assentamentos judeus em torno das principais cidades da Cisjordânia, como Hebron, Belém, Ramallah, Jericó e Nablus, além de Jerusalém. De 1967 até 1983, foram instaladas 163 colônias agrícolas (kibbutzim) na Cisjordânia e 12 em Gaza. No Golã sírio foram estabelecidos 29 kibbutzim entre 1967 e 1980. Enquanto os colonos judeus na Cisjordânia podiam perfurar poços artesianos de até 300 m de profundidade, os palestinos só podiam atingir 100 m" (Félix Maier, in "Egito", pg. 153 e 154). Após a Guerra do Yom Kippur, de 1973, iniciada pelo Egito e pela Síria contra Israel, é assinado o acordo de paz de Camp David entre egípcios e israelenses, em 1979, pelo qual Israel se compromete a devolver a Península do Sinai ao Egito, devolução essa efetuada somente em 1982. Em 1982, durante a invasão israelense do Sul do Líbano, houve o massacre de Sabra e Chatila, sob a complacência do então Ministro da Defesa de Israel Ariel Sharon. Cerca de 800 refugiados palestinos foram massacrados, incluindo crianças e mulheres grávidas. Entre 1948 e 1970, mais de 1.300.000 imigrantes judeus se instalaram na Palestina, aumentando a população judia de 700.000 para 3.000.000. A "Lei do Retorno" concede, ainda hoje, cidadania israelense a qualquer judeu no exterior que chegue para viver no país. Após o fim da URSS, houve grande fluxo de judeus russos a Israel, além de judeus africanos, como os "falashas" etíopes, atraídos pela política desenfreada de assentamentos do então Governo Yitzhak Shamir, auxiliado por seu Ministro da Habitação, Ariel Sharon, principalmente nos territórios ocupados. Porém, após a Guerra do Golfo, em 1991, e especialmente com a nova situação política no Oriente Médio em direção à paz entre árabes e judeus, após o Acordo de Paz entre Israel e a OLP de Yasser Arafat, assinado no dia 13 de setembro de 1993, os EUA negaram um empréstimo a Israel de 10 bilhões de dólares, para congelar a política de rápida ocupação do solo da Cisjordânia. Entre 1990 e 1993, 550.000 imigrantes se estabeleceram no Estado de Israel. Em 1994, foram apenas 78.000. A partir do Acordo de Paz de 1993, Israel cede a Faixa de Gaza e Jericó à Autoridade Palestina, embrião do que deveria ser um futuro Estado palestino. Devido a tal acordo, Yitzhak Rabin foi assassinado por um extremista judeu do Eyal, no dia 4 de novembro de 1995, da mesma forma que Anwar El-Sadat também o fora em 6 de outubro de 1981 por extremistas da Jihad Islâmica egípcia, por assinar um acordo similar com Israel.

      • Leandro Ramos Benfatti Postado em 25/Jul/2014 às 03:48

        Gostei! Parabéns Jean, seu post é GENIAL e é também UMA VERDADEIRA AULA DE HISTÓRIA E DE POLÍTICA INTERNACIONAL!!! Aprendi MUITO com você e desejo sinceramente que vc continue inteligente e brilhante assim!Muito massa!!!

      • Leandro Ramos Benfatti Postado em 25/Jul/2014 às 03:57

        EI Pragmatismo Político, por que vcs não publicam meu comentário? Estão me censurando, estão? Que eu fiz de errado? Eu só elogiei o post do Jean que contou praticamente TODA a História do conflito israelo-palestino. Só isso e nada mais.

      • Leandro Ramos Benfatti Postado em 25/Jul/2014 às 03:59

        E o que o Grande Líder Socialista Sérvio Slobodan Milosevic está fazendo na foto e na matéria desse blog?

      • Roberto Postado em 25/Jul/2014 às 07:47

        Nada a ver incluir Slobodan Milosevic nessa lista

      • Karin Postado em 25/Jul/2014 às 11:16

        Incrivel essa sua compilacao historica, Jean. Eu li ateh o trecho sobre Faisal e Lawrence, que realmente procede, dentro daquilo que conheco. Vou imprimir e ler sos poucos, pra entender de vez essa obsessao judaica, e formar minha opiniao, finalmente.

    • Jean Postado em 24/Jul/2014 às 23:19

      http://www.nkusa.org/

    • Pedro Postado em 25/Jul/2014 às 13:11

      Caro Adalberto, em uma guerra não existem mocinhos ou vilões todos são vítimas, mas acredito que há limites até na guerra... os Palestinos não são santos, sabemos disso, mas no momento não emcontram meios de se defender e não veem outra opção a não ser abaixar a cabeça e aceitar que pisem em suas esposas e filhos... mas e quando Israel dominar a Palestina? Quem será o próximo alvo?

  4. Selma Postado em 24/Jul/2014 às 22:26

    Infelizmente você Adalberto é mais um analfabeto político.

  5. janton Postado em 24/Jul/2014 às 22:41

    Quando Netanyahu chama o Brasil de anão diplomático, demonstra a truculência e ignorância dos déspostas. Ele sequer deve saber que a sessão da ONU que definiu a partilha da Palestina com a consequente criação do estado de Israel, foi presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha. Se ele tiver razão, talvez a criação de Israel tenha sido um grande erro defendido pela política dos anões da diplomacia, na pessoa de Osvaldo Aranha.

  6. Ankh Postado em 24/Jul/2014 às 22:53

    Israel parece um adolescente, que mesmo já tendo sido tímido e perseguido, agora está se favorecendo do amigo valentão para fazer o mesmo com os mais fracos! Desculpem minha porca analogia, no entanto, depois dessa resposta israelense não dá para levar a sério esses caras! Enfim, esses representantes estão cultivando a antipatia de muita gente e isso é uma lástima, já que nem todo israelense é um intolerante radical como esses sujeitos...

  7. Rodrigo Postado em 24/Jul/2014 às 22:57

    (Outro Rodrigo) Adalberto, a diferença, no meu entendimento, é apenas quanto à eficiência no que se refere ao alcance de resultados letais, por parte de Israel. O Hammas tem por norte a destruição do Estado Judeu, o que segue sempre tentando e apenas não consegue dada a precariedade dos seus foguetes (boa parte abatida pelo sistema de proteção israelense) e às barreiras impostas por Israel. Um parâmetro a ser observado, quanto a "partilhas" desastrosas, é o da Índia e Paquistão, sendo constante a tensão entre estes governos, mas, neste caso, ambos países são potências nucleares e, como ontem ouvi de uma amiga, ninguém quer "bater palma pra maluco dançar". A vilania, pois, no caso das postagens, é mútua, de um lado havendo maior número de tentativas frustradas, de outro havendo maior percentual de "sucesso" (a palavra mostra-se infeliz, sei) no alcance do resultado morte, ambos os governos devendo responder por seus crimes.

  8. Maíra Postado em 24/Jul/2014 às 22:58

    Comparar um jogo de futebol com o massacre promovido por Israel é de um sadismo que beira a psicopatia. Israel não respeita a ONU nem ao Brasil, pq sabe que tem os EUA como comparsas para limpar todas as merdas que eles fazem.

  9. Ricardo de Moraes Postado em 24/Jul/2014 às 22:59

    O atual governo israelense parece sofrer de nanismo moral ao utilizar excesso de violência na tentetiva de superar seu nanismo territorial.

  10. Jean Postado em 24/Jul/2014 às 23:21

    ISRAEL CONTRA O MUNDO?????? NÃO!!!! E.U.A DÃO TOTAL APOIO A ISRAEL E ISSO É INCONDICONAL!!!!!!! PARCERIA BÉLICA E TECNOLOGICA!!!!

  11. Adalberto Postado em 25/Jul/2014 às 00:44

    Agradeço a todos que responderam ao meu comentário, principalmente porque foram muito bem educados e singelos, quase um colírio aos olhos de quem está acostumado a tanto ódio e a noticias imparciais, vou estar lendo e respondendo a eles amanhã para termos uma conversa civilizada em tom "evolutivo"! Uma boa noite e bom final de semana.

  12. Alexandre Postado em 25/Jul/2014 às 01:42

    Que tal lembrá-los quantos brasileiros morreram na segunda guerra lutando contra o nazismo que os exterminava?

  13. Roberto Postado em 25/Jul/2014 às 07:51

    Sionismo = Supremacismo judaico, em nada diferente do supremacismo ariano do nazismo. Sionismo = Apartheid, em nada diferente do antigo regime segregacionista sulafricano.

  14. Thiago Teixeira Postado em 25/Jul/2014 às 07:58

    Anão diplomático ... sei ... quantos eventos internacionais esportivos, geopolíticos, sociais, ambientais ou econômicos foram organizados em Israel?

    • João Postado em 25/Jul/2014 às 10:50

      DIPLOMATICO .... o porta voz Israelense ainda diz que o Brasil é um gigante economico e cultural.... mas no campo da diplomacia é um ANÃO

  15. Fernando Postado em 25/Jul/2014 às 13:24

    Anão diplomático? Mas por que tanta raiva do anãozinho irrelevante e inofensivo, então?

  16. Franco Postado em 25/Jul/2014 às 18:15

    Não tem comparação, estão apenas se defendendo, gritaria em todo mundo pode estar ocorrendo contra a guerra mas o silencio daqueles que sabem que Israel tem o direito de se defender émuito maior, apenas essa pagina tem mais de 1.000.000 de apoiadores. https://www.facebook.com/idfonline?fref=ts Em uma semana cresceu dobrou o numero de seguidores, quaquer país tem o direito de se defender.

    • Manu Postado em 26/Jul/2014 às 18:39

      Franco, matar civiles no es defender-se... por favor!! No repitas la propaganda del Gobierno israeli como un loro.

  17. Glézio Ribeiro Postado em 27/Jul/2014 às 11:42

    Os judeus,durante a Segunda Guerra Mundial eram as "vítimas indefesas",principalmente nas mãos de Adolf Hitler,o ditador nazista da Alemanha.Hoje,eles são os algozes de um povo atrasado e que não pode lhes fazer frente.Israel tem hoje um dos melhores exércitos do mundo,apoiados que são pelos Estados Unidos e pela comunidade judia residente em território americano.ONU é apenas uma figura de retórica...não tem capacidade coercitiva e não resolve problema nenhum.Então,ficamos a presenciar a morte de crianças e mulheres,sem que o mundo tome qualquer providência.